Câmara de Manaus (AM) aprova PL que prevê multas para maus-tratos a animais

A Câmara Municipal de Manaus (AM) aprovou, na terça-feira (16), o projeto de lei 160/2018, que estabelece punição para maus-tratos a animais, com multas que variam de R$ 3.056 a R$ 4.110, dependendo da gravidade do crime. A proposta segue agora para análise do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que optará pela sanção ou pelo veto.

Foto: Pixabay

O projeto é de autoria do então vereador João Luiz (PRB), atualmente deputado estadual, e foi subscrito pelo presidente da Casa, o vereador Joelson Silva (PSDB). As informações são do portal Amazonas Atual.

“Iniciamos essa luta ainda no ano passado, quando eu ocupava o cargo de vereador na CMM. E hoje, com a sensibilidade do presidente da Casa, que subscreveu a proposta, e dos demais vereadores, conseguimos avançar nesta questão. Essa lei chegou para impor limites aqueles que desrespeitam, maltratam e abandonam esses animais indefesos”, disse João Luiz.

O deputado acredita que, com a lei, as pessoas vão pensar antes de maltratar animais, já que a medida fará com que o agressor tenha prejuízo financeiro. “Além das multas previstas, o infrator também deverá arcar com todos os custos do tratamento veterinário e recuperação do animal maltratado”, explicou.

Caso o infrator reincida no crime, a pena da multa será aplicada em dobro em relação à última aplicada.


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Câmara aprova transporte de animais domésticos em ônibus e metrô no DF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de lei que permite que animais domésticos sejam transportados nos ônibus e no metrô. A proposta será encaminhada agora para avaliação do governador Ibaneis Rocha (MDB), que deve decidir pela sanção ou pelo veto.

Animais devem ser transportados em caixas adequadas (Foto: Pixabay)

A matéria, de autoria do deputado distrital Daniel Donizet (PSDB), prevê autorização para o transporte de animais de até 12 quilos em uma caixa apropriada. As informações são do portal G1.

Para justificar a necessidade da proposta, Donizet afirmou que o embarque de animais no transporte público é uma demanda da população carente. “A população de baixa renda, muitas vezes, não tem carro e fica sem condições de levar o animal para consultas e vacinas”, afirma o deputado.

“O único hospital público veterinário do DF fica em Taguatinga. Para quem mora em Brazlândia, por exemplo, fica complicado. A ideia desta lei é resolver esse tipo de problema”, completa.

O texto do projeto permite que sejam transportados até dois animais por veículo, sem custo adicional de tarifa para o passageiro que estiver responsável pelo animal, e proíbe o embarque de animais peçonhentos, bravos ou que “provoquem desconforto ou comprometam a segurança do veículo”.

Os animais domésticos não poderão ser transportados em horários de pico, pela manhã e à tarde. Todas essas regras devem constar em placas de fácil visualização que devem ser afixadas nas paradas e estações. A responsabilidade pela divulgação, segundo a proposta, fica a cargo das empresas que administram o serviço de transporte no Distrito Federal.


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Comissão do Senado aprova projeto que considera animais sujeitos de direitos

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), um projeto de lei que considera os animais sujeitos de direitos, com acesso à tutela jurisdicional. O objetivo do projeto é impedir que os animais continuem a ser tratados como objetos inanimados.

Foto: Pixabay

O PL 27/2018, de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP), prevê que os animais passem a ter natureza jurídica sui generis, como sujeitos de direito despersonificados, e sejam reconhecidos como seres sencientes – isso é, dotados de natureza biológica e emocional e passíveis de sofrimento. A proposta segue agora para o Plenário.

A matéria adiciona ainda um dispositivo à Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998) para estabelecer que os animais não sejam mais considerados bens móveis para fins do Código Civil (10.402/2002). As informações são da Agência Senado.

O projeto, no entanto, lamentavelmente não protege animais como bois, vacas, porcos e outros que são diariamente explorados, torturados e mortos pela indústria alimentícia. Conforme explicou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi relator da proposta, a medida não interfere em hábitos alimentares ou práticas culturais. Mas, segundo ele, o projeto contribuirá para elevar a compreensão da legislação brasileira a respeito do tratamento dado aos animais.

A referência feita pelo senador a práticas culturais preocupa. Isso porque, recentemente, um projeto que classifica a vaquejada, o rodeio, a prova de laço, a cavalgada e similares como manifestações culturais, foi aprovado na Câmara dos Deputados e outra proposta, que considera a vaquejada um patrimônio cultural do Brasil, tornou-se lei em 2016. Isso pode significar que, caso a medida apresentada por Izar se torne uma legislação, ela pode deixar de proteger não só os animais explorados para consumo, mas também aqueles que são vítimas de atividades que se travestem de cultura para perpetuar o sofrimento animal.

“É uma elevação de status civilizatória. Não há possibilidade de pensarmos na construção humana se a humanidade não tiver a capacidade de ter uma convivência pacífica com as outras espécies. Eles devem ser tratados com dignidade”, afirmou Randolfe.

O projeto seguiria para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), mas a CMA conseguiu aprovar um requerimento de Randolfe que faz com que a matéria siga direto para o Plenário, em caráter de urgência.


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Deputados aprovam PL que considera vaquejada, rodeio e prova do laço patrimônios culturais

A Câmara dos Deputados aprovou, por 402 votos a 34, o texto-base do projeto de lei 8240/17, de autoria do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que regulamenta a vaquejada, o rodeio, a prova de laço e outras atividades equestres como manifestações culturais, elevando-os à condição de “bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro”. A aprovação representa um retrocesso para a luta pelos direitos animais.

A votação da proposta gerou discussões no plenário da Câmara entre os defensores dessas práticas que submetem animais à crueldade e os parlamentares que condenam a exploração e o sofrimento animal promovidos por rodeios, vaquejadas e similares.

(Foto: Reprodução / Portal Amazonas Atual)

A proposta estabelece regras para garantia do bem-estar animal nestas atividades, o que, na teoria, não há como ser aplicado. No rodeio, por exemplo, é impossível realizar a montaria sem usar apetrechos como o sedém, que aperta a barriga do animal, gerando desconforto e dor a ponto de fazê-lo pular. Na vaquejada, um boi é solto em uma arena. Desesperado, ele foge enquanto é perseguido por dois vaqueiros, montados em cavalos, que tentam derrubar o boi puxando-o pelo rabo, o que lhe causa dor. No caso da prova do laço, o objetivo é laçar um bezerro pelo pescoço – o que além de causar dor ao animal, pode provocar lesões graves.

É impossível que essas atividades sejam realizadas de maneira diferente, já que retirar o sedém, parar de puxar um boi pelo rabo ou de laçar um bezerro pelo pescoço impediria que as provas fossem executadas. E manter essas práticas impede a garantia do bem-estar animal, já que todas elas causam intenso sofrimento físico e psicológico aos animais. Portanto, o trecho da proposta que estabelece a garantia do bem-estar animal é impraticável, tendo sido colocado no projeto provavelmente apenas para passar uma boa imagem diante das denúncias recorrentes de maus-tratos contra animais explorados em rodeios, vaquejadas e similares.

Além disso, o texto-base prevê que serão aprovados regulamentos específicos relacionados ao bem-estar animal, com sanções em caso de descumprimento, para cada uma dessas atividades por meio de suas respectivas associações ou entidades legais reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. Essas instituições não têm qualquer compromisso com a proteção animal e visam apenas explorar animais para gerar entretenimento humano e lucro para os realizadores dos eventos. Dessa forma, ao colocar nas mãos dessas entidades a responsabilidade pela aprovação de regulamentos de bem-estar animal sobre rodeios, vaquejadas e afins, o projeto condena os animais a viver situações cada vez mais cruéis.

Ao tratar especificamente da vaquejada, a proposta diz que os organizadores devem: assegurar aos animais água, alimentação e local apropriado para descanso; prevenir ferimentos e doenças por meio de instalações, ferramentas e utensílios adequados e da prestação de assistência médico-veterinária; utilizar protetor de cauda nos bovinos; garantir quantidade suficiente de areia na faixa onde ocorre a pontuação, respeitada a profundidade mínima de 40 (quarenta) centímetros. Nenhuma dessas regras, no entanto, impede a crueldade imposta ao animal, que continuará suportando dor física e sofrimento psicológico ao ser perseguido em uma arena e derrubado ao ser puxado pelo rabo.

Além das crueldades relacionadas ao rodeio, à vaquejada e à prova do laço, a proposta também considera modalidades esportivas equestres tradicionais atividades como o adestramento, o polo equestre e a cavalgada. Todas essas práticas tem um ponto em comum: a crueldade e os maus-tratos cometidos contra os animais, que são reduzidos a meros objetos a serem explorados para garantir entretenimento e lucro às pessoas, tendo suas condições de sujeitos de direito e seres sencientes completamente ignoradas.

Para que a análise do projeto seja concluída, os deputados precisam apreciar os destaques – isso é, propostas de alterações ao texto original – apresentados. Após a apreciação, a proposta seguirá para avaliação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que, devido ao seu histórico de defesa de práticas que exploram e maltratam animais e a sua presença em rodeios durante à campanha eleitoral, certamente sancionará o projeto, tornando-o lei.

Emenda à Constituição

Em 2017, uma emenda à Constituição promulgada pelo Congresso Nacional viabilizou a prática da vaquejada no Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter declarado a atividade inconstitucional.  Na época, a maioria dos ministros do STF acompanhou o voto do relator, ministro Marco Aurélio, que considerou haver “crueldade intrínseca” aos animais na vaquejada.

No ano anterior, uma lei que tornou a vaquejada manifestação cultural já havia sido aprovada pelo Senado.


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Projeto que obriga clínicas a denunciar maus-tratos a animais é sancionado em MT

Um projeto de lei que obriga pet shops, clínicas e hospitais veterinários a denunciar à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) casos de maus-tratos a animais atendidos nesses estabelecimentos foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso e sancionada pelo governador Mauro Mendes.

Foto: Pixabay

“Traçando um paralelo com o ser humano, pratica-se crime de maus-tratos contra animais sempre que ele é exposto a perigo em relação à sua vida e saúde”, afirmou a titular da Delegacia do Meio Ambiente, Alessandra Cozzolino, por meio da assessoria.

Segundo a delegada, crimes de maus-tratos podem ter origem em uma atitude que exponha o animal a risco de morte e prejuízo a saúde ou em uma omissão deliberada, como privação de alimento. As informações são do portal Só Notícias.

“Além da Lei de Crimes Ambientais, a própria Constituição Federal, em seu artigo 225, já protege todos os animais em relação a qualquer abuso ou maus-tratos”, explicou.

Segundo a nova lei, a comunicação do crime à Dema ou a qualquer outra delegacia deve ser feita de forma imediata, por meio de ofício físico ou comunicação digital.

Na denúncia, deve ser comunicado: nome, endereço e contato do responsável pelo animal, relatório de atendimento prestado, com espécie, raça e características físicas do animal e descrição do estado de saúde dele no momento do atendimento, além dos procedimentos adotados.

Portugal aprova fim do plástico no comércio de pão, frutas e legumes

O Parlamento de Portugal aprovou por unanimidade, na quinta-feira (11), o projeto de lei que ficou conhecido como “Os Verdes”. A proposta proíbe o uso de plástico ultraleve e cuvete – pequeno tubo circular ou quadrado, selado em uma das extremidades, feito de plástico – no comércio de pão, frutas e legumes.

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A medida será avaliada agora pela 11ª Comissão Parlamentar, que irá discutir eventuais alterações. O objetivo é colocar o projeto em vigor em junho de 2020. As informações são do “O Jornal Econômico”.

O texto da proposta estabelece a necessidade de encontrar alternativas aos sacos plásticos. O não cumprimento da medida implicará em multas, com valores que ainda serão definidos pelo governo.

A medida proíbe o uso de “sacos de plástico ultraleves – os sacos de plástico com espessura inferior a 15 mícron, disponibilizados como embalagem primária para pão, frutas e legumes a granel” e as “cuvetes – embalagem ou recipiente descartável, geralmente envolvido em plástico ou em poliestireno expandido (esferovite), destinado a agrupar ou acondicionar pão, frutas e legumes”.

A proibição beneficia o meio ambiente e os animais marinhos, já que o plástico polui a natureza e, ao chegar aos oceanos, adoece e mata animais que o confundem com alimento e o ingerem.

Comissão do Senado aprova projeto que proíbe venda de animais na rua

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou na quarta-feira (10) um projeto de lei que proíbe o comércio indiscriminado de animais na rua e em locais públicos. A proposta segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Foto: Pixabay

De acordo com a proposta, de Rudson Leite (RR), suplente do senador Telmário Mota (PROS-RR), vender animais em locais públicos ou na rua, sujeitando-os a condições insalubres, irá configurar crime ambiental. O objetivo é impedir casos de maus-tratos.

A punição será detenção de até um ano, além de multa, com aumento da pena de um sexto a um terço em caso de morte do animal. As informações são da Agência Senado.

Em relatório, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) afirmou que o comércio de animais fora de lojas especializadas não lhes assegura o necessário bem-estar.

“A venda de animais em logradouros públicos, como praças, vias de circulação e feiras-livres, realizada por meio de comércio ambulante, é uma prática que deve ser banida. Nessas circunstâncias, os animais ficam sujeitos ao calor excessivo, chuva, frio, privação de água e alimento, estresse, risco de acidentes e lesões. Além disso, as condições sanitárias nesse tipo de comércio são negligenciadas, de modo que os animais e as pessoas que têm contato ou que deles se aproximem ficam vulneráveis ao desenvolvimento de doenças”, afirma.

O projeto foi inspirado numa decisão do juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal, que determinou a proibição do comércio de animais nas ruas da capital em atendimento a uma ação popular que visava impedir a venda de animais no estacionamento da Feira dos Importados, em Brasília.

Como o estacionamento não dispunha de licenciamento para a venda de animais, o juiz considerou que o “escandaloso comércio ilícito” em via pública tornou vulnerável o espaço, que teve o uso desvirtuado pela ocupação e comercialização irregular, ferindo a segurança sanitária dos animais e dos cidadãos.

Projeto que autoriza transporte de animais em ônibus é aprovado em Caruaru (PE)

Um projeto de lei que regulamenta o transporte de animais em ônibus coletivos de Caruaru, em Pernambuco, foi aprovado pelos vereadores da cidade.

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A proposta facilita o transporte de animais, já que muitos tutores não possuem veículos, o que dificulta, por exemplo, uma ida ao veterinário. Por essa razão, o vereador Fagner Fernandes apresentou o projeto. As informações são do portal Te Amo Caruaru.

“Conheço tutores de animais que desistiram de passeios e até mesmo viagens por não poderem levar seu animal. Outra situação, simples, mas que fica complicada em função do transporte, é a ida ao veterinário ou posto de vacinação. A possibilidade do uso do transporte público para essas situações facilitará o transporte desses animais e proporcionará tranquilidade e segurança tanto para o animal como para seu tutor”, afirmou Fagner.

A proposta define regras para que os animais possam entrar nos ônibus. Eles devem ser levados dentro de caixas de transporte adequadas e resistentes, com tamanho adequado ao porte dos animais, o tutor deve estar com o cartão de vacinação em mãos e com as vacinas atualizadas, e em caso de animal silvestre é necessário também apresentar autorização emitida pelo IBAMA. O projeto autoriza apenas o transporte de animais de pequeno porte.

Com a aprovação da proposta na Câmara de Vereadores, o projeto segue agora para análise do prefeito, que deverá decidir pela sanção ou veto. Caso seja sancionado, ele se transformará em lei.

Projeto de lei contra maus-tratos aos animais é aprovado por unanimidade na 1ª votação em Paranavaí (PR)

Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal de Defesa dos Animais de Paranavaí | Foto: Pixabay

Ontem à noite, na Câmara Municipal de Paranavaí (PR), o projeto de lei contra maus-tratos aos animais, encaminhado pelo Executivo, que já havia recebido parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi aprovado por unanimidade na primeira votação da matéria. Na sessão presidida pelo vereador José Galvão, todos os parlamentares se manifestaram a favor do projeto de lei e elogiaram a iniciativa.

Após a votação, o vereador Claudio Sabino destacou a importância do PL 019/2018 ao dizer que não se deve permitir que um animal seja tratado como se não fosse uma criatura com emoções e sentimentos. “A cadelinha dá cria e de repente o cidadão acha que está tudo bem em abandonar os animais ou jogá-los na rua. O animal sente como a gente. Você colocaria um filho seu na rua?”, declarou Sabino.

Os defensores da causa animal que assistiram a votação, incluindo o vice-presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí, Leandro Barbieri Sversut, ficaram satisfeitos com o resultado e aguardam agora o segundo turno da votação do projeto na próxima segunda. Tudo indica que o PL não terá problemas para ser aprovado e a lei sancionada em Paranavaí, no Noroeste do Paraná.

O projeto prevê multa de R$ 1 mil a R$ 4 mil com possibilidade de dobrá-la em caso de reincidência. A intenção é coibir atos como abandono, privação de necessidades básicas, falta de higiene, espancamento, envenenamento, lapidação por instrumentos cortantes, incentivo a confronto entre animais, não prestar socorro em caso de atropelamento e forçar animais a realizar trabalhos pesados. A fiscalização vai ser feita pela Secretaria de Meio Ambiente em parceria com a Secretaria de Saúde.

Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal de Defesa dos Animais. Os vereadores lembraram ontem também que em breve deve chegar a Paranavaí uma unidade do Castramóvel, para a realização de esterilização gratuita de cães e gatos.

Em Paranavaí, as denúncias de maus-tratos podem ser feitas ligando para 156, (44) 3421-2323 ou pelo WhatsApp: 99114-1389.

PL que pune soltura de fogos barulhentos é aprovado por comissão da Câmara

Um projeto de lei, de autoria do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que prevê pena de detenção para quem soltar fogos de artifício barulhentos, foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara por unanimidade, na última quarta-feira (27).

Com relatoria do deputado Nilto Tatto (PT-SP),  a proposta proíbe uso de fogos de artifício que causem “poluição sonora, como estouros e estampidos” em todo o país, em espaços fechados e abertos. Caso aprovada e sancionada, a medida transformará a soltura desses explosivos em crime ambiental, com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A penalidade é dobrada em caso de reincidência.

Foto: Reprodução / O Globo

No entanto, apesar da pena prever detenção, o crime é considerado de menor potencial ofensivo e o infrator costuma ter a condenação revertida pelo juiz em, por exemplo, prestação de serviços à comunidade. As informações são do jornal O Globo.

Na justificativa do projeto, que ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário, o autor diz que o enquadramento na lei de crimes ambientais visa ressaltar a proibição.

“Esta iniciativa está em consonância com crimes ambientais devido a poluição sonora causada e visa dar mais efetividade a esta proibição”, afirma.

O presidente da comissão, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), é favorável a proibição do uso desses explosivos e destacou os transtornos que eles causam a humanos e animais.

“É um tema importante tanto por causa de animais domésticos e silvestres, como pássaros, e também para a saúde das pessoas, como crianças que sofrem de autismo ou alguma outra síndrome e idosos. É uma mudança de comportamento da sociedade. Ninguém compra fogos pelo barulho, mas sim pelo aspecto visual”, diz Agostinho.

No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) assino um decreto por meio do qual determinou, às vésperas das comemorações do Ano Novo de 2018, uma multa para quem soltar fogos que emitam barulho que supere 85 decibéis. Uma medida semelhante foi implementada em São Paulo. A diferença do projeto aprovado pela Câmara é que não é fixada qualquer restrição audiométrica e a medida vale para todos os tipos de ambientes.