Wallabies são atingidos por flechas na Tasmânia

Por Rafaela Damasceno

Dois wallabies foram atacados com um arco e flecha na Tasmânia, Austrália. Um deles se afogou e morreu, o outro foi encontrado a 25 km de distância, com uma flecha na cabeça. O Santuário da Vida Selvagem de Bonorong está oferecendo mil dólares (3.750 reais) para qualquer pessoa que tenha alguma informação sobre o ocorrido.

Um dos wallabies machucados na água, com uma flecha nas costas

Foto: Bonorong Wildlife Sanctuary

Greg Irons, o diretor do santuário, criticou o caçador (ou caçadores) pela prática cruel. “Como alguém pode fazer isso por diversão é algo que está além da minha compreensão”, afirmou à ABC. Segundo ele, mesmo as pessoas que são pegas em flagrante no crime não costumam receber punições sérias.

De acordo com o Departamento de Indústrias Primárias, Parques, Água e Meio Ambiente (DPIPWE), a caça com arco é ilegal dentro da Tasmânia com o objetivo de capturar vida selvagem. A Austrália está investigando os ataques.

Todos os danos causados à vida selvagem são considerados extremamente sérios pelo DPIPWE, com multas de até 50.400 dólares (189 mil reais) ou uma sentença máxima de um ano na prisão.

O Departamento encorajou os habitantes da Tasmânia a entrarem em contato se tiverem qualquer informação sobre os ataques, lembrando que as denúncias são anônimas.

Wallaby é uma designação dada a várias espécies de marsupiais que são menores que os cangurus. Atualmente a maior ameaça destes animais é a caça para a obtenção de suas peles para produção de vestimentas e acessórios. Na Tasmânia, existem duas espécies: wallaby-de-bennet e pademelon.


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Mãe leva sua filha de nove meses nas costas quando sai para caçar animais

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Uma caçadora revelou que leva sua filha de nove meses em suas caçadas, e até veste a criança uma “roupa especial de caça” para as expedições onde diversos animais são mortos.

A mãe em tempo integral, Rebekah Stephens, 30 anos, de Ohio (EUA), tinha apenas sete anos quando acompanhou pela primeira vez o pai em uma de suas caçadas e passou a realizar a atividade frequentemente desde então.

Agora Rebeca, que caça com arco e flecha, contou como levou sua filha junto com ela durante as expedições, carregando-a nas costas, e até comprou uma roupa “fofa” para a menina usar nas viagens de caça.

Ela disse: “Espero que ela goste de caçar e pescar como eu; ela já adora o ar livre”.

Rebekah cresceu alimentando-se dos animais que seu pai caçava, e ela teve sua primeira caçada (matou por si mesma) em 1999, quando ela tinha 10 anos de idade.

Ao longo dos anos, ela tem caçado veados, perus, coelhos e seu maior “troféu” foi um cervo de cauda branca. Rebeca usa um arco e flecha para caçar.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Os animais que são mortos por ela são comidos ou são transformados em itens de decoração da casa ou roupas, já que Rebekah tenta aproveitar o máximo possível dos animais depois de suas caçadas.

Mas sua paixão pela caça não diminuiu, mesmo quando ela se tornou mãe em agosto de 2018 – sua filha agora tem nove meses – e seu nome é Isabella, e Rebekah tem caçado com ela desde que a criança nasceu.

Algumas pessoas desejaram-lhe coisas ruins em função de seu hobby, mas ela conta que aprendeu a ignorar os comentários.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Rebeca disse: “Eu fui criada em uma pequena cidade em Nova Jersey e meu pai me ensinou a caçar e pescar desde muito cedo”.

A caçadora diz que se sente grata ao pai por encorajá-la a caçar, dizendo: “Mesmo muito jovem eu já estava obcecada em caçar ao ar livre e levei isso ainda mais a sério que meus irmãos. Sou extremamente grata por ter um pai que achava que as meninas também poderiam caçar”.

“Quando criança, eu achava que a caça era apenas uma maneira de colocar comida na mesa; nós não comprávamos carne, sempre tínhamos carne de cervo para comer”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Ela continuou com sua linha de pensamento distorcida: “Eu amo tudo sobre caçar, mas sempre adorei estar ao ar livre. É um momento de paz, vejo tantas coisas na mata que os outros nunca conseguem ver”.

“Eu também estou fornecendo comida para mim e para a família. Por fim, o dinheiro da minha licença de caça vai para o financiamento da conservação”, defende-se ela.

A mãe caçadora, conta que já matou vários animais, incluindo veados e coelhos, diz que ela matou mais recentemente um peru.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Ela explicou: “Você só pode caçar enquanto é dia, mas eu me levanto muito cedo, então estou na mata antes do amanhecer e os perus não me veem andando pela floresta”.

Rebekah fez questão de envolver sua filha no hobby e começou a levá-la para caçar desde muito cedo.

Eu recebo alguns comentários de ativistas anti-caça dizendo coisas como “como você tem coragem de submeter sua filha a um ritual de morte” e outras coisas como “como você pode ensinar a um bebê inocente coisas tão horríveis como caçar?”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

‘Eu tento não deixar isso me incomodar; pode ser difícil às vezes, mas estranhos online não me conhecem, então realmente não podem me julgar.

E Rebekah admitiu que tem grandes esperanças para sua filha Isabella, que segundo a mãe, já ama o ar livre e se comporta bem nas caçadas.

Ela disse: “Espero que ela goste de caçar e pescar como eu; ela já adora o ar livre. No entanto, se ela optar por não caçar e pescar, vou respeitar sua decisão”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Enquanto muitos pais se esforçam para ensinar aos filhos valores como compaixão, ética e amor universal. Outros os introduzem em um mundo de sangue e morte.

Todas as vidas tem valor, a morte de animais indefesos é um violência e um crime contra esses seres sencientes e únicos.

Como um usuário das redes sociais deixou registrado em um comentário para Rebekah: “como você se sentiria se você e sua filha fossem as presas a serem caçadas, perseguidas e mortas?”.

Assim se sentem os animais.

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Governo do Zimbábue autoriza caça a búfalos com arco e flecha

A caça a búfalos com arco e flecha, para suprir a crescente demanda da busca cruel por entretenimento humano a partir do sofrimento e da morte desses animais, foi autorizada por autoridades do Zimbábue, na África, conforme informou no último sábado (25) um funcionário da administração de parques naturais.

AFP

“Como parte da diversificação dos nossos produtos, incluímos a caça com arco e flecha para atrair pessoas ao Zimbábue”, indicou à AFP o porta-voz da administração de parques e fauna silvestre, Tinashe Farawo, demonstrando descaso com os animais, que são objetificados no país para serem explorados para entreter humanos através da caça. As informações são do portal IstoÉ.

A procura de pessoas ricas pela caça tem aumentado cada vez mais. Recentemente, Botsuana, também na África, liberou a caça a elefantes, que estava proibida há cinco anos. Ambientalistas protestaram contra o argumento do pais de que a medida irá ajudar a atrair dinheiro para países pobres e levará a uma melhor administração de reservas nturais.

“O que estamos fazendo é captar este mercado para termos uma receita maior, investirmos mais na proteção da fauna, melhorar nossa economia e criar mais empregos”, explicou Farawo, ignorando o fato de que o país está passando por cima dos direitos animais ao liberar que elefantes sejam mortos.

No Zimbábue, centenas de milhares de búfalos atraem caçadores dos Estados Unidos, da Europa e da África do Sul, que têm interesse em matá-los. No começo do mês, o governo anunciou ter vendido aproximadamente 100 elefantes a China e a Dubai por 2,7 milhões de dólares. A comercialização dos animais foi feita nos últimos seis anos. O país alegou ter os vendido devido a uma superpopulação nos parques nacionais e ao confronto existente entre eles e os humanos, quando os elefantes entram em assentamentos e plantações.

Vendidos a preços que variam entre 13.500 e 41.500 dólares cada, 93 elefantes foram enviados, segundo a publicação “The Chronicle”, para parques da China e outros quatro para Dubai, entre 2012 e 2018.