Ilha vai fechar para turistas após dragão-de-komodo serem sequestrados

A ilha de Komodo, na Indonésia, vai fechar para turistas a partir de janeiro de 2020. Os sequestros de dragões-de-komodo, que vivem no local, foi o que motivou a decisão de fechar as portas no próximo ano. A ilha se tornou um ponto turístico famoso devido à presença do dragão, que é raro e sofre ameaça de extinção.

(Don Arnold / WireImage/Getty Images)

A maior parte dos animais vive protegida dentro do parque nacional da ilha. Isso, no entanto, não impediu que muitos deles fossem levados por visitantes para, depois, serem traficados em outros países a preços altos. As informações são do portal EXAME.

A decisão de fechar o local veio após 41 dragões terem sido levados da ilha no último mês por caçadores que visam apenas o lucro em detrimento do bem-estar desses animais e da conservação da espécie.

Os lagartos, no entanto, não foram os únicos a serem retirados do local por visitantes. Ursos e catatuas também já foram vítimas, tendo sido resgatados pela polícia, assim como cinco dragões-de-komodo, encontrados após uma pessoa tentar vendê-los através do Facebook.

Considerados lagartos gigantes, os dragões podem pesar entre 68 e 91 quilos. Após serem capturados por caçadores e vendidos, muitos deles são mortos para fabricação de peças com seu couro, usado em roupas e móveis, e para a fabricação de joias e talismãs com seus dentes e garras.

Quando as atividades da ilha voltadas para o público forem encerradas em 2020, as autoridades locais vão implementar um programa de conservação para aumentar a população do dragão-de-komodo, que conta atualmente com 5,7 mil animais, e para preservação do habitat da espécie.

Traficantes são presos com arara de espécie rara e ameaçada de extinção

Dois homens e uma mulher foram presos na noite da última segunda-feira (1º) na BR-153, em Uruaçu (GO), após serem flagrados transportando dezenas de animais silvestres, alguns em ameaça de extinção, como é o caso da arara ararajuba, espécie rara de coloração viva.

Os animais foram descobertos quando agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ouviram um pássaro cantar enquanto fiscalizavam um carro. Eles pediram, então, para que os ocupantes do automóvel descessem do carro e iniciaram uma vistoria. No Fiat Uno estavam o condutor, de 44 anos, outro homem, de 34, uma jovem, de 19, e o filho dela, um bebê de 11 meses. As informações são do O Dia Online.

Foto: Rudimar Narciso Cipriani/Ilustrativa

Durante a vistoria, dezenas e aves confinadas em mochilas, sacos plásticos, caixas de sapatos e gaiolas foram encontradas debaixo do banco do veículo, coberto com pertences da criança para esconder os animais. Ao todo, foram encontrados 29 curiós, três papagaios e 28 araras das espécies ararajuba e araracanga.

Um passageiro do carro disse ter comprado as aves de sete pessoas que as capturaram em Goianésia do Pará. Elas seriam levadas para São Paulo, onde seriam vendidas.

O grupo foi preso por crime ambiental e maus-tratos a animais. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Uruaçu. O Ibama foi acionado e deve multá-los pelos crimes. Os animais ficarão sob a responsabilidade do CETAS de Goiânia.

Ararajuba

A ararajuba, espécie endêmica do Brasil, é encontrada exclusivamente entre o norte do Maranhão, o sudeste do Amazonas e o norte do Pará, sempre ao Sul do Rio Amazonas e ao Leste do Rio Madeira. Na década de 1990, registros de avistamentos foram feitos em Rondônia e no extremo norte do Mato Grosso.

Apesar de nunca ter sido grande, a população da espécie tem diminuído cada vez mais devido à ação humana. Os maiores índices de desmatamento na Amazônia ocorrem nas áreas de ocorrência da ararajuba, o que coloca em risco a sobrevivência desse animal. O tráfico também contribui para a redução das aves. Bandos inteiros, inclusive filhotes recém-nascidos, são transportados para o Sudeste e comercializados por traficantes em feiras clandestinas.