Ex-funcionário de matadouro que se tornou vegano fala sobre os horrores que viveu no trabalho

Foto: Tras Los Muros

Foto: Tras Los Muros

O australiano Craig Whitney teve uma infância comum em meio aos animais como muitos outros meninos que vivem no campo no país. Seu pai era um agricultor de terceira geração que vivia em Bonalbo, NSW (New South Wales).

“É comum as crianças seguirem seus pais ao redor da fazenda. Aprender como eles fazem as coisas e ficar ao seu lado”, disse ele ao Plant Based News.

Aos quatro anos, Whitney já havia testemunhado cães sendo baleados na frente dele e vacas e bois sendo marcados, castrados e “deschifrados”. “Isso meio que se tornou uma parte normal da minha vida”, ele admitiu. Quando ficou mais velho, seu pai começou a discutir com Whitney a responsabilidade de cuidar da fazenda como um fazendeiro de quarta geração.

Um padrão comum

Esse padrão parece ser comum demais para muitos agricultores australianos hoje em dia.

De acordo com a Australian Farms Association: A maioria das fazendas na Austrália ainda são empresas familiares e há fazendas que foram passadas para a família por gerações”.

Whitney conseguiu escapar dessa pressão quando entrou no mundo de assistência social devido a complicações em sua família.

Matadouro de animais

Ao completar 19 anos, Whitney foi convencido por alguns amigos para se juntar a eles e ir trabalhar em um matadouro no oeste de NSW. Na época, ele precisava de trabalho e a ideia de “trabalhar com amigos” parecia atraente.

“Minha primeira função foi trabalhar como um ‘garoto de chão’ limpando o chão do matadouro”, diz Whitney. Ele admite que trabalhar neste papel era de alto risco em relação à segurança.

Foto: L214 éthique et animaux

Foto: L214 éthique et animaux

“Passei a maior parte do tempo me esquivando de corpos enquanto tentava limpar o chão de todo aquele sangue. Antes de morrer as vacas tinham suas patas traseiras acorrentadas e a garganta cortada. Elas se moviam, agonizando bem próximo de mim”.

Rastro de sangue

Whitney lembra-se de ter sido chamado várias vezes para limpar a sujeira de “vacas tendo de contrações nervosas enquanto estavam presas por correntes”.

Vacas chutando ao agonizar após terem a garganta cortada são comuns e em fevereiro deste ano um homem foi hospitalizado na Alemanha com ferimentos graves na face após uma vaca chutá-lo no rosto devido a um impulso nervoso após ser morta. Em um comunicado, a polícia disse que a vaca foi “morta de acordo com os regulamentos da indústria”.

Alguns dos piores momentos durante os anos de trabalho de Whitney, foram quando “as vacas escaparam da “caixa de contenção”, uma vez que sua garganta já havia sido cortada.

“Eles corriam tomadas de adrenalina e medo deixando um rastro de sangue e tinham que ser baleadas”. Whitney admitiu que, de vez em quando, quando uma vaca não tinha “a garganta cortada corretamente”, ela ficava totalmente consciente durante a “hemorragia” e sangrava até a morte.

Trabalhando rápido

Durante seu tempo no trabalho, Whitney foi frequentemente forçado a trabalhar mais rápido do que o normal para atender a cota diária necessária. “Com a seca acontecendo agora (na Austrália), tenho certeza de que estaria a todo vapor. Há mais demanda do que suprimento, então é só matar o máximo de animais o mais rápido possível (para maximizar) o lucro”.

Foto: Flanderstoday

Foto: Flanderstoday

“Sempre houve acidentes em todos os matadouros em que trabalhei. Houve muitas vezes em que quase perdi meus próprios dedos. Entre os operadores de serra, tem um ditado que diz: “sempre conte os dedos.”

O mais surpreendente é que Whitney testemunhou um colega de trabalho perdendo a mão inteira seguindo as práticas padrão da indústria.

Trabalho perigoso

Parece que estes não são casos isolados de trabalhadores gravemente feridos. Em 2010, um imigrante indiano de 34 anos, Sarel Singh, foi decapitado enquanto trabalhava em um matadouro de frangos em Melbourne.

De acordo com o Daily Mail: “O Sr. Singh foi morto instantaneamente ao ser sugado por uma máquina num movimento rápido depois de ser ordenado a limpar novamente uma área de embalamento”.

Andy Meddick abordou este incidente em um discurso no Parlamento este ano representando o partido Animal Justice (Justiça Animal). “Os trabalhadores foram obrigados a voltar ao trabalho apenas algumas horas depois que o sangue de Sarel Singh foi limpado do maquinário”, disse ele.

Whitney admite: “Senti-me muito mal no início. Mas era um trabalho e eu precisava de dinheiro. Estava pagando meu aluguel na época. Depois de um tempo eu me acostumei e admiti para a mim mesmo o quanto me sentia horrorizado”.

Porta de entrada para a Austrália

De acordo com Whitney, a maioria dos seus grupos de trabalho eram chineses, indianos ou sudaneses e estavam em 457 – Trabalho Temporário (Visto Qualificado).

“Os grupos de trabalho eram migrantes em busca de uma vida melhor na Austrália”, disse ele. “É uma porta de entrada para entrar no pais” (aceitar o trabalho em matadouros e conseguir o visto de trabalho).

De acordo com Whitney, a indústria está sempre à procura de mais trabalhadores. “Sempre há trabalho nos matadouros, a industria sempre esteve e estará em busca de mais trabalhadores. Procure em um matadouro na Austrália e você encontrará trabalho”.

Parando para sempre

Em 2013, Whitney largou a indústria de carne para sempre: “As pessoas não vão a público falar sobre isso. Conseguem outro emprego e deixam a indústria de carne e isso é o fim do assunto. A indústria pode vir atrás de mim por expor tudo como eu fiz. Levou um tempo para que eu conseguisse falar a respeito”.

Em 2018, Whitney tornou-se vegana depois de ter um colapso mental e sofrer de transtorno de estresse pós-traumático (PTSD).

Quando ele conheceu alguns ativistas dos direitos dos animais, sua vida melhorou. Em um post no Instagram recente, ele escreveu: “É com isso que eu sonho agora. Ativistas libertando animais e libertando-os da escravidão. Melhor do que pesadelos de bebês preciosos tendo suas gargantas cortadas pelo vício do consumidor”.

Whitney concluiu: “Se você conhece alguém que trabalha na indústria da carne, incentive-os a falar e buscar ajuda. A melhor maneira de ajudar os trabalhadores de matadouros é parar de apoiar indústrias que exploram animais, cortando carne, ovos e laticínios”.

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Austrália apresenta um número elevado de abandono de animais

Por Rafaela Damasceno

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) divulgou casos horríveis de abusos de animais na Austrália. Os abandonos chegaram a 579 animais nos últimos 12 meses, superando os 567 em 2017 e 2018.

Um cachorro desnutrido e esquelético

Foto: RSPCA

Cachorros, adultos e filhotes, foram os mais abandonados, totalizando 323. Coelhos, répteis, pássaros e até mesmo peixes foram submetidos à crueldade, de acordo com a RSPCA, que divulgou fotos dos maus-tratos.

Um gato com deficiência foi encontrado sozinho em um quintal na cidade de Ottoway, depois que seu dono se mudou para outro país. A ONG também destacou o caso de um cachorro que teve suas duas patas dianteiras amarradas com um cabo. O tutor havia se mudado e a filha, encarregada de cuidar dos animais, os abandonou quando foi despejada.

A pata de um cachorro machucada

Foto: RSPCA

Trinta e oito australianos foram condenados por maus-tratos no último ano. Um tutor recebeu uma pena de dez meses ao confessar ter matado seu cachorro de fome.

“Nem sempre conseguimos localizar o tutor, então não podemos prosseguir com a acusação”, lamentou Andrea Lewis, inspetora-chefe da RSPCA.

Ela ainda acrescentou ao Daily Mail que abandonar um animal nunca é a solução para um problema. Existem alternativas para quem não tem condições de cuidar dos animais, como os abrigos.

Um cachorro com a orelha machucada

Foto: RSPCA

“É muito melhor para eles estarem sob os cuidados de uma instituição respeitável e confiável, como a RSPCA, do que negligenciados ou abandonados”, concluiu.

No Brasil, estima-se que há 30 milhões de animais vivendo em situação de abandono. Nos meses de verão, o número de animais abandonados aumenta 40% no Rio de Janeiro – muitas pessoas viajam nas férias e deixam os animais para trás. O programa Linha Verde, do Disque Denúncia, registrou um aumento de 30% nos casos de maus-tratos aos animais, entre 2017 e 2018.


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Cacatuas caem mortas do céu na Austrália e ONG denuncia envenenamento

Cacatuas mortas caíram do céu na Austrália, assustando moradores da pequena cidade de One Tree Hill. Membros da ONG de proteção animal Casper’s Bird Rescue suspeitam de envenenamento. Segundo a entidade, 60 animais caíram enquanto voavam pelo município.

(FOTO: SARAH KING/CASPER’S BIRD RESCUE)

De acordo com equipes de resgate da entidade, a cena pareceu com “algo saído de um filme de terror”. As aves sangravam pelos olhos e bico durante a queda e algumas delas ainda estavam vivas quando foram encontradas.

“Não é uma morte instantânea. Isso causa sofrimento. Leva algumas semanas para funcionar. Começa internamente e tem hemorragia interna. É uma morte horrível e lenta”, disse Sarah King, fundadora da ONG, ao falar sobre a morte por envenenamento, em entrevista ao The Guardian.

Um conselho local propôs, em março, que uma espécie específica de cacatua, que se reproduziu em larga escala no país, fosse morta. No entanto, de acordo com King, a maior parte das aves encontradas mortas eram de outra espécie, que é protegida pelo governo.

(FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

“É um fato importante para ser exposto. Dos 60 e poucos que encontramos, apenas três eram de espécies não protegidas. Esta não é a maneira de lidar com nada. Também é contra a lei”, afirmou.

As autoridades locais propuseram que as aves fossem mortas sob a cruel justificativa de que elas incomodam a comunidade. Ativistas pelos direitos animais discordam do governo e sugerem outras alternativas para lidar com o problema, sem matar os animais.

De acordo com King, o caso das 60 cacatuas encontradas mortas após caírem do céu será investigado para que os responsáveis pelo envenenamento sejam identificados.


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Turistas colocam populações de golfinhos em risco ao alimentá-los


As operadoras de turismo podem estar colocando em risco as populações de golfinhos, permitindo que elas sejam alimentadas pelos turistas da Austrália Ocidental, revela uma nova pesquisa sobre o assunto.

Os golfinhos são visitantes frequentes nas praias do país e em outros locais no mundo, mas um novo estudo da Universidade Murdoch, que observou mais de 60 golfinhos ao redor da área de Bunbury, apontou que golfinhos que não foram alimentados pelo Bunbury Discovery Center eram duas vezes mais propensos a dar à luz e tinha mais sucesso criando filhotes.

A pesquisadora-chefe Valeria Senigaglia disse que pouco mais de um terço dos filhotes de mães dependentes de alimentos dados por humanos em Bunbury sobreviveu até a idade de desmame cerca de três anos de idade.

“Cerca de 75% da população é desmamada com sucesso e prospera, se levarmos em conta apenas os golfinhos alimentados por humanos, esse percentual cai para 38%”, disse ela.

A pesquisa considerou uma série de fatores que poderiam impactar a sobrevivência dos filhotes em Bunbury, incluindo a mudança climática, mas Senigaglia disse que eles não tiveram um grande efeito sobre a população de golfinhos.

“O fator que tem a influência mais negativa sobre a sobrevivência é se a mãe do filhote recebeu ou não comida do centro dos golfinhos”, disse ela.

Ela disse que era provável que o resultado fosse esse porque os golfinhos se tornaram dependentes de humanos para alimentação, o que poderia levar as fêmeas a se tornarem menos maternas em relação aos filhotes.

“É apenas um par de peixes por dia, o que significa que os golfinhos ainda têm que se alimentar sozinhos, mas por ser uma fonte tão confiável como fonte de alimento que eles são fisgados para ir à praia todos os dias.”

Selvagens

Na Austrália Ocidental existem dois locais de alimentação de golfinhos licenciados pelo Departamento de Biodiversidade, Conservação e Atrações (DBCA), o Bunbury Discovery Centre e a reserva de Monkey Mia a 900 km ao norte de Perth.

Outros operadores de turismo em todo o estado, incluindo o Mandurah Cruises, não alimentam golfinhos.

A diretora de educação da Mandurah Cruises, Natalie Goodard, disse que isso se deve ao impacto do fornecimento de alimentos aos golfinhos selvagens. “É prejudicial para sua saúde e bem-estar”, disse ela.

Sem planos para parar com a alimentação dos golfinhos

O departamento responsável (DBCA) não quis dizer se pretendia proibir a prática, mas uma porta-voz do entidade afirmou que haviam condições estritas para proteger os golfinhos em Bunbury e Monkey Mia.

Em um comunicado, o Centro de Descoberta de Golfinhos disse que estudaria a pesquisa como parte de sua estratégia para proteger a população de golfinhos da cidade.

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Vídeo secreto revela abuso sofrido por galinhas em fazenda de produção ovos

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Uma filmagem contendo imagens fortes de crueldade contra os animais surgiu nas redes sociais mostrando funcionários de uma fazenda de criação torturando e abusando de galinhas nas instalações dessa que é uma das maiores produtoras de ovos da Austrália.

Vídeos secretamente gravados por ativistas dos direitos animais, da ONG Liberação Animal, flagraram a forma repugnante que os trabalhadores tratam as galinhas na fazenda de aves de Bridgewater, em Victoria na Austrália.

Na filmagem, um grupo de funcionários da fazenda manipula brutalmente centenas de galinhas que estão sendo enviadas para serem mortas por gas após serem consideradas não mais valiosas (lucrativas financeiramente, com apenas 18 meses de idade).

Os rótulos Loddon Valley Eggs, Ovos Frescos Vitorianos e Ovos Frescos Caseiros vêm todos da Bridgewater Poultry e foram vendidos anteriormente em Woolworths e Coles.

As galinhas da fazenda foram filmadas sendo chutadas, jogadas no chão e tendo seus pescoços quebrados por diversão enquanto os funcionários riam.

“Eu odeio quando suas cabeças caem desse jeito”, diz uma funcionária em um momento no vídeo.

“Sim, parece bom, olha”, responde um trabalhador do sexo masculino.

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

“Oh, você é cruel”, a mulher diz enquanto uma galinha se contorce no chão. Os outros trabalhadores podem ser ouvidos rindo enquanto todos assistem a galinha sofrer.

“Oh, o que você está fazendo esticando sua cabeça para fora pra quê?”, Diz outro homem.

Em outro ponto, um trabalhador puxa violentamente as galinhas de uma fileira de minúsculas gaiolas e parece jogá-las no chão de forma agressiva, neste momento seus cacarejos se calam.

“Ela pulava de um lado para o outro, com a cabeça quebrada”, diz o trabalhador.

“Pequena desgraçada”, acrescenta ele, antes de atirar o animal no chão.

Muitas das galinhas são gravemente feridas e tem os ossos quebrados antes mesmo de chegarem à sala da morte por gás.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Libertação Animal NSW afirma que esta é a primeira vez que imagens do abuso contra galinhas poedeiras sendo gaseificadas (mortas por gás) em uma fazenda de ovos da Austrália.

Matar animais é um ato injustificável, porém, em uma medida paliativa perante a indústria de ovos, especialistas consideram a gaseificação com CO2 é considerada uma das formas mais humanas de morte das galinhas, embora o vídeo mostre que os animais podem levar mais de dois minutos para todas as aves asfixiarem.

Este vídeo conta a história, praticamente invisível, da prática padrão da indústria de ovos de morte de galinhas poedeiras “gastas” (também conhecido como “despovoamento”), disse o grupo de defesa dos animais em um comunicado.

“O despovoamento é realizado quando as galinhas atingem aproximadamente 18 meses de idade (12 meses de postura de ovos), pois a produção de ovos diminui e, portanto, não ela não são consideradas mais viáveis economicamente”.

“Essa realidade é a mesma para rótulos de ovos orgânicos, produzidos em gaiolas ou livres de gaiolas/celeiros, aprovados pela RSPCA. Todos podemos ajudar a interromper este ciclo, deixando ovos e produtos de ovos fora de seu prato. ”

Em resposta ao vídeo, a fazenda Bridgewater Poultry disse que ficou “entristecida e profundamente chocada” com a filmagem, alegando que os trabalhadores do vídeo eram funcionários de um terceiro contratado.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

“Essa conduta aparente não foi aceita, aprovada ou permitida de qualquer forma pela gerência ou pela equipe da Bridgewater Poultry Farm”, diz o comunicado.

“A Bridgewater Poultry Farm pede à Animal Liberation e à pessoa ou pessoas na posse do vídeo que forneça imediatamente a filmagem bruta, não editada e não modificada para a polícia ou às autoridades responsáveis, para que os indivíduos envolvidos nesta conduta possam ser investigados e se as autoridades relevantes considerarem apropriado, punidos.”

Maltratar, explorar, matar animais, aves ou qualquer vida é um crime, se não previsto na legislação de todos os países é um crime moral contra o direito de todo e qualquer ser de viver e ser livre, assim como nasceu.

Ao explorar animais e o meio ambiente por dinheiro e ambição e dispor deles quando bem entende, a humanidade apenas se cobre de vergonha e culpa enquanto assiste ao planeta caminhar para o colapso de seus recursos.

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Levantamento revela o destino terrível que os cavalos exportados pela Austrália enfrentam

Foto: PETA

Foto: PETA

Outros 11% estão listados nos registros da Korean Racing Authority (KRA) como “indeterminado”, uma entrada que muitas vezes coincide com o fim abrupto do histórico médico, ou a listagem de uma lesão que é incompatível com as corridas.

Segue-se a publicação pela Guardian Austrália de imagens secretamente gravadas por investigadores da PETA em um dos principais matadouros de cavalos em Nonghyup na Ilha de Jeju na Coréia do Sul, mostrando cavalos sendo espancados na cabeça com tubos de plástico antes de serem empurrados para pelos corredores do matadouro.

Esse vídeo inclui imagens de três cavalos australianos, incluindo o Dynamic Tank, Bareal Jeong e Winx, todos explorados em corridas de cavalos e considerados “campeões” sendo que o último deles foi listado em uma auditoria – realizada em registros de 40 anos de mortes – realizada pela KRA em 2015. Ele provavelmente foi morto em 2010, quando seus registros veterinários terminam.

Uma análise dos registros Australian Stud Book e KRA mostra que dos 190 cavalos exportados da Austrália para a Coréia do Sul entre janeiro de 2013 e maio de 2019, 22 estão listados como tendo sido enviados para o matadouro e 29 estão listados como tendo morrido, acredita-se que a maioria dessas mortes esteja ligada à indústria da carne.

Outros 11 morreram em consequência de acidentes durante uma corrida ou treino, ou devido a doenças como cólica. Cerca de 27% – ou 53 cavalos – ainda estavam competindo, com a maioria desse número sendo de cavalos que haviam sido exportados mais recentemente. Treze cavalos haviam sido transferidos para a indústria de criação, e 40, ou 21%, haviam sido aposentados como cavalos de passeio.

O tempo médio entre a data listada de exportação da Austrália e a data em que um cavalo morreu, ou foi listado “indeterminado”, é de 22 meses.

O cientista-chefe da RSPCA, Bidda Jones, disse que as imagens mostram que há “problemas óbvios que precisam ser resolvidos” se a Austrália pretende continuar exportando cavalos.

“Pedimos à Racing Austrália que trabalhe em estreita colaboração com suas contrapartes estrangeiras para garantir o manejo humano dos cavalos australianos ao longo de suas vidas, seja aqui ou no exterior”, disse Jones.

Jones disse que a história recebeu “milhares de reações de revolta e ira” dentro de uma hora depois de ser compartilhada na página do Facebook da RSPCA na quinta-feira.

“Os australianos não vão tolerar a violência e a crueldade contra os animais”, disse ela

Jones comparou a reação expressada pelas pessoas às respostas ao comércio de exportação de ovinos vivos, que foi fortemente restringido após o lançamento no ano passado de imagens terríveis divulgadas nas mídias sociais.

“Nesta época em que vivemos, não há onde se esconder”, disse ela. “Se os animais sob seus cuidados não estiverem sendo bem tratados, quando isso acontecer, onde quer que isso aconteça, você será descoberto”.

Jones disse que as indústrias que dependem de animais devem abordar essas questões “muito antes de serem expostas em uma reportagem de alcance mundial”.

A Racing Austrália mostrou imagens do matadouro na terça-feira última, mas disse que não pretendia expandir uma declaração anterior sobre protocolos de aposentadoria de cavalos introduzida na Austrália em 2015, e também expressou seu apoio ao estabelecimento de um registro de rastreabilidade de cavalos financiado pelo governo.

Embora contatada a entidade não respondeu a um pedido de comentário.

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Filhote de poucos dias sobrevive após a mãe ser atingida por flecha e morrer

Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Dois cangurus foram atingidos por flechas, um deles era uma mãe carregando um filhote em sua bolsa. Ela sofreu ferimentos tão graves que teve que ser sacrificada.

A Rede de Proteção à Vida Selvagem Macedon Ranges foi chamada após um canguru do sexo feminino ter sido flagrada com uma flecha no peito no sábado em Greenvale (Austrália), cidade localizada a uma hora a noroeste de Melbourne.

A entidade de não conseguiu pegar o animal ferido, voltando no dia seguinte para tentar capturar e tratar o animal quando encontraram um canguru diferente também ferido, um macho com uma flecha nas costas.

O canguru macho só sofreu ferimentos leves, mas recebeu um sedativo e foi levado para tratamento.

As autoridades de proteção à vida selvagem, temem que os criminosos tenham atirado em mais animais, equipes de resgate e salvamento, continuaram as buscas na área.

Canguru fêmea com flecha no peito | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Canguru fêmea com flecha no peito | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

A mãe canguru estava carregando um filhote que foi levado para ser cuidado do santuário da vida selvagem.

“É doentio e nos deixa incrivelmente tristes. Estes são atos deliberados e desnecessários de crueldade ”, disse Mel Fraser, da Macedon Ranges Wildlife Network.

Bebê canguru órfão | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Bebê canguru órfão | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

“Eu já estive envolvida em casos de flechas atingindo animais antes. Nossa equipe não é nova nisso, mas nunca fica mais fácil ”, disse ela.

O comportamento doentio e criminoso vem a tona apenas duas semanas depois de um canguru ser encontrado decapitado em Adelaide.

Outro canguru foi encontrado em Sydney com uma flecha na cabeça em dezembro do ano passado.

A polícia de Victoria disse estar conduzindo uma investigação sobre os ataques.

Canguru macho com flecha nas costas | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Canguru macho com flecha nas costas | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Outro caso de mãe morta por flechada deixando filho órfão na Austrália

Também na Austrália, e vítima de uma flecha, um gambá do sexo feminino teve que ser sacrificado deixando seu filhote órfão e para ser criado por humanos.

O marsupial nativo da Austrália foi encontrado trespassado por uma flecha, tão comprida quanto seu corpo, em uma propriedade na cidade de Humpty Doo.

“Às vezes é difícil não perder a fé nos seres humanos”, disse a ONG Wildlife Rescue Darwin, no Facebook.

“Seu bebê agora será criado manualmente no Centro de Resgate e nós reportaremos ao departamento Parks and Wildlife para que eles investiguem o caso e punam os culpados”.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Como ela não poderia ter se mexido depois de atingida e a arma (arco e flecha) é de curto alcance, esperamos que a pessoa que fez esse ato bárbaro seja encontrada”, disse Darwin.

A equipe de resgate da vida selvagem disse que o animal ainda estava vivo ao ser encontrado, mas os veterinários foram forçados a colocá-la para dormir pois a flecha perfurou seu pulmão.

Raios-X mostraram o quão prejudicial a flecha era para o animal foi como ele viajou todo o caminho através de seu corpo.

O ato cruel foi relatado ao departamento de Parques e Territórios do Norte e Unidade de Vida Selvagem para investigação.

Os comentários nas publicações sobre o fato nas redes sociais demonstravam horror e repúdio ao ato cruel e chocante perpetrado contra o animal.

As pessoas que comentavam ou estavam furiosos e revoltados com a pessoa que ferira o animal ou sentiam-se tristes e consternados por sua morte desnecessária.

Muitos até sentiram empatia pelos membros do grupo de animais selvagens que tiveram que testemunhar a crueldade em primeira mão e ver o animal morrer após a necessidade da morte induzida.

O bebê gambá agora segue sem mãe, órfão e será criado pelos funcionários e especialistas do centro da vida selvagem. Mais uma entre as tantas vítimas da maldade e irresponsabilidade humana.

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Oferta de produtos sem ingredientes de origem animal triplica na Austrália

O número de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal triplicou na Austrália nos últimos cinco anos, segundo relatório da empresa de pesquisa de mercado Roy Morgan. A mudança nos hábitos de consumo é associada ao crescimento do veganismo no país.

De acordo com a organização Vegan Australia, hoje a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas (Foto: Vegan Australia)

De acordo com a organização Vegan Australia, como não é possível informar o número exato de veganos no país, hoje a estimativa é de que a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas.

“Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food agora oferecem opções vegetarianas e veganas”, publicou este mês um dos portais de notícias mais visitados da Austrália – news.com.au.

Roy Morgan aponta também que quase 2,5 milhões de australianos abdicaram do consumo de carne. “Muitos são jovens mulheres preocupadas com o bem-estar animal e com a crueldade contra os animais”, destaca.

A página Vegan Australia, por exemplo, tem um total de 30 mil seguidores e 75% são mulheres na faixa etária dos 20 aos 35 anos. O diretor da organização, Greg McFarlane, diz que o Google Trends mostra que nos últimos 12 meses a Austrália foi o segundo país onde os internautas mais realizaram pesquisa envolvendo a palavra “vegano”.

Na Austrália, a maioria das buscas foi registrada em Victoria, seguida pela Austrália Meridional e Tasmânia. Os protestos realizados por ativistas veganos em março e no mês passado também ajudaram a chamar mais atenção para o veganismo e a atrair mais adeptos, inclusive dando origem a novos sites e páginas em mídias sociais.

Outro ponto de mudança é que atualmente 8,7% dos produtos disponíveis no mercado australiano trazem um selo declarando que são adequados para veganos, conforme informações da empresa de pesquisa Mintel. O que representa um aumento significativo considerando os 5,9% em relação a 2016 e 3,2% em 2014.

Em entrevista ao news.com.au, Jane Barnett, da Mintel, avalia que realmente as pessoas estão revendo seus estilos de vida. E outra prova disso é que na última pesquisa realizada, 14% dos australianos disseram que planejam uma transição para o vegetarianismo ou veganismo e 22% afirmaram que vão reduzir o consumo de carne.

Fonte: Vegazeta


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Preocupações com o bem-estar animal têm impacto de mais de 3 bilhões de dólares na indústria de carne

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Com um ativismo jovem, corajoso, ousado e incansável o movimento em defesa dos direitos animais e o veganismo crescem e se espalham cada vez mais e ao contrário do que a indústria de carne imaginava, não vão desaparecer com o tempo ou se intimidar, na contramão disso, ele cresce cada dia mais e quem se intimida são os criadores e exploradores de animais.

Na outra ponta do debate, Jacqueline Baptista, gerente de envolvimento comunitário na Meat and Livestock Australia (MLA), falou em uma recente reunião da Federação de Fazendeiros de Victoria, em Darnum, Victoria (Austrália), sobre “desafiar o crescente movimento vegano”, informa a ABC. Baptista conversou com mais de 30 produtores de carne, laticínios e ovelhas no encontro.

A agropecuária – atualmente avaliada em 15 bilhões de dólares – deverá sofrer uma perda de 3,8 bilhões até 2030, e 84% dela é resultado do fato dos produtores não se adaptarem às mudanças que tem ocorrido nas atitudes dos consumidores envolvendo o bem-estar animal, disse ela.

“Não podemos mudar o que as pessoas escolhem para comer, se preferem comer legumes, ou vegetais, carne vermelha ou não – essa é a escolha individual de cada um e respeitamos isso”, disse Baptista.

“Na verdade, temos um problema com o comportamento e as campanhas dos ativistas”, disse ela. “Invasões agrícolas são obviamente um problema sério para nós”.

Ativistas realizaram invasões em fazendas e protestos pacíficos em toda a Austrália para conscientizar as pessoas sobre a crueldade envolvida nas indústrias de carne, laticínios e ovos.

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Muitos desses protestos encorajam o público a assistir “Dominion”, um documentário que investiga o “lado negro da criação de animais industrial” através do uso de câmeras escondidas e drones aéreos.

Baptista observou que a MLA, uma autoridade pública que fornece pesquisas para o mercado de carne do país, quer “proteger nossos produtores”.

Ela afirmou que as questões subjacentes aos protestos não desapareceriam. “Passamos décadas pensando que essa ameaça desapareceria, ou mudaria, ou seria apenas uma espécie de grupo ativista de esquerda que sumiria magicamente e lidamos com isso de maneiras diferentes”, disse ela.

“Um deles foi ignorá-los e esperar que eles fossem embora, outra tática foi agressiva ou defensiva – nenhuma dessas atitudes realmente funcionou muito bem para nós como indústria”, disse Baptista.

Ela incentivou a indústria a ser mais transparente sobre suas práticas e encontrar “o método de entrega que as pessoas querem”.

Em um comunicado, a ONG Animal Liberation Victoria, um grupo independente e sem fins lucrativos de direitos animais, disse que “ficaria feliz em ver a indústria se abrir sobre suas práticas”, mas afirmou que “a trajetória do movimento vegano” não está diminuindo.

“O movimento dos direitos animais é jovem e só está ficando cada dia mais forte”, disse ela.

Animal Liberation Victoria acrescentou: “Com a disponibilidade cada vez maior de proteína de carne vegetal, que o próprio MLA reconhece que ‘é cada vez mais semelhante à carne’, na aparência, sabor e até mesmo cheiro” – bem como a crescente consciência de questões éticas na pecuária, e a destruição causada ao nosso meio ambiente, o movimento, sem dúvida, continuará a crescer ”.

Mãe gambá é sacrificada após ser atingida por flecha, deixando filho órfão

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Um gambá do sexo feminino foi fechada à queima-roupa por um criminoso em um “ato bárbaro” que deixou o minúsculo animal órfão e para ser criado por humanos.

O marsupial nativo da Austrália foi encontrado trespassado por uma flecha, tão comprida quanto seu corpo, em uma propriedade na cidade de Humpty Doo, na Austrália.

“Às vezes é difícil não perder a fé nos seres humanos”, disse a ONG Wildlife Rescue Darwin, no Facebook.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

“Seu bebê agora será criado manualmente no Centro de Resgate e nós reportaremos ao departamento Parks and Wildlife para que eles investiguem o caso e punam os culpados”.

Como ela não poderia ter se mexido depois de atingida e a arma (arco e flecha) é de curto alcance, esperamos que a pessoa que fez esse ato bárbaro seja encontrada”, disse Darwin.

A equipe de resgate da vida selvagem disse que o animal ainda estava vivo ao ser encontrado, mas os veterinários foram forçados a colocá-la para dormir pois a flecha perfurou seu pulmão.

Raios-X mostraram o quão prejudicial a flecha era para o animal foi como ele viajou todo o caminho através de seu corpo.

O ato cruel foi relatado ao departamento de Parques e Territórios do Norte e Unidade de Vida Selvagem para investigação.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Os comentários nas publicações sobre o fato nas redes sociais demonstravam horror e repúdio ao ato cruel e chocante perpetrado contra o animal.

As pessoas que comentavam ou estavam furiosos e revoltados com a pessoa que ferira o animal ou sentiam-se tristes e consternados por sua morte desnecessária.

Muitos até sentiram empatia pelos membros do grupo de animais selvagens que tiveram que testemunhar a crueldade em primeira mão e ver o animal morrer após a necessidade da morte induzida.

O bebê gambá agora segue sem mãe, órfão e será criado pelos funcionários e especialistas do centro da vida selvagem. Mais uma entre as tantas vítimas da maldade e irresponsabilidade humana,