Touradas voltam a ser realizadas em Maiorca, na Espanha

Por Rafaela Damasceno

As touradas voltarão a ser realizadas em Maiorca, na Espanha, após uma proibição da crueldade ter sido revogada pelo principal tribunal espanhol. Uma lei havia proibido a morte dos touros durante as lutas, mas o tribunal argumentou que essa era uma parte essencial das touradas, consideradas um esporte.

Um toureiro agradecendo a plateia

Foto: AFP

A próxima tourada será a primeira em Maiorca em dois anos, o que revoltou ativistas em defesa dos direitos animais. As lutas são horríveis, bárbaras e sangrentas, e os ativistas planejam protestar contra o evento.

“Estamos convencidos de que o fim das touradas está próximo e esse é o último suspiro de um espetáculo morto”, declarou Francisco Vasquez Neria, do grupo Anima Naturalis, à BBC.

Consideradas um esporte e entretenimento para algumas pessoas, as touradas são extremamente cruéis com os touros, que são assassinados de maneira brutal. Centenas são realizadas todos os anos na Espanha, mas o número está diminuindo. As Ilhas Canárias e a Catalunha tomaram medidas para banir a tradição.

Portugal, o sul da França e alguns países da América do Sul também são amantes das touradas.


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Imagens de drone mostram corpo de elefante mutilado por motosserra

Por Rafaela Damasceno

Os elefantes correm sérios riscos devido ao tráfico do marfim, material presente em suas presas. Nesta semana, seis caçadores foram presos ao serem identificados como os homens (posando sobre o corpo de um elefante) em uma foto encontrada no celular de um deles. O cineasta Justin Sullivan encontrou e fotografou, com um drone, a horrível imagem do elefante assassinado por eles no norte de Botsuana, país africano.

Foto tirada de cima do corpo do elefante desmembrado. Sua tromba está caída, separada do corpo

Foto: Justin Sullivan / Magnus News

“Este animal em específico foi morto de uma forma especialmente brutal”, disse ele. O elefante teve parte de sua cabeça cortada com uma motosserra, para que as presas fossem retiradas. “A foto representa, mais do que a maneira que o elefante está desconectado no momento, o jeito que nós mesmos nos desconectamos desse tipo de situação”, declarou.

Justin mora na Cidade do Cabo, mas estava em Botsuana para um projeto de filme. Ele escutou alguns caçadores falando sobre o corpo, então pediu para ser levado até lá e fotografou o crime na esperança de chamar atenção para o impacto e a crueldade da caça.

Estima-se que cerca de 30 mil elefantes são mortos todos os anos no mundo, com milhões de libras sendo geradas pelo comércio do marfim adquirido através do assassinato. A caça é um problema global, mas é especialmente elevada em Botsuana.

A quantidade de elefantes mortos no país aumentou cerca de 600% de 2014 a 2018. A caça era proibida, então, mas a proibição foi vetada neste ano. Justin afirma que sua foto gerou um debate público, o que ele espera que possa promover resoluções para as atuais crises ecológicas do mundo.

Os caçadores do elefante fotografado foram presos há alguns dias, encontrados pelas autoridades na posse de marfim. Eles tinham fotos que atestavam sua participação no crime. Ainda não se sabe se as imagens encontradas em seus celulares envolviam mais de um assassinato.

Dois traficantes na posse dos marfins

Foto: Eagle Network

A Eagle Network, organização responsável por proteger a vida selvagem, ajudou no rastreamento e captura de todos os envolvidos no grupo de caça. Só em junho, ela auxiliou na prisão de 22 traficantes de animais silvestres em quatro países diferentes.

Perrine Odier, a coordenadora de uma ONG parceira da Eagle (PALF), disse que os caçadores estavam orgulhosos dos assassinatos e felizes em matar animais tão grandes e majestosos.

“Espero que a justiça condene os criminosos com a pena máxima, e que isso os impeça de continuar com estas atividades devastadoras”, declarou ela.


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