Incêndios destroem a natureza e matam animais em Vilhena (RO)

Focos de incêndio estão sendo registrados na cidade de Vilhena, em Rondônia. O fogo tem destruído regiões de mata e tirado a vida de animais silvestres. As chamas atingem principalmente a área rural.

Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Rondônia ao Vivo

Na última semana, parte da área onde funcionava o Polo de Plasticultura, nas proximidades da Unir, foi atingida por um incêndio, assustando moradores e levando animais silvestres a fugir do local para procurar abrigo seguro. As informações são do portal Rondônia ao Vivo.

Uma professora que mora na cidade publicou, em rede social, uma foto de um pássaro que perdeu o ninho para o fogo e, depois, acabou morrendo. Aves, mamíferos e animais peçonhentos buscaram abrigo em casas próximas dos focos de incêndio.

Os casos tendem a aumentar nos próximos dias e, segundo o Corpo de Bombeiros, há o risco de incêndios ocorrerem após serem causados de maneira proposital.


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Vídeo mostra funcionários de fazenda jogando galinhas em baldes de urina

Foto: AJP

Uma investigação secreta em duas fazendas de criação de galinhas classificadas como “éticas” – uma das quais responsável pelo abastecimento de grandes redes de supermercados – revelou abusos de animais chocantes.

A ONG Animal Justice Project (AJP) realizou as investigações durante três meses nas fazendas Trees Farm e Brome Grange em Suffolk, na Inglaterra. Ambas as fazendas são credenciadas pelo selo Red Tractor (que alguns dizem se tratar apenas de um esquema de marketing), que afirma que oferece alimentos que são ‘produzidos de forma responsável para alguns dos padrões mais abrangentes e respeitados do mundo’. A Trees Farm também é credenciada pela RSPCA.

Mas os vídeos e as imagens obtidas por AJP mostram galinhas sendo chutadas e jogadas com toda força. Os trabalhadores foram documentados quebrando o pescoço de galinhas e deixando uma delas para morrer jogada durante um período de oito horas. Além disso, um trabalhador foi filmado urinando em um balde e depois jogando pássaros vivos, mas seriamente ferido dentro do objeto.

Suspensão

De acordo com um porta-voz da rede de supermercados, a cadeia de lojas suspendeu como fornecedor a fazenda Brome Grange, e diz que está “investigando caso a caso e continuará comprometida e confiando nas autoridades competentes sobre os padrões de bem-estar na fazenda”.

A RSPCA suspendeu a Trees Farm de seu esquema de credenciamento, dizendo: “Estamos chocados e enojados. Estamos investigando esses incidentes perturbadores”.

O selo da Red Tractor, que estava nas manchetes do mundo todo semana passada, depois que investigações em três fazendas credenciadas de Lincolnshire revelaram abusos, disse que ambas as fazendas de Suffolk foram “suspensas com efeito imediato”, dizendo que leva a sério “alegações de violaçõesde seu código de conduta”.

Abuso, crueldade e sofrimento

“Esta extensa investigação sobre a vida de frangos de crescimento lento e supostamente acima do normal – desde a colocação de pintos até o momento em que aves jovens com nove semanas de idade são mortas – revela que as galinhas criadas ‘por sua carne’ estão sujeitas a abuso, crueldade, dor, e sofrendo imensamente independentemente de qualquer selo ou rótulo”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Nós registramos cenas de aves tendo seus pescoços quebrados por trabalhadores da fazenda e jogados no chão com desprezo ou em um balde cheio de urina, frangos jovens sendo chutados, pisados e tendo seus pescoços esticados ao extremos nas linhas de alimentação, uma violação costumeira de seu bem-estar.

“[Nós documentamos] a potencial quebra da lei, trabalhadores que falham em biossegurança, negligência por parte dos trabalhadores em verificar o bem-estar das aves que resultou em frangos coxos, doentes e moribundos, sendo deixados para sofrer por dias, e uma área livre”, disse a fundadora da AJP.

“O público está sendo enganado pela indústria, pela RSPCA e até mesmo por outras organizações de bem-estar animal. As aves sofrem absurdamente nas fazendas de criação. Elas ainda são submetidas a terríveis abusos nas mãos de equipes que possuem certificados da RSPCA. Animal Justice Project defende uma alimentação vegana para os consumidores como a única solução para realmente proteger os animais”.

A Animal Justice Project levará suas descobertas para seminários e conselhos no centro de Londres em 4 de julho, e fará campanha nas ruas e universidades em toda a Grã-Bretanha para promover uma dieta vegana como parte de sua nova campanha ‘The Foul Truth’ (A verdade dos tolos, na tradução livre).

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Salvador (BA) tem cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia

Salvador (BA) registra cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia. A maior parte desses animais são répteis, principalmente serpentes – jiboias e sucuris.

O resgate desses animais era feito, principalmente, pela Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa) da Guarda Civil Municipal e pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) da Polícia Militar.

Cobra de espécie rara foi encontrada no bairro do Uruguai, em Salvador, no início do mês de maio — Foto: Divulgação/ Guarda Municipal

No entanto, há cerca de um mês, a Gepa deixou de fazer o recolhimento. A justificativa para a suspensão por tempo indeterminado é de que a segurança pública tem exigido maior atenção dos agentes.

Hoje, os 59 homens da Gepa atuam apenas na proteção do Parque da Cidade. A suspensão do recolhimento tem preocupado moradores das áreas de maior incidência de aparecimento dos animais – Pituaçu, Paralela, Cajazeiras, Itapuã, Imbuí e Pituba.

Entre os últimos animais resgatados pela Gepa está uma cobra de espécie rara, que foi encontrada por moradores no bairro do Uruguai, no começo do mês de maio.

Agora, Salvador conta apenas com 110 homens da Coppa para fazer os resgates, sendo que os agentes atendem outros 165 municípios, além da capital.

A coordenadora no Núcleo de Ofiologia e Animais Peçonhentos (Noap), Regiane Lyra, que fica na Universidade Federal da Bahia (Ufba), para onde a maioria dos animais foi levada, explica que o aparecimento constante das espécies é por conta do desmatamento.

“É importante a gente saber que nós temos uma dívida com a cidade de Salvador, porque o lugar que a gente anda, trabalha, circula e se diverte foi uma mata atlântica bastante exuberante com fauna e flora. Cada vez mais essa fauna está sendo pressionada pelo crescimento da cidade. Então é necessário ter instituições como a Coppa, Gepa, e o Centro de Controle de Zoonoses, que resgatem esses animais”, avalia.

A professora Regiane Lyra pondera ainda a necessidade de uma instituição para manter os animais resgatados, para que eles tenham cuidados específicos.

“É necessário ter uma instituição que mantenha esses animais. Porque uma vez resgatados, eles precisam ir para um lugar para receber cuidado adequado, que no caso é o centro de triagem de animais silvestres do Ibama, que está com funcionamento precário, a gente aqui, e o zoológico também recebe animais que estão doentes. Nós recebemos especificamente répteis, por conta do nosso projeto de pesquisa sobre a herpetofauna [estudo de répteis e anfíbios] da mata atlântica”.

Além das serpentes, os animais mais resgatados são: gambás, corujas, micos, jacarés e aves marinhas. Também no mês de maio, um jacaré-de-papo-amarelo, com cerca de 1,5 metro e 30 kg foi encontrado em um prédio da Avenida Paralela – um dos locais de maior aparição dos animais.

A subtenente Gracina Farias, da Coppa, explica que os períodos chuvosos são de maiores aparições dos animais.

Gambá está entre os animais resgatados em Salvador – Foto: Pixabay

“Quando chove, os rios ficam mais cheios. Os animais, principalmente as serpentes que têm sangue frio, saem para tomar sol, vêm junto com a correnteza dos rios, e acabam chegando nas casas das pessoas”, disse.

Depois de capturados pela Coppa, os animais são devolvidos para a natureza ou levados para o zoológico ou para o instituto da Ufba, no caso dos que precisam de tratamento por conta de ferimentos.

“Capturamos e devolvemos o animal para natureza, ou conduzimos o animal para o zoológico, para que esse animal seja cuidado. Nem sempre é preciso devolver, às vezes esse animal está com problema de saúde, está machucado. Aí o zoológico e a Ufba tem nos dado bastante apoio, para recuperar esse animal e ajudar a devolvê-lo à natureza”.

A subtenente aconselha que os animais não devem ser tocados, por conta do risco de transmissão de doenças.

“Esses animais não devem ser tocados, principalmente porque, tanto a gente passa doenças para os animais, quanto esses animais também são nocivos à nossa saúde. O contato com esse animal pode acabar desencadeando, desenvolvendo doenças tanto para o animal, quanto para os seres humanos”, pondera.

Fonte: G1


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Vídeo secreto revela abuso sofrido por galinhas em fazenda de produção ovos

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Uma filmagem contendo imagens fortes de crueldade contra os animais surgiu nas redes sociais mostrando funcionários de uma fazenda de criação torturando e abusando de galinhas nas instalações dessa que é uma das maiores produtoras de ovos da Austrália.

Vídeos secretamente gravados por ativistas dos direitos animais, da ONG Liberação Animal, flagraram a forma repugnante que os trabalhadores tratam as galinhas na fazenda de aves de Bridgewater, em Victoria na Austrália.

Na filmagem, um grupo de funcionários da fazenda manipula brutalmente centenas de galinhas que estão sendo enviadas para serem mortas por gas após serem consideradas não mais valiosas (lucrativas financeiramente, com apenas 18 meses de idade).

Os rótulos Loddon Valley Eggs, Ovos Frescos Vitorianos e Ovos Frescos Caseiros vêm todos da Bridgewater Poultry e foram vendidos anteriormente em Woolworths e Coles.

As galinhas da fazenda foram filmadas sendo chutadas, jogadas no chão e tendo seus pescoços quebrados por diversão enquanto os funcionários riam.

“Eu odeio quando suas cabeças caem desse jeito”, diz uma funcionária em um momento no vídeo.

“Sim, parece bom, olha”, responde um trabalhador do sexo masculino.

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

“Oh, você é cruel”, a mulher diz enquanto uma galinha se contorce no chão. Os outros trabalhadores podem ser ouvidos rindo enquanto todos assistem a galinha sofrer.

“Oh, o que você está fazendo esticando sua cabeça para fora pra quê?”, Diz outro homem.

Em outro ponto, um trabalhador puxa violentamente as galinhas de uma fileira de minúsculas gaiolas e parece jogá-las no chão de forma agressiva, neste momento seus cacarejos se calam.

“Ela pulava de um lado para o outro, com a cabeça quebrada”, diz o trabalhador.

“Pequena desgraçada”, acrescenta ele, antes de atirar o animal no chão.

Muitas das galinhas são gravemente feridas e tem os ossos quebrados antes mesmo de chegarem à sala da morte por gás.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Libertação Animal NSW afirma que esta é a primeira vez que imagens do abuso contra galinhas poedeiras sendo gaseificadas (mortas por gás) em uma fazenda de ovos da Austrália.

Matar animais é um ato injustificável, porém, em uma medida paliativa perante a indústria de ovos, especialistas consideram a gaseificação com CO2 é considerada uma das formas mais humanas de morte das galinhas, embora o vídeo mostre que os animais podem levar mais de dois minutos para todas as aves asfixiarem.

Este vídeo conta a história, praticamente invisível, da prática padrão da indústria de ovos de morte de galinhas poedeiras “gastas” (também conhecido como “despovoamento”), disse o grupo de defesa dos animais em um comunicado.

“O despovoamento é realizado quando as galinhas atingem aproximadamente 18 meses de idade (12 meses de postura de ovos), pois a produção de ovos diminui e, portanto, não ela não são consideradas mais viáveis economicamente”.

“Essa realidade é a mesma para rótulos de ovos orgânicos, produzidos em gaiolas ou livres de gaiolas/celeiros, aprovados pela RSPCA. Todos podemos ajudar a interromper este ciclo, deixando ovos e produtos de ovos fora de seu prato. ”

Em resposta ao vídeo, a fazenda Bridgewater Poultry disse que ficou “entristecida e profundamente chocada” com a filmagem, alegando que os trabalhadores do vídeo eram funcionários de um terceiro contratado.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

“Essa conduta aparente não foi aceita, aprovada ou permitida de qualquer forma pela gerência ou pela equipe da Bridgewater Poultry Farm”, diz o comunicado.

“A Bridgewater Poultry Farm pede à Animal Liberation e à pessoa ou pessoas na posse do vídeo que forneça imediatamente a filmagem bruta, não editada e não modificada para a polícia ou às autoridades responsáveis, para que os indivíduos envolvidos nesta conduta possam ser investigados e se as autoridades relevantes considerarem apropriado, punidos.”

Maltratar, explorar, matar animais, aves ou qualquer vida é um crime, se não previsto na legislação de todos os países é um crime moral contra o direito de todo e qualquer ser de viver e ser livre, assim como nasceu.

Ao explorar animais e o meio ambiente por dinheiro e ambição e dispor deles quando bem entende, a humanidade apenas se cobre de vergonha e culpa enquanto assiste ao planeta caminhar para o colapso de seus recursos.

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Fotógrafa faz ensaio com animais idosos sobreviventes de fazendas de criação

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Quando a fotógrafa Isa Leshko conheceu Petey, um cavalo malhado de 34 anos de idade, havia algo no animal da raça appaloosa, que sofria de uma espécie de artrite que a cativou.

Seus olhos estavam cobertos de catarata, seu pelo era duro e grosseiro, e ele se movia com dificuldade e rigidez enquanto a seguia pelo pasto. Hipnotizada pelo gentil animal, Leshko correu para dentro para pegar sua câmera.

“Eu não tinha certeza do por que eu estava tão atraída por ele, mas continuei tirando fotos. Fazia muito tempo desde que eu senti pela última vez esse tipo de emoção ao segurar uma câmera”, diz Leshko.

Leshko e sua irmã estavam cuidando de seu pai, que havia combatido com sucesso o câncer bucal de estágio 4, e sua mãe, que estava lidando com a doença de Alzheimer em estágio avançado.

“Quando analisei os negativos de minha tarde com Petey, percebi que tinha encontrado uma maneira de encarar minha dor e medo decorrentes da doença de mamãe, e sabia que tinha que encontrar outros animais idosos para fotografar”, diz Leshko. “Eu não estava pensando em embarcar em um projeto de longo prazo. Eu estava buscando catarse”.

Mais de uma década depois, aquele encontro com Petey resultou no lançamento do livro de Leshko, “Allowed to Grow Old: Portraits of Elderly Animals from Farm Sanctuaries” Permitidos a Envelhecer: Retratos de Animais Idosos de Santuários-Fazendas” (University of Chicago Press, 2019). O trabalho apresenta imagens de cavalos, vacas, galinhas, cabras, porcos e outros animais de fazenda que foram resgatados e estão vivendo seus últimos dias em segurança.

“A experiência teve um efeito profundo em mim e me obrigou a enfrentar minha própria mortalidade”, diz Leshko. “Estou com medo de envelhecer e comecei a fotografar animais idosos para ter uma visão inflexível desse medo. Como conheci animais de fazenda resgatados e ouvi suas histórias, minha motivação para criar esse trabalho mudou. Tornei-me uma defensora apaixonada desses esses animais e queria usar minhas imagens para falar em nome deles. ”

Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Os sortudos

Os animais fotografados por Leskko viviam em santuários de animais em todo o país. Alguns foram abandonados durante tempestades ou outros desastres naturais. Outros foram resgatados de fazenda de criação em escala idustrial ou de operações de criação de quintal. Alguns foram encontrados vagando pelas ruas depois que eles escaparam no caminho para o matadouro. Alguns raros eram animais domésticos cujas pessoas não podiam mais cuidar deles.

“Quase todos os animais de fazenda que conheci para este projeto sofreram abusos e negligências horríveis antes de seu resgate. No entanto, é um eufemismo enorme dizer que eles são os sortudos”, diz Leshko. E como Melissa observou em Treehugger, “A questão é que não temos a oportunidade de conhecer muitos animais velhos, eles morrem antes”.

“Cerca de 50 bilhões de animais terrestres são criados em fazendas industriais mundialmente a cada ano. É um milagre estar na presença de um animal de fazenda que conseguiu atingir a velhice. A maioria de seus parentes morrem antes de completarem 6 meses. Retratando a beleza e a dignidade de animais de fazenda idosos, eu convido a todos para refletir sobre o que é perdido quando esses animais não podem envelhecer”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Memórias dolorosas

As imagens costumavam ser emocionalmente difíceis para a fotógrafa.

“Eu chorei ao fotografar os animais, particularmente depois que aprendi sobre os terríveis traumas que eles sofreram antes de serem resgatados“, diz ela. “Às vezes um animal me lembrava da minha mãe, que também sentiu muita dor.”

Na introdução do livro, Leshko descreve encontrar um peru cego que ela diz se assemelha a sua mãe depois que ela se tornou catatônica:

“Um dos animais que conheci para este projeto foi um peru cego chamado Gandalf, que vivia no santuário Safe Haven em Sultan, Washington. Por ele ser cego, seus olhos muitas vezes tinham uma cor branca impressionante. Estava um dia muito abafado quando eu o conheci pela primeira vez, e Gandalf – como a maioria dos perus – se refrescava respirando com o bico aberto “, escreve ela.

“Seu olhar vazio somado a sua boca escancarada me transportou para o leito da minha mãe durante seus últimos meses, quando ela estava catatônica. Eu fugi do recinto de Gandalf em lágrimas depois de passar alguns momentos com ele. Foram necessárias mais algumas visitas antes que eu finalmente conseguisse ver Gandalf e não minha mãe quando eu olhava para ele através do meu visor. Fiquei impressionada com a natureza gentil e digna do pássaro, e me concentrei nesses atributos enquanto o fotografava”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Impacto emocional

Os retratos amáveis e ao mesmo tempo imponentes de Leshko costumam ter bastante impacto sobre as pessoas que os vêem.

“Muitas pessoas choram. Recebi centenas de e-mails profundamente pessoais de pessoas de todo o mundo, compartilhando comigo a tristeza por um pai que está morrendo ou um animal de estimação amado e doente”, diz ela.

“Nas inaugurações de exposições, recebo rotineiramente abraços de pessoas totalmente estranhas que compartilham suas histórias de perda. Estou profundamente comovida pelo fato de meu trabalho ter afetado as pessoas em um nível tão emocional. Sou grata pela manifestação de amor e apoio que recebi. para este trabalho, mas às vezes esses encontros têm sido dolorosos também, particularmente quando eles aconteceram enquanto eu estava de luto pela morte de meus pais”.

“Passar tempo com animais de fazenda que desafiaram todas as probabilidades de atingir a velhice me lembrou que o envelhecimento é um luxo, não uma maldição”, diz Leshko. “Eu nunca vou deixar de ter medo do que o futuro tem reservado para mim.

“Mas eu quero enfrentar o meu declínio final com o mesmo estoicismo e graça que os animais nestas fotografias mostraram.”

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Inflexível nos detalhes

Ao fotografar os animais idosos, Leshko diz que queria que eles fossem “inflexíveis em detalhes”, mas não frios ou cruéis. Ela fotografou a maioria dos animais enquanto estava no chão ao seu nível em um celeiro ou pasto para fazê-los sentirem-se mais confortáveis.

Os animais têm diferentes razões para esconder sinais de envelhecimento.

“Alguns animais disfarçam sinais de doença ou se camuflam para evitar ser uma presa fácil. Muitas espécies alteram sua aparência física para atrair parceiros. Mas isso não significa que os animais são autoconscientes de sua aparência da mesma maneira que os humanos”. ela diz. “No entanto, ao editar minhas imagens para este projeto, eu cuidadosamente considerei se as imagens que eu selecionei eram respeitosas com os animais que eu havia fotografado.”

Embora ela tenha clareado um pouco os olhos dos animais para aumentar os detalhes, ela pouco fez para mudar o que fotografou.

“Muitos dos animais que eu conheci perderam muitos dentes e babaram muito. Eu sofri para decidir incluir a baba nas minhas imagens ou para editá-las no Photoshop ou escolher uma imagem totalmente diferente. Eu decidi incluí-las em minhas imagens porque eu não queria impor normas antropocêntricas a esses animais. Eu queria respeitar o fato de que meus sujeitos são animais não humanos e não são seres humanos em pelos e penas”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Testamentos à sobrevivência e resistência

A maioria dos animais que aparecem no livro de Leshko morreu dentro de seis meses a um ano depois que ela os fotografou. Em alguns casos, um animal morreu no dia seguinte ao seu encontro.

“Essas mortes não são surpreendentes, dada a natureza deste projeto, mas elas têm sido dolorosas, no entanto”, diz ela.

Desde que ela começou o projeto, ambos os pais faleceram, ela perdeu dois gatos domésticos para o câncer e um amigo próximo morreu depois de uma queda.

“O luto inicialmente inspirou este trabalho, e tem sido meu companheiro constante, já que trabalhei neste livro”, diz Leshko, que, em vez de ficar desanimada com sua experiência, encontrou um motivo para ser elevado. “Eu prefiro pensar neles como testamentos de sobrevivência e resistência”.

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Espécies de animais podem diminuir em 25% devido à ação humana, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluíram que as espécies de animais podem sofrer uma redução de 25%, no próximo século, devido à ação humana. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Foto: Pixabay

Com o aumento da população de seres humanos, áreas originalmente ocupadas por animais podem passar a ser usadas pelas pessoas – como já tem acontecido há bastante tempo. As informações são do portal All That’s Interesting.

A redução do habitat dos animais, segundo o estudo, pode levar muitos deles à extinção. Os mais pequenos, que ocupam menos espaço, terão mais chances de sobreviver, enquanto os grandes mamíferos e as aves serão, provavelmente, os mais afetados.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram a massa corporal, o tamanho da ninhada, o habitat, a dieta e a vida útil de mais de 15 mil mamíferos e aves. Depois, as informações obtidas foram cruzadas com o conteúdo da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza.

“De longe, a maior ameaça aos pássaros e mamíferos é a humanidade – com os habitats a serem destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse o autor do estudo, Rob Cooke.

O estudo concluiu ainda que as espécies com mais chances de sobrevivência são as que se alimentam de insetos, têm grandes ninhadas e suportam diferentes tipos de clima.

“O ‘encolher’ substancial de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução”, acrescentou Cooke.

Além da perda direta de espécies, se animais como o rinoceronte e o condor desaparecerem, outros também irão sofrer de maneira indireta. “Se os perdermos, outras espécies que dependem deles também podem ser extintas”, explicou o cientista.


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Embalagens plásticas descartáveis de shampoo usadas em hotéis podem ser banidas por lei

Foto: Getty Images

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Se aprovada, a lei entrará em vigor em 2023 para hotéis com 50 quartos ou mais. Os estabelecimentos de hospedagem com menos de 50 quartos teriam até 2024 para substituir totalmente os pequenos produtos de plástico.

Este não é um conceito totalmente novo na indústria hoteleira. No ano passado, o InterContinental Hotels Group e o Marriott International começaram a substituir os artigos de higiene pessoal de plástico de uso único por recipientes maiores que são presos na parede.

A Marriott implementou essas mudanças em até 450 propriedades sob sua administração e focou especificamente em propriedades que atendem viajantes de negócios.

O esforço para minimizar o uso de plásticos de uso único aumentou significativamente nos últimos anos no mundo todo.

Em 2014, o estado americano da Califórnia tornou-se o primeiro a promulgar uma proibição de sacolas plásticas em grandes lojas de varejo. O governo também impôs um encargo mínimo de dez centavos de dólar para sacolas de papel recicladas e sacolas plásticas reutilizáveis em locais específicos. Este ano, outro estado americano, Nova York seguiu o exemplo com um mandato estadual semelhante. Só nos EUA, vários condados e cidades menores adotaram legislação semelhante.

Canudos de plástico também receberam muita atenção dos legisladores. Em 2018, Seattle se tornou a primeira cidade dos EUA a proibir totalmente o uso de canudos de plástico.

A mudança cultural para longe do uso de produtos plásticos descartáveis chega em um momento importante. Estima-se que a América do Norte, definida como Bermudas, Canadá e Estados Unidos pelo Banco Mundial, tenha produzido cerca de 35 milhões de toneladas de resíduos plásticos em 2016, tornando-se o terceiro maior produtor mundial de resíduos plásticos naquele ano.

Produtos plásticos descartáveis acabam no oceano poluindo o planeta. A ONU estimam que até 80% do lixo flutuante é plástico, resultando em enormes prejuízos para a vida selvagem. Aproximadamente 1 milhão de aves marinhas e 100 mil animais marinhos morrem a cada ano devido à ingestão de plástico.

Ainda assim, eliminar os pequenos produtos de higiene pessoal de plástico dos hotéis será uma mudança cultural significativa para os consumidores que já estão acostumados a esperar esses serviços quando viajam. Muitos consumidores já esperam encontrar os mini artigos de higiene fornecidos pelos hotéis e até colecionam os itens depois de uma viagem.

No entanto, os benefícios dessa proibição parecem superar em muito qualquer inconveniente para o consumidor. De acordo com a revista Lodging, a rede de hotéis Marriott estima que uma única propriedade com cerca de 140 quartos reduz o consumo de plástico em 250 libras de plástico por ano – ou em 23 mil garrafas plásticas.

O autor do projeto, o deputado Ash Kalra, espera que seus colegas legisladores também vejam o impacto significativo que esse projeto de lei pode ter.

Kalra disse à CALmatters: “Espero que meus colegas vejam isso como uma lei de senso comum que mais uma vez nos coloca como líderes quando se trata de tentar reduzir nosso consumo de plástico e líderes em questões do meio ambiente”.

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Justiça permite que pintinhos machos continuem a ser triturados vivos

A Justiça da Alemanha autorizou que a indústria permaneça matando milhões de pintinhos machos até que exista um método que permita diferenciar o sexo desses animais na produção de ovos em larga escala. Assim como ocorre no Brasil, o setor agropecuário alemão tritura esses animais vivos. A decisão judicial foi emitida nesta quinta-feira (13).

Foto: Pixabay

O caso foi julgado pela Corte Administrativa Federal, que analisou se seria possível continuar matando estas aves em conformidade com o primeiro artigo da lei sobre proteção animal do país, que considera que “ninguém tem o direito de infligir aos animais dores, sofrimentos, ou danos sem motivos razoáveis”. As informações são do portal O Tempo.

“A prática atual (de eliminar os pintos machos) se baseia em um motivo razoável até o surgimento, em um prazo próximo ‘a priori’, de métodos para determinar o sexo no ovo”, declarou a juíza Renate Philipp, sem levar em consideração que triturar pintinhos vivos, causando-lhes intensa dor, fere a lei de proteção animal alemã.

Para a Justiça, os interesses econômicos dos criadouros de galinhas exploradas para botar ovos são considerados prioridade. A indústria considera os pintinhos machos inúteis e caros demais para se reproduzirem e, por isso, mata 45 milhões deles por ano, de forma extremamente cruel.

Em 2013, o Ministério da Agricultura da região de Renânia do Norte-Westfália tentou proibir a matança de pintinhos, mas fracassou após criadouros acionaram a Justiça e ganharam jurisdições do estado regional e, agora, em nível federal.

Na Alemanha, o extermínio de pintinhos tem gerado polêmica. Entre as pessoas que são contrárias a essa prática cruel está a ministra da Agricultura, Julia Klöckner.

“Matar os animais depois de seu nascimento por causa de seu sexo não é possível”, disse a ministra ao jornal regional “Rheinische Post”. Segundo Klöckner, oito milhões de euros foram liberados para buscar alternativas a essa prática.
A Alemanha e a Holanda têm testado atualmente métodos de diferenciação de sexo no ovo, que permitem matar os machos antes da eclosão. No entanto, não há, ainda, como aplicá-los em larga escala.

Nota da Redação: o único caminho ético em relação a esse tema é o fim da exploração de galinhas e seus filhotes. Isso porque, além da crueldade relacionada aos pintinhos, a indústria condena, também, as galinhas a uma vida miserável. Tratadas como máquinas produtoras de ovos e não como seres vivos dignos de respeito, essas aves são exploradas a vida inteira e, muitas vezes, são mortas já exaustas e adoecidas. É comum que elas sejam mantidas em gaiolas minúsculas ou granjas superlotadas, sem espaço sequer para esticar as asas, e que tenham seus bicos cortados, sem anestesia, para evitar situações de mutilação causadas por estresse – inclusive no Brasil. Explorar galinhas, condenando-as ao sofrimento, e depois impedir o nascimento de pintinhos ou matá-los depois de nascidos, são práticas que devem ter fim em todo o mundo.

Documentário conta a história da mulher que arriscou tudo para resgatar e abrigar aves

Foto: Supplied

Foto: Supplied

O documentário premiado, For The Birds (Pelos Pássaros, na tradução livre), dirigido pelo cineasta vegano Richard Miron, tem atraído a atenção do publico e da crítica por onde passa.

O filme consta a história de Kathy cujo amor por seus patos, galinhas, gansos e perus – todos os 200 deles – chama a atenção de resgatadores de animais locais e coloca seu casamento em perigo”, diz a sinopse do filme.

Miron conheceu Kathy em 2011, quando ele estava trabalhando como voluntário para o santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron seguiu com sua câmera enquanto os trabalhadores do abrigo tentavam negociar com Kathy a liberação de seus animais domésticos.

Mas a devoção de Kathy a seus pássaros – e seu fervor em proteger a vida que construiu com eles – logo fascinou Miron, cujo filme contempla o impacto do amor de Kathy pelas aves.

“For the Birds” permanece com Kathy por mais de cinco anos, documentando as consequências pessoais e jurídicas da paixão de Kathy, observando sem julgamentos sua luta, seu sofrimento e suas alegrias, segundo o site Plant Based News.

“Quando fui fazer esse filme, meu plano inicial era contar uma história sobre resgate de animais, mas apresentá-lo sob de vários pontos de vista”, diz Miron.

“Mas como a história teve incontáveis reviravoltas nos últimos cinco anos, ela se transformou em algo que eu nunca poderia ter previsto. Quanto mais eu filmava, mais inspirado eu era para me aprofundar na história humana permeando a história dos pássaros.”

Mas o que faz “For the Birds” se destacar é sua edição primorosa de acordo com o New York Times, que cuidadosamente constrói uma história a partir de múltiplas perspectivas, simpatizando com Kathy, Gary e os trabalhadores do santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron evita conclusões fáceis sobre o que leva Kathy a resgatar as aves e seu amor por elas, e ele fica com ela o tempo suficiente para a sua história surpreender.

A recompensa de sua paciência é um retrato psicológico que desenvolve mais mistérios quanto mais revela. De sujeira e do abandono, brota a vida – não menos preciosa por suas origens enlameadas ou tristes.

O documentário, que foi exibido em mais de 20 festivais de cinema ao redor do mundo, recebeu o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no New Orleans Film Festival e no Ridgefield Independent Film Festival.

Homem recebe em casa visita de cerca de 100 maritacas diariamente

O autônomo Marcelo Mantu, de 49 anos, recebe diariamente, em sua casa em Itanhaém (SP), a visita de cerca de 100 maritacas. Para atrair as aves, que vivem em liberdade, ele coloca cerca de 15 kg de frutas e sementes, compradas por ele, nos galhos das árvores da residência.

Maritacas visitam casa de autônomo diariamente (Foto: Marcelo Mantu)

“Sou um grande admirador da natureza e os pássaros e aves me encantam. A natureza responde tudo que você a oferece. Isso me fascina”, afirmou Mantu, que alimenta aves há mais de cinco anos em sua casa, no bairro Cibratel I. As informações são do portal G1.

Mantu conta que tudo começou com uma grande quantidade de pássaros sobrevoando a casa dele. Foi então que o autônomo decidiu colocar banana e mamão no galho de uma árvore plantada em seu quintal.

“No primeiro momento desciam uns quatro pássaros. Mas, há cerca de três anos, os periquitos revoavam pela minha casa. Percebi que não tinha estrutura para todos descerem, então resolvi plantar uma árvore aroeira, que tem grandes galhos”, explicou. Foi então que todas as aves passaram a descer até o quintal de Mantu.

Mantu compra 15 kg de frutas para as aves (Foto: Marcelo Mantu)

“Tem quase 100 pássaros que revezam para se alimentar na minha casa todos os dias. É uma coisa linda, eu agradeço muito a Deus por ter essa oportunidade”, disse.

Além da aroeira, uma jabuticabeira também está plantada no quintal do autônomo, além de outras espécies de árvores. Todas foram colocadas no local para dar qualidade de vida às aves.

Maritacas comem frutas em árvore no quintal do autônomo (Foto: Marcelo Mantu)

O médico veterinário André Luis Andrade aprovou a atitude de Mantu e incentivou a prática de atrair aves, mas mantê-las em liberdade. “Se a pessoa colocar fruta, eles sempre vão lá. Ao invés de deixar o animal em gaiola, pode atrair a ave até a casa e mantê-la livre. É um bom exemplo a ser seguido”, afirmou.

“Eu fico impressionado. São diversas espécies que aparecem aqui, até mesmo sabiás. É muito gratificante”, concluiu Mantu.

Além das maritacas, outros pássaros desfrutam do quintal de Mantu (Foto: Marcelo Mantu)

Outras espécies também visitam o quintal do autônomo (Foto: Marcelo Mantu)


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