Cinco rinocerontes negros mantidos em cativeiro na Europa serão libertados em Ruanda

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Os animais estão sendo transferidos por via área, são 6 mil quilômetros de distância, a operação representa o maior transporte de rinocerontes da Europa para a África já realizado, e só ocorre após anos de preparativos.

Menos de 5 mil rinocerontes negros selvagens e apenas mil rinocerontes negros orientais restaram na África e permanecem sob ameaça de caça.

Três rinocerontes negros do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades entre dois e nove anos, foram escolhidos para a mudança para o Parque Nacional de Akagera.

Todos os cinco nasceram e cresceram na Europa e estiveram em cativeiro por toda a vida.

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasiri, Jasmina e Manny nasceram no Safari Park Dvur Kralove na República Tcheca, Mandela vem do Ree Park Safari na Dinamarca, e Olmoti é da Flamingo Land no Reino Unido.

Eles foram doados ao Conselho de Desenvolvimento de Ruanda em um esforço para impulsionar a população de rinocerontes negros na África Oriental.

Espécie em extinção

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido.

Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social.

Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

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Brasileiros estão dispostos a pagar mais por voos com menor impacto ambiental

Por David Arioch

Pesquisa foi conduzida com 800 passageiros de voos internacionais entre os dias 1º e 10 de abril (Foto: Divulgação/Infraero)

Pesquisa da rede de organizações brasileiras Aliança REDD+ Brasil, que conta com a participação do Instituto Centro de Vida (ICV), revela que 68% dos entrevistados pagariam entre cinco a oito reais a mais por bilhete se soubessem que o valor seria revertido para redução ou compensação das emissões de carbono do seu voo.

A informação é resultado de uma pesquisa sobre os hábitos de consumo, percepção e opiniões dos brasileiros sobre as emissões de gases de efeito estufa da aviação civil. A pesquisa, encomendada à empresa IDEIA Big Data, foi conduzida com 800 passageiros de voos internacionais entre os dias 1º e 10 de abril. Todos os entrevistados viajaram de avião para fora do país nos últimos 12 meses ou pretendem viajar nos próximos 12 meses, e são responsáveis pelo pagamento da própria passagem aérea.

O estudo revelou que 89% dos entrevistados não conseguem citar nenhuma companhia que tenha preocupação com a redução de carbono ou compensação, assim como também não se posicionaram sobre a afirmação das companhias estarem prejudicando o meio ambiente – 52% não concordaram, nem discordaram. Porém, a grande maioria (75%) consente que voar em uma companhia área que se preocupa com a redução de carbono é importante.

“Em geral, jovens demonstram maior preocupação com as emissões de carbono emitidas durante voos internacionais de longa duração e seus impactos no meio ambiente”, destaca Pedro Soares, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).

Ao decidir comprar uma passagem aérea para viajar para fora do país, quase metade dos entrevistados revela não possuir preocupação com as emissões de carbono. Ainda assim, sete em cada 10 entrevistados acreditam que companhias aéreas que se comprometem a reduzir ou compensar essas emissões terão maior preferência dos clientes.

As mulheres tendem a concordar mais com a afirmação (75%) se comparado com os homens (65%). Com relação a preço, 68% dos respondentes mostraram disposição até de pagar entre cinco a oito reais a mais por bilhete se soubessem que o valor seria revertido para redução ou compensação das emissões de carbono do seu voo. Apenas 18% não estão dispostos a pagar a mais por isso.

“Os consumidores estão cada vez mais conscientes de sua responsabilidade nas emissões de carbono e precisam compartilhar os custos do combate às mudanças climáticas. As companhias aéreas que se anteciparem na adoção dessas ações terão mais chances de fidelizar esses clientes”, destaca Paula Bernasconi, coordenadora de Incentivos Econômicos para Conservação do ICV.

Companhias aéreas são pressionadas a servir refeições veganas para compensar emissões de carbono

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Companhias aéreas estão sendo pressionadas a oferecer opções veganas para compensar suas emissões de carbono e atender a passageiros veganos e vegetarianos.

A Vegan Society e a Humane Society International uniram forças para criar o site FlyVe, que fornece aos consumidores o primeiro sistema de classificação on-line para refeições veganas a bordo de aviões.

O FlyVe faz parte da campanha Vegan on the Go, que visa chamar a atenção para a importância da disponibilidade de refeições para veganos e destacar os muitos benefícios de garantir que opções baseadas em vegetais sejam incluídas nos menus padrão.

De acordo com as duas organizações, as opções de refeição padrão fornecidas pela maioria das companhias aéreas são dominadas por carne, laticínios e ovos. Isso significa que os passageiros precisam solicitar proativamente uma refeição vegana com antecedência.

Impacto Ambiental

“As viagens de avião tem uma reputação notória por produzir altas emissões de gases de efeito estufa e fornecer opções veganas pode ser uma maneira de compensar esse impacto ambiental”, diz a The Vegan Society.

“A agropecuária animal produz cerca de um quinto de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidas pelo homem e a produção de carne, ovos e laticínios é um fator que contribui mais para o aquecimento global do que todas as formas de transporte combinadas, incluindo a aviação”.

“As companhias aéreas atendem a um bilhão de refeições a bordo de seus aviões todos os anos, por isso incentivar ativamente os passageiros a escolher opções baseadas em vegetais poderia ajudar a reduzir as emissões de carbono da indústria.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Cientistas da Universidade de Oxford recentemente confirmaram que se alimentar de forma vegana é “a coisa mais eficaz que um indivíduo pode fazer para ajudar a combater a mudança climática”.

Refeição ecológica

“Adicionar opções veganas a todos os cardápios de bordo padrão significaria que todos os passageiros poderiam optar por uma refeição mais ecológica”, disse Elena Orde, diretora sênior de campanhas da The Vegan Society.

“Seria fantástico ver as companhias aéreas realmente adotarem a variedade e a criatividade que é possível com a comida vegana, e criar opções que sejam adequadas para veganos, mas que atraiam a todos os paladares.

“Lançamos o FlyVe para nos permitir ver quais companhias aéreas estão “voando à frente da curva” e quais poderiam ter um suporte extra quando se trata de adotar opções baseadas em vegetais. Nós encorajamos qualquer companhia aérea a entrar em contato conosco para aconselhamento e treinamento. ”

Crise climática

“Em uma era de crise climática, todos nós precisamos fazer escolhas de estilo de vida mais amigáveis ao planeta”, disse Charlie Huson, Gerente do Programa de Alimentos Avançados da Humane Society International UK.

“Reduzir a frequência com que voamos é fundamental, mas também é importante garantir que, quando voamos, não aumentemos ainda mais nossa pegada de carbono com nossas escolhas alimentares. Apesar da necessidade imperiosa de mudança, a onipresente ´carne de frango ou carne bovina´ continua a ser a escolha padrão e sem imaginação na maioria das companhias aéreas”.

“Se todos que saírem d aeroporto de Heathrow em Londres, por exemplo, e por apenas um dia escolherem uma refeição vegana, poderão economizar cerca de 33.592 toneladas de CO2, o equivalente a 112.695.851 milhas em um carro comum a gasolina”.

Coruja é encontrada dormindo dentro de motor de avião

Reprodução | Facebook

Engenheiros da companhia aérea Virgin Australia tiveram um linda e grata surpresa enquanto realizam uma inspeção pré-voo de uma aeronave Boeing 737-800 no Aeroporto de Melbourne, segunda área urbana mais populosa da Austrália. Durante os procedimentos de rotina, os técnicos encontraram uma doce coruja dormindo dentro de um dos motores do avião.

A empresa aérea compartilhou o episódio inusitado em seu perfil no Facebook. A história encontrou a internet e foi compartilhada por mais de 10 mil pessoas. “Essa coruja adorável foi encontrada durante as nossas inspeções pré-voo, o que é um excelente lembrete do por que fazemos o check-up”, diz a postagem.

A publicação afirma ainda a ave foi resgatada e submetida a uma avaliação veterinária antes de ser devolvida à natureza.

Caso brasileiro

No Brasil, não há relatos de corujas terem sido encontradas em motores de aeronaves, mas em 2012, um casal de corujas da espécie buraqueira escolheu um buraco próximo à pista de voo do Aeroporto Adalberto Mendes da Silva, em Cascavel, no oeste do Paraná como ninho.

O casal não só se estabeleceu no local, como também teve vários bebês. As aves foram acompanhadas por um biólogo e ficaram em segurança durante todo o tempo.

Cadela espera jogador de futebol desaparecido após queda de avião

A irmã do jogador de futebol Emiliano Sala publicou uma foto da cadela da família olhando para uma porta aberta e afirmou que o animal está esperando por ele. Sala está desaparecido desde 21 de janeiro, após a queda do avião que o transportava de Nantes, na França, para Cardiff, no País de Gales.

(Foto: Reprodução / Instagram)

Na legenda da fotografia, a irmã do jogador escreveu: “Nala também te espera”. A imagem comoveu os internautas. As informações são do portal Ibahia.

A aeronave em que estava o atleta perdeu contato com a torre de comando enquanto sobrevoava o Canal da Mancha. No último domingo (3), um barco contratado pela família do jogador, após as buscas feitas pelas autoridades locais serem encerradas, encontrou destroços do avião.

A equipe confirmou ainda que um corpo foi encontrado no local onde estava a carcaça da aeronave.

O jogador argentino pertence ao time Cardiff City Football Club.