Gata grávida fica paraplégica após ser alvejada por tiro de arma de pressão

Uma gata grávida ficou paraplégica após ser baleada, na semana passada, em Ipirá, na Bahia. Uma arma de pressão foi usada para ferir o animal. Encontrada se arrastando na rua, a gata foi resgatada pela Associação de Proteção dos Animais de Ipirá.

Foto: Divulgação

Não se sabe quem atirou contra o animal, que aparenta não ter tutor. “Uma amiga estava passando pelo local, fez as imagens e nos pediu ajuda. Nas imagens era possível ver o animal se contorcendo de dor e, devido ao ferimento, não conseguia se levantar, se arrastava e babava muito. De início chegamos a pensar que a gatinha tivesse sido atropelada”, comentou uma representante da entidade ao portal Tribuna da Bahia.

Socorrida, a gata foi levada para uma clínica veterinária em Feira de Santana. No local, ela foi submetida a exames de raio-x e ultrassom que constataram a presença de balas no corpo dela, além da gravidez.

O médico veterinário Erivaldo Nogueira, do Hospital Medical Pet, para onde a gata foi levada, explicou que a bala que deixou o animal paraplégico atravessou a coluna e ficou alojada dentro da lombar.

Foto: Divulgação

Na clínica, a gata recebeu o nome de Nala. Ela está se recuperando, mas ainda corre risco de sofrer uma hemorragia. Novos exames de ultrassonografia serão realizados nos próximos dias para que, depois, a gata possa ser submetida a uma cesárea, já que no estado dela o parto normal não será possível.

A entidade que resgatou Nala pede ajuda para arcar com os gastos do tratamento veterinário. A Associação de Proteção dos Animais de Ipirá aceita doações de fralda tamanho PP, sachês e ração, além de quantias em dinheiro para ajudar a quitar a dívida na clínica veterinária. A ONG sobrevive de doações e atualmente sofre com a falta de recursos para manter os animais resgatados.

Interessados em ajudar devem entrar em contato com os voluntários da entidade através do Instagram.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Homem é detido após atirar em cachorro com arma de pressão em MS

Um homem de 24 anos, que não teve a identidade revelada, foi detido pela polícia após atirar em um cachorro na cidade de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu no último domingo (7).

Foto: Pixabay

O cachorro estava na rua quando foi alvejado pelo disparo de uma carabina de pressão. As informações são do portal Mídia Max.

O responsável por ferir o animal foi detido por populares. A polícia foi acionada pelo tutor do cão. Não há informações sobre o estado de saúde do cachorro.

O momento em que o cachorro foi alvejado pelo tiro foi testemunhado por uma pessoa que estava no local.

Aos militares, o homem disse que não teve a intenção de atingir o animal e que estava nos fundos da residência de seu tio atirando em latas. Ele foi encaminhado à delegacia.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


‘Extrema crueldade’, diz tutora sobre cadela morta a tiro por vizinho

Uma cadela de sete meses de idade foi morta na noite de domingo (10) por um tiro. O agressor, de 50 anos, é vizinho da tutora do animal. O crime aconteceu dentro de um condomínio residencial na avenida Cosme Ferreira, no bairro Colônia Antônio Aleixo, em Manaus, no Amazonas.

Chocolate, como era chamada, passeava solta, sob a supervisão da tutora, pelas ruas do condomínio quando foi morta. Durante o passeio, testemunhas disseram à jovem que o homem tinha arremessado uma pedra na direção do animal. “Após os vizinhos me alertarem que ele havia jogado a pedra, chamei meu animal para perto”, explicou a estudante universitária Tamara Radzinsky, de 18 anos. As informações são do portal A Crítica.

Foto: Arquivo Pessoal

Em seguida, o homem saiu de dentro de casa com uma arma de pressão e atirou em Chocolate, atingida na pata esquerda. “Perguntei a razão de ele ter feito aquilo. Ele simplesmente me ignorou. Meu irmão chamou a Polícia Militar (PM), mas, ainda assim, ele afirmava que o caso não daria em nada, justamente, por se tratar de um animal”, disse.

A universitária afirma que o vizinho lavava o carro na companhia das filhas quando o crime aconteceu. As crianças brincaram com a cadela, o que teria irritado o homem. “Ele agiu com extrema crueldade. No momento fiquei em choque, pensei até que o ferimento não tinha sido tão grave, mas ela saiu correndo, gritando de dor. Quando consegui pegar a Chocolate, ela já estava morrendo”, lamentou.

Ao ser questionado pelos moradores do condomínio, o homem afirmou que matou a cadela porque ela estava no terreno dele e disse que com uma arma de pressão ele poderia caçar qualquer animal. A tutora, porém, desmente o vizinho. “Ela não estava no terreno dele. Estava na área pública do condomínio, as imagens das câmeras comprovam isso”, explicou.

O caso foi registrado como danos morais no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A arma do crime não foi apresentada pelo homem. “O escrivão disse que não poderia fazer muita coisa, por se tratar de um animal. Mas, hoje já registramos na Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) o caso como maus-tratos seguido de morte”, declarou.

O projétil foi removido do corpo da cadela para ser submetido à exame de balística, conforme solicitado na delegacia especializada. De acordo com a titular da Dema, a delegada Carla Biaggi, o homem será intimado a comparecer na delegacia para realização de oitivas e terá que apresentar a arma do crime. O caso segue sob investigação.

Segundo laudo assinado pela médica veterinária Gabriela Imakawa, Chocolate apresentava uma lesão cutânea sem perfuração muscular no lado esquerdo do tórax. A lesão, de acordo com a profissional, era arredondada e com bordas bem definidas.

O caso é acompanhado pela deputada Joana Darc (PR), que é presidente da Comissão de Meio Ambiente e Proteção dos Animais e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa. “É mais um caso que não deixaremos passar em branco. O que essa pessoa fez é um crime, um atentado contra a vida de um animal dócil e inocente. Estou dando todo o suporte possível, para que essa senhora consiga ver esse criminoso pagando por seu ato”, disse a parlamentar.