Mulher é presa por jogar sete cães recém-nascidos no lixo

Bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Deborah Sue Culwell, de 54 anos, foi detida na segunda-feira pelo Comandante dos Serviços de Animais do Condado de Riverside, Chris Mayer, em sua casa em Coachella, na Califórnia (USA).

Autoridades confirmam que a mulher foi presa pela acusação de ter jogado sete filhotes de cachorro recém-nascidos no lixo, e abandoná-los lá para morrer. Para piorar a situação dos animais indefesos, a cidade tem sido assolada por uma onda de calor extremo com temperatiuras que chegam a ultrapassar os 32°C aumentando o risco a que os bebês foram expostos.

Culwell enfrenta sete acusações de crueldade contra animais, disseram autoridades.

A casa da acusada tinha cerca de 30 cães que foram retirados de sua custódia e levados a um abrigo para garantir que fossem alimentados e recebessem cuidados veterinários adequados, de acordo com John Welsh, do Departamento de Serviços Animais do condado de Riverside.

Fotos da prisão de Culwell mostram um policial escoltando-a de dentro de sua casa algemada e sendo colocada no banco de trás de uma viatura para ser conduzida à delegacia.

Na última quinta-feira, imagens de câmeras de vigilância divulgadas pelo Serviço de Animais do Condado de Riverside mostravam a mulher saindo de um jipe branco, olhando pra dentro de uma lixeira usada para dispensa de materiais recicláveis e depois jogando a sacola com os filhotes no lixo.

Ela então caminhou casualmente de volta para o jipe e foi embora, deixando os cachorros para morrer no calor escaldante e sem ar.

Um dos bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Um dos bebês recém-nascidos resgatados do lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Os cães só sobreviveram pois foram encontrados por um transeunte que viu a mulher jogar a sacola fora e tirou-a do lixo levando os bebês para uma loja próxima.

Depois que as autoridades revisaram as imagens das câmeras de segurança da loja, constaram que a mulher dirigia para o estacionamento perto da área traseira da loja.

Os responsáveis pela investigação disseram que os filhotes poderiam não ter sobrevivido ao calor e a falta de ar se não tivessem sido encontrados dentro de uma hora depois de serem descartados.

O comandante de Serviço Animal do Condado de Riverside, Chris Mayer, disse: “O bom samaritano que recolheu sacola desempenhou um papel fundamental para salvar a vida desses filhotes. Suas ações foram humanas e heróicas”.

“Não há desculpa para cometer uma maldade dessa natureza com esses filhotes. Especialmente nos dias de hoje, quando nós ou outros abrigos estariam dispostos a acolher esses animais para promover a adoção ou lares temporários. Este foi um ato vergonhoso”, disse Mayer.

Foto da responsável por ter jogados os bebês no lixo | Foto: Riverside County Animal Services

Foto da responsável por ter jogados os bebês no lixo | Foto: Riverside County Animal Services

O comandante disse também que considera as ações da mulher desprezíveis e que ele e seus colegas estão se comunicando com os investigadores de condado de Riverside e com o escritório do promotor público para colaborar em uma denúncia legal e construir um caso de crueldade contra a mulher.

“Você pode ver claramente a bolsa de filhotes sendo despejada na lixeira”, disse John Welsh, chefe do Departamento de Serviços para Animais do Condado de Riverside, à NBC LA.

“Não há claramente um nível mínimo de sensibilidade e compaixão na atitude dessa pessoa”, desabafou Welsh

Os filhotes agora estão sendo atendidos em um abrigo em Orange County, também na Califórnia.

Zimbábue lucra 27 milhões de dólares vendendo elefantes bebês para a China

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

O status de “mercadoria” partilhado pelos animais perante a humanidade prevalece, neste caso são os elefantes classificados de “sub-adultos”, animais de até 3 anos de idade, que são precificados e enviados para longe de seus habitats como se fossem produtos de exportação.

O Zimbábue arrecadou milhões de dólares com essa atividade, exportando elefantes bebês ou ainda bem jovens para a China e os Emirados Árabes Unidos, a informação foi confirmada pela ministra do Turismo, de acordo com o jornal The Chronicle.

A ministra do Turismo, Priscah Mupfumira, disse que, em um período de seis anos, o país exportou 97 elefantes para os dois destinos em que foram vendidos.

“A Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue exportou um total de 97 elefantes sub-adultos para a China e Dubai entre 2012 e 1º de janeiro de 2018. Um total de 93 elefantes foram exportados para a China e quatro foram exportados para Dubai.”

O termo “sub-adultos” descreve os animais exportados que tinham entre dois e três anos de idade. O The Chronicle acrescenta que os elefantes foram vendidos por preços que variam entre 13.500 e 41.500 mil dólares.

A ministra ressaltou que o lucro seria destinado à conservação dos elefantes. “A capacidade de animais do Zimbábue é de 55 mil elefantes, mas agora temos 85 mil”, disse ela.

“Estamos setados em cima de uma fortuna em marfim, no valor de 300 milhões de dólares, que pode ser vendido para financiar nossos programas de conservação, além de beneficiar as comunidades que vivem em áreas de vida selvagem”, acrescentou Mupfumira.

O Zimbábue optou contra a opção de sacrificar elefantes como proposto pelo Cites, o grupo que trabalha na área de comércio de espécies ameaçadas de extinção. Tanto sacrificar como vender elefantes são práticas inaceitáveis pelos defensores dos direitos animais e por qualquer membro consciente da sociedade. As vidas dos elefantes como de quaisquer outros animais não-humanos são tão preciosas como as humanas e dignas do mesmo direito à vida.

Aliás, líderes de quatro nações do sul da África – Argélia, Botsuana, Zâmbia, Namíbia e Zimbábue se reuniram recentemente em uma Cúpula do Elefante em Kasane, Botsuana.

Os relatórios indicam que o quarteto de nações está pressionando pela suspensão da proibição da caça de elefantes e estão apoiando um pedido para que a Cites permita a venda de estoques de marfim para financiar a conservação de elefantes.

Espécie Ameaçada

Um levantamento atualizado realizado pelo departamento de Meio Ambiente da ONU confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência dos elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando uma proporção alarmante de 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Filhotes de foca resgatados de traficantes chineses são devolvidos à natureza

Filhote de foca solto no oceano | Foto: Xinhua/AP

Filhote de foca solto no oceano | Foto: Xinhua/AP

Focas manchadas (Phoca largha) já foram muito caçadas, mortas e perseguidas por seu uso na medicina tradicional chinesa.

Grupos de defesa dos direitos animais celebraram a libertação de 37 filhotes de focas selvagens na natureza no norte da China depois de terem sido resgatados das mãos de traficantes de animais.

Foto: Xinhua/AP

Foto: Xinhua/AP

A Humane Society International disse que os filhotes foram descobertos há três meses pela polícia em um galpão dentro de uma fazenda afastada na cidade de Dalian, no norte do país, muitos deles famintos e a ponto de morrer.

Oito suspeitos foram presos na operação.

O grupo disse que os filhotes foram retirados da natureza por traficantes para serem vedidos para a indústria de aquários e para exibição em locais comerciais como lojas e restaurantes.

Outros 29 filhotes morreram apesar dos esforços para salvá-los, tendo apenas duas semanas de idade quando foram encontrados e eles ainda não tinham ainda sido desmamados de suas mães.

Uma vez caçados para uso na medicina tradicional chinesa, as focas manchadas são agora uma espécie protegida na China.

Foto: Xinhua/AP

Foto: Xinhua/AP

Peter Li, da Humane Society International, disse: “Estamos entusiasmados com o fato de nosso grupo parceiro chinês, VShine, ter conseguido enviar ativistas e observadores pelo bem-estar animal para a liberação desses filhotes de focas de volta à natureza.

“Infelizmente, a crescente obsessão da China por manter espécies marinhas como focas e tartarugas em cativeiro está alimentando crimes contra a vida selvagem como este, o que causa imenso sofrimento animal e perda de vidas.”

Dois filhotes de urso são encontrados sem a mãe ao lado de rodovia movimentada

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Dois filhotes de urso foram encontrados separados da mãe, no último sábado (16), e abandonados ao lado de uma rodovia do norte da Califórnia (EUA).

Os pequenos ursos de apenas 5 semanas, foram resgatados por oficiais do departamento de proteção à vida selvagem, ao lado da rodovia Highway 96 em Yreka. A mãe não estava no local.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem acredita que alguém colocou os filhotes ali para serem encontrados após matar sua mãe.

Um casal esta tomando conta dos bebês até que eles possam retornar à vida selvagem e, enquanto isso não acontece, os pequenos ursos estão em um local seguro e amoroso.

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

“Eles têm garras afiadas e pés enormes”, disse Cheryl Millham.

Os filhotes de ursos irmãos, foram batizados de Blaze e Yreka, e estão sob a proteção do centro Lake Tahoe Wildlife Care aos cuidados dos Millhams.

“É engraçado, como um bebê humano, eles precisam ser colocados pra arrotar”, disse Tom Millham. “Nosso trabalho é garantir que eles cresçam seguros, saudáveis e fortes para que possam ser soltos de volta na natureza e sejam livres para viver com os demais ursos.”

Os policiais acreditam que alguém separou os filhotes de sua mãe, já que eles são incapazes de se afastar do cuidado materno em tão tenra idade.

“Eles fogem, mas não andam ainda. Eles não conseguem”, disse Cheryl.

Os policiais tentaram encontrar a mãe dos filhotes, mas não tiveram sorte.

“Algo com certeza aconteceu com a mãe deles, mas nós nunca saberemos ao certo o que foi”, afirmou Cheryl.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem foi quem trouxe os irmãos aos cuidados dos Millhams, que serão responsáveis por eles até o próximo ano.

“Esses ursos estão em uma programa de tratamento especial. Eles estão recebendo cuidados diferenciados”, explicou Cheryl. “Nós sabemos quando começar a nos afastarmos para deixá-los se transformar em ursos selvagens. Você tem que ser treinado para fazer isso.”

Por enquanto, os filhotes ficarão em uma caixa-berço e serão alimentados quatro vezes ao dia.

Mas em breve, eles irão para um habitat maior, onde terão espaço para escalar, brincar e aprender a ser mais independentes.

Quando eles alcançarem cerca de 100 libras (cerca de 45kg) estarão prontos, os pequenos poderão então retornar para a natureza.

“Nós somos os pais substitutos. Temos que ensinar a esses irmãos o que procurar e como sobreviver na natureza ”, disse Cheryl.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem permanece procurando o responsável por separar os filhotes de sua mãe.