Cão em situação de rua solta outro cachorro que estava amarrado aguardando o tutor

Foto: Dmitriy Timchenko

Foto: Dmitriy Timchenko

Recentemente, Dmitriy Timchenko testemunhou uma cena tocante de solidariedade canina no melhor exemplo possível.

Timchenko e um amigo estavam visitando uma loja no início desta semana na cidade de Novorossiysk, na Rússia, quando notaram um pit bull amarrado na frente do estabelecimento.

O filhote havia apenas ficado lá apenas momentaneamente aguardando por sua tutora, que estava dentro da loja fazendo compras – mas esse fato aparentemente não teve importância alguma para um cão em situação de rua que circulava pelo local.

O cachorro notou o companheiro preso, e talvez tendo ficado preocupado com o fato de o filhote amarrado ter sido abandonado, resolveu agir.

“Eu vi esse cachorro abandonado andando pela cidade muitas vezes”, disse Timchenko ao The Dodo. “Ele sempre usa a faixa de pedestres para atravessar a rua. Ele é um cachorro muito inteligente.”

E, como se vê, ele é muito atencioso também. Enquanto Timchenko observava, o cão em situação de rua aproximou-se do animal doméstico que aguardava pacientemente e começou a afrouxar o nó que mantinha-o preso – e em pouco tempo ele estava livre, para ir embora (embora com relutância no início) e se juntar ao novo amigo em alguma aventura canina.

Aqui está o vídeo desse momento especial:

Vendo o animal doméstico já prestes a sair com seu novo amigo, Timchenko e seu amigo rapidamente intervieram. Afinal de contas, a tutora do pit bull o havia colocado lá apenas momentaneamente e por segurança.

“Entramos na loja e chamamos o tutor do cão pelo alto-falante”, disse Timchenko. “Ela então veio correndo para fora da loja para pegar seu cachorro.”

Tudo tinha sido um grande mal entendido – mas o ato do cachorro em situação de rua não perdeu sua beleza e altruísmo.

Foto: Dmitriy Timchenko

Foto: Dmitriy Timchenko

Embora as origens desse cão que vive nas ruas não sejam exatamente conhecidas, Timchenko disse que ele aparenta estar bem de saúde, e aproveitando sua liberdade nas ruas.

No entanto, só podemos esperar que um dia, em breve, alguém lhe ofereça a mesma bondade que ele demonstrou – adotando-o em uma casa própria com uma família amorosa.

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Cadela viaja de carro pelo mundo na companhia da tutora

Nina é a companheira de aventuras de sua tutora. A bordo de um carro, as duas já passearam pelos estados do Pará, do Paraná e do Mato Grosso do Sul, foram até a cidade Las Vegas, conheceram o Grand Canyon, e estiveram na Rota 66, que liga Chicago à Califórnia, nos Estados Unidos.

Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, a dupla mora em Palmas (TO), para onde se mudaram há cerca de um ano. O lar, no entanto, rapidamente dá lugar ao carro quando Nina ouve a palavra “viagem”. As palavras da tutora, a veterinária Ana Cláudia Lehmann, animam a cadela, que imediatamente corre para o banco de trás do veículo.

As viagens são bem planejadas para dar conforto e segurança à cadela. Ana Cláudia providenciou uma caixa de transporte, usada em avião, que não pode ter rodinhas e nem exceder 7 kg, e um cinto de segurança próprio para animais que fica preso à coleira e permite que Nina fique dentro do veículo sem risco de acidente.

“Eu me preocupei na questão de sempre ter tudo em mãos dentro da viagem. Tudo o que é necessário para eles. Além de alimentação, hidratação, uma guia, coleira adequada para a gente poder utilizar nas paradas, cinto de segurança, caixa de transporte. Então eu sempre tive bastante cuidado em proporcionar para ela o maior conforto e segurança em todas as viagens”, contou Ana Cláudia, em entrevista ao G1.

Foto: Arquivo Pessoal

A veterinária lembrou, porém, que nem todo cachorro gosta de andar de carro. “Nem todos os cães, eles têm essa habituação a andar de carro. Como eu falei, a Nina eu preparei. E o que eu digo para todos os tutores é: prepare o seu cão para tudo o que for futuro na vida deles. Se o futuro for viajar de avião, prepare para ele estar habituado a viagens de avião. Se for viajar de carro, então prepare para viagens de carro”, disse.

As regras de segurança respeitadas pela veterinária são importantes para proteger o animal e os ocupantes do veículo e não podem ser descumpridas, conforme explicou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Tocantins, Hallysson Melo.

Foto: Arquivo Pessoal

“De jeito nenhum, o animal no colo do condutor. No colo do condutor é uma infração. Seja entre os seus braços ou entre ele e a porta. Não pode também o animal solto, também é uma infração de trânsito. A pessoa perde a atenção ali. O cão pode se movimentar, vir para cima dele”, afirmou.

Motoristas flagrados dirigindo com animal solto no veículo são punidos com 3 pontos na CNH e multa de R$ 88,38. Se o animal estiver no colo do condutor do carro, a punição é uma multa de R$ 130,16 e 4 pontos. Caso o animal esteja solto na carroceria do automóvel, são aplicados 5 pontos na carteira e multa de R$ 195,23.


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Tutor leva cachorra cega em escala para ajudá-la a recuperar sua confiança

Foto: Instagram/_roamad_

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Kyle Rohrig sabia que seria arriscado trazer sua cachorra da raça shiba inu de 8 anos, Katana, para a Florida Trail (Trilha da Flórida). A caminhada de 1.100 milhas ja era desafiadora o suficiente para terminar sozinho quem dirá com um cão cego ao lado, seria o maior teste de paciência e perseverança que ele já havia enfrentado.

“Quando trouxe Katana para cá, era para afundar ou nadar, ou tudo ou nada”, disse Rohrig ao The Dodo. “A única pegadinha da aventura é que eu não ia deixá-la afundar jamais”.

Katana já era uma “trilheira” experiente quando começou a perder a visão. Ela e seu pai haviam completado o percurso da Trilha dos Apalaches, de 4.200 km, e estavam no meio de uma caminhada de 2.650 milhas (cerca de 4.300 km) da trlha do Pacific Crest Trail, quando o glaucoma a atingiu e nublou a visão do seu olho esquerdo.

Foto: Instagram/_roamad_

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Os dois foram forçados a deixar o deserto para que Katana pudesse fazer uma cirurgia, mas retornaram, como bons aventureiros, assim que o veterinário a liberou para terminar a trilha juntos.

No entanto, quando Katana perdeu a visão em seu olho direito um pouco menos de dois anos depois, a personalidade da cadelinha sempre confiante mudou. “No começo, ela se tornou muito cautelosa e tímida ao fazer qualquer coisa”, disse Rohrig. “Ela parecia insegura de si mesma”.

Rohrig sabia que Katana poderia memorizar o layout de uma casa e viver o resto de seus dias com conforto, mas ele não queria acreditar que suas aventuras juntos tinham acabado.

Foto: Instagram/_roamad_

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Quando Katana começou a se acostumar com a escuridão, Rohrig formulou um plano para reconstruir a confiança de sua filhota em si mesma e em suas habilidades como “trilheira”.

“Eu estava de olho na trilha da Florida Trail há alguns anos, mas nunca fiz planos oficiais para percorrê-la”, disse Rohrig. “Depois que Katana ficou cega, eu pensei que seria o caminho perfeito, literalmente, para ajudá-la a realmente aceitar suas novas circunstâncias e superá-las”.

“Nós tínhamos ‘comido e dormido’ sua cegueira por meses”, ele acrescentou, “mas lá fora, na trilha, estaríamos respirando também”.

Foto: Instagram/_roamad_

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Rohrig e Katana começaram sua caminhada em 8 de janeiro, no início da trilha em Big Cypress, no Everglades (EUA). Ele calculou que levaria entre dois e três meses para atravessar o estado até o Forte Pickens.

A trilha era praticamente plana – mas é aí que a facilidade acabou. “O clima estava muito úmido, lamacento, cheio de insetos e às vezes tínhamos que atravessar água, lama ou pântano por quilômetros … às vezes cobertos de água ou barro até a cintura”, disse Rohrig. “Foi um ano difícil e úmido para fazer esta trilha.”

Nos 72 dias seguintes, os dois jacarés, cobras, estradas ocupadas, árvores derrubadas e, às vezes, uma trilha que simplesmente desaparecia no crescimento exagerado do mato nas bordas. “A trilha da Flórida foi tão monótona e cansativa quanto esperávamos”, disse Rohrig.

Foto: Instagram/_roamad_

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Katana caminhava sozinha todos os dias – mesmo que fosse só por uma milha ou duas. Sempre que as condições da trilha ficavam muito difíceis, Rohrig colocava Katana nos ombros sobre a mochila e adotava uma postura ágil mesmo com os 21 quilos a mais da filha. A cachorrinha se reclinava nas costas do pai como se estivesse descansando em seu sofá em casa, Rohrig observou: “Foi um ótimo sistema que funcionou incrivelmente bem”.

“Ela amava cada segundo da liberdade da trilha na natureza e explorava novos lugares”, acrescentou Rohrig. “Eu realmente acho que esse é o sonho de todo cachorro.”

Ao todo, Katana caminhou mais de 200 milhas (cerca de 300 km) da trilha ela mesma, enquanto Rohrig a levou nas costas por mais de 800 milhas (em torno de 1.200 km).

Foto: Instagram/_roamad_

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Quando chegaram à fronteira do estado no final de março, Rohrig pôde dizer que a cachorra medrosa com quem ele partiu de casa já não era o mesma que essa cadelinha forte e segura de si, liderando o caminho em direção ao final da jornada.

“Eu não sei exatamente como ela fazia isso, mas ela podia me guiar para baixo na trilha perfeitamente, sem atingir um único obstáculo, enquanto respondia e desviava a cada reviravolta na pista”, disse Rohrig. “Katana passou de cautelosa e tímida para confiante e curiosa”.

A experiência também mudou a vida de Rohrig. “Foi emocionante vê-la se sair tão bem”, disse ele, “como se nada tivesse mudado desde nossos dias nostálgicos, quando começamos a fazer caminhadas de longa distância juntos”.

Agora em casa, Katana está aplicando todas as habilidades que aprendeu em sua aventura em sua vida cotidiana. Ela entra e sai pelas portas de cães para patrulhar o enorme quintal de sua casa, e ela pula pra cima e pra fora do sofá e da cama sem pensar duas vezes.

“Ela não está apenas lidando com suas novas circunstâncias – ela está prosperando, e está evoluindo e ousando onde quer que vá”, disse Rohrig. “Temos muitas outras aventuras planejadas, e vou continuar a levá-la até que ela pare de apreciá-las. Nós dois estamos vivendo o nosso sonho juntos”.

Família de férias encontra três ursos filhotes brincando em seu carro

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

Chad Morris estava no meio de suas férias com a família em Gatlinburg, Tennessee (EUA), quando seus pais de repente começaram a gritar para que ele saísse para fora da cabana alugada onde eles estavam hospedados. Ele correu para fora para ver o motivo de toda aquela comoção e mal pode acreditar nos seus olhos.

Bem ali, na entrada da garagem, havia uma família inteira de ursos – e parecia que eles estavam tentando roubar seu carro.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

“Assim que eu os vi, eles estavam indo para o meu carro e os três filhotes entraram”, disse Morris ao The Dodo.
Enquanto a mamãe urso observava por perto, os três filhotes de urso passaram um bom tempo rolando dentro do carro de Morris, brincando no banco do motorista, inclinando-se pelas janelas e brincando com o que pudessem encontrar dentro do carro.

Os ursos estavam muito conscientes que Morris e seus pais assistiam a cena a uma distância segura, mas não pareciam se importar com a presença deles, e continuaram com a “destruição de propriedade” e “tentativas de roubo de carro”.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

“Eles nos viram em pé ali d o lado, tirando fotos, mas nem pensaram em nos atacar ou se incomodaram com nossa presença”, disse Morris.

Finalmente, quando os filhotes de urso perceberam que o carro não estava indo a lugar algum e haviam explorado suficientemente o veículo todo, eles cuidadosamente saíram do carro escalando seu caminho para fora – e então tentaram invadir o outro carro estacionado na entrada da garagem também.

“Eles se arrastaram para fora das janelas e dois deles se levantaram bem ao lado do carro da minha mãe e do meu pai, tentando entrar, mas as janelas estavam fechadas”, disse Morris. “Depois de mais cinco minutos de caminhada em torno dos carros, eles desceram a montanha juntos, para a floresta”.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

Uma vez que os ursos haviam desaparecido na floresta novamente, Morris rapidamente correu para avaliar o dano, e ficou surpreso ao notar o quão bem seu carro tinha saído depois de ser saqueado por três filhotes de urso indisciplinados.

“Eles rasgaram um pedaço do couro no assento do motorista pelo encosto de cabeça, e deixaram arranhões em alguns pontos no interior”, disse Morris. “Morderam um pouco a embalagem do meu shake de proteína, e a bola de futebol do meu filho tinha marcas de garras nela”.

Na maior parte contudo, o carro estava perfeito, e agora Morris e sua família têm uma história interessante e inusitada em seu repertório sobre a época em que uma família inteira de ursos invadiu suas férias e tentou roubar seus carros