Bezerros “do tipo exportação” recebem chutes e golpes de bastão em vídeo de denúncia da L214

Por David Arioch

Homem que aparece no vídeo é o principal responsável pela violência registrada pela organização L214 em parceria com o projeto Eyes on Animals (Foto: Reprodução)

Um vídeo registrado pela associação francesa em defesa dos direitos animais L214 em parceria com o projeto Eyes on Animals mostra ao longo de três minutos a realidade dos bezerros “do tipo exportação” que são enviados da Irlanda para a Holanda.

Na filmagem divulgada na quinta-feira é possível ver animais com duas a três semanas de idade recebendo chutes, pisadas e golpes de bastão em um centro de trânsito em Cherbourg, na França, antes de seguirem viagem.

Em uma das cenas, um funcionário pula repetidamente sobre um bezerro que ele jogou contra o chão. No trajeto com duração de mais de 50 horas é revelado também o desgaste e o desconforto dos animais – que passam fome e sede ao longo do percurso.

Segundo o cofundador da L214, Sebástien Arsac, o transporte de bezerros jovens por longas distâncias é intolerável.

“Esses bezerros, recém-saídos do ventre de suas mães, suportam mais de 50 horas de transporte em péssimas condições. Até 300 animais amontoados em três níveis, além de sedentos e tratados com violência, vivem um verdadeiro inferno”, lamenta.

E acrescenta: “A União Europeia deve interromper o transporte de bezerros e outros jovens animais. Como consumidores, podemos agir diretamente substituindo produtos lácteos por alternativas vegetais.”

Em 2018, a Irlanda exportou mais de 100 mil bezerros principalmente para a Espanha e Holanda. No entanto, o volume de bezerros transportados entre países europeus ultrapassou 1,3 milhão no ano passado.

Mais de um milhão de bezerros morrem nas inundações recordes que atingiram o país

Animais sofrem como vítimas das inundações | Foto: Jamie Schomp

Animais sofrem como vítimas das inundações | Foto: Jamie Schomp

As condições meteorológicas extremas vistas no último mês levaram um número impressionante de animais a serem engolidos pelas águas geladas. Aqueles que sobreviveram provavelmente morrerão pela falta de comida e água potável ou serão enviados para o matadouro, de acordo com a PETA.

A ONG está colocando dois outdoors para aumentar a conscientização da população em torno dos cerca de um milhão de bezerros que morreram como resultado das inundações nos estados do Meio-Oeste americano nas últimas semanas.

O New York Times descreveu as condições climáticas extremas de março como “enchentes recordes”, dizendo que elas estavam causando um “estrago devastador para fazendeiros e pecuaristas em um momento em que eles tem menos recursos para arcar com isso”, em função da crise da indústria leiteira.

Mas a organização que atua em prol dos direitos animais, PETA, diz que enquanto os humanos que seriam afetados pelo ciclone e as inundações “tiveram aviso prévio e ajuda para evacuar as residências, os animais presos em fazendas de carne e laticínios não tiveram essa chance”.

Animais afogados

“Muitos desses animais se afogaram ou sofreram outras mortes dolorosas e terríveis nas enchentes, incluindo cerca de 700 porcos em apenas uma fazenda e mais de 1 milhão de bezerros”, conforme informações da PETA.

Foto: Beth Vavra

Foto: Beth Vavra

“Os bezerros, a maioria dos quais estavam sendo criados pela indústria de carne, foram arrastados para as águas congeladas e apareciam mortos pelas margens dos rios. As vacas que sobreviveram às enchentes provavelmente morrerão como resultado da falta de comida e água potável ou serão enviadas para o matadouro”, lamentou a ONG.

Outdoors Veganos

Agora, a ONG está colocando outdoores nas regiões afetadas pelas enchentes, que segundo ela, buscam alertar para o fato de que situações como estas vão ocorrer novamente e demonstram “como é possível evitar futuros desastres como este”.

Os outdoors mostram vacas em paisagens e dizem: “Parem de comer carne! Elas morrem por seu hábito cruel e sujo”.

“Se esta mensagem de compaixão inspirar apenas uma pessoa a deixar as vacas e bois de fora do seu prato, isso já contribuirá para que o número de milhões de animais que sofrem uma morte aterrorizante todos os anos não aumente ainda mais, seja em um matadouro ou em um desastre natural”, disse o vice-presidente executivo da ONG, Tracy Reiman, em um comunicado.

“O outdoor da PETA incita os carnívoros a ouvirem a enxurrada de razões pelas quais eles deveriam mudar seus hábitos e abraçar uma alimentação vegana e compassiva”.

Mortes de animais por inundação

Esses afogamentos seguem o número de mortos do furacão Florence em setembro passado, onde mais de 3,4 milhões de animais foram deixados para morrer, trancados em instalações de fazendas de onde seria impossível escapar, por fazendeiros que por sua vez, fugiram para se salvar.

O furacão – uma tempestade de categoria 4 – causou inundações recordes. Ativistas veganos da ONG que atua pelos direitos animais Direct Action Everywhere (DxE) e o Brother Wolf Animal Sanctuary, além de ativistas independentes, entraram em fazendas industriais inundadas após o furacão Florence para mostrar a extensão da devastação.

“Ativistas encontraram celeiros com milhares de galinhas afogadas e lixeiras cheias de centenas de leitões mortos, assim como porcos adultos”, disse um porta-voz da DxE em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Esses animais são indivíduos sensíveis e inteligentes, mas as corporações intencionalmente os negligenciam fazendo com que sofram mortes brutais como essas por causa da linha de produção”, acrescentou o ativista Arwen Carlin.

Dois bezerros caem em cisterna de 5 metros de profundidade e são salvos

Dois bezerros caíram dentro de uma cisterna desativada em um sítio na MG-413, no quilômetro 20, em Araguari, no estado de Minas Gerais. O buraco tem cerca de cinco metros de profundidade e o acidente aconteceu no último domingo (28).

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O Corpo de bombeiros foi acionado e o resgate levou aproximadamente três horas. Os animais caíram no buraco no final da tarde de sábado (27) e foram retirados dele na tarde de domingo (28), por volta das 14 horas.

Participaram da ação o sargento Fernando de Souza Terra, o sargento Terra e o cabo Aires. As informações são do portal G1.

De acordo com os bombeiros, o salvamento foi dificultado pelo fato de um bezerro ter caído em cima do outro. Para resgatá-los, uma escada foi apoiada na viatura como tripé e com a ajuda de cordas, um bombeiro entrou na cisterna para ajudar a içar os bezerros. Cada um deles pesa cerca de 150 quilos.

Aproximadamente dois minutos após o resgate, o bezerro que estava em cima do outro se levantou. O que estava em baixo, por apresentar ferimentos, estava mais debilitado. O tutor dos animais disse que chamaria um veterinário.

Depois que os animais foram retirados do buraco, um tapume foi usado para fechar a cisterna e o proprietário do sítio foi orientado sobre a importância de manter o local devidamente fechado, devido ao risco de quedas.

“Não é sua mãe? Não é seu leite!”, diz outdoor da PETA

Foto: PETA

Mais uma vez a PETA tenta para chamar a atenção das pessoas para o sofrimento das vacas em fazendas leiteiras.

O outdoor mostrará uma vaca e seu bezerro ao lado das frases: “Não é sua mãe? Não é seu leite! Escolha vegana”. O local escolhido para a exibição do alerta é o cruzamento da Highway 43 com a Pond Road, em Bakersfield, onde um caminhão que transportava cerca de 30 vacas ficou preso nos trilhos da ferrovia foi atingido por um trem.

“É difícil imaginar o terror e a dor que essas vacas presas sentiram com um vagão de trem passando dentro delas”, disse Tracy Reiman, vice-presidente executivo da PETA.

“A PETA espera homenageá-las com um outdoor lembrando que a melhor maneira de evitar que vacas sofram na indústria de laticínios é se tornar vegano”.

“Na indústria de laticínios de hoje as vacas são mantidas quase constantemente grávidas para maximizar a produção de leite. Os bezerros são retirados de suas mães em poucas horas ou dias de nascimento para que seu leite seja consumido por humanos”, acrescentou a ONG. As informações são do Plant Based News.

“Os bezerros machos são normalmente enviados para serem abatidos para a indústria vitícola, enquanto as fêmeas têm o mesmo destino de suas mães: serão constantemente inseminadas até que a produção de leite diminua. Quando isso acontecer, irão para um matadouro.”

Ativista luta para salvar 45 bezerros órfãos do matadouro

A Austrália vem enfrentando uma onda de calor sem precedentes. As temperaturas chegaram perto dos 50°C e causou a morte de cavalos, morcegos e outros animais.

Fazendas de gado leiteiro em todo o país foram atingidas pela escassez de água e anunciaram o encerramento de suas atividades.

Em uma delas, mil vacas já foram enviadas para o abate, mas 45 bezerros ainda estão à espera de um destino.

Chantelle Louise, uma ativista pelos direitos animais, compartilhou no Facebook que conversou com o fazendeiro proprietário e que está lutando para salvar os bezerros do matadouro.

“Neste processo de fechamento eles já enviaram 1000 vacas mães para o ”meatworks” e agora 45 bezerros, alguns com apenas alguns dias de vida, precisam de nossa ajuda ou seu destino é a morte”, escreveu ela.

Ela começou uma página de angariação de fundos na esperança de levantar dinheiro suficiente para comprar itens para os filhotes.

“Este é um empreendimento enorme e vai exigir mão de obra maciça e financiamento para alcançar. Estamos determinados a salvar esses bebês da morte, mas precisamos da sua ajuda”, acrescentou.

Ela disse que os números eram “estimativas mínimas” e não incluíam notas do veterinário ou questões inesperadas. As informações são do Daily Mail.

Louise também espera encontrar voluntários que possam ajudar a cuidar dos bezerros em sua casa em Boondall, no norte de Brisbane.

Outro caso

Quando a fazenda leiteira Big Island Dairy, em Ookala, no Havaí, foi fechada após uma ação judicial contra a empresa pela violação da Lei Federal da Água Limpa, por ter despejado lixo em córregos próximos, cerca de 60 bezerros foram resgatados pela equipe do Hawaii Flow Animal Rescue (HLFARN).

“Quando uma empresa de laticínios fecha suas operações, as vacas geralmente são leiloadas e distribuídas para matadouros e outras fábricas de laticínios. A Big Island Dairy tem cerca de 2.600 vacas, bezerras e bezerros para serem removidos das instalações”, disse HLFARN à PBN. “Após reuniões iniciais com representantes do setor de laticínios, a HLFARN recebeu permissão para remover várias vacas por uma taxa negociada.”

“As equipes de resgate ajudaram os 61 bezerros de dois e três meses enquanto saíam de suas jaulas com as pernas bambas e entravam no trailer,” acrescentou o porta-voz. “Essas jaulas eram a única casa que os bezerros conheciam durante a vida na fábrica, comendo, bebendo, dormindo e fazendo suas necessidades lá.”

“Eles não estavam acostumados a sentir a grama sob seus pés ou o sol em seu rosto. Voluntários passaram o dia inteiro – alguns só voltando para casa depois de meia-noite – levando os bezerros para suas novas casas, onde seus cuidadores os aguardavam ansiosamente.”

Segundo o porta-voz da organização, os bezerros foram adotados por pessoas qualificadas e que tinham condições de abrigar adequadamente os animais.

Reino Unido pode proibir o uso de gaiolas na agricultura animal

Foto: Unsplash/Phil Hearing

Peter Egan pede ao governo do Reino Unido para proibir as gaiolas para todos os animais destinados ao abate, o que é altamente estressante, cruel e restringe os animais de expressarem seus comportamentos naturais.

O ator usou o Twitter para defender a causa.

“Por favor, junte-se a mim. Eu acabei de assinar esta petição: Fim da era de jaulas: proíbam gaiolas para todos os animais de fazendas”, escreveu ele.

Egan, recentemente expôs também a crueldade por trás do comércio de carne de gato e cachorro na Indonésia.

“Este não pode ser o futuro da agricultura britânica”, diz a petição.

“Pedimos ao governo do Reino Unido que acabe com essa prática desumana, proibindo todas as gaiolas para animais de fazendas. Gaiolas são cruéis”.

“Nós, abaixo assinados, solicitamos ao Secretário de Estado do Meio Ambiente para Assuntos Alimentares e Rurais que apresente legislação que altere os Regulamentos de Bem-Estar dos Animais Agrícolas de 2007 para proibir o uso de:

  1. Gaiolas para a criação de galinhas poedeiras, coelhos, frangos, codornas, faisões, perdizes, pintadas
  2. Cocheiras de partos para porcas;
  3. Baias de bezerros individuais

Mais de 25 mil pessoas já assinaram a petição. Quando a meta de 100 mil assinaturas for atingida, a petição será considerada para debate no Parlamento do Reino Unido, já que o governo promete responder a todas as petições que recebem mais de 10 mil assinaturas. As informações são do Vegan News

Granjas brasileiras

Estima-se que no Brasil cerca de 70 milhões de galinhas vivam confinadas em “gaiolas em bateria” superlotadas e sujas. Enquanto sua idade média em liberdade chega a 8 anos, no confinamento não passa de 20 meses.

Finalmente, isso pode estar perto do fim. Graças a uma iniciativa da ONG Mercy For Animals, a maior do mundo focada na proteção e defesa de animais considerados de consumo, a Companhia Beal de Alimentos anunciou seu o compromisso de eliminar a compra de ovos de galinhas confinadas em gaiolas para todas as suas marcas no Brasil (Festval e Beal).

Na empresa, que conta com 16 lojas no Paraná – e que já anunciou planos de expandir as operações com abertura de novas lojas ainda este ano, 70% do volume de ovos comprados já é proveniente de sistemas livres de gaiolas e alcançará 100% até 2022.

“A Mercy For Animals reconhece a iniciativa da Companhia Beal de Alimentos, que demonstra estar atenta às novas demandas dos seus consumidores, cada vez mais preocupados com a origem dos seus alimentos e com a questão do sofrimento animal”, afirma Sandra Lopes, Diretora Executiva da ONG no Brasil.

Agora, reconhecendo a crueldade das granjas e a crescente oposição do público consumidor, a Beal se junta a quase 100 empresas já anunciaram políticas nesse sentido aqui no Brasil, entre elas McDonald’s, Burger King, Subway, Spoleto, Unilever, Danone, Nestlé, entre muitas outras.

Bezerros a caminho do matadouro sofrem acidente e ganham a oportunidade de viver

“Aqui os animais podem crescer, interagir com outros animais e desfrutar de uma vida longa de conforto e cuidados” (Foto: Farm Sanctuary)

Recentemente, três bezerros a caminho do matadouro caíram de um caminhão em alta velocidade no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Os sobreviventes foram resgatados sem ferimentos muito graves, embora outros bezerros não tiveram a mesma sorte.

Quem realizou o primeiro socorro dos animais foi o abrigo ANNA, situado em Erie, que encaminhou os dois machos e uma fêmea para o hospital de animais da Universidade Cornell. Depois de receberem todos os cuidados necessários, eles foram enviados para o Farm Sanctuary em Watkins Glen, Nova York.

A direção do santuário celebrou a chegada dos novos moradores e lembrou que em vez dos pecuaristas tratá-los com compaixão, eles preferem enviá-los para o matadouro. “Enquanto a maioria das pessoas se opõe à crueldade da produção de carne de vitela, poucos percebem que essa indústria existe por causa da indústria de laticínios”, declarou a diretora do Farm Sanctuary, Susie Coston, à revista People.

Já no Brasil, é mais comum os machos serem simplesmente mortos após o nascimento. Segundo o Farm Sanctuary, os três bezerros já se tornaram embaixadores de milhões de bezerros que são mortos a cada ano. “Aqui os animais podem crescer, interagir com outros animais e desfrutar de uma vida longa de conforto e cuidados”, garante Susie.

bezerro torturado

Investigação secreta revela funcionários torturando bezerros por ‘diversão’ em uma fábrica de laticínios

Investigadores secretos da PETA filmaram cenas cruéis de funcionários de uma fábrica de laticínios torturando bezerros com ferros quentes. Um deles disse que era mais “divertido e excitante” ver os animais gritando de dor.

bezerro torturado

Foto: PETA

O vídeo, filmado na Heifer Solutions em Wisconsin, Estados Unidos, em dezembro, mostra os criminosos usando ferros quentes para queimar a cabeça dos animais e impedir que os chifres cresçam.

O vídeo mostra os animais se debatendo e gritando de dor, enquanto a fumaça sobe de sua carne carbonizada. De acordo com a PETA, as queimaduras de terceiro grau causadas nesse tipo de procedimento podem causar dor aos animais por semanas.

“O funcionário disse que fornecer anestésicos aos bezerros antes de queimá-los tornaria o ato ‘muito mais fácil, mas onde está a graça nisso?'”, disse a organização. “Ele até disse que manter o ferro quente pressionado contra as cabeças dos bezerros enquanto eles pulavam e chutavam tornava o processo ‘mais excitante’ para ele.”

“Os bezerros lutavam violentamente, de uma forma que indica extrema angústia, dor e sofrimento”, disse um veterinário que revisou as imagens. “Na minha opinião profissional, esse procedimento realizado nas fábricas é cruel e causa dor e sofrimento extremo.”

O funcionário flagrado no vídeo recebeu apenas uma suspensão da Heifer Solutions.

alguns dos bezerros resgatados

Ativistas resgatam mais de 60 bezerros de fábrica de laticínios

Cerca de 60 bezerros foram resgatados pela equipe do Hawaii Flow Animal Rescue (HLFARN). A fábrica de laticínios Big Island Dairy foi fechada após uma ação judicial contra a empresa pela violação da Lei Federal da Água Limpa, por ter despejado lixo em córregos próximos.

alguns dos bezerros resgatados

Foto: HLFARN

“Quando uma empresa de laticínios fecha suas operações, as vacas geralmente são leiloadas e distribuídas para matadouros e outras fábricas de laticínios. A Big Island Dairy tem cerca de 2600 vacas, bezerras e bezerros para serem removidos das instalações”, disse HLFARN à PBN. “Após reuniões iniciais com representantes do setor de laticínios, a HLFARN recebeu permissão para remover várias vacas por uma taxa negociada.”

“As equipes de resgate ajudaram os 61 bezerros de dois e três meses enquanto saíam de suas jaulas com as pernas bambas e entravam no trailer,” acrescentou o porta-voz. “Essas jaulas eram a única casa que os bezerros conheciam durante a vida na fábrica, comendo, bebendo, dormindo e fazendo suas necessidades lá.”

“Eles não estavam acostumados a sentir a grama sob seus pés ou o sol em seu rosto. Voluntários passaram o dia inteiro – alguns só voltando para casa depois de meia-noite – levando os bezerros para suas novas casas, onde seus cuidadores os aguardavam ansiosamente.”

Segundo o porta-voz da organização, os bezerros foram adotados por pessoas qualificadas e que tinham condições de abrigar adequadamente os animais.

Em Santa Catarina

No Brasil, oito animais resgatados após serem torturados e explorados em farras do boi foram covardemente mortos pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc). O órgão invadiu a Associação Catarinense de Proteção Animal (Acapra) na quarta-feira (16), onde os animais estavam abrigados há 10 meses, e encaminhou os animais para um matadouro, mesmo tendo concordado com a transferência dos animais para um santuário.

Na quinta-feira (17) todos os animais já estavam mortos sem que os ativistas tivessem tempo de recorrer da atitude abusiva do órgão público. Os animais nem mesmo tiveram a chance de serem encaminhados para o santuário vegano, conforme os planos, onde poderiam ter vivido o resto de suas vidas em segurança.

bezerro enjaulado

Ativistas pedem mudanças contra a exportação de animais vivos

Organizações e grupos defensores dos animais da Grã-Bretanha apoiaram as solicitações da RSPCA para reduzir substancialmente o tempo de viagem para as exportações de animais vivos, já que o governo britânico está considerando proibir a prática depois do Brexit.

bezerro enjaulado

Foto: Kaale

A RSPCA fez um apelo à Comissão da União Europeia depois que um caminhão foi parado em um porto do Reino Unido pela instituição junto com outros ativistas e funcionários do governo no dia 10 de janeiro.

Os grupos pararam o caminhão que transportava cerca de 250 bezerros, devido aos animais estarem consideravelmente exaustos, para evitar que o veículo excedesse o tempo máximo de transporte permitido pela lei.

As leis atuais do país indicam que os bezerros não devem ser transportados por mais de nove horas sem um período de descanso de uma hora, e não mais de 21 horas antes de terem um período de descanso de 24 horas.

A RSPCA estimou que o caminhão, que veio da Escócia, viajou por cerca de 70 horas, incluindo paradas para descanso, em direção à Espanha passando por Calais, uma cidade francesa. Se os animais tivessem sido levados de barco, o transporte levaria muito mais tempo do que o permitido.

A Kent Action Against Live Exports (Kaale) disse ao The Guardian que, nas viagens que excedem o limite de tempo estabelecido, as ovelhas viajam por uma média de 14 horas partindo do Reino Unido, para terem apenas uma hora de descanso no caminhão e em seguida, mais 14 horas em trânsito.

Para os bezerros, com idades entre duas e seis semanas de idade, a jornada é de nove horas, seguida de um descanso de uma hora e mais nove horas em trânsito em direção a países da Europa, do norte da África e do Oriente Médio.

Yvonne Birchall, secretária da Kaale, disse: “Acreditamos que nenhum animal deve viajar por mais de oito horas para ter sua garganta cortada ao fim da viagem. Eu faço campanha há 25 anos. É cruel, desnecessário, e estressante.”

Em 1995, cerca de 30 caminhões passavam por Dover diariamente. A questão chamou a atenção dos grupos de direitos animais, e os protestos regulares nos portos contra o comércio e a exportação de animais tornaram-se cada vez mais intensos. Naquele mesmo ano, Jill Phipps, de 31 anos, ativista pelos direitos animais, morreu tragicamente após ser esmagado sob as rodas de um caminhão que transportava bezerros para o aeroporto de Coventry para serem exportados.

Em 2018, a operadora de balsas P&O parou de transportar bezerros pela Europa depois que um documentário da BBC, “Disclosure: the Dark Side of Dairy”, repercutiu entre a população, conscientizando as pessoas sobre a crueldade envolvida na indústria de laticínios.

A Escócia é crucial para o comércio e transporte de bezerros porque, em outras partes da Grã-Bretanha, as empresas de balsas se recusam a transportar animais para matadouros, fábricas ou qualquer indústria de carne de vitela.

James West, gerente de políticas da Compassion in World Farming, disse que, além de um limite de oito horas de transporte dentro da União Europeia, a organização pediu ao Departamento de Agricultura e Assuntos Rurais da Grã-Bretanha (Defra) para acabar de vez com a exportação de animais vivos no Reino Unido na primeira oportunidade após o Brexit.