Jaguaritica é encontrada morta às margens de rodovia em SC

Uma jaguatirica foi encontrada morta às margens da BR-282, em Irani (SC), na terça-feira (3). A suspeita é de que ela tenha sido atropelada.

Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, o animal tinha sinais de atropelamento pelo corpo e pesava aproximadamente 14 quilos. As informações são do G1.

O corpo estava em estado avançado de decomposição. Estima-se que a jaguatirica tenha morrido há pelo menos cinco dias.

Atropelamentos envolvendo animais são comuns na região, de acordo com a polícia. Isso se deve à falta de corredores ecológicos e passagens de fauna para proteger esses animais. Falta, também, sinalização que indique a presença de animais.

Ameaçada de extinção, a jaguatirica é pouco vista na região. Animal noturno, como a maior parte dos felinos, ela dorme pela manhã e caça à noite. É possível, no entanto, encontrá-la caçando durante o dia também.

Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação


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Onça-pintada morre ao ser atropelada em rodovia no Tocantins

Uma onça-pintada morreu no domingo (22) após ser atropelada por um carro na TO-269, entre as cidades de Talismã e Jaú do Tocantins.

Foto: Defesa Civil Talismã/Divulgação

O animal, que pertence a uma espécie ameaçada de extinção, foi atropelado por um veículo que transportava cinco pessoas que retornavam da praia. Segundo o G1, o carro ficou bastante danificado, mas nenhum dos ocupantes se feriu.

Outro caso

Em Tocantins, outra onça, desta vez da espécie parda, foi encontrada morta no final de semana. O corpo estava entre Palmas e Porto Nacional.

De acordo com a bióloga Ludymilla Pereira Gomes Viana, as onças costumam sair das matas devido à destruição da região que habitam.

“O desmatamento, queimadas e aumento da população humana. Cada vez mais as áreas que pertencem a esses animais são devastadas e eles acabam perdendo o seu espaço. Ao sair em busca de abrigo e alimento acabam sendo mortos”, explicou.


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Homem pula de barco em rio gelado para salvar cachorra que se afogava

A cadelinha Harper | Foto: Erin O'Donnell

A cadelinha Harper | Foto: Erin O’Donnell

Desde que foi adotada do abrigo North Shore Animal League em março de 2017, a cadela Harper tem sido totalmente dedicada e amorosa a sua mãe, Erin O´Donnell, mas a cachorrinha apresenta nervosismo extremo diante de situações novas e leva tempo para se acostumar com pessoas desconhecidas.

“Ela é um amor, mas fica realmente muito ansiosa quando há estranhos ao seu redor”, disse O’Donnell ao site The Dodo.

No sábado, O’Donnell estava se apresentando com a Brooklyn Irish Dance Company (Companhia de Dança Irlandesa do Brooklin) em Manhattan e deixou Harper no bairro com amigos e aos cuidados de um passeador de cachorros de confiança.

Harper e seu passeador estavam dando uma volta na rua quando um táxi ultrapassou um semáforo vermelho de forma imprudente e acertou a ambos, o passeador e Harper.

Ambos estavam bem e só sofreram ferimentos leves, mas a pobre cachorrinha ficou tão assustada e abalada com a situação que disparou em uma corrida desabalada em velocidade – até chegar ao East River e saltar diretamente no rio.

Ainda em pânico, Harper nadou com determinação e ferocidade, inicialmente os espectadores da cena pensaram que ela era apenas um cachorro com um tutor por perto ou nadando ao seu lado, mas logo perceberam que não era o caso.

“Eu estava no Brooklyn Barge (barco restaurante flutuante que fica no rio) comemorando meu dia de folga quando vimos um cachorro nadando no meio do rio”, escreveu Gabe Castellanos em um post no Instagram. “O dia estava quente e todos nós achamos que um bom mergulho poderia ser uma boa ideia”.

Depois de certificarmo-nos que não havia ninguém nadando ao lado do cão, presumimos que o tutor estivesse em terra, vigiando atentamente o animal, até que um homem correu pelo o lado norte da ponte com uma voz de pânico dizendo que o cachorro, Harper, havia fugido.

Foi nessa hora que todos começaram a notar que Harper estava perdendo velocidade. O rio estava incrivelmente frio, e com a quantidade de energia que ela estava consumindo em seu estado de pânico, era provável que a cachorrinha não fosse capaz de se manter à tona por muito mais tempo.

Este fato se formou nitidamente na mente de Castellanos, e ele imediatamente soube que tinha que fazer algo sobre isso e não deixá-la morrer.

Castellanos é graduado pelo SUNY Maritime College e possui grande conhecimento em habilidades de sobrevivência em água – e por isso decidiu que precisava agir.

“Como não havia sinal de que ela tentasse nadar de volta à praia, sabia que algo precisava ser feito rapidamente”, disse Castellanos ao The Dodo. “Eu procurava por qualquer tipo de dispositivo flutuante para usar se eu pulasse, mas depois de algum tempo procurando percebi que havia um colete salva-vidas, então eu peguei.”

A essa altura, uma multidão de cerca de 300 pessoas reunira-se, preocupada com Harper e seu bem-estar, e assim que todos perceberam o que Castellanos estava prestes a fazer, todos eles começaram a aplaudir.

Harper no rio | Foto: Erin O'Donnell

Harper no rio | Foto: Erin O’Donnell

Lorenzo Fonda, cineasta e artista, estava no Brooklyn Barge também quando de repente percebeu o que estava acontecendo, e rapidamente começou a registrar toda a cena.

Sabendo que a água estava fria e em condições abaixo do ideal para um mergulho, Castellanos planejou rapidamente algumas ações com as pessoas ao seu redor enquanto se preparava para pular na água. Ele tirou a roupa de baixo, subiu nos trilhos laterais do barco e depois se abaixou o mais próximo possível da água antes de se soltar e mergulhar.

“Houve um grande aplauso quando entrei na água”, disse Castellanos. “Depois disso, eu não estava mais focado nas multidões e nos arredores, mas concentrado na minha respiração e em nadar até Harper. As multidões ficaram mudas durante a minha natação. Tenho certeza de que eles ainda estavam torcendo, mas não consegui ouvir nada além da água. ”

Harper ainda estava nadando em ritmo constante, incansavelmente e Castellanos teve que se esforçar para alcançá-la. Assim que percebeu que alguém estava nadando em sua direção, ela entrou ainda mais em pânico e tentou o máximo que pôde nadar para longe dele.

Castellanos era persistente, e apesar de Harper ter lutado e atacado um pouco de medo quando ele finalmente chegou a ela, ele permaneceu calmo e determinado e finalmente conseguiu segurá-la.

Aplausos e vivas irromperam de todos os lados quando Castellanos finalmente segurou Harper nos braços, e os dois rapidamente voltaram para a praia. Ambos estavam exaustos e precisavam de cuidados médicos para se certificar de que tudo estava bem, mas, felizmente, ambos estavam completamente saudáveis, e agora estão se recuperando em suas respectivas casas.

O’Donnell estava no meio de uma performance quando tudo isso ocorreu, e só mais tarde descobriu sobre a aventura de Harper no rio e sobre o homem que salvou sua vida.

Harper de botas ortopédicas | Foto: Erin O'Donnell

Harper de botas ortopédicas | Foto: Erin O’Donnell

“Suas patas estão feridas, então ela vai precisar de botas especiais por algumas semanas, mas tirando isso ela está de ótimo humor”, disse O’Donnell. “É definitivamente tão reconfortante ver as respostas positivas de pessoas no Brooklyn Barge e nas mídias sociais expressando sua simpatia por Harper e elogiando Gabe, que definitivamente salvou o dia.”

Como um espectador inocente naquele dia, Castellanos não precisava fazer nada para ajudar. Ele poderia ter apenas sentado e assistido deixando alguém lidar com isso, mas em vez disso ele deu um passo adiante e acabou salvando a vida de Harper, fazendo de si mesmo um verdadeiro herói.

Cadela atropelada duas vezes é operada e pode voltar a andar em MG

A cadela atropelada duas vezes por um motorista em João Monlevade (MG), em março deste ano, ganha agora uma nova oportunidade de voltar a andar. De acordo com a Associação Cãopanhia do Bem, a cadela teve “destruídas” as duas patas traseiras, o fêmur de uma, a tíbia e a fíbula de outra. Na última sexta-feira (19), a ONG anunciou que a cadela, agora chamada de Maria Tereza, foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte.

Foto: Reprodução / De Fato Online

O caso aconteceu na tarde de um domingo, na saída do estacionamento externo de um hipermercado. O motorista de um Fiat Argo teria passado em cima do animal duas vezes com o veículo e deixado o local sem prestar socorro. A cadela foi internada sob tutela da ONG em uma clínica veterinária em João Monlevade. Devido à complexidade do caso, a Cãopanhia do Bem iniciou uma campanha para arrecadar recursos e levar o animal para ser operado em Belo Horizonte.

“Nós conseguimos! Gratidão a todos que colaboraram para que a Maria Tereza volte a andar. Ela foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte. Cirurgia extremamente delicada em virtude do estrago causado pelo homem que a atropelou. ‘Sem querer’ ele destruiu suas duas patas. Fêmur de uma, tíbia e fíbula de outra. Foram dias difíceis, sofrimento para Maria, angústia para nós, voluntárias. Mas, como o bem é maior do que a crueldade, vencemos!”, informou a ONG através das redes sociais.

Maria Tereza vivia em situação de rua, nos arredores do hipermercado e era conhecida por funcionários e clientes. As pessoas que testemunharam o atropelamento acionaram a Polícia Militar e as voluntárias da Associação Cãopanhia do Bem.

A ONG chamou atenção ainda para que novos casos de atropelamento de animais e omissão de socorro, que são considerados crimes de maus-tratos. Em dezembro do ano passado, o Governo de Minas Gerais regulamentou a lei que pune os praticantes de maus-tratos contra os animais no estado. Pelas regras, quem maltratar um animal está sujeito a multa de até R$ 3 mil. Além disso, o agressor não está livre de sanções penais.

“Estejamos atentos. Anotem placas, divulguem, denunciem. Atropelamentos podem ocorrer, mas não socorrer é crime, além de uma desmonstração clara de falta de compaixão”, declarou a ONG, que pretende alterar seu estatuto de forma que seja possível buscar na Justiça punição para crimes contra animais.

Fonte: De Fato Online

Jaguatirica baleada e atropelada se recupera e é devolvida à natureza

Uma jaguatirica que foi vítima de um tiro e de atropelamento se recuperou dos ferimentos e foi devolvida à natureza no interior de São Paulo. O animal foi encontrado ferido na rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), em março, e foi solta a 200 quilômetros do município de Bauru, em área de mata determinada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A soltura contou com o acompanhamento de uma equipe composta por integrantes da da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), veterinários e biólogos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Quando foi encontrada, a jaguatirica, espécie ameaçada de extinção, apresentava feridas na cabeça e na coxa direita, além de ter um projétil de arma de fogo alojado na patela direita, com ferimento já cicatrizado. As informações são do portal A Tarde.

A suspeita é que a jaguatirica tenha sido atropelada após sobreviver a um ataque anterior, promovido por caçadores. “É um caso raro de dupla sobrevivência, esperamos que daqui para a frente ela possa viver em paz e se reproduzir”, disse Astélio Ferreira de Moura, diretor do Zoológico Municipal de Bauru, que abrigou e tratou do animal durante o período de recuperação. A soltura na natureza foi realizada na última quarta-feira (10).

A jaguatirica foi levada para o zoo após ser resgatada pela equipe ambiental da Concessionária Auto Raposo Tavares. Desidratada e debilitada, ela recebeu os cuidados necessários e se recuperou. O projétil encontrado no corpo do animal, do tipo balote usado em arma de caça, foi extraído com sucesso.

A bióloga Fernanda Abra, da Via Fauna, empresa parceira da Cart, explicou que a caça, da qual a jaguatirica provavelmente foi alvo, é uma das principais causa do declínio da espécie na natureza. A jaguatirica está classificada como vulnerável no Livro Vermelho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de 2018, que lista as espécies ameaçadas de extinção. Devolvido ao habitat em fase reprodutiva, o animal pode contribuir com a reprodução da espécie.

“Quando um animal duplamente ferido, como esse, se recupera e tem a chance de retornar à natureza, isso deve ser comemorado. Vida longa a essa jaguatirica”, disse Fernanda.