Websérie brasileira destaca os benefícios de uma alimentação à base de vegetais

Por David Arioch

Publicado no YouTube na última quarta-feira (26), o episódio “Da escassez ao alimento”, o primeiro da websérie documental “O que você vai comer amanhã?”, da Urban Farmcy, destaca os benefícios de uma alimentação à base de vegetais. O episódio aponta que entre evidências e novas linhas de pesquisas os estudos reforçam cada vez mais o poder de cura do alimento de verdade.

(Foto: Reprodução/Vegazeta)

“As dietas baseadas em plantas trazem esperança no combate à hipertensão e podem contribuir para a redução de doenças cardíacas em mais de 15%. A preferência por alimentos íntegros pode colaborar para a redução de alguns tipos de câncer em 40% e o risco de diabetes é capaz de cair em até um terço”, informa.

Além de apontar falhas na alimentação de grande parte da população hoje e enfatizar as grandes consequências desses maus hábitos associados a inúmeras doenças, o episódio defende que a qualidade de vida hoje é indissociável da importância em substituir uma dieta pobre por alimentos de verdade. “Uma melhora é rapidamente notada”, frisa o narrador enquanto são exibidos alimentos de origem vegetal.

Em “Da escassez ao alimento”, o médico especialista em nutrologia Eric Slywitch diz que vivemos em uma sociedade em que o consumo é instigado para além das nossas necessidades. “Então a gente acha que precisa de coisas que não realidade a gente não precisa. Então essas mudanças que a gente faz baseadas no esforço pessoal trazem uma sensação de bem-estar que ninguém tira”, comenta Slywitch.

A série também afirma que nas comunidades ao redor do mundo que se destacam pela longevidade as pessoas têm uma dieta com pelo menos 95% de alimentos de origem vegetal. “Sem fórmula mágica, apenas uma alimentação que funciona de acordo com o seu propósito – nutrir.” E destaca ainda que o Brasil é privilegiado por ter um dos ambientes mais férteis do mundo para a produção de vegetais.


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Dia Internacional da Criança: convívio com animais traz benefícios para as crianças

Hoje, 1 de junho, comemora-se o Dia Internacional da Criança. A data foi criada, originalmente, para homenagear as crianças e foi proclamada em 1925, em Genebra, durante a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança. No entanto, dentro do contexto dos direitos animais, é possível dar um novo significado a essa comemoração, unida à importância que o convívio que os animais na infância acarreta não só para a própria criança, mas para a construção de uma sociedade melhor.

Foto: Pixabay

Estudos comprovam que crianças que crescem com animais têm menos chance de desenvolver alergias. Os benefícios, porém, não param por aí. Os pequenos que convivem, por exemplo, com cachorros, costumam desenvolver um melhor senso de responsabilidade, já que aprendem desde a cedo a cuidar de uma vida. A criança também aumenta, nesse convívio, a compaixão que sente pelos animais e não se sente sozinha, já que tem um companheiro fiel.

No que refere à construção de uma sociedade mais compassiva, ensinar crianças a amar e respeitar os animais é de fundamental importância. Quando crescem sendo capazes de olhar para outras espécies com zelo, as crianças têm maiores chances de se tornar adultos mais éticos, que prezam pelo bem-estar do próximo, seja ele animal ou humano.

Por fim, o convívio com animais é benéfico, também, para os próprios animais. Com um grande número de animais abandonados, famílias que optam por adotá-los não beneficiam apenas o núcleo familiar, incluindo os integrante que estão vivendo a fase da infância, mas também os próprios cães e gatos que estavam fadados a uma existência repleta de sofrimento, mas que foram salvos pela adoção.

 

Tutores com problemas de saúde constroem forte vínculo com animais

Um estudo realizado pelo Instituto Ipsos para a Boehringer Ingelheim Saúde Animal concluiu que pessoas com problemas de saúde constroem fortes vínculos com os animais. A pesquisa envolveu 3 mil tutores de cachorros e gatos na França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Espanha. Em cada país foram ouvidos 300 tutores de gatos e 300 de cachorros.

Participaram do estudo tutores saudáveis, com problemas de saúde e também aqueles que têm crianças com problemas de saúde na família. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

Foto: Fotolia

Primeiramente, os pesquisadores fizeram uma pesquisa qualitativa sobre relação diária e os laços com os animais. Depois, foi realizada uma consulta para quantificar o relacionamento e os benefícios dos animais para cada um deles.

A maior parte dos entrevistados considera o animal como membro da família e afirma que a presença dele traz benefícios, proporcionando mais relaxamento e contribuindo para a prática de exercícios físicos, devido à necessidade de levá-lo para passear.

De acordo com os resultados da pesquisa, 96% dos tutores de cachorros e 91% dos tutores de gatos afirmam que os animais têm impacto positivo na vida diária e 66% os considera membros da família. Para 55% dos entrevistados, os animais melhoram o estado de saúde do tutor e proporcionam relaxamento. Já 43% afirma que ter um animal contribui para aumento da prática de exercícios físicos.

Ainda segundo a pesquisa, 7% dos tutores diminuíram o uso de medicamentos – relaxantes, depressivos e sedativos – devido à convivência com um animal. O estudo concluiu também que pessoas com problemas de saúde passam mais tempo com o animal e estão mais envolvidos emocionalmente com ele. Para 80% dos entrevistados, amor incondicional e confiança estão relacionados aos animais.

Mais um resultado obtido pela pesquisa é o de que entrevistados com filhos que sofrem de doença grave ou crônica são mais conscientes do vínculo existente entre animais e humanos do que os outros dois grupos que participaram do estudo.

O interesse da Boehringer Ingelheim em contratar a pesquisa tem relação com o evidente aumento do vínculo das pessoas com os animais e a interferência disso na saúde dos tutores. De acordo com a empresa, o benefício dessa ligação entre animal e humano ganha cada vez mais reconhecimento de especialistas, especialmente no que se refere a crianças doentes.

Animais podem ajudar no tratamento de problemas psicológicos e cardíacos

Adotar um animal pode ajudar as pessoas a se recuperar de problemas de saúde. Na área médica, a zooterapia é utilizada desde a década de 1960, quando a psiquiatra Nise da Silveira levava um gato e um cachorro para as sessões terapêuticas por perceber que os pacientes ficavam mais calmos na presença dos animais.

Foto: Pixabay

De acordo com especialistas, ao ter contato com animais, o ser humano ativa o sistema límbico, responsável pelas emoções mais instintivas e, por isso, ocorre a liberação de endorfina, gerando uma sensação de tranquilidade, bem-estar e melhora da auto-estima. Pacientes em estado grave ou terminal frequentemente apresentam melhora no quadro de saúde ao receber a visita de um animal da família.

Um estudo realizado em 1980 por Erika Friedmann, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, concluiu que tutores de animais internados com problemas cardíacos mostraram, um ano mais tarde, uma taxa de sobrevivência maior do que o grupo que não tutelava animais. As informações são do portal UOL.

Outra pesquisa, de 1999, feita também nos Estados Unidos, sob a coordenação da cardiologista Karen Allen, da Universidade do Estado de Nova York, descobriu que a convivência de humanos com animais é benéfica para o coração. O estudo dividiu em dois um grupo de 48 pessoas que apresentavam um quadro clínico de estresse. Uma das partes passou a conviver com cachorros e gatos, a outra não. O resultado indicou que os pacientes que conviveram com animais apresentaram taxa normal de pressão e estresse reduzido.

Foto: iStock

Um terceiro estudo, publicado na revista científica The American Journal of Cardiology, revelou que pacientes que tutelam animais se recuperam rapidamente e estão menos sujeitos a problemas cardíacos.

Os animais, no entanto, não ajudam apenas no tratamento de doenças do coração. Isso porque o contato com eles também é recomendado para pessoas que sofrem de distúrbios psicológicos, como esquizofrenia, desordens de personalidades, ansiedade e depressão. O convívio com os animais faz com que pacientes com esses problemas de saúde apresentem melhora na elaboração de estratégias para lidar com pessoas e situações, além de evoluírem na criação de vínculos.

É comprovado também que a incidência de depressão é menor em idosos que tutelam animais. E os casos depressivos entre pessoas infectadas pelo vírus HIV são duas vezes maiores nas que vivem sozinhas do que nas que contam com a companhia de um animal, segundo um estudo desenvolvido pela psicóloga americana Judith Siegel, da Universidade da Califórnia.

Foto: iStock

A solidão também é superada mais facilmente por idosos que são tutores de cachorros, segundo uma tese publicada no Journal of Gerontology: Medical Sciences. Por essa razão, muitos médicos têm incentivado os pacientes mais velhos a adotar um cachorro ou um gato. A presença do animal em casa incentiva a pessoa a manter as atividades regulares, já que ela terá que se levantar para alimentá-lo e levá-lo para passear e ao veterinário. Pesquisadores calculam que um animal representa ao tutor um ganho de 22 minutos de caminhada a mais por dia, o correspondente a 2760 passos.

Uma outra pesquisa, feita pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake, doutor em bioquímica por Harvard e autor do livro “Os cães sabem quando seus donos estão chegando”, da editora objetiva, concluiu que, no que se refere ao afeto e consolo proporcionados por um animal, a maioria das pessoas que vivem com cachorros têm um aumento na auto-estima e uma melhor superação à perda de um ente querido, já que os cães interagem com os tutores dando a eles carinho e atenção, o que auxilia no processo de recuperação.

Foto: iStock

Cantor Ne-Yo diz que está amando ser vegano

Foto: Instagram

Ne-Yo fez a transição para uma dieta baseada em vegetais em 2017 depois de assistir “What The Health”, um documentário que explora a ligação entre dieta e doenças e investiga papel das principais organizações de saúde cenário.

“Francamente, isso me irritou realmente”, disse ele à revista US Magazine.

“Deixe-me ver se entendi: a pessoa que está lhe dando a doença e a pessoa que a está combatendo estão juntos na cama? Vão para o inferno”.

Além da perda de peso, ele credita sua dieta à base de plantas a cura de uma tendinite crônica. “Um amigo me disse que uma dieta baseada em vegetais poderia reverter os efeitos das doenças cardíacas e câncer”, disse Ne-Yo.

“Eu tive tendinite em ambos os joelhos – duas semanas, novos joelhos, como se nunca tivesse acontecido. Eu não estou brincando com você! Eu amo isso.”

Não é a primeira vez que a celebridade fala sobre sua dieta vegana. No ano passado, ele revelou que a mudança para alimentos à base de plantas não era esperada.

“Eu acho que eu poderia ter sido um T-Rex em outra vida”, disse ele.

“Eu era um amante de carne. Mas no segundo que eu assisti “What The Health” eu imediatamente corri para minha geladeira e joguei fora todas as carnes. Isso não foi algo planejado, aconteceu”.

O cantor se junta a várias outras celebridades que recorrem ao veganismo por motivos de saúde. O rapper e produtor Will.i.am também adotou o veganismo como estilo de vida para melhorar sua pressão arterial, o colesterol e perder peso. O músico Bryan Adams disse recentemente que tornar-se vegano foi a melhor coisa que já fez por ele mesmo”.  As informações são do LiveKindly.

bryant jennings

Boxeador Bryant Jennings fala sobre os benefícios de uma dieta vegana

Bryant Jennings, boxeador na categoria peso-pesado da Filadélfia, Estados Unidos, é vegano desde 2015 e falou sobre os benefícios provenientes de uma dieta vegana em sua vida.

bryant jennings

Foto: Fight Nights

Jennings disse ao The Guardian que adotou uma dieta baseada em vegetais por razões de saúde – depois de ter sido vegetariano, ele disse que a escolha foi “muito boa” para ele.

“Eu como muita manteiga de amendoim e geléia, aveia, quinoa, abacate, muitas frutas e legumes. Eu faço meus próprios hambúrgueres a partir do zero com grão de bico, feijão preto, lentilha, quinoa, sementes de linho, sementes de chia”. disse. “São todos alimentos integrais.”

“Eu não estou lutando para provar nada. Estou apenas orgulhoso de quem eu sou. Quando eu tenho um ótimo desempenho, eu digo: ‘veja só, eu não preciso de carne’.”