Baleias jubartes deixam a Antártida e chegam a Abrolhos (BA)

Por David Arioch

As duas vieram de uma longa jornada que começou nas águas gélidas da Antártida (Foto: Eco 360)

Na última sexta-feira, uma baleia e seu filhote foram vistos nas proximidades da ilha Siriba, dentro do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA). Elas são as primeiras jubartes a chegarem ao arquipélago em 2019.

As duas vieram de uma longa jornada que começou nas águas gélidas da Antártida. Todos os anos, cerca de nove mil baleias enfrentam essa longa viagem cujo destino é o litoral brasileiro, onde elas se reproduzem. O maior berçário da espécie fica em Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Tradicionalmente, as baleias costumam visitar a costa brasileira entre julho e novembro, mas nos últimos anos elas estão chegando no final de maio.

No Parque Nacional é possível observar as baleias jubarte e realizar outras experiências como mergulho livre e autônomo, caminhada em trilha, observação de aves marinhas entre outras. O visitante interessado na observação dos animais pode verificar junto ao Centro de Visitantes da unidade, na cidade de Caravelas (BA), as operadoras de turismo credenciadas para a atividade.

Sobre a espécie

A baleia jubarte é caracterizada por longas nadadeiras peitorais, semelhante a asas. Isso fica ainda mais evidente nos saltos que ela faz fora d’água – quando a baleia jubarte parece alçar voo. Uma baleia jubarte adulta pode pesar cerca de 40 toneladas e medir até 16 metros. A expectativa de vida pode alcançar 60 anos.

Durante o verão, as baleias jubarte se concentram nas águas polares (tanto no Ártico quanto na Antártida), migrando, durante o inverno para os trópicos, onde se reproduzem. Locais como a costa nordeste do Brasil; costa oeste da África; costa leste do Oceano Índico; costa leste da Oceania e costa oeste da América do Sul são áreas conhecidas de reprodução e alimentação durante o inverno.

A gestação da fêmea dura cerca de onze meses e as fêmeas estão aptas a darem à luz com aproximadamente seis anos. As mães costumam ficar o tempo todo com seus filhotes, pois estão muito vulneráveis durante os primeiros dez meses. As principais ameaças são ataque de predadores e de humanos.

Os filhote ficam com suas mães por quatro a seis anos, quando atingem a maturidade sexual. Até lá, eles acompanham as mães nas migrações anuais durante o inverno.


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Japão se prepara para retomar a caça de baleias em 1° de julho

No final do ano passado, o Japão chocou o mundo ao anunciar que estava deixando a Comissão Internacional das Baleias (IWC) para poder retomar a caça comercial de baleias. A saída formal acontecerá no dia 30 de junho de 2019.

O Japão voltará a caçar no dia 1° de junho de 2019.

Agora, os baleeiros japoneses já discutem planos para retomar a caça comercial ao longo da costa nordeste em 1º de julho, pela primeira vez em três décadas.

A Agência de Pesca disse que os baleeiros em seis cidades da costa do Pacífico, incluindo Taiji, conhecida por caçadas a golfinhos, devem trazer cinco navios para formar uma frota conjunta como Japão a partir de 1º de julho, um dia após o Japão se retirar formalmente da IWC. As informações são Daily Mail.

Taiji está liderando o esforço como uma cidade tradicional de caça e contribuirá com um navio para a frota que irá capturar as baleias minke. Locais exatos e planos das caçadas serão decididos com base nos resultados das operações de pesquisa planejadas até o final de junho, disse Shigeki Takaya, funcionário da Agência de Pesca encarregado da caça às baleias.

 

De acordo com a emissora nacional do Japão, a NHK, as terríveis caçadas começarão em Hachinohe, no norte do Japão, ou Kushiro, um dos principais centros baleeiros mais ao norte, na ilha de Hokkaido.

Cada navio seguirá para o sul até Chiba, perto de Tóquio, fazendo diversas paradas ao longo da costa antes de voltar a Kushiro para mais caçadas no final do ano, disse a NHK.

O Japão não caçara na Antártida, onde conduziu o que chamou de caça de “pesquisa” desde que a IWC impôs a moratória nos anos 80. O Japão chegou a capturar até 1.200 baleias na Antártida, mas esse número foi reduzido à medida que os protestos internacionais aumentavam e o consumo de carne de baleia caiu no país.

Baleia é descarregada no porto de Kushiro após uma caça com propósitos científicos Foto: Kyodo News.

O Japão caça baleias há séculos, mas sua expedição à Antártida começou depois que a ocupação americana do pós-guerra, em 1946, a aprovou para obter proteína da carne de baleia como alternativa mais barata para outras carnes.

Hoje, lamentavelmente, legisladores conservadores, incluindo o primeiro-ministro Shinzo Abe, promovem as baleias não apenas como uma iguaria, mas como uma herança cultural do Japão.

Autoridades de pesca dizem que o Japão consome anualmente cerca de 5.000 toneladas de carne de baleia da pesquisa, principalmente por japoneses mais velhos que buscam uma refeição nostálgica. Críticos dizem que duvidam que a caça comercial seja uma indústria sustentável, porque os japoneses mais jovens não veem estes animais como alimentos.