Cão luta para sobreviver após ser brutalmente agredido com espada em SP

Um cachorro da raça pit bull foi brutalmente agredido em Praia Grande (SP). Ele foi submetido à cirurgia, mas corre risco de morte. Testemunhas afirmaram que o animal foi atacado com uma espada por um homem após brigar com o cachorro dele.

Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau

A agressão aconteceu na segunda-feira (12), na Vila Caiçara. “Fui buscar minha filha, de cinco anos, e cheguei por volta das 17h30. Como meu cachorro é muito tranquilo e não tem o costume de sair, provavelmente na hora que eu estava no carro pegando ela e a mochila, ele saiu e não reparei”, contou ao G1 a cabeleireira Daniela Soares da Rocha Costa, de 26 anos.

Por volta das 19 horas, vizinhos de Daniela a chamaram e perguntaram se ela era tutora de um cão de pelagem marrom e se ele tinha fugido. Ela, então, acendeu a luz da garagem e percebeu que Bruce não estava no local.

“O homem falou ‘ele está morrendo aqui na frente da rua’. Quando sai, a minha calçada estava cheia de sangue e o Bruce estava com a cabeça e pata abertas”, disse.

Moradores do bairro disseram que o pit bull brigou com um cachorro de pequeno porte na rua de trás e que algumas pessoas jogaram água e tentaram separar a briga, mas não conseguiram.

“Então, não sei se foi o tutor desse cachorro, porque não vi a pessoa. Mas, testemunhas me falaram que foi sim e que o homem pegou uma espada, provavelmente aquelas de parede, e acertou a cabeça dele. Eu consegui apenas ver o rastro do sangue até a casa do cara”, afirmou.

Após encontrar Bruce, Daniela ligou para uma clínica veterinária e levou o animal para ser submetido a uma cirurgia de emergência. “Os veterinários falaram que ele corria muito risco por ter perdido sangue. Precisou de uma transfusão e depois ficou horas realizando o procedimento cirúrgico”, disse.

Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau

A tutora do pit bull contou ainda que a veterinária relatou que o ferimento foi tão grave que alcançou o crânio do cachorro e cortou o osso. “A sorte é que não pegou no cérebro, mas provavelmente ele tenha que remover o olho. Ele está muito assustado, não come nem bebe, apenas vomita”, contou.

“Por ser um pit bull, os meninos da rua defenderam a ação do homem que o agrediu, afirmando que devido a raça deveria se defender. Mas ele é muito dócil com qualquer pessoa. Tem seis anos e nunca se mostrou violento. Minha filha está muito abalada, chora muito. Fiquei desesperada ao saber que ele poderia não resistir”, desabafou.

Boletim de ocorrência

A Polícia Militar esteve no local da agressão. O homem identificado por testemunhas como o responsável por agredir o animal afirmou que o pit bull tinha mordido uma idosa, mas nenhuma vítima foi localizada. Daniela lembrou ainda que o cachorro de porte pequeno estava apenas levemente ferido.

A tutora de Bruce compareceu ao 2º DP de Praia Grande e descobriu que o agressor registrou um boletim de ocorrência contra ela por omissão e ameaça.

Daniela contou que seu esposo esteve no local da agressão para saber o que teria acontecido e para tentar identificar a suposta idosa ferida, na intenção de socorrê-la.

“Provavelmente foi uma mentira para tentar justificar a agressão ao Bruce. Após noites sem dormir, estamos aguardando para que ele seja forte e resista ao pós-operatório, porque além de ter sido nosso companheiro, hoje é o melhor amigo da minha filha. Crimes como esse não podem sair impunes”, argumentou.

A investigação do caso ficará por conta da Polícia Civil.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorro surdo reencontra família após ficar desaparecido por 10 anos

Snoopy voltou para casa após ficar 10 anos desaparecido. Encontrado na rua, surdo, ele foi resgatado e teve a chance de reencontrar sua família uma década depois do dia em que fugiu. O caso aconteceu em Curitiba, no Paraná.

O cão, que ficou conhecida como Fumaça por ser um pouco bravo, foi encontrado pela consultora comercial Karina Bremm. Ele estava deitado dentro de uma poça de água no meio da rua, no bairro Marinoni, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Eu estava passando de carro quando vi o cachorro. Quase atropelei ele, buzinei, fiz de tudo e nada. Parei o carro e tentei chamar para tirá-lo da rua, mas percebi que ele era surdo”, contou ao G1. Karina pegou ração no carro e usou o alimento para atrair o cão e colocá-lo no veículo.

“Chegando em casa não sabia o que fazer e, como tenho gato, ficou complicado. Decidi, então, publicar nas redes sociais que havia encontrado o cão. Ainda na internet, encontrei uma pessoa que me indicou um hotel para abrigá-lo”, explicou Karina.

Após levar o cão para o hotel, ela continuou procurando o tutor do animal por meio das redes sociais. Karina acreditava que não conseguiria encontrar um novo lar para o cachorro porque ele é idoso e bravo.

Na semana passada, quando completou um mês e meio do resgate de Snoopy, um homem enviou uma mensagem para Karina no Facebook afirmando que o cachorro poderia ser o cão que fugiu da casa dele há 10 anos.

“Ele perguntou: ‘É macho?’. Falei que era. Aí ele me perguntou como que eu tinha resgatado, e ele, emocionado, me disse: ‘Nossa, minha família morou nesse bairro há muito tempo. Pelas características que você falou, é ele. É o Snoopy’. E eu senti verdade na fala dele”, relatou Karina.

Karina disse que Snoopy rosnava até quando ofereciam comida para ele, mas que entrou imediatamente dentro do carro do tutor assim que o viu.

“Quando o tutor pegou na corrente, ele já foi andando do lado. Reconheceu mesmo, e aí vimos que era real a história. Eles abriram a porta do carro, e ele já entrou, como quem diz: ‘Achei finalmente a minha família’. Foi tão lindo”, disse.

O tutor de Snoopy, que preferiu não ser identificado, contou que a família acreditava que nunca mais veria o cão.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Ele e outro cachorro que tínhamos fugiram há dez anos, quando meu filho tinha poucos meses de vida. Um dos cães voltou, mas o Snoopy, não. Na época, não tinha redes sociais, nem nada, então perdemos ele mesmo”, disse.

O homem disse ainda que só viu a publicação da Karina no Facebook porque um outro cão apareceu na frente de sua casa e ele decidiu divulgar o caso na rede social.

“É engraçado, né? Parece coisa de Deus, era para ter esse reencontro. Eu vi que era ele pelos traços familiares, pelo olhar, mesmo estando com os pelos mais brancos”, explicou. De acordo com o rapaz, a mãe de Snoopy fez parte da família por muito tempo.

Atualmente, a família do cão mora no bairro Sítio Cercado. “O Snoopy morou 11 anos conosco, então agora deve ter 21 anos, é bem velhinho. Talvez tenha voltado para se despedir mesmo. Ele está meio mal, deve ter sofrido muito enquanto estava na rua. Eu duvido que ele tenha morado com outra família justamente por causa da sua personalidade forte”, concluiu o tutor.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Homem mata cão com golpe de foice após animal comer galinha no Paraná

Um homem de 70 anos foi detido na segunda-feira (12) após matar um cachorro com golpes de foice em Ponta Grossa (PR). Ele afirmou, segundo a Guarda Municipal (GM), que o animal era da família e foi morto porque estava comendo galinhas que vivem na propriedade da irmã dele.

Imagens registraram a agressão (Foto: Guarda Municipal/Divulgação)

A Guarda Municipal foi acionada pela filha do acusado e um boletim de ocorrência foi registrado. As informações são do G1.

Ao chegar no local, os guardas descobriram que o cachorro já havia sido enterrado. O homem foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Ponta Grossa e foi liberado após prestar depoimento.

Aos policiais, o homem contou que não conseguia ter um cachorro que matava galinhas porque gastou dinheiro para tê-las. De acordo com a Polícia Civil, o acusado demonstrou que não sabia que matar o cão era errado. Ele responderá pelo crime de maus-tratos a animais.

Por meio de rede social, o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) afirmou que a Prefeitura de Ponta Grossa vai autuar o homem por crime ambiental.

A Guarda Municipal informou que 193 casos de maus-tratos foram registrados em 2019 na cidade.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorro explorado pela PM para procurar vítimas morre em Ribeirão Preto (SP)

Uma briga entre cachorros matou Apache, um cão explorado pela Polícia Militar para busca de vítimas. O animal morreu na sexta-feira (9), em Ribeirão Preto, após ser mordido no pescoço. A morte aconteceu devido ao rompimento de uma artéria.

Foto: Reprodução/EPTV

O cachorro esteve envolvido nas buscas pelo menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, que foi morto em novembro de 2013. O caso repercutiu nacionalmente.

Da raça bloodhound, Apache tinha 8 anos e tinha, enfim, se libertado da exploração promovida pela polícia no ano passado, quando foi adotado pelo treinador, o cabo da PM Ataíde Andrade dos Santos.

“O que o ocorreu foi inesperado, pois a gente espera que eles vão embora velhinhos. Mas, aí, acontece esse incidente, e é muito triste”, declarou Santos. O corpo do cachorro foi enterrado nas proximidades do canil no batalhão da PM em Ribeirão.

Exploração animal

Os cachorros do canil da Polícia Militar são explorados para benefício humano. Exploração, é importante frisar, independe de maus-tratos. Um animal não precisa ser maltratado para ser explorado, basta que ele seja forçado a realizar atividades anti-naturais em prol de terceiros, como aconteceu com Apache.

Cães da polícia são obrigados a aprender comandos anti-naturais para executá-los em benefício dos seres humanos. Muitos deles são colocados em situação de risco – como acontece em operações de combate ao tráfico. O faro aguçado desses animais existe para que eles usem esse faro para a própria sobrevivência deles, não para que isso seja visto como um item a ser desfrutado por humanos.

Animais existem por propósitos próprios e não podem ser tratados como objetos a serviço dos seres humanos.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente,gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.13


Gata grávida fica paraplégica após ser alvejada por tiro de arma de pressão

Uma gata grávida ficou paraplégica após ser baleada, na semana passada, em Ipirá, na Bahia. Uma arma de pressão foi usada para ferir o animal. Encontrada se arrastando na rua, a gata foi resgatada pela Associação de Proteção dos Animais de Ipirá.

Foto: Divulgação

Não se sabe quem atirou contra o animal, que aparenta não ter tutor. “Uma amiga estava passando pelo local, fez as imagens e nos pediu ajuda. Nas imagens era possível ver o animal se contorcendo de dor e, devido ao ferimento, não conseguia se levantar, se arrastava e babava muito. De início chegamos a pensar que a gatinha tivesse sido atropelada”, comentou uma representante da entidade ao portal Tribuna da Bahia.

Socorrida, a gata foi levada para uma clínica veterinária em Feira de Santana. No local, ela foi submetida a exames de raio-x e ultrassom que constataram a presença de balas no corpo dela, além da gravidez.

O médico veterinário Erivaldo Nogueira, do Hospital Medical Pet, para onde a gata foi levada, explicou que a bala que deixou o animal paraplégico atravessou a coluna e ficou alojada dentro da lombar.

Foto: Divulgação

Na clínica, a gata recebeu o nome de Nala. Ela está se recuperando, mas ainda corre risco de sofrer uma hemorragia. Novos exames de ultrassonografia serão realizados nos próximos dias para que, depois, a gata possa ser submetida a uma cesárea, já que no estado dela o parto normal não será possível.

A entidade que resgatou Nala pede ajuda para arcar com os gastos do tratamento veterinário. A Associação de Proteção dos Animais de Ipirá aceita doações de fralda tamanho PP, sachês e ração, além de quantias em dinheiro para ajudar a quitar a dívida na clínica veterinária. A ONG sobrevive de doações e atualmente sofre com a falta de recursos para manter os animais resgatados.

Interessados em ajudar devem entrar em contato com os voluntários da entidade através do Instagram.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cadela fica gravemente ferida após sofrer abuso sexual no interior do MS

Uma cadela foi resgatada com ferimentos graves após sofrer abuso sexual em São Gabriel do Oeste (MS). O estupro foi diagnosticado por um profissional na clínica veterinária para onde o animal foi levado. O caso foi registrado nesta quinta-feira (8) em uma delegacia e será investigado.

FOTO: ONG CONSCIÊNCIA ANIMAL

Voluntários da ONG que resgatou a cadela foram acionados na quarta-feira (7) e receberam a informação de que uma cadela aparentava ter sido atropelada porque sangrava muito. Após exames, no entanto, a veterinária afirmou que os ferimentos indicavam abuso sexual.

A profissional explicou que o agressor teria puxado o rabo da cadela com tanta força que acabou rasgando-o – o que aconteceu, também, com o ânus do animal, que foi medicado e recebeu curativos. A dor era tanta que a cadela não conseguia defecar. As informações são do portal Conteúdo MS.

Os voluntários da entidade não sabem quem foi o autor do estupro, mas suspeitam que ele tenha ocorrido na noite de terça-feira (6), no bairro Fênix.

O caso foi denunciado como maus-tratos a animais e a Polícia Civil está à procura de informações que levem à identificação do estuprador. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 3295.1480.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cadela morre dias depois de cair em galeria pluvial em Novo Horizonte (SP)

Uma cadela morreu dias depois de cair em uma galeria pluvial em Novo Horizonte (SP). No entanto, a queda, que aconteceu na última semana, não foi o que motivou a morte. Diagnosticada com cinomose, a cadela morreu por causa da doença.

Foto: Reprodução / Bom Dia Cidade Rio Preto / TV TEM

O acidente aconteceu no bairro Jardim das Oliveiras. A cadela caiu em uma galeria com mais de dois metros de profundidade. As informações são do G1.

Moradores da região ouviram latidos do animal e acionaram o Corpo de Bombeiros. Não se sabe por quanto tempo a cadela ficou presa no local.

“Ela tinha cinomose e chegou até nós muito debilitada. Tratamos os ferimentos nos olhos, mas ela teve várias convulsões por causa da doença e não resistiu”, afirmou ao G1 a veterinária Viviane Cristina da Silva, que socorreu o animal.

Os militares levaram quase uma hora para conseguir tirar a cadela da galeria. Para isso, eles precisaram usar uma ferramenta hidráulica para cortar barras de ferro existentes no local. Um dos bombeiros entrou na tubulação e pegou a cadela, que estava encolhida e assustada.

Foto: Kall Rigamonte


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


‘Muita crueldade’, diz motorista após adotar cadela abandonada em rodovia

O abandono de uma cadela em uma rodovia do estado de São Paulo emocionou um motorista, que decidiu parar e resgatar o animal. O caso aconteceu em um trevo na Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), em Matão (SP).

“Eu acho que não tem explicação, ela só precisa de carinho e nada mais”, disse ao G1 Osmar Aparecido Fabre, que, após o resgate, acabou adotando a cadela.

Foto: Osmar Aparecido Fabre/Arquivo pessoal

Fabre encontrou o animal na segunda-feira (29), mas o caso só foi divulgado na quarta (31) quando um amigo dele publicou em rede social o vídeo que o motorista fez no momento do resgate. A publicação repercutiu e alcançou mais de 900 mil visualizações e 29 mil compartilhamentos.

O motorista dirigia em direção ao trabalho quando viu uma casinha na margem da rodovia. Ao parar para verificar do que se tratava, encontrou a cadela. “Era recente, não tinha orvalho na casinha. Então deixaram e eu passei bem na hora”, contou.

Fabre foi para o trabalho e, ao chegar na empresa, comentou com seu encarregado sobre o caso. O funcionário se solidarizou com a situação e emprestou um veículo para que a cadela fosse salva.

“Quando eu cheguei ela estava na grama do lado, me viu e entrou na casinha. Ela tremia bastante e em nenhum momento deixou a casinha”, disse.

Após ser adotada, a cadela ganhou o nome de Nina. Ela tem cerca de um ano e agora faz companhia para Neguinha, de 11 anos, que até então era o único animal tutelado por Fabre, que mora em um sítio no qual é caseiro.

“No começo elas não se deram muito bem, deu uma briguinha, mas logo elas se acostumam. Os animais entendem a necessidade do outro mais que a gente”, afirmou.

Nina está se alimentando bem e já se soltou, deixando no passado a timidez que demonstrou durante o resgate. “Eu nunca fiz esse tipo de boa ação, mas eu vi aquilo e achei demais, muita crueldade. Agora eu sinto alívio, fé e vontade de fazer mais ainda por ela”, contou o caseiro, emocionado.

Abandono é crime

Abandonar animal é crime previsto na lei nº 9.605/98, e tem como pena detenção de 3 meses a um ano e multa. Se o animal morrer, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

No ano passado, um projeto que aumenta a pena para o crime para até quatro anos foi aprovado pelo Senado, com possibilidade de ser acrescido um terço em caso de morte do animal. O texto tramita atualmente na Câmara dos Deputados.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cadela abandonada para morrer em noite fria é resgatada e adotada por policial

Uma cadela foi abandonada para morrer, presa dentro de um saco de ráfia, amarrado por um fio, num canavial às margens da Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo, a Rodovia da Integração (SP-563), em Tupi Paulista (SP). A vida, no entanto, havia reservado uma nova chance para o animal, que foi resgatado e encontrou um novo lar.

Casaco foi colocado em Vitória para aquecê-la (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Vitória, como passou a ser chamada a cadela, devido à garra que ela teve para sobreviver, foi encontrada no domingo (4) pelo produtor rural Marinho Zamonelo, de 44 anos. Ele passava de carro no local quando viu algo e decidiu parar e verificar.

“Só vi porque ela [cadelinha] levantou a cabeça, como se estivesse pedindo socorro, e no impulso fui tentar desamarrar. Mas ela começou a pular e rosnar, então, fiquei com medo e liguei para os bombeiros, que me orientaram a acionar a polícia local”, lembrou ao G1. “Não é meu costume parar ali, parece que foi uma luz”, completou.

Para Zamonelo, a pessoa que fez isso com a cadela não tem amor no coração. “Tem tanta coisa errada no mundo e isso prova que as pessoas não têm amor no coração, nem pelos animais”, disse. O produtor rural espera não vivenciar a mesma situação de novo, mas garante que irá ajudar caso aconteça.

Policiais salvaram a vida de Vitória (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

“Para fazer o bem, eu paro. O homem não vê, mas Deus vê o que a gente faz”, afirmou.

A cadela foi resgatada por policiais militares da 4ª Companhia de Tupi Paulista, pertencente ao 25º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I) e adotada por um dos agentes. Ao chegar no local da denúncia, os policiais encontraram a cadela dentro do saco, apenas com a cabeça para fora. Assustada, ela se debatia.

A Polícia Militar considera que o animal foi abandonado para morrer. “Com muito custo, os policiais conseguiram libertar o animal e constataram que se tratava de uma fêmea, contudo, encontrava-se muito debilitada e não conseguia se levantar, provavelmente por ter passado toda a noite exposta ao frio intenso que se registrou”, informou a Polícia Militar em nota oficial.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que entre 7h e 8h, horário em que o resgate foi solicitado, os termômetros marcavam entre 10,2°C e 11,1°C na região e que, um pouco antes, por volta das 6h, foi registrado 10,1°C.

Comovido com a situação da cadela, o cabo Paulo Barberino Filho tirou a própria jaqueta e colocou sobre Vitória, numa tentativa de aquecê-la. Além dele, participaram da ação os soldados Rodrigo Fernando Nascimento de Souza e Mailson Brito Meneghini e o cabo Fabiano Henrique Vello Rossaneli, que acabou adotando a cadela. O Corpo de Bombeiros e uma ONG de proteção animal de Dracena (SP) também foram acionados.

Vitória foi adotada pelo cabo Rossaneli (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Após o resgate, Vitória foi encaminhada para uma clínica veterinária, onde segue internada. Diagnosticada com hipotermia, ela recebeu os cuidados necessários e, por estar saudável, deve receber alta médica nesta terça-feira (6).

De acordo com o médico veterinário Colombo Guerra Carvalho Júnior, exames foram realizados, dentre eles um hemograma, e foi constatado que o animal está com boa saúde. “Estava somente com a temperatura baixa”, comentou. Vitória recebeu medicamentos, vitaminas e aquecimento. “Duas horas depois, já estava bem e comeu um monte de ração”, completou o profissional, que estima que a cadela tenha menos de um ano de idade.

Final feliz

Apesar da história de Vitória ter começado triste, a ação dos envolvidos no resgate e a atitude de Rossaneli, ao adotá-la, mudaram seu destino. Assim que for liberada da clínica, a cadela poderá viver uma nova vida ao lado de sua nova família.

O cabo da PM decidiu adotar Vitória após se comover com a situação em que ela foi encontrada. Ele conversou com a esposa, que concordou e, então, formalizou a adoção.

Rossaneli disse ao G1 que este foi o primeiro resgate de animal em situação de abandono no qual ele atuou. “Como uma pessoa dessa [que abandonou] dorme à noite?”, questionou o policial.

Cadela foi abandonada para morrer (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

O militar lembrou que, após encontrar a cadela graças à denúncia recebida pela PM, a equipe policial fez contatos para ajudar o animal. Dentre as pessoas contactadas está a protetor de animais Joisiany Ceber, que foi a responsável por encaminhar Vitória ao veterinário e a escolher o nome dela.

“Vou manter esse nome, porque ela foi forte. Na situação em que ela estava, não se sabe desde que horas, ela sobreviveu”, afirmou o cabo. “Me sinto agradecido por dar uma segunda chance para o bichinho”, acrescentou.

Repercussão 

Publicada na rede social da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a história do resgate de Vitória alcançou, até a publicação desta reportagem, aproximadamente de 35 mil reações, 12,9 mil compartilhamentos e 7,9 mil comentários.

A repercussão foi tamanha que o caso chegou ao conhecimento da ilustradora Gisele Daminelli, de Santa Catarina. Comovida com o desfecho da situação, ela fez um desenho que retrata o momento em que Vitória foi aquecida pelo casaco de um dos policiais.

Ilustradora retratou resgate de Vitória em desenho (Foto: Reprodução/Instagram)

Rossaneli ficou surpreso com o alcance que o caso teve. “A gente tira foto para mostrar aos comandantes, no caso, para chamar a Joisiany”, comentou.

Nas redes sociais, a atitude daqueles que participaram do resgate foi elogiada. “Parabéns a todas as equipes pelo bom coração”, escreveu um internauta. “É assim que se demonstra o respeito a vida, pena que a maioria dos olhos não enxergam”, disse outro.

A Polícia Militar também parabenizou os agentes e as demais pessoas que se envolveram no resgate. “Parabéns aos guerreiros que participaram do atendimento e apoio. Não mediram esforços para amparar o próximo, ainda que este tivesse sido um animal indefeso”, incentivou a PM.

Cabo Barberino tirou sua jaqueta e colocou em Vitória para protegê-la do frio (Foto: Polícia Militar/Divulgação)


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Gata desliga despertador do celular da tutora e o caso viraliza na internet

Uma gata foi flagrada pelas tutoras desligando o despertador do celular delas. A situação foi registrada em um vídeo (confira abaixo) que, após ser divulgado, viralizou na internet. O casal Juliane Cristiane da Silva, de 28 anos, e Daniela Cristina Marinello, de 34, perdeu hora algumas vezes até descobrir o que estava acontecendo.

Joaquim desliga despertador do celular da tutora (Foto: Arquivo Pessoal)

Daniela deixou de escutar o despertador em algumas manhãs, segundo o relato da companheira Juliane. Ao acordar, ela encontrava o celular no chão e a gata em cima do criado mudo.

Desconfiado, o casal decidiu aproveitar as férias para fazer um teste. “Acordamos pela manhã, programamos o celular para despertar e comecei a gravar. Achei a situação bem engraçada”, disse Juliane ao G1.

O vídeo foi publicado por um amigo de Juliane em um grupo em rede social e viralizou. A repercussão surpreendeu a tutora da gata.

O animal, no entanto, já começou a perceber quando está sendo gravado pelo casal. “Ela sempre levanta, se não vai desligar o alarme, ela chama a atenção da gente, se esfrega no nosso rosto para desligarmos”, disse Juliana, que afirmou ainda que a gata fica brava quando não consegue desligar o despertador. “Acho que ela percebeu que a gente levanta e vai embora quando o despertador toca e ela, na verdade, quer que a gente fique lá. Ela é muito carinhosa e gosta de ficar dormindo com a gente”, explicou.

Daniela (à esquerda) e Juliane (à direita) com a gata Joaquim (Foto: Arquivo Pessoal)

A gata, de 7 anos, se chamava Maria Joaquina, mas teve seu nome mudado para Joaquim. Segundo Juliane, a mudança foi feita porque Joaquim é um nome mais fácil de pronunciar quando é preciso dar uma bronca na gata por alguma travessura dela.

O casal tutela outros cinco gatos, no entanto, a única que tem um comportamento inusitado é Joaquim. De acordo com Juliane, a gata é dominante e se considera dona do território.

“Ela é esperta, muito expressiva, impõe a personalidade. A gente sabe quando ela quer comer, dormir, quando quer que a gente fique quieta, é muito impositiva. Sempre foi assim”, disse Juliane.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.