Traficantes são presos com arara de espécie rara e ameaçada de extinção

Dois homens e uma mulher foram presos na noite da última segunda-feira (1º) na BR-153, em Uruaçu (GO), após serem flagrados transportando dezenas de animais silvestres, alguns em ameaça de extinção, como é o caso da arara ararajuba, espécie rara de coloração viva.

Os animais foram descobertos quando agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ouviram um pássaro cantar enquanto fiscalizavam um carro. Eles pediram, então, para que os ocupantes do automóvel descessem do carro e iniciaram uma vistoria. No Fiat Uno estavam o condutor, de 44 anos, outro homem, de 34, uma jovem, de 19, e o filho dela, um bebê de 11 meses. As informações são do O Dia Online.

Foto: Rudimar Narciso Cipriani/Ilustrativa

Durante a vistoria, dezenas e aves confinadas em mochilas, sacos plásticos, caixas de sapatos e gaiolas foram encontradas debaixo do banco do veículo, coberto com pertences da criança para esconder os animais. Ao todo, foram encontrados 29 curiós, três papagaios e 28 araras das espécies ararajuba e araracanga.

Um passageiro do carro disse ter comprado as aves de sete pessoas que as capturaram em Goianésia do Pará. Elas seriam levadas para São Paulo, onde seriam vendidas.

O grupo foi preso por crime ambiental e maus-tratos a animais. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Uruaçu. O Ibama foi acionado e deve multá-los pelos crimes. Os animais ficarão sob a responsabilidade do CETAS de Goiânia.

Ararajuba

A ararajuba, espécie endêmica do Brasil, é encontrada exclusivamente entre o norte do Maranhão, o sudeste do Amazonas e o norte do Pará, sempre ao Sul do Rio Amazonas e ao Leste do Rio Madeira. Na década de 1990, registros de avistamentos foram feitos em Rondônia e no extremo norte do Mato Grosso.

Apesar de nunca ter sido grande, a população da espécie tem diminuído cada vez mais devido à ação humana. Os maiores índices de desmatamento na Amazônia ocorrem nas áreas de ocorrência da ararajuba, o que coloca em risco a sobrevivência desse animal. O tráfico também contribui para a redução das aves. Bandos inteiros, inclusive filhotes recém-nascidos, são transportados para o Sudeste e comercializados por traficantes em feiras clandestinas.

Mais de 60 animais são resgatados de canil clandestino no litoral de SP

A Polícia Civil resgatou 68 cachorros, três gatos e também animais silvestres que estavam em um canil clandestino no Jardim Jamaica, em Itanhém, no litoral de São Paulo. O resgate aconteceu na quinta-feira (28) durante uma ação que combateu diversos crimes nos 24 municípios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um médico veterinário e um segundo homem, ambos responsáveis pelo canil, foram encaminhados ao 2º Distrito Policial de Itanhaém e autuados pela prática de crime ambiental. No entanto, por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, eles foram liberados após o registro de um Termo Circunstanciado (TC). As informações são do Diário do Litoral.

A delegada Evelyn Gonzalez Gagliardi, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, considerou que foi constatado um “efetivo descaso” com os animais no canil.

“Quando se chegou no local foi assustador”, afirmou a delegada.

Os cães e gatos ficarão sob a responsabilidade da ONG Focinhos Carentes, de Santo André. Os animais silvestres, entre eles ave e tartarugas, foram encaminhados para a Polícia Militar Ambiental, que tomará providências sobre eles.

Reino Unido pode proibir o uso de gaiolas na agricultura animal

Foto: Unsplash/Phil Hearing

Peter Egan pede ao governo do Reino Unido para proibir as gaiolas para todos os animais destinados ao abate, o que é altamente estressante, cruel e restringe os animais de expressarem seus comportamentos naturais.

O ator usou o Twitter para defender a causa.

“Por favor, junte-se a mim. Eu acabei de assinar esta petição: Fim da era de jaulas: proíbam gaiolas para todos os animais de fazendas”, escreveu ele.

Egan, recentemente expôs também a crueldade por trás do comércio de carne de gato e cachorro na Indonésia.

“Este não pode ser o futuro da agricultura britânica”, diz a petição.

“Pedimos ao governo do Reino Unido que acabe com essa prática desumana, proibindo todas as gaiolas para animais de fazendas. Gaiolas são cruéis”.

“Nós, abaixo assinados, solicitamos ao Secretário de Estado do Meio Ambiente para Assuntos Alimentares e Rurais que apresente legislação que altere os Regulamentos de Bem-Estar dos Animais Agrícolas de 2007 para proibir o uso de:

  1. Gaiolas para a criação de galinhas poedeiras, coelhos, frangos, codornas, faisões, perdizes, pintadas
  2. Cocheiras de partos para porcas;
  3. Baias de bezerros individuais

Mais de 25 mil pessoas já assinaram a petição. Quando a meta de 100 mil assinaturas for atingida, a petição será considerada para debate no Parlamento do Reino Unido, já que o governo promete responder a todas as petições que recebem mais de 10 mil assinaturas. As informações são do Vegan News

Granjas brasileiras

Estima-se que no Brasil cerca de 70 milhões de galinhas vivam confinadas em “gaiolas em bateria” superlotadas e sujas. Enquanto sua idade média em liberdade chega a 8 anos, no confinamento não passa de 20 meses.

Finalmente, isso pode estar perto do fim. Graças a uma iniciativa da ONG Mercy For Animals, a maior do mundo focada na proteção e defesa de animais considerados de consumo, a Companhia Beal de Alimentos anunciou seu o compromisso de eliminar a compra de ovos de galinhas confinadas em gaiolas para todas as suas marcas no Brasil (Festval e Beal).

Na empresa, que conta com 16 lojas no Paraná – e que já anunciou planos de expandir as operações com abertura de novas lojas ainda este ano, 70% do volume de ovos comprados já é proveniente de sistemas livres de gaiolas e alcançará 100% até 2022.

“A Mercy For Animals reconhece a iniciativa da Companhia Beal de Alimentos, que demonstra estar atenta às novas demandas dos seus consumidores, cada vez mais preocupados com a origem dos seus alimentos e com a questão do sofrimento animal”, afirma Sandra Lopes, Diretora Executiva da ONG no Brasil.

Agora, reconhecendo a crueldade das granjas e a crescente oposição do público consumidor, a Beal se junta a quase 100 empresas já anunciaram políticas nesse sentido aqui no Brasil, entre elas McDonald’s, Burger King, Subway, Spoleto, Unilever, Danone, Nestlé, entre muitas outras.

Carnaval: aves são torturadas para extração de penas para fantasias

As penas de origem animal utilizadas em fantasias por escolas de samba no carnaval encantam quem assiste o desfile, mas escondem uma realidade extremamente cruel. Por trás da beleza das penas está o sofrimento de inúmeras aves, que são exploradas e torturadas durante a vida toda.

Foto: AGNews

Apesar dos direitos animais estarem, atualmente, sendo difundidos em todo o mundo, as escolas de samba ainda não abriram mão das penas advindas de animais, usadas nas fantasias das rainhas e madrinhas de bateria. A intenção das escolas é passar uma imagem de luxo e glamour. O recado dado, no entanto, é outro: de descaso com a dor dos animais.

Para a extração das penas é utilizado um método conhecido como “zíper”. Através dele, as aves são levantadas pelo pescoço e têm suas penas arrancadas, o que lhes causa intensa dor. Além do sofrimento do momento da extração, a retirada das penas deixa esses animais expostos ao sol e a infecções graves. Fraturas também fazem parte do processo. Isso porque, em desespero, as aves se debatem tentando se livrar da dor que sentem ao terem as penas retiradas e, às vezes, acabam feridas. As informações são do Diário de Biologia.

Foto: Wales News Service

O faisão e o avestruz são espécies comumente exploradas e torturadas pela indústria de penas. No caso do avestruz, o sofrimento se estende por décadas – já que esse animal vive cerca de 40 anos. Mantidas em confinamento, as aves começam a ser submetidas à extração das penas com apenas 10 semanas de idade. O processo se repete em intervalos de quatro a seis semanas, até que elas estejam completamente exaustas. Quando já não servem mais, elas encontram dois destinos: serem imediatamente mortas ou começarem a viver um novo sofrimento, com alimentação forçada várias vezes ao dia para que, depois, sejam mortas para fabricação de foie gras.

De acordo com a indústria, a retirada das penas é feita com o animal vivo porque isso garante melhor qualidade ao produto e torna o processo mais econômico, uma vez que as aves poderão ser depenadas repetidas vezes antes de serem mortas.

Foto: Reprodução / Diário de Biologia

Apesar do intenso sofrimento que esses animais vivenciam, se as escolas de samba não têm interesse em parar de financiar tal prática, a indústria produtora de penas menos ainda. Isso porque o procedimento é altamente lucrativo: uma única pena de faisão, por exemplo, pode custar R$ 100.

Os maiores produtos de acessórios feitos a partir de penas são a Hungria, a China – que produz 80% das penas usadas no mundo inteiro – e a Polônia. As três depenam as aves vivas.

Foto: Reprodução / Diário de Biologia

Estudo encontra 11 aves ameaçadas de extinção no Porto de Santos (SP)

Um inédito monitoramento de avifauna realizado no estuário de Santos, no litoral de São Paulo, identificou 129 espécies de aves na região. Dessas, 11 estão ameaçadas de extinção. De acordo com o biólogo que participou do projeto, a presença dessas aves mostra que é possível que natureza e indústria convivam em harmonia.

Foto: Divulgação/Codesp

De dezembro de 2016 até o fim de 2018, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) realizou o monitoramento que faz parte das exigências ambientais da Licença de Operação do Porto de Santos, que completa 127 anos neste sábado (2). A atividade portuária implica em diversos impactos ambientais ao ecossistema e, por isso, a necessidade do monitoramento.

A cobertura geográfica do trabalho se estendeu desde a área do Canal de Piaçaguera, em Cubatão, até a baía de Santos e a entrada do canal de navegação, nas proximidades da Ilha das Palmas, em Guarujá. Em meio aos contêineres e operações portuárias, as aves foram vistas se alimentando, formando ninhos e fazendo o local de habitat.

“Durante dois anos, equipes de biólogos da Codesp embarcados no carnal do Porto realizaram oito campanhas de campo trimestrais. Foram registradas, no total, 129 espécies que circulam pelo local, sendo 11 em ameaça de extinção. Treze delas só temos aqui na nossa região”, explica o biólogo Bruno Takano.

Foto: Divulgação/Codesp

De acordo com o biólogo, as aves ameaçadas de extinção vistas no estuário santistas foram: savacu-de-coroa, guará, gavião-asa-de-telha, trinta-réis-de-bico-vermelho, trinta-réis-de-bando, trinta-réis-real, papagaio-moleiro, papagaio, pássaro-preto, figuinha-do-mangue e gavião-pombo-pequeno.

“Das 129 aves registradas, cinco espécies são migratórias e utilizam a região do Porto somente para se alimentar e, em seguida, viajam para reproduzir em outro local do Brasil e, até mesmo, em outros países. Muitas delas se alimentam de peixes e outros alimentos que conseguem encontrar no entorno”.

Foto: Divulgação/Codesp

De acordo com a Codesp, foram avistadas na região tanto espécies características dos ambientes locais como também pássaros que migram para as áreas costeiras durante, pelo menos, uma fase do ciclo de vida. Elas são de ambientes aquático, terrestre e arborícola.

Espécies independentes de ambientes florestais usam as árvores e, também, mastros de barcos, píers e outras estruturas construídas pelo ser humano para se abrigarem. A águia-pescadora, por exemplo, usa as estruturas de alvenaria da área portuária como poleiro para sua alimentação.

Codesp

A Companhia Docas do Estado de São Paulo, empresa pública vinculada ao Ministério da Infraestrutura, é a Autoridade Portuária do Porto de Santos. Ela é a responsável pelo planejamento logístico e pela administração da infraestrutura do Porto Organizado de Santos, por onde passa quase um terço das trocas comerciais brasileiras.

Com 7,8 milhões de metros quadrados, o porto está localizado a 70 quilômetros da Grande São Paulo e possui 55 terminais marítimos e retroportuários, situados em duas margens, uma em Santos (direita) e outra em Guarujá (esquerda).

Fonte: G1

Região de Brumadinho abriga aves e mamíferos ameaçados de extinção

Washington Alves | Reuters

Devastada pelo rompimento da barragem da Vale na última sexta-feira (25), a região de Brumadinho é habitada por cinco espécies de animais ameaçados de extinção. Entre elas figuram três aves e dois mamíferos.

As informações estão presentes no Rima (Relatório de Impacto Ambiental) apresentado pela Vale em um projeto de continuidade das operações da mineradora na região dos municípios de Brumadinho e Sarzedo, ambos em Minas Gerais.

Entre as 153 espécies de aves localizadas na região, 27 vivem em um tipo específico de ambiente, 23 têm hábito migratório e três estão ameaçadas de extinção. Destas, o choca-da-mata e o patinho são listadas como vulneráveis e chupa-dente encontra-se em perigo.

Das 14 espécies de mamíferos presentes na área de Brumadinho, nove apresentam médio porte e outros cinco são de pequeno porte. Presente na lista de ameaçados de extinção, o lobo-guará figura com o maior número de registros na região. “Trata-se de um mamífero de hábitos solidários e que vive em áreas de vegetação aberta”, avalia o documento.

A onça-parda é outro mamífero nas listas de ameaçados de extinção do Ministério do Meio Ambiente e de Minas Gerais que vive na localidade.

No caso específico dos mamíferos, o documento afirma que o baixo número de espécies encontradas na região “pode ser explicado pela proximidade de alguns pontos de áreas próximas à mina e pela ausência de solos propícios para a marcação de pegadas e outros vestígios”.

Já entre as quatro espécies de peixes, duas de répteis (lagarto e jararaca) e 19 de anfíbios identificadas na região de Brumadinho, nenhuma encontra-se ameaçada de extinção ou ainda não foi descrita pela ciência.

O Relatório de Impacto Ambiental também destaca para a presença de 520 espécies de flora na região, sendo que nove delas aparecem como ameaçadas de extinção em uma portaria do Ministério do Meio Ambiente publicada em 2014.

Para coletar os dados, foram realizadas visitas ao local para identificar espécies de animais plantas. No caso de alguns animais, o documento aponta que foram também realizadas entrevistas com moradores para saber se as espécies foram vistas por eles.

Fonte: R7

O desafio para se conter o comércio tráfico de aves no Brasil

O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. Isto aconteceu em 1967, e foi o jeito que o governo da época encontrou para romper o abuso depois de décadas de exploração intensiva que causou a extinção de muitas espécies, sobretudo de aves.

Foto: Pixabay

Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, um único comerciante londrino importou 400 mil beija-flores e 360 mil outras aves do Brasil. Em 1932, cerca de 25 mil beija-flores foram caçados no Estado do Pará e enviados para a Itália para enfeitar caixas de chocolate.

Centenas de milhares de aves vivas foram depois exportadas como animais domésticos em toda a América do Sul após meados da década de 1950, depois que as conexões das companhias aéreas comerciais, principalmente através de Miami, estavam regularmente disponíveis.

O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. — Foto: Unsplash

Bem, mas isto é história, e está bem contada no novo estudo sobre comércio de aves da América Latina produzido pela ONG Traffic, que trabalha no contexto da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável com apoio do WWF. O relatório é extenso, chama-se “Bird’s-eye view: Lessons from 50 years of bird trade regulation & conservation in Amazon countries” (“Vista Aérea: Lições dos 50 anos de regulamentação e conservação do comércio de aves nos países da Amazônia”, em tradução livre) e traz um panorama sobre o comércio de aves no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname e as ameaças à conservação representada pelo excessivo comércio internacional de espécies.

De 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, diz o estudo. — Foto: Unsplash

A boa notícia para o Brasil é que temos uma lei — e que, por causa dela, aquele abuso cometido no passado deu uma estancada. Um turismo com base em observação de pássaros no Brasil, Equador e Colômbia dá incentivo econômico e força para coibir os predadores. Mas, assim como há lei, há quem transgrida a lei. E o comércio clandestino de aves é, hoje, um enorme desafio para se manter nossas espécies — ou, pelo menos, o que restou delas.

O estudo mostra que, em média, 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, muitas delas destinadas a “competições de canto de pássaros”, onde os espectadores apostam dinheiro nos resultados de quantas músicas ou frases um pássaro cantará em um determinado período de tempo. Para nossa sorte — de pessoas que se sentem felizes em ouvir cantos de pássaros sem precisar engaiolá-los — este número não variou significativamente nos últimos 15 anos. Assim mesmo, diz o estudo, a indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário que gera cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos. Há sempre alguém que se beneficia.

A indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário. — Foto: Pixabay

Autor do estudo, o especialista Ortiz-von Halle afirma que o comércio ilegal internacional de aves sul-americanas foi reduzido ao seu nível mais baixo em décadas. No entanto, isso aconteceu “principalmente porque as espécies de aves mais procuradas pelos colecionadores já existem na maioria dos países consumidores”. Ou seja, a exploração foi tanta que tem espécies nativas que deixaram de ser.

“As complexidades do comércio de aves têm sido subestimadas. Para garantir um futuro para as espécies cada vez mais ameaçadas da região, precisamos de estratégias integradas que busquem urgentemente impedir ou reverter a destruição de habitats e melhorar a fiscalização, complementados com incentivos econômicos para a geração local de renda através do turismo e uso sustentável dos recursos naturais. Isso oferece o melhor caminho para a notável avifauna da América do Sul”, disse ele.

A Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei. — Foto: Unsplash

Para entender melhor o que ele quer dizer com “complexidades”, vamos à história que Ortiz Von-Halle conta — cenas de antes da lei que coibiu o abuso e que podem ilustrar a trajetória dos desafios que temos ainda hoje:

Até o Canal de Panamá ser aberto, em 1914, todos os navios que retornavam para a costa leste dos EUA ou Europa, do lado do Pacífico da América do Norte e do Sul, paravam nos portos brasileiros. Isto facilitou o envio de muitas mercadorias, incluindo aves vivas, penas e suas peles secas, e levou milhares de papagaios, tucanos e primatas de muitas espécies para Nova York e para o mercado europeu.

Só em 1964, numa única fazenda do Amapá, 60 mil patos foram mortos. — Foto: Unsplash

Com a ajuda do ornitólogo Helmut Sick, que tem mais de 200 trabalhos publicados sobre o tema, o autor do estudo descobriu que, só em 1964 — e numa única fazenda no Amapá —, 60 mil patos foram mortos. Entre 1930 e 1940, fotos guardadas pelo especialista mostram caçadores fazendo pose ao lado de centenas de carcaças de uma espécie de pato que era característica de Londrina e que hoje não existe mais. Por volta de 1914, na região do Rio Negro, um comerciante empregou 80 homens com o objetivo de caçar e matar garças. Tudo isso abastecia o mercado de penas e peles nos séculos XIX e XX: para um quilo de plumas, 300 mil teriam que ser mortos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves.

E veio a Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei.

“… Não pode ser considerado um direito do cidadão, ou negligenciado indulgentemente, a destruição de elementos vitais do equilíbrio biológico. A caça pode ser permitida como esporte, mas nunca como fonte barata para uma indústria extrativa. A vida selvagem é mais do que o patrimônio do Estado: é um elemento para o bem-estar dos homens e da biosfera ”, diz o texto da lei.

Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves. — Foto: Pixabay

Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. A solução foi a reprodução em cativeiro, “considerada uma alternativa sensível à conservação para exploração comercial da fauna nativa”. Assim, o último programa legal de caça ao pato no Estado do Rio Grande do Sul foi declarado inconstitucional e fechado em 2008.

Na ilegalidade, o contrabando tem causado baixas em nossa biodiversidade, o que, como se sabe, colabora sensivelmente para acelerar o processo das mudanças climáticas. Entre Brasil e Portugal, por exemplo, países que têm uma ligação com mais de 60 voos diretos por semana, é uma farra. Em vez de levarem as aves vivas, os marginais descobriram ser possível contrabandear ovos, atividade que começou por volta de 2002, segundo o estudo, já que papagaios e tucanos vivos, enviados sedados, costumavam chegar mortos a seu destino.

“Os ovos são transportados amarrados aos corpos dos passageiros para manter a temperatura de incubação durante o voo de 10 a 14 horas. Eles são embalados em papel de seda dentro da meia-calça feminina ou vão enrolados na cintura da pessoa”.
Organizações não governamentais têm sido importantes, junto com o Ibama e o ICMBio, para conter o desatino. Na conclusão de seu estudo de caso sobre as aves do Brasil, o autor diz que é um desafio muito grande tentar conter o contrabando ou mesmo o uso indevido de aves porque existe, entre outras coisas, uma falta de informação sobre a preciosidade desses animais para o planeta.

Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. — Foto: Unsplash

“A estratégia para estancar os criadores comerciais parece estar tendo algum efeito, já que seus números continuam diminuindo, mas as centenas de milhares de amadores representam um desafio maior. A posse habitual de espécies de aves nativas como animais de companhia é muito difundida. A consciência ambiental geral aumentou em certos setores do Brasil, que constitui 70% da população. Mas a população rural e suburbana mais ampla ainda carece dos níveis de educação, motivação e conscientização. A pobreza sempre empurrará as pessoas para capturar a vida selvagem em busca de lucro ou de maneira oportunista para acessar alimentos ou outros bens”, conclui ele.

Vale para refletir.

Fonte: G1

Plano de ecoturismo em Cingapura preocupa ambientalistas

Uma grande zona de ecoturismo está sendo construída em Cingapura mas os ambientalistas temem que o desenvolvimento possa danificar os habitats naturais e já o estão culpando por uma série de mortes de animais.

Ambientalistas temem que o novo desenvolvimento do ecoturismo de Cingapura danifique os habitats naturais existentes.

Conhecido como um grande centro financeiro com dezenas de arranha-céus, Cingapura ainda abriga trechos de floresta tropical e uma variedade de vida selvagem, de macacos a pangolins – também conhecidos como tamanduás escamosos.

Em um canto verde da cidade fica um zoológico e duas outras atrações – um safári noturno e um safári no rio – que há tempos são grandes atrações para visitantes estrangeiros e locais.

Agora, a floresta está sendo desmatada na mesma área para abrir caminho para um parque de pássaros, um parque de floresta tropical e um resort com 400 quartos. Os planos são para criar um centro de turismo ecológico que, espera-se, acabará atraindo milhões de visitantes por ano.

Mas o projeto no distrito de Mandai irritou muito os ambientalistas.

Mais conhecida como um centro financeiro com dezenas de arranha-céus, Cingapura ainda é o lar de trechos de floresta tropical e uma variedade de vida selvagem, de macacos a pangolins.

Eles acreditam que, em vez de promover a biodiversidade, muito importante para a área, destruirá os habitats florestais e eles dizem que foram tomadas medidas de segurança insuficientes antes do início do trabalho – levando os animais a serem mortos nas estradas.

O grupo destacou as preocupações sobre o rápido desenvolvimento na Cingapura e sobre o temor de que alguns dos cantos mais selvagens e verdes do país estejam sendo perdidos apenas para serem substituídos por algo mais artificial.

“Eu acho que suas prioridades estão erradas se você substitui a herança natural pela criação em cativeiro“, disse Subaraj Rajathurai, veterano consultor da vida selvagem, à AFP.

Com o novo desenvolvimento, parece que “ganhar dinheiro era mais uma prioridade do que encontrar o equilíbrio e preservar a biodiversidade”, acrescentou.

A Mandai Park Holdings, que está supervisionando o projeto através de seu braço de desenvolvimento, insiste que o trabalho está sendo realizado com sensibilidade e trará melhorias.

O distrito, que fica ao lado de uma reserva natural protegida e foi destinado ao desenvolvimento durante anos, é principalmente aldeias abandonadas e terras agrícolas que foram engolidas pela selva circundante.

O trabalho já está em andamento em uma área que abriga animais incluindo lêmures voadores e veados, com guindastes de construção aparecendo sobre encostas da selva.

Cingapura está limpando a floresta para abrir caminho para um parque de aves, um parque de floresta tropical e um resort com 400 quartos.

Um dos principais focos de preocupação são as mortes de animais na estrada principal que leva ao zoológico, enquanto a floresta é desmatada. As informações são do Daily Mail.

Vários cervos, um pangolim criticamente ameaçado e um gato leopardo estão entre os animais que morreram depois de se perderem entre veículos, segundo os ambientalistas.

Subaraj culpou as mortes pela falta de medidas de proteção, apontando em particular para a incapacidade de colocar barreiras temporárias ao redor da estrada com rapidez suficiente.

“É uma loucura – teria sido tão fácil evitar que isso acontecesse”, disse ele.

Mas a Mandai Park Holdings insiste que está fazendo tudo o que pode para evitar a morte de animais nas estradas.

Barreiras já foram colocadas ao longo da maior parte da estrada, bem como uma ponte de corda para os macacos cruzarem o tráfego e sinais de trânsito avisando os motoristas sobre os animais na área.

Uma ponte permanente coberta de arbustos e árvores para permitir que os animais atravessem a estrada, que divide duas partes principais do empreendimento, estará pronta ainda este ano.

“Temos trabalhado com a comunidade da natureza, realmente desde o início, para descobrir o que devemos fazer para realmente proteger os animais e mantê-los fora das estradas”, disse Mike Barclay, CEO da Mandai Park Holdings, ex-executivo sênior da companhia aérea AFP.

“É perfeito? Não. Mas estamos fazendo tudo o que podemos para mitigar.”

Desenvolvimento rápido

O novo parque de aves – que substituirá um parque existente em Cingapura – contará com nove aviários, enquanto o parque de floresta tropical terá passarelas entre as copas das árvores. O hotel está sendo desenvolvido pela rede de resorts Banyan Tree, com sede em Cingapura.

O trabalho começou em 2017 e o desenvolvimento de 126 hectares (311 acres) deve ser concluído até 2023.

Grupos ecologistas levantaram preocupações de que além das mortes por atropelamentos, o barulho e a poluição luminosa do grande resort poderiam afetar a área ao redor, embora o desenvolvedor insista que será projetado cuidadosamente para limitar qualquer impacto.

A Mandai Park Holdings, uma subsidiária da Temasek, investidora estatal de Cingapura, não divulgou o custo do projeto, que está sendo financiado pela Temasek e pelo governo.

Defensores do desenvolvimento insistem que é melhor do que construir mais  mais prédios em uma cidade que se desenvolveu a uma velocidade vertiginosa nas últimas décadas.

Mas para ativistas verdes, como Ho Hua Chew, vice-presidente da Nature Society (Cingapura), um projeto em escala tão ampla é outro revés para o ambiente natural do país.

“Não dizemos para não desenvolvê-lo – apenas deixe um pouco mais de espaço para a vida selvagem”, disse ele à AFP.

“Na última década, o desenvolvimento aumentou muito rapidamente. Nós lutamos muito mas muitas áreas foram perdidas.”

Vida selvagem da Escócia enfrenta danos catastróficos pela mudança climática

Animais selvagens famosos da Escócia como o salmão do Atlântico, o tetraz e o mexilhão de água doce, podem estar em risco devido às mudanças climáticas.

Salmão do Atlântico. Foto: David Cheskin | PA

Segundo um relatório produzido pela WWF Scotland e pela Scottish Environment Link, o aumento da temperatura do oceano pode significar que as espécies de água fria, como o golfinho-bico-branco, estão “em risco de sumir de nossas águas”.

Enquanto isso, os “rios de salmão de renome mundial da Escócia podem perder mais peixes à medida que a temperatura da água aumenta e os níveis de água no verão declinam”, acrescentou o relatório.

O estudo da Nature sobre o Alerta Vermelho da Escócia examinou o impacto que a mudança climática pode ter em diferentes espécies e habitats e alertou que ações imediatas e substanciais são claramente necessárias para evitar danos catastróficos.

O governo escocês está antecipando uma nova legislação que comprometerá o país a reduzir emissões nocivas em 90% até 2050 – acima da meta anterior de 80%.

Tetraz escocês. Foto: Pixabay

Embora os ministros insistam que a situação está no limite da viabilidade, ativistas ambientais dizem que as metas estabelecidas na Lei de Mudança Climática não são suficientes e exigem uma redução de 100% nas emissões – conhecida como meta “zero líquido”. As informações são do Daily Mail.

O Dr. Sam Gardner, diretor interino da WWF Scotland, disse: “A natureza está na linha de frente da mudança climática. Mesmo pequenos aumentos de temperatura ameaçam muitas das plantas e animais que dão à Escócia suas paisagens icônicas mas que além disso são fontes de comida e polinização.

“É por isso que é tão importante que a Lei de Mudanças Climáticas, que atualmente está passando pelo Parlamento Escocês, seja fortalecida para assegurar que dentro de uma geração, nós tenhamos encerrado nosso papel na mudança climática inteiramente.

“A Escócia está orgulhosa de sua flora e fauna diversificadas e únicas, mas precisamos despertar para o fato de estar cada vez mais ameaçada pelas mudanças climáticas”.

“Não são apenas ursos polares que estão sob ameaça, mas também nossas amadas espécies e habitats escoceses”.

O relatório alertou que a estamenha de neve – um pequeno pássaro que não pesa mais do que uma bola de golfe que já está entre as aves mais raras do Reino Unido – pode ser afetada se a mudança climática resultar na redução de habitats adequados para a espécie.

Estamenha de neve. Foto: Pixabay

O tetraz pode perder 59% de seu habitat adequado se as temperaturas aumentarem em 0,7 ° C – mas um aumento maior de 1,9 ° C até 2050 poderá causar a perda de 99% de seu espaço potencial.

O relatório disse: “Dado o estado já precário da população de tetraz da Escócia, as perspectivas para esta espécie não são promissoras sob estas condições”.

Enquanto isso, um aumento na temperatura nas águas rasas das plataformas costeiras da Escócia “poderia levar a reduções drásticas nas populações de espécies como os golfinhos de bico branco, que precisam de água fria e relativamente rasa”

O relatório chegou a afirmar que temperaturas mais altas da água poderiam ser letais para alguns tipos de peixes, incluindo salmão do Atlântico, truta e charrua do Ártico – enquanto um aumento menor na temperatura poderia reduzir o crescimento e as taxas de sobrevivência dos ovos.

“Além disso, alguns dos habitats mais emblemáticos da Escócia, incluindo as nossas turfeiras, terras altas, matas costeiras e bosques de carvalhos, foram identificados como particularmente vulneráveis ​​às alterações climáticas”.

O estudo também alertou: “A mudança climática acelerará a já rápida taxa de declínio de nossa biodiversidade, resultando na perda de espécies e na interrupção dos serviços ecossistêmicos dos quais dependemos”.

Craig Macadam, vice-presidente da Scottish Environment Link, disse: “Das turfeiras aos mexilhões de pérola, a Escócia é o lar de muitas espécies e habitats globalmente significativos. Com esses tesouros da vida selvagem, vem a responsabilidade internacional de protegê-los para as gerações futuras.

“Precisamos dar às nossas espécies e habitats uma chance de se adaptar à mudança climática. É importante restaurar a saúde de nossa natureza e melhorar sua resiliência aos impactos das mudanças climáticas.

“Portanto, precisamos estabelecer metas ambiciosas dentro da Lei de Mudanças Climáticas, incluindo assegurar que a Escócia termine sua contribuição para a mudança climática e apoiar ações para garantir o futuro da vida selvagem da Escócia.”

Uma porta-voz do governo escocês disse que os ministros estão “comprometidos em proteger nossos habitats e espécies únicas e diversas”, e a Escócia está “liderando o caminho com seu trabalho para proteger e aumentar a biodiversidade”.

Ela acrescentou: “Estamos no caminho certo para atingir nossas metas para 2020 e nosso trabalho em parceria está proporcionando benefícios reais com melhorias em nosso ambiente marinho, rios e bosques nos últimos anos.

“O Projeto de Lei sobre Mudanças Climáticas estabelece as metas mais ambiciosas para 2020, 2030 e 2040 de qualquer país do mundo e isso significa que a Escócia será neutra em emissão carbono até 2050. As metas foram descritas pelos nossos consultores especialistas independentes como os próprios limites de viabilidade.

“Estamos comprometidos em atingir as emissões líquidas zero de todos os gases de efeito estufa o mais rápido possível e o projeto de lei significa que os ministros serão legalmente obrigados a revisar regularmente quando uma data para isso for ser estabelecida em lei”.

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Conheça dez espécies de aves que conseguiram escapar da extinção

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) mantém um registro de animais, fungos e plantas que estão à beira da extinção em sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Para cada uma das 96.500 espécies totais que foram analisadas pela IUCN, cada uma está listada em uma escala de perigo: Extinta, Extinta na natureza, Criticamente Ameaçada, Em Perigo, Vulnerável, Quase Ameaçada e Pouco Preocupante.

Existem mais de 26.500 espécies ameaçadas de extinção na lista, incluindo 14% das aves, segundo a IUCN. Só porque uma espécie está em risco de se extinguir, no entanto, não significa que será. Com o trabalho dos conservacionistas, os animais podem voltar e prosperar.

Aqui estão 10 espécies de aves que retornaram da beira da extinção.

O íbis-eremita passou de criticamente ameaçado a ameaçado este ano

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Foto: Pixabay

O íbis-eremita, do Marrocos, estava em um recorde histórico de 59 casais em 1998 por causa de caça, pesticidas e perda de habitat, de acordo com a BirdLife.org, mas hoje os números subiram para 147 casais e as aves se espalharam para dois novos criadouros em 2017.

Embora ainda haja trabalho a ser feito para tirar a ave da lista de ameaçadas, os conservacionistas esperam que seja possível recuperar completamente o íbis-eremita.

A pomba-rosada passou de ameaçada a vulnerável este ano.

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Foto: Wikimedia

Em 1990, a pomba-rosada, nativo da Ilha Maurícia – lar da extinta ave Dodô – contava apenas 10 aves selvagens, de acordo com a BirdLife.org. Depois de uma década de trabalho para salvar a ave, os conservacionistas conseguiram ajudar o número de pombas-rosadas na natureza a chegar a 300 e fazer com que a ave passasse de criticamente ameaçada a ameaçada em 2000.

Este ano, com 400 pombas-rosadas em estado selvagem, elas passaram novamente à categoria vulneráveis.

Havia apenas 70 araras-azuis em estado selvagem nos anos 80

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Foto: Flickr

Nativa do Brasil, a bela arara-azul era uma vítima popular do comércio de animais. Do final da década de 1970 até o final da década de 1980, a população de araras-azuis caiu significativamente, chegando ao ponto de haver apenas 70 aves catalogadas na natureza, de acordo com a American Bird Conservancy.

Hoje, embora a ave esteja listada como ameaçada, estima-se que a população de indivíduos adultos esteja entre 250 e 999, de acordo com a Lista Vermelha.

Em 1941, havia menos de 20 grous-americanos na América do Norte.

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Foto: Flickr

O grou-americano, da América do Norte, foi altamente caçado em 1800 e sofreu com a perda de habitat. Uma contagem de 1941 encontrou apenas 16 das aves ainda estavam vivas, de acordo com a National Geographic.

Esforços de conservação ajudaram a aumentar o número de grous-americanos. Eles estão listados como ameaçados e de acordo com a Lista Vermelha, a população está aumentando e a estimativa de indivíduos adultos está entre 50 e 249.

O cisne-trombeteiro estava completamente erradicado de Minnesota.

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Foto: Wikimedia

Durante o século XIX, o cisne-trombeteiro foi tão caçado por causa do comércio de suas penas e sua carne que desapareceu completamente de Minnesota, de acordo com um comunicado de imprensa do estado. Segundo Audubon.com, havia menos de 100 cisnes-trombeteiros ao sul do Canadá na década de 1930.

No entanto, graças à proteção contra a caça e outros esforços de conservação, incluindo a reintrodução das espécies em sua área de reprodução no noroeste da América do Norte, os cisnes são listados como pouco preocupante na Lista Vermelha e até retornaram a Minnesota com números de 17 mil.

O íbis-do-japão tinha apenas seis aves cativas há quase 40 anos.

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Foto: Shutterstock

Em 1963, o íbis-do-japão – nativo do leste da Rússia, China e Japão – havia desaparecido da Rússia e no ano seguinte apenas um foi visto em estado selvagem na China. Em 1981, o Japão manteve seus últimos seis íbis selvagens em cativeiro.

Por causa dos esforços de um pesquisador chinês nas décadas de 1970 e 1980, o íbis-do-japão foi preservado. Hoje, há cerca de 330 na natureza, com uma população crescente, de acordo com a Lista Vermelha, que aponta as aves como ameaçadas de extinção.

Acredita-se que o turquoisine foi extinto em 1915, mas hoje está listado como pouco preocupante.

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Foto: Wikimedia

Nativo da Austrália, o turquoisine perdeu seu habitat quando a criação de gado foi levada para a Austrália e florestas foram transformadas em campos. As aves também eram mortas e sua carne era comida, segundo a National Geographic.

E embora a espécie tenha sido considerada extinta em 1915, eles foram vistos novamente em Nova Gales do Sul nos anos 1930. O trabalho foi feito para restaurar o habitat do papagaio e hoje, o pássaro é listado como pouco preocupante.

A águia-careca estava quase extinta, mas agora é considerada segura e de menor preocupação.

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Foto: REUTERS

Embora seja a ave-símbolo nacional dos Estados Unidos, a águia-careca foi vítima de caçadores, de acordo com a National Geographic. A espécie também foi prejudicada pelo uso de pesticidas e sua população declinou perigosamente.

A restrição de pesticidas no início da década de 1970 ajudou as águias-carecas a voltarem e hoje estão na categoria pouco preocupante na Lista Vermelha e pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

A população do priolo de Açores diminuiu devido à perda e alterações do habitat.

priolo de Açores

Foto: Shutterstock

Como as florestas de Portugal foram desmatadas para plantações florestais e a agricultura e plantas invasoras foram introduzidas na ilha remota que é o lar do priolo de Açores, a população da ave diminuiu perigosamente, de acordo com a BirdLife.org.

A ave está agora limitada a um alcance menor, mas esforços estão sendo feitos para preservar as aves agora consideradas como vulneráveis.

Acredita-se que o papagaio-de-crista-amarela esteja extinto em 1999.

papagaio-de-crista-amarela

Foto: Wikimedia

Nativo das florestas montanhosas da Colômbia, o papagaio-de-crista-amarela quase foi extinto quando as florestas da Colômbia foram desmatadas, particularmente a palmeira Quindio, da qual o papagaio especialmente depende, segundo a American Bird Conservancy.

Em 1999, acreditava-se que a ave estava completamente extinta até que um grupo de pesquisadores encontrou uma pequena população de 81 papagaios-de-crista-amarela.

Com educação e esforços para salvar o habitat da ave, a população de papagaios-de-crista-amarela cresceu e continua crescendo. Hoje, é considerado como ameaçado na Lista Vermelha, embora tenha sido anteriormente criticamente ameaçado.