Parlamento escocês apoia a proibição de colares de choque em animais domésticos

O governo da Escócia está sendo pressionado a proibir totalmente os colares de choque elétrico para animais domésticos.

Foto: Divulgação

A secretária de Meio Ambiente, Roseanna Cunningham, anunciou no ano passado que tomaria medidas para efetivamente banir prontamente o uso destes dispositivos e que a orientação já foi emitida sobre seu uso.

No entanto, o governo posteriormente esclareceu que o uso dos dispositivos, que os ativistas argumentam serem dolorosos e cruéis para os animais, não é proibido. As informações são do Daily Mail.

O MSP Maurice Golden, conservador, disse: “Mais de 20.000 pessoas assinaram minha petição para proibir esses dispositivos prejudiciais que causam tanto danos aos cães.

“É por isso que é extremamente decepcionante que o governo tenha falhado completamente em cumprir sua promessa de proibir essas coleiras”.

“Esta é uma questão que não pode ser deixada de lado, o governo deve agir com urgência e delinear os planos que permitirão que coleiras de choque elétrico sejam proibidas de uma vez por todas”.

O Sr. Golden organizou um evento no Parlamento Escocês na semana passada para os MSPs prometerem seu apoio a uma proibição definitiva.

O governo do Reino Unido anunciou planos em agosto para proibir coleiras eletrônicas de choque para animais domésticos e os aparelhos já são proibidos no País de Gales.

Rachel Casey, do Dogs Trust, disse: “Estamos desapontados que, apesar de anteriormente se comprometerem a proibir efetivamente o uso de dispositivos de treinamento eletrônicos e aversivos, um ano depois, o governo escocês emitiu apenas orientação sobre seu uso.

“Isso significa que os animais de estimação da Escócia não estão protegidos dos impactos negativos do uso dessas coleiras cruéis.”

Ela disse que mudanças poderiam ser feitas no comportamento de um cão através de reforço positivo sem a necessidade dos colares.

Maurice Golden assina o compromisso no parlamento escocês (DogsTrust / PA)

Lindsay Fyffe-Jardine, do Edinburgh Dog and Cat Home, disse: “Acreditamos firmemente que a proibição total do uso de coleiras de choque é o único resultado que garantirá que os cães sejam poupados do medo e da miséria que essas coleiras trazem”.

Um porta-voz do governo escocês disse: “Orientação emitida pelo governo escocês deixa claro que o uso inadequado de ferramentas eletrônicas de treinamento podem ser – dependendo das circunstâncias do caso – uma ofensa segundo a Lei de Saúde e Bem-Estar Animal (Escócia) de 2006, se o usuário sabia ou deveria saber que a ação causaria sofrimento desnecessário.

“Esperamos que esta orientação seja de benefício real e prático para os proprietários de cães na Escócia e para aqueles envolvidos na aplicação da lei no território”.

“O iniciativa da orientação e a redação dela em si, foi desenvolvida emparceira com o Kennel Club e várias organizações de bem-estar animal.

“Ficamos satisfeitos ao analisarmos a eficácia dessas orientações após 12 meses e, então, consideramos que melhorias ainda podem ser feitas. Assim, a crítica da orientação nesse estágio parece ser prematura, na melhor das hipóteses”.

 

 

Rodeio impede que ativistas pelos direitos animais filmem as competições

Os organizadores do Waikato Rodeo, na Nova Zelândia, estão fazendo tudo ao seu alcance para impedir que ativistas entrem no festival e filmem as cenas de crueldade e abusos que acontecem nestes eventos.

Entre 3500 e 4000 pessoas devem comparecer ao Waikato Rodeo no dia 16 de fevereiro.

Cenas terríveis foram registradas em outro rodeio, perto de Whangarei, no início deste mês e ele já informaram que alguns procedimentos serão implementados.

O presidente do rodeio, Wayne Raymond, se recusou a explicar o que eles serão.

No entanto, ele confirmou que a proibição de dispositivos de filmagem de alta potência – vistos no Mid Northern Rodeo – permanecerá, embora as pessoas possam filmar e tirar fotos em smartphones.

Os manifestantes no Mid Northern Rodeo afirmaram que foram empurrados e ameaçados por fãs de rodeio que eram contra a filmagem do evento.

Estima-se que cerca de 4.000 pessoas devam comparecer ao Waikato Rodeo em 16 de fevereiro no Kihikihi Domain. As informações são da Stuff NZ.

Este é o capítulo mais recente de um conflito de longa data – ativistas pelos direitos dos animais acreditam que os rodeios são cruéis e devem ser banidos, enquanto os vaqueiros e vaqueiras afirmam que rodeios não maltratam os animais e que é um esporte que faz parte da cultura dos países.

Raymon rejeitou as alegações de que as restrições de filmagem estavam em vigor porque o rodeio estava tentando esconder imagens. O Waikato Rodeo ofereceu a chance de levar os espectadores a olharem nos bastidores dos cowboys e cowgirls se preparando para o evento.

Os organizadores do Waikato Rodeo proibiram o uso de câmeras de alta potência.

Apollo Taito, da Direct Animal Action, disse que os organizadores do rodeio estavam se contradizendo com a proibição de filmar.

“A suposição é que manifestantes ou ativistas estão editando ou alterando as filmagens de uma forma não favorável. Não precisamos fazer isso e, se quisermos usá-lo como evidência para o MPI, ele não pode ser alterado ou editado”.

Ele confirmou que protestarão contra o rodeio deste ano.

“Estaremos do lado de fora da entrada principal com o nosso pessoal e nossos cartazes, pedindo a proibição dos rodeios e do governo trabalhista para cumprir suas promessas pré-eleitorais de proibir os rodeios”.

O porta-voz da Anti Rodeo Action, Lyn Charlton, disse que eles ainda estavam pensando em seus planos para o Waikato Rodeo. Se fosse tão aberto e claro quanto Raymond afirmou, não deveria haver problemas do grupo filmar a ação.

Ela disse também que o público precisa começar a pensar nos motivos que levam estes clubes de rodeio a tentar impedir que as filmagens sejam feitas.

 

 

Laticínio fecha e ativistas negociam envio de vacas e bezerros para santuários

55 vacas e bezerros foram levados para o santuário Magical Creatures of Hamakua (Acervo: Hollyn Johnson/Tribune-Herald)

Membros da rede havaiana de resgate de animais Lava Flow estão trabalhando para garantir o resgate do maior número possível de vacas e bezerros da Big Island Dairy, que tem uma das maiores fazendas leiteiras do Havaí, situada em Ookala. O motivo é que o laticínio decidiu encerrar suas operações depois que ativistas o processaram por despejar quase oito milhões de galões de resíduos líquidos nos canais locais nos meses de maio e agosto de 2018.

Considerando a multa, as condições econômicas da empresa e as exigências regulatórias, a Big Island Dairy achou melhor interromper as atividades. O advogado da fazenda, David Claiborne, informou que a propriedade já foi colocada à venda e que as vacas e os bezerros devem ser retirados até o final do mês que vem de acordo com informações do Havaii News Now.

Preocupados com a possibilidade dos 2,6 mil animais serem enviados para o matadouro ou para outro laticínio, os membros da rede Lava Flow entraram em contato com a Big Island Dairy, que em um primeiro momento permitiu que, por um valor bem abaixo do mercado, 55 vacas e bezerros fossem levados para o santuário Magical Creatures of Hamakua, segundo o Hawaii Tribune-Herald.

Se tudo correr bem, os proprietários da fazenda se comprometem em liberar mais vacas. Atualmente a rede de resgate de animais está fazendo um mapeamento de todos os santuários e abrigos havaianos que podem recebê-los, já que existe a possibilidade de salvar o maior número possível de vacas e bezerros.

elenco da série this is us

Confira os 6 atores da série “This Is Us” que são ativistas da causa animal

A popular série americana da NBC “This Is Us”, que já está em sua terceira temporada, conta com um elenco repleto de atores amantes de animais, eco-conscientes, alguns dos quais são veganos, mas todos eles são defensores de um mundo melhor para os animais.

elenco da série this is us

Foto: Getty Images

Mandy Moore

A atriz, cantora e compositora Mandy Moore incentiva seus 3 milhões de seguidores no Instagram a “adotar, não comprar” animais domésticos. Ela divulga campanhas de adoção, e encoraja seus fãs a optarem por resgatar animais ao invés de comprar com criadores ou em lojas de animais.

Moore e seu marido na série, Milo Ventimiglia, se uniram para aumentar a conscientização sobre o abandono de cães e a necessidade urgente de salvá-los. Nos EUA, cerca de 3,9 milhões de cães são acolhidos por abrigos de animais a cada ano. A atriz deu o exemplo ao adotar cães abandonados e até apareceu na capa da revista Architectural Digest.

Quando sua gata, chamada Madeline, morreu, Moore escreveu um tributo comovente no seu Instagram, agradecendo a ela pelas “lições de paciência, responsabilidade e amor incondicional”.

Eris Baker

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Baker tem apenas 13 anos de idade, mas já é uma atriz bem-sucedida e defensora da causa animal. Uma jovem vegetariana, Baker gosta de experimentar na cozinha. “Adoro encontrar receitas vegetarianas e tentar recriá-las em casa”, disse ela.

Chrissy Metz

“Quando um dos maiores programas de televisão incentiva a adoção de animais de abrigos, é um grande feito”, escreveu a maior organização de direitos animais do mundo, a PETA. Na 2ª temporada de “This Is Us”, a personagem de Metz, Kate, e seu marido, adotam um cachorro de um abrigo de animais local, um movimento que rendeu a Metz um PETA Elly Award, que elogia a compaixão pelos animais na televisão.

Autora do best seller do New York Times sobre amor-próprio, “This Is Me”, a atriz frequentemente promove e defende outras causas políticas e sociais como saúde mental, bullying, a importância do voto e se posiciona contra a violência causada pela liberação de armas.

Justin Hartley

Hartley conquistou os corações de muitos com as fotos de seus cães adotados que ele compartilha em suas redes sociais. Mas sua compaixão se estende além dos animais dos abrigos, Hartley fez uma parceria com a marca de hambúrgueres vegetarianos Morningstar Farms, que o leva a promover alimentos veganos sustentáveis ​​e livres de crueldade para seus mais de 1 milhão de seguidores.

Milo Ventimiglia

O ator vegano de 41 anos tem mantido um estilo de vida livre de crueldade durante toda a sua vida. Ventimiglia cresceu em uma família conscientizada, com seus pais sendo vegetarianos por 40 anos e nem mesmo o seu cachorro come carne.

Ventimiglia recentemente entrou em contato com a Morningstar Farms, a empresa de hambúrgueres vegetarianos que fez parceria com Justin Hartley, solicitando que eles trouxessem de volta suas tortas vegetarianas. “Eu conheço milhões de vegetarianos (assim como eu) que seriam gratos se vocês fizessem isso. Deixe-me saber como posso ajudar”, escreveu ele no Twitter.

Sterling K. Brown

Inspirado por seus colegas de elenco, Brown entrou em 2019 com planos de fazer mais pelo planeta, pelos animais e por sua saúde. Na véspera de Ano Novo, o ator disse à CNN: “Minha resolução de ano novo é que eu vou ser vegano. Tenho que abandonar a carne.”

Ativistas filmam a realidade dos porcos antes de serem mortos na Grande SP

Na madrugada deste sábado, dezenas de ativistas pelos direitos animais se reuniram em frente ao Frigorífico Rajá, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, para filmarem a realidade dos porcos pouco antes de serem abatidos. No vídeo registrado pela ativista Beatriz Silva é possível ver os animais amontoados, assustados e sedentos dentro dos caminhões que chegavam ao matadouro.

Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais. Imagens: Beatriz Silva

Os porcos estavam em jejum, inclusive de água, prática que visa evitar que evacuem durante o processo de abate, que consiste em choque seguido de degola. Basicamente é a mesma realidade partilhada por dezenas de milhões de suínos que são mortos todos os anos no Brasil. Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais.

Também questionaram como isso pode ser aceitável e criticaram o fato de que os interesses que pesam no destino dos porcos são apenas os dos criadores, dos frigoríficos e dos consumidores – já os interesses dos animais são ignorados porque são classificados apenas como produtos.

O objetivo da filmagem foi mostrar que por trás da carne que as pessoas compram confortavelmente nos açougues, há uma trajetória que inclui privação, sofrimento e morte precoce – já que os porcos têm expectativa de vida de 15 anos, mas são abatidos com seis meses.

A agitação e o estresse dos animais registrados no interior dos caminhões são apontados como uma reação natural de estranhamento diante da realidade, assim como os gritos e gemidos durante o processo de abate. “Não existem abatedouros felizes, mágicos ou éticos. Matar sempre será cruel. Matar um ser que não deseja morrer é assassinato”, destacaram em um banner exibido durante a vigília.

Ativistas pelos direitos animais compram leoa que vivia como animal doméstico

Domesticar animais selvagens, como tigres e leões,tem sido uma prática comum nos últimos anos ao redor do mundo, apesar de cruel, perigosa e, muitas vezes, ilegal.

Por status, prazer ou por dinheiro, os humanos capturam animais de seu habitat natural e os aprisionam em casa, apartamentos ou zoológicos.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Foi o que aconteceu com uma leoa em São Petersburgo. A felina, chamada Simona, foi comprada legalmente por Alexander Vasyukovich, um ex-participante de um reality show da Rússia e mantida em um pequeno apartamento.

Em uma entrevista a uma mídia local, após o animal ter sido visto passeando em uma rua coberta de neve durante o fim de semana.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Ativistas pelos direitos animais souberam do caso e compraram a leoa, de 7 meses, para impedir que ela fosse levada e escravizada por um zoológico.

Veles, uma organização privada para tratamento, reabilitação e quarentena de animais selvagens anunciou em sua mídia social que comprou Simona, na última terça-feira,  depois de levantar fundos em uma campanha de crowdfunding. As informações são do The Moscow Times.

Vídeos postados em uma página de mídia social russa mostraram a leoa interagindo com seus novos donos.

“Temos outra leoa, achamos que elas se tornarão amigas”, disseram  os ativistas de Veles ao tablóide Komsomolskaya Pravda.

Eles disseram também que o animal precisa de uma cirurgia e está sofrendo de raquitismo, um distúrbio caracterizado por ossos fracos causados ​​por deficiência de vitamina.

 

bezerro enjaulado

Ativistas pedem mudanças contra a exportação de animais vivos

Organizações e grupos defensores dos animais da Grã-Bretanha apoiaram as solicitações da RSPCA para reduzir substancialmente o tempo de viagem para as exportações de animais vivos, já que o governo britânico está considerando proibir a prática depois do Brexit.

bezerro enjaulado

Foto: Kaale

A RSPCA fez um apelo à Comissão da União Europeia depois que um caminhão foi parado em um porto do Reino Unido pela instituição junto com outros ativistas e funcionários do governo no dia 10 de janeiro.

Os grupos pararam o caminhão que transportava cerca de 250 bezerros, devido aos animais estarem consideravelmente exaustos, para evitar que o veículo excedesse o tempo máximo de transporte permitido pela lei.

As leis atuais do país indicam que os bezerros não devem ser transportados por mais de nove horas sem um período de descanso de uma hora, e não mais de 21 horas antes de terem um período de descanso de 24 horas.

A RSPCA estimou que o caminhão, que veio da Escócia, viajou por cerca de 70 horas, incluindo paradas para descanso, em direção à Espanha passando por Calais, uma cidade francesa. Se os animais tivessem sido levados de barco, o transporte levaria muito mais tempo do que o permitido.

A Kent Action Against Live Exports (Kaale) disse ao The Guardian que, nas viagens que excedem o limite de tempo estabelecido, as ovelhas viajam por uma média de 14 horas partindo do Reino Unido, para terem apenas uma hora de descanso no caminhão e em seguida, mais 14 horas em trânsito.

Para os bezerros, com idades entre duas e seis semanas de idade, a jornada é de nove horas, seguida de um descanso de uma hora e mais nove horas em trânsito em direção a países da Europa, do norte da África e do Oriente Médio.

Yvonne Birchall, secretária da Kaale, disse: “Acreditamos que nenhum animal deve viajar por mais de oito horas para ter sua garganta cortada ao fim da viagem. Eu faço campanha há 25 anos. É cruel, desnecessário, e estressante.”

Em 1995, cerca de 30 caminhões passavam por Dover diariamente. A questão chamou a atenção dos grupos de direitos animais, e os protestos regulares nos portos contra o comércio e a exportação de animais tornaram-se cada vez mais intensos. Naquele mesmo ano, Jill Phipps, de 31 anos, ativista pelos direitos animais, morreu tragicamente após ser esmagado sob as rodas de um caminhão que transportava bezerros para o aeroporto de Coventry para serem exportados.

Em 2018, a operadora de balsas P&O parou de transportar bezerros pela Europa depois que um documentário da BBC, “Disclosure: the Dark Side of Dairy”, repercutiu entre a população, conscientizando as pessoas sobre a crueldade envolvida na indústria de laticínios.

A Escócia é crucial para o comércio e transporte de bezerros porque, em outras partes da Grã-Bretanha, as empresas de balsas se recusam a transportar animais para matadouros, fábricas ou qualquer indústria de carne de vitela.

James West, gerente de políticas da Compassion in World Farming, disse que, além de um limite de oito horas de transporte dentro da União Europeia, a organização pediu ao Departamento de Agricultura e Assuntos Rurais da Grã-Bretanha (Defra) para acabar de vez com a exportação de animais vivos no Reino Unido na primeira oportunidade após o Brexit.

“Luta com touros” gera revolta em ativistas dos direitos animais

Usar animais como entretenimento é uma prática cruel e torturante, causa sofrimento, ferimentos graves, depressão e, em alguns casos, até a morte deles.

A “luta com touros” na Índia.

Touradas e outras atividades envolvendo touros são extremamente brutais e dolorosas para os animais, que são, propositalmente, estressados antes dos eventos bizarros para garantir maior “diversão” e “emoção” ao público e aos participantes.

Este é o caso do tradicional festival de “luta com touros” no sul da Índia, que atraiu a ira de ativistas de animais, na última quarta-feira (9).

Durante o festival Jallikattu, em Tamil Nadu, os touros são enfeitados e soltos de pequenos currais para uma arena, onde homens tentam agarrar seus chifres para ganhar prêmios como scooters e whitegoods. As informações são do Daily Mail.

Terrivelmente, os críticos afirmam que os touros são alimentados com álcool e pó de pimenta é jogado em seus rostos para agitá-los antes do confronto. Os organizadores insistem que os animais não são maltratados, o que é claramente uma mentira. Qualquer tipo de atividade humana com esses animais são extremamente maléficas.

Cerca de 500 touros e um número semelhante de “domadores” participaram abertura do festival em Madurai, disse S. Natarajan, um funcionário do governo da cidade.

“Quarenta e nove pessoas ficaram feridas. Nove foram levadas ao hospital por ferimentos leves”, disse ele à AFP.

O resultado é simplesmente uma consequência do ambiente estressante, dos maus tratos e do desespero dos touros explorados diariamente para o “divertimento” humano.

Nos próximos dias teremos o dobro do número de touros e competidores no “ringue”, acrescentou Natarajan.

A Suprema Corte da Índia proibiu Jallikattu, em 2016, depois de um apelo de grupos de defesa dos direitos animais, mas Tamil Nadu insistiu que o Jallikattu era uma parte crucial de sua cultura e identidade.

Lamentavelmente, as crescentes tensões na capital do estado, Chennai, e em outras cidades levaram o primeiro-ministro Narendra Modi a emitir uma ordem executiva para que o festival secular prosseguisse.

 

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Ativistas são agredidos durante protesto contra rodeios

Ativistas foram agredidos, empurrados e ameaçados por frequentadores de rodeio enquanto faziam um protesto pacífico contra a prática no Mid-Northern Rodeo, nos arredores da cidade de Whangarei, Nova Zelândia. Eles disseram que isso não irá impedi-los de continuar protestando.

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Foto: Stuff

Enquanto alguns ativistas montaram acampamento fora do Mid-Northern Rodeo, no sábado (12/01), outros compraram ingressos para filmar o evento. Ambos os grupos dizem que foram confrontados com o comportamento agressivo dos fãs de rodeio e estão considerando prestar queixas à polícia.

Ativistas dentro do evento também foram informados pelos organizadores do evento que não poderiam filmar com câmeras de alta definição. O evento foi interrompido por um momento e os ativistas foram informados de que seriam expulsos, mas não pararam de filmar.

O porta-voz da Direct Animal Action, Apollo Taito, disse que “há uma falta de transparência no rodeio que é seriamente preocupante. O que eles estão escondendo? Eles temem que outro animal morra hoje e o ato seja flagrado pela câmera?”

Os ativistas costumam fazer protestos durante a temporada de rodeio e estão intensificando suas ações neste verão após a morte de dois animais em um evento em Gisborne em dezembro.

Taito disse que o grupo já viu animais morrerem em rodeios e estava preocupado com o fato de que os organizadores desses eventos não precisam prestar conta das mortes dos animais à justiça, o que significa que não há um registro oficial do total de mortes.

“Há muito sigilo em meio aos eventos. Muitos rodeios baniram câmeras. Eles têm muito a esconder”, disse ele.

Marianne Macdonald, diretora de campanhas do grupo Safe, afirmou que o comportamento dos frequentadores de rodeio no evento de sábado diz muito sobre a cultura da prática.

“Os organizadores do rodeio negam que intimidem os animais, mas os espectadores acreditam que podem atacar fisicamente os outros presentes, assim como os animais são agredidos nas arenas”, disse ela.

“As filmagens e as câmeras foram proibidas em muitos eventos de rodeio. Os organizadores alegam que esse conteúdo pode ser retirado do contexto e usado para mostrar o rodeio sob uma luz ruim. No entanto, eles não podem fugir do fato de que o contexto é o rodeio e o conteúdo é o abuso de animais.”

Em 2017, um dos responsáveis pelos animais no Mid-Northern Rodeo foi flagrado eletrocutando jovens bezerros durante uma investigação da Anti-Rodeo Action NZ. O homem recebeu apenas uma advertência formal pelo ato hediondo.

No final do ano passado, a New Zealand Animal Law Association (NZRCA) lançou um processo judicial privado contra o homem, após o investigador ter confessado os crimes cometidos.

Ativistas protestam contra a venda de carne em supermercado “ético”

Os ativistas da Direct Action Everywhere (DxE) fizeram um protesto no autoproclamado “supermercado ético” HISBE na cidade de Brighton, Inglaterra, alertando os consumidores sobre a verdadeira procedência dos produtos da empresa.

Foto: Direct Action Everywhere

A empresa diz que trabalha com fazendas “onde os animais são tratados com cuidado e respeito”, vendendo apenas produtos de produção local. A sigla HISBE significa “How it should be”, ou “Como deveria ser”.

Cerca de 30 pessoas fizeram uma fila nos corredores e ficaram do lado de fora segurando cartazes com mensagens como “local não significa ético”.

“Não seja ingênuo – não existe carne, leite ou ovos ‘felizes’,” disse um dos ativistas da DxE. “Essas fazendas não são éticas, são lugares onde animais são criados para serem engordados e assassinados.”

“‘Ao ar livre’ e ‘produto local’ são rótulos que fazem as pessoas se sentirem mais à vontade com a exploração animal e assassinato, mas não há nada de ético em criar e matar animais.”

“Todo esse incentivo ao consumo de ‘carne feliz’ não são pequenos passos na direção certa, são grandes passos em uma direção seriamente retrógrada e perigosa. Temos a responsabilidade de ser consumidores conscientes e responsabilizar nossas empresas.”

“Toda e qualquer forma de obter lucro a partir de animais é errada, a vida dos animais só a eles pertencem.”

O DxE é um movimento internacional com vários subgrupos no Reino Unido. Eles promovem a conscientização do público e seu objetivo é “desnormalizar atividades que envolvem a exploração animal através de protestos pacíficos”.