Polícia investiga morte de cadela por atropelamento em Minas Gerais

O caso de uma cadela que morreu após ser atropelada está sendo investigado pela Polícia Civil em São João del Rei, no estado de Minas Gerais. A tutora do animal conta que estava na calçada, no bairro Fábricas, quando um veículo com a inscrição de um supermercado foi na direção dela e atropelou a cadela. O caso aconteceu no último sábado (13).

Foto: Arquivo Pessoal

A Secretaria da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil afirmou, em nota, que o delegado Luiz Carlos Pereira irá desmembrar o procedimento e que, além de maus-tratos animais, consta na ocorrência crimes de agiotagem e lesão corporal. As informações são do G1.

A tutora da cadela apresentou à polícia um atestado médico, pois também ficou ferida. Ela alega que o responsável por atropelar o animal cumpre pena em regime aberto, mas isso ainda não foi confirmado pelas autoridades. O homem será intimado a depor na delegacia. O G1 tentou entrar em contato com ele, mas não obteve sucesso.

Após o atropelamento, a mulher acionou a Polícia Militar e informou aos policiais que o proprietário de um supermercado da cidade deu marcha ré em um veículo e atropelou a cadela. Em seguida, ela foi perguntar ao motorista o que estava acontecendo. Segundo a vítima, o homem abriu a porta de forma brusca e disse que queria que ela pagasse os R$ 300 que deve a ele.

A polícia tentou rastrear o veículo, mas não teve êxito. Não foi possível, também, ir até o supermercado, porque ele já estava fechado. Os agentes, então, orientaram a mulher sobre as providências que deveriam ser tomadas.

Jaguatirica baleada e atropelada se recupera e é devolvida à natureza

Uma jaguatirica que foi vítima de um tiro e de atropelamento se recuperou dos ferimentos e foi devolvida à natureza no interior de São Paulo. O animal foi encontrado ferido na rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), em março, e foi solta a 200 quilômetros do município de Bauru, em área de mata determinada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A soltura contou com o acompanhamento de uma equipe composta por integrantes da da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), veterinários e biólogos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Quando foi encontrada, a jaguatirica, espécie ameaçada de extinção, apresentava feridas na cabeça e na coxa direita, além de ter um projétil de arma de fogo alojado na patela direita, com ferimento já cicatrizado. As informações são do portal A Tarde.

A suspeita é que a jaguatirica tenha sido atropelada após sobreviver a um ataque anterior, promovido por caçadores. “É um caso raro de dupla sobrevivência, esperamos que daqui para a frente ela possa viver em paz e se reproduzir”, disse Astélio Ferreira de Moura, diretor do Zoológico Municipal de Bauru, que abrigou e tratou do animal durante o período de recuperação. A soltura na natureza foi realizada na última quarta-feira (10).

A jaguatirica foi levada para o zoo após ser resgatada pela equipe ambiental da Concessionária Auto Raposo Tavares. Desidratada e debilitada, ela recebeu os cuidados necessários e se recuperou. O projétil encontrado no corpo do animal, do tipo balote usado em arma de caça, foi extraído com sucesso.

A bióloga Fernanda Abra, da Via Fauna, empresa parceira da Cart, explicou que a caça, da qual a jaguatirica provavelmente foi alvo, é uma das principais causa do declínio da espécie na natureza. A jaguatirica está classificada como vulnerável no Livro Vermelho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de 2018, que lista as espécies ameaçadas de extinção. Devolvido ao habitat em fase reprodutiva, o animal pode contribuir com a reprodução da espécie.

“Quando um animal duplamente ferido, como esse, se recupera e tem a chance de retornar à natureza, isso deve ser comemorado. Vida longa a essa jaguatirica”, disse Fernanda.

Cavalo morre após ser atropelado em rodovia em Santarém (PA)

Um cavalo morreu após ser atropelado na quinta-feira (21) na rodovia Santarém-Cuiabá, a BR-163, nas proximiaes do seminário São Pio X, no bairro Esperança, na cidade de Santarém, no Pará.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Na cidade de Santarém, a presença de animais soltos pelas ruas é comum, o que gera risco de acidente que pode levar animais e motorista à morte, ou feri-los. As informações são do portal G1.

O acidente serve de alerta para os tutores de animais, que permitem que eles tenham acesso à rodovia de forma deliberada ou por descuido com a segurança deles.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), ao encontrar animais soltos pelas vias públicas da cidade, a população deve realizar denúncia ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou, se preferir, fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia.

Após a efetivação da denúncia, equipes do CCZ resgatam o animal, que permanece por até 72 horas no abrigo municipal. Caso o tutor não faça uma procuração para levar levar o animal embora, ele é disponibilizado para adoção.

Não há informações sobre uma possível retirada do corpo do cavalo morto da rodovia e posterior destinação.

Onça é resgatada ferida após ser atropelada

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Uma onça-parda foi salva após ser vítima de um atropelamento na rodovia GO-050, em Campestre de Goiás. O animal silvestre ficou ferida e com dificuldade de locomoção.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros se deslocou até o local para efetuar o resgate. O carro que atingiu o animal fugiu do local sem prestar socorro.

A onça foi encaminhada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Goiânia, onde receberá atendimento especializado. Ainda não é possível saber se ela está apta a ser devolvida à natureza.

Uma pesquisa mostra que a cada 15 segundos, um animal morre vítima de atropelamento nas rodovias brasileiras. O levantamento do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) ainda aponta que, cerca de 475 milhões de animais são mortos dessa maneira todos os anos.

Segundo a pesquisa, os pequenos animais como sapos, cobras e aves, são as principais vítimas, representando quase 90% das mortes por atropelamento. Para os especialistas, a redução das florestas com a expansão desenfreada das cidades é a principal responsável por esse cenário crítico.

Nota da Redação: a destruição de habitats por interesses humanos força os animais a se arriscarem e áreas urbanizadas em buscas de recursos e alimentos que, anteriormente, eram facilmente encontrados. Choques entre seres humanos e animais silvestres geralmente causam a morte destes segundos, que sofrem por perderem seus habitats e não serem amparados legalmente de maneira eficiente.

Brasileira é premiada por propor solução contra o atropelamento de animais

Divulgação

A luta pela preservação do meio-ambiente e preocupação da preservação da fauna sempre foram as bandeiras defendidas pela bióloga brasileira de apenas 32 anos Fernanda Abra, que teve seu trabalho reconhecido e premiado pela organização holandesa Future for Nature (FFN).

O trabalho da bióloga que está prestes a concluir seu doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) é pautado na redução do atropelamento de animais silvestres em rodovias brasileiras. Ela afirma que entre as espécies mais afetadas estão o tamanduá-bandeira, o lobo-guará e a onça-pintada.

Fernanda também é co-fundadora da empresa de consultoria ambiental ViaFAUNA, especializada no manejo e resgate de animais silvestres em rodovias, ferrovias e aeroportos. Além disso, a bióloga também coordena trabalhos em parceria com o ICMbio (Instituto Chico Mendes.

A premiação internacional conquistada por Fernanda é um alento em um país onde cerca de 15 animais morrem nas estradas a cada segundo. Resultando em aproximadamente 1,3 milhões de animais silvestres mortos por ano apenas por atropelamento. Os dados assustadores demonstram a urgência de iniciativas como a da bióloga.

Além de tratar do atropelamento de animais, Fernanda expõem em seus trabalhos acadêmicos também o impacto que as mortes destes animais têm para a segurança humana e a economia do país.

Capivara é atropelada e abandonada em canteiro central em MS

Uma capivara foi atropelada no domingo (10) e abandonada no canteiro central da avenida Nelly Martins, ao lado do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ela não resistiu aos ferimentos.

Foto: Dayene Paz

O animal apresentava ferimentos pelo corpo que indicavam o atropelamento. O corpo da capivara exalava forte odor.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) e a Solurb foram acionadas para retirar o corpo do animal do local. As informações são do portal Mídia Max.

De acordo com a PMA, ao atropelar ou encontrar um animal atropelado, a orientação é acionar a autoridade policial para que o animal possa receber os atendimentos veterinários necessários. O telefone da Polícia Militar Ambiental de Campo Grande é o (67) 3357-1500.

Caso o animal não sobreviva ao acidente, o indicado é acionar a Solurb para que o corpo seja retirado do local do atropelamento. O telefone de contato do órgão é o (67) 3303-9200.

Onça-parda morre ao ser socorrida após atropelamento em rodovia no DF

Uma onça-parda foi atropelada por um motociclista na DF-001, sentido área da Marinha, nas proximidades da região administrativa de Santa Maria, no Distrito Federal.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O animal foi socorrido, mas morreu antes de ser submetido a uma cirurgia. A onça sofreu uma fratura grave na região do quadril e apresentava hemorragia interna severa. O acidente aconteceu no último sábado (9). As informações são do jornal Correio Braziliense.

O motorista, de 44 anos, não conseguiu frear a tempo para evitar o acidente. Ele apresentava uma fratura na clavícula e escoriações nas costas, mas estava consciente e foi levado para o Hospital Regional de Santa Maria.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal recolheu 3.011 corpos de animais mortos em rodovias no ano passado. Já em 2017, foram 2,9 mil animais recolhidos.

A maior parte das vítimas são cavalos, cachorros, bois e lobos-guará. As mortes costumam ser causadas por atropelamentos em estradas nas proximidades de parques ecológicos e áreas com matas e rios.

Após ocorrer a morte de um animal em uma rodovia, o corpo é retirado pelos servidores do SLU. No entanto, se o animal sobrevive, ele é resgatado pela Polícia Militar Ambiental, que o encaminha para o Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB), onde ele recebe os cuidados necessários. Antes disso, no entanto, o animal passa por atendimento no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas), na Floresta Nacional de Brasília.

Jaguatirica atropelada em rodovia morre após ser resgatada

Uma jaguatirica foi resgatada após ser atropelada no km 6 da rodovia João Hipólito Martins, conhecida como Castelinho, em Botucatu, no interior de São Paulo.

Unesp Botucatu/Divulgação

O animal foi levado, na quinta-feira (7), ainda com vida, para o Centro de Pesquisa e Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O resgate da jaguatirica, que era um macho adulto, foi feito pela equipe da Concessionária Rodovias do Tietê, por volta das 7 horas. As informações são do portal JCNET.

Após ser resgatado, o animal foi diagnosticado com hemorragia interna torácica e morreu pouco tempo depois de dar entrar no Cempas.

A jaguatirica é uma espécie presente do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina. O animal, porém, já foi extinto em algumas regiões e, no Brasil, é considerado vulnerável à extinção, sob ameaça principalmente por causa da destruição do habitat.

Polícia investiga motorista que matou cão ao atropelá-lo em Fortaleza (CE)

A Polícia Civil está investigando o motorista que atropelou e matou o cão Jacó, da raça border collie, no sábado (23), nas areias da Praia de Porto das Dunas, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O tutor do animal, Vladinir Maciel, afirma que um carro atropelou o cachorro de propósito e “fugiu sem prestar socorro”. Um boletim de ocorrência foi registrado na segunda-feira (25).

Foto: Divulgação/Cão Gentil

O caso de atropelamento é investigado pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). “A Polícia Civil trabalha com o objetivo de identificar e localizar o condutor do veículo”, explicou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, que disse ainda que a fiscalização de circulação nas praias é de responsabilidade do município, conforme estabelecido pelo art. 24 inciso VI e VII do Código de Trânsito Brasileiro. As ações contam com o apoio do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran), segundo o portal O Povo.

Denúncias

Informações que possam contribuir com as investigações sobre o caso do cão Jacó podem ser repassadas à polícia através dos telefones da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente: (85) 3247.2630 / 3247.2637, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). As denúncias são sigilosas e anônimas.

Campanha contra carros na praia

Após a morte de Jacó, Vladinir Maciel iniciou uma campanha contra a circulação de veículos na areia da praia. “A praia não é rua para ter carro. É um local para sair com a sua família, com seu cachorro”, disse em entrevista ao Diário do Nordeste. “Hoje foi meu cachorro, amanhã pode ser você, o seu filho, a sua esposa. Então, carro na praia, não. Praia não é local para ter carro. Essa é minha bandeira agora”, acrescentou.

Maciel conta que o atropelamento aconteceu enquanto Jacó passeava com a família na praia, onde costumavam ir três vezes na semana. “De repente, quando eu olho, veio uma picape Amarok cinza em alta velocidade. Só que ele não alcançava a minha pessoa ou o Jacó. Mas, ele mudou a direção do carro e foi em direção ao Jacó. Atropelou o Jacó e foi correndo em alta velocidade”, afirmou. “Na hora, você fica sem saber o que fazer. Você fica meio que em pânico”, completou.

Após o cão ser atropelado, o tutor o pegou no colo, ligou para o veterinário que o acompanhava e o levou para a clínica 24 horas mais próxima do local. “Eu acho que ele chegou lá já sem vida. Dr. Daniel e Dr. Gustavo, do qual sou muito grato, fizeram de tudo para tentar reanimá-lo, para tentar salvar ele, mas não deu”, contou.

“Vou tentar ficar com as boas lembranças, foi um cachorro incrível, um cachorro magnífico”, lamentou.

Morte de cão atropelado de propósito gera protesto em Fortaleza (CE)

O cachorro Jacó foi morto no sábado (23) após ser atropelado nas areias da Praia de Porto das Dunas, localizada em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O tutor do animal, Vladinir Maciel, disse que “um carro 4×4 propositalmente o atropelou e fugiu sem prestar socorro”. O crime brutal gerou um protesto em memória do cão na avenida Beira Mar, na Praia de Iracema, no domingo (24).

Foto: Reprodução/TerraZoo

De acordo com a organização do evento, 200 pessoas participaram do ato. Matheus de Oliveira Cavalcante, um dos organizadores, afirmou que o objetivo da manifestação é conscientizar a população sobre o uso de automóveis na praia. “Assim como aconteceu com o Jacó, poderiam ter sido outras vítimas”, disse. As informações são do jornal Diário do Nordeste.

O tutor de Jacó, outros tutores de animais, membros de entidades de proteção animal e cachorros participaram do protesto. Vestidos de preto, os manifestantes caminharam pela orla. Alguns deles exibiam faixas com o nome do cachorro.

Maciel contou que um boletim de ocorrência será registrado nesta segunda-feira (25) em uma delegacia para que o caso seja investigado e punido.

Foto: Mateus Oliveira