Cantor Aaron Carter é acusado de tentar vender cachorro após adotá-lo

O cantor Aaron Carter foi acusado de tentar vender um cachorro adotado por ele em Los Angeles, nos Estados Unidos. A denúncia foi feita após Carter falar sobre o assunto durante uma transmissão ao vivo em rede social.

Foto: Reprodução/Instagram/@lancasteranimalslaco

“Esse é meu novo amigo. Mas, por sinal, se eu não puder ficar com ele, vou dá-lo. Ele tem dez meses e está sendo vendido por US$ 3,5 mil (R$ 13 mil, na cotação atual). Então, se alguém quiser dar um lar ao meu buldogue inglês, eu o resgatei e estou procurando um lar para ele”, afirmou o cantor.

Após ser criticado, Carter negou que estivesse vendendo o animal. Ele afirmou que é uma “pessoa boa que merece respeito” e que “tudo não passava de uma brincadeira”. As informações são do Correio do Povo.

“Encontro muitos cães e acho lares para eles. Eu tenho uma casa e ganho mais de US$ 3 milhões [o equivalente a R$ 11,8 milhões] por ano. Eu não preciso vender cães para conseguir dinheiro. E não tentem difamar meu nome, porque vou me defender na Justiça”, disse.

O abrigo que doou o cachorro para o artista afirmou que apura o caso.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cantora Jessie J exalta veganismo em música infantil

Por Rafaela Damasceno

A cantora Jessie J, que falou sobre veganismo pela primeira vez recentemente, divulgou uma mensagem sobre o estilo de vida para milhares de pessoas enquanto se apresentava no The Latesish Show.

A cantora se apresentando

Foto: Channel 4

Durante o programa, Jessie J foi convidada a cantar Old McDonald (Velho McDonald, uma música infantil dos Estados Unidos) no estilo de Whitney Houston (uma premiada cantora). A letra da música conta a história de um fazendeiro e dos animais que viviam em sua fazenda. Mas além das frases originais, Jessie J acrescentou outra: “Mas o velho McDonald, ele era vegano”.

A cantora falou pela primeira vez sobre veganismo em uma entrevista exclusiva para a Plant Based News, no começo de julho.

Ela afirmou que está no começo dessa jornada, aprendendo sobre o estilo de vida e tudo o que ele implica. “Eu não sei nada. Eu começo tudo o que faço dizendo ‘eu não sei nada, vou aprender’. É sobre conhecimento e poder aprender com a pessoa que foca no aspecto alimentar do veganismo, ou na crueldade contra os animais, ou no aquecimento global”, declarou.

“Essa jornada é sobre mim, tentando inspirar uma geração mais jovem a amar a si mesmos, amar e respeitar seus corpos, e amar o mundo”, completou.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cantora Lady Gaga lança marca de produtos cosméticos veganos

Por Rafaela Damasceno

A cantora e atriz Stefani Joanne Angelina Germanotta, conhecida mundialmente como Lady Gaga, lançou uma marca de maquiagem sem nenhum tipo de crueldade contra os animais. O nome da linha é Haus Laboratories.

Campanha publicitária da nova linha de maquiagem de Lady Gaga

Foto: Haus Laboratories

A coleção, cheia de brilho e glamour, já está disponível para pré-encomenda e começará a ser enviado pela Amazon em setembro. No Instagram, a marca afirma: “Sem crueldade e vegana, porque amamos os animais e você”.

No site, Lady Gaga afirma que nunca se sentiu bonita. Em sua luta para descobrir sua beleza interior e exterior, ela declara que conheceu o poder da maquiagem. Segundo ela, a maquiagem aumentou sua auto-estima e inspirou sua bravura.

Essa não é a única linha vegana da cantora. Em 2017, Lady Gaga fez uma parceria com a Starbucks para criar quatro bebidas veganas. Parte do lucro foi revertido para sua instituição de caridade, Fundação Born This Way da Lady Gaga, que visa empoderar jovens.

O novo estilo de vida que a cantora parece ter adotado intriga muitos veganos, que não se esqueceram do episódio em que Lady Gaga compareceu ao MTV Video Music Awards de 2010 vestindo uma roupa completamente feita de carne.

Nota da Redação: É maravilhoso que a cantora Lady Gaga esteja usando sua posição para incentivar seus fãs a consumirem produtos sem crueldade, mas achamos importante ressaltar que o veganismo é muito mais do que uma moda passageira e vai muito além de um comércio. O veganismo é um estilo de vida e adotá-lo implica comprometimento, respeitando os animais em todos os sentidos e condenando qualquer tipo de exploração.

Kim Kardashian se torna oficialmente vegana

Por Rafaela Damasceno

Kim Kardashian está promovendo a dieta vegana em suas redes sociais, assim como sua decisão de trocar seus adorados casacos de pele por versões sintéticas.

Kim e sua filha andando na rua e vestindo, as duas, casacos de pele enormes

Kim e sua filha em 2016, quando ainda usava casacos feitos com animais | Foto: Grosby Group

Em um vídeo do Instagram publicado pela People, a sugestão de que teria removido as costelas para ter uma cintura mais fina fez Kim rir. “Honestamente, ser vegana agora ajuda muito”, declarou.

No mês passado, a socialite compartilhou comidas veganas em seu Instagram (como salsichas à base de vegetais). É uma mudança e tanto, para quem costumava desfilar com casacos de pele constantemente.

A mudança de Kim pode ter sido causada pela atriz Pamela Anderson, que em 2017 enviou uma carta a ela, incentivando-a a abandonar seus casacos de pele. “Você pode ser uma heroína para os animais, além de um grande exemplo para seus seguidores”, escreveu a atriz.

A sugestão foi seguida, e em maio deste ano Kim declarou que todos os seus casacos de pele não eram mais feitos com animais de verdade. “Eu peguei todas os meus casacos favoritos e recriei com pelo sintético”, afirmou em suas redes sociais.

Kim não é a única celebridade a abandonar os produtos criados através da exploração de animais. No começo do ano, o comediante Kevin Hart declarou que estava começando a seguir uma dieta vegana. O rapper Will.i.am se tornou vegano por motivos de saúde no ano passado.

Cada vez mais, artistas usam sua voz para conscientizar as pessoas sobre o erro de consumir produtos animais de quaisquer tipos.

Atriz Kim Basinger protesta contra consumo de carne de cachorro na Coreia do Sul

Um ativista pelos direitos animais segura um filhote morto em frente ao Parlamento da Coreia do Sul, na capital Seul, na sexta-feira (12), pedindo o fim da indústria de carne de cachorro.

Foto: Reprodução / CNN

A poucos metros de distância, um grupo de criadores de cães come carne de cães explorados para consumo, alegando que é sua tradição e sustento.

Dezenas de policiais separam essas duas faces nitidamente contrastantes da Coreia do Sul – imagens evocativas de uma prática de décadas de exploração de cães para consumo humano.

No protesto, a atriz norte-americana Kim Basinger se juntou a ativistas do grupo de direitos animais Last Laise for Animals (LCA) para lutar contra o comércio de carne de cachorro no chamado “dia da carne de cachorro” ou “Boknal”, data em que a carne era tradicionalmente consumida no país.

Durante décadas, a Coréia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume do país de consumir carne de cachorro. Ativistas dos direitos animais sul-coreanos têm estado na vanguarda da tentativa de encerrar o comércio.

Agora, está sendo proposto um projeto de lei que quer proibir a matança de cães para consumo.

Foto: Reprodução / CNN

Segurando um corpo de cachorro morto para as câmeras, Basinger disse: “às vezes as imagens falam mais de 1.000 palavras do que as nossas vozes”. Basinger há muito faz campanha pelos direitos animais, mas esta é sua primeira vez na Coreia do Sul. Ela foi ao país para somar forças para pressionar os legisladores a angariar apoio ao projeto.

“Eu acho que o governo vai ter que não fechar os olhos e realmente chegar a soluções como esta”, disse ela. “A Coréia do Sul vai ser a líder disso, será conhecida por isso”, completou.

O deputado sul-coreano Pyo Chang-won está fazendo pressão para aprovar o projeto de lei que tornaria ilegal o assassinato de cães e gatos, mas ele reconhece que só tem apoio da minoria na Assembléia Nacional.

Foto: Reprodução / CNN

Pyo disse que tem o apoio do Presidente Moon Jae-in – que é conhecido por ser um amante de cães e adotou um cão de abrigo quando chegou ao poder -, mas afirmou que essa não é uma política oficial do partido de Moon e, por isso, os legisladores podem tomar decisões individuais.

“Muitos dos congressistas estão em áreas rurais onde existem fazendas de cães e eles estão sob pressão para não falar sobre o projeto, para não apoiar a lei e não permitir que a lei chegue à mesa”, disse ele à CNN.

Basinger se reuniu com legisladores e governadores locais na esperança de levar o projeto adiante. Chris DeRose, fundador da LCA, dirigiu-se a ele na sexta-feira (12) declarando que “a Coreia do Sul não está mais sozinha, isso é um movimento global”. As declarações foram abafadas pelo campo adversário e o parlamento recebeu críticas de agricultores favoráveis à matança de cães.

Foto: Reprodução / CNN

A Humane Society International (HIS) disse que em 2016 cerca de 2 milhões de cães estavam sendo mantidos em cerca de 17 mil instalações na Coréia do Sul, mas houve mudanças desde então. No ano passado, o maior matadouro de cães do país foi fechado por autoridades locais em Taepyeong, em uma cidade satélite de Seul. De acordo com a HIS, milhares de cães foram mortos por eletrocussão a cada ano nesta instalação e seus restos mortais foram vendidos para consumo.

No início deste mês, o mercado de carne de cachorro Gupo, na cidade de Busan, uma das maiores do sul do país, foi fechado com a ajuda de seu prefeito, Oh Seo-don. Ele disse publicamente aos moradores de Busan: “Acho que vocês são pessoas que têm uma filosofia de respeitar a vida. Sem essa filosofia, isso nunca poderia ser feito”.

Para aqueles que apoiam a indústria de carne de cachorro, esses fechamentos geram grande preocupação.

Fonte: CNN


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Fotógrafa faz ensaio com animais idosos sobreviventes de fazendas de criação

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Quando a fotógrafa Isa Leshko conheceu Petey, um cavalo malhado de 34 anos de idade, havia algo no animal da raça appaloosa, que sofria de uma espécie de artrite que a cativou.

Seus olhos estavam cobertos de catarata, seu pelo era duro e grosseiro, e ele se movia com dificuldade e rigidez enquanto a seguia pelo pasto. Hipnotizada pelo gentil animal, Leshko correu para dentro para pegar sua câmera.

“Eu não tinha certeza do por que eu estava tão atraída por ele, mas continuei tirando fotos. Fazia muito tempo desde que eu senti pela última vez esse tipo de emoção ao segurar uma câmera”, diz Leshko.

Leshko e sua irmã estavam cuidando de seu pai, que havia combatido com sucesso o câncer bucal de estágio 4, e sua mãe, que estava lidando com a doença de Alzheimer em estágio avançado.

“Quando analisei os negativos de minha tarde com Petey, percebi que tinha encontrado uma maneira de encarar minha dor e medo decorrentes da doença de mamãe, e sabia que tinha que encontrar outros animais idosos para fotografar”, diz Leshko. “Eu não estava pensando em embarcar em um projeto de longo prazo. Eu estava buscando catarse”.

Mais de uma década depois, aquele encontro com Petey resultou no lançamento do livro de Leshko, “Allowed to Grow Old: Portraits of Elderly Animals from Farm Sanctuaries” Permitidos a Envelhecer: Retratos de Animais Idosos de Santuários-Fazendas” (University of Chicago Press, 2019). O trabalho apresenta imagens de cavalos, vacas, galinhas, cabras, porcos e outros animais de fazenda que foram resgatados e estão vivendo seus últimos dias em segurança.

“A experiência teve um efeito profundo em mim e me obrigou a enfrentar minha própria mortalidade”, diz Leshko. “Estou com medo de envelhecer e comecei a fotografar animais idosos para ter uma visão inflexível desse medo. Como conheci animais de fazenda resgatados e ouvi suas histórias, minha motivação para criar esse trabalho mudou. Tornei-me uma defensora apaixonada desses esses animais e queria usar minhas imagens para falar em nome deles. ”

Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Os sortudos

Os animais fotografados por Leskko viviam em santuários de animais em todo o país. Alguns foram abandonados durante tempestades ou outros desastres naturais. Outros foram resgatados de fazenda de criação em escala idustrial ou de operações de criação de quintal. Alguns foram encontrados vagando pelas ruas depois que eles escaparam no caminho para o matadouro. Alguns raros eram animais domésticos cujas pessoas não podiam mais cuidar deles.

“Quase todos os animais de fazenda que conheci para este projeto sofreram abusos e negligências horríveis antes de seu resgate. No entanto, é um eufemismo enorme dizer que eles são os sortudos”, diz Leshko. E como Melissa observou em Treehugger, “A questão é que não temos a oportunidade de conhecer muitos animais velhos, eles morrem antes”.

“Cerca de 50 bilhões de animais terrestres são criados em fazendas industriais mundialmente a cada ano. É um milagre estar na presença de um animal de fazenda que conseguiu atingir a velhice. A maioria de seus parentes morrem antes de completarem 6 meses. Retratando a beleza e a dignidade de animais de fazenda idosos, eu convido a todos para refletir sobre o que é perdido quando esses animais não podem envelhecer”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Memórias dolorosas

As imagens costumavam ser emocionalmente difíceis para a fotógrafa.

“Eu chorei ao fotografar os animais, particularmente depois que aprendi sobre os terríveis traumas que eles sofreram antes de serem resgatados“, diz ela. “Às vezes um animal me lembrava da minha mãe, que também sentiu muita dor.”

Na introdução do livro, Leshko descreve encontrar um peru cego que ela diz se assemelha a sua mãe depois que ela se tornou catatônica:

“Um dos animais que conheci para este projeto foi um peru cego chamado Gandalf, que vivia no santuário Safe Haven em Sultan, Washington. Por ele ser cego, seus olhos muitas vezes tinham uma cor branca impressionante. Estava um dia muito abafado quando eu o conheci pela primeira vez, e Gandalf – como a maioria dos perus – se refrescava respirando com o bico aberto “, escreve ela.

“Seu olhar vazio somado a sua boca escancarada me transportou para o leito da minha mãe durante seus últimos meses, quando ela estava catatônica. Eu fugi do recinto de Gandalf em lágrimas depois de passar alguns momentos com ele. Foram necessárias mais algumas visitas antes que eu finalmente conseguisse ver Gandalf e não minha mãe quando eu olhava para ele através do meu visor. Fiquei impressionada com a natureza gentil e digna do pássaro, e me concentrei nesses atributos enquanto o fotografava”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Impacto emocional

Os retratos amáveis e ao mesmo tempo imponentes de Leshko costumam ter bastante impacto sobre as pessoas que os vêem.

“Muitas pessoas choram. Recebi centenas de e-mails profundamente pessoais de pessoas de todo o mundo, compartilhando comigo a tristeza por um pai que está morrendo ou um animal de estimação amado e doente”, diz ela.

“Nas inaugurações de exposições, recebo rotineiramente abraços de pessoas totalmente estranhas que compartilham suas histórias de perda. Estou profundamente comovida pelo fato de meu trabalho ter afetado as pessoas em um nível tão emocional. Sou grata pela manifestação de amor e apoio que recebi. para este trabalho, mas às vezes esses encontros têm sido dolorosos também, particularmente quando eles aconteceram enquanto eu estava de luto pela morte de meus pais”.

“Passar tempo com animais de fazenda que desafiaram todas as probabilidades de atingir a velhice me lembrou que o envelhecimento é um luxo, não uma maldição”, diz Leshko. “Eu nunca vou deixar de ter medo do que o futuro tem reservado para mim.

“Mas eu quero enfrentar o meu declínio final com o mesmo estoicismo e graça que os animais nestas fotografias mostraram.”

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Inflexível nos detalhes

Ao fotografar os animais idosos, Leshko diz que queria que eles fossem “inflexíveis em detalhes”, mas não frios ou cruéis. Ela fotografou a maioria dos animais enquanto estava no chão ao seu nível em um celeiro ou pasto para fazê-los sentirem-se mais confortáveis.

Os animais têm diferentes razões para esconder sinais de envelhecimento.

“Alguns animais disfarçam sinais de doença ou se camuflam para evitar ser uma presa fácil. Muitas espécies alteram sua aparência física para atrair parceiros. Mas isso não significa que os animais são autoconscientes de sua aparência da mesma maneira que os humanos”. ela diz. “No entanto, ao editar minhas imagens para este projeto, eu cuidadosamente considerei se as imagens que eu selecionei eram respeitosas com os animais que eu havia fotografado.”

Embora ela tenha clareado um pouco os olhos dos animais para aumentar os detalhes, ela pouco fez para mudar o que fotografou.

“Muitos dos animais que eu conheci perderam muitos dentes e babaram muito. Eu sofri para decidir incluir a baba nas minhas imagens ou para editá-las no Photoshop ou escolher uma imagem totalmente diferente. Eu decidi incluí-las em minhas imagens porque eu não queria impor normas antropocêntricas a esses animais. Eu queria respeitar o fato de que meus sujeitos são animais não humanos e não são seres humanos em pelos e penas”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Testamentos à sobrevivência e resistência

A maioria dos animais que aparecem no livro de Leshko morreu dentro de seis meses a um ano depois que ela os fotografou. Em alguns casos, um animal morreu no dia seguinte ao seu encontro.

“Essas mortes não são surpreendentes, dada a natureza deste projeto, mas elas têm sido dolorosas, no entanto”, diz ela.

Desde que ela começou o projeto, ambos os pais faleceram, ela perdeu dois gatos domésticos para o câncer e um amigo próximo morreu depois de uma queda.

“O luto inicialmente inspirou este trabalho, e tem sido meu companheiro constante, já que trabalhei neste livro”, diz Leshko, que, em vez de ficar desanimada com sua experiência, encontrou um motivo para ser elevado. “Eu prefiro pensar neles como testamentos de sobrevivência e resistência”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Artista cria ilustrações de momentos ao lado de seu cão

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

A intimidade e o amor que surgem entre tutor e cão após uma vida inteira de momentos compartilhados pode ser difícil de ser traduzida em palavras, mas com certeza é algo que vale a pena ser contado. Se não em texto, por que não em imagens?

A artista Yaoyao Ma Van As, de Los Angeles (EUA), conta a história dela e de seu cachorro em belíssimas ilustrações no Instagram.

Ma Van As and Parker (Instagram)

Ma Van As and Parker (Instagram)

As ilustrações criadas por Ma Van As são simples, possuem estilo próprio e são ricamente coloridas, elas transmitem sentimentos reconfortantes mostrando situações corriqueiras do dia a dia que certamente serão reconhecidas por quem já teve um companheiro canino ao seu lado.

Atualmente Van Ma As é casada e vive com o marido, mas a maioria de seus desenhos retrata uma vida a sós com seu cachorro, Parker. Ela diz ao Huffington Post que quando vivia sozinha não achava a situação tão assustadora quanto imaginava, haviam momentos em que ela sentia-se solitária, mas também momentos bons e que deixam boas recordações.

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

“Você sabe que está sozinho e cada decisão tomada afeta diretamente a maneira como você avança com sua vida. Cada dia você aprende a ser mais independente do que no dia anterior. É definitivamente uma experiência que deve ser abraçada”, declara ela.

De qualquer forma, quando se tem um companheiro canino ao lado, nunca se esta sozinho.

Ma Van As conta uma história m imagens com a qual muitos estão familiarizados. Os altos e baixos de viver uma vida compartilhada com um companheiro canino.

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Muitos de seus desenhos ao lado do cão, são de momentos que podem ser dados como certos pela maioria das pessoas, como uma recepção calorosa ao chegar em casa após um dia fora, ou até considerar algo incômodo quando o cansaço é um fator presente ao fim de um dia de trabalho e não há disposição para brincadeiras.

O fato é que os tutores tendem a não valorizar esses pequenos momentos quando estão passando por eles. Mas são estes também os momentos que serão perdidos quando os cães partirem.

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Ela mostra esses momentos de uma forma que enternece pelo reconhecimento e inspira uma reflexão sobre como esses companheiros caninos se fazem sempre presentes, oferecendo amor e carinho incondicionais

Ma Van As se tornou famosa pelo trabalho que ela postou no Instagram, mas também trabalhou para a Disney TV Animation, Rick & Morty e Warner Brothers Animation, entre outros.

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Foto: Ma Van As and Parker/Instagram

Parker é um cão sem raça definida, uma mistura de Chihuahua e Cocker Spaniel, segundo sua e foi adotado há quatro anos.

Ele não aparece em todas as imagens, mas com certeza acrescenta algo maravilhoso quando o faz.