Campanha incentiva turistas a resgatarem cachorros que seriam mortos na Ásia

Por Rafaela Damasceno

Estima-se que 30 milhões de cachorros e gatos morrem na Ásia todos os anos para o consumo humano. Depois de serem confinados em gaiolas lotadas, sem comida e água suficientes, a maioria desses animais são torturados até a morte. Algumas culturas acreditam que, quanto mais um animal sofre, mais macia é sua carne.

Uma cachorrinha ao fundo da foto, um pouco torta e magra, e quatro filhotes em sua frente. Eles estão presos

Foto: Jean Chung for HSI

A Bunny’s Buddies é uma ONG americana cujo objetivo é salvar cachorros de matadouros na Ásia e levá-los até os Estados Unidos para encontrarem um lar definitivo.

Enquanto a maior parte das ONG’s de resgate precisam de doações em dinheiro ou de produtos para ajudar a cuidar dos animais nos abrigos, a Bunny’s Buddies pede outro tipo de ajuda aos voluntários.

A única maneira de levar os cachorros da China para os Estados Unidos é voando, então a organização precisa de voluntários dispostos a escoltar os cachorros até suas novas casas.

A ONG pede para que, se você tiver um voo agendado da China para os EUA, considere ajudar a salvar uma vida – ou mais. O processo é fácil e não custa nada, considerando que você já tenha sua passagem em mãos.

Lutar contra o comércio da carne de cachorro é difícil, mas a Bunny’s Buddies está disposta a fazer a diferença. A organização é capaz de dar uma segunda vida para os animais que permaneceram presos, tristes e torturados desde que nasceram.


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Corpos de sete tigres são encontrados congelados em um estacionamento no Vietnã

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty ImagesOs cadáveres de sete tigres congelados foram encontrados em um carro em Hanói levaram à prisão de um importante suspeito de tráfico de animais selvagens, informou a mídia estatal vietnamita nesta sexta-feira, enquanto o país tenta desmantelar uma rota de contrabando do Laos.

Nguyen Huu Hue, que acredita ter contrabandeado animais do vizinho Laos durante anos, foi preso na quinta-feira com outras duas pessoas depois que os tigres mortos foram encontrados em seu veículo em um estacionamento, de acordo com o jornal Cong An Nhan Dan.

“Hue montou uma empresa que vende materiais de construção para encobrir o comércio ilegal de tigres e animais selvagens”, relatou Cong An Nhan Dan, porta-voz oficial do Ministério da Segurança Pública.

Todos os sete tigres pareciam ser filhotes, de acordo com fotos do local.

Não ficou imediatamente claro se os tigres mortos vieram da selva ou de uma muitas fazendas de criação tigres (que funcionam na ilegalidade) no Laos, que suprem grande parte da demanda da Ásia por carne e partes do corpo de tigres.

A polícia já prendeu vários outros membros da mesma rede de tráfico de animais selvagens, que está funcionando há vários anos em uma província central que faz fronteira com o Laos.

O Vietnã é tanto um centro de consumo quanto uma rota popular de contrabando de vida selvagem – que vão desde partes e corpos de tigres a presas de elefante, pangolins e chifre de rinoceronte.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Parte dela é destinada ao consumo interno no Vietnã, enquanto o restante é contrabandeado para a China.

Peças de tigre são usadas na medicina tradicional ou jóias no Vietnã, onde a população outrora vasta dos grandes felinos ameaçados diminuiu drasticamente.

Seus ossos são comumente cozidos e misturados com vinho de arroz para criar um elixir para tratar a artrite e promover a força.

A prisão de contrabandistas em Hanói ocorre após uma apreensão recorde em Cingapura, nesta semana, de quase nove toneladas de marfim e um enorme estoque de escalas de pangolim com destino ao Vietnã.

Há muito tempo, Hanói prometeu reprimir o comércio de animais silvestres, embora os conservacionistas afirmem que o mercado paralelo persiste graças à fraca e inexpressiva aplicação da lei.

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Sobe para 4,869 milhões o número de porcos mortos após contaminação por peste suína

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou que 4.869.155 porcos foram mortos em países asiáticos, até quarta-feira (24), devido à contaminação pela peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). Ainda não há tratamento disponível para a doença, que não tem cura. São 700.338 animais mortos a mais do que o registrado em 18 de julho. A FAO informou que faz um levantamento com base nos casos informados por órgãos federais de cada país.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

No Vietnã, o número de porcos mortos subiu de 3 milhões para 3,7 milhões. O país registra o pior cenário no que se refere à peste suína. O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local revelou que 62 províncias foram atingidas pela doença desde 19 de fevereiro.

Quatro novos casos da enfermidade foram registrados no Laos. Novos surtos foram identificados na província de Phongsaly. Desde 20 de junho, quando houve a identificação da doença, 14 focos foram encontrados em quatro províncias. No levantamento desta quinta, registrou-se a morte de 338 porcos, totalizando 3,05 mil.

São 238 focos da doença espalhados pela Ásia, segundo a FAO. No último levantamento eram 234. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A China é o país que, em termos de extensão, tem a situação mais crítica, com 149 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. O surto foi identificado em agosto do ano passado. Desde então, 1,16 milhão de porcos foram mortos, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. Os dados não sofreram alterações em relação ao levantamento anterior.

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Camboja informou que, desde a identificação da doença, em 2 de abril, 2,85 mil porcos foram mortos e cinco províncias foram afetadas. Na Coreia do Norte foi identificado apenas um caso da doença, desde 23 de maio, atingindo uma única província e levando 77 porcos à morte. Na Mongólia, 11 surtos foram notificados em seis províncias e uma cidade desde a detecção do primeiro caso, em 15 de janeiro. Foram mortos 3,1 mil porcos, aproximadamente 10% da quantidade de porcos que vivem no país. Em todos esses países, não houve atualizações em relação ao levantamento anterior.


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Índia registra fugas e mortes de dezenas de animais durante inundações

Dezenas de animais fugiram e morreram durante as inundações registradas no estado de Assam, na Índia. Na quinta-feira (18), um tigre que fugiu do parque nacional de Kaziranga foi encontrado deitado em uma cama de um local denominado shophouse – isso é, um estabelecimento que funciona como comércio e moradia.

Animais silvestres fogem de inundações na Índia (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

O parque de onde o tigre de cerca de 90 kg fugiu foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1985. O tigre buscava terra firme no momento em que a reserva ficou embaixo d’água após leitos de rios transbordarem. Ele estava caminhando na direção de uma estrada, quando mudou seu percurso e pulou no teto da shophouse e entrou no local.

“O proprietário estava prestes a abrir sua loja às 08h30, quando viu o tigre pular dentro”, disse à AFP Bhaskar Chudhury, veterinário chefe da ONG Wildlife Trust of India.

Para evitar o uso de dardos tranquilizantes, a entidade optou, segundo moradores da casa, por esperar o entardecer para que o tigre saísse do local sozinho.

Búfalos selvagens correndo no meio da água, rinocerontes exaustos descansando em pequenos pedaços de terra e elefantes cruzando uma estrada enquanto guardas do parque tentavam alcançá-los foram algumas das cenas vistas na região.

Tigre deitou na cama de morador na Índia (Foto: Reprodução/Wildlife Trust of India)

Mais de 50 animais foram encontrados mortos. Parte deles morreu em acidentes de trânsito enquanto tentava atravessar uma autopista no entorno do parque para chegar às colinas de Karbi, segundo a mídia local.

Botes foram usados por guardas-florestais para atravessar o parque em uma busca por animais isolados ou machucados. “Há muito tempo que este tipo de inundação afeta o parque nacional Kaziranga”, disse à AFP Pradut Goswami, um guarda-florestal.

As chuvas, acompanhadas dos ventos de monções, são importantes para a lavoura e para prover água à população, mas também causam destruição no sul da Ásia.


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Número de porcos mortos devido à peste suína sobe para 3.638 milhões na Ásia

O número de porcos mortos devido à peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na Ásia subiu para 3.638.592, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), contabilizados até 14 de junho. São 300 mil animais a mais do que a quantidade registrada em 7 de junho.

Foto: Pixabay

O levantamento da organização compila dados de órgãos federais dos países. O aumento se deve ao número de casos registrados no Vietnã, onde a quantidade de porcos mortos passou de 2,2 milhões para 2,5 milhões. A epidemia atingiu mais duas províncias no país, que já tem 56 regiões afetadas desde 19 de fevereiro, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local. As informações são da Isto É.

A China, porém, é o país com a situação mais crítica, em termos de extensão. Com um novo foco da doença identificado, o território chinês conta com 139 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Desde agosto de 2018, quando o surto foi identificado, 1,133 milhão de porcos foram mortos, de acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país.

Um único foco foi identificado na Coreia do Norte, em 23 de maio, em uma província do país, levando 77 porcos à morte. Na Mongólia, 11 surtos já foram registrados em seis províncias e em uma cidade, o que fez com que 3,1 mil animais fossem mortos. Com um foco detectado, em 2 de abril, em uma província, 2,4 mil porcos foram mortos no Camboja. Em todos esses países, os números se mantiveram estáveis em relação aos resultados anteriores.

Os dados da organização da ONU divergem das estimativas de mercado. Isso porque o levantamento contabiliza apenas números divulgados por órgãos oficiais dos países.


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Conheça as cinco razões por que a Ásia está pronta para entrar na “era à base de vegetais”

Não é necessário ser investidor para acompanhar ou ficar sabendo do sucesso da Beyond Meat (primeira empresa que produz carne 100% vegana a se tornar pública) na bolsa de valores, tendo um IPO (lançamentos de ações) considerado por especialistas “épico”.

Sem sombra de dúvida a lista de quebra de recordes do BYND (163% de valorização) provocou ondas de choque em todo o mundo, quando as pessoas de repente acordaram para as quebras de paradigmas que estão acontecendo na indústria alimentícia.

O fornecedor para a Ásia de produtos da companhia, David Yeung, em parceria com a equipe Green Monday/Green Common, analisou um grande número de pesquisas de mídia, investidores e público em geral sobre as perspectivas da indústria de produtos à base de vegetais, especialmente na Ásia e realizou um resumo das 5 motivos pelos quais os países asiáticos estão prontos para entrar nesse “futuro vegano”.

Enquanto muitos permanecem céticos se o momento atingirá a Ásia, o empresário e estudioso apontou as principais razões pelas quais, segundo suas pesquisa, o fenômeno está prestes a ser desencadeado na região e em grande escala.

1. Influência da tendência ocidental

Da moda ao bem-estar e estilo de vida em geral, os consumidores asiáticos são fortemente influenciados pelas marcas e tendências do Ocidente. O intervalo de tempo varia de país para país, mas na era das mídias sociais, é improvável que demore muito.

Dada a forma como a produção de produtos baseados em vegetais tem impactado oficialmente na indústria alimentar global e no comportamento do consumidor, não é exatamente uma previsão ousada antever que a Ásia vai captar isso muito em breve.

No caso de Hong Kong e Cingapura, isso já está acontecendo, à medida que os titãs da nova era, Beyond Meat and Impossible Foods, saem nas manchetes regularmente e tomam a cena da comida convencional.

2. Momento comprovado de ascensão de marcas veganas e baseadas vegetais

Conforme a Green Common (cadeia de lojas de alimentos) introduz as marcas emergentes Food 2.0 não apenas em Hong Kong, mas também em Cingapura, Taiwan e em breve China e Tailândia, testemunhamos em primeira mão como as empresas Beyond Meat, Gardein, Daiya e Califia estão ganhando uma tremenda força.

Além disso, as vendas de carne nesta região tem triplicado todos os anos desde a entrada no mercado em 2015.

A Omnipork, que tem como alvo as paletas e pratos asiáticos, tem sido incrivelmente bem recebida desde o seu lançamento.

Marcas não lácteas, incluindo Oatly e Califia são naturais e instantâneas, porque muitos asiáticos são intolerantes à lactose.

Daiya e Miyoko estão constantemente surpreendendo o mercado pelo lado positivo com suas crescentes bases de fãs.

3. Foco em Investimento e Inovação

Há alguns anos, a maioria das pessoas estava se perguntando por que Bill Gates, Li Ka-shing e Temasek investiram na indústria da “Comida do Futuro”. Ninguém previu que a rede de lojas e distribuição da Green Common crescesse tão rápido em um período de tempo tão curto (na verdade, muitos previam a morte da cadeia de lojas).

Hoje, investidores e empresários, junto com alguns governos, estão despertando para a urgência da crise climática e alimentar e as oportunidades que vêm junto com ela. A conscientização e o nível de atividade na região aumentaram notavelmente nos últimos seis meses. À medida que mais capital e recursos chegam, certamente levará a avanços e inovações emocionantes.

4. Demanda Existente, mas não atendida

Vegetarianismo não é exatamente uma coisa nova na Ásia. A demanda por alimentos vegetais devido a razões religiosas, culturais e étnicas sempre esteve presente na região. A Índia, claro, tem a maior população vegetariana do mundo. Países como a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Tailândia e a Malásia têm uma enorme população budista.

Não foi até a infusão de cultura ocidental de carne e laticínios que as pessoas se afastaram de tais tradições. O vegetarianismo começou a ter uma má reputação de certas pessoas tidas como antiquadas, chatas e não nutritivas.

Agora a narrativa está girando 180 graus. Millennials e Gen Zs são aqueles que estão conscientemente se tornando veganos por razões de bem-estar animal, sustentabilidade e saúde. As pessoas religiosas/étnicas que sempre preferiram se alimentar a base de vegetais ainda estão presentes, enquanto entusiasticamente abraçam essas novas opções alimentares há muito esperadas.

5. Esgotamento para a pecuária industrial

A carne suína é a carne mais consumida na China, respondendo por 65% do consumo de carne pela população de aproximadamente 1,4 bilhão de pessoas. Com a mortal e contagiosa Febre Suína Africana ameaçando centenas de milhões de porcos, todos os sinais apontam para uma potencial “devastação” de enorme impacto na pecuária industrial.

A realidade é que a cadeia de abastecimento alimentar orientada para as proteínas animais é insustentável e tem estado muito além do seu ponto de ruptura há muito tempo.

O planeta e o sistema alimentar ultrapassado simplesmente não conseguem acompanhar o crescimento e a demanda insaciável da população humana. É apenas uma questão de tempo antes de entrar em colapso, e esse tempo pode ser AGORA.

Relatório mostra aumento do consumo de proteína em 20% com a Ásia no topo na lista

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Um relatório encomendado pela Food Innovation Australia Limited (FIAL), demonstra que a Ásia é o líder no aumento mundial do consumo de proteína, com a China e a Índia como os principais intervenientes.

Os pesquisadores afirmam que, em 2018, as proteínas de origem vegetal foram responsáveis por 66% do suprimento global de consumo de proteína, e os vegetais devem continuar sendo a fonte dominante até 2025.

O relatório mostra que a demanda global por proteína deve aumentar cerca de 20% de 2018 a 2025, com o crescimento da população levando a 80% desse crescimento.

Em média, estima-se que cada pessoa em todo o mundo consome 26 kg de proteína por ano em média em 2018, e espera-se que aumente em 27% para 33 kg em 2025.

Foto: Myfitnesspal

Foto: Myfitnesspal

A Ásia apareceu como uma força dominante no aumento da demanda de proteína; o consumo global de proteínas aumentou 40% entre 2000 e 2018 e mais de 50% deste aumento foi impulsionado pela Ásia, significativamente pela China e Índia.

“A China é um mercado-chave de proteína para se concentrar: ocupa o primeiro lugar globalmente tanto em volume quanto em valor e [por si só está previsto que] representa 35% do valor de mercado mundial de proteína em 2025”.

O consumo de proteína na China deverá aumentar de 58 milhões de toneladas em 2018 para 70 milhões de toneladas em 2025. Durante esses anos, a China estará contribuindo com 31% do aumento global total.

Na Índia, o consumo de proteína deve chegar a 38 milhões de toneladas em 2025, ante 30 milhões de toneladas em 2018, contribuindo com 16% como um todo para o aumento global.

Proteína vegana

O mercado de produtos de proteína vegana terá uma taxa de crescimento anual de quase nove por cento até 2023, de acordo com relatórios.

A avaliação Mercado Global de Produtos de Proteína de Base Vegetal 2019-2023, atribui este grande salto à crescente base populacional vegana mundial e à diversidade de escolhas dentro do setor.

Setor em ascensão

De acordo com o relatório: “A crescente conscientização sobre os benefícios de saúde das dietas veganas está estimulando o crescimento da população. As dietas veganas contêm antioxidantes, fibras e compostos vegetais benéficos e são ricos em folato, potássio, magnésio e vitaminas A, C, e E.

De acordo com o Plant based News, a avaliação acrescenta também que os fabricantes de proteínas veganas estão lançando produtos com menor teor de gordura e calorias. “Isso vai atender às demandasde mudanças dos consumidores”.

“Lançamentos bem-sucedidos de novos produtos não apenas ajudarão essas empresas a aumentar suas participações de mercado, mas também aumentarão seu fluxo de receita.”

Melhor trabalho do mundo: 260 mil reais para viajar pelo mundo provando comida vegana

Já imaginou viajar pelo mundo com tudo pago, comer comida vegana da melhor qualidade e ainda receber muito dinheiro por isso?

Esta é a proposta da Vibrant Vegan Co., empresa sediada no Reino Unido está recrutando pessoas para um emprego que oferece salário de 50 mil libras (cerca de 260 mil reais) para viajar pelo mundo degustando comida vegana.

A Vibrant Vegan Co., um serviço de assinatura de alimentos, está procurando por um “Diretor de Paladar”, que viajará para lugares como Ásia, América do Sul e Leste Europeu por até quatro meses, procurando por novos e excitantes ingredientes veganos e dar feedback sobre suas descobertas.

De acordo com a empresa, o candidato precisa ter pelo menos três anos de experiência no ramo de alimentos ou como chef de cozinha e, apesar de a empresa ser vegana, o candidato não precisará ser vegano, mas deve se concentrar apenas em ingredientes vegetais quando estiver trabalhando.

“Estamos sempre em busca de novos talentos, porque acredito firmemente que são as pessoas que fazem uma empresa de sucesso”, disse Iain Burke-Hamilton, fundador da Vibrant Vegan Co. As informações são do Plant Based News.

“No entanto, eu não acho que nós já tenhamos recrutado alguém para um trabalho tão empolgante antes. Este é um trabalho muito original e recompensador, mas apesar de seus extensos benefícios, reconhecemos que ele também é muito exigente.

“Existem centenas de ingredientes e receitas em todo o mundo que não foram apresentadas ao consumidor do Reino Unido, por isso esperamos que o nosso novo colaborador possa inspirar algumas receitas novas e saborosas para a nossa oferta de refeições veganas prontas.

 

Cerca de 3 mil elefantes explorados em Mianmar terão a chance de uma nova vida

Foto: South China Morning Post

Há pouco tempo, elefantes explorados transportando toras pelas das selvas de Mianmar, na Ásia, para o comércio de madeira do país eram uma visão triste e ‘comum’.

Em 2014, o governo impôs a proibição da exportação de madeira bruta, permitindo que apenas produtos com acabamentos de alta qualidade fossem vendidos no exterior. Repentinamente, quase 3 mil elefantes da empresa madeirense Myanmar Timber Enterprise e seus mahouts foram ‘despedidos’.

Sem um plano de resgate e acolhimento destes animais por falta de recursos financeiros, muitos deles foram forçados a trabalhar para operadoras de turismo, submetidos a treinamentos cruéis para entreter humanos ou simplesmente ficaram soltos na natureza.

“Se nada for feito para fornecer apoio financeiro a esses elefantes, os elefantes de propriedade do governo serão colocados de volta ao trabalho em outros lugares, serão cruelmente treinados para o desempenho de truques e viverão uma vida de mendicância, ou soltos na natureza para se defenderem sozinhos”, disse Dane Waters, fundador e presidente do Projeto Elefante. As informações são do South China Morning Post.

A caça de elefantes é proibida, mas caçadores continuam perseguindo e matando milhares de animais suas presas. Muitos também morreram nas mãos de aldeões depois de causar estragos em comunidades rurais e destruir terras agrícolas.

Agora, uma esperança está à vista depois que um acordo histórico foi assinado este mês entre o Projeto Elefante e o governo de Mianmar para realocar elefantes de áreas onde eles possam entrar em conflito com humanos. Esta é a primeira vez que tal acordo foi assinado em Mianmar.

“Temos que agir agora”, diz Waters.

“Um extenso desmatamento em Mianmar levou o habitat natural dos elefantes a ser destruído. Os elefantes buscam desesperadamente por comida nas aldeias, levando a conflitos mortais entre elefantes e humanos.”

Com o acordo, o departamento florestal do Ministério de Recursos Naturais e Conservação Ambiental e o Projeto Elefante buscarão aqueles que precisam se mudar e encontrar áreas para as quais possam ser realocados com segurança.

O projeto começará com a realocação de 10 a 15 animais para zonas seguras designadas, mas o Projeto Elefante tem planos ambiciosos para oferecer abrigo a muitos outros elefantes em cativeiro do país. Um total de 5.520 vive em cativeiro, quase o dobro dos 3 mil elefantes que vivem em estado selvagem em Mianmar.

“Nosso plano de santuário é diferente de qualquer outro que já tenha sido construído antes”, disse Waters.

“Será o maior já construído e nossa esperança é que seja o lar de 2 a 3 mil elefantes”.
Para financiar o projeto, uma série de oportunidades de investimento será criada para oferecer experiências éticas de elefantes e estadias ecológicas próximas ao santuário. Waters salienta que será criado com sensibilidade, com o bem-estar dos elefantes como prioridade.

“Vamos oferecer a conservação de elefantes e o ecoturismo em um país incrivelmente belo, enquanto o investimento vai para a proteção dos elefantes”, diz ele.

“Nosso plano é criar um lugar seguro onde os elefantes vivam em paz, promovendo um ambiente através de parcerias corporativas inovadoras, governamentais e sem fins lucrativos, protegendo elefantes e garantindo que sua proteção produza prosperidade para as pessoas”, diz Waters.

“Esta solução provará que garantir a segurança de um elefante é mais valioso para governos e comunidades do que um morto.”

Por toda a Ásia, estão surgindo santuários para o bem-estar dos animais resgatados. Em Chiang Mai, Tailândia, o Elephant Nature Park é o lar de 86 elefantes resgatados; O Santuário de Elefantes MandaLao, no Laos, foi considerado um dos campos mais éticos do Sudeste Asiático pela World Animal Protection, uma ONG; e o The Elephant Valley Project opera projetos inovadores em Mondulkiri, no Camboja, e Chiang Rai, na Tailândia.

Waters tem planos de estabelecer santuários em todo o sudeste da Ásia, com os olhos postos na fronteira entre Bangladesh e Mianmar.

Empresas de produção de carne vegana atraem investidores na Ásia

Foto: South China Morning Post

Foto: South China Morning Post

O empresário de Hong Kong David Yeung está incentivando as pessoas a comer menos carne para ajudar a salvar o planeta. O problema é que muitas pessoas adoram carne, especialmente carne de porco.

Yeung acredita que há algo que possa convencê-los – um substituto de carne que, segundo ele, pareça, cheire e tenha o mesmo gosto da “coisa real”.

Os chefs começaram a usar o produto desenvolvido pelo empresário, o Omnipork, para preparar bolinhos de carne para sopa em Xangai, uma carne de porco alternativa com sabor agridoce, assim como macarrão, gyozas e almôndegas.

“De veganos a comedores de carne, profissionais a chefs caseiros, todos ficaram impressionados com a versatilidade, aplicabilidade e a facilidade de uso da Omnipork em todos os tipos de cozinha.

“Eles ressaltam o fato de que o produto lhes permite fazer alguns dos pratos caseiros mais comuns da Ásia”, diz Yeung, um dos investidores do empreendimento que levantou 2,5 milhões de dólares para desenvolver um substituto de carne de porco em 2016.

A carne de porco responde por quase 40% do consumo global de carne, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A China é atualmente o maior mercado de carne de porco do mundo, representando cerca de metade da demanda global, de acordo com um relatório de 2017 do DBS Bank.

A FAO projeta que países asiáticos como China, Filipinas, Tailândia e Vietnã continuarão a aumentar o consumo de carne de porco per capita.

O vegetarianismo já se estabeleceu há muito tempo na Ásia, e a “culinária do templo” apresenta carne vegana feita de glúten de trigo e preparada especialmente para se parecer com peixe, camarão e carne. Para muitos não-veganos ou não-vegetarianos que apreciam a carne de origem animal, no entanto, carne vegana é apenas carne falsa. Muitos nem tocam no prato.

Defensor do meio ambiente, Yeung, 42, co-fundador e CEO da empresa Green Monday (Segunda-feira Verde, na tradução livre), diz que seu produto substituto da carne de porco é feito com cogumelos shiitake, proteína de soja, proteína de ervilha e arroz, para obter uma textura e um sabor mais robustos.

Ele faz parte de uma nova onda de empreendedores e investidores da Ásia que estão em uma corrida de tecnologia X preço, para criar substitutos de carne capazes de convencer os consumidores a mudar para alternativas desenvolvidas com base em plantas.

Nos últimos seis anos, eles lançaram substitutos de carne, frango, porco e frutos do mar que podem ser transformados em tudo, de hambúrgueres a filé de peixe e arroz de frango Hainanese.

Seus esforços levam em conta as preocupações com segurança alimentar, meio ambiente, surtos de doenças em animais, como a gripe aviária e a peste suína africana, e questões sobre como alimentar a crescente população mundial.

Um relatório recente, publicado na revista médica The Lancet, diz que a adoção de uma alimentação com mais alimentos à base de vegetais e menos alimentos de origem animal “melhora a saúde e evitará danos potencialmente catastróficos ao planeta”.

Michelle Teodoro, analista de ciência alimentar e nutrição da empresa de pesquisa de mercado, Mintel, com sede em Londres, afirma que a tendência da carne à base de vegetais está acontecendo em um momento em que as pessoas também estão preocupadas com o impacto ambiental de criar e comer animais e com os maus-tratos aos animais criados na agricultura industrial.

“O mercado asiático, com sua imensa população e aumento crescente da classe média e por consequência do consumo de carne, tem investidores lambendo os lábios por antecipação ”, diz ela.

Para empresas que trabalham com os novos produtos de carne vegana, há muito dinheiro a ser feito.

O mercado global de substitutos de carne foi avaliado em 4,1 bilhões de dólares em 2017 e deve dobrar de valor para 7,5 bilhões até 2025, com a região da Ásia-Pacífico projetada para crescer à taxa mais alta em termos de valor (9,4%) de 2018 a 2025, de acordo com a Allied Market Research.

*Uma mãe vegetariana em Hong Kong*

A arquiteta paisagista Euphenia Wong iniciou sua página no Facebook “Hong Kong Vegetarian Mom” (Uma Mãe Vegetariana em Hong Kong, na tradução livre) com receitas vegetarianas e veganas e resenhas de restaurantes em 2013.

“Está moda se tornar vegetariano ou vegano”, diz ela. “As pessoas começaram a ter mais opções – elas se sentem extravagantes e modernas. Os restaurantes são tão bons também. É uma opção descolada”.

Wong era uma ávida consumidora de carne antes de dar à luz seu filho há seis anos. Ela conta que começou a comparar seu filho a filhotes de animais e que não suportava machucá-los, ela então parou de comer carne e mudou para uma dieta quase vegetariana.

“Tornei-me flexitariana não por religião, mas por saúde e compaixão pelos animais. Penso que tenho que protegê-los como protejo meu filho ”, diz ela.

Em sua opinião, os taiwaneses aperfeiçoaram a arte de produzir substitutos de carne a partir do tofu e do glúten de trigo, mas os americanos tiveram uma vantagem inicial na produção de substitutos de carne, pois eles são mais parecidos com carne real em sabor e aparência.

Impressionados pela atenção e aceitação que a proteína alternativa e a alimentação baseada em plantas têm recebido na Ásia, especialmente em Hong Kong e na China como um todo, especialistas e investidores atentos, enxergam a mudança o comportamento do consumidor como um fator consolidado e irreversível. O planeta e os animais agradecem.