Ativistas denunciam consumo de carne de cachorro na China

Ativistas pelos direitos animais denunciaram o consumo de carne de cachorro na China durante um concurso de cães, que começou na terça-feira (30) em Xangai. A exposição canina, organizada pela Federação Cinológica Internacional, dura quatro dias.

(Johannes Eisele/AFP)

Mais de 730 mil assinaturas foram coletadas em uma petição online para denunciar a organização do concurso em um país que mata cachorros para consumo humano. As informações são do portal UOL.

Atualmente, o consumo de carne de cachorro é minoritário na China. No entanto, isso não impede que uma festa de carne de cães seja realizada todos os anos, em junho, em Yulin, na região de Guangxi.

Cerca de um terço dos 30 milhões de cachorros consumidos no mundo estão na China, segundo o grupo de proteção de animais Humane Society International (HSI).

O Kennel Club britânico se negou a se apresentar no concurso em Xangai e denunciou a morte, muitas vezes brutal, de cães no país. Os ativistas criticam a dicotomia dos chineses entre amar os cães e matá-los para consumo.

“É um duplo critério, que indigna muitos amantes dos cachorros na China, contrariados de ver que este comércio ilegal continua”, afirmou a Humane Society International (HSI), em um comunicado.

Modelo Chrissy Teigen é cercada por ativistas e criticada por usar pele animal

A modelo Chrissy Teigen foi cercada por ativistas, na última terça-feira (30), durante a 36ª edição anual do City Harvest Gala, no restaurante Cipriani Grand Central, em Nova York, nos Estados Unidos. Indignados, eles criticaram a escolha da modelo de usar roupas feitas com pele de animais.

Chrissy Teigen (Foto: Getty Images)

Chrissy foi vista recentemente usando pele animal, o que gerou muitas críticas contra ela. Na manifestação feita no restaurante, um dos ativistas, Rob Banks, chamou a modelo de assassina. As informações são da revista Quem.

“Que vergonha Chrissy, por que você odeia tanto os animais? Por que você odeia animais? Você é uma assassina sem coração, sua idiota!”, gritou o ativista ao ver Chrissy.

Na ocasião, a modelo não estava usando peças feitas de pele animal. Ela não se pronunciou sobre o caso.

Confira o vídeo do momento em que a modelo é confrontada pelo ativista:

Ativistas veganos pedem que a Prada abandone o uso de peles de animais exóticos

A casa de design Prada receberá um pedido formal para abandonar o uso de peles de animais exóticos em sua reunião anual em Milão, amanhã (01 de maio).

Ativistas veganos da PETA pedirão à Prada que alternativamente concorde em fazer visitas sem aviso prévio a seus fornecedores em conjunto com ONG para avaliar o bem-estar dos animais.

A gigante da moda admitiu no passado que não tem certeza de como os animais cuja pele a marca usa são tratados – o que levou a essa solicitação.

Animais exóticos e pele

“A PETA está confiante de que se os executivos da Prada puderem ver em primeira mão o sofrimento que é causado aos animais usados para fazer as malas, bolsas, pulseiras de relógio e sapatos da marca, eles acabariam com a venda de peles exóticas imediatamente”, diz a diretora da PETA, Elisa Allen.

“A Chanel baniu peles exóticas depois de reconhecer que não pode obtê-las eticamente, então a Prada deve seguir o exemplo e parar de lucrar com o sofrimento e a morte de avestruzes, crocodilos e outros animais selvagens”.

A ONG divulgou um vídeo, expondo as empresas que matam de avestruzes por sua pelugem, dizendo: “Como as imagens revelam, as jovens aves são mantidas em confinamentos insalubres antes de serem espremidas em caminhões de carga, transportadas para matadouros e finalmente eletrocutadas antes de suas gargantas serem cortadas”.

Foto: PETA Índia

Foto: PETA Índia

A instituição também investigou a indústria de peles de répteis, descrevendo as condições em que os animais eram mantidos em “pequenos e imundos cercados de concreto, alguns mais estreitos que o tamanho de seus corpos”, afirmando que “os crocodilos são mortos brutalmente por um corte imenso que abre seu pescoço de lado a lado e hastes de metal usadas para esmagar sua coluna vertebral.

Foto: PETA Índia

Foto: PETA Índia

Especialistas relatam que os crocodilos podem ficar conscientes por mais de uma hora após sua medula espinhal ter sido rompida.

Chanel e as peles exóticas

A PETA quer que a Prada siga os passos da gigante de moda francesa, Chanel, que anunciou ano passado que deixaria de usar peles de animais exóticos, incluindo peles de raposa; crocodilo; lagarto; serpente; e arraia. Enquanto alguns produtos ainda existem nas criações da Chanel, eles não serão mais usados nas próximas coleções.

Bruno Pavlovsky, presidente da Chanel Fashion e Chanel SAS, disse que se tornou cada vez mais difícil encontrar peles que atendam aos padrões da empresa em termos de ética e qualidade, e a marca voltará seu departamento de pesquisa sobre desenvolvimento de tecidos criados para as “indústrias agroalimentares”.

Ele acrescentou: “Nós fizemos isso porque a situação é óbvia, há muito sofrimento envolvido, ninguém nós impôs isso. É uma escolha livre”.

Celebração vegana

A notícia foi recebida com alegria e várias celebrações foram realizadas pelos ativistas veganos, incluindo os filiados à PETA.

“As rolhas de champanhe estão pipocando na PETA, graças ao anúncio da Chanel de que está abandonando o uso de pele e couro de animais exóticos – incluindo crocodilo, lagarto e cobra”, disse o diretor de Programas Internacionais da PETA, Mimi Bekhechi, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Por décadas, a PETA e suas afiliadas vinham pedindo à marca que optasse pela moda livre de crueldade em que nenhum animal teve que sofrer e morrer para que suas coleções de moda ganhassem vida, e agora é hora de outras empresas, como a Louis Vuitton, seguirem o exemplo da marca icônica e adotarem o mesma atitude ética”.

Ativistas veganos libertam nove mil faisões no Reino Unido

Por David Arioch

“Um caminho foi feito para que as aves se dirigissem para a floresta e para longe das estradas” (Foto: Reuters)

Este mês, ativistas veganos do grupo Animal Liberation Front (ALF) libertaram nove mil faisões de uma fazenda em Suffolk, na Inglaterra. A incursão aconteceu em Mildenhall como parte de uma ação que, além de garantir a liberdade das aves, também visa chamar atenção para a realidade dos animais criados para serem usados em atividades de caça.

Um porta-voz da ALF disse que eles pretendem continuar libertando faisões porque isso acaba pressionando os caçadores e quem lucra de alguma forma com essa atividade a sair do mercado.

“Um caminho foi feito para que as aves se dirigissem para a floresta e para longe das estradas. Usamos grãos para atraí-las por essa direção”, revelou um porta-voz da ALF, segundo o jornal britânico The Times.

No Reino Unido, a caça às aves estimula a criação anual de mais de 35 milhões de faisões e perdizes. Muitos desses animais são soltos na natureza para serem mortos por “esporte”.

“Embora haja alegações de que as aves são comidas, um grande número delas é descartada ou incinerada, porque há pouca demanda por carne de caça”, informa Chris Lufingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

Outro ponto crítico em relação à caça de aves é que as fêmeas usadas como reprodutoras são criadas em gaiolas. “Nossa investigação secreta revelou o sofrimento contínuo daquelas aves reprodutoras, que definham aos milhares em condições terríveis”, declara Isobel Hutchinson, diretora da Animal Aid. Pesquisa da entidade também revelou que 80% dos britânicos se opõem ao confinamento desses animais.

“A frustração que elas experimentam em cativeiro as levam a se atacarem e a voarem continuamente em direção ao teto da gaiola em uma tentativa improdutiva de fugir”, enfatiza Isobel.

Depois de consultar a população, em atitude inédita na Grã-Bretanha, o governo do País de Gales anunciou que vai proibir a caça esportiva de aves até maio deste ano. Sobre o assunto, a ministra do meio ambiente, Hannah Blythyn, complementou que os alugueis de espaços públicos para a caça de aves não devem ser renovados, considerando a opinião pública e a preocupação com o bem-estar animal.

Ativistas fazem protesto contra morte de mais de 30 gatos no Recife (PE)

Divulgação

Ativistas e protetores da causa animal realizarão neste sábado (27), às 14h, na Avenida Beira Rio, na Torre, em Recife (PE), um protesto em repúdio à recente morte de mais de 30 gatos que vivem no local. O ato, que está sendo organizado pelo movimento Vozes em Luto Nordeste, pedirá justiça para o caso.

Durante o movimento, os protetores irão solicitar penas mais rigorosas contra os maus-tratos aos animais, além da segurança da praça. De acordo com a Lei Nº 9.605/98 maltratar animais é crime com pena prevista de um até quatro anos de detenção, além de multa.

Divulgação

Essa não é a primeira chacina que ocorre no local. De acordo com a vereadora do Recife e ativista da causa animal, Goretti Queiroz (PSC), em 2011 foi realizado um grande ato mundial no mesmo local onde ocorreu a chacina. “A avenida virou um verdadeiro local de desova de animais. Em 2011, foi realizado um ato mundial contra a crueldade animal ali mesmo na praça e, neste sábado, faremos outro grande movimento repudiando esse crime”, disse.

Goretti pede ainda que os protetores compareçam ao local vestindo roupas pretas e com velas brancas para simbolizar o luto pela morte dos animais.

Divulgação

A vereadora informou que já foi solicitado à Prefeitura do Recife câmeras de segurança no local com o objetivo de inibir o abandono de animais, bem como dar mais segurança aos moradores dos prédios vizinhos, além da manutenção das lâmpadas da praça. Rondas fixas e ostensivas da Guarda Municipal também foram solicitadas pela vereadora, através de requerimentos à prefeitura.

“O pedido por câmeras de segurança na Beira Rio vem sendo realizado há anos pelos protetores, mas até o momento não obtivemos nenhum retorno do município. Então, por iniciativa própria, eu estou cotando junto a empresas de segurança a instalação de câmeras ao redor do local. O sistema de monitoramento será pago do meu próprio bolso”, finalizou.

Polícia britânica já prendeu 750 ativistas ambientais

Mais de 750 ativistas contra mudanças climáticas que bloquearam as vias em torno de alguns dos principais pontos turísticos de Londres, na Inglaterra, foram presos nos últimos seis dias, disse a polícia no último sábado (20), número maior que os 682 divulgados na sexta-feira (19).

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Os protestos, organizados pelo grupo de combate às mudanças climáticas Extinction Rebellion, vêm há dias interrompendo o tráfego na região central de Londres, incluindo em torno do Arco de Mármore e da Ponte de Waterloo.

Os ativistas também bloquearam o bairro comercial de Oxford Circus, mas as vias foram depois liberadas pela polícia.

O Extinction Rebellion convocou uma onda de desobediência civil não violenta para forçar o governo britânico a reduzir para zero, até 2025, a taxa de emissão de gases do efeito estufa, para enfrentar o que chama de crise climática global.

Vinte e oito dos presos foram processados, disse a polícia de Londres em comunicado.

A comissária de polícia Cressida Dick disse ao canal BBC News que os protestos provocaram “péssimas interrupções”. Ela disse haver agora 1.500 policiais ativos na liberação de vias, ante os mil mobilizados anteriormente.

Na Ponte de Waterloo, que liga o sul ao centro de Londres, a polícia retirou cartazes e outros objetos que obstruíam a via. Mas a área continua repleta de ativistas. A polícia reiterou que os protestos podem continuar somente no Arco de Mármore.

Fonte: Simon Dawson / Reuters

Ativistas veganos são acusados criminalmente de invadir fazendas e roubar animais

Foto: Direct Action Everywhere

Foto: Direct Action Everywhere

Quatro mulheres e dois homens, todos ativistas em prol dos direitos animais, foram acusados dos crimes de invasão e arrombamento decorrentes de supostas entradas sem autorização em várias fazendas da Austrália durante um período de seis meses.

A polícia disse que os crimes aconteceram entre agosto de 2018 e fevereiro deste ano em propriedades em Nambeelup, Hopeland, West Pinjarra, Benger e Mundijong.

Uma vaca e um porco morto foram roubados em incidentes separados em Pinjarra e Benger, mas a vaca, infelizmente, teve que ser devolvida aos seus exploradores com a saúde perfeita.

Foto: Direct Action Everywhere

Foto: Direct Action Everywhere

Uma mulher de 36 anos também acolheu uma vaca em um santuário de Waroona, mas a polícia afirmou que ela não era membro de nenhum grupo ativista.

Os ativistas, com idades entre 21 e 36 anos, devem aparecer no Tribunal de Magistrados de Mandurah em 30 de abril.

Dois ativistas veganos James Warden, 25 anos, e Katrina Sobianina, 24 da ONG Direct Action Everywhere, que invadiram uma área de criação de porcos em larga escala e transmitiram a ação nas redes sociais, foram multados no mês passado em 7 mil e 3 mil dólares respectivamente.

O Comandante da Polícia de Washington, Allan Adams, disse que as pessoas têm o direito de protestar, desde que isso seja legal e não impeça o direito de outras pessoas de conduzirem seus negócios.

Num arroubo de autopromoção súbito, o comandante disse que qualquer pessoa que for confrontada por manifestantes foi instruída a chamar a polícia e denunciar os ativistas e as placas dos veículos usados por eles.

Como se estas pessoas compassivas, que nada mais fazem do que defender e salvar as vidas de animais condenados, fossem criminosos perigosos que oferecem algum risco à população.

“Mantenham a compostura. Mas sem dúvida, as pessoas que invadiram sua terra são preocupantes”, disse Adams na sexta-feira.

O policial afirma que eles tem sido muito claros com a indústria e a indústria que têm sido muito receptiva a eles sobre a orientação de “manter a calma”. Provando que o status quo estabelecido, de crueldade, exploração e aceitação do sofrimento animal não só predomina como contamina a sociedade como um todo

Ocorre que outra ativista vegana, Marilyn Orr, de 64 anos, disse ter recebido ameaças de morte depois que ela e outras 100 pessoas invadiram uma fazenda de criação de porcos em Beerburrum, Queensland.

A sra. Orr afirma que foi identificada por meio de filmagens que os manifestantes postaram online quando invadiram a fazenda em 1 de dezembro do ano passado, de acordo com o Sunshine Daily Coast.

Ela se declarou culpada de entrar ilegalmente em fazendas de criação de gado para carne, no tribunal de Maroochydore Magistrates na quarta-feira, onde as ameaças à sua segurança foram reveladas.

Foto: Marilyn Orr/Direct Action Everywhere

Foto: Marilyn Orr/Direct Action Everywhere

A corte do tribunal ouviu como a Sra. Orr sofreu com as ameaças de morte depois que o número de telefone do marido foi postado online.

O advogado da sra. Orr disse que ela nunca feriu ou roubou nenhum porco e afirmou também queela nunca havia sido acusada de um delito anteriormente.

O magistrado Andrew Walker disse que ela deveria ter usado sua experiência para servir de exemplo para os outros protestarem dentro da lei.

Ele acrescentou que estava apenas focado nas ações da Sra. Orr e a controvérsia e a polêmica criada pela mídia em torno do recente ativismo vegano não seria levado em consideração em sua decisão.

A sra. Orr foi colocada em um programa de bom comportamento por um período de seis meses e pagou uma multa de 600 dólares.

É uma pena que o juiz acredite que a experiência da sra. Orr foi usada como mau exemplo para os demais, pois uma senhora de 64 anos, vegana, ativista, que deixa sua casa para agir em defesa dos direitos animais e salvar vidas é um belo e único exemplo, que se seguido por todos, não só salvaria milhões de vidas, como também ajudaria o planeta.

Nosso reconhecimento e admiração para a sra. Orr.

Centenas de ativistas pelos direitos animais protestaram ontem na Austrália

Os manifestantes convidavam os transeuntes a assistirem ao documentário “Dominion” (Foto: AFP)

Ontem, centenas de ativistas percorreram as ruas de Melbourne, na Austrália, e de mais algumas cidades do estado de Victoria, protestando contra a exploração animal e cantando: “O que queremos? Libertação animal – agora!”

Em Melbourne, a movimentação começou por volta das 5h30 e bloqueou um importante cruzamento da cidade, nas imediações da Estação Flinders Street. A polícia foi enviada para intervir e 38 pessoas acabaram presas, incluindo três adolescentes.

Os manifestantes seguravam cartazes informando que se tratava de um protesto pacífico e de uma emergência para alertar sobre a realidade dos animais explorados para consumo. Entre os detidos estavam desde garotos de 15 anos até senhoras com mais de 70 anos. Durante a prisão de alguns manifestantes, alguns transeuntes celebraram, segundo o news.com.au

Um homem debochou em sua conta no Twitter, declarando que estava saindo para comer uma salada no café da manhã, mas em vez disso, depois que viu os veganos tomando as ruas de Melbourne, optou por um hambúrguer com uma quantidade extra de bacon.

Em tom sensacionalista, alguns veículos da mídia australiana classificaram o evento como um exemplo de como o “ativismo vegano está causando o caos no país.” Em referência aos protestos, que foram além de Melbourne, o primeiro-ministro Scott Morrison declarou que os “criminosos de colarinho verde” devem enfrentar a “força da lei”. Também os chamou de “criminosos anti-australianos”.

Os manifestantes convidavam os transeuntes a assistirem ao documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Apesar das críticas, não houve registros de violência por parte dos manifestantes, mas apenas discursos e interferências pontuais no tráfego. Protestos também estão planejados para serem realizados em Sydney, Brisbane e Hobart nos próximos dias, mas os locais não foram divulgados para evitar ações que possam prejudicar as mobilizações.

Ativistas pedem o fim das charretes em Poços de Caldas (MG)

Cena registrada por um dos ativistas no final de março, na Avenida João Pinheiro (Foto: Acervo/Anjos de Patas)

Ativistas que atuam em defesa dos animais estão pedindo o fim das charretes em Poços de Caldas (MG), onde o transporte é oferecido como um serviço turístico.

De acordo com informações do grupo Anjos de Patas, não é difícil encontrar cavalos desmaiando em meio ao trânsito porque já não suportam o desgaste da atividade.

Ainda que as charretes sejam considerada uma tradição, moradores da cidade têm publicado fotos nas mídias sociais denunciando a situação dos animais.

No ano passado a Associação de Amigos e Protetores dos Animais (Aapa), de Poços de Caldas, ajuizou uma ação civil pública que contou com um laudo de uma médica veterinária de Belo Horizonte que esteve na cidade a pedido do Ministério Público.

Depois de vistoriar as charretes por dois dias, a veterinária informou que apenas um dos 70 cavalos utilizados na atividade apresentava bom estado de nutrição.

Os outros traziam algum tipo de problema de saúde – como tendinite crônica causada pela sobrecarga e ferimentos. A médica veterinária também apontou irregularidades nos locais onde os animais passam a noite.

Apesar dos problemas, a juíza Tânia Marina de Azevedo Grandal Coelho, da 5ª Vara Cível de Poços de Caldas, julgou improcedente a ação civil pública da Aapa, sob a alegação de que como há uma lei municipal que estabelece requisitos para a atividade de tração animal, não há necessidade de suspensão do serviço.

No entanto, segundo os ativistas, as reclamações e denúncias continuam, assim como a publicação de recentes flagrantes de cavalos caídos nas ruas da cidade.

“Passamos dia após dia vendo cavalos desmaiando no meio do trânsito, revirando lixo à noite, magros, sem água e, quando tem água, é quente, porque a água fica numa cocheira de pedra que ferve”, denuncia o grupo Anjos de Patas.

Marcha Animal une centenas de pessoas na luta pelos animais em Portugal

Vinte anos depois da primeira manifestação, a Marcha Animal deste sábado (6), que juntou centenas de pessoas nas ruas de Lisboa, em Portugal, arrancou de um ponto de partida diferente nos direitos conquistados, mas ainda com um longo caminho a percorrer.

Rita Silva, presidente da Associação Animal, que há 20 anos organiza a Marcha Animal em defesa dos direitos dos animais, não tem dúvidas de que foram duas décadas “com resultados”.

“As coisas não estão como estavam, não chega ainda, mas não estão como estavam há 20 anos, de todo”, disse à Lusa a ativista, que esta tarde foi uma das centenas de pessoas que se juntou frente à praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, de onde saiu a marcha com destino à Assembleia da República.

Tiago Petinga/LUSA

Faixas e cartazes com imagens chocantes de animais ensanguentados, acorrentados ou explorados para experimentação científica, e com frases como “Libertação Animal”, “Amas uns e comes outros?”, “E se fosse consigo?”, “As verdadeiras vítimas da moda”, numa alusão ao uso da pele dos animais em roupas, ou “A tauromaquia é doentia” representavam uma espécie de barricada com “o outro lado” que, ali mesmo ao lado, na praça de touros do Campo Pequeno, sem manifestações ou ativistas, marcava a sua posição com um enorme cartaz pendurado na fachada do edifício anunciando os nomes para a temporada tauromáquica de 2019 em Lisboa.

Rita Silva afirmou que a marcha começava naquele local “precisamente por uma questão simbólica”, uma vez que a Associação Animal se prepara para entregar no parlamento as mais de 20 mil assinaturas já recolhidas no âmbito da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) que pede o fim do financiamento público à tauromaquia.

Mesmo depois de o parlamento ter rejeitado na atual legislatura propostas com esse objetivo, ou para proibir a exibição de touradas no canal público de televisão, ou ainda para não permitir a entrada a crianças nas praças de touros, Rita Silva diz que tem “bastante esperança” que a ILC “corra bem”.

“Até porque a iniciativa é pelo fim dos subsídios à tauromaquia, pelo fim dos dinheiros públicos à tauromaquia, que nós cremos que é a torneira que ainda mantém a tauromaquia de pé”, disse.

Para a presidente da Animal, há um “trabalho de sensibilização” a fazer junto dos deputados, sobretudo aqueles que “estão no ‘nim’”, ou seja, não escolheram um lado.

“Temos esperança, claro, que na próxima legislatura as coisas corram melhor, mas vamos ver”, afirmou.

André Silva, deputado do PAN — Pessoas, Animais, Natureza, está na Assembleia da República do lado dos que não precisam de ser convencidos pela argumentação de associações como a Animal e este sábado, na manifestação, declarou-se convicto de que haverá condições para mudanças na próxima legislatura.

“Nós acreditamos, até pelo debate que ocorreu, que na próxima legislatura haverá claramente condições nos vários partidos para que exista maior abertura para conferir mais proteção aos animais, em termos de entretenimento, e naturalmente na luta contra a tauromaquia, que é um resquício de uma atividade anacrônica e de outros tempos que não tem mais lugar na sociedade e nos valores do século XXI”, disse à Lusa.

O deputado disse esperar pela entrada da ILC no parlamento para que o PAN possa acompanhá-la com “diversas iniciativas legislativas” e para que “os partidos se posicionem em relação a essa matéria”.

As votações dos deputados no último Orçamento do Estado, contrárias às pretensões dos defensores dos direitos dos animais, e que, evocando a cultura nacional e a tradição, aprovaram medidas como a redução da taxa de IVA para 6% para a tauromaquia, não desmoralizam André Silva, que afirma que esses deputados correspondem a um conjunto de pessoas que “continuam presas a posições conservadoras”, que está “de costas voltadas para os cidadãos” e que já não representa o “sentimento geral da maioria da população”.

Ana Vitorino, uma manifestante estreante na Marcha Animal, mas há muito consciente de que é preciso olhar os animais “de outra forma”, parece dar razão à ideia do “sentimento geral” de André Silva.

“Se pararmos para pensar, vamos perceber que por baixo da palavra tradição estão violências exercidas contra os animais. Tradição serve para encobrir violência”, disse à Lusa, acrescentando que há uma corrente filosófica que defende que o século XXI será dos animais e a forma como os tratamos vai “ditar o nosso futuro”.

Aproveitando uma trégua da chuva que pontualmente foi marcando presença durante a tarde em Lisboa, a marcha arrancou do Campo Pequeno pelas 16:15 em direção ao Marquês de Pombal e com destino à Assembleia da República, com centenas de pessoas, entre as quais uma comitiva do PAN, e outra do Bloco de Esquerda, entoando quase em uníssono “direitos dos animais são fundamentais”.

Fonte: Observador