Ativistas protestam em frente ao restaurante do chef Jamie Oliver

Foto: DxE

Apesar de ter incluído alguns itens veganos em seu menu, Oliver não se tornou um grande “amigo” dos veganos. O chef chegou a dizer uma vez que os veganos os incomodam, mas que apesar disso também se importa com eles.

Durante uma manifestação, na última sexta-feira (29, quando ativistas veganos entraram um restaurante do chef Jamie Oliver, em Brighton, a polícia armada foi acionada e compareceu até o local.

Os membros da DxE seguravam cartazes, flores e um leitão falso em um prato. Cerca de 25 pessoas entraram no restaurante e fizeram discursos.

“Gostaríamos que todos pensassem sobre quem estão comendo. A forma como a carne animal é apresentada e anunciada faz com que seja fácil esquecer que eles já foram um animal, e muito menos que eles tinha um pensamento, sentimento individual “.

A DxE alega que a polícia chegou cerca de 15 minutos após o início do protesto. Um ativista afirma que um policial empurrou um deles para o chão e quando o membro se levantou dois policiais o empurraram novamente e ameaçou prendê-lo.

De acordo com a Polícia de Sussex, as autoridades não estavam armadas e que nenhuma prisão foi feita.

A DxE

“Este é um movimento de justiça social”, disse uma porta-voz da DxE Brighton em um comunicado.

“Estamos aqui para falar contra a opressão de nossos companheiros animais que são usados ​​e maltratados, cujos gritos não são ouvidos ou caem em ouvidos insensíveis.”

“Estamos aqui para lançar luz sobre o porco de cinco meses assustado enviado para o abate, a vaca leiteira que teve seu bebê roubado e morto, o cordeiro cuja garganta foi cortada, o peixe que é retirado da água e sufocado. Estamos lutando pela libertação animal.”

Ativistas realizam ato em comemoração ao fim das charretes em Petrópolis (RJ)

Foto: Domingos Galante/Arquivo Pessoal

Ativistas em defesa dos direitos animais realizaram hoje (31) um ato pacífico para comemorar o fim da exploração de animais em charretes na cidade de Petrópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro. O decreto proibindo a atividade foi publicada na última sexta-feira (29).

A ação contou com cerca de 100 participantes. Com faixas e cartazes, o grupo de concentrou na a Praça da Liberdade, passou pelo Centro Histórico, em frente ao Museu Imperial e terminou na Praça Dom Pedro.

A decisão, uma luta antiga de ativistas e protetores de animais da cidade, foi decretada cinco meses após a realização de um plebiscito onde a maior parte da população se posicionou contra a exploração e escravização de animais para a atividade.

Celebridades se unem para pedir proteção para as girafas contra o tráfico de animais selvagens

Robert Muckley/Getty Images

Robert Muckley/Getty Images

Uma lista de celebridades escreveu ao comissário de meio ambiente da União Europeia, Karmenu Vella, pedindo a ele que apoie a proposta das nações africanas para proteger as girafas, espécie sem cobertura legal pela CITES e que teve uma queda significativa nos números das populações.

Entre as celebridades que assinam a carta aberta estão Alesha Dixon, Martin Clunes OBE, Deborah Meaden, Anneka Rice, Susan George, Virginia McKenna OBE, Brian Blessed OBE, Fiona Shaw CBE, Steve Backshall e Lucy Watson.

As populações de girafas diminuíram em até 40% nos últimos 30 anos. A proposta será discutida em uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES) em Colombo no Sri Lanka, a partir do final de maio, mas tem poucas chances de sucesso sem o apoio do bloco votante da UE.

Na carta aberta que foi assinada também pela Fundação Born Free, Humane Society International, Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, Pro Wildlife, Animal Defenders International, Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, Centro de Diversidade Biológica, Animal Welfare Institute e Avaaz, as estrelas pedem à comissão da UE que “estique o pescoço um pouco mais pelas a girafas”, apoiando a inclusão da espécie no Apêndice II da CITES.

A carta diz: “O mamífero mais alto do mundo é amado por muitos por sua beleza e graça. Esses gigantes gentis são ícones da savana africana, e toda criança sabe que ´G´ é de girafa. Mas, infelizmente, esta espécie icônica está sofrendo uma ´extinção silenciosa´ porque poucos estão cientes da situação. As populações de girafas diminuíram aproximadamente 40% nos últimos 30 anos. Se não agirmos rapidamente, a girafa poderá desaparecer para sempre”.

A proposta foi apresentada pela República Centro-Africana, Chade, Quênia, Mali, Níger e Senegal, e é apoiada também pelos 32 membros da nação africana pertencentes a Coalizão do Elefante Africano, que divulgou uma declaração mês passado reconhecendo o declínio das populações de girafas. Uma petição da Avaaz também recebeu 1,3 milhão de assinaturas de apoio de pessoas do todo o mundo.

Segundo o Center for Biological Diversity os cientistas rotularam a situação das girafas como uma “extinção silenciosa” devido à falta de atenção e apoio que a espécie está recebendo. Assegurar o apoio do bloco de votação dos Estados-Membros da UE é fundamental para a proposta da girafa ter sucesso, mas até agora a UE tem hesitado em apoiar a proposta. Os representantes da UE devem se reunir e concordar com a sua posição sobre esta e outras propostas em 28 de março, então as celebridades e grupos em pros dos direitos animais vão se unir para aumentar o seu apelo à UE para agir.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora da The Born Free Foundation, disse: “Os itens triviais como alças de bolsas de ossos de girafas, uma capa da Bíblia feita do mesmo material, um pé de girafa como ornamento, deveriam ser objetos de vergonha. O mundo realmente enlouqueceu se as pessoas valorizassem mais isso do que as belas criaturas vivas que desempenham um papel vital na sobrevivência da savana africana. Os animais sofrem e sentem dor como nós – ou não nos importamos?”.

A cantora Alesha Dixon disse: “Me entristece pensar que nossos filhos ou netos possam crescer em um mundo sem girafas, então espero que os formuladores de políticas façam a coisa certa e apoiem a proposta de proteger esta bela espécie.”

Enquanto as populações de girafas continuam a diminuir, a espécie tornou-se comum no tráfico da vida selvagem. Um relatório da Humane Society International mostra que os Estados Unidos importaram cerca de 40 mil exemplares de itens de girafas entre 2006 e 2015, como troféus de caça, peças de decoração e cabos de facas, além de grandes carregamentos de animais vivos. A UE é também é um consumidor ativo dos produtos girafa, pesquisas online detalhadas na proposta, registram mais de 300 produtos de girafa a venda por vendedores de sete países da União Europeia: Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha e Reino Unido.

A proposta procura dar às girafas proteções que ao menos controlem o comércio internacional da espécie que atualmente esta desprotegidas. Uma listagem no Apêndice II da CITES exigiria que países exportadores provassem que espécimes de girafas foram legalmente obtidos e que a exportação não é prejudicial à sobrevivência da espécie. Além disso, a listagem forneceria aos pesquisadores e governos dados importantes para rastrear o comércio de girafas em todo o mundo, segundo o Center for Biological Diversity.

Cem ativistas veganos ocupam fazenda de criação de animais em Queensland

Foto: Meat The Victims/Instagram

Foto: Meat The Victims/Instagram

Chapéu: Austrália

Título: Cem ativistas veganos ocupam fazenda de criação de animais em Queensland

Olho: Em protesto contra a morte e exploração de centenas de vacas e bois pela indústria de criação, os ativistas defendem o direito que possuem os animais tanto a vida como a liberdade

Mais de cem ativistas veganos ocuparam uma fazenda de criação de animais australiana, usando roupas pretas com os dizeres “meat the victims”, numa troca de palavras entre o verbo conhecer em inglês “meet” e a palavra carne “meat”, resultando na frase com a mensagem “conheça as vítimas”. Enquanto isso, outros 50 ativistas protestavam do lado de fora das instalações da propriedade.

Os ativistas, que se intitulavam “abolicionistas animais”, descobriram três vacas que haviam sido mortas quando entraram no Lemontree Feedlot (fazenda) em Queensland.

O fazendeiro e dono da propriedade, David McNamee, foi filmado gritando aos manifestantes: “Não vá em frente seus f*******! Isso é ridículo”, e “Saiam do meu país seus f******”.

McNamee também se defendeu argumentando que as vacas foram “baleadas compassivamente” – fazendo com que um ativista respondesse no ato “como você atira compassivamente em uma vaca?”.

Assumindo responsabilidade

A ativista vegana e criadora do movimento Meat The Victims, Leah Doellinger, escreveu no Instagram: “Meat the Victims está nos lembrando que as vítimas estão lá apenas por causa de nossas escolhas, então precisamos assumir a responsabilidade por essa verdade, de quem nós somos, e o que estamos representando.

“É tão simples como certo e errado. Não há nada que desculpe o fato de que outros seres sofram à nossa mercê.”

Não há forma compassiva de matar alguém

Doellinger acrescentou: “A mensagem que estamos querendo passar é simples: os animais estão aqui conosco, não para nós. A vida dos animais é um direito deles e o que está acontecendo com eles é uma violência injusta e desnecessária”.

“Não há maneira compassiva de explorar e matar alguém”, sentenciou ela.

O Lemontree Feedlot foi contatado para comentar, segundo o site Plant Based News, mas não deu resposta.

150 ativistas veganos protestam contra a exploração animal em fazenda na Austrália

“Os animais não precisam de melhores padrões de tratamento ou condições para serem explorados, mas de libertação” (Foto: Instagram/Divulgação)

Pelo menos 150 ativistas veganos do grupo Meat the Victims protestaram contra a exploração animal em uma fazenda de gado em Millmerran, no estado de Queensland, na Austrália, na semana passada.

Assim que entraram na propriedade, o fazendeiro David McNamee, da Lemontree Feedlot, começou a berrar que eles não deveriam estar lá. No local, os ativistas encontraram alguns bovinos mortos e McNamee alegou que foram mortos de forma “humanitária”.

“Como você atira de forma humanitária na cabeça de um boi?”, questionou uma ativista. Outro membro do Meat the Victims disse que a verdade continua a ser ocultada do público enquanto a indústria perpetua o mito das “práticas humanitárias” na criação e matança de animais.

“Rótulos como ‘livre de gaiolas’, ‘criados soltos’, ‘alimentados com grama’, ‘orgânico’ e ‘local” são usados para enganar e induzir o público a acreditar que os animais são criados humanamente”, criticou um membro do grupo.

Sobre o propósito de entrar na fazenda, o Meat the Victims explicou que é uma forma de resistência para chamar a atenção para o fato de que os animais são simplesmente tratados pela indústria como produtos e coisas.

“Esperamos chamar a atenção para essa questão. Os animais não precisam de melhores padrões de tratamento ou condições para serem explorados, mas de libertação. Eles precisam que as pessoas se tornem veganas”, enfatiza o grupo.

Ativistas veganos documentam o sofrimento animal pelo mundo

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

Os ativistas e fotógrafos embarcaram no projeto há 10 meses, quando deixaram suas vidas em Londres (Inglaterra) para documentar a situação dos animais explorados e abusados em todo o mundo.

O casal de ativistas veganos lançou um arquivo de livre acesso e gratuito contendo fotografias e filmagens da exploração de animais, chamado Moving Animals, em uma tentativa de conquistar um progresso efetivo no movimento pelos direitos animais.

A ferramenta, que será alimentada continuamente, contém atualmente mais de 500 imagens que foram acumuladas nos últimos 10 meses em todo o Sri Lanka, Índia e Reino Unido.

O arquivo foi criado pelos ativistas e fotógrafos Amy e Paul, que se conheceram enquanto trabalhavam para a PETA UK. Eles começaram a documentar a exploração animal em todo o mundo depois de receber apoio da Culture and Animals Foundation.

Eficácia comprovada

De acordo com o casal, as imagens e filmagens já foram divulgadas por algumas das mais importantes plataformas de notícias, instituições de caridade para animais e canais de mídia social, incluindo nomes como UNILAD, The Independent, PETA e Mail Online.

“Acreditamos que imagens poderosas e narrativas eficazes têm o poder de mudar a mentalidade das pessoas e, assim, cada acesso que recebemos traz consigo a promessa de tornar o mundo um lugar melhor para os animais, um ser humano de cada vez”, afirmaram os ativistas em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Temos a esperança que nossas fotografias e filmagens ajudem a contar as histórias dos animais que são forçados a permanecer em silêncio”.

O arquivo esta disponível aqui – todo o conteúdo é gratuito para organizações, ativistas, grupos de discussão de mídia e plataformas de mídia social, mas a utilização das imagens deve ser creditada à Moving Animals.

Fotógrafos criam projeto que fornece gratuitamente imagens sobre a exploração animal

Foto: Moving Animals

Um casal de fotógrafos britânicos criou em 2018 o projeto Moving Animals, que fornece gratuitamente fotos e vídeos de conscientização sobre a exploração animal que podem ser utilizadas por ativistas de qualquer parte do mundo.

“Desde então temos testemunhado, documentado e arquivado práticas com animais nas indústrias ao redor do mundo”, informam Amy Jones e Paul Healey.

Antes de iniciarem o projeto, eles trabalharam para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no Reino Unido, realizando registros da realidade dos animais utilizados como bens de consumo e entretenimento.

“Nosso trabalho pretende destacar que a exploração animal mundial é um círculo obscuro de abusos, atrelado à oferta e demanda, ao dinheiro e a práticas não expostas”, justificam.

O Moving Animals também produz imagens para campanhas de organizações e grupos que necessitam de algum tipo de material específico.

“Fornecemos imagens gratuitas para ativistas e organizações, e também criamos o nosso próprio conteúdo. Ampliando a conscientização sobre o sofrimento dos animais, queremos incentivar as pessoas a se afastarem dessas práticas”, enfatizam.

No site do projeto é possível encontrar imagens já disponibilizadas em pelo menos 12 categorias, o que inclui entretenimento, indústrias de laticínios, ovos e carne, indústria da pesca, exploração de animais como meio de transporte e animais abandonados, entre outras.

Plano do Zimbábue de exportar elefantes para a China gera protesto

O governo do Zimbábue planeja exportar até 35 filhotes de elefante para a China. Ativistas pelos direitos animais, que discordam do plano, fizeram um protesto. Eles afirmam que os procedimentos adequados não foram seguidos e lembram que o papel significativo da China no tráfico de espécies ameaçadas de extinção gera preocupação.

Um elefante africano e seu bebê são retratados em 18 de novembro de 2012, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Martin Bureau / AFP / Getty Images)

De acordo com os ativistas, que realizaram investigações, os filhotes, que têm apenas dois anos, foram separados das mães e levados para currais no Parque Nacional Hwange, no Zimbábue, enquanto preparativos são feitos para que a viagem até a China aconteça. No país de destino, os elefantes serão levados para zoológicos. As informações são do portal Epoch Times.

Para ambientalistas locais e internacionais, a exportação é altamente prejudicial não só para os filhotes, mas para todo o rebanho. De acordo com a ativista Sharon Hoole, do grupo Bring Back Our Rhinos, com sede no Reino Unido, a Wildlife Act determina que critérios sejam obedecidos em caso de exportação de animais, mas o governo não atendeu a essas normas.

“Deveria haver consulta pública às partes interessadas, consulta parlamentar… Mesmo durante a captura, eles precisam atender a um critério em que representantes de cidadãos, partes interessadas e serviços de bem-estar animal devem estar envolvidos”, disse Hoole. “Essa captura e exportação dos filhotes de elefantes é ilegal porque esses critérios não foram cumpridos, mas eles não se importam com isso porque sabem que ninguém fará nada. Então temos que fazer alguma coisa”, completou.

Especialistas afirmam que a demanda chinesa por produtos advindos de animais silvestres está impulsionando o tráfico de espécies ameaçadas de extinção. Muitos animais, especialmente tigres, ursos e rinocerontes, são criados em massa na China e tratados de forma desumana. Os tigres são explorados para produção de itens de luxo, como vinho de osso de tigre e tapetes de pele de tigre, e os ursos pra extração da bílis para uso na medicina tradicional chinesa.

De acordo com o especialista em vida selvagem Mike Hitschmann, que dirige a Reserva Natural Cecil Kop, a preocupação não é só com o tráfico, mas também com o relacionamento da China com a África, que se caracteriza como um neocolonialismo que ocorre em países com governos questionáveis e que dá a vantagem a Pequim.

“O Zimbábue não é exceção e, basicamente, o que os chineses querem ou precisam, agora podem obtê-lo – sejam nossos recursos minerais ou nossos recursos naturais na forma de vida selvagem”, disse. “Com o advento do novo governo sob o presidente Emmerson Mnangagwa, não houve melhora. De fato, parece que a situação está piorando”, completou.

Com o aumento da presença chinesa no Zimbábue, a maior parte das espécies de répteis do país, como cágados e tartarugas, assim como rinocerontes, foram afetadas negativamente, segundo Hitschmann. Ele se preocupa também com a possibilidade de declínio das populações de elefantes.

Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Gestão de Parques e Vida Silvestre do Zimbábue, afirmou que o governo não está capturando elefantes para exportação. “Somos conhecidos por sermos líderes em conservação da vida selvagem e não podemos capturar elefantes para exportação”, afirmou. “Só podemos capturar subadultos – isto é, se quisermos capturar qualquer elefante [para exportação]. Nós capturamos apenas elefantes adultos jovens que não são mais dependentes de suas mães. Mas neste caso, não estamos fazendo isso ”, explicou.

Elefantes filhotes fotografados em um curral no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Andrew Mambondiyani para o Epoch Times)

Farawo afirmou que há mais de 80 mil elefantes no Zimbábue, o dobro da capacidade do país. “A última vez que nós selecionamos os elefantes foi em 1987 e os números estão crescendo, por isso estamos experimentando conflitos entre humanos e elefantes”, disse.

No entanto, para Hitschmann, as alegações de excesso de população são falsas e estão sendo usas para se opor à proibição mundial do comércio de marfim e para justificar a exportação de filhotes. O especialista indica ainda que existem práticas precárias de gestão que permitiram o aumento da invasão humana em áreas protegidas, como parques nacionais, e decisão políticas ruins que resultaram em menos terras disponíveis para animais silvestres.

Hitschmann acredita que o manejo eficaz da fauna requer um pensamento “fora da caixa”. Segundo ele, se uma área tem alta população de elefantes, os rebanhos podem ser realocados em outras áreas em que não há elefantes, incluindo outros países da África.

“Desta forma, fazemos a nossa parte para abrandar o crash da população em geral, mantendo os elefantes na África, que é o seu ambiente, e faz sentido porque necessitamos de turistas para visitar elefantes na África – não na China”, disse.

De acordo com a Humane Society dos Estados Unidos, esta é a quarta vez, desde 2012, que o Zimbábue captura elefantes – cerca de 108 animais – para exportá-los para a China, apesar das críticas severas.

Ativistas veganos se despedem de bois em frente a matadouro

A caminho da morte, os animais sentem medo, desespero, dor e solidão. Eles sabem que algo muito ruim está prestes a acontecer e podem apenas esperar.

Em uma tentativa de amenizar esse horror, um grupo de ativistas veganos se despedem dos animais com palavras de amor e carinho que, de mesma forma, entendem que alguém se importa com eles pelo menos por alguns pequenos instantes.

Desde que fundaram o grupo em 2015, 35 cerimônias já foram realizadas como também um contra o massacre, onde os ativistas seguram cartazes que dizem “seu gosto = a morte deles”.

A fundadora do Leicestershire Animal Save, Dina Aherne, disse que seu grupo tem um entendimento com chefes de matadouro que lhes permitem consolar os animais, mantidos dentro de trailers, por dois minutos antes de serem transportados para o matadouro.

Aherne, uma ex-advogada de 28 anos de Leicester, disse: “Queremos que eles se sintam à vontade todas as vezes, porque elas são seres vivos e sagrados”.

“Elas têm uma alma viva e consciência. Nós realmente queremos ajudar a confortá-los. Temos que providenciar e programar com duas semanas de antecedência de quando estaremos no local”.

“Quando chegamos normalmente por volta das oito da manhã, nos reunimos em frente ao matadouro nos dias em que ele fica opera por cerca de três horas. Nós então paramos cada um dos caminhões e temos dois minutos para dizer o último adeus antes de eles irem e colocarem uma arma na cabeça deles”.

“Sussurramos frases para eles como’ sentimos muito ‘,’ nos vemos ‘e’ eu te amo ”.

Aherne disse acreditar que os protestos pacíficos são a melhor maneira de espalhar uma mensagem positiva sobre o veganismo e o bem-estar animal. As informações são do Daily Mail.

Ela acrescentou: “Qualquer movimento social tem diferentes tipos de ação e muitos grupos vegetarianos recorrem à violência. Mas nós concordamos que essa é a melhor maneira é espalhar a mensagem pacificamente”.

“Estou seguindo meu coração e esses animais merecem compaixão e respeito como qualquer outro ser humano”.

O Dr. Toni Shepard, diretor do grupo de campanha de bem-estar animal Animal Equality UK, disse: “O movimento fez muito para atrair a atenção do público e é muito bom que diga às pessoas que os animais estão morrendo de fome por carne”.

“Pode ser certamente estressante para as pessoas, mas para os próprios animais, depende de como isso acontece, pois qualquer ruído alto pode assustá-los.”

O Foyle Food Group possui nove locais em todo o Reino Unido, onde matam e destroem mais de 7.500 bovinos por semana em suas unidades de processamento.

Outro grupo de veganos realizou uma vigília à luz de velas em frente a uma fazenda para lamentar nove perus que haviam sido abatidos para o jantar de Natal em Bristol.

O grupo ficou em silêncio aos portões da St. Werburghs City Farm, em Bristol, e ofereceu tortas veganas a quem passava por lá ao lado de uma placa que dizia: “Eles queriam viver”.

Ativistas fazem 25 protestos simultâneos contra rede de supermercados

Foto: DXE

A ANDA noticiou no fim do ano passado, um dos episódios entra a organização de proteção animal e a cadeia de supermercados. Na ocasião, a gigante de varejo Whole Foods tinha voltado atrás das acusações contra o ativista vegano Wayne Hsiung, fundador da  Action Everywhere Direct(DxE). A conversa com o gerente da loja e a prisão de Hsing foram capturadas em um vídeo que se tornou viral.

Novamente, a DXE enfrenta a Whole Food com protestos contra a crueldade animal em suas lojas, com manifestações simultâneas em 25 lojas da rede, nos Estados Unidos.

Os ativistas alegam que a rede tem como alvo denunciantes que conduzem investigações e querem suprimir protestos que desafiam a empresa.

Foto: DXE

O DxE divulgou o seguinte cronograma dos crescentes eventos entre a Whole Foods e os ativistas:

Janeiro de 2015 : DxE lança a primeira de uma série de investigações revelando crueldade nas fazendas fornecedoras da Whole Foods, desafiando os padrões de bem-estar animal da companhia.

Abril de 2018: Dois ativistas, incluindo uma menina de 16 anos, foram presos em uma loja da Whole Foods, no Colorado, depois de se recusarem a sair e perguntarem calmamente à gerência sobre a origem de sua carne. Um ativista foi acusado de “ameaça de lesão corporal”. A Whole Foods tentou ter outra, a ativista de 16 anos, legalmente afastada de seus pais. A situação se tornou viral no Facebook.

Maio de 2018: Citando evidências de crueldade contra animais, cerca de 500 ativistas realizaram uma vigília e resgataram 37 galinhas de uma fazenda de ovos de fábrica em Petaluma, Califórnia, que abastece a Whole Foods. Quarenta ativistas foram presos.

Setembro de 2018: Um juiz na Califórnia negou o pedido da Whole Foods de uma ordem de restrição estadual impedindo ativistas de entrar em qualquer uma de suas lojas e, em vez disso, emitiu uma ordem de restrição proibindo ativistas da DxE em apenas um estabelecimento de Berkeley, na Califórnia.

Dezembro de 2018: A Whole Foods obteve uma medida cautelar impedindo ativistas de protestar em quatro lojas da Whole Foods.

27 de janeiro de 2019: A DxE realizou protestos em 25 lojas da Whole Foods em todo o país, incluindo oito lojas da Califórnia.

“Nos últimos 4 anos, pedimos à Whole Foods para sentar e discutir nossas descobertas, que são chocantes e contraditórias com tudo o que esta empresa afirma sobre o tratamento de animais em suas fazendas”, disse Priya Sawhney, investigador do DxE em um comunicado enviado por e-mail ao World Animal News.

“A empresa recusou todas as conversas e está recorrendo a ações judiciais e acusações criminais forjadas.”

O DxE está pedindo que funcionários do governo tomem medidas imediatas para fornecer transparência na venda de carne e outros produtos animais.

Com a proibição da venda de peles em San Francisco, que entrou em vigor em 1º de janeiro, ativistas propuseram uma legislação que exigiria a colocação de cartazes em lojas e restaurantes alertando que os produtos de origem animal vendidos podem vir de fazendas industriais onde eles são mutilados e abusado e que esses animais podem ter sido drogados com antibióticos ou outras drogas. Os avisos incluiriam também outras informações relevantes, como a enorme e negativa contribuição das fazendas de gado à poluição ambiental.

A minuta da legislação “Direito a Saber” tem amplo apoio entre legisladores em Berkeley  e São Francisco, Califórnia, onde os ativistas acreditam que ela pode ajudar a construir um sistema alimentar com integridade.

Em 2017, a DxE obteve sucesso em conseguir um açougue em Berkeley, Califórnia,  para a colocação permanentemente de um cartaz em sua janela com informações semelhantes:   “Atenção: a vida dos animais é seu direito. Matá-los é violento e injusto, não importa como seja feito.”