Colheitas de azeitonas no Mediterrâneo matam milhões de aves canoras anualmente

Foto: Plant Based News/Reprodução

Foto: Plant Based News/Reprodução

A colheita de azeitonas no Mediterrâneo, que vai de outubro a janeiro, está matando milhões de pássaros anualmente, de acordo com pesquisadores.

É relatado que na comunidade autônoma da Andaluzia, na Espanha, 2,6 milhões de aves são mortas pela pelos tratores usados para colher as azeitonas – que são “aspiradas” das oliveiras, enquanto o maquinário coleta as frutas.

De acordo com o The Independent, quando a colheita ocorre à noite – “a luz vinda das máquinas deslumbra e desorienta as aves”, resultando em um número “catastrófico” de mortes, chegando a 100 aves mortas em cada passagem de trator na colheita.

Sugados para a morte

A pesquisadora-chefe do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Recursos Genéticos, Vanessa Mata, disse ao The Independent: “A máquina funciona perfeitamente bem se usada durante o dia, já que as aves são capazes de ver e escapar enquanto eles (tratores) estão operando.

“No entanto, durante a noite eles usam luzes muito fortes que confundem os pássaros e os levam à sua morte, uma vez que são sugados pelo trator.”

Tomando uma atitude

As aves – incluindo robins, verdelhões e outras espécies britânicas – estão legalmente protegidas, mas as autoridades ainda não estão proibindo a colheita anual.

Mata acrescentou: “Os governos locais e as comunidades locais, nacionais e internacionais precisam urgentemente avaliar o impacto da prática e tomar medidas para acabar com ela.”

‘Berçário’ de aves nasce em piscinão de Campinas (SP)

A presença de uma nascente transformou o piscinão da Avenida Norte-Sul, em Campinas, em um berçário de aves migratórias. As espécies encontraram no espaço um ambiente rico em alimentos e com características favoráveis para reprodução. A presença desses animais tem encantado os campineiros que passam pela região todos os dias ou que trabalham nas imediações.

Leandro Torres/AAN

Para zoóloga do Departamento de Bem Estar Animal (Dpbea) da Prefeitura de Campinas, Eliana Ferraz, o motivo principal da aparição dos pássaros está diretamente ligado a grande urbanização das cidades. Ela explica que, cada vez mais, inúmeras espécies estão perdendo seus habitats em razão da prática do desmatamento  e da falta de preocupação das pessoas com a preservação desses espaços.
“A redução das áreas verdes é um problema mundial e que está causando um desequilíbrio imenso para os animais, que estão migrando para outras regiões em busca de alimentos e de um local para sobreviver”, comentou.
No caso da bacia de contenção da Norte-Sul, confluência entre as avenidas Orosimbo Maia e a Júlio Prestes, é possível encontrar inúmeras espécies diferentes convivendo juntas, como o pernilongo-de-costa-branca e o maçaricão. Algumas outras espécies ainda chamam a atenção por serem típicas da região do Pantanal, como o tapicuru: uma ave que tem o hábito de caminhar lentamente por lagos rasos e, com o bico, ficar sondando a lama em busca de alimentos como crustáceos e moluscos. “No Pantanal é muito comum essa ave se reproduzir em colônias, mas aqui em Campinas, eles estão fazendo o ninho no chão ou em áreas abertas, porque estão protegidos pelo espaço que possui características semelhantes à de um vale”, disse.
Eliana afirmou ainda que a região escolhida pelos animais para reprodução não é à toa. “Tem um assoreamento que cresceu junto com a vegetação. O espaço conta ainda com água razoavelmente rasa, o que permite com que espécies como o tapicuru, caminhem por ela em busca de alimentos”, ressaltou. O trecho conta com um manancial formado pelos córregos Proença e Serafim, que depois formam o Ribeirão Anhumas.
Preservação
Apesar de a história dos pássaros exóticos do piscinão chamar atenção, Eliana explica que a preservação deste e de outros espaços com vegetação segue sendo o único meio possível de garantir a preservação de espécies como pernilongo-de-costa-branca, o maçaricão e o tapicuru. “É importante preservar o meio ambiente e as nascentes, para que os animais possam continuar procriando, já que eles, em sua grande maioria, têm essa capacidade de se adaptar ao ambiente urbano, se encontrarem condições mínimas de sobrevivência”, comentou
Fonte: Correio Popular

Galinhas lutam para andar, respirar e recorrem ao canibalismo em fazendas de criação

Imagens angustiantes divulgadas na segunda feira última, 13 de maio, mostram galinhas sofrendo maus-tratos, vivendo em condições desumanas, em ambientes super lotados e sujos, doentes e famintas, comendo umas as outras em fazendas de criação fornecedoras de grandes mercados.

Vídeos e fotos mostram as aves feridas e aflitas vivendo em condições precárias nos locais usados para criação em larga escala que ficam em Northamptonshire (Inglaterra), e que servem alguns dos principais supermercados do Reino Unido.

A filmagem foi divulgada pela ONG Animal Equality, que afirma que os trabalhadores podem ser vistos quebrando os pescoços das aves e deixando-as para morrer por vários minutos jogadas no chão.

O grupo também alega que as aves foram deixadas para morrer, agonizantes antes de serem bicadas e comidas por outras galinhas além de terem sido chutadas e pisadas por trabalhadores agrícolas da fazenda.

Imagens divulgadas pela ONG mostram as galinhas com as pernas abertas e batendo as asas em aflição.

As filmagens foram gravadas nas fazendas Evenley, Pimlico e Helmdon, em Northamptonshire, todas certificadas pela Red Tractor (selo de bem-estar animal) e administradas pela Avara Foods.

Investigadores dizem que encontraram sacolas cheias de galinhas mortas em uma das três fazendas durante visitas de janeiro a março, após uma denúncia.

A Animal Equity afirma que dezenas de pássaros desmoronaram sob o peso de seus “corpos anormalmente grandes” e não conseguiam nem ficar em pé, batendo as asas freneticamente em uma tentativa desesperada de se levantar.

Segundo a ONG, as aves mortas ficavam apodrecendo entre as vivas, levando as galinhas ao canibalismo em pelo menos uma das fazendas, enquanto os pássaros que já estavam morrendo eram jogados em uma pilha e deixados para sofrer por horas enquanto os funcionários limpavam o galpão para realizar mais mortes.

A ONG também disse que os trabalhadores estavam “violentamente quebrando os pescoços das aves e deixando-os a convulsionar em meio às demais”.

Pode-se ver pelo vídeo outras aves morrendo jogadas em uma pilha, deixados para sofrer por horas enquanto os trabalhadores limpavam o galpão.

O grupo também alega que funcionários estavam deliberadamente chutando e pisando em algumas galinhas repetidamente.

Um gerente de campanha pelo bem-estar animal da Woodhurst World Animal Protection disse: ‘Infelizmente, este material perturbador é típico das baixas práticas de bem-estar em muitas fazendas industriais onde galinhas são amontoadas e tratadas de maneira tão cruel que seus corações, pernas e pulmões mal conseguem aguentar a pressão.

“Algumas morrem antes de serem assassinadas pelos funcionários das fazendas devido a exaustão ou insuficiência cardíaca”.

“Ao adotar uma alimentação vegana e abrir mão da carne, as pessoas podem ajudar a terminar com o sofrimento desses animais”, disse o ativista.

Após a liberação no vídeo a Agência de Saúde Animal e Vegetal (APHA) do país realizou uma inspeção ao local sem aviso prévio. O órgão público relatou estar satisfeito com a saúde e o bem-estar das aves.

Enquanto a mentalidade especista de objetificação dos animais persistir, o sofrimento animal continuará. Galinhas são seres sencientes, extremamente inteligentes, capazes de realizar até operações matemáticas segundo cientistas, quem dirá compreender o que se assa ao seu redor.

Submetê-las a esse sofrimento é uma violência psicológica e física da qual a humanidade deve se envergonhar e eliminar o quanto antes.

Ao alimentar-se de forma vegana deixamos de alimentar essa indústria cruel e assassina.

Ex-funcionária de matadouro conta porque virou vegana e ativista pelos direitos animais

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

A ex-funcionária de um matadouro Susana Soto costumava matar galinhas para ganhar a vida, mas agora ela mudou totalmente e luta pelos direitos animais.

Originalmente na Cidade do México, Soto era funcionária de matadouro que matou “milhares de frangos”. Agora, uma ativista em defesa dos direitos animais, ela usa “todas as oportunidades para falar em apoio aos que são abusados”.

Susana conta que podia ver o medo nos olhos das aves, o clima no ambiente era pesado e triste. Todos os funcionários se sentiam mal trabalhando ali.

Em um vídeo no Facebook, Soto conta sua história. Ela explica que não foi apenas o abuso de animais – que incluia pendurar as aves de cabeça para baixo para que eles não pudessem lutar quando chegasse a hora de cortar seus pescoços – o que tornou o trabalho insuportável.

Violência contra os animais gera violência contra humanos, o que Soto explica que foi o caso com o proprietário do matadouro, que abusava diariamente da esposa dele com agressões verbais e físicas. Percebendo o impacto que o trabalho teve em sua filha, os pais de Soto recomendaram que ela se mudasse para a Califórnia.

Soto agora vive com seus filhos, a quem ela ensina o poder da compaixão e faz campanha por “um mundo melhor [para eles]”.

Mudança radical na indústria agropecuária

Soto não está sozinha em virar as costas à agricultura animal. Muitos pecuaristas, criadores e trabalhadores da indústria de animais estão optando por sair do ramo; há até um site inteiro dedicado a contar histórias da vida real daqueles que escolheram um estilo de vida mais ético.

A organização de defesa dos animais Free From Harm publica uma seção separada em seu site chamada “Sowing Change”. Ela apresenta perfis sobre os agricultores que costumavam dirigir ou trabalhar em fazendas de carne e laticínios, mas agora optam por cultivar somente as lavouras. O site observam que “[os perfis] são provas cheias de esperança de que mesmo aqueles que mais perdem ao renunciar à exploração animal são capazes de uma enorme mudança de opinião”.

Abraçando um futuro vegano

Independentemente de terem rejeitado totalmente a indústria de carne e laticínios ou não, muitos agricultores reconhecem que a demanda do consumidor por mais alimentos à base de vegetais está crescendo.

Recentemente, uma votação na Oxford Farming Conference revelou que 40% dos agricultores acreditam que a comida vegana é o futuro.

O produtor de leite irlandês Darragh McCullough é particularmente vocal sobre a inovação na indústria agrícola. Em um editorial para o Irish Independent, ele escreveu: “Eu não tenho tempo para a comunidade agrícola se interessar pelo veganismo”.

Ele acrescentou: “qualquer um que ignora os enormes problemas enfrentados pela pecuária não deveria estar no gado. As forças combinadas da mudança climática, do bem-estar animal e das preocupações com a saúde sobre os altos níveis de consumo de carne são impossíveis de evitar ”.

Pássaros estão globalmente ameaçados por resíduos plásticos

Foto: iflscience

Foto: iflscience

Muito tem sido dito sobre os riscos sérios que a poluição por plásticos representa para a saúde da vida selvagem em todo o mundo, afetando uma ampla gama de espécies, incluindo baleias, tartarugas, peixes e pássaros.

No Dia Mundial das Aves Migratórias, celebrado em 10 de maio, dois tratados de conservação da natureza e conservacionistas da ONU em todo o mundo pedem ações urgentes para impedir a poluição por plásticos, destacando seus efeitos negativos sobre as aves marinhas e outras aves migratórias.

“Um terço da produção mundial de plástico não é reciclável e pelo menos oito milhões de toneladas de plástico fluem ininterruptamente nos nossos oceanos e corpos d’água (rios e afins) a cada ano”, disse Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU para o Meio Ambiente.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

“Este lixo esta acabando nos estômagos dos pássaros, peixes, baleias e em nosso solo e água. O mundo está sufocando em plástico e também são nossos pássaros dos quais depende a vida na Terra. ”

A poluição por plásticos é uma das três maiores ameaças para as aves: o emaranhamento nas redes de pesca e os demais são mais visíveis que o plástico, mas afetam menos indivíduos.

A ingestão de lixo plástico é mais danosa e pode afetar grandes proporções de algumas espécies. Aves confundem pedaços de plástico com alimento, fazendo com que morram de fome, enquanto seus estômagos ficam cheios de plástico indigerível.

Pedaços de plástico também estão sendo usadas como material para que as aves façam seus ninhos. Muitas aves pegam o plástico como material para forrar seus ninhos, confundindo-o com folhas, gravetos e outros itens naturais, que podem ferir e prender os filhotes ainda muito frágeis.

Redes de plástico de pesca descartadas são responsáveis pela maior parte das enredamentos de pássaros no mar, nos rios, lagos e até mesmo em terra. As aves marinhas são particularmente ameaçadas pelas redes de pesca. Muitas aves marinhas enredadas não são detectadas porque morrem longe da terra, longe da vista dos seres humanos.

Foto: ornithology.com

Foto: ornithology.com

“Ficar preso, emaranhado em equipamentos de pesca ou em lixo plástico condena as aves a uma morte lenta e agonizante”, diz Peter Ryan, diretor do Instituto Fitzpatrick de Ornitologia Africana da Universidade da Cidade do Cabo.

Para coletar dados adicionais sobre emaranhamentos remotos, cientistas como Peter Ryan recorreram ao Google Images e a outras fontes baseadas na Web para fornecer uma visão mais abrangente da ameaça, e o número de espécies de aves afetadas foi ajustado para cima.

Das 265 espécies de aves registadas enredadas em lixo plástico, pelo menos 147 espécies eram aves marinhas (36% de todas as espécies de aves marinhas), 69 espécies de aves de água doce (10%) e 49 espécies de aves terrestres (0,5%).

Estes números mostram que quase todas as aves marinhas e de água doce correm o risco de se emaranharem em resíduos de plástico e outros materiais sintéticos. Uma grande diversidade de aves terrestres, de águias a pequenos tentilhões, também é afetada, e esses números tendem a aumentar.

Pesquisas mostram ainda que cerca de 40% das aves marinhas contêm plástico ingerido no estômago. Patos marinhos, mergulhadores, pinguins, albatrozes, petréis, mergulhões, pelicanos, gansos e patas, gaivotas, andorinhas-do-mar, auks e tropicbirds estão particularmente em risco.

A ingestão de plástico pode matá-los ou, mais provavelmente, causar lesões graves, e o acumulo de plástico pode bloquear ou danificar o trato digestivo ou dar ao animal uma falsa sensação de saciedade, levando à desnutrição e à fome.

Aditivos químicos de plástico foram encontrados em ovos de aves em ambientes remotos, como o Ártico canadense.

Para resolver a questão da poluição plástica – e garantir que no futuro menos aves morrerão por ingestão ou enredar-se em plástico – a ONU Environment lançou a campanha Clean Seas em fevereiro de 2017. A campanha, que tem como alvo a poluição por plástico marinho em particular, tem foco amplo e pede a indivíduos, governos e empresas que tomem medidas concretas para reduzir suas próprias pegadas de plástico.

A Convenção sobre Espécies Migratórias e o Acordo Africano sobre Aves Aquáticas da Eurásia trabalham com os países para impedir que itens plásticos entrem no ambiente marinho. Uma recente resolução sobre a conservação de aves marinhas adotada pelos países da AEWA em dezembro de 2018 inclui uma série de ações que os países podem adotar para reduzir o risco causado pelos resíduos plásticos em aves migratórias.

Na Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias em 2017, os países também concordaram em abordar a questão das redes de pesca descartadas, seguindo as estratégias estabelecidas no Código de Conduta para a Pesca Responsável da Organização para a Alimentação e Agricultura.

Esforços para eliminar gradualmente os plásticos de uso único e redesenhar os produtos plásticos para torná-los mais fáceis de reciclar estão em andamento em muitos países.

“Não há soluções fáceis para o problema de plástico. Exigirá os esforços conjuntos dos governos, indústria, municípios, fabricantes e consumidores para resolver o problema. No entanto, como destaca o Dia Mundial das Aves Migratórias deste ano – todos neste planeta podem ser parte da solução e tomar medidas para reduzir o uso de plástico de uso único. Enfrentar este problema globalmente não só será benéfico para nós, mas também beneficiará a vida selvagem do nosso planeta, incluindo milhões de aves migratórias”, disse Jacques Trouvilliez, Secretário Executivo do Acordo Eurasian Waterbird Africano.

A poluição por plásticos é uma ameaça séria e crescente para aves migratórias, o que limitará ainda mais sua capacidade de lidar com a ameaça muito maior enfrentada pelas mudanças climáticas.

Pássaros encontram redes de arame impedindo-os de chegarem até seus ninhos ao retornar de sua rota migratória

MARGARET WILCOX /SWNS.COM

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

Os pássaros da espécie san martin voaram mais de 8 mil quilômetros vindos da África para se refugiar nos penhascos de Norfolk (Inglaterra), apenas para encontrar seus ninhos cobertos com redes pelas autoridades locais.

Muitos pássaros chega a morrer de sede e exaustão durante a jornada jornada, antes mesmo de chegarem às margens da Grã-Bretanha, onde fazem ninhos para criar seus filhotes na primavera.

Vídeos postados por observadores de aves postados on-line mostram os pássaros pousados na rede e fracassando inutilmente enquanto tentam alcançar os locais que chamam de lar.

Um porta-voz do Conselho do Distrito de North Norfolk (NNDC) explicou que o penhasco de Bacton está sendo erodido pelo Mar do Norte e precisa de proteção.

O conselho planeja despejar 1,8 milhão de metros cúbicos de areia em um trecho de 3,5 milhas da praia, incluindo nas falésias para ajudar a evitar inundações e desabamentos.

A operação teria como objetivo proteger o Terminal de Gás da Bacton, que fica perto do penhasco e lida com um terço do fornecimento de gás da Grã-Bretanha.

Segundo as autoridades a rede foi temporariamente colocada para impedir que as aves migratórias se aninhem, pois seus ninhos poderiam ser preenchidos pela areia despejada, o que mataria os pássaros e seus filhotes.

No entanto, a ONG de proteção às aves, RSPB, argumentou que o trabalho deve ser realizado após a época de formação dos ninhos para evitar que isso aconteça, e que seria possível concentrar esforços anti-erosão em uma parte menor do penhasco.

A organização também disse que uma malha mais fina deveria ser usada, para reduzir a possibilidade de as aves ficarem presas e morrerem.

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

A RSPB, classificou a rede como “devastadora” e pediu ao conselho que a removesse em carater de emergência para que as aves tivessem um lugar para passar.

A organização twittou: “Estamos com o coração partido ao ver que a @NorthNorfolkDC (NNDC) não aceitou nossos (e de seus contratantes também) conselhos originais e, em vez disso, colocou redes por mais de 1 km no penhasco de Bacton. O ônus está com NNDC agora para fazer a coisa certa para nossos san martins”.

O RSPB acrescentou que os empreiteiros recomendaram uma rede de malha fina que não prenderia as aves ou ocultaria o acesso aos seus ninhos.

Observadores de pássaros também expressaram sua indignação, com um deles, Bob Carter, que twittou: “Tendo voado de volta para voltar para seus locais de nidificação, as aves estão descobrindo que as falésias de Bacton agora estão cobertas de redes. Vi dezenas de pássaros tentando entrar em seus túneis, falhando, girando, girando e tentando de novo. Por que esse nível de ação é necessário? ”

Outro observador de pássaros, Richard Thewlis, escreveu também no Twitter: “Totalmente consternado ao ver #plasticNetting (redes de plástico) instaladas em escala industrial por 2 km de penhascos de Bacton ontem. Parte do projeto NorthNorfolkDC (NNDC) para reduzir a erosão. Contou, fotografou e mapeou agora os ninhos estão todos cobertos = falha completa para esta época de reprodução”.

Darren Young, entusiasta dos pássaros, acrescentou: “Este é um abuso escandaloso da vida selvagem. Estou enojado porque um conselho acha que isso é aceitável e não percebe que isso é algo profundamente imoral. Os san martins são lindos, preciosos e estão em declínio. Como alguém pode ser tão cruel e ter uma visão tão curta?”.

Ben Garrod, professor de biologia da Universidade de East Anglia, disse que os pássaros, descobertos na Europa no século 16, estão no Reino Unido “há mais tempo do que o povo”.

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

Ele disse que eles “facilmente” tem se aninhado no penhasco por centenas de anos, talvez até mais, acrescentando: “Eles têm uma sensação real de quais são seus ninhos e têm uma alta fidelidade a isso” de indivíduos que retornam a determinados ninhos.

Após protestos públicos, o Conselho do Distrito de North Norfolk anunciou na tarde de terça-feira que a rede seria parcialmente removida.

Um porta-voz disse “Após discussões positivas com o RSPB e Natural England hoje, instruímos os empreiteiros a remover os níveis superiores de compensação nas falésias da Bacton. Os níveis mínimos serão retidos para ajudar a avançar com este projeto crítico para proteger as casas e a infraestrutura nacional.”

O conselho advertiu as pessoas na área a não removerem as redes, depois de algumas pessoas ameaçarem fazê-lo por si mesmas, acrescentando: “Por favor, esteja ciente de que estes penhascos não são seguros para escalar. Por favor, não tente fazer isso. Uma equipe de os profissionais de rapel realizarão o trabalho nas próximas 24 horas”.

Mais de 500 pássaros aprisionados e colocados à venda em mercado são libertados

Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook

Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook

Centenas de periquitos (família Psittacidae), koels asiáticos (Eudynamys scolopaceus) e hill mynas (Gracula religiosa) foram encontrados espremidos dentro de pequenas gaiolas, sendo forçados a permanecer em condições precárias.

O Bureau de Controle do Crime (WCCB) do Ministério do Meio Ambiente, Florestas e Mudanças Climáticas e o Departamento de Florestas de Bengala na Índia, resgataram os pássaros durante duas inspeções seguidas à Galiff Street, no centro de Calcutá, em Bengala, no domingo dia 7.

Entre os animais capturados pelo traficantes estavam filhotes recém-nascidos que os criminosos esperavam vender como animais de estimação.

Segundo o jornal The Hindustan Times, nove pessoas, com idades entre 18 e 32 anos, foram presas ao todo durante as duas batidas.

Agni Mitra, vice-diretor regional do WCCB, confirmou que após a primeira inspeção, as equipes responsáveis receberam denúncias e informações de que os vendedores haviam mudado de local e estavam operando novamente.

Como as aves não costumam sobreviver a esse tipo de condições cruéis e martirizantes, especialmente os filhotes recém-nascidos, eles foram levados imediatamente para atendimento veterinário.

Nos últimos anos, a cidade de Bengala infelizmente se tornou um mercado muito utilizado pelos comerciantes que se beneficiam do tráfico de animais vivos e mortos.

Um alto funcionário do Departamento de Florestas de Bengala descreveu o comércio de animais como um “problema sem fim” para o jornal The Hindu, acrescentando que isso se deve em parte ao fato das pessoas não perceberem que além de ser ilegal manter algumas espécies de aves como animais de estimação, os pássaros nasceram livres na natureza e é assim que devem permanecer.

Em 1991, uma emenda à Lei de Proteção à Vida Selvagem (Lei da Vida Selvagem) de 1972 tornou ilegal que qualquer ave indiana, exceto o corvo da casa, fosse caçada, aprisionada, enjaulada ou comercializada.

No entanto, em áreas como Galiff Street, isso acontece constantemente graças aos argumentos utilizados pelos comerciantes, alegando que eles estão lidando com aves exóticas selvagens, o que ainda é permitido, em vez de aves indianas selvagens.

Abrar Ahmed, ornitólogo e ex-consultor do Bird Trade Project da ONG Traffic International, estudou o mercado nas últimas duas décadas, concluindo que de 1.300 espécies de aves indianas, cerca de 450 estão sendo comercializadas nos mercados doméstico e internacional.

Destas 450 espécies, 23 estão listadas na Lista Vermelha de Aves Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enquanto 19 outras estão classificadas como “quase ameaçadas”, um status que indica vulnerabilidade.

Embora existam cláusulas na legislação indiana que permitam processar os compradores das aves comercializadas fora da lei, elas não estão sendo implementadas.

As autoridades policiais do país acreditam que isso levaria a questão “um pouco longe demais”, enquanto a natureza clandestina do comércio também tornaria o processo difícil.

E desta forma mais espécies de pássaros vão se esvaindo nas mãos da ambição e sede de lucro humanos. Feitos para serem admirados a distancia, voando e reinando nos ares, a vaidade humana cria demanda para que sejam aprisionados e sirvam de ornamento para olhos e mentes cruéis.

Até que não reste mais nenhum.

Extinção de aves no Brasil é preocupante

Ararinha-azul desapareceu da natureza e hoje só pode ser encontrada em cativeiro (Foto: Patrick Pleul/AFP)

Quatro espécies brasileiras estão entre as oito aves declaradas extintas no mundo ao longo desta década, de acordo com um levantamento da BirdLife International. A instituição aponta ainda que uma quinta espécie, a emblemática ararinha-azul, desapareceu da natureza, sendo encontrada apenas em cativeiro.

A eliminação desses animais também é considerada preocupante porque as aves desempenham importante papel no equilíbrio dos ecossistemas. Em pesquisa realizada ao longo de oito anos, a ararinha-azul, a arara-azul-pequena, o caburé-de-pernambuco, o limpa-folha-do-nordeste e o gritador-do-nordeste tiveram seu status de conservação revisado pela BirdLife International.

A ONG recomendou no ano passado que as espécies fossem acrescentadas à lista de extinções presumidas ou confirmadas, elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). “A gente está empobrecendo o planeta, mas não foi da noite pro dia”, lamenta Pedro Develey, ornitólogo e diretor-executivo da SAVE Brasil, instituição que representa a BirdLife no país.

Para o especialista, o fim das espécies brasileiras é o resultado de anos de degradação do meio ambiente e consequente destruição do habitat natural dessas aves, sobretudo na Mata Atlântica da região Nordeste.

Em todo o Brasil, o bioma — que cobria 15% do território nacional — sofreu perdas de 1,9 milhão de hectares no período 1985-2017, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. A extensão de floresta destruída equivale à área total do estado de Sergipe. A mesma organização estima que restaram apenas 12,4% das florestas originais do bioma no país.

O caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum) era uma pequena espécie de coruja, com tamanho em torno de 10 cm, endêmica desse tipo de vegetação tropical úmida, bem como do estado que lhe dava nome.

Situação semelhante era a do limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi), encontrado apenas em dois lugares em todo o planeta — o município de Murici (AL) e a Reserva Frei Caneca, em Jaqueira (PE). Nas duas localidades, também em trechos de Mata Atlântica, o animal foi avistado pela última vez em 2007 e 2011, respectivamente. O gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) também era endêmico das duas regiões.

Centro de recuperação de animais em SP cuida de falcão mais veloz do mundo

Um veado catingueiro órfão de 15 dias que mama na mamadeira é a sensação do CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) que fica dentro do Parque Ecológico do Tietê, Zona Leste de São Paulo.

Foto: Deslange Paiva/G1

Ele foi resgatado e entregue ao centro por um fazendeiro no Alto do Tietê, na região de Mogi das Cruzes, e será criado no núcleo até se tornar independente para se alimentar, de acordo com a médica veterinária e diretora do CRAS, Liliane Milanelo, 46 anos.

“Essa espécie é muito comum naquela área, onde há muitas fazendas. Essa espécie fica órfã geralmente por ação trópica (caçador, atropelamento ou morte por cachorro). Acreditamos que a mãe tenha sido vítima e ele sobreviveu”, diz ela.

Atualmente, o filhote mama leite de cabra a cada duas horas e logo vai aprender a comer pequenas folhas, flores e frutas, coisas que ele encontrará na natureza. Ele será solto no mesmo local de origem quando aprender a comer sozinho.

Falcão mais veloz

O CRAS recebe em média 30 animais machucados por dia e os recupera antes de reinseri-los no meio ambiente em áreas de soltura cadastradas pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente e pelo Ibama. Os mais comuns são araras, papagaios, gavião, macacos, cobras, tartarugas e jabutis, jaguatiricas, além de muitos pássaros, entre outros.

Atualmente o centro também recupera um falcão peregrino, espécie rara de se encontrar no Brasil e considerada a ave mais veloz do mundo, podendo atingir até 440Km/h em vôos predatórios dependendo da distância e ângulo de ataque, mas estudos dizem que geralmente fica entre 250 a 380Km/h. Ele foi encontrado na região da Cantareira, Zona Norte de São Paulo.

Foto: Deslange Paiva/G1

“É um animal raro de se aparecer em cativeiro, eles só passam pelo Brasil fazendo migrações intercontinentais. Provavelmente ele saiu dos Estados Unidos em direção à Patagônia. No Oriente Médio essa espécie é muito usada para falcoaria, [esporte que treina falcões e outras aves de rapina para caça], que, para mim, é mais uma dominação animal”, diz Liliane.

O falcão se recupera de uma cirurgia de osteossíntese devido a uma fratura no úmero (osso longo e o maior do membro superior que se localiza no braço da ave) e será solto em breve.

Atualmente o CRAS mantém 1200 animais, mas sua capacidade máxima é de 1800. O núcleo é o único Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), órgão gerenciado pelo Ibama, do governo do estado. Ele foi inaugurado em 1986 e é administrado e mantido pelo DAEE ( Departamento de Águas e Energia Elétrica).

Cuidados e tratamento

A maioria dos animais recebidos pelo CRAS do Parque Tietê são oriundos de resgates da polícia após denúncias de tráfico, comércio ilegal ou maus tratos. Além disso, qualquer munícipe pode levar até o parque animais machucados.

Na quarta-feira (27), por exemplo, uma operação da Polícia Civil de Guarulhos levou 63 aves ao parque.

De acordo com Liliane, geralmente as aves que chegam ao CRAS são animais bonitos, mais visados pelo tráfico. Na última leva recebida pelo centro, foram recebidos canário da terra, sanhaço, tico-tico, azulão e sábia.

Foto: Deslange Paiva/G1

Chegando ao CRAS, os animais são examinados, anilhados e têm material coletado (sangue, fezes, pena) para análise clinica e laboratorial. Mamíferos recebem um microchip com suas informações, de origem do animal, condições de chegada, espécie, peso, comprimento, idades, exames, evolução, data de saída e onde foi solto.

“Geralmente ele chegam aqui machucados por ficarem se debatendo na gaiola. Depois que estão bem sanitariamente, nutricionalmente e comportadamente, iniciamos o processo de reinserção. Se o animal vive em grupo, tem de estar inserido em um grupo, se voa, tem de saber voar. As aves primeiro se acostumam em um recinto menor e depois passam para um maior para irem se acostumando”, explica Liliane.

O CRAS conta com um banco de penas, retiradas de animais que morrem, para implante em outros.

“A troca de penas, que chamamos muda, é demorada. Quando o animal chega com a pena quebrada ou amassada por linha de pipa, que é muito frequente, a gente reinsere como se fosse um implante”, explica Liliane.

Segundo a médica veterinária, as pipas são grandes vilãs, inclusive.

“A gente abomina pipa. Não tem nada de bom nisso: motoqueiros sofrem, é ruim para as árvores e péssimo para aves. Mesmo linha que não tem cortante, os animais acabam se enrolando nelas, quebrando a asa, muitos caem na água e se afogam. Às vezes chegam aqui sem asas. Os animais já são sobreviventes por viver em São Paulo, e ainda têm de lidar com essas variáveis”, diz Liliane.

Outro comportamento humano que só faz mal a animais é manter aves em gaiolas.

Foto: Deslange Paiva/G1

“Se você pensar que esses animais vivem em bando, voando a grandes distâncias, comendo o que querem em total liberdade… Aí ficam condenados a ficar em uma gaiola dentro de uma cozinha falando ‘louro’, aprendendo palavrão e cantando hino de time. É deprimente para a espécie”, desabafa.

Alguns animais, segundo Liliane, chegam ao centro de recuperação deprimidos e com problemas psicológicos.

“A gente tinha um macaco prego fêmea que não saía do lugar. Ela foi achada em uma casa de família abandonada na gaiola. Ficou meses sendo alimentada por um vizinho até a polícia resgatar. Há papagaios que chegam aqui extremamente agressivos, alguns se mutilam. Então eles desenvolvem problemas psicológicos. Alguns tomam remédios psiquiátricos e conseguem reverter, outros não. Ficarão sujeitos a cativeiro para sempre.”

Os animais que não conseguem se recuperar para serem reinseridos no meio ambiente são enviados à criadouros autorizados ou zoológicos.

“A retirada de animais da natureza causa um impacto ambiental gigantesco. Cada ser da fauna silvestre faz parte de uma engrenagem, de um equilíbrio ambiental e as consequências nós humanos também vamos sofrer. Cada pessoa que adquire um passarinho, um papagaio, um macaco, um tucano, está cometendo um crime”, resume Liliane.

Como denunciar?

• IBAMA: (11) 3066-2633 ou linhaverde.sede@ibama.gov.br

• Polícia Ambiental: 0800-55-51-90 ou cpamb@polmil.sp.gov.br

Fonte: G1

França é acusada de falhar na proteção de pássaros ameaçados de extinção

Foto: Alamy

Foto: Alamy

Ativistas em defesa dos direitos animais vão apresentar uma queixa oficial à União Europeia, acusando a França de falhar em proteger espécies de pássaros ameaçadas de extinção.

A Liga para a Proteção das Aves (LPO) francesa está usando o 40ª aniversário da “medida diretiva de aves” estabelecida pela UE, que proíbe a morte “massiva” de aves, para denunciar o que considera métodos cruéis e ilegais de extermínio das espécies.

Estes métodos incluem os adesivos cobertos de cal e colocados em árvores ou arbustos para capturar pássaros quando eles pousam, e armadilhas que esmagam os pássaros com pedras pesadas e forcas.

O LPO diz que foi forçada a agir depois que o governo francês recusou-se a responder a suas queixas e o conselho estadual aprovou o uso de armadilhas com cola, afirmando que o método era o mais tradicional e que não havia outro método satisfatório para aprisionar as aves.

As armadilhas de pedra (que esmagam os pássaros), que estiveram banidas por mais de um século, foram legalizadas na França em 2005 e também são consideradas extremamente cruéis, já que muitas vezes as aves agonizam por horas.

Diversas espécies de pássaros ameaçadas são vítimas frequentes de caçadores franceses, apesar de um declínio em certas espécies. A LPO denuncia que as proteções as aves são frequentemente ignoradas.

Kim Dallet, porta-voz da LPO, disse que a Liga apresentou várias queixas ao governo francês sobre a caça de aves e extermínio de espécies ameaçadas, mas muitas vezes sem resposta.

“Para marcar o aniversário da medida diretiva da UE, estamos levando as queixas para o nível europeu, com isso, esperamos forçar o governo francês a responder e respeitar a diretiva”, disse ela.

Ela acrescentou: “Temos espécies de aves em situações frágeis em termos de conservação que ainda estão sendo caçadas na França, o que é absolutamente contra a diretiva”.

“Eu não sei porque as pessoas caçam na França, talvez porque o pais tenha uma tradição de caça. Mas a situação tem que evoluir”.

Dois relatórios divulgados por pesquisadores franceses no ano passado descobriram que o número de aves nas áreas rurais havia caído um terço em 15 anos, em parte por causa da agricultura industrial e do “uso maciço de pesticidas”.

O presidente francês, Emmanuel Macron, participou de uma caçada durante as comemorações do seu 40º aniversário no Château de Chambord em dezembro de 2017. “A caça é uma vantagem maravilhosa para a biodiversidade, desenvolvimento do nosso território rural e uma atividade popular para salvaguardar”, disse ele

O site Chasseurs de France twittou uma foto de Macron com caçadores, dizendo que ele havia “elogiado a contribuição da caça à natureza”.

Com posicionamentos especistas e irresponsáveis como estes sendo emitidos pelas autoridades responsáveis ,que deveriam ser as mais preocupadas em proteger as espécies, não se admira que a vida de tantas aves no país estejam ameaçadas de extinção.

Nota da Redação: toda e cada vida é preciosa, pássaros são livres e jamais devem ser capturados ou mortos para serem comidos como alimentos. Qualquer atividade ou procedimento que ameace a vida ou cause qualquer sofrimento aos animais é contrário ao que que acredita a ANDA.