Última fazenda de foie gras da Ucrânia é desativada

Foto: Farm Sanctuary

Foto: Farm Sanctuary

A última fazenda de foie gras da Ucrânia será oficialmente desativada, uma vez que na prática já não opera mais, após o lançamento de uma exposição da organização de proteção animal Open Cages.

A investigação, que foi publicada em abril deste ano, contou com filmagens (abaixo) feitas por um trabalhador disfarçado usando uma câmera secreta na fazenda operada pelo produtor de aves MHP.

A filmagem foi vista milhões de vezes nas mídias sociais em todo o mundo, e levou inúmeros restaurantes no Reino Unido a prometer abandonar o foie gras.

Condições

De acordo com a Open Cages, as condições documentadas incluem “pássaros sendo jogados violentamente do caminhão em gaiolas, tubos de alimentação de metal lubrificados com óleo de motor sendo empurrados garganta abaixo das aves para enchê-los de comida e gansos machucados e mortos sendo deixados para sofrer ou apodrecer em pilhas”.

A organização acrescenta que a alimentação forçada é uma prática padrão na maioria das fazendas de foie gras para encher de gordura os fígados dos animais, de modo que eles aumentem até dez vezes o tamanho normal e as aves fiquem doentes.

Inconsistente

“A MHP, controladora de um importante grupo agroindustrial internacional com sede na Ucrânia, anuncia hoje sua decisão de suspender a produção de carne de ganso e foie gras em sua fazenda de aves Snyatynska até o início de setembro de 2019″, informou a empresa em um comunicado numa declaração oficial.

“Os ativos da fazenda, que representam menos de 0,5% dos ativos do Grupo MHP, estão sendo oferecidos à venda. A MHP acredita que a produção de foie gras não é consistente com a estratégia e a política da empresa de ser líder global em E&S e bem-estar animal”.

“Simplesmente bárbaro”

“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages, em comunicado enviado ao Plant Based News.

“Estamos absolutamente entusiasmados em ver esta empresa optar por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”

A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.

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Milhares de galinhas morrem de calor presas em galpões de aço superlotados e mal ventilados

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

Milhares de galinhas morreram de calor, presos em locais pouco ventilados, super lotados e insalubres, em uma granja durante o dia mais quente da Grã-Bretanha na semana passada.

As aves morreram em galpões de ferro na fazenda Moy Park, em Newton on Trent, Lincolnshire, na Inglaterra, na quinta-feira, quando a temperatura chegou a 38,7°C.

Até o momento é desconhecido o motivo das aves terem sido deixadas para morrer e se uma máquina de ar condicionado não teria conseguido regular o calor dentro dos galpões.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

A Moy Park, com sede na Irlanda do Norte, é uma grande fornecedora de grandes supermercados, incluindo a Tesco, a Sainsbury’s e o serviço de entrega de alta qualidade Ocado.

A fazenda se descreve como a “Empresa Alimentar Europeia de Escolha” e foi até mesmo premiada com uma certificação de gestão ambiental em setembro.

Embora o ideal seria que nenhum animal fosse submetido a qualquer exploração, seja por seu corpo, ou pelos produtos derivados dele, como esse ambiente ideal está longe de acontecer, foram criados “selos padrões” que teoricamente atestam que um animal não foi “abusado” enquanto nas instalações dessas fazendas industriais.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

As fazendas da Moy Park são endossadas pelo esquema de padrões alimentares Red Tractor, que afirma que seus membros fornecem alimentos que são “cultivados com cuidado” e “produzidos com responsabilidade”.

No entanto, a Red Tractor admitiu anteriormente que havia encontrado “violações de normas” em algumas fazendas de Moy Park, depois que ativistas dos direitos animais disfarçados gravaram secretamente imagens de galinhas que viviam em condições terríveis.

O vídeo da Animal Equality UK mostra filhotes de galinha apodrecendo no chão das unidades agrícolas intensivas por dias, com muitas galinhas sofrendo lesões nas pernas e incapazes de ficar em pé.

Na semana passada, trabalhadores da granja de Lincolnshire pareciam reunir as galinhas mortas em pilhas, transportando-as em grandes carrinhos de mão.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

Os trabalhadores do local até passaram dias tirando os animais mortos da fazenda, disse um funcionário ao site de notícias local The Lincolnite.

O ativista pelos direitos animais Mike Bushby escreveu online: “Essas galinhas (milhares delas) morreram durante a onda de calor [de quinta-feira]. Você pode imaginar o quanto eles sofreram?”

Um porta-voz da Moy Park disse ao MailOnline: “As altas temperaturas recentes têm sido muito desafiadoras para muitos dos setores de agricultura e avicultura.

“Estamos trabalhando de perto com nossos parceiros agrícolas para monitorar a situação e implementamos procedimentos para ajudar a proteger as aves contra o calor extremo”.

Abusos em fazendas de criação

Galinhas lutam para andar, respirar e recorrem ao canibalismo em fazendas de criação

Imagens angustiantes divulgadas na segunda feira última, 13 de maio, mostram galinhas sofrendo maus-tratos, vivendo em condições desumanas, em ambientes super lotados e sujos, doentes e famintas, comendo umas as outras em fazendas de criação fornecedoras de grandes mercados.

Vídeos e fotos mostram as aves feridas e aflitas vivendo em condições precárias nos locais usados para criação em larga escala que ficam em Northamptonshire (Inglaterra), e que servem alguns dos principais supermercados do Reino Unido.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

A filmagem foi divulgada pela ONG Animal Equality, que afirma que os trabalhadores podem ser vistos quebrando os pescoços das aves e deixando-as para morrer por vários minutos jogadas no chão.

O grupo também alega que as aves foram deixadas para morrer, agonizantes antes de serem bicadas e comidas por outras galinhas além de terem sido chutadas e pisadas por trabalhadores agrícolas da fazenda.

Imagens divulgadas pela ONG mostram as galinhas com as pernas abertas e batendo as asas em aflição.

As filmagens foram gravadas nas fazendas Evenley, Pimlico e Helmdon, em Northamptonshire, todas certificadas pela Red Tractor (selo de bem-estar animal) e administradas pela Avara Foods.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

Investigadores dizem que encontraram sacolas cheias de galinhas mortas em uma das três fazendas durante visitas de janeiro a março, após uma denúncia.

A Animal Equity afirma que dezenas de pássaros desmoronaram sob o peso de seus “corpos anormalmente grandes” e não conseguiam nem ficar em pé, batendo as asas freneticamente em uma tentativa desesperada de se levantar.

Segundo a ONG, as aves mortas ficavam apodrecendo entre as vivas, levando as galinhas ao canibalismo em pelo menos uma das fazendas, enquanto os pássaros que já estavam morrendo eram jogados em uma pilha e deixados para sofrer por horas enquanto os funcionários limpavam o galpão para realizar mais mortes.

A ONG também disse que os trabalhadores estavam “violentamente quebrando os pescoços das aves e deixando-os a convulsionar em meio às demais”.

Pode-se ver pelo vídeo outras aves morrendo jogadas em uma pilha, deixados para sofrer por horas enquanto os trabalhadores limpavam o galpão.

O grupo também alega que funcionários estavam deliberadamente chutando e pisando em algumas galinhas repetidamente.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

Um gerente de campanha pelo bem-estar animal da Woodhurst World Animal Protection disse: ‘Infelizmente, este material perturbador é típico das baixas práticas de bem-estar em muitas fazendas industriais onde galinhas são amontoadas e tratadas de maneira tão cruel que seus corações, pernas e pulmões mal conseguem aguentar a pressão.

“Algumas morrem antes de serem assassinadas pelos funcionários das fazendas devido a exaustão ou insuficiência cardíaca”.

“Ao adotar uma alimentação vegana e abrir mão da carne, as pessoas podem ajudar a terminar com o sofrimento desses animais”, disse o ativista.

Após a liberação no vídeo a Agência de Saúde Animal e Vegetal (APHA) do país realizou uma inspeção ao local sem aviso prévio. O órgão público relatou estar satisfeito com a saúde e o bem-estar das aves.

Enquanto a mentalidade especista de objetificação dos animais persistir, o sofrimento animal continuará. Galinhas são seres sencientes, extremamente inteligentes, capazes de realizar até operações matemáticas segundo cientistas, quem dirá compreender o que se assa ao seu redor.

Submetê-las a esse sofrimento é uma violência psicológica e física da qual a humanidade deve se envergonhar e eliminar o quanto antes.

Ao alimentar-se de forma vegana deixamos de alimentar essa indústria cruel e assassina.

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Mais de 100 papagaios-do-mar são mortos por caçadores de troféu em cada viagem de caça à Islândia

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Caçadores de troféus britânicos estão migrando para a Islândia para atirar e matar papagaios-do-mar em viagens de caça – depois da matança os corpos das aves são trazidos de volta com seus assassinos para “enfeitar” suas casas.

As viagens de caça ao pacífico país nórdico estão sendo vendidas por 3.000 libras (cerca de 3.600 dólares) por pacote, apesar de os papagaios-do-mar terem sido classificados como uma espécie vulnerável pela IUCN no ano passado.

Em uma tentativa de chamar a atenção do público, a Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu) publicou fotos dos caçadores posando com dezenas de seus troféus sem vida.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

O grupo também fez um apelo a Theresa Villiers, a nova secretária do Meio Ambiente, para proibir a importação de papagaios-do-mar caçados, informa o jornal Metro.

O porta-voz da campanha, Eduardo Gonçalves, instou o governo a impor uma moratória “antes que seja tarde demais”.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Ele acrescentou: “Os papagaios-do-mar são uma das aves mais amadas do mundo. As pessoas viajam milhares de quilômetros apenas para fotografá-las. Agora, parece que os caçadores de troféus estão viajando pelo mundo para matá-las também.

“Os cientistas dizem que estão em sérios apuros. As populações estão caindo, e muito menos aves estão chegando às costas da Grã-Bretanha. A última coisa que eles precisam é que os caçadores de troféus atirem neles em grande número apenas por diversão.”

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Gonçalves também pediu à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) que classifique os papagaios-do-mar como espécie protegida em sua conferência no próximo mês (espécie já esta classificada como vulnerável).

A população de papagaios-do-mar islandeses despencou de sete milhões para 5,4 milhões em uma década.

E a Fair Isle, nas Ilhas Shetlands, viu sua população de pássaros icônicos cair pela metade – de 20mil para 10 mil – nos últimos 30 anos.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Quase 600 mil papagaios-do-mar vivem no Reino Unido, representando aproximadamente um décimo da população mundial.

Sir Roger Gale, o presidente da Conservative Animal Welfare Foundation, criticou a caça aos papagaios, descrevendo-a como “abominável”.

Ele disse ao Telegraph: “Eu não acredito em caça de troféus para qualquer espécie. Eu não acho que haja qualquer desculpa para isso”.

“Acredito que há muito mais turismo a ser gerado pela preservação e conservação dessas belas e únicas aves do que por matar os papagaios-do-mar.”

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Macacos transportados em ônibus são salvos após choro de um deles alertar a polícia

Três filhos de macaco-prego foram resgatados pela Polícia Rodoviária após o choro de um deles alertar os agentes. Os animais eram transportados em um ônibus, no qual estavam também 143 aves, sendo 126 pássaros-curiós, dez pássaros-preto e sete patativas. O crime ambiental foi descoberto durante uma ação de fiscalização. O ônibus foi parado pelos policiais na base da corporação em Santa Rita do Passa Quatro (SP), no domingo (28).

Foto: Reprodução/EPTV

Os macacos estavam confinados em uma caixa de madeira embaixo de um dos bancos de passageiro do ônibus. As aves foram colocadas em gaiolas de madeira apertadas e improvisadas. Todos os animais foram encontrados em condições de maus-tratos. As informações são do G1.

Um homem foi detido durante a operação e recebeu uma multa, aplicada pela Polícia Ambiental, de R$ 542,5 mil por maus-tratos e transporte ilegal de animais silvestres.

O ônibus saiu de São Luís, no Maranhão, com destino a São Paulo e foi parado na Rodovia Anhanguera (SP-330) durante a operação “Ônibus Pontual”. O homem que foi detido já era procurado por crime ambiental. Ele foi levado para a delegacia de Porto Ferreira e, após prestar depoimento, ficou preso no Centro de Triagem de São Carlos.

Os macacos foram levados para a base da Polícia Ambiental em São Carlos para passar por avaliação veterinária. Já as aves puderam retornar à liberdade e foram soltas no Parque Estadual de Porto Ferreira.

Foto: Felipe Lazzarotto/EPTV


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Espécies de aves e animais selvagens lutam para sobreviver às mudanças climáticas

Foto: Bernardo Castelein

Foto: Bernardo Castelein

Algumas espécies de animais não são capazes de se adaptar com a rapidez suficiente para sobreviver em seus habitats naturais alterados pela mudança climática, dizem os cientistas.

Populações de corças (Capreolus capreolus), corvos (Corvidae), pardais canoros (Melospiza melodia) e do airo ou aral-comum (Uria aalge) estavam entre os que o estudo revelou estardem em risco.

Embora algumas espécies possam se adaptar em resposta às altas temperaturas globais, isso pode estar acontecendo tão rapidamente que existe o risco de resultar no declínio de algumas espécies.

Enquanto alguns animais podem responder se reproduzindo mais cedo no ano, quando é mais frio, o efeito de ajustamento à mudança climática não é totalmente conhecido e pode significar destruição para algumas espécies.

Algumas mudanças adotadas pelas criaturas estão até mesmo tornando-as menos adaptadas aos novos ambientes, dizem os cientistas.

A meta-análise sugere que este é um momento histórico dos eventos do ciclo de vida das espécies, ou fenologia, como a migração e a reprodução é incompatível com o clima atual.

Os cientistas dizem que os animais podem reagir alterando sua fenologia, mas somente se houver variação genética suficiente em seu comportamento ou desenvolvimento.

Foto: Shutterstock/Vlasto Opatovsky

Foto: Shutterstock/Vlasto Opatovsky

A equipe revisou 10.090 resumos científicos e extraiu dados de 71 estudos publicados que representaram 17 espécies em 13 países, para avaliar as respostas dos animais às mudanças climáticas, com foco especial nas aves.

O principal autor do estudo, Viktoriia Radchuk, do Instituto Leibniz de Pesquisa sobre Zoologia e Vida Selvagem (IZW) na Alemanha, disse: “Nossa pesquisa se concentrou em aves porque os dados completos sobre outros grupos eram escassos”.

“Nós demonstramos que em regiões temperadas, as temperaturas crescentes estão associadas com a mudança do tempo dos eventos biológicos para datas anteriores (antecipação).”

O co-autor Steven Beissinger, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, acrescentou: “Isso sugere que as espécies podem permanecer em seu habitat (mais quente que o anormal), desde que elas mudem rápido o suficiente para lidar com as mudanças climáticas”.

No entanto, o autor sênior do estudo, Alexandre Courtiol, também de Leibniz-IZW, disse: “É improvável que isso aconteça porque mesmo as populações que estão passando por mudanças adaptativas o fazem num ritmo que não garante sua persistência”.

Os cientistas disseram que foi uma preocupação majoritária que os dados analisados incluíssem espécies predominantemente comuns e abundantes.

Sabe-se que estas espécies, european pied flycatcher (Ficedula hypoleuca), e o eusarian megpie (pica-pica) lidam relativamente bem com a mudança climática.

Respostas adaptativas entre espécies raras ou ameaçadas continuam a ser analisadas.

“Nós tememos que as previsões de persistência da população para essas espécies de conservação sejam ainda mais pessimistas”, concluiu Stephanie Kramer-Schadt, da Leibniz-IZW.

Os pesquisadores esperam que sua análise e os conjuntos de dados reunidos estimulem a pesquisa sobre a resiliência das populações de animais diante da mudança global.

Eles ainda esperam que isso contribua para uma melhor estrutura preditiva para auxiliar futuras ações de manejo de conservação.

Os resultados foram publicados na revista Nature Communications.

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Mercado de venda de animais selvagens aumenta no Facebook e Instagram

Filhote de leão resgatado pelas autoridades de proteção à vida selvagem que estava a caminho do Reino Unido, vindo de Bangladesh | Foto: Interpol

Filhote de leão resgatado pelas autoridades de proteção à vida selvagem que estava a caminho do Reino Unido, vindo de Bangladesh | Foto: Interpol

Redes sociais e mercados on-line há muito são centros de todo tipo de atividades ilegais, incluindo tráfico de animais. Os contrabandistas usam as plataformas como outdoors digitais, geralmente compartilhando fotos e vídeos para os usuários do mundo todo.

No Facebook e no Instagram, é comum que os vendedores publiquem seus números de WhatsApp ou do WeChat junto com seus produtos, um sinal para os possíveis compradores se conectarem em um fórum mais privado.

De orangotangos e leopardos a opiáceos e antiguidades raras do Oriente Médio, se algo puder ser vendido ilegalmente, dizem os pesquisadores, é provável que seja vendido em algum lugar no Facebook ou no Instagram.

“Se houvesse os T-Rexes vivos, eles os venderiam”, disse Patricia Tricorache, diretora assistente do Cheetah Conservation Fund.

Policiais chilenos com um periquito de bico fino resgatado de traficantes em junho | Foto: Interpol

Policiais chilenos com um periquito de bico fino resgatado de traficantes em junho | Foto: Interpol

Como o Facebook permite a mudança para comunicações mais pessoais e atividades em grupo privado, a sitação piora. Isso está dando aos defensores dos animais uma sensação de urgência em fazer com que a rede social reprima o comércio do mercado paralelo de animais antes que se torne mais difícil rastreá-lo.

“Estamos no meio de uma grande tempestade sobre o que as mídias sociais devem ser responsáveis em suas plataformas”, disse Tim Mackey, professor da escola de ciências da saúde da UC San Diego. “Animais estão morrendo na natureza e suas plataformas estão sendo usadas para facilitar o tráfico.”

Mackey passou grande parte do ano passado estudando o comércio de produtos ilegais no Facebook e no Instagram e recentemente publicou um artigo sobre vendas de drogas no Instagram. Agora ele está pesquisando a venda de partes de animais selvagens – como chifres de rinoceronte e tartarugas em extinção – específicos para compradores e vendedores chineses.

“Parece que este não é um espaço que o Facebook tem policiado muito”, disse ele.

Dados precisos sobre o tráfico são escassos, dada a natureza sigilosa dos negócios, e grupos privados no Facebook tornam ainda mais difícil quantificá-los. A Operation Dragon, um esforço de dois anos da WJC que foi destacado pela National Geographic em 2018 e incluía tartaruga malaia, encontrou mais de 20 mil tartarugas marinhas e terrestres à venda, valendo mais de 3,2 milhões de dólares.

“Notou-se que nas plataformas de mídia social como o Facebook havia uma quantidade significativa de tráfego aberto e agressivo de comerciantes”, dizia o relatório da WJC, uma fundação internacional.

O Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal recentemente analisou sites de mídia social como Facebook e Instagram como parte de um relatório a parte sobre tráfico de animais publicado em 2018.

Ao longo de um período de seis semanas cobrindo posts de apenas quatro países, o IFAW encontrou 275 listagens vendendo espécies (ou partes do corpo) ameaçadas ou criticamente ameaçadas de extinção nos dois serviços – um pequeno número, porém que não inclui quaisquer mensagens que possam ter sido parte de grupos privados do Facebook.

“Também deve ser notado que se os grupos “fechados” no Facebook fossem incluídos nesta pesquisa, os níveis de comércio de animais selvagens descobertos nas mídias sociais poderiam ter sido significativamente maiores”, de acordo com o relatório.

Tartaruga-estrela-indiana, uma espécie protegida, resgatadas por autoridades de proteção da vida selvagem na Índia | AFP/Getty Images

Tartaruga-estrela-indiana, uma espécie protegida, resgatadas por autoridades de proteção da vida selvagem na Índia | AFP/Getty Images

Embora não intencional, o Facebook tem um papel fundamento em facilitar esse tipo de transações e esse fato é preocupante para os pesquisadores, muitos dos quais estão se unindo para compartilhar recursos e aumentar a conscientização.

Mackey faz parte de uma nova organização chamada Aliança para o Combate ao Crime Online ou ACCO, uma coalizão de pesquisadores e acadêmicos focados no combate aos traficantes da Internet, especificamente no Facebook e no Instagram, que eles chamam de “marco zero” para o crime organizado online.

Dan Stiles, membro da ACCO e pesquisador independente no Quênia, estuda o comércio de animais silvestres desde 1999, com foco em grandes símios. Ele escreveu relatórios sobre o comércio de macacos para inúmeras organizações de vida selvagem, como as Nações Unidas.

No final de 2016, ele chegou a orquestrar uma operação realizada no Facebook e no WhatsApp para ajudar a prender um traficante que estava vendendo dois orangotangos bebês em Bangcoc.

Stiles confirmou o que muitos outros pesquisadores disseram: o Facebook não faz o suficiente para procurar de forma proativa esse tipo de postagens, que servem como anúncios para a mercadoria dos traficantes.

Em vez disso, sua abordagem tem sido remover as postagens quando os outros as sinalizam e denunciam – mas mesmo isso pode representar um dilema. Remover os posts significa eliminar a evidência de que policiais e pesquisadores podem usar para monitorar esses traficantes.

“Eles não estão realmente procurando essas postagens por si mesmos”, disse Stiles, “porque eles teriam fechado muito mais [contas] até agora se realmente estivessem”.

Tornando mais rígida uma política anterior que proibia a venda de animais em extinção, o Facebook proibiu em maio a venda de todos os animais “peer to peer” (usuário para usuário), de tartarugas raras de água doce a filhotes de cachorro.

“Esta política nos permite maior agressividade e capacidade de remover esses animais vivos”, disse Max Slackman, gerente de políticas do Facebook. A política anterior foi tão difícil de aplicar que a empresa descartou, disse ele. “Na escala em que atuamos, treinar nossas equipes de

Esse pode ser um dos maiores problemas do Facebook no futuro. À medida que a empresa se afasta do compartilhamento público e passa para a criptografia, até mesmo o Facebook não terá acesso a comunicações privadas enviadas por meio de sua rede.

O grupo já possui um serviço de mensagens criptografado no WhatsApp, e o Messenger e o Instagram também criptografaram todas as mensagens em breve. Os três serviços têm mais de um bilhão de usuários cada.

Instagram também criptografaram todas as mensagens em breve. Os três serviços têm mais de um bilhão de usuários cada.

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Cães são resgatados em estado severo de desnutrição em Joinville (SC)

Três cachorros foram encontrados em situação de maus-tratos em uma casa em Joinville, no estado de Santa Catarina. Além deles, duas aves silvestres eram mantidas em cativeiro no local. Os animais foram resgatados na segunda-feira (15).

Foto Divulgação / Polícia Civil

O resgate foi feito por uma equipe da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, que também encaminhou o responsável pelos animais para a delegacia. Ele foi acusado de maltratar animais domésticos e silvestres. As informações são do portal OCP.

Os animais eram mantidos em uma residência no bairro Parque Guarani. Os cachorros foram encontrados em situação deplorável, com estado avançado de desnutrição e desidratação. De acordo com a polícia, os cuidados com alimentação e higiene eram negligenciados, o que colocou os cães em risco de morte.

Após a ação policial, os cachorros foram levados para o Centro de Bem-Estar Animal de Joinville e as aves foram encaminhadas, em caráter temporário, ao Zoobotânico.

Foto Divulgação / Polícia Civil


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Milhares de animais são resgatados em ação de combate ao tráfico internacional

Foto: Kerek Wongsa/Reuters

Foto: Kerek Wongsa/Reuters

Equipes policiais do mundo todo resgataram milhares de animais selvagens, incluindo primatas e grandes felinos, e prenderam cerca de 600 suspeitos em uma operação contra o tráfico de animais silvestres, informou a Interpol.

Cobrindo 109 países, a operação foi realizada em coordenação com a Organização Mundial de Aduanas (OMA), os investigadores concentraram-se em rotas de tráfico e pontos usuais de crimes, disse o órgão internacional de investigação criminal.

A operação Thunderball, sediada em Cingapura, tinha como alvo redes de crime internacionais que buscavam lucrar com atividades de contrabando de animais selvagens. Foi a terceira missão desse tipo realizada pela Interpol nos últimos anos.

Uma porta-voz da Interpol disse que a polícia tem 582 suspeitos, com novas detenções e processos devidos. Entre os animais resgatados estavam 23 primatas, 30 grandes felinos, mais de 4.300 aves, quase 1.500 répteis vivos e cerca de 10 mil tartarugas terrestres e marinhas, informou a organização.

Eles também confiscaram 440 presas de elefante e um adicional de 545 quilos de marfim, disse a organização, apontando para um florescente comércio de animais silvestres online.

Na Espanha, 21 pessoas foram presas graças a uma investigação online e, na Itália, uma investigação semelhante levou a polícia a resgatar 1.850 aves.

“O crime contra a vida selvagem não apenas saqueia o meio ambiente, roubando seus recursos, mas também tem outros impactos por meio da violência associada, lavagem de dinheiro e fraude”, disse o secretário geral da Interpol, Jürgen Stock.

A Interpol disse que ligeiros declínios nos resgates de certas espécies são um sinal de que os esforços contínuos de fiscalização estavam funcionando e que os níveis de conformidade com as leis estavam melhorando.

“É vital que impeçamos os criminosos de colocar nossos meios de subsistência, nossa segurança, a economia e a sustentabilidade do nosso planeta em risco explorando ilegalmente a flora e a fauna silvestres”, disse Ivonne Higuero, secretária-geral do CITES, um tratado internacional criado para proteger animais e plantas silvestres.

A Interpol já havia realizado uma repressão em larga escala semelhante a essa operação em 2017 e 2018, o que gerou apreensões no valor de vários milhões de dólares.

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Cacatuas caem mortas do céu na Austrália e ONG denuncia envenenamento

Cacatuas mortas caíram do céu na Austrália, assustando moradores da pequena cidade de One Tree Hill. Membros da ONG de proteção animal Casper’s Bird Rescue suspeitam de envenenamento. Segundo a entidade, 60 animais caíram enquanto voavam pelo município.

(FOTO: SARAH KING/CASPER’S BIRD RESCUE)

De acordo com equipes de resgate da entidade, a cena pareceu com “algo saído de um filme de terror”. As aves sangravam pelos olhos e bico durante a queda e algumas delas ainda estavam vivas quando foram encontradas.

“Não é uma morte instantânea. Isso causa sofrimento. Leva algumas semanas para funcionar. Começa internamente e tem hemorragia interna. É uma morte horrível e lenta”, disse Sarah King, fundadora da ONG, ao falar sobre a morte por envenenamento, em entrevista ao The Guardian.

Um conselho local propôs, em março, que uma espécie específica de cacatua, que se reproduziu em larga escala no país, fosse morta. No entanto, de acordo com King, a maior parte das aves encontradas mortas eram de outra espécie, que é protegida pelo governo.

(FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

“É um fato importante para ser exposto. Dos 60 e poucos que encontramos, apenas três eram de espécies não protegidas. Esta não é a maneira de lidar com nada. Também é contra a lei”, afirmou.

As autoridades locais propuseram que as aves fossem mortas sob a cruel justificativa de que elas incomodam a comunidade. Ativistas pelos direitos animais discordam do governo e sugerem outras alternativas para lidar com o problema, sem matar os animais.

De acordo com King, o caso das 60 cacatuas encontradas mortas após caírem do céu será investigado para que os responsáveis pelo envenenamento sejam identificados.


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Dia do Cooperativismo: trabalho em equipe é característica de aves, peixes e insetos

Hoje, 4 de julho, celebra-se o Dia do Cooperativismo. No mundo animal, a cooperação é uma prática bastante comum. Alguns animais, como aves, peixes e insetos têm como característica o trabalho em equipe. Juntos, eles somam esforços e obtém melhores resultados.

Foto: Pixabay

Entre os insetos que promovem ações em grupo estão as formigas e as abelhas. As primeiras são conhecidas por se organizarem de maneira exemplar para obter o resultado desejado. Unidas, as formigas formam grandes grupos e transportam objetos significativamente maiores e mais pesados do que elas. Na hora de proteger o formigueiro, elas também mostram a força que da união, além de dividirem tudo de forma igualitária.

Nas colmeias não é diferente. As abelhas dividem tarefas diariamente, por meio de estímulos visuais, auditivos, táteis e químicos. A forma como esses insetos se organizam se assemelha, inclusive, ao comportamento social humano. Isso porque as abelha dividem tarefas e responsabilidades e formam castas e gerações que trabalham em prol do bom funcionamento da colmeia.

Além dos insetos, outros seres do reino animal se organizam em grupos, como os pássaros. Ver um grupo deles voando de maneira sincronizada é bastante comum e demonstra o quão organizados e unidos eles são. Algumas espécies, como os estorninhos, chegam a desenhar uma perfeita formação no céu durante o voo. O objetivo é confundir predadores naturais ao criar a ilusão de uma só unidade. Segundo informações do portal Pensamento Verde, essas aves executam um cooperativismo exemplar, que precisa ser extremamente bem executado, já que um erro pode levar à colisão de um pássaro com outro, em alta velocidade, o que danificaria a unidade do grupo e, por consequência, a tática de proteção a predadores, e também poderia causar lesões nesses animais.

Foto: Pixabay

No entanto, não é só no momento do voo que os pássaros se unem. No caso do papa-moscas-preto, o trabalho em grupo garante a sobrevivência da espécie. Com a aproximação de um predador, o pássaro emite um guincho alto, alertando as demais aves e fazendo com que elas se unam para defender o grupo.

A união como tática de defesa contra os predadores também é usada pelos peixes. Juntos, eles formam cardumes que, com a sincronia do nado, tornam-se uma única unidade que faz com que os predadores não tenham força para atacar um peixe específico, diminuindo assim as chances desses animais serem mortos.

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