Caçadores de troféu posam para foto ao lado de urso polar morto

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Fotos de caçadores de troféus com os corpos de ursos polares mortos estão sendo usadas para anunciar excursões de caça que custam milhares de dólares, com “altas taxas de sucesso e boa qualidade de troféu” prometidas.

Em viagens de caça organizadas com o propósito de matar uma espécie específica para adicionar à sua “coleção”, os caçadores sedentos de sangue perseguem a enorme presa seu habitat natural, que se torna um alvo fácil.

Muitas vezes, os caçadores de troféus removem as partes do corpo do animal derrotado, às vezes transportando-os ilegalmente para o Reino Unido ou EUA para serem preservados e exibidos em suas casas.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Especialistas revelam que em torno de 5 mil animais foram mortos “por esporte” no círculo polar ártico nos últimos anos.

Desde 1995, houve 17 tentativas de importar “troféus” de ursos polares para o Reino Unido, relata o The Mirror.

Acredita-se que um aumento no número de empresas especializadas em caça que oferecem viagens para a região do Círculo Polar Ártico diretamente acima do Canadá para clientes no Reino Unido, nos EUA e na China tenha levado ao aumento da tendência preocupante.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha de Proibição da Caça ao Troféu, disse ao The Mirror: “É bem sabido que os ursos polares estão em sério risco de extinção devido à mudança climática”.

“Se quisermos vê-los sobreviver, precisamos parar com esse massacre sem sentido.”

“O governo deve proibir imediatamente a importação de todos os troféus de caça”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Segundo informações do Daily Mail existem vários sites que oferecem a “oportunidade única” de caçar as criaturas majestosas.

Um operador de caça, que declara ter trabalhado com caça polar por 30 anos, explica que usa “sistemas de cotas” implantados pela população inuíte local para atender às necessidades de caça daqueles que estão dispostos a pagar.

O preço publicado para um americano matar um urso polar durante uma excursão de 12 dias é listado como £ 845 (cerca de 1000 dólares) – adicional ao preço da caça listada em £ 36.000 (cerca de 44 mil dólares).

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

O site anuncia a caça como sendo feita com “tendas de parede aquecidas e acampamentos avançados” e oferece um “guia de ursos polares inuit acompanhado de uma equipe de cães durante toda a caçada”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Um taxidermista para o “troféu” do cliente, no caso o urso assassinado, também é recomendado pelo site que escreve: ”o couro do ‘seu’ urso polar, assim como o crânio e osso de baculum serão enviados congelados para um recomendado taxidermista canadense para serem polidos e limpos adequadamente”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Os ursos polares são classificados como “vulneráveis” pela World Wildlife Foundation, que acredita que existam entre 22 mil e 31 mil indivíduos da espécie restantes na natureza.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Baleia beluga solitária avistada no rio Tâmisa finalmente retorna ao Ártico

O conto da solitária baleia que nadava pelo urbano rio Tâmisa, na Inglaterra, encalhada a milhares de quilômetros de distância de sua casa, prendeu a imaginação do público quando o animal foi descoberto nas águas fliviais ano passado.

Centenas de pessoas vieram de todo o país para ver “Benny”, a beluga, quando a baleia foi descoberta em setembro por observadores de pássaros que analisavam a região.

Enquanto muitos temiam que a baleia estivesse presa, os especialistas descobriram mais tarde que a criatura do Ártico estava perfeitamente feliz alimentando-se dos peixes abundantes no trecho do rio de Gravesend Inglaterra.

A única preocupação dos espcialistas era que o animal estivesse sozinho, pois as belugas são animais altamente sociáveis.

A visitante incomum agora parece estar a caminho de casa, esperançosamente para junto do seu grupo de origem. A baleia beluga é freqüentemente encontrada no Ártico.

Os responsáveis por monitorar a baleia estimam que ela tenha partido por volta de dezembro, quando os peixes migraram para longe do rio Tâmisa, levando com eles sua fonte de alimento.

No entanto, os especialistas não sabem exatamente ao certo para onde a baleia teria ido, assim como não sabem de onde ela veo.

Um porta-voz do departmento de Resgate de Vida Marinha da British Divers disse ao The Telegraph: “Provavelmente já seguiu em frente”.

“Não sabemos para onde foi, porque não sabemos de onde veio, mas temos razões para creditar que o cetáceo retornou ao Ártico, seu local de origem e habit primário”

Os chefes do setor de Autoridade do Porto de Londres disseram em um comunicado: “O último avistamento confirmado da baleia foi em dezembro de 2018, mais próximo de Gravesend.

“Os hidrofones foram colocados na água e podem gravar o ruído produzido pela baleia – estes também não registraram nenhuma evidência de atividade do animal marinho mais”.

“Como os peixes que provavelmente eram a fonte preferida de alimento da baleia migraram fora do estuário no início do ano, concluímos que a baleia se mudou para outro lugar “.

Enquanto muitos dos moradores de Gravesend, Kent, podem ficar desamparados pelo fato de seu visitante incomum ter partido, o conselho local pode ficar contente que a interrupção causada pela baleia acabará.

Eventos como a Noite da Fogueira tiveram que ser cancelados no ano passado por medo de prejudicar a baleia, e os navios tiveram que emendar suas viagens ou viajar lentamente pelas áreas onde a baleia estava alimentando e nadando.

Os moradores locais aproveitaram ao máximo o entusiasmo causado pela baleia, com lojas vendendo brinquedos beluga de pelúcia e uma cervejaria local batizando uma cerveja em homenagem ao animal do Ártico.

Urso polar arrisca a vida em penhasco para encontrar seu filhote perdido

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

A busca dramática de um urso polar fêmea por seu filhote sobre enormes calotas de gelo foi capturada em uma impressionante e rara série de fotos.

A enorme ursa foi vista descendo desajeitadamente um perigoso despenhadeiro de gelo para procurar pela filha, mas após ter subido de volta sem nenhum sucesso, ela ouve os gritos da ursinha e volta imediatamente descendo toda a extensão de novo.

O drama familiar se desenrolou em frente às lentes de um fotógrafo da vida selvagem nas calotas polares do Canadá.

Na imensa área gelada da Ilha de Baffin, no Círculo Polar Ártico, semana passada, uma mãe ursa polar preocupada perdeu de vista sua filha de apenas um ano de idade.

Embora ela pudesse ouvir os gritos da jovem, ela não conseguia localizá-la pois a ursinha estava fora de sua vista, bem na base de uma enorme parede de gelo.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

O fotógrafo Paul Goldstein, por acaso, capturou a o desenrolar da ação quando notou que a filhote não conseguia subir a borda íngreme, enquanto a mãe estava no alto aflita.

Quando ela ouviu os chamado de seu filhote, a mãe decide, sem cerimônia, descer pelo gelo íngreme.

Depois de não encontrar sua filha, ela subiu novamente, apenas para repetir mais uma vez o desajeitado salto da calota de gelo para encontrá-la na neve logo abaixo do penhasco.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

Visivelmente feliz por ter encontrado a filha em segurança, a dupla se desviou e seguiu pela a paisagem de neve.

“Finalmente, o filhote perdido localizou sua mãe e, após uma curta reunião de reencontro, eles investigaram os limites superiores do penhasco gelado”, disse o fotógrafo Paul Goldstein.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

Meu coração estava na boca quando as duas se aproximaram do precipício, mas elas rapidamente se viraram e encontraram um caminho mais suave antes de partir.

“Nos trinta anos que passei acompanhando a vida selvagem, isso estava acontecendo bem lá em cima e confesso que valeu a queimadura de sol, o congelamento da geada e as doenças gerais associadas à exposição ao congelamento profundo.”

Paul Goldstein lidera tours fotográficos especiais pela vida selvagem em todo o mundo para viagens guiadas.

A ilha de Baffin, no Canadá, certamente não é um lugar para se perder. A paisagem do Ártico, batizada em homenagem ao explorador inglês William Baffin, tem cerca de 507.451 km2 de tamanho, com apenas 13 mil habitantes.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

Ameaçados de extinção

De acordo com a União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), 30% da população de ursos polares pode desaparecer em um período de 35 anos. A espécie integra a Lista Vermelha da IUCN, na qual está classificada como “em situação de vulnerabilidade”.

A instituição alerta que a mudança climática não só aumenta o risco de extinção de determinadas espécies, como os ursos polares, mas também contribui para o crescimento da possibilidade de conflitos entre a vida selvagem e seres humanos. Isso porque a mudança climática destrói o habitat dos animais, que, sem abrigo e alimento, buscam novos recursos para que possam sobreviver. Com isso, eles se aproximam dos locais onde vivem humanos.

O verão é o período mais importante para a alimentação do urso polar, que neste período se alimenta de grandes quantidades de gordura com o intuito de gerar uma reserva necessária para os meses mais frios do ano. No entanto, o derretimento de geleiras ocasionado pelo aquecimento global tem reduzido as áreas de caça desses animais, dificultando a alimentação. Caso o derretimento prossiga no ritmo atual, sem que seja freado, em 2040 poderá não haver mais gelo marinho no verão para os ursos.

Conflitos com humanos

Em 2006, a primeira “patrulha de proteção ao urso polar” foi enviada à Chukotka, na Rússia, para afastar ursos de locais onde vivem humanos, mas sem feri-los ou matá-los. A intenção era evitar conflitos entre os animais e os humanos. Atualmente, a WWF continua apoiando equipes que fazem trabalhos semelhantes no Alasca, no Canadá, na Groenlândia e na Rússia.

“A solução pode ser colocar em segurança os recursos de fácil acesso, como os resíduos orgânicos que atraem os ursos, e o desenvolvimento de técnicas de dissuasão em casos específicos de ursos que frequentam assiduamente os lugares habitados”, explicou Isabella Pratesi, diretora de Conservação da WWF Itália.

Na Groenlândia, a equipe tem tentado tornar as aldeias habitadas por humanos menos atraentes para os ursos. No aterro de Ittoqqortoormiit foram ativados sensores infravermelhos e térmicos que detectam a presença de diversas espécies, sendo capaz de distinguir cães de ursos, e encaminha mensagens de alerta para o celular de um dos membros da patrulha.

Atualmente, a população de ursos polares é estimada entre 22 mil e 31 mil animais, sendo que 60% deles vivem no Canadá.

Desaparecimento do gelo marinho ameaça a sobrevivência da vida selvagem

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

O gelo marinho do Ártico continua a sofrer declínios de longo prazo, o que leva muitos cientistas a se preocuparem que a região esteja caminhando em direção a um futuro onde não existam mais coberturas de gelo durante os meses mais quentes, segundo informações da Scientific American.

Os verões sem gelo acelerariam mais ainda a mudança climática no Ártico, que vem se aquecendo rapidamente, conforme dizem os , o que causaria profundas consequências no delicado ecossistema da região, de algas aos ursos polares.

Como resultado, os pesquisadores estão monitorando cuidadosamente o ciclo de vida do gelo marinho do Ártico para acompanhar como ele está respondendo à mudança climática. Esta semana, novas pesquisas levantaram preocupações sobre o derretimento do gelo – e seus efeitos sobre a ecologia do Ártico.

Um estudo publicado esta semana na Scientific Reports descobriu que o derretimento do gelo marinho está afetando um importante sistema de transporte do Oceano Ártico conhecido como Transpolar Drift Stream, uma corrente que transporta gelo marinho recém-formado de águas rasas próximas da costa russa até o centro do Ártico. Este gelo jovem tende a transportar uma variedade de sedimentos e nutrientes, tornando-se um regulador importante na biologia e química do oceano.

Ainda recentemente, nos anos 90, pelo menos metade do novo gelo que se formava nas bordas do oceano sobrevivia tempo suficiente para atravessar o Oceano Ártico. Mas hoje, segundo a nova pesquisa, apenas cerca de 20% desse gelo dura tanto tempo; o resto se derrete antes de completar a jornada.

O estudo sugere que a probabilidade de sobrevivência do gelo do primeiro ano, originado nas aguas rasas russas, cai cerca de 15% a cada década.

Mais fino e menos volumoso

O estudo também descobriu que o gelo que completa a jornada não é tão espesso quanto costumava ser.

“O que estamos testemunhando é uma imensa corrente de transporte vacilante, que está mostrando ao mundo, o grande passo que foi dado, rumo a um verão sem gelo marinho no Ártico”, disse Thomas Krumpen, principal autor do estudo do Instituto de Pesquisa Alfred Wegener para Polares e Marinhos, em um comunicado.

O declínio do gelo marinho no Ártico é uma enorme preocupação para a manutenção climática. Conforme o gelo do mar desaparece, ele expõe mais e mais da superfície do oceano ao sol, permitindo que a água absorva mais calor. Muitos pesquisadores sugeriram que esse processo poderia contribuir para um ciclo vicioso, no qual mais calor oceânico provoca o degelo de mais gelo marinho.

Mas a nova pesquisa também aponta outra preocupação. Se menos gelo for transportado dos baixios russos para o Ártico Central, isso também significa que as águas mais profundas provavelmente estão recebendo menos nutrientes e material orgânico que o jovem gelo costuma carregar consigo. As consequências disso ainda não são claras, mas podem ocasionar mudanças significativas nos tipos de bactérias e algas que crescem no Ártico Central, observam os pesquisadores.

O gelo marinho mais fino, contendo menos sedimentos, também permite que mais luz penetre na água mais fundas, alterando potencialmente o tempo de florescimento de algas no Ártico Central.

Mais monitoramento é necessário para determinar exatamente o que essas mudanças podem significar para a ecologia do Ártico. Mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que o declínio do gelo marinho provavelmente terá grandes implicações para o ecossistema polar e sua vida selvagem, mesmo que os resultados exatos permaneçam desconhecidos.

As descobertas foram publicadas apenas algumas semanas após o gelo do Ártico ter atingido sua extensão máxima anual para o inverno, de acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo.

Atingindo cerca de 5,71 milhões de milhas quadradas em 15 de março, esta é a maior extinção alcançada desde 2014, mas ainda fica empatada com a sétima menor em todo o recorde de 40 anos.

As quatro extensões máximas de calotas de gelo mais baixas ocorreram entre 2015 e 2018.

Consumo de carne tem consequência sombrias para o planeta

A população mundial está crescendo e 10 bilhões de pessoas são estimadas para povoar a Terra até 2050.

De acordo com a National Geographic, cientistas de todo o mundo estão lutando para descobrir uma maneira de alimentar todas essas pessoas. Com estas preocupações, o canal questiona o consumo mundial de produtos animais.

Foto: Reprodução | Instragram

Um relatório recente – conduzido por 30 cientistas ao longo de três anos e publicado no Lancet – sugere que uma redução mundial significativa no consumo de carne ajudaria a alimentar a crescente população.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pesaram vários fatores, incluindo a quantidade de gases de efeito estufa produzidos por certos alimentos, bem como o uso de água e culturas. Segundo eles, o consumo mundial de carne e açúcar deve ser reduzido em 50%, e a população dever aderir a uma dieta predominantemente vegana. As informações são do Live Kindly.

“O consumo de carne tem consequências sombrias para o planeta”, disse o National Geographic.

Os cientistas propuseram um plano denominado “Grande Transformação de Alimentos” para a redução do consumo de carne no mundo. O plano inclui várias estratégias diferentes, com abordagens apropriadas que variam de país para país. Os métodos incluem o compartilhamento de informações e a conscientização dos consumidores, a alteração de quais práticas agrícolas recebem subsídios e a remoção de certas opções de carne das pessoas.

As iniciativas serão realizadas em mais de 30 países para impulsionar a agenda do relatório, e os comissários do estudo esperam atrair as principais organizações internacionais, como a ONU.

#10YearChallenge da Terra

A ONU está ciente da importância de uma redução drástica no consumo de carne. Em outubro, a organização internacional alegou que o combate à agricultura animal é o problema mais urgente do mundo.

“A pegada de gases de efeito estufa da pecuária rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes”, disse o Programa Ambiental da ONU em um comunicado. “Não há caminho para alcançar os objetivos climáticos de Paris sem uma queda maciça na escala da agricultura animal”.

A consciência sobre a rápida e assustadora destruição do meio ambiente está está aumentando graças ao recente # 10YearChallenge viral nas mídias sociais.

Embora o desafio tenha começado inicialmente para que os usuários pudessem compartilhar suas fotos, alguns optaram por compartilhar fotos da Terra. Algumas fotos compartilhadas de ursos polares, de tamanho normal em 2009 e extremamente magros em 2019, tomaram conta da internet. Esse flagelo se dá por conta do derretimento de gelo no Ártico. Outros compartilhavam fotos de corais branqueados, que já foram coloridos há dez anos.

Ano passado, o Greenpeace pediu uma grande redução mundial no consumo de carne e compartilhou imagens antes e depois da Amazônia.

“Aquilo que levou a natureza centenas de milhares de anos para construir, os humanos destruíram em menos de dez”, dizia o post no Instagram .

Urso polar sobe em submarino nuclear em busca de alimento

O urso polar foi fotografado saindo do gelo e subindo em um submarino nuclear russo em busca de comida, no oceano Ártico.

Segundo o Daily Mail, submarino da classe Delta IV estava ao norte das ilhas norueguesas de Svalbard e Jan Mayen quando a tripulação decidiu sair à superfície para se livrar de sacos de lixo.

Fotos mostram o urso polar sentado perto do submarino antes de começar a atravessar o gelo e subir na embarcação.

Os ursos polares estão extremamente ameaçados de extinção. Hoje, na Rússia e na Noruega existem apenas cerca de 3.000 ursos.

O urso polar  senta-se no gelo olhando para o submarino de classe russo Delta IV, ao norte das ilhas norueguesas de Svalbard e Jan Mayen

Uma pesquisa realizada pela University of California em colaboração com o US Geological Survey alertou que a população de ursos polares está diminuindo muito rapidamente e sua extinção está próxima.

O aquecimento global está causando o derretimento do gelo marinho do Ártico, forçando os ursos polares a percorrerem distâncias mais longas para garantir alimentos e gastar mais energia durante o verão, jejuando até quando o gelo retorna à plataforma continental no outono.

De acordo com o estudo, estes os ursos enfrentam uma luta crescente para encontrar comida suficiente para sobreviverem, enquanto a mudança climática transforma constantemente o habitat deles.

Os ursos dependem do alto teor de gordura na gordura da foca para manter sua dieta. A caça predatória das focas, a principal fonte de alimento dos ursos polares, e a poluição plástica dos oceanos também as colocam em risco de extinção.

O urso coloca sua cabeça para frente para cheirar o submarino que despejava lixo.

Especialistas dizem que a poluição da Rússia no Ártico levaria centenas de anos para se limpar, e essa não é a primeira vez que marinheiros atraem a atenção dos ursos polares famintos enquanto despejam lixo no oceano.

Uma fonte da Marinha Real disse ao Sunday Express: “Nós nos apoiamos completamente na lei marítima e temos sistemas para classificar, reciclar e descartar lixo de uma maneira ambientalmente amigável”.

A ilha norueguesa de Spitsbergen é a única área permanentemente povoada na área de Svalbard, mas os ursos polares podem ser vistos em toda a área.

Em outubro de 2018, ursos polares foram filmados nas ruas da remota cidade russa, Dikson.

Acredita-se que os animais tenham ido à cidade para encontrar comida, o que é um reflexo da perda do habitat dos ursos e da escassez de alimentos.