Drone mostra beagles explorados para testes vivendo em condições precárias

Por Rafaela Damasceno

Reprodução | YouTube

O grupo SHARK (Showing Animals Respect and Kindness – Mostrando aos Animais Respeito e Gentileza) gravou, com um drone, cachorros criados para serem explorados em pesquisas vivendo em celas sujas, superlotadas e cruéis na Virgínia, Estados Unidos.

“A primeira coisa que você percebe é o choro, os lamentos, a dor. Terrivelmente triste”, disse Stuart Chaifetz, um dos investigadores que gravou as centenas de cachorros mantidos na instalação da Covance Research Products.

“As gaiolas eram imundas, cobertas de fezes e urina”, contou à KSN, dizendo que gravaram um dos cachorros até mesmo comendo a sujeira. O vídeo publicado já rendeu muito debate e preocupações em relação à proteção dos animais.

Vários cachorros gravados demonstraram comportamentos repetitivos, como andar em círculos repetidamente. Segundo o SHARK, isso pode ser um indicador de um colapso mental causado pelas condições extremamente precárias em que eram obrigadas a viver.

A Covance pertencia à empresa LabCorp. Em um comunicado ao 8News, a LabCorp afirmou que a Covance “leva muito a sério nossas responsabilidades éticas para tratar os animais de pesquisa com cuidado e respeito”. Além disso, a empresa também disse que as imagens fornecem uma visão incompleta da instalação. Segundo ela, os animais possuem acesso a outros lugares muito confortáveis, o que é difícil de acreditar, visto as condições em que eram mantidos.

Em 2006, a Covance foi multada em quase 10 mil dólares (30,5 mil reais) depois que uma investigação da PETA descobriu macacos sendo abusados em um laboratório. Também recebeu uma multa de 32,5 mil dólares (quase 121,9 mil reais) em 2016, depois que 13 macacos morreram. As autoridades ainda investigam o ocorrido atual.


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Testes realizados em beagles aumentam no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

Os testes de laboratório realizados em cachorros aumentaram no Reino Unido. Os números chegaram a quase 5 mil só em 2019, um aumento de 16% em relação ao ano passado. Apesar dessa elevação, a maior parte dos testes ainda é realizada em outros animais, como camundongos e peixes. Ao todo, 3,52 milhões de procedimentos foram realizados no país em 2017.

Um beagle preso em uma gaiola

Imagem ilustrativa | Foto: Getty

Os beagles são os cachorros mais explorados nos testes. A maior parte dos procedimentos (71%) visava experimentar a segurança de produtos medicinais, odontológicos e veterinários.

Gatos, cachorros, macacos e cavalos são normalmente considerados espécies protegidas e compõe ao todo 1% dos testes no mundo. O número de gatos explorados diminuiu em 20%, mas o número de macacos cresceu 8%.

Em 2017, cerca de metade dos procedimentos foram experimentais, mas 1,72 milhões de animais foram explorados para estudos envolvendo criação de espécies geneticamente modificadas.

Todos os lugares que fazem testes em animais recebem uma licença para isso. A maior parte, 51%, foram realizados em universidades de medicina.

Desde 2014, os testes são classificados de acordo com a quantidade de sofrimento que causa. Há cinco categorias: sublimiar, sem recuperação, leve, moderada e grave.

Lindsay Marshall, cientista da Sociedade Humana Internacional, afirma que as pesquisas médicas da Grã-Bretanha são ultrapassadas e irracionais. Já a Dra. Frances Rawle, diretora do Conselho de Pesquisa Médica, acredita que os testes em animais ainda são essenciais para a pesquisa progressiva.

“Essas figuras compõem um sistema ultrapassado, cujos experimentos drogam, envenenam, mutilam e matam certos animais apenas porque sempre fizeram isso”, declara a consultora política da PETA, Julia Baines. Ela ainda chama atenção para o fato de que camundongos, ratos e peixes têm menos proteção do que cachorros e gatos, mesmo tendo a mesma capacidade de sentir dor.

“O governo do Reino Unido tem uma obrigação moral de proteger os animais e podem continuar promovendo a saúde humana trocando os testes em seres vivos pelas tecnologias atuais, como os chips que recriam órgãos”, completou.


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Audiência realizada na Câmara discute exploração de cães em testes para fungicida

Os testes, feitos em cachorros da raça beagle, para fungicida foram tema de uma audiência realizada na terça-feira (11) na Câmara. O assunto foi debatido na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Um ativista pelos direitos animais, que luta contra a crueldade promovida por esses experimentos, participou do evento usando uma fantasia de cachorro.

Foto: Beagle Freedom Project

O debate foi feito a pedido do deputado Fred Costa (Patriota-MG). Ele usou como base para a discussão uma reportagem da Rede Brasil Atual na qual a organização de defesa dos direitos animais Humane Society, dos Estados Unidos, denunciou o envenenamento de um cachorro em laboratório.

“A Humane Society afirmou que os testes são para um fungicida fabricado pela Dow AgroSciences que será vendido no Brasil”, afirmou o parlamentar à revista Exame.

Através de um comunicado, a Dow AgroSciencesc reconheceu que existem outras formas de conseguir os dados necessários para o estudo e disse que está trabalhando “em estreita colaboração com a Humane Society para incentivar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] a alterar seus requisitos de testes em animais para pesticidas”. Os ativistas, no entanto, deixam claro que a solução é por fim aos testes que exploram animais.

Contra a caça

Um manifesto contra a caça no Brasil foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também nesta terça-feira (11). A entrega, feita por um grupo de organizações da sociedade civil, parlamentares e artistas, fez parte do evento “Um Dia Animal!”, outra iniciativa do deputado Fred Costa, segundo informações do portal WWF.

Mais de 700 mil assinaturas constam no manifesto, além de uma pesquisa encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, que concluiu que 93% dos brasileiros são contra a caça de animais silvestres. O Ibope entrevistou 2002 pessoas em 142 municípios.

Atualmente, quatro projetos de lei (PLs) que visam a liberação da caça no Brasil estão em tramitação. Atualmente, a lei 5.197/1967 (Código de Fauna) proíbe essa prática no país. Os PLs que querem liberar a exploração e a crueldade cometida através da caça contra animais são: PL 6.268/2016, de autoria de Valdir Colatto (MDB/SC), que cria “fazendas de caça”; PL 7.136/2010, de Onix Lorenzoni (DEM-RS), que passa para os municípios a função de deliberar sobre a caça local; PLP 436/2014, de Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), para que a “caça, a apanha e o manejo de fauna” possam ser promovidas por ação administrativa dos Estados, retirando a exclusividade da União e o PL 1.019/2019, de Alexandre Leite (DEM/SP), que implementa o Estatuto dos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), que aborda atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de CAÇA, em todo o país.

Beagles destinados à morte após final de testes de laboratório são salvos por abrigo de animais

Foto: Michigan Humane Society/Facebook

Foto: Michigan Humane Society/Facebook

Um grupo de beagles que foram destinados a morte após serem submetidos a dolorosos testes laboratoriais de agrotóxicos foram resgatados por um abrigo de animais.

Os cães chegaram à Humane Society de Michigan (EUA) na terça-feira, quase um mês depois que a notícia de sua morte iminente provocou clamores e protestos em nível mundial.

Agora, eles provavelmente serão adotados e ganharão uma família. A Humane Society compartilhou uma foto de um voluntário com um dos cachorros no colo em sua página no Facebook.

Eles escreveram abaixo da publicação: “Estamos felizes em anunciar que os beagles do estudo estão agora sob nossos cuidados. O processo de avaliar cada um deles individualmente para determinar quando e se estarão disponíveis para adoção provavelmente levará várias semanas.

“Um prazo estimado para quando esses beagles estarão disponíveis para adoção e detalhes sobre os pedidos de adoção serão anunciados através de nossos canais sociais.

“Nosso foco agora é trabalhar no sentido de encontrar oportunidades positivas de encontrar lares e famílias para cada um dos animais.

Uma das pessoas que comentou no post contou ter adotado um beagle anteriormente usado em testes de laboratório alertou para o fato de que os cães acham muito mais difícil se adaptar à vida de um animal.de estimação por causa da dor que eles tiveram que suportar nas mãos de outros humanos.

No mês passado, foi relatado que os beagles seriam mortos apenas para que seus órgãos pudessem ser examinados com o objetivo de mensurar os danos que eles sofreram durante os testes com os pesticidas. Isso seria feito com o objtivo egoísta de averiguar se esses produtos químicos teriam possibilidade de representariam um risco para os seres humanos. Eles deveriam ser mortos no início de julho.

Foto: Humane Society of America

Foto: Humane Society of America

A Humane Society of America disse que 36 beagles foram selecionados para o estudo doloroso, e a Michigan Humane Society (filial da primeira) ainda vai quantos deles sobreviveram à agressão que sofreram antes de serem resgatados. Os beagles são uma escolha comum para testes de laboratório por causa de sua natureza gentil, leal, dócil. Esses cães dificilmente reagem quando submetidos a tratamentos dolorosos.

A Dow AgroSciences, que encomendou a pesquisa sobre os cães, afirmou que os animais tiveram que ser sacrificados para cumprir as regulamentações no Brasil, onde a substância química testada deveria ser contada. Mas a equipe da Humane Society pressionou o governo brasileiro, que cedeu afirmando que eles estavam felizes em conceder salvos condutos para salvar a vida dos cães.

Beagles são forçados a ingerir fungicida em estudo de laboratório americano

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Imagens fortes filmadas de dentro de um laboratório de Michigan (EUA) revelam métodos cruéis usados em dezenas de cães que são alimentados de forma forçada com fungicida durante um experimento que realiza testes de animais.

Cerca de 36 beagles em posse do Charles River Laboratories em Mattawan, Michigan, estão sendo submetidos a um estudo de toxicidade com duração de um ano patrocinado por uma empresa de agrotóxicos que pretende testar seu novo fungicida.

Os beagles que não sobreviverem até a data final designada para estudo, em julho deste ano, serão mortos para que seus órgãos possam ser examinados quanto aos danos causados pelo veneno.

O vídeo foi filmado durante uma investigação secreta da organização Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), entre abril e agosto do ano passado.

Ele mostra os animais no início do estudo de um ano encomendado pela empresa de produtos químicos Dow AgroSciences, que faz uso de alimentação forçada de um fungicida (veneno) para os 36 beagles.

Alguns cães estão sendo submetidos a doses muito elevadas da substância – tão altas que até quatro cápsulas tiveram que ser empurradas goela abaixo dos cães.

A HSUS diz que a Dow AgroSciences reconheceu publicamente que este teste com previsão de duração de um ano é cientificamente desnecessário.

Ao longo dos quase 100 dias, um pesquisador da HSUS documentou quase duas dúzias de experimentos de curto e longo prazo que envolveram testes em cães, incluindo o teste de fungicida.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Entres os beagles participantes do experimento cruel nas instalações do laboratório, estava um jovem cão chamado Harvey que claramente procurava atenção dos humanos e foi classificado pela equipe do laboratório como “um bom menino”.

Harvey estava sendo usado em um estudo apoiado pela Universidade de Vermont para testar a segurança da química utilizada na composição de dois medicamentos, o experimento envolvia abrir cirurgicamente as cavidades torácicas dos cães e despejar as substâncias na área.

Como um funcionário do laboratório observou, o dia em que Harvey foi morto foi “a melhor coisa na vida que ele conheceu” simplesmente porque ele teve permissão de sair da gaiola estéril para correr no chão por um minuto antes de ser levado pelo corredor do laboratório até o departamento de necropsia para a eutanásia.

O laboratório Charles River realizou testes em cães para pelo menos 25 empresas durante o período que durou a investigação da HSUS.

De acordo com a HSUS, mais de 60 cães são usados em experimentos de laboratório nos EUA todos os anos, incluindo testes de toxicidade para pesticidas, drogas, implantes dentários e outros produtos.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e presidente da Humane Society International, disse: “As descobertas perturbadoras feitas nesta instalação infelizmente não são únicas.

Experimentos estão acontecendo em centenas de laboratórios a cada ano nos Estados Unidos, com mais de 60 mil cães sofrendo”.

“Mas isso não quer dizer que este tenha que ser o destino desses 36 beagles. Durante meses, temos insistido com a Dow para finalizar esse teste desnecessário e liberar os cães para nós”.

Kitty afirma que foram realizados esforços consideráveis para ajudar a empresa a liberar os animais, mas agora a ONG simplesmente não vai esperar mais: “Todos os dias esses cães engaiolados estão sendo envenenados e se aproximam um dia a mais da morte”.

“Estamos recorrendo ao público para se unir a nós e exigir que Dow pare o teste imediatamente”, pede ela.

Kitty acredita que a HSU terá sucesso em recuperar os cães e a partir de então, trabalhará com afinco para que os beagles conheçam “a vida de verdade e sejam adotados em lares onde serão amados e protegidos”.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Especismo é o nome da doutrina que explica o comportamento deformado da humanidade em acreditar que os animais inferiores, fazendo deles meras peças à disposição de sua vontade. Segundo essa crença abominável, e que reina na maior parte da sociedade, os seres humanos podem matar, comer, ferir, se divertir, vender e dispor desses seres como bem entender.

Em oposição ao especismo, o biocentrismo prega a igualdade entre homens, natureza e animais, em proporções idênticas, sejam nas condições civis, legais ou emocionais, com direitos compartilhados a vida, comida, habitação, bem estar e amor.

Sendo a capacidade de amar, sofrer e compreender dos animais cientificamente comprovada, por que não teriam eles seu direito à vida resguardado em lugar de serem assassinados em instalações estéreis sem nem mesmo conhecerem alguma dignidade?