Cão tem pata amputada após ser atropelado por trem em Porto Alegre (RS)

Um cachorro teve uma das patas amputada após ser atropelado por um trem, na segunda-feira (13), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Uma estudante de medicina veterinária, que acompanhou o animal no atendimento, afirmou que o cão estava ferido nos trilhos quando a maquinista anunciou que iria socorrê-lo. As informações são do portal GaúchaZH.

Foto: Arquivo Pessoal

“Ela avisou via rádio que estava fazendo o resgate e perguntou se alguém poderia ajudar. Disse que o estado do cachorro era grave”, afirmou a jovem, que preferiu não ter a identidade revelada.

A universitária desceu do vagão na estação São Pedro para observar a situação, mas o veículo arrancou e ela só conseguiu encontrar o cachorro quando desembarcou na rodoviária.

“Um carro da Trensurb buscaria o cachorro, e já fazia uns 40 minutos que ele estava agonizando de dor, mas o veículo teve que atender a um imprevisto. Mais uns 40 minutos depois, fui na entrada da estação e falei com atendentes, que disseram que levaria outros 10 minutos, mas acabou chegando antes”, disse.

Preocupada com o animal, enquanto o carro não chegava, a jovem tentou buscar ajuda com a Brigada Militar e com a prefeitura, mas foi informada que os órgãos não prestam este tipo de serviço.

A estudante acompanhou o cachorro, que foi levado para uma clínica particular. Ele será submetido a uma cirurgia para amputar mais uma parte da pata. Uma vaquinha online irá arrecadar recursos para o tratamento.

A Trensurb se pronunciou sobre o caso através de uma nota. “Informamos que uma veterinária estava na estação e se colocou à disposição de ajudar; a segurança da Trensurb fez o transporte até a clínica para os procedimentos. Informamos, ainda, que a Trensurb possui parcerias com ONGs e busca firmar convênios institucionais com as prefeituras para buscar atendimento nesses casos de urgência”, diz o comunicado.

Gato paraplégico recupera movimentos após receber patas biônicas

Um gato que ficou paraplégico devido a um atropelamento conseguiu recuperar os movimentos das patas traseiras após receber membros biônicos.

Foto: Reprodução / Hypeness

Normalmente, gatos que ficam paraplégicos se deslocam usando carrinhos feitos especialmente para eles. Pooh, no entanto, foi acompanhado por um médico veterinário que deu um passo além e conseguiu oferecer ao gato patas biônicas. As informações são do portal Hypeness.

Pooh foi encontrado se arrastando pelas ruas da cidade de Pleven, na Bulgária. Ele foi submetido a um procedimento cirúrgico, considerado raro e inovador, para implantação das novas patas. A cirurgia foi feita de forma voluntária pelo cirurgião Vladislav Zlatinov.

O veterinário imitou um procedimento feito pela primeira vez em 2009, perfurando os dois ossos do tornozelo do gato para implantar presilhas de titânio e fixar próteses que imitam patas naturais.

A cirurgia foi um sucesso. O gato se recuperou e agora pode caminhar, correr e pular, como fazia antes do atropelamento. A esperança do veterinário é que o procedimento passe a ser acessível a todos os animais paraplégicos.

Mais de 500 tamanduás-bandeira morrem em rodovias do MS

Dados do Projeto Bandeiras e Rodovias, divulgados recentemente, registraram a morte de 520 tamanduás-bandeira e mais de 8 mil atropelamentos de animais da espécie em rodovias do Mato Grosso do Sul. O tamanduá-bandeira é o animal ameaçado de extinção mais atropelado no estado e a terceira espécie mais atingida.

O último animal morto por atropelamento foi Pequi, um dos 45 que eram monitorados pelo projeto. O animal usava um colar com GPS desde agosto de 2018. Segundo os pesquisadores, Pequi sempre atravessava a BR-262, uma rodovia que liga Corumbá a Vitória, no Espírito Santo, em busca de abrigo e alimento. Ele foi atropelado em 9 de abril. As informações são do portal O Eco.

Foto: Mário Alves

“A BR 262 tem alguns pontos de travessia que foram feitos para os bois. Porém, não é uma rodovia bem preparada para evitar atropelamento de fauna, já que não tem cercas nem a quantia adequada de travessias”, informou Mário Alves, veterinário do projeto. “Não fizemos necropsia do Pequi porque quando encontramos a carcaça, ela já estava em estágio avançado de decomposição”, lamentou o veterinário.

Ben, outro animal monitorado pelo projeto, também foi atropelado e morto em agosto de 2018 na BR-267. “Também houve animais que foram atropelados depois que tiramos o colar. Apesar de os dados de número de mortes de animais serem assustadores, é importante destacar que eles são subestimados. Tem muita carcaça que desaparece antes que nossa equipe possa registrar, além de animais que morrem fora da pista, por exemplo”, informou o veterinário. Para ele, “o atropelamento de fauna é obviamente uma problemática muito importante para a conservação da biodiversidade, mas também para a segurança dos motoristas, pois muita gente morre aqui no Estado com colisões assim. É importante frisar que não estamos de forma alguma culpabilizando os motoristas quando debatemos o problema. O que o projeto busca é viabilizar rodovias que previnam esse tipo de acidente”.

A bióloga Fernanda Abra, doutoranda em ecologia de estradas pela Universidade de São Paulo (USP), sócia-fundadora da empresa de consultoria ViaFAUNA e vencedora do Prêmio Future For Nature 2019, lamentou o atropelamento de Pequi. “Toda morte de animal por atropelamento é digna de ser lamentada, porém, esse episódio com o Pequi nos faz refletir quão grave é a questão dos atropelamentos nas rodovias do MS. Um animal que estava retornando dados valiosíssimos para a pesquisa e para o pessoal do Bandeiras e Rodovias. Houve um esforço de recursos humanos, recursos financeiros, esforços para capturar o animal, equipar com rádio colar e depois continuar monitorando o deslocamento desse animal. O Pequi estava retornando dados muito importantes para entender a dinâmica do tamanduá com as rodovias e, futuramente, os dados do Pequi também poderiam contribuir para entender quais são os pontos prioritários para receber medidas de mitigação”.

Investir na modernização de rodovias é considerado fundamental para a bióloga. Segundo ela, essa é maneira de manter animais e motoristas mais seguros. “Claro que a implantação de medidas de mitigação tem um custo. O valor médio por metro instalado de cerca ao longo das rodovias, por exemplo, varia entre 40 e 80 reais. Já o valor da passagem de fauna varia bastante, dependendo se a rodovia é de duas ou quatro faixas ou se a passagem é metálica ou de concreto. Mas o importante é ressaltar que, independentemente do valor, o custo-benefício é sempre positivo. Já foi demonstrado em estudos que soluções para passagens de fauna se auto pagam, porque existem menos acidentes e, por isso, menos custos para a concessionária ou para o administrador rodoviário em atender a esses acidentes, remover veículos e animais, atender às vítimas, cuidados hospitalares decorrentes, dentre outros”, explicou a bióloga. “Além disso, quem é responsabilizado criminalmente pelos acidentes é o gestor da rodovia, que não cuidou para que os animais ficassem fora da pista. Eles são legalmente responsáveis e tem o dever de compensar as vítimas humanas de eventuais danos materiais, físicos, lucros cessantes etc.”, ressaltou.

Foto: Mário Alves

Fernanda afirma que Mato Grosso do Sul precisa de políticas públicas para coibir casos de mortes nas rodovias. “É necessário salientar que todas as rodovias do MS são muito impactantes para a fauna, e que a fauna silvestre nesse Estado não foi e atualmente não é contemplada pelos licenciamentos ambientais dos projetos rodoviários. Não vemos um exemplo de licenciamento de nova rodovia, de pavimentação ou duplicação de rodovias que considerou os impactos sobre a fauna, principalmente atropelamento e efeito barreira, além de não haver o planejamento de medidas de mitigação, instalação e monitoramento dessas medidas. Então eu espero que a morte desses animais sirva, em curto prazo, para demonstrar para os órgãos, tanto de meio ambiente quanto de transporte, que é necessário que haja uma melhor coordenação entre os órgãos e um melhor planejamento para as novas rodovias ou os novos licenciamentos que virão, para que a fauna seja, enfim, contemplada nesses projetos”.

“O Projeto Bandeiras e Rodovias é um dos mais completos que temos no Brasil em termos de coordenação da questão da conservação da biodiversidade com os impactos que as rodovias causam, seja com a perda direta dos indivíduos por atropelamento ou pelos impactos às populações da fauna”, observa Fernanda.

Arnaud Desbiez, pesquisador associado da Royal Zoological Society of Scotland (RZSS), fundador e coordenador do Projeto Bandeiras e Rodovias, conta que o monitoramento teve início como uma forma de combater os atropelamentos. “O projeto foi fundado em janeiro de 2017 para responder a uma triste realidade que temos no MS, que é a morte de animais por atropelamento em rodovias. O Projeto Tatu-canastra já tinha feito um monitoramento em 2013-2014, em parceria com a Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira, das três rodovias do MS, e constatamos que o tamanduá-bandeira é o terceiro animal mais atropelado. Nós percorríamos 900 km de estradas a cada quinze dias e em um ano registramos 135 tamanduás-bandeira. Foi devido a essa constatação que o Projeto Bandeiras e Rodovias foi criado, para tentar entender quando, onde e como os tamanduás estão atravessando, para buscar formas de mitigar esse perigo”, disse. Em 2015, a Fundação Whitley premiou o Projeto Tatu-canastra. A honraria é uma das maiores da área ambiental no mundo todo.

Foto: Projeto Bandeiras e Rodovias

Desbiez explica que o projeto tem diversos componentes e atua em várias frentes para estudar os impactos. “O primeiro é o monitoramento das estradas, no qual percorremos 1.300 km a cada 15 dias. Ao todo, foram 60 mil km monitorados nos últimos dois anos e meio. Registramos animais de médio e grande porte que estão sendo atropelados, e conseguimos identificar os principais pontos onde ocorrem. Também monitoramos os animais por meio de radiotelemetria, no qual colocamos colares nos animais que, via satélite, nos mandam os pontos dos animais. O Pequi era um desses animais que foi capturado próximo a uma rodovia. Colocamos um colar nele e desde agosto do ano passado vinha sendo monitorado. Os dados dele ainda não foram analisados, mas temos os pontos onde ele caminhou nesse período, que eram coletados a cada 20 min. Com isso, conseguiremos entender bem como ele se movimentava”, afirmou.

O projeto também realiza necropsias nos animais para avaliar a saúde deles, quando os corpos não estão em estado avançado de decomposição. “Já fizemos necropsias em mais de 50 tamanduás-bandeira e temos cerca de 28 parceiros diferentes contribuindo com esses estudos”, explicou Desbiez. “Temos também a parte social do projeto, coordenada pela doutoranda Mariana Catapani, que busca entender como as pessoas percebem essas colisões e quais os impactos disso. No passado suspeitávamos que havia atropelamentos propositais dos tamanduás devido a algumas crenças, mas isso não se confirmou. A Mariana está estudando a relação desses animais silvestres com alguns grupos focais, como caminhoneiros, em relação aos atropelamentos. Temos ainda um outro doutorando, o Vinícius Alberici, que está colocando armadilhas fotográficas perto e longe da estrada, para avaliar o impacto sobre a fauna, além de vários estudos paralelos que estão sendo efetuados. Por fim, temos os veterinários Mário Alves e Débora Yogui que trabalham full time no projeto, coordenando a parte logística e o dia-a-dia das atividades”, explicou.

O funcionamento do projeto é garantido não só pelos pesquisadores, mas também pela comunidade local e por diversas organizações. “Esse projeto depende muito do apoio local. Todas as fazendas onde trabalhamos e capturamos os animais são privadas. Todos os proprietários rurais nos dão apoio, sem eles seria impossível fazermos nosso trabalho, por isso somos muito gratos a eles. Esse projeto também é apoiado pela Fundação Segré e vários zoológicos internacionais, além do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE)”, conclui Desbiez.

Filhote de cachorro tem pata amputada após ser atropelado por trem

Um filhote de cachorro foi atropelado por um trem em Guarujá, no litoral de São Paulo. Socorrido às pressas pelo Canil Municipal, o cão foi submetido à cirurgia e teve uma pata amputada. Frederico, como é chamado, está em processo de recuperação.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Guarujá

Nesta sexta-feira (3), o cão foi submetido a mais um atendimento. Segundo uma veterinária do canil, a amputação da pata do cão foi a única alternativa encontrada, já que o osso dele estava pela metade.

O cão recebeu alta após a cirurgia, que durou duas horas, mas continua sendo acompanhado pelos profissionais da unidade.

“Ele é um filhotão, deve ter de sete a oito meses. Ele está se recuperando bem. Doamos a medicação e ele está tomando antibiótico e anti-inflamatório”, disse ao G1 a médica veterinária Clarisse de Fátima Ferreira, que fez a cirurgia com a ajuda da médica veterinária Carolina Castro.

O animal foi atropelado no dia 26 de abril no Sitio Conceiçãozinha e uma parte da pata dele foi levada pelo trem. “Ele chegou todo ensanguentado, em estado de choque”, contou.

Avisado por outras pessoas sobre o atropelamento, o tutor do cachorro o levou imediatamente ao Canil Municipal. “O tutor estava desesperado. A gente não nega atendimento, mas dependendo do tipo de cirurgia não conseguimos realizar por falta de equipamentos. Nessas horas é o coração que fala”, finalizou.

Cão precisa de ajuda para tratamento após ter pata dilacerada em atropelamento

Um cachorro teve a pata dilacerada após ser atropelado e precisará ser submetido à cirurgia. A família dele não tem condições financeiras para arcar com os custos do tratamento e, por isso, pede ajuda. O caso aconteceu no Residencial Monte Pascoal, em Goiânia (GO).

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A tutora de Rex, Nielly Keslly, conta que a pata do cachorro está em “carne viva”. “Meus três cachorros fugiram quando meu pai e meu irmão chegaram em casa, mas a gente não percebeu. Quando saí para a faculdade, encontrei o Rex com a pata muito machucada. Levamos no veterinário, que explicou que precisaria fazer alguns exames e provavelmente uma cirurgia. Mas, atualmente, não temos condições de pagar o tratamento, que deve ficar em torno de R$ 3 mil. Aí só pagamos a consulta e o curativo no dia, que ficou em R$ 110”, contou ao G1.

Nielly disse que o veterinário diagnosticou o cão com fratura exposta e dilaceração na pata traseira esquerda. Desde então, a família tem feito curativos no cachorro, de 1 ano e 6 meses, mas a ferida não tem apresentado melhora.

“Trouxemos para casa, porque a gente não tinha dinheiro para deixar na clínica veterinária. De lá para cá, já gastamos mais de R$ 80 com materiais para fazer os curativos. Infelizmente, a gente não consegue bancar o custo do tratamento e da cirurgia”, afirmou Nielly.

A tutora buscou ajuda em ONGs de escolas veterinárias de universidades, mas não obteve sucesso. Segundo Nielly, a família de Rex está psicologicamente abalada com a situação. “É muito difícil para a gente ver ele assim. Está na carne viva, é um machucado muito grande. Ele parou até de se alimentar de tanta dor que está sentindo. Nem os remédios para a dor ele está querendo tomar e o machucado não melhora. Estamos psicologicamente abalados”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Para ajudar o animal, Nielly, o irmão dela, Bergsten, e os pais criaram uma campanha para tentar arrecadar R$ 3 mil para arcar com os custos de exames, cirurgia e medicamentos.

Inicialmente, a campanha foi feita de forma improvisada, pedindo dinheiro pessoalmente a parentes e amigos. Mas agora os tutores de Rex decidiram criar um perfil no Instagram com o nome “Ajude o Rex”.

Interessados em colaborar podem acessar o perfil feito para a campanha em rede social, entrar em contato com a família de Rex pelo e-mail: eurycesantana@gmail.com ou pelos telefones (62) 99266-9809 e (62) 999172-1234 para solicitar dados bancários para transferência de valores.

“Aguardamos confiantes que tudo vai dar certo”, disse Nielly.

Brasileira receberá prêmio por propor soluções para reduzir atropelamento de animais

A bióloga brasileira Fernanda Abra, de 33 anos, que em dez deles tem trabalhado em prol dos animais, percorrendo vias do Brasil e propondo soluções para reduzir o atropelamento de animais nas estradas, está entre os vencedores do prêmio Future for Nature. A cerimônia de premiação será realizada na próxima sexta-feira (3), em Amsterdã, na Holanda.

O prêmio homenageia jovens pesquisadores que trabalham pela proteção de animais e plantas. Fernanda, uma das pessoas escolhidas pela Fundação Future for Nature, irá falar, durante a cerimônia, sobre a lamentável postura do Brasil, que apesar de ter a maior biodiversidade do mundo, planeja seu crescimento sem protegê-la.

Foto: Reprodução / DW Brasil

“Isso é muito visível quando a gente fala da expansão da rede de transporte. O Brasil tem a quarta maior malha rodoviária do mundo, mas que não vem acompanhada de inovações técnicas que respeitem o patrimônio natural”, disse a bióloga, em entrevista à Deutsche Welle Brasil.

“Essa expansão é uma ameaça que vai crescer exponencialmente nas próximas décadas nos países ricos em biodiversidade. O trabalho da Fernanda Abra antecipa essa ameaça e, baseado numa ciência sólida, fornece evidências e soluções concretas”, justifica o comitê, que escolheu a bióloga como uma entre três vencedores da edição de 2019.

Contabilizar o número de animais mortos em rodovias faz parte do trabalho de Fernanda. Dentre as estradas observadas por ela, está a MS-40, que liga os municípios de Campo Grande e Santa Rita do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Fundação Ipê, 289 animais morreram na pista no primeiro semestre do ano passado. Entre as vítimas, está a anta, animal ameaçado de extinção.

Diante desse cenário, a bióloga se uniu à Fundação para mover uma ação civil pública contra o estado do Mato Grosso do Sul. “As condicionantes do licenciamento não foram cumpridas. Não foi feito estudo de fauna ou ações para evitar atropelamentos. Os animais morrem e podem causar grandes acidentes e prejudicar a saúde das pessoas”, disse.

A criação de pontos de passagem, medida adotada em algumas rodovias brasileiras, é parte da solução para o problema, segundo a bióloga. Através desses pontos, os animais conseguem cruzar as estradas em segurança.

“No Brasil, a legislação permite que a pessoa que sofre dano nas estradas num acidente com animais na pista, por exemplo, seja indenizada. As administradoras das rodovias preferem pagar ou prevenir?”, questionou. De acordo com Fernanda, medidas de combate ao atropelamento de animais têm retorno rápido.

Entre 2003 e 2013, 28 mil acidentes com animais foram registrados apenas no estado de São Paulo, segundo a Polícia Militar Rodoviária. De acordo com um estudo feito por Fernanda, 38 mil mamíferos de médio e grande porte morrem por ano nas rodovias pavimentadas paulistas. Os dados fazem parte da pesquisa de doutorado da bióloga, que está em fase final e foi feita com base em modelagem computacional e registros de casos para tentar prever locais de atropelamento em estradas paulistas, segundo variáveis ambientais. O objetivo é, com os resultados, salvar a vida de animais e motoristas.

Foto: Reprodução / DW Brasil

“Todo esse esforço é para promover uma mudança de cultura no país, fazer com que administradores de rodovias entendam que é importante integrar a dinâmica de fauna ao planejamento das estradas”, afirmou. “É possível reduzir o impacto. É o que vemos no nosso monitoramento. Cada animal que usa uma passagem de fauna é motivo de comemoração”, completou Fernanda.

Além de participar da cerimônia de premiação na Holanda, a bióloga receberá 50 mil euros da Fundação Future for Nature. Ao voltar para o Brasil, ela afirma que irá aplicar o dinheiro no custeio do treinamento de pessoas que trabalham com engenharia nas estradas, agências de meio ambiente e de transporte pelo país.

“Existe um despreparo de órgãos públicos, que precisam ser mais rígidos e oferecer um roteiro às empresas que constroem as rodovias”, explicou.

A bióloga Patricia Medici, que trabalha na conservação das antas, foi a primeira brasileira a ganhar o prêmio em dinheiro, em 2008. “A contribuição financeira permitiu que o trabalho fosse expandido num novo bioma, o Pantanal”, relembrou.

Toda a atenção recebida na época também ajudou a conscientizar a população brasileira sobre a importância da preservação das antas. “Ganhar o prêmio foi um respaldo de confiança por parte da comunidade científica, um reconhecimento de que fazíamos um trabalho com uma abordagem científica sólida”, pontuou.

Atualmente, Patricia está à frente da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), que trabalha com pesquisa científica, programas de educação ambiental e capacitações em prol da conservação das antas.

Cachorro se recusa a sair do lado de seu companheiro morto por atropelamento

Foto: Pear Video/Reprodução

Foto: Pear Video/Reprodução

Um cão tomado por luto e fidelidade se recusou a deixar seu companheiro morto depois dele ter ser sido atropelado por um carro no sudoeste da China.

O momento pungente foi capturado na terça-feira última (23) no condado de Daying, na província de Sichuan. As imagens mostram o corpo sem vida de um cão com pelagem de cor creme caído em um canteiro ao lado de uma estrada movimentada, com cão negro ao seu lado guardando-o.

Testemunhas disseram que o cachorro latia ferozmente e afastava qualquer um que chegasse perto ou tentasse se aproximar demais de seu amigo.



Não foi esclarecido se os cães estavam situação de rua.

“Eu estava passando pela junção das avenidas quando vi os dois cachorros ali”, disse uma mulher ao site de notícias e vídeos, Pear.

“O cachorro branco foi atropelado por um carro e o outro cão preto não saiu do seu lado desde então”, disse ela.

Foto: Pear Video/Reprodução

Foto: Pear Video/Reprodução

As imagens mostram o cachorro parecendo estar em alerta máximo e erguendo as orelhas sempre que um carro passava zunindo.

Também foi ouvido latindo alto para o cameraman quando ele se aproximou para dar um close mais próximo.

“Sempre que nos aproximamos, o cachorro preto ameaça nos morder”, disse a mulher.

“Pobre cãozinho. Eu me perguntei se alguém neste bairro teria perdido seus cães – acrescentou ela. “Ou talvez alguém possa vir e adotar o cachorro preto”

Os usuários da rede, muitos deles amantes dos animais, demonstraram tristeza com o incidente”

Foto: Pear Video/Reprodução

Foto: Pear Video/Reprodução

“Muitas vezes os animais mostram mais devoção e compromisso do que os humanos”, disse um usuário do site chinês de microblogs, Weibo.

“Isso realmente é amizade verdadeira”, disse outro usuário.

“Que atitude tocante”, dizia um comentário. “Espero que alguém possa adotá-lo e mantê-lo seguro”.

Animais são seres sencientes, capazes de amar, sentir, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Atitudes de fidelidade, respeito e amizade desse cão ilustram de forma inquestionável a capacidades desses seres especiais de oferecer amor incondicional e o quanto são injustiçados, feridos e maltratados pela humanidade aos seu redor.

No Brasil

Ano passado, em junho, tivemos um casos semelhantes no Brasil, um deles ocorrido no Paraná.

O momento de demonstração de lealdade e companheirismo foi registrado pelo policial militar Danilo Strugala, que encontrou os cães quando seguia para o trabalho.

“Estava indo para o serviço e encontrei os dois ali, um do lado do outro. Uma hora depois retornei e estavam no mesmo lugar. Tirei foto e postei no Facebook”, contou Strugala.

Foto: Colaboração / Marco Charneski

Foto: Colaboração / Marco Charneski

De acordo com o policial, após publicar a imagem, uma colega dele o avisou que o cachorro velava o corpo do amigo desde as 20 horas do dia anterior. As informações são do portal Tribuna PR.

Ao passar novamente pelo local, Strugala decidiu parar o carro para puxar o corpo do animal sem vida até o acostamento. A decisão se deu pela preocupação com a segurança do cachorro vivo, que de imediato seguiu o policial e se aproximou novamente do amigo morto.

Foto: Colaboração / Danilo Strugala

Foto: Colaboração / Danilo Strugala

Segundo a Polícia Militar, a concessionária que administra o trecho foi acionada e apenas as 12h30 o cachorro que morreu foi retirado do local, o que significa que o amigo fiel ficou ao lado dele por longas 16 horas.

Em relação ao cão que velou o corpo do companheiro, a última informação é de que ele não foi resgatado e, portanto, permaneceu na rodovia.

Jaguatirica resgatada após atropelamento é devolvida à natureza no PR

Uma jaguatirica foi devolvida à natureza na terça-feira (23) após passar por tratamento veterinário. O animal foi resgatado na última semana após ser atropelado na região de Mandaguari (PR). A soltura, feita pelo BPMA (Batalhão de Polícia Militar Ambiental, ocorreu nas proximidades do Rio Pirapó, também no Paraná.

Foto: Ivan Amorin/Viapar

“Os agentes da concessionária Viapar encontraram a jaguatirica atropelada e, imediatamente, nos avisaram para dar as devidas providências. A jaguatirica passou por exames e foi constatado um leve traumatismo craniano e perda da visão. Recebeu os devidos cuidados para reverter os traumas, recuperou a visão e foi solta ao seu habitat natural”, explicou o soldado da PM Ambiental, Tiago Carabelli. As informações são do portal Bonde.

De janeiro até o momento, 16 animais já foram resgatados em rodovias do estado. Em 2018, foram 100. Os animais que são mais resgatados são cavalos e bois. Devido a esse cenário, a Viapar fez uma parceria com a Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí (SPAP), que recebe os animais resgatados. A entidade permite que o tutor leve o animal para casa dentro de um período de 10 dias após o resgate, sob pagamento de taxa e comprovação de tutela.

O supervisor do CCO (Centro de Controle e Operações), Ronaldo Parpinelli, explica que os animais encontrados nas rodovias são resgatados por meio de um procedimento padrão da Viapar.

“Os Agentes de Tráfego passam por treinamentos para resgate de animais de pequeno, médio e grande porte e o resgate é feito com auxílio de Caminhão Boiadeiro da concessionária, além de instrumentos específicos”, finaliza.

Lobo-guará resgatado após atropelamento tem pata amputada

Um lobo-guará foi atropelado em Mineiros (GO) e, após ser resgatado, teve uma das patas amputada. Ele foi salvo por um grupo de voluntários e encaminhado para tratamento em Anápolis.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O médico veterinário Rafael Nassar explicou que a amputação foi a única solução possível para Amendoim, como passou a ser chamado o lobo. Segundo o especialista, o animal foi resgatado com uma fratura na pata esquerda dianteira. As informações são do G1.

“Fizemos um raio-x e descobrimos que, infelizmente, não tinha mais como salvar o membro dele, por se tratar de uma fratura muito antiga. O organismo já tinha feito a calcificação, de uma maneira errada, mas já tinha feito”, afirmou.

O animal silvestre passou por reabilitação durante dois meses. Amendoim, que tem menos de um ano de vida, foi submetido a sessões de fisioterapia e incentivado a voltar a caçar. Com o tratamento, ele voltou a andar e, mesmo sem uma das patas, brinca e corre.

Amendoim irá viver em uma reserva do Instituto Onça Pintada, porque não pode mais retornar à natureza. No local, de responsabilidade do projeto responsável por cuidar de animais silvestres que não podem ser devolvidos ao habitat, ele viverá de forma permanente, sob os cuidados de cientistas.

A veterinária Elisângela Sobreira conta que o lobo estava extremamente debilitado quando foi resgatado, mas que agora está muito bem. “Graças a Deus ele está bem saudável e feliz, que dá para observar”, disse.

Cachorro pega outro cão com a boca e o salva de atropelamento

Um cachorro da raça border collie salvou a vida de seu amigo em Quebec, no Canadá. O pequeno chihuahua estava prestes a ser atropelado, mas foi protegido pelo companheiro.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O salvamento foi registrado por uma câmera de segurança e repercutiu após ser divulgado na internet.

As imagens mostram o border collie correndo na direção do outro cachorro no momento em que a tutora deles dá marcha ré em um carro. O animal, então, abocanha o chihuahua e o tira do caminho do veículo.

A tutora dos cachorros afirmou, segundo o jornal Daily Mail, que pensou ter atropelado o border collie quando o viu correndo na direção da parte traseira do veículo.

“Eu vi algo no meu espelho. Primeiro, achei que havia atropelado meu cachorro”, disse.

Ao conferir o que aconteceu vendo o vídeo registrado pela câmera de segurança, ela percebeu que, na verdade, o cachorro havia corrido para salvar o amigo.