Uma cadela foi baleada na cabeça e um filhote sofreu um ferimento causado por um golpe de facão no bairro Duarte da Silveira, em Petrópolis (RJ). Encontrados por moradores, os animais foram resgatados e internados em uma clínica veterinária. O estado de saúde deles é estável.
Reprodução/RJ Inter TV
O crime aconteceu, segundo a prefeitura, na quarta-feira (7). Ninguém foi preso. Agentes da Coordenadoria de Bem-Estar Animal confirmaram os maus-tratos. As informações são do G1.
O veterinário Luis Antonio Bento explicou que a cadela foi alvejada com um tiro a uma curta distância. “Havia uma queimadura no local de entrada dessa munição, o que faz a gente pensar que tenha sido a um curta distância. À queima-roupa, porque como essa munição dispersa, se fosse a uma distância razoável, a munição teria espalhado”, disse.
Segundo o profissional, por muito pouco o tiro teria matado a cadela. “Sorte porque pegou em tecido mole. Se pega um pouquinho mais centralizado, ia pegar no crânio e ia ser fatal”, explicou.
Reprodução/RJ Inter TV
O filhote, contou o veterinário, tem um corte nas costas com cerca de 20 centímetros.
Dois suspeitos da agressão promovida contra os cães foram denunciados por moradores. O caso foi registrado pela prefeitura na 105ª Delegacia de Polícia e será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
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Os guardas-florestais da África do Sul se dedicaram extraordinariamente para salvar uma fêmea da espécie de rinoceronte negro que foi baleada e deixada para morrer por caçadores que entraram escondidos na reserva onde ela vivia.
Uma grande equipe que uniu veterinários, guardas florestais e especialistas em cuidados com animais passaram os últimos dez meses usando técnicas inovadoras para garantir a sobrevivência do rinoceronte.
Isso inclui equipar o animal com um curativo (bandagem especial) feito sob medida a cada poucas semanas para tentar curar seu casco quebrado, que foi perfurado por balas.
Os guardas florestais do Kruger National Park, na África do Sul, desenvolveram um carinho muito grande pelo rinoceronte a quem deram nome de Goose, e se esforçaram ao máximo para que ela sobrevivesse.
O rinoceronte negro tem sido morto por caçadores a uma velocidade tão grande que só restam cerca de 5 mil animais em todo o mundo – com 80% deles vivendo na África do Sul.
Goose foi encontrada pelos guardas florestais ano passado, vagando em volta da savana, extremamente magra, desnutrida e prestes a morrer.
Foto: Sky News/Reprodução
Ela estava mancando com um dos pés mutilados após caçadores furtivos que a caçavam por seu chifre, dispararam várias balas contra o casco para evitar que ela escapasse.
Vários ossos estavam se projetando através de sua pele e seu casco havia sido danificado ainda mais por ela ter se mentido andando.
“Normalmente, quando nós especialistas encontramos um animal nesse estado avançado de sofrimento, provavelmente o colocaríamos para dormir”.
Foto: Sky News/Reprodução
“Mas ela é um rinoceronte negro raro e é tão preciosa que tínhamos que fazer tudo o que pudéssemos para salvá-la.” disse Cathy Dreyer, coordenadora de monitoramento de rinocerontes negros do Kruger Park.
Chifre de rinoceronte é uma mercadoria muito procurada no Extremo Oriente, onde os clientes acreditam que ele é um afrodisíaco; pode aumentar a virilidade e até mesmo garantir uma boa saúde.
Na realidade, o chifre do rinoceronte é feito de queratina – o mesmo material que uma unha humana e ainda por cima sem nenhum valor nutricional.
Foto: Sky News/Reprodução
Mas no mercado paralelo, o chifre de rinoceronte pode render milhões de dólares e a demanda alimentou o tráfico e o comércio com tanta força, que os rinocerontes (especialmente os negros) estão agora entre as espécies mais ameaçadas do mundo.
Uma enorme equipe de especialistas foi reunida ao redor de Goose, com veterinários, especialistas em rinocerontes, guardas florestais e várias organizações, reunindo recursos e conhecimento para trabalhar em conjunto da melhor maneira possível.
Entre eles estavam a Unidade de Serviços Veterinários SANparks e seus funcionários; Salvando os Sobreviventes liderados pelo veterinário Johan Marais; veterinários estaduais de Skukuza, Petronel Niewoudt e funcionários da Care for Wild Africa e Jock Safari Lodge, que patrocinaram os antibióticos iniciais do rinoceronte e o tratamento de apoio.
Foto: Sky News/Reprodução
Salvar o rinoceronte negro não sai barato
O custo do tratamento chegou a centenas de milhares de randes sul-africanos – com muitos dos envolvidos cedendo seu tempo e experiência de graça.
No início da missão para trazer Goose de volta da morte quase certa, ela estava recebendo cerca de 70 antibióticos por dia. Metade administrada de manhã e a outra metade à noite.
Ela também recebeu anti-inflamatórios e probióticos para prevenir úlceras e problemas que poderiam se originar de toda aquela medicação.
Foto: Sky News/Reprodução
Os guardas florestais do Kruger Park também tiveram que fornecer à Goose a quantidade excepcional de comida que um rinoceronte adulto requer.
Uma estimativa conservadora é que Goose come cerca de 20kg de feno diariamente, bem como ramos recém cortados duas vezes ao dia.
Como os rinocerontes negros são seletivos em sua alimentação, os guardas-florestais oferecem uma grande variedade para que ela possa selecionar o que deseja.
Eles também cortaram seu chifre – para tentar protegê-la de caçadores que ainda possam tentar matá-la por isso.
Ela passou por cerca de vinte procedimentos cirúrgicos diferentes que eram realizados a cada poucas semanas.
Só esse fato em em si já é uma missão e tanto a ser vencida.
Foto: Sky News/Reprodução
Juntos, a equipe vêm com a ideia de amarrar o casco do rinoceronte com uma camada de pele de elefante para proteção, cobrindo-o com camada sobre camada de bandagem que é então revestida em fibra de vidro para dar proteção adicional. Tudo via procedimento cirúrgico.
Após todo esse trabalho e dedicação de semanas, Goose lentamente acorda, com uma pequena contração da orelha primeiro, em seguida, parece de repente se erguer.
Ela fica levemente de pé e logo percebemos que a claudicação enfatizada que ela tinha antes do procedimento agora é muito facilitada.
Ela joga fora, seu novo casco parece dramaticamente branco contra o pano de fundo empoeirado de sua caneta.
Goose vai passar por tudo isso novamente daqui a algumas semanas.
A equipe do Kruger Park está determinada a salvá-la – e espera que ela seja capaz de dar a luz a rinocerontes negros no futuro.
É um tremendo esforço de um grande número de pessoas e organizações.
São seus esforços tremendos e constantes que fazem a diferença na luta para garantir a sobrevivência de uma espécie que os caçadores estão ameaçando eliminar para sempre.
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Uma cadela da raça pit bull foi baleada por um policial militar no bairro Serrinha, em Fortaleza (CE), na noite de quarta-feira (24). O animal foi internado e apresenta quadro de saúde delicado.
Foto: Arquivo pessoal
A tutora da cadela, que preferiu não se identificar, e o policial, que estava fora de horário de serviço quando baleou a cadela, foram até a delegacia, onde um boletim de ocorrência foi registrado. As informações são do portal G1.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que, em sua versão, o militar afirmou que atirou na cadela porque ela avançou na família dele, que passeava com um cão da raça labrador. O policial disse que deu um “disparo de advertência”, mas que o animal continuou a avançar e, por isso, ele atirou diretamente na cadela.
A tutora de Kiara dá outra versão. Ela disse que a cadela tem 6 anos e nunca mordeu ou avançou em ninguém. “Eu estava chegando em casa e, quando o portão abriu, ela saiu. Quando coloquei o carro para dentro, ouvi dois disparos. Fui ver [o que houve] e era minha cachorra ferida”, explicou.
A cadela foi atingida por um tiro, que perfurou o rim dela. A bala está alojada no corpo do animal. O estado de saúde da cadela é delicado, segundo a tutora.
Um procedimento por crime ambiental foi instaurado. O caso será apurado pelo 16º Distrito Policial.
Uma jaguatirica que foi vítima de um tiro e de atropelamento se recuperou dos ferimentos e foi devolvida à natureza no interior de São Paulo. O animal foi encontrado ferido na rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), em março, e foi solta a 200 quilômetros do município de Bauru, em área de mata determinada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A soltura contou com o acompanhamento de uma equipe composta por integrantes da da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), veterinários e biólogos.
Foto: Pixabay / Ilustrativa
Quando foi encontrada, a jaguatirica, espécie ameaçada de extinção, apresentava feridas na cabeça e na coxa direita, além de ter um projétil de arma de fogo alojado na patela direita, com ferimento já cicatrizado. As informações são do portal A Tarde.
A suspeita é que a jaguatirica tenha sido atropelada após sobreviver a um ataque anterior, promovido por caçadores. “É um caso raro de dupla sobrevivência, esperamos que daqui para a frente ela possa viver em paz e se reproduzir”, disse Astélio Ferreira de Moura, diretor do Zoológico Municipal de Bauru, que abrigou e tratou do animal durante o período de recuperação. A soltura na natureza foi realizada na última quarta-feira (10).
A jaguatirica foi levada para o zoo após ser resgatada pela equipe ambiental da Concessionária Auto Raposo Tavares. Desidratada e debilitada, ela recebeu os cuidados necessários e se recuperou. O projétil encontrado no corpo do animal, do tipo balote usado em arma de caça, foi extraído com sucesso.
A bióloga Fernanda Abra, da Via Fauna, empresa parceira da Cart, explicou que a caça, da qual a jaguatirica provavelmente foi alvo, é uma das principais causa do declínio da espécie na natureza. A jaguatirica está classificada como vulnerável no Livro Vermelho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de 2018, que lista as espécies ameaçadas de extinção. Devolvido ao habitat em fase reprodutiva, o animal pode contribuir com a reprodução da espécie.
“Quando um animal duplamente ferido, como esse, se recupera e tem a chance de retornar à natureza, isso deve ser comemorado. Vida longa a essa jaguatirica”, disse Fernanda.
O dono de um sítio que baleou uma cadela em julho de 2018 pagou R$ 4 mil para a uma ONG após fazer um acordo com a Justiça de Caeté, em Minas Gerais. O valor pago por Aloisio Silveira foi destinado às despesas veterinárias da cadela.
Foto: Magnolia Gomez/Divulgação/SGPAN
Ferida no focinho, Serena perdeu metade da língua, dentes e ficou internada por um período de 30 dias. O caso foi denunciado pela ONG Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza de Caeté (SGPAN). Resgatada por uma médica veterinária, a cadela recebeu os cuidados necessários. Na época, um boletim de ocorrência foi registrado.
Além dos R$ 4 mil, a Justiça determinou ainda que Aloisio se comprometa a orientar seus funcionários a não maltratar e não atirar em animais que entrarem no sítio dele. As informações são do portal G1.
Através de nota, o Tribunal de Justiça informou que “o autor foi advertido de que as práticas constantes nesse processo constituem crime de maus tratos previstos no art. 32 da Lei 9605/98”.
Na clínica veterinária, um especialista em odontologia veterinária usou um fio de aço e resina acrílica para fixar a mandíbula da cadela, que estava fraturada. “O orifício [feito pelo tiro] tinha dois centímetros de diâmetro e a reconstrução da pele foi feita com uma sutura [pontos]. Ela tinha dificuldade de se alimentar e, principalmente, de beber água”, explicou o médico veterinário Luiz Sofal.
Foto: Solange Castilho/Arquivo Pessoal
O fio de aço e a resina ficaram por 60 dias na boca da cadela, que se alimentava através de uma sonda. Após um mês, Serena conseguiu se movimentar e ganhou alta. Levada para um lar temporário, ela permaneceu no local por três meses, até que foi adotada.
A fotógrafa Solange Castilho, de 46 anos, e o marido, o engenheiro mecânico Arthur Castilho, de 66, comoveram-se com a história de Serena e decidiram adotá-la. “Crueldade e covardia. Isso é terrível. As pessoas não têm obrigação de gostar, mas têm o dever de respeitar [os animais]”, concluiu Solange.
Final feliz: a fotógrafa Solange Castilho adotou a cachorra Serena — Foto: Solange Castilho/Arquivo Pessoal
Trinta dias de internação, 60 para se recuperar totalmente, a perda de cinco dentes e de 40% da língua. Esse foi o saldo negativo que marca para sempre a vida da cadela Serena, depois que foi baleada no focinho em julho do ano passado em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Mas mesmo com todos esses fatores, a história teve final feliz. Sensibilizada com o ataque à cachorra, a fotógrafa Solange Castilho, de 46 anos, e o marido, o engenheiro mecânico Arthur Castilho, de 66, adotaram a cadelinha. “Crueldade e covardia. Isso é terrível. As pessoas não têm obrigação de gostar, mas têm o dever de respeitar”, disse Solange.
Ela contou que quando a cachorra foi para casa, em Belo Horizonte, em outubro, estava bem fisicamente, mas muito traumatizada. “Ela não andava, estava com muito medo, ficava com o rabinho entre as pernas. Ficava dentro do quarto de empregada, se levantava e ia até a porta. Depois foi para a área da cozinha e depois para o quarto. Hoje em dia, ela já dorme na cama comigo”, disse, em tom de satisfação.
Como Serena perdeu quase a metade da língua, Solange oferece diariamente à cachorra uma comida caseira feita à base de arroz integral, vegetais, carne vermelha ou frango.
Solange, que também tem outros cachorros e uma gata, disse que Serena se dá muito bem com os irmãos, principalmente com a gata. “As duas ficam sempre juntas”.
Quando o assunto é gratidão, a fotógrafa falou que a cadela retribui a adoção com muito carinho. “Ela é uma gracinha, deita no meu colo. Ela tomou conta da casa, adora brincar de bola, brinca o tempo todo”.
Solange contou que Serena late normalmente, passeia sem coleira e anda o dia inteiro atrás da gata, a irmã preferida.
Tratamento
De acordo com o médico veterinário Luiz Sofal, responsável pela cirurgia de Serena, a cachorra levou um tiro na maxila superior esquerda, abaixo do olho, e teve a mandíbula direita fraturada, perdeu cinco dentes e 40% da língua.
No procedimento, o especialista em odontologia veterinária utilizou fio de aço e resina acrílica para fazer a fixação da mandíbula. “O orifício [feito pelo tiro] tinha dois centímetros de diâmetro e a reconstrução da pele foi feita com uma sutura [pontos]. Ela tinha dificuldade de se alimentar e, principalmente, de beber água”, explicou Sofal.
O médico veterinário disse que ela se alimentava por meio de uma sonda e que o fio de aço e a resina ficaram na boca do animal por 60 dias. Depois de um mês, Serena conseguia se movimentar, de acordo com o especialista, e ganhou alta. Ela foi levada para um lar temporário onde ficou por cerca de três meses.
Sofal falou ainda que a cadela corria risco de vida no procedimento cirúrgico porque estava maltratada e debilitada. Depois da cirurgia e da recuperação total – com a fixação da mandíbula –, Serena recuperou 5 quilos.
Serena posa para foto dentro da sua caminha — Foto: Solange Castilho/Arquivo Pessoal
Justiça
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Guilherme Catão, o suspeito de cometer o crime é o sitiante Aloisio Silveira Ataíde. Ele foi indiciado por maus-tratos a animais e posse irregular de arma de fogo.
O inquérito foi encaminhado à Justiça e, se condenado, o homem pode pegar de 3 meses a 1 ano e de 1 a 3 anos de prisão, respectivamente, pelos crimes.
Segundo a ONG, documentos como notas fiscais e laudos veterinários foram encaminhados ao órgão.
A SGPAN declarou que foram gastos R$ 4 mil no tratamento de Serena com consulta, internação, cirurgia, medicamentos, vacinas, castração e exames de sangue e raio-X, por exemplo.