Filhote de cabra órfão que não podia andar ganha cadeira de rodas customizada

Tim Tam no santuário | Foto: 9News

Tim Tam no santuário | Foto: 9News

Tim Tam é um pequeno bode com uma grande estrada à sua frente, mas o menino de pelos da cor de chocolate, já está fazendo os truques.

O filhote de cabra órfão foi resgatado à beira da morte no centro de Victoria (Austrália), mas agora ganhou uma nova vida depois de ter sido equipado com uma cadeira de rodas personalizada.

O bebê de apenas três semanas de idade não esta de brincadeira agora que pode correr pra todo lado com sua nova “invenção”, desenvolvida e acoplada a ele por um veterinário depois que o filhote foi descoberto por uma pessoa que fazia uma caminhada no centro de Victoria no início deste mês, gravemente doente e incapaz de andar.

Equipes de resgate da Missão de Edgar, um santuário de animais em Lancefield, salvaram o pequeno órfão e cuidaram dele até que sua saúde estivesse .

Agora ele está em sua própria missão, com uma necessidade imensa de velocidade e nenhum sinal de desaceleração no horizonte.

Ele é inseparável do cachorro pastor do santuário conhecido como Ruby e da ovelha órfã Harriet Beecher Stowe, que chegou 24 horas depois de Tim Tam.

Tim Tam mamando | Foto: 9News

Tim Tam mamando | Foto: 9News

“Eu não sei exatamente o que o futuro dessa turma trará, mas sei que eles se apegaram uns aos outros e ficarão juntos para sempre”, disse o fundador e diretor da Edgar, Pam Ahern, ao 9 News.

“Tim Tam estava em um estado terrível quando foi encontrado, meu coração doeu quando vi essa pobre cabra. Ele estava tentando se arrastar ao redor, ele não podia mover suas pernas traseiras por mais que tentasse.

“O que danificou as pernas traseiras do filhote de cabra ainda é um mistério. Os socorristas acreditam o problema foi provavelmente causado por um nascimento traumático.

Mas eles estão esperançosos de que ele esteja no caminho da recuperação total e será capaz de andar sozinho nos próximos meses.

“Ele corre por tantos lugares possíveis que dificilmente podemos detê-lo, temos que tirá-lo da cadeira para lhe dar um descanso”, disse Ahern.

Tim Tam com Ruby e Harriet | Foto: 9News

Tim Tam com Ruby e Harriet | Foto: 9News

O funcionário do santuário Kel Shannon disse que “ninguém pode vê-lo correndo sem sorrir, ele é simplesmente adorável demais”.

“Ele é muito feliz e cheio de vida”.

A missão de Edgar é um santuário sem fins lucrativos para animais de fazenda resgatados baseados em 153 acres ao norte de Melbourne.

Cerca de 5 mil animais foram salvos e cuidados desde a criação do santuário.

Enquanto a missão tenta conseguir novos lares para tantos animais quanto possível, mas como a condição de Tim Tam faz com que ele precise de um pouco mais de cuidados, então é provável que o santuário será sua casa para sempre.

As pessoas podem vir visitar Tim Tam em um dos passeios gratuitos do santuário.

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Estudo mostra que bodes e cabras conseguem distinguir emoções nos chamados de seus companheiros

Por Rafaela Damasceno

Os bodes e as cabras, animais explorados principalmente pelo leite, são criaturas sensíveis e capazes de diferenciar as emoções de seus companheiros. O estudo que atesta isso, realizado pela Queen Mary University of Londres (Universidade Rainha Mary de Londres), mostra ainda que eles respondem aos sentimentos de seus pares, um fenômeno conhecido como contágio emocional.

Um bode encostando a cabeça em outro

Foto: Cultura Mix

O principal pesquisador do estudo, Luigi Baciadonna, declarou que “apesar de sua importância evolutiva, a comunicação social das emoções em animais não humanos ainda não é bem compreendida”.

Os pesquisadores selecionaram os bodes como animais com potencial emotivo devido a estudos anteriores que comprovaram que eles são inteligentes e possuem vidas sociais complexas. Um experimento indicou que eles conseguem distinguir as chamadas de seus amigos e isso foi essencial para que levantassem a hipótese de que os animais poderiam também saber como eles estavam se sentindo.

Ser capaz de compartilhar as emoções de outros animais da mesma espécie pode fortalecer laços sociais entre os membros do grupo.

A pesquisa foi feita com os animais felizes e tristes. Então os pesquisadores tocaram os sons para outros da mesma espécie, que reagiram de acordo com as diferentes emoções. Ao ouvirem os sons positivos, o ritmo cardíaco dos bodes se tornou regular.

O especialista Frans de Waal, da Emory University, afirmou que “a empatia é uma característica principalmente dos mamíferos”, o que explicaria o compartilhamento de emoções presente nos bodes.

Rachel Sparks, porta-voz da Sociedade Britânica dos Bodes, declarou que não se impressionou com o resultado da pesquisa. “Essa espécie é muito mais sensível a mudanças do que outros animais”, declarou ao The Guardian. “Se estou tendo um dia ruim, os bodes sempre me animam. Eles sabem quando você está feliz, triste ou estressado”, completou.

As descobertas, que foram publicadas na revista Frontiers in Zoology, podem provocar mudanças na pecuária, principalmente na maneira que os animais são alojados.


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Bode é resgatado pela Polícia de Nova York e enviado a santuário

Por David Arioch

Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo (Imagens: NYPD)

Recentemente a Polícia de Nova York resgatou um bode pigmeu que vagueava pelas ruas do Queens. Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo. Depois de ser alimentado no Centro de cuidados Animais, Josh foi enviado para viver no santuário de animais Skylands, em Nova Jersey.

O local é administrado pelo caminhoneiro Mike Stura, que há cinco anos decidiu transformar uma fazenda em um abrigo para animais resgatados dos matadouros, fazendas, feiras, sacrifícios religiosos e dos mais diversos tipos de situações de abusos ou abandono.

Histórias de fugas de animais têm se tornado cada vez mais comuns em Nova York, e inclusive de animais escapando dos matadouros. Em 2018, o Centro de Cuidados Animais da cidade registrou 11 casos de fuga.

Já este ano, só em um período de dez dias, foram encontrados quatro animais que escaparam de acabarem nos açougues. Segundo o Centro de Cuidados Animais, é difícil explicar o que está acontecendo, mas parece que os animais estão se antecipando ao triste destino planejado para eles.

O exemplo de vontade de viver desses animais tem destacado a urgência por mais respeito e empatia por criaturas de outras espécies. Brianna, uma vaca que saltou de um caminhão em movimento e foi resgatada grávida no final do ano passado a caminho do matadouro, inspirou este ano a criação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Nova Jersey que prevê a proibição do abate de vacas grávidas.

Mulher adota bode que seria morto para consumo e salva a vida dele

A moradora de Perequê-Mirim, em Ubatuba (SP), Silvana Cordeiro, teve uma surpresa na noite da última terça-feira (2): um bode entrou no banheiro de sua casa. O caso viralizou nas redes sociais. Ela contou ao Tribuna de Jundiaí que até localizou o tutor e tentou devolver, mas o animal retornou à sua residência.

Foto: Arquivo Pessoal

“Postei em um grupo no Facebook e minha vizinha localizou o tutor do bode. Um homem simples, humilde, da roça, quando chegou no meu portão disse na maior naturalidade: ‘matei o outro e só não matei esse ainda porque está magro, mas vou engordar para vender a carne’”.

Silvana conta que o homem tentou levar o bode no dia seguinte, mas o animal se arrastava e não queria ir de jeito nenhum. Em um descuido, o bode retornou para a residência da Silvana. “Ele não queria morrer e eu não podia deixar. Então, decidi comprar”, disse.

Silvana, que é mãe de seis filhos, estudante de educação física e enfrentou um câncer no ovário durante quatro anos – agora em fase de remissão – pegou o dinheiro que estava guardando para comprar a peruca que usaria em sua formatura e comprou o animal.

Foto: Arquivo Pessoal

“Ele disse que queria 250 reais, mas eu só tinha 180 reais. Sugeri parcelar, ele aceitou. Logo termino de pagar o bodinho”, afirma Silvana.

Para ela, o bode, batizado como “Meia-Noite”, por causa do horário que apareceu em sua casa, trouxe sorte. Após a repercussão da história, ela recebeu a doação de várias perucas. “Estou muito feliz, ele me trouxe sorte! O bode não queria morrer, eu lutei tanto pra não morrer, não é justo deixá-lo morrer assim”, afirmou, emocionada.

Silvana, que recebeu o apoio da família, diz que vai adaptar sua casa para o Meia-Noite, que já fez amizade com seus gatos e cachorros. “Estou pesquisando o que ele come, como dorme, qual é o melhor local para deixar ele confortável. Ele é uma benção”, concluiu.

Fonte: Tribuna de Jundiaí