Cães estão abandonados há um mês em casa vazia e suja no interior de SP

Uma família mudou de endereço e abandonou dois cachorros em uma casa fechada em Araraquara, no interior de São Paulo. Os animais estão sozinhos no local, em meio à sujeira, há pelo menos um mês e só não morreram de fome e sede porque vizinhos, comovidos com a situação, passaram a dar água e comida para eles.

Tutores se mudaram e abandonaram os cachorros em casa vazia (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A dona de casa Fabiana da Motta Gimenez denunciou o caso à Polícia Militar Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada. Ela não mora no bairro, mas vai duas vezes ao dia no local para cuidar dos animais e dar carinho para eles. “Não é ser humano. É um animal, mas é uma vida”, disse Fabiana, em entrevista ao G1.

A Gerência de Zoonoses, da Prefeitura de Araraquara, disse que vistoriou o local na quinta-feira (1º) e que a família dos antigos moradores da casa foi orientada a ficar responsável pelos animais. A Zoonoses vai acompanhar a situação e, se os cães não receberem os cuidados devidos, os parentes serão responsabilizados por maus-tratos.

Ao ser questionada, a Polícia Militar Ambiental informou que foi chamada duas vezes ao local, mas que não possui registro de maus-tratos a animais.

Fabiana da Motta Gimenez cuida dos cachorros (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A casa onde os cães, um macho e uma fêmea, estão abandonados fica na rua Comendador Pedro Morganti, no bairro São José. Vizinhos relatam que os moradores do local se mudaram e deixaram o portão trancado.

Além de Fabiana, a auxiliar de cozinha Silvana Sass de Souza também ajuda a cuidar dos cães. “Eles eram maltratados já com os donos na casa. Se nós não estivéssemos dando água e comida eles já estariam mortos”, lamentou.

A propriedade era alugada e, até o momento, o dono do imóvel não tomou qualquer atitude para resolver a situação. “Eles têm direito de ter um lar, amor”, disse Silvana.

Cães estão vivendo em meio à sujeira (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

O estudante Jhonatans Azevedo, que mora nos fundos, é irmão do homem que vivia na casa e se mudou. Ele afirma que tem pouco contato com o irmão, mas que telefonou para ele e questionou o motivo dos cães ainda estarem na residência.

“Doaram os cachorros, mas foi passado para gente que eles escaparam e voltaram aqui”, afirmou. Os cães teriam passado pelas grades do portão e entrado no quintal quando estavam mais magros.

“Queria entrar limpar, dar uma ajeitada e dar um lar para eles, para não ficarem assim”, disse Fabiana.


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Cão recebe alta médica após ser castrado com canivete e sem anestesia

Um cachorro que foi castrado com um canivete e sem anestesia, após escapar de casa, recebeu alta médica. Ele estava internado desde o dia 6 de junho, quando foi alvo de maus-tratos. O casal suspeito de maltratar o animal foi multado em R$ 6 mil. O caso aconteceu em Araraquara (SP).

Foto: Arquivo pessoal

Spike, como é chamado o cachorro, está se recuperando do ferimento que sofreu e já está comendo. No entanto, segundo Anderson José Alves, filho da tutora de Spike, o cão está traumatizado. “Ele fica assustado com presença masculina, ele fica tremendo”, disse ao G1.

Devido à agressão que sofreu, o cachorro teve que ser submetido a uma cirurgia de reconstrução da área afetada. “Ficou mais de R$ 1 mil o tratamento”, afirmou Alves. Segundo ele, a conta da clínica veterinária foi paga com a ajuda de doações.

Maus-tratos

A agressão cometida contra Skipe foi denunciada à polícia. Conforme informações do Boletim de Ocorrência, o cão foi castrado sem anestesia na noite de quinta-feira (6), após escapar e ir parar na casa do vizinho. O ato cruel teria sido cometido devido ao cio da cadela tutelada pelo casal que mora na casa ao lado da residência onde vive Spike.

Segundo a denúncia, o casal teria permitido que o cachorro fosse até o fundo da casa e, em seguida, teria o amarrado e retirado seus testículos sem uso de anestésico para dor.

Foto: ACidadeON/Araraquara

Anderson José Alves contou que recebeu uma ligação de sua mãe por meio da qual ela teria informado que a vizinha havia avisado por telefone que o marido dela tinha castrado Spike. Ao chegar na casa da mãe, Alves afirma ter encontrado o cachorro na rua, com um ferimento aberto.

Punição       

O casal, que confessou à polícia ter castrado o cachorro com um canivete, mas negou ter feito o procedimento sem anestesia, foi multado pela Polícia Ambiental em R$ 6 mil.

Os dois alegaram ter feito uso de uma espécie de anestésico para o cachorro dormir e negaram ter amarrado o animal. Segundo eles, ao final da castração, foi passado um remédio no corte para, em seguida, o cachorro ser solto.

Foto: Arquivo pessoal

Pela lei, maltratar animais pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

Um projeto que aumenta a pena para maus-tratos para até quatro anos foi aprovado no Senado em dezembro de 2018. Em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada em até um terço – mais de um ano. O texto está em tramitação na Câmara dos Deputados.


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Protetores resgatam cerca de dez animais por dia em Araraquara (SP)

A cada três horas, ao menos um animal é resgatado das ruas de Araraquara (SP) por protetores. Um trabalho árduo, diário e voluntário. O número é apenas uma estimativa, mas revela um sério problema, segundo a presidente da ONG S.O.S melhor amigo, Betty Peixoto.

“Por meio do trabalho das ONGs de conscientização e de disponibilização de castração gratuita, a gente verifica que o número de cadelas prenhas diminuiu muito nos últimos anos, porém, tem um aumento massivo de animais adultos que são largados nas ruas por seus tutores, por diversos motivos banais”, explica Betty.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Cães e gatos são mais comuns, mas animais de grande porte também são frequentemente abandonados. Segundo Renan de Ponte, presidente do Grupo Independente de Proteção Animal e ao Meio Ambiente de Araraquara, o Gipama, ao menos duas vezes na semana há demandas de resgate pra este tipo de animal.

“A gente presta um primeiro socorro, providencia um lar temporário para o animal até que ele possa encontrar um lar fixo. E o Gipama recebe denúncia de animais soltos, maltratados ou que venha sendo prejudicado por seus tutores”, diz.

Prefeitura

Além dos protetores, a Prefeitura de Araraquara também faz o recolhimento desses animais. Devido a ‘lotação’ no canil, – cerca de 220 -, o município precisou adotar um protocolo para o resgate de animais. Eles são retirados das ruas, vítimas de algum tipo de violência, como explica a gestora de projetos do centro de zoonose, Luciana Filippo Garcia.

“Devido a esse número absurdo, é preciso seguir um protocolo. É preciso que ele tenha sido atropelado e que não tenha tutor para que ele seja recolhidos, pois eles passam por tratamento e, quando ficam bons, eles serão castrados, chipados e vão para adoção”, explica Luciana.

É lei

A advogada Carolina de Mattos Galvão, presidente da Comissão de Proteção Animal da OAB, explica que este trabalho desenvolvido pelo município é mais específico e não é o mesmo realizado pelos protetores.

“Temos que levar em consideração que os animais resgatados pela prefeitura são aqueles que cumprem com os requisitos do protocolo da lei 827/2012. São animais em situação de risco e mais doentes, ninhadas, prenhas, idosas, bravas ou doenças altamente contagiosas”, conta a advogada. Ainda de acordo com ela, a responsabilidade pelo abandono é da população. “Existe uma lei que prevê a chipagem de todos os animais da cidade. Se tivesse uma fiscalização e respeito a essa legislação, o número de animais abandonados em Araraquara seria muito inferior”, acredita.

Fonte: A Cidade ON

Filhote de raposa é resgatada em supermercado de Araraquara (SP)

Filhote de raposa é resgatada pelo Daae em Araraquara — Foto: A Cidade ON/Araraquara

A equipe da fauna do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) resgatou um filhote de raposa em Araraquara (SP) na última quinta-feira (18).

O animal estava perdido na área externa do supermercado da Avenida Bento de Abreu.

Segundo João Henrique Barbosa, coordenador da equipe, a raposa é um animal noturno e provavelmente se perdeu ao sair de seu habitat para procurar alimento.

A raposa estava em bom estado de saúde e foi levada de volta para a natureza.

Fonte: G1 

Geladeira Comunitária é estendida aos animais em Araraquara (SP)

Doações de ração podem ser feitas de segunda à sexta, das 8h às 18h, na Rua Henrique Lupo, 331 (Foto: Geladeira Comunitária)

Em Araraquara (SP), o projeto Geladeira Comunitária, criado há dois anos por um grupo de amigos, decidiu estender o seu trabalho de solidariedade ao incluir os animais. Recentemente, o projeto começou a distribuir também alimentos para cães e gatos abandonados, ou que vivem com pessoas em situação de grande carência financeira.

A iniciativa surgiu depois que o idealizador Ednan Dalle Piage notou que os beneficiados pelo projeto sempre compartilhavam a comida com os animais – uma prova de que não são apenas as pessoas que necessitam de alimento. Quem quiser contribuir doando ração para os animais, a entrega pode ser feita de segunda à sexta, das 8h às 18h, na Rua Henrique Lupo, 331, ao lado da Padaria Via Saudável.