Baleia fica presa em rede de pesca e é libertada por voluntários

Foto: NSRI

A pesca além de matar milhões de animais marinhos por ano, também é responsável por ferir milhares de outros como, baleias, focas e golfinhos que ficam presos nos equipamentos.

Uma jovem baleia que passou seis semanas enrolada em uma rede de pesca foi finalmente libertada depois que voluntários cortaram as cordas. A filhote de baleia-franca-austral, que mede 9 metros de comprimento, tinha seis cordas enroladas em torno de seu corpo e três em torno de sua cauda.

Antes do resgate, ela foi vista pelo menos quatro vezes fora da Cidade do Cabo, na África do Sul,mas desaparecia quando os socorristas chegavam.

François Stapelberg da Eagle Maryine Marine Eco Tours foi quem avistou a baleia por volta das 14h30 da sexta-feira e alertou a SA Whale Disentanglement Network.

Voluntários foram para o local ao lado do National Sea Rescue Institute (NSRI), onde encontraram a baleia em desespero. As duas equipes passaram 20 minutos cortando as cortas que prendiam o animal. As informações são do Daily Mail.

Foto: NSRI

Mike Meyer, da SA Whale Disentanglement Network, disse: “A baleia estava realmente muito cansada, mas os outros dois ficaram ao lado dela, o que realmente contribuiu para as emoções.

“Estávamos determinados a libertar a baleia hoje, como também em Table Bay, Clifton e na Costa Oeste, mas ela sempre fugia quando tentamos resgatá-la.”

“O peso da rede forçou a cauda a ficar abaixo da superfície da água, mas em uma operação que durou 20 minutos, conseguimos soltar todas as linhas emaranhadas.”

“Recolhemos todas as cordas e redes de pesca e boias para um descarte seguro, enquanto a baleia  e seus dois companheiros voltavam alegremente para o mar novamente.”

“Estamos confiantes de que a baleia enredada sobreviverá à sua provação”, disse ele.

Voluntários da rede, que já ajudaram 174 baleias desde 2006, estavam em busca da baleia desde que foi vista enredada em equipamentos de pesca em fevereiro.

As baleias-francas-austrais vivem nos mares do sul do continente meridional e sua população atual é de aproximadamente 10 mil indivíduos.

 

Baleia é encontrada morta com feto e 22 kg de plástico no estômago

Uma baleia foi encontrada morta com um feto em estado avançado de decomposição e 22 kg de plástico no estômago em uma praia na Sardenha, na Itália, na última semana. O animal pertencia à espécie cachalote, era fêmea e tinha aproximadamente 8 metros de comprimento. Ela foi encontrada em Porto Cervo, uma região turística e bastante populosa.

Foto: SeaMe Sardenha

Entre os lixos encontrados no estômago da baleia, estava um recipiente que ainda tinha código de barras visível. Havia também rede de pesca, saco de lixo e até uma cápsula de colocar líquido em máquinas de lavar roupas. As informações são do Portal R7.

A causa da morte do animal ainda é desconhecida, mas uma autópsia já foi realizada. Exames toxicológicos, conforme disse à CNN a equipe do SeaMe Sardenha (Associação Educacional Ambiental), ainda serão feitos e devem indicar o motivo da morte.

O presidente da equipe SeaMe, Luca Bittau, suspeita que “a cachalote abortou antes mesmo de encalhar morta, devido ao estado de composição do feto, que já estava em nível avançado”. O tempo de gestação, no entanto, não foi revelado. Nesta espécie, a gravidez pode durar de 14 a 16 meses.

Outro caso

No início de março, uma baleia foi encontrada morta com 40 kg de plástico no organismo. O caso aconteceu nas Filipinas.

Há uma semana, o governo europeu sancionou uma legislação que vai proibir o uso de plástico descartável a partir do ano de 2021.

Islandeses pedem ao governo o fim da caça as baleias

Vários grupos que atuam em defesa dos direitos animais se uniram e enviaram recentemente uma carta aberta ao governo islandês pedindo a proibição da caça às baleias.

Em fevereiro, Kristján Þór Júlíusson, ministro do departamento de Pesca e Agricultura da Islândia, autorizou a renovação de licenças que permitiriam aos caçadores matar baleias-comuns e baleias-minke até pelo menos 2023.

A decisão de Júlíusson se baseou em um relatório dúbio que alegava que as populações de baleias haviam se estabilizaram na Islândia e que caçá-las novamente não causaria danos ambientais.

No texto da carta carta, os grupos – que incluem Reykjavik Animal Save, Sea Shepherd Islândia e Stop Whaling na Islândia – discordaram da decisão de Júlíusson e ressaltaram o papel fundamental das baleias no combate à mudança climática. A carta acusava a hipocrisia da existência de caça à baleia na Islândia, um país exatamente conhecido e procurado pela observação de baleias como atração turística.

“Não entendemos como é possível que a Islândia proteja as baleias em uma área, promovendo a observação delas vivas e plenas em seu habitat natural e, ao mesmo tempo, mate-as em outras áreas”, diz a carta. “Com o sucesso da observação de baleias na Islândia, é claro que uma baleia viva vale mais que uma baleia morta, especialmente quando a carne de baleia não é uma tradição islandesa, mas um costume adquirido dos noruegueses há décadas.”

De acordo com a carta, apenas 1% dos islandeses comem carne de baleia regularmente e 81% nunca experimentaram esse alimento, de acordo com uma pesquisa Gallup, citada inclusive, no documento. “Nem é possível argumentar a favor do consumo de carne de baleia por seus benefícios para a saúde, uma vez que ela possui uma alta concentração de metais pesados e, portanto, é ainda mais difícil de vendê-la no exterior”, acrescentava o texto da carta.

Além de entregar a carta ao governo, representantes dos grupos protestaram do lado de fora do parlamento esta semana na esperança de acabar com a caça às baleias na Islândia.

Baleia com cerca de 2,5 metros é resgatada com vida após encalhe

Uma baleia adulta, com aproximadamente 2,5 metros de comprimento, foi resgatada com vida nesta sexta-feira (22) por uma equipe do Instituto Biota de Conservação após encalhar em uma praia no município de Feliz Deserto, em Alagoas.

Foto: Divulgação/ Instituto Biota

Identificado pelos membros do Instituto como uma baleia da espécie Kogia Sima, conhecida popularmente como cachalote-anão, o animal marinho vive em águas profundas e pode ser encontrado nos oceanos Pacífico e Atlântico. As informações são do portal G1.

Segundo o presidente do Biota, Bruno Steffanis, a baleia estava bastante agitada e apresentava ferimentos superficiais, como arranhões.

“Nossa equipe veterinária está tentando diagnosticar o que ele tem. Coletamos amostras de sangue e estamos analisando para ver como está o hemograma. Está sendo medicado, pra ver se tem algum avanço”, explicou Steffanis.

De acordo com o Instituto Biota, não é comum que baleias encalhem na região.

Baleia é encontrada morta com 40kg de sacola plástica no estômago

Foto: Darrell Blatchley’/Facebook

Foto: Darrell Blatchley’/Facebook

Pelo menos 40 quilos de plástico foram retirados do estômago de uma jovem baleia-bicuda-de-cuvier que morreu por volta das 10h no último sábado, 16, um dia depois de encalhar em Barangay Cadunan, na província de Compostela Valley, nas Filipinas.

“Esta é a maior quantidade de plástico que já vimos em uma baleia. É repugnante ”, afirmou Darrell Blatchley, biólogo marinho americano, que mora atualmente na cidade de Davao, e presidente da D ‘Bone Collector Museum Inc., em sua página no Facebook como definição da “causa final da morte ”.

Ele conta que encontrou na barriga da baleia, de mais de 4m de comprimento, 16 sacos de arroz, quatro sacos semelhantes aos utilizados nas plantações de banana, e várias sacolas de compras de mercados, entre outros.

O biólogo afirma que a lista completa de materiais plásticos será divulgada em detalhes nos próximos dias. Ele pediu ao governo que tome medidas contra aqueles que continuam a tratar os canais de água e o oceano como grandes “lixões”.

Foto: Darrell Blatchley’/Facebook

Foto: Darrell Blatchley’/Facebook

Divulgado no sábado à noite, o resultado da necropsia, conduzida por Blatchley e pela Dra. Elaine Vera Belvis, do Departamento de Recursos Pesqueiros e Aquáticos (BFAR), disse que “todos os compartimentos estomacais estavam cheios de materiais estranhos, como plásticos de diferentes tamanhos e formas, sacos, entre outros”.

O resultado também mencionou que tentáculos de lula foram encontrados também e a presença de parasitas foi observada no estômago e no rim da baleia.

O Escritório Municipal de Pesca da Região BFAR-Davao em seu relatório da noite de sábado disse que a baleia, vista em 15 de março, parecia “magra e fraca” e que os esforços para afastá-la eram fúteis pois ela sempre voltava para a costa.

Amostras de sangue foram colhidas da baleia e os resultados mostraram que o cetáceo, que tinha uma “espinha dorsal proeminente e uma cabeça em forma de amendoim”, também estava desidratada.

O relatório acrescentou ainda que a baleia vomitou sangue e teve descargas marrons pelo ânus um dia depois de ter ficado encalhada. Ela morreu alguns momentos depois.

Seus restos mortais foram levados imediatamente para o Museu Coletor D’Bone, na cidade de Davao, para necropsia.

Blatchley disse que nos últimos 10 anos, pelo menos 57 das 61 baleias cujos restos mortais estão no museu que ele administra “morreram devido a causas humanas”.

Em 13 de fevereiro deste ano, uma baleia cachalote pigmeu foi encontrada morta em Panacan, nesta mesma cidade. Um preservativo e diversos outros resíduos plásticos foram recuperados de seu estômago.

Baleia é levada de volta ao mar após encalhar em praia no litoral do Pará

Uma baleia encalhou em uma praia localizada entre Salinópolis e Maracanã, no litoral do estado do Pará. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer o animal.

Foto: Corpo de Bombeiros / PA

A baleia foi encontrada por moradores da região. Ela estava na parte arenosa da praia da Marieta. Não se sabe a qual espécie pertence o animal. As informações são do portal G1.

Ao chegar no local, a equipe do Corpo de Bombeiros constatou que a baleia estava presa na areia a cem metros de distância da linha da água, em uma espécie de córrego. Segundo os militares, a maré estava baixa.

Com a ajuda de moradores, os bombeiros conseguiram socorrer a baleia e devolvê-la ao mar. Na ação, foram usadas cordas amarradas em um bote que levou o animal até o fundo da água.

Baleia nada por horas ao lado de barco de passeio

Baleia jubarte em seu balé aquático | Foto: DolphinDroneDom

Baleia jubarte em seu balé aquático | Foto: DolphinDroneDom

Imagens capturadas por um drone mostram uma baleia jubarte se exibindo demoradamente perto de um barco de turismo.

O animal gira sobre si mesmo, faz movimentos com as nadadeiras e desliza sobre as águas com desenvoltura e dá um espetáculo de beleza única.

Junto ao simpático mamífero, um grupo de pelo menos mais 20 baleias jubarte circulavam ns imediações do barco.

A experiência de ver algo tão raro foi possibilitada pela Pacific Offshore Expeditions sob a orientação do Capitão Ryan Lawler.

O vídeo foi filmado na terça-feira em San Diego (EUA) e compartilhado no canal de YouTube do DolphinDroneDom, de propriedade de Dominic Biagini.

Biagini conta que ficou maravilhado com as imagens capturadas na costa de San Diego, mostrando uma única baleia jubarte erguendo-se repetidamente e batendo a barbatana peitoral contra a superfície do oceano, quase como se estivesse acenando um “Olá”.

“Hoje foi uma das melhores experiências de observação de baleias da minha vida”, escreveu Biagini na legenda do vídeo do YouTube.

“Já faz quase dois anos desde que vi baleias jubarte pela última vez, mas a espera valeu a pena”.

Biagini conta que foram horas de proximidade, com movimentos únicos, e nadadeiras dançantes de pelo menos 20 baleias jubarte diferentes.

“O destaque foi uma única baleia que literalmente fez pelo menos 100 acenos ou tapas com as nadadeiras bem ao lado do barco! Agradeço à Pacific Offshore Expeditions e ao Capitão Ryan Lawler por propiciarem essa experiência tão maravilhosa”, diz ele.

Biagini compartilhou mais vídeos na terça-feira, no Facebook, com a legenda:

“Até agora você só tinha ouvido falar … Baleias jubarte dão um show na costa de San Diego hoje!”

O entusiasta de baleias decidiu que ele não tinha visto o suficiente e voltou para mais filmagens no final do dia na mesma terça-feira.

Daniel conta que logo após o passeio naquela manhã, ele foi até seu meu barco pessoal para tentar encontrar as baleias que havia visto, na esperança de ter uma oportunidade melhor para filmar com seu drone, conforme a legenda nos post do Facebook, que incluía ainda outro vídeo compartilhado pelo San Diego Whale Watch (SDWW, na sigla em inglês).

“A Capitã Cristin me chamou pelo rádio do barco para informar que ela tinha encontrado ´nossas’ baleias novamente em sua viagem da tarde do SDWW”.

Lunge feeding é uma tática usada por baleias jubarte para reunir suas presas e facilitar a caça.

As baleias assustam sueus pequenos alvos, o que faz com que elas se aglomerem em grupos, facilitando a captação de uma quantidade maior de presas.

Biagini conseguiu capturar imagens adicionais exatamente desse momento.

Em um último e animado post, ele comparou os avistamentos de San Diego com aqueles feitos muito mais ao norte da Califórnia, onde a observação de baleias também é bastante popular.

“Ainda não acredito que isso aconteceu hoje”, escreveu Biagini na terça-feira, compartilhando o post do SDWW.

“Presensiei um’lunge feeding’ como se estivéssemos em Monterey! Acredite ou não, esses são os primeiros lunge feeds que eu já filmei!”, comemorou ele.

Biagini é cinegrafista e fotógrafo profissional de vida oceânica. Ele também atuou como palestrante no evento da American Cetacean Society San Diego (Sociedade Americana de Cetáceos de São Diego) em 9 de janeiro, de acordo com a página de seu canal no YouTube.

Baleia encalha em praia e é enterrada após ser sacrificada no RS

Uma baleia-jubarte encalhou em Mostardas, no Rio Grande Sul, na última semana, e após ficar encalhada por dias, teve que ser sacrificada na segunda-feira (4). Após passar por uma necrópsia, o animal foi enterrado na terça-feira (5).

Foto: Divulgação / Ceclimar/Ufrgs

Amostras do corpo do animal foram coletadas por biólogos do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos da UFRGS (Ceclimar) na tentativa de descobrir o motivo do encalhe. A bióloga Janaína Carrion Wickert contou que a baleia não apresentava ferimentos, mas estava magra e debilitada. As informações são do jornal GaúchaZH.

Especialistas afirmam que o animal estava sofrendo e que a logística para salvá-lo era impossível, já que seriam necessários dois barcos de porte grande, cordas, correntes e uma maré alta. A aproximação das embarcações não foi possível, porém, devido à maré muito baixa.

Com 12 metros de comprimento e cerca de 25 toneladas, a baleia tinha entre dois e seis anos de idade, faixa etária em que é considerada “um filhotão”.

A presença de baleias na costa do Rio Grande do Sul tem se tornado mais frequente, uma vez que a população dessa espécie está em crescimento. Nos últimos cinco anos, foram encontradas sete baleias-jubarte encalhadas na orla do litoral gaúcho – cinco delas chegaram mortas à praia.

Carro alegórico faz alerta sobre poluição dos oceanos em carnaval na Itália

No “Carnevale di Viareggio”, na Itália, um carro alegórico faz um alerta sobre a poluição nos oceanos, que preocupa cada vez mais os ambientalistas. O carro é uma baleia que chora por estar presa em resíduos de plástico.

(Foto: Reprodução / Facebook / Mahau Cruz)

Obra do artista Roberto Vannucci, a baleia é um apelo para conscientização do público sobre as ações que precisam ser tomadas para frear a poluição nos oceanos, que tem colocado em risco a vida de inúmeros animais marinhos.

Mais plástico que peixes nos oceanos

Um estudo divulgado em 2016 pela Fundação Ellen MacArthur, em parceira com a consultoria McKinsey, fez um alerta: cerca 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos por ano, e a tendência é de aumento. Caso não haja uma mudança drástica, em 2050 a quantidade de lixo plástico nos oceanos deve superar a de peixes.

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos por ano, o equivalente a um caminhão de lixo por minuto, diz o relatório. “Se nenhuma ação for tomada, a expectativa é que esse número aumente para dois por minuto até 2030 e para quatro por minuto até 2050”, ressalta o estudo.

Para reverter esse cenário, a pesquisa, baseada em diversas fontes, propõe a criação de um novo sistema para reduzir o descarte de plástico na natureza, especialmente nos oceanos, e buscar alternativas para o petróleo e o gás natural na produção desse material. Caso não seja encontrada uma alternativa, essa indústria deverá consumir 20% da produção petrolífera em 2050.

Baleia é encontrada morta em praia em Fernando de Noronha (PE)

Uma baleia foi encontrada morta na Praia do Meio, em Fernando de Noronha (PE), no último domingo (3). O animal, da espécie piloto, mede cerca de três metros de comprimento e apresentava mordidas de tubarão pelo corpo.

Foto: Léo Veras/Instituto Tubarões de Noronha

“Eu acho que a baleia estava morta e os tubarões a morderam. Ela foi mordida por tubarões tigre, possivelmente dois animais. Pelas mordidas, um tubarão deveria ter três metros, e outro, 2,5 metros”, explicou ao G1 o engenheiro de pesca Léo Veras, especialista em tubarões, após analisar o corpo da baleia.

De acordo com Veras, esta é a segunda baleia encontrada morta na região de Fernando de Noronha nesta época do ano. “No ano passado, no dia 10 de fevereiro, foi encontrada uma baleia morta na ilha e o animal também foi mordido pelos tubarões”, disse.

Além do engenheiro, técnicos do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade e pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador também estiveram na praia.

O corpo do animal ficou nas pedras da Praia do Meio, chamando a atenção dos banhistas.