Homens matam ave rara ameaçada de extinção e são espancados por moradores da região

Foto: David Palmer

Foto: David Palmer

A ave morta pertencia a espécie tetraz-grande e segundo a polícia de Titisee-Neusdart, o vilarejo na Floresta Negra onde o incidente ocorreu, ela foi morta com uma garrafa por dois homens bêbados que retornavam para casa depois de assistirem a um festival de música.

Após serem questionados, os dois homens, disseram que estavam apenas se defendendo da ave os teria atacado. O tetraz-grande tem aproximadamente o tamanho de uma galinha grande.

Christian Sütfeld, guarda florestal voluntário responsável pela área de Feldberg da Floreste Negra, acredita que embora a ave possa ter investido contra os dois rapazes, ela não representaria um perigo real para eles.

Segundo o guarda florestal o tetraz-grande, assim como o cisne, é territorialista, e protege o local onde vive: “Se os rapazes tivesse se afastado, nada teria acontecido, ele não são uma ameaça”, explica ele.

A população da espécie, considerada ameaçada de extinção na Alemanha, vem diminuindo rapidamente tanto pela perda de habitat como pela ação de caçadores e do stress natural causado na ave quando em contato com humanos.

Ainda existem cerca de mil casais de tetrazes-grandes na Alemanha, espalhadas por uma área grande demais para poder garantir a continuidade natural da população. A maior concentração delas é na Floresta Negra, onde ainda se encontram algumas centenas delas.

O guarda florestal foi chamado ao local do incidentes para examinar o corpo da ave, ele disse que o tetraz foi espancado com força. “Havia penas faltando de seu peito e pescoço”, explicou. A causa da morte foi pescoço quebrado.

O guarda acrescentou ainda que os dois rapazes, que tem 20 e 22 anos e não foram identificados, filmaram o enfrentamento com o tetraz.

Alguns moradores locais, cerca de 10 pessoas, que assistiram a morte da ave de longe avançaram sobre os rapazes e deram socos e pontapés nos assassinos do tetraz, chamando a polícia e segurando-os até a chegada das autoridades.

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Galos explorados em rinha são mortos na Bahia após decisão judicial

Galos resgatados após serem explorados em uma rinha em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram mortos na sexta-feira (9). Noventa aves tiveram suas vidas tiradas por determinação da Justiça. Eles foram resgatados no dia 26 de julho e desde então estavam sendo mantidos no antigo pátio da delegacia do município.

A autorização para matá-los foi solicitada sob a justificativa de que não havia condição de mantê-los no pátio. Apesar de existir a possibilidade de buscar lares para eles, inclusive em santuários, optou-se por retirar deles o direito à vida.

Foto: Blogbraga

O juiz Flávio Ferrari justificou que tentou de várias formas evitar que os galos fossem mortos, mas que órgãos como o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocá-los. As informações são do G1.

O Ministério Público havia solicitado que os animais fossem levados para uma comunidade terapêutica da cidade para que eles fossem mortos e consumidos no local. No entanto, um parecer técnico apresentado por um veterinário concluiu que isso não poderia ser feito porque a carne dos animais não estava apta para consumo devido ao estresse continuado, traumas, ferimentos e procedimentos veterinários inapropriados aos quais eles foram submetidos e os hormônios que receberam. Todo esse sofrimento, porém, não impediu que a Justiça impedisse que esses animais tivessem um final feliz. Na decisão judicial, foi usada o argumento injustificável de que os galos não poderiam ser doados para ONGs porque foram treinados para matar.

O delegado Leonardo Mendes, titular da delegacia do município, afirmou inicialmente que cerca de 200 galos foram resgatados na ação policial. No entanto, posteriormente o delegado Rivaldo Luz, coordenador da Polícia Civil na região disse que não se sabe o número exato de animais.

Foto: Blogbraga

Outros galos resgatados na ação foram entregues para ONGs. Não há informações, porém, da quantidade de aves salvas.

No dia do resgate, cerca de 150 pessoas foram presas na rinha. Os policiais apreenderam R$ 30 mil no local, além de biqueiras de metal, esporas e medicamentos para os animais – como anti-inflamatórios e hormônios injetáveis.

Os tutores dos galos e o dono da rinha respondem em liberdade por abuso e maus-tratos contra animais.


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Hotel de luxo abandona o uso de foie gras por razões éticas

Foto: PETA

Foto: PETA

Um hotel de luxo em Bath abandonou o foie gras após anos de campanha da ONG vegana Viva !.

Em 2011, a Viva! liderou uma campanha bem-sucedida em parceria com a Bath & North East Somerset Council para proibir a venda de foie-gras em todos os pontos de venda registrados pelo conselho em todo o distrito.

O Gainsborough Bath Spa adotou essa política agora, retirando o controverso alimento de seu cardápio.

Foie Gras

O foie gras é condenado no mundo todo devido ao seu método desumano de produção. Gansos e patos são alimentados à força, fazendo com que seus fígados inchem até 10 vezes o tamanho normal e depois são mortos.

De acordo com Viva!, isso prejudica a função dos órgãos, restringe o fluxo sanguíneo e dificulta a respiração das aves.

Foto: Woodstock Sanctuary

Foto: Woodstock Sanctuary

A produção de foie gras foi proibida em vários países – incluindo a República Checa, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Turquia e Reino Unido, mas os varejistas ainda podem importá-lo da França, onde cerca de 75% do foie gras do mundo é produzido.

”Emocionados”

“Nossa campanha de sucesso para proibir a venda de foie gras nos restaurantes em Bath, apoiada pelo vereador Paul Crossley, foi muito bem recebida pelos estabelecimentos locais e pelo público. E por isso estamos muito satisfeitos com o The Gainsborough – um hotel que pretende estabelecer o padrão ouro para hotéis de luxo – estendeu esta proibição ao seu menu, “Viva! O gerente de campanhas, Lex Rigby, disse em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Dado que a produção de foie gras é proibida no Reino Unido devido à prática desumana de alimentação forçada, a ideia de que o foie gras é um item de luxo é uma piada de mau gosto. Esperamos que este compromisso seja um precedente para outros hotéis não apenas em Bath, mas em todo o Reino Unido e no mundo”.

“Esta vitória não poderia ter acontecido sem o compromisso e vigilância contínuos do Conselho de Bath & North East Somerset e estamos orgulhosos de trabalhar com eles nesta questão. Há ainda mais trabalho a ser feito até que esta indústria cruel chegue ao fim, é um lembrete oportuno para todos os fornecedores em Bath e esperamos ver um compromisso mais amplo do setor de hospitalidade “.

O Conselheiro Dine Romero, líder do conselho de Bath & North East Somerset, acrescentou: “Saudamos intensamente a decisão sensata do Gainsborough de remover o foie gras de seu cardápio. O conselho simplesmente não pode apoiar a venda de alimentos que envolvam tal crueldade em sua produção”.

“Simplesmente bárbaro”

“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages (Gaiolas Abertas, na tradução livre), em comunicado enviado ao Plant Based News.

“Estamos absolutamente entusiasmados em ver as empresas optarem por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos ou abandonarem o uso de foie gras em seus cardápios. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”

A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.

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Hospital veterinário de universidade registra aumento de animais baleados no DF

O Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) registrou um aumento no número de animais baleados no Distrito Federal e no seu entorno. Cinco aves e um macaco foram resgatados nos últimos 30 dias após serem atingidos por projéteis de chumbo. Deles, apenas um tucano e um carcará sobreviveu.

Todos os animais, encontrados em áreas urbanas de Taguatinga, Cidade Ocidental (GO) e Valparaíso (GO), estavam com membros fraturados. “Foram dois carcarás, um papagaio-galego, um falcão quiriquiri, um tucano e um sagui-de-tufos-pretos”, explicou a médica veterinária Júlia Vieira Herter, residente em clínica e cirurgia de animais silvestres.

Foto: Arquivo Pessoal

No caso do tucano, que sobreviveu, um projétil de chumbo ficou alojado em sua cabeça. Outro sobrevivente, o carcará aguarda cirurgia para remoção de parte da asa, alvejada por um tiro. As informações são do portal Metrópoles.

“É possível encontrar esses animais em propriedades particulares, na área urbana. Não acho que alguém cace os animais para comer, então só consigo imaginar que o pretexto é diversão”, lamentou Júlia. Ela disse ainda que outros casos com indícios de caça chegaram ao hospital, mas que a instituição ainda não compilou os dados.

Em junho, moradores de Águas Claras denunciaram um caso em que patos e gansos do parque ecológico da região administrativa foram mortos. Na época, a superintendente de Unidade de Conservação do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti, levantou a hipótese de que pessoas mataram os animais após pular o muro do local. Segundo ela, o caso foi pontual e seria investigado pela polícia ambiental.

A caça e a manutenção de animais silvestres em cativeiro é proibida por uma lei de 2007. Caçadores podem ser punidos com multas e processo judicial por maus-tratos.

O Hospital Veterinário da UnB pede que a população denuncie a caça de animais silvestres através da ouvidoria do governo, no número 162, ou pelo número 197, da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema).


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Homem é multado em R$ 64 mil por cativeiro de 26 aves, duas ameaçadas de extinção

Uma ação conjunta entre policiais e fiscais ambientais do Mato Grosso do Sul, realizada na quinta-feira (8), resultou no resgate de 26 pássaros, sendo dois da espécie bicudo-verdadeiro, que está ameaçada de extinção. Os agentes apreenderam gaiolas e alçapões, usados na captura das aves, e multaram o criador dos animais em R$ 64 mil. O caso aconteceu em uma fazenda na cidade de Pedro Gomes.

Foto: Reprodução/Campo Grande News

A Polícia Militar Ambiental soube da situação após uma denúncia anônima indicar que havia aves silvestres engaioladas na propriedade rural. Foram encontrados três aves da espécie canário-belga, isentos de controle ambiental, conforme legislação, um papagaio, dois canários-da-terra, 11 bicudos-verdadeiros e 15 curiós. Apenas as aves das duas últimas espécies tinham anilhas.

Ao investigar o caso, os agentes descobriram que o criador tinha autorização para ter aves, mas que cometeu irregularidades administrativas e crime ambiental. Dentre as infrações, está o fato de que o alvará que ele possuía era para a cidade de Sonora e, por isso, os pássaros não poderiam estar em outro município. As informações são do portal Campo Grande News

“Havia animais sem anilhas, indicando que o criador fazia captura [o que é proibido] e, inclusive, foram encontrados alçapões”, informa a PMA na nota divulgada.

O homem tem 47 anos e não estava no local no momento da fiscalização. No entanto, ele foi identificado pela companheira e responderá por crime ambiental, além de ter sido multado.

A multa, de R$ 64 mil, foi aplicada nesse valor porque manter animais ameaçados de extinção em cativeiro é um agravante. Além disso, aprisionar papagaios também aumenta o valor da penalidade, porque o animal integra as espécies que são protegidas por uma convenção internacional.

As aves foram levadas para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande.


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Gansos são pendurados pelas pernas têm as cabeças arrancadas em festival espanhol

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Um festival espanhol, no qual homens montados em cavalos se lançam em direção a gansos pendurados e depois arrancam suas cabeças enquanto crianças assistem a tudo, tem sido ferozmente criticado e classificado como um espetáculo bárbaro e cruel.

Imagens da cidade de Carpio de Tajo, perto de Toledo, no centro da Espanha, mostram os animais suspensos de cabeça para baixo ao longo de uma trilha de fios.

Homens montados em cavalos se aproximam e agarram seus pescoços, puxando suas cabeças, enquanto uma multidão aplaude o ato cruel.

No passado, gansos vivos foram usados e, embora os gansos já tenham sido mortos de antemão, ativistas disseram que ainda é um desperdício grotesco de vida.

Um vídeo da aldeia perto de Toledo mostra dezenas de pessoas desfrutando de um dia nas festividades com bandeiras cobrindo sacadas e balançando no ar.

Um grupo de homens amarra um ganso em uma corda pendurada sobre uma estrada antes que um homem a cavalo se aproxime e tente arrancar sua cabeça.

O primeiro homem arranca a cabeça com sucesso e a entrega rapidamente a outra pessoa que está carregando uma bolsa azul para colocar as partes do corpo dos animais.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Outros concorrentes não conseguem arrancar as cabeças de uma só vez, fazendo as multidões suspirarem.

Dezenas de crianças pequenas são vistas assistindo ao evento com algumas delas muito próximas das aves decapitadas.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse: “Isso começou como uma maneira de treinar os militares com cavalos e dar-lhes a habilidade de usar suas mãos quando montados em cavalos”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Agora, quando se trata de festividades de santo padroeiro, eles competem para ver quantas cabeças cada um deles pode obter.

Este tipo de tradição ensina aos nossos filhos que, para fins de diversão, a exploração de outros seres é totalmente justificada, anulando completamente sua empatia e responsabilidade em relação a outras espécies.

“Não se trata apenas da morte absurda desses pobres gansos, mas também de uma visão violenta e destrutiva da vida”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Então, estamos fazendo campanha e pedindo ao presidente desta região da Espanha para proibir isso por ser tão bárbaro”.

Carmen Ibarlucea, da ONG Tortura Não É Cultura, disse que dezenas de milhares de pessoas pediram às autoridades que acabem com o evento selvagem, e que mais se juntam a elas todos os anos.

“Em 2016, 80 mil pessoas pediram o fim desse espetáculo dantesco que ensina as crianças a usar a morte como meio de diversão”, disse ela.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Em 2017, foram entregues 135 mil assinaturas, mas as autoridades ainda não fazem nada.

“Às vezes parece que ainda vivemos na Idade Média, mas, de nossa parte, continuaremos trazendo esses espetáculos à luz, convidando à reflexão e exigindo o fim deles”.

Aqueles que se opõem à tradição cruel são convidados a enviar uma mensagem ao presidente da região de Castela-Mancha e pedir-lhe para acabar com a violência por meio do seu site.

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Seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a biodiversidade de aves da Nova Zelândia

Por Rafaela Damasceno

Há cerca de 700 anos, a Nova Zelândia era uma terra de pássaros. Agora, cientistas que estudam a biodiversidade do país chegaram à conclusão de que levaria 50 milhões de anos para recuperar a diversidade de aves presentes na região antes dos seres humanos interferirem no local.

O pássaro kiwi

Foto: Lakeview Images/Shutterstock

“O fato de que uma quantidade enorme de tempo evolutivo se perdeu realmente coloca sob perspectiva o impacto que os seres humanos causaram em sistemas isolados naturais”, afirmou o biólogo Luis Valente, que liderou a pesquisa.

Separada dos outros países, a Nova Zelândia se manteve isolada por muito tempo. Seus pássaros puderam então evoluir em uma variedade de aves que não podem ser encontradas em nenhum outro local do planeta. Infelizmente, eles não eram imunes à caça: depois que os seres humanos chegaram à região, quase metade das espécies foram extintas.

Para descobrir ao todo quanta biodiversidade se perdeu após a interferência humana, os pesquisadores coletaram dados já existentes em outras pesquisas. Depois que a equipe estudou todos os materiais e compilou os dados, colocou o resultado em um novo sistema computacional que estima o quão rápido as espécies evoluem e morrem.

O modelo revelou que seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a natureza que a interferência humana prejudicou. Apesar de ter uma ideia do quanto de vida havia se perdido, os cientistas se chocaram com o número. “O impacto foi muito mais profundo do que prevíamos”, declarou Valente.

Levaria 10 milhões de anos para recuperar as aves em extinção atualmente se elas desaparecessem por completo. “Alguns pensam que se você deixar a natureza sozinha, eventualmente ela irá se recuperar dos impactos humanos. Mostramos que essa recuperação seria incrivelmente lenta”, disse o biólogo.

Ele espera que as práticas de conservação que a Nova Zelândia está tentando agora sejam capazes de impedir que outras espécies entrem em extinção e evitar que outros 10 milhões de anos de história evolutiva se percam.


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Casal de mergulhões adota patinho órfão

Por Rafaela Damasceno

Pesquisadores do The Loon Project (Projeto Mergulhão) foram até a cidade Long Lake, em Wisconsin, Estados Unidos, para observar os pássaros na água. Foi então que viram uma cena peculiar: uma fêmea mergulhão, ave aquática, nadando com um patinho em suas costas.

O patinho em cima do mergulhão

Foto: The Loon Project

Nenhum dos pesquisadores conheciam casos parecidos com este, mas conseguiram investigar e descobrir um pouco da história da família improvável.

Um casal de mergulhões teve seu próprio filhote, que infelizmente faleceu em pouco tempo. Com os instintos paternos fortes, o casal queria desesperadamente alguém para cuidar – foi então que encontraram o pequeno patinho órfão, e decidiram criá-lo como se fosse seu bebê biológico.

Patos costumam se apegar à primeira figura paternal que encontram, então o filhote não ofereceu nenhuma objeção ao ser adotado – pelo contrário, ele alegremente aceitou se tornar parte da nova família.

“Essa descoberta foi muito emocionante”, declarou Walter Piper, chefe do The Loon Project, ao The Dodo. “Este caso nos permite analisar a flexibilidade do comportamento dos mergulhões e do patinho”, explicou.

Os filhotes de mergulhões e os filhotes de patos são criados de maneiras completamente diferentes, mas o patinho não demonstra se importar em se adaptar às atitudes de seus pais. Ele aprendeu a mergulhar até o fundo do lago em busca de comida, comportamento que a maioria de sua espécie não possui.  Os mergulhões e patos também se alimentam de comidas diferentes, mas ele parece estar feliz em se adaptar.

Os pesquisadores não sabem dizer se, ao crescer, ele permanecerá com os mergulhões ou se juntará aos de sua própria espécie. Por enquanto, eles apenas analisam o quanto a adoção mostra que a natureza é incrível, e permanecem animados com a perspectiva de continuar a analisar a família.


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Prefeitura de Vilhena (RO) resgata corujas raramente encontradas na região

Seis filhotes de coruja da espécie suindara, conhecida popularmente como coruja-das-torres ou coruja-de-igreja, foram encontrados dentro de uma caixa d’água na área rural da cidade de Vilhena, em Rondônia. A espécie é considerada rara na região.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

As aves estão sob os cuidados do veterinário Luiz Gustavo, da Secretaria de Meio Ambiente. Elas foram encontradas após a caixa d’água ser levada para a cidade para manutenção. Quando o objeto foi aberto, os responsáveis pela limpeza se depararam com as duas ninhadas de corujas.

A suindara, quando adulta, é conhecida por ter um disco facial em forma de coração. De beleza exuberante, as corujas chamam atenção por onde passam. Os filhotes resgatados devem crescer até 35 centímetros. As informações são do portal G1.

De acordo com o biólogo Thiago Baldine, quando estiverem preparadas para a soltura, as corujas serão devolvidas à natureza.

Animais silvestres só devem ser resgatados se estiverem em situação de risco e o resgate só deve ser feito por equipe especializada. Ao encontrar animais precisando de ajuda, deve-se acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar Ambiental.


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Tucanos são encontrados mortos e suspeita é de eletrocussão em rede elétrica

Dois tucanos foram encontrados mortos na quarta-feira (31) em Lajeado, no Rio Grande do Sul. Os animais silvestres foram localizados por um homem que limpava o muro de uma casa no bairro Americano, onde o caso aconteceu.

Foto: Reprodução/Grupo Independente.

“Ouvi um estrondo e depois as aves caindo no chão”, disse o homem  ao Grupo Independente.

Após o proprietário do imóvel avisar a prefeitura sobre o caso, os corpos das aves foram retirados do local e levados para a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), que depois os encaminhou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Diretor do CCZ, Renan Augusto Mallmann acredita que as aves estivessem em fase de acasalamento. A presença de tucanos na região, que fica nas proximidades do Parque Engenho, é frequente.

O local é abastecido pela concessionária de energia elétrica RGE, que informou que está apurando o caso.

Devido às circunstâncias da morte dos animais, o homem que viu as aves caindo ao chão e o secretário de Meio Ambiente, Luis André Benoitt, suspeitam que a causa da morte tenha sido um choque elétrico.


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