Brasil matou mais de 5,77 bilhões de animais para consumo em 2018

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Em 2018, o Brasil matou mais de 5,77 bilhões de animais para consumo. No total, não estão incluídas todas as espécies mortas para consumo por ano, mas somente bovinos, suínos e frangos, de acordo com o mais recente relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram 31,90 milhões de bovinos abatidos no país no ano passado. Os estados que mais mataram bovinos foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, em ordem do primeiro ao terceiro colocado.

Em relação aos suínos, foram mortos 44,20 milhões em 2018, com Santa Catarina em primeiro lugar, seguida pelos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Mas nenhum animal terrestre no mundo todo supera o volume de abate do frango.

Foram mortos 5,70 bilhões de frangos em 2018, com o Paraná respondendo por 31,4% do volume nacional, seguido por Rio Grande do Sul (15%) e Santa Catarina (13,4%). Em um país com uma população de 209,3 milhões de pessoas é surpreendente considerar que matamos 5,77 bilhões de animais por ano para reduzi-los a alimentos.

Mesmo com a morte de tantos animais para consumo, o que virtualmente pode criar uma ilusão de “prosperidade nacional” fundamentada na matança de seres não humanos, o Brasil é um país que no último ano passou a ter quase dois milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza, segundo os Indicadores Sociais (SIS), do IBGE.

O país onde se mata orgulhosamente bilhões de animais para consumo por ano, depois de alimentá-los com grandes quantidades de vegetais, conta hoje com pelo menos 5,2 milhões de pessoas passando fome, conforme o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agropecuária (FAO).

Soma-se a isso o fato de que o Mato Grosso, que é o maior criador de bovinos do país, tem o maior índice de desmatamento da Amazônia dos últimos dez anos, e fica fácil concluir o quão é absurda a realidade de se criar animais para consumo.

De 2009 a 2018, a taxa de desmatamento da Amazônia mato-grossense foi de 67%, de acordo com informações do Instituto Centro de Vida (ICV) com base em dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).

Em 2018, apenas dez municípios do Mato Grosso, de um total de 141, foram responsáveis por 55% da área desmatada. A situação é bem crítica em municípios das regiões Noroeste e Médio Norte do estado, marcados pela violência agrária e disputa de terras.

Mesmo analisando superficialmente a realidade, não é difícil reconhecer que temos um ciclo de matança massiva de animais motivado pela ganância e envolto em desrespeito à vida animal, à vida humana e ao meio ambiente.

Dia Nacional dos Animais traz reflexão sobre respeito a todas as espécies

Hoje, 14 de março, celebra-se o Dia Nacional dos Animais. A data, criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados que devem ser dados aos animais, deve ser vista como um momento de reflexão sobre a necessidade de respeitar todas as espécies, inclusive aquelas historicamente exploradas, maltratadas e mortas para beneficiar os seres humanos e alimentá-los.

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No Brasil, os animais não são tratados dignamente. São 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nas ruas, esses animais, que amavam suas famílias e eram leais a elas, vivenciam todo tipo de sofrimento: passam frio, suportam calor excessivo e chuvas fortes, sentem fome, são agredidos, atropelados, adoecem e, após conhecer o preço do descaso e da dor, morrem. Poucos têm a chance de ser resgatados e recomeçar a vida com amor, respeito e cuidados. Casos de maus-tratos, não só contra os animais abandonados, mas muitos deles promovidos pelos próprios tutores, também são comuns. Ainda em relação aos animais domésticos, o comércio de venda de filhotes condena inúmeros animais a uma vida miserável pautada na exploração promovida por pessoas que os tratam como máquinas reprodutoras e mercadorias.

O sofrimento, no entanto, não atinge apenas os cachorros e gatos. Animais silvestres são rotineiramente vítimas do tráfico. Retirados da família, privados da liberdade, transportados de forma cruel e inadequada, muitas vezes sem receber alimentação correta, eles se tornam vítimas dos traficantes e, depois, de quem os compra e se considera no direito de mantê-los aprisionados no cativeiro. Além deles, animais como ratos, cães e coelhos são submetidos a experimentos extremamente cruéis e dolorosos para a fabricação de cosméticos, alimentos, medicamentos e outros itens, como cigarros.

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Para fabricar produtos, produzir roupas e outros objetos e alimentar a população, milhares de animais também vivenciam um sofrimento inimaginável. No Brasil, um boi, um porco e 180 frangos são mortos para consumo por segundo, de acordo com dados do IBGE. Por trás da estatística, esconde-se a dor que os pecuaristas se esforçam para que não seja conhecida pela sociedade. Esses animais são explorados dia após dia e vivem uma rotina de maus-tratos, torturas e morte. Pintinhos machos são triturados vivos, galinhas têm seus bicos cortados sem anestesia e vivem presas em granjas superlotadas ou gaiolas minúsculas durante toda a vida, tratadas como máquinas de botar ovos, porcas são condenadas a uma existência dentro de pequenas celas gestacionais e os machos são castrados sem direito a anestésico, bezerros vivem aprisionados em locais pequenos, privados de alimentação adequada e luz solar para que se movimentem pouco e gerem, após a morte, uma carne macia, conhecida como vitela. E todo esse horror é apenas uma parte do que é vivido pelos animais na indústria.

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A urgência de se garantir que os direitos dos animais sejam respeitados e que eles sejam tratados como os seres sencientes que são – capazes de sentir e de sofrer – faz do Dia Nacional dos Animais uma data de extrema necessidade para a promoção de reflexões a respeito da forma como a sociedade enxerga os animais atualmente e a desconstrução que deve ser feita para que eles passem a ser vistos como sujeitos de direito.

É preciso extinguir a hierarquia cruelmente estabelecida pelos humanos, na qual eles se colocam acima de quaisquer espécies, explorando-os, maltratando-os e tirando suas vidas. Os animais existem por propósitos próprios e não estão no mundo para servir às pessoas. O que falta, porém, é que os humanos entendam e aceitem essa realidade, passando a garantir aos animais a mesma paz que pedem para si.

Brasil recebe R$ 371,4 milhões por reduzir desmatamento entre 2014 e 2015

O Brasil tornou-se o primeiro país a receber recursos financeiros do Fundo Verde para o Clima por ter reduzido com sucesso as emissões de gases de efeito estufa do desmatamento.

O Brasil tornou-se o primeiro país a receber recursos financeiros do Fundo Verde para o Clima (Foto: Thinkstock)

O pagamento do GCF de 371,4 milhões de reais é baseado nos resultados alcançados pelo Brasil no bioma Amazônia entre 2014 e 2015, que foram relatados e validados por especialistas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Essa é a essência do REDD+, um mecanismo para recompensar e reconhecer países por terem reduzido o desmatamento.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o pagamento é fundamental para guiar o Programa Piloto de Incentivo a Serviços Ambientais para a Conservação e Recuperação de Vegetação Nativa, intitulado “Floresta+”, que será implementado pelo governo brasileiro com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Brasil alcançou resultados significativos no que tange às emissões por desmatamento no bioma Amazônia. Estima-se que o país tenha reduzido entre 2006 e 2015 um total de 6.125.501.727 de toneladas de CO2 equivalente de emissões provenientes do desmatamento naquela área.

Meio bilhão de abelhas são encontradas mortas em três meses no Brasil

Nos últimos três meses, mais de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas por apicultores em quatro estados brasileiros, segundo levantamento da Agência Pública e do Repórter Brasil. Foram 400 milhões no Rio Grande do Sul, 7 milhões em São Paulo, 50 milhões em Santa Catarina e 45 milhões em Mato Grosso do Sul. As estimativas são de associações de apicultura, Secretarias de Agricultura e pesquisas feitas por universidades.

Especialistas indicam que a principal causa das mortes são agrotóxicos à base de neonicotinoides e de Fipronil, produto que foi proibido na Europa há mais de uma década. Fatais para insetos, esses produtos se espalham pelo ambiente quando aplicados por meio de pulverização.

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Mais de 20% de todas as colmeias em Cruz Alta (RS) foram perdidas entre dezembro de 2018 e fevereiro deste ano, com cerca de 100 milhões de abelhas mortas. “Apareceram uns venenos muito bravos. Eles colocam de avião de manhã e à tarde as abelhas já começam a aparecer mortas”, relata o apicultor Salvador Gonçalves, presidente da Apicultores de Cruz Alta (Apicruz).

No Brasil, existem mais de 300 espécies de abelhas nativas. Cada uma é mais propícia para a polinização de determinadas culturas. A da Mamangaba, por exemplo, que é popularmente conhecida como abelhão, é a principal responsável por polinizar o maracujá. “O que aconteceria se esse inseto fosse extinto? Ou deixaríamos de consumir essas frutas, ou elas ficariam caríssimas, porque o trabalho de polinização para produzi-la teria que ser feito manualmente pelo ser humano”, explica Carmem Pires, pesquisadora da Embrapa e doutora em Ecologia de Insetos.

A pesquisadora explica que a presença de abelhas aumenta a safra até de lavouras que não são dependentes da ação direta dos polinizadores. “Na de soja, por exemplo, é identificado um aumento em 18% da produção. É importante destacar também o efeito em cadeia. As plantas precisam das abelhas para formar suas sementes e frutos, que são alimento de diversas aves, que por sua vez são a dieta alimentar de outros animais. A morte de abelhas afeta toda a cadeia alimentar”, diz.

Os agrotóxicos neonicotinoides, que se espalham por todas as partes da planta, e os venenos à base de Fipronil, que age nas células nervosas dos insetos e são aplicados através de pulverização aérea, são os principais inimigos das abelhas.

Na colmeia, as abelhas vivem em sociedades organizadas, nas quais cada inseto tem um papel. A abelha rainha é uma fêmea fértil que coloca os ovos. As abelhas operárias são responsáveis pela limpeza, coleta de néctar e pólen, alimentação das larvas, elaboração do mel e defesa do mel. Já os zangões são os machos que fecundam a rainha. Uma única colmeia pode abrigar até 100 mil abelhas.

A morte das abelhas por contato com agrotóxicos pode acontecer quando a operária sai para polinizar. Se ela não morre imediatamente e volta infectada para a colmeia, acaba contaminando as outras abelhas e o enxame morre em pouco mais de um dia.

Situação alarmante 

O Ibama afirma que não há dados oficiais sobre número de mortes de abelhas no Brasil. Os levantamentos são feitos por associações de apicultores e órgãos ligados à secretarias estaduais de Agricultura. O número de meio bilhão divulgado recentemente, porém, pode ser maior. Isso porque não é possível contabilizar as mortes de abelhas silvestres.

No Rio Grande Sul, dez municípios comunicaram à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural sobre casos de mortes de abelhas. São eles: Jaguari, Sant’Ana do Livramento, Alegrete, Santiago, Livramento, Bagé, Mata, Cruz Alta, Boa Vista do Cadeado, Santa Margarida. “O estado tem cerca de 463 mil colmeias. Dessas, cerca de 5 mil foram completamente perdidas. O prejuízo está em torno de 150 toneladas de mel”, conta Aldo Machado dos Santos, coordenador da Câmara Setorial de Apicultura gaúcha.

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Desde 2005, casos de mortandade de abelhas foram identificados, pela reportagem da Agência Pública, em pelo menos dez estados brasileiros: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Especialista em sanidade das abelhas, o engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Aroni Sattler, que trabalha na área desde 1973, afirma que as mortes de enxames se tornaram mais comuns na última década. “Devido ao meu trabalho, sempre recebi amostras de abelhas para análises, e vim percebendo que cada vez mais não havia sinais de doenças nos insetos que explicassem mortandades tão agudas”, explica.

No ano passado, o engenheiro foi procurado pelo Bioensaios, um laboratório privado, para orientar um trabalho sobre coleta de amostras em casos de mortandade, que analisou 30 casos ocorridos no Rio Grande do Sul. Os resultados indicaram que cerca de 80% dos enxames ingeriram ou tiveram contato com Fipronil antes de sucumbir.

“Pelos sinais clínicos e pelo histórico apresentado pelos apicultores, percebemos que os agricultores da região misturavam o Fipronil no tanque junto com dessecantes desde o preparo do solo, passando pela fase vegetativa do cultivo e depois na hora da colheita. Se trata de um inseticida, e as abelhas são um tipo de inseto, por isso o ingrediente é bastante tóxico para elas”, detalha o engenheiro, que lembra que o contágio pode ter ocorrido até em insetos que não apresentam vestígio dos agrotóxicos. “Nos outros 20% é notado que a coleta das amostras não foi feita adequadamente, ou foi feita em um período muito longo após a mortandade, o que dificulta a identificação dos tóxicos”, completa.

“O impacto do uso desses agrotóxicos atinge um raio de 3 a 5 quilômetros das lavouras. Tudo no entorno desaparece”, afirma Sattler, que fez análises de abelhas mortas e emitiu 30 laudos que comprovam o contato dos insetos com pesticidas.

A falta de informação, segundo o engenheiro, também é um problema. “Há casos de mortandade que acontecem porque os agricultores utilizam o agrotóxico de modo errado, ou até mesmo, por falta de conhecimento, eles acham que a abelha prejudica a lavoura e passam veneno”, explica.

Há, segundo o coordenador da Câmara Setorial de Apicultura do Rio Grande do Sul, Aldo Machado, a necessidade de realizar uma ação de conscientização. “Precisamos de agrônomos nos campos, acompanhando essas aplicações, vendo se está sendo feito conforme a bula”, diz.

Sobre denúncias, Machado afirma que o canal indicado são as defensorias agrícolas ligadas às secretarias estaduais ou municipais, além da Polícia Militar Ambiental e a Polícia Civil. “O apicultor tem que vencer o medo e denunciar. Há dois anos, após um grande surto de casos no Rio Grande do Sul, fizemos um levantamento e só existiam dois registros de denúncia. Sabíamos que estava ocorrendo mais, mas sem denúncia não se torna oficial para o governo”, explica. Apenas no município de em Cruz Alta, segundo a Associação dos Apicultores de Cruz Alta (Apicruz), entre 2015 e 2016, cerca de 50 milhões de abelhas morreram. No último trimestre, a estimativa é de mais de 100 milhões.

Há dificuldades, porém, para identificar o culpado pela morte. “Em Cruz Alta, por exemplo, há diversos produtores de soja. Existe a dificuldade de provar quem colocou esse princípio ativo na lavoura. Em muitos casos, diversos produtores utilizam o agrotóxico, aí fica difícil encontrar um culpado para cada caso específico”, pontua.

A Lei Federal 7.802/89, conhecida como Lei dos Agrotóxicos, estabelece como responsáveis pela fiscalização os órgãos estaduais, que são às secretarias de Meio ambiente ou de Agricultura dos estados. A morte de abelha, neste contexto, configura crime ambiental, já que, segundo o artigo 56 da Lei de Crimes Ambientais, é crime “produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos”.

No entanto, há grande dificuldade, segundo o Ibama, para comprovar que a mortandade ocorreu pelo uso dos pesticidas em desacordo com instruções autorizadas no registro. “Quando isso fica comprovado – uso onde não devia, na quantidade que não devia, na época que não devia, usando equipamento que não devia e causando a mortalidade – aí se enquadra no artigo e se trata de crime ambiental”, informa o órgão.

Mortes em São Paulo

Entre 2014 e 2017, um mapeamento sobre os fatores que contribuem para morte de enxames, feito com a participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), contabilizaram a morte de 255 milhões de abelhas em 78 cidades.

Segundo o professor e pesquisador da Unesp Rio Claro Osmar Malaspina, que é um dos responsáveis pelo estudo,  os casos em São Paulo estão ocorrendo desde 2005. “Eles se acentuam a partir de 2012, e até aquele momento os apicultores não sabiam como, mas todas as abelhas passavam a morrer do nada e em menos de 24 horas. A grande suspeita era de agrotóxicos, mas até aquele momento não tínhamos uma análise para provar isso”, afirma.

Em 2013, o projeto Colmeia Viva teve início. Com um telefone 0800 para denúncias, o projeto conta com o patrocínio de empresas produtoras de agrotóxicos. “Após a análise, entregamos um laudo para cada criador, que era público. E ele poderia usá-lo para entrar com ação na Justiça”, explica.

No ano passado, o relatório do mapeamento foi lançado com conclusões direcionadas à criação de um plano de ação nacional para boas práticas na aplicação de agrotóxicos. A iniciativa contou com 222 atendimentos a apicultores, com 107 visitas ao campo. Em 88 dos casos, abelhas foram coletadas para análise na relação dos insetos com agrotóxicos. Em 59 deles, o resultado foi positivo para resíduos de pesticidas. Em 27, a suspeita é o uso do agrotóxico tenha sido feita fora da lavoura onde fica a colmeia e em 21 o uso incorreto teria ocorrido dentro da própria residência – 11 foram causados por produtos à base de neonicotinoides e 10 à base de Fipronil. Um trabalho educativo também foi feito com agricultores.

“Nos últimos meses estamos percebendo uma queda nas ocorrências de mortandade, mas ainda temos que esperar mais alguns anos para fazer um novo estudo que confirme isso e nos mostre os motivos”, explica. Nos últimos dois meses, as mortes em colmeias reduziram para aproximadamente 25.

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Devido às mortandades, o Ibama iniciou a reavaliação de ingredientes químicos usados em plantações em 2012. O órgão tem avaliado o neonicotinoides Imidacloprid e os neonicotinoides Clotianidina e o Tiametoxam. Em seguida, serão iniciados os testes com o Fipronil.

Em julho de 2012, o Ibama proibiu a pulverização aérea do ingrediente ativo Imidacloprid e determinou que todos os produtos deveriam conter o seguinte aviso na embalagem: “este produto é tóxico para abelhas. A aplicação aérea NÃO É PERMITIDA. Não aplique este produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades”. No entanto, na época, o Ministério da Agricultura alegou que a aplicação aérea do produto era necessária e, três meses depois, ficou autorizada a pulverização para culturas de arroz, cana-de-açúcar, soja, trigo e algodão.

Devido à reavaliação dos agrotóxicos mais nocivos às abelhas, o Ibama criou em 2015 um Grupo Técnico de Trabalho para debater procedimentos que podem ser adotados para proteger esses insetos. As reuniões do grupo são bimestrais e contam com 13 participantes do setor acadêmico, da Embrapa, da Indústria e também do Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é propor uma avaliação obrigatória de risco de agrotóxicos para abelhas, mas não há previsão para isso.

Diante desse cenário, o Ministério Público Federal iniciou procedimentos para cobrar respostas sobre as mortes das abelhas em cinco procuradorias estaduais: no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, segundo a Procuradoria-Geral da República.

Uma ação civil pública tramita na 9ª Vara Federal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ajuizada em 2017 contra o Ibama. O objetivo da ação é obrigar a autarquia a concluir, no prazo de seis meses, o processo de reavaliação da substância Imidacloprid. O Ibama, porém, diz ter dificuldades para conclusão do processo nesse prazo e afirma que está construindo protocolos de testes, por se tratar de avaliações inéditas no país. Para realizar as reavaliações, o Ibama mantém uma equipe com três biólogos, um químico e um zootecnista.

Legislação para salvar as abelhas

Alguns países têm adotado leis para proteger zangões, rainhas e operárias. A União Europeia proibiu o Fipronil há mais de dez anos. Na França, ele foi proibido em 2004, quando cerca de 40$ das abelhas criadas por apicultores morreram. Em 2013, os neonicotinoides tiveram os registros congelados por dois anos e em 2018 foram banidos.

Nos Estados Unidos, um relatório do Departamento de Agricultura americano (USDA) concluiu que quase um terço das abelhas de colônias do país morreram durante o inverno de 2012/2013. Diante disso, no ano seguinte, o uso de neonicotinoides em áreas de vida selvagem foi proibido pelo então presidente americano Barack Obama.

Para lembrar a importância desses insetos, foi criado o Dia Mundial das Abelhas, celebrado em 20 de maio. Para defendê-las, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), criou o Código Internacional de Conduta para o Manejo de Pesticidas. A organização lembra, no entanto, que as abelhas continuarão em risco enquanto os agrotóxicos não forem reduzidos.

“Não podemos continuar nos concentrando em aumentar a produção e a produtividade com base no uso generalizado de pesticidas e produtos químicos que ameaçam os cultivos e os polinizadores”, alertou o diretor-geral da agência da ONU, José Graziano da Silva.

As abelhas são os principais polinizadores da maioria dos ecossistemas do planeta. No Brasil, das 141 espécies de plantas cultivadas para a alimentação de humanos e animais, cerca de 60% dependem em certo grau das abelhas. De acordo com a FAO, 75% dos cultivos voltados para a alimentação da população no mundo precisam das abelhas.

Onças são mortas no Brasil e comercializadas no Suriname

“Foi revelado um comércio clandestino e cruel, que explora um animal icônico das florestas tropicais da América do Sul” (Foto/Acervo: Proteção Animal Mundial)

Uma investigação realizada pela organização Proteção Animal Mundial revelou que onças estão sendo mortas no Brasil e comercializadas no Suriname. De lá, as partes dos animais são exportadas para a China, onde são usadas com fins medicinais.

Após a caça, as onças passam por um processo de cozimento que dura até uma semana para serem reduzidas a uma pasta preta. Outras partes do corpo, como os dentes, são exportadas ou vendidas para serem utilizadas com outra finalidade, inclusive adereços.

“O resultado da investigação é muito triste. Foi revelado um comércio clandestino e cruel, que explora um animal icônico das florestas tropicais da América do Sul para uma medicina que nem mesmo foi comprovada”, declara Roberto Vieto, da Proteção Animal Mundial no Brasil.

Em um dos casos investigados, uma onça foi atingida por sete tiros antes de morrer. Evidências apontam ainda que além da matança de onças, os filhotes são recolhidos e vendidos. “Eles vivem em gaiolas até ficarem grandes, e às vezes acabam na mesa, já que sua carne também é consumida entre a população chinesa do Suriname”, destaca Vieto.

A captura de onças com a finalidade de atender ao mercado chinês começou a ganhar força com a queda nas populações de tigres na Ásia. Hoje, além das onças, as jaguatiricas também são visadas na produção de supostos medicamentos e suplementos alimentares.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, atualmente há 173 mil onças-pintadas na natureza. No entanto, com a perda de habitat em decorrência da exploração madeireira e da agropecuária, as onças têm se tornado alvos cada vez mais fáceis para caçadores, o que gera grande preocupação.

Além disso, o que pode complicar ainda mais a situação é que o deputado Alexandre Leite (DEM-SP) entrou com um pedido de desarquivamento do projeto de lei nº 6.268/2016 na Câmara dos Deputados. O PL de autoria do ex-deputado Valdir Colatto (MDB-SC) prevê a liberação da caça de animais silvestres no Brasil.

Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e recicla só 1,2%

O Brasil é o 4º maior produto de lixo plástico do mundo – ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Índia – e recicla só 1,2% do lixo produzido. Os dados são de um estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

O relatório “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” será apresentado na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. As informações são do portal G1.

Foto: Adneison Severiano/G1 AM

De acordo com a pesquisa, o Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano e cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana. Somente 145.043 toneladas do lixo produzido são recicladas. Outras 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular e 7,7, milhões de toneladas ficam em aterros sanitários. O estudo concluiu ainda que mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no Brasil.

Dentre os maiores produtores de lixo plástico, o Brasil é o que menos recicla. A pequena quantidade de lixo reciclado coloca o país atrás do Yêmen e da Síria e abaixo da média mundial, de 9%.

“O fato de o Brasil está no 4º lugar como gerador de lixo plástico do mundo e reciclar somente 1% é resultado da falta de políticas públicas adequadas que incentivem a reciclagem em larga escala”, explica Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil. “Mas também da adoção de um trabalho conjunto com indústrias para desenvolver novas tecnologias, como plásticos de uso único ou plásticos recicláveis, ou substituir o microplástico de vários produtos. Além da própria sociedade enquanto consumidora porque podemos mudar o cenário de acordo com nossas atitudes do dia a dia”, acrescenta.

A ONG explica que a poluição pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e também os sistemas de fornecimento de água, já que o produto absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza.

Foto: WWF

Para resolver o problema, as possíveis soluções são destinação correta, reciclagem e diminuição da produção de lixo plástico. Para Lobo, banir canudos e descartáveis é importante, mas é preciso também realizar um trabalho com os estabelecimentos comerciais para que eles não continuem ofertando produtos plásticos e com o consumidor para que ele faça o descarte correto.

Lobo considera que há muitos entraves no Brasil para uma taxa mais alta de reciclagem e um descarte correto do lixo. “Se a gente pensar que nem saneamento básico chegou para todo mundo, imagina a reciclagem. Tem também a falta de estrutura para fazer coleta seletiva em larga escala e a questão da educação ambiental de fazer a separação do lixo. E falta também uma conscientização por paste das empresas de que elas precisam ser responsáveis pelo produto durante todo o ciclo de vida”, comenta.

A curto prazo, uma ideia possível e mais barata é voltar a utilizar embalagens retornáveis, como anunciado pela Coca-Cola e pela Pepsico, que já testam o serviço em alguns países.

Poluição afeta oceanos

Devido à falta de destinação correta do lixo, boa parte dos resíduos plásticos chega aos oceanos. De acordo com a WWF, todos os anos 10 milhões de toneladas do produto contamina os oceanos, o equivalente a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos anualmente – mais de 60 por dia.

Foto: Pixabay

Se a situação não for revertida, o equivalente a 26 mil garrafas de plástico será encontrado no mar a cada km² até 2030.

“De todo lixo encontrado no litoral brasileiro, a maior parte é plástico. Esse verão do fim de 2018/início de 2019 foi o recordista de animais mortos na costa brasileira – principalmente no litoral de São Paulo – e boa parte dos grandes mamíferos tinham plástico em seus estômagos”, disse Lobo.

Deputado quer dar continuidade ao projeto que libera a caça no Brasil

Animais poderão ser mortos livremente dependendo da declaração de origem (Foto: ICMBio)

Embora Valdir Colatto (MDB-SC), autor do projeto de lei nº 6.268/2016, que prevê a liberação da caça de animais silvestres no Brasil, não tenha sido reeleito, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP) já entrou com um pedido de desarquivamento do projeto na Câmara dos Deputados.

Em 2016, o projeto de lei foi rejeitado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) por representar um claro retrocesso, já que o Código de Caça, editado em 1967, proíbe a caça em todo o território nacional por entender que a realidade brasileira não perpassa pela necessidade de caça de animais silvestres.

Colatto, que foi nomeado este ano pelo presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) como chefe do Serviço Florestal Brasileiro, alegou que a proximidade de animais silvestres com o meio rural coloca em risco pessoas, propriedades e rebanhos, o que na sua perspectiva justifica a liberação da caça.

Mas como os animais silvestres podem ser vistos como uma ameaça que já não representavam em 1967? Principalmente se considerarmos que da década de 1960 até a atualidade houve uma redução, não um aumento da fauna brasileira em decorrência do desmatamento. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Brasil conta com 1051 espécies da fauna avaliadas como ameaçadas de extinção.

Outro fato a se ponderar é que animais silvestres, apontados antes por Valdir Colatto como ameaças, normalmente só invadem propriedades por dois fatores – perda de habitat e fome, e tanto a perda de habitat quanto a fome estão associadas à perda de vegetação, ou seja, desflorestamento.

Afinal, nenhum animal deixa a natureza selvagem por espontânea vontade. Logo se os animais silvestres se tornam uma ameaça, isso acontece simplesmente em decorrência da má intervenção humana visando a lucratividade.

Ainda assim, os defensores do projeto podem alegar que a liberação da caça atende aos interesses ambientais de conservacionismo, ou seja, manutenção da vida selvagem. Vamos considerar que a proposta realmente seja essa. Em um país como o Brasil, onde a fiscalização da fauna e da flora sempre foi crítica, limitada e excludente, como isso funcionaria na prática?

Quais os instrumentos que seriam usados para coibir, por exemplo, o tráfico de animais silvestres em um país com a caça liberada e marcado por corrupção e flexibilização legal baseada no pagamento de propinas? O projeto, que já é inconsistente em essência, não apresenta nenhum tipo de solução para questões como essa.

No tocante ao chamado “plano de manejo”, o PL é permissivo em relação à comercialização de animais caçados e capturados na natureza. Também abre um precedente para que animais selvagens sejam mortos em unidades de conservação de proteção integral, mas remanejados para outras áreas e comercializados com documentações que omitem informações sobre a verdadeira origem dos animais.

E tudo não se enquadrando como crime, já que animais poderão ser mortos livremente dependendo da declaração de origem. Afinal, qual órgão será capaz de coibir isso em tempo hábil? Com quais recursos? Já que o projeto tem abrangência nacional.

O biólogo João de Deus Medeiros, doutor em botânica, professor e chefe do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Cantarina (UFSC), aponta que o projeto de lei nº 6.268 concede licença para utilização, perseguição, aprisionamento, manutenção, caça, abate, pesca, captura, coleta, exposição, transporte e comércio de animais da fauna silvestre.

Também permite modificar, danificar ou destruir ninhos, abrigos ou criadouros naturais, ou realizar qualquer atividade que impeça a reprodução de animais da fauna silvestre. Além disso, propõe o uso de cães para caçar em Unidades de Conservação (UCs). Ou seja, locais que por excelência deveriam garantir a segurança e o bem-estar desses animais.

Para muito além da questão “conservacionista”, e de “proteção à vida e à propriedade”, o projeto defende que a caça pode se tornar uma fonte de renda, o que coloca os animais silvestres em uma situação ainda mais crítica de vulnerabilidade e incentivo à violência contra outras espécies de animais. O IBGE condena tal prática, informando que “a diversidade da fauna brasileira tem levado à falsa ideia de abundância, o que costuma levar à destruição”.

O órgão argumenta que entre as principais causas da redução da fauna brasileira estão a perseguição de espécies de animais para fins comerciais (ornamento, lazer e consumo); destruição do habitat provocado pelo crescimento desordenado do país; poluição do ar e dos rios pelo uso de defensivos agrícolas e outras substâncias químicas; e, claro, o desmatamento.

Para quem não conhece o projeto de lei nº 6.268/2016, é importante saber que o texto discorre sobre a implantação de criadouros comerciais, áreas dotadas de instalações para o manejo e a criação de espécies da fauna silvestre com fins econômicos e industriais. De acordo com o IBGE, diariamente o Brasil mata mais de 16 milhões de frangos, mais de 118 mil porcos e mais de 84 mil bovinos. Será que já não matamos animais demais?

E isso apenas citando três espécies de animais domesticados e criados com fins comerciais. O projeto ainda permite a instalação de criadouros científicos, ou seja, a exploração de animais silvestres em pesquisas científicas em universidades e centros de pesquisa. Essa é outra medida que é vista como um retrocesso, levando em conta que hoje em dia discute-se no mundo todo o banimento do uso de animais em pesquisas, já que além de ser uma prática desnecessária, considerando os meios tecnológicos de obter inclusive melhores resultados sem usar animais, é evidentemente cruel.

Em síntese, o PL defende que a caça de animais silvestres pode ser colocada em prática com diversas finalidades, como alimentação, entretenimento, defesa e fins comercias. Também visa autorizar importação e exportação de animais, e permite que zoológicos possam comercializá-los. Ademais, o projeto defende a anulação do agravamento de até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano para quem matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licença, o que impacta diretamente na lei 9.605/98, que versa sobre crimes ambientais.

Habib’s, Aurora e Minerva são consideradas as piores empresas do Brasil em “bem-estar animal”

Talvez seja o momento de se perguntar se realmente vale a pena continuar se alimentando de animais (Foto: WAP)

Das grandes empresas brasileiras, Habib’s, Aurora e Minerva são consideradas as piores do país em “bem-estar animal”. O apontamento foi feito pelo relatório Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW) divulgado hoje.

Entre os restaurantes, o Habib’s aparece na última posição do ranking internacional, ocupando o nível 6, que diz respeito a empresas que não fornecem informações consistentes que comprovem qualquer prática de “bem-estar animal”.

Na mesma esteira, estão Aurora e Minerva nos níveis 5 e 6, que não apresentaram dados sobre confinamento, uso de substâncias promotoras de crescimento e antibióticos, entre outras exigências.

Além disso, o ranking mostra que das 150 empresas de 21 países que foram avaliadas, praticamente a metade ocupa as piores posições – 5 e 6.

Talvez seja o momento de se perguntar se realmente vale a pena continuar se alimentando de animais, até porque, independente de tratamento, todos esses animais são arbitrariamente mortos para serem reduzidos a alimentos – tenham sido menos ou mais maltratados.

Morre Jacó, cão mais habilidoso do Brasil

Foto: Helene Santos

Jacó, o cão mais habilidoso do Brasil e que disputaria o maior torneio canino do mundo, morreu no sábado (23). O border collie, que representaria não só o País, mas toda a América no Crufts 2019, na Inglaterra, estava na fase final da preparação para o evento. A confirmação veio após uma publicação no Instagram do tutor e adestrador Vladinir Maciel. Segundo ele, o cachorro foi atropelado por um carro em alta velocidade enquanto estava na praia do Porto das Dunas.

A postagem, que traz a foto de Jacó com a palavra luto, diz apenas “Sem forças e sem palavras no momento! #luto”. Os seguidores, logo abaixo, lamentaram o ocorrido e enviaram mensagens positiva de apoio à Vladinir.

Em uma recente entrevista ao Sistema Verdes Mares, Vladinir comentou sobre o perfil ativo do cão, elogiando todo o potencial que ele demonstrava desde filhote. “Ele era um filhote muito danado, e aí eu comecei a treinar para ocupá-lo, cansá-lo. Mas nada conseguia cansar. Até que eu conheci esse esporte chamado freestyle”, declarou o adestrador na ocasião.

Jacó e Vladinir eram conhecidos pela maestria na modalidade freestyle de competição, também conhecida como dancing-dog, que é uma mistura de treinamento de obediência, truques e danças que permitem a interação criativa entre cães e seus tutores.

A dupla até já faz uma participação, com ótimo desempenho, no quadro “Se Vira Nos 30”, do Domingão do Faustão.

Considerado o cão mais habilidoso do Brasil, Jacó colecionava participações em muitos torneios pelo país, e seu tutor sonhava com uma competição mundial da própria categoria. A Crufts 2019, considerada a maior competição e cães do planeta, seria a oportunidade de Jacó demonstrar, para o resto do mundo, a habilidade e gentileza que sempre demonstrou nas apresentações ao lado de Vladinir.

Fonte: Diário do Nordeste

Animais em extinção no Brasil podem sumir nos próximos anos

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), existem mais de mil espécies com risco de extinção no Brasil.

Isso é mais triste, quando temos em mente que o Brasil é o país com a biodiversidade mais rica do mundo. Só no quesito pássaros em extinção, o Brasil lidera o ranking com maior número de espécies em extinção, seguido pela Indonésia.

As causas que levam a esse alto número de animais em extinção é grande. Tráfico de animais, queimadas, desmatamento, construção de hidrelétricas, poluição e caça predatória são os principais motivos.

Confira 11 animais em extinção no Brasil que podem sumir nos próximos anos

1 – Araraju

Foto: Segredos do mundo

Também conhecida como Guaruba, a ararajuba vem sofrendo com o tráfico e o desmatamento. Sua espécie vive na Amazônia, mas pouco se sabe sobre seus hábitos, o que torna ainda mais difícil sua conservação.

2 – Arara Azul

Foto: Segredos do mundo

Encontrada na Amazônia e Pantanal, essa ave é cobiçada por caçadores, já que suas asas possuem grande valor no mercado internacional. O desmatamento de seu habitat também é um problema.

3 – Ariranha

Foto: Segredos do mundo

Também chamado de lobo do rio ou lontra gigante, a ariranha sofre com a extinção devido a caça ilegal, poluição dos rios e pesca predatória, além da contaminação por mercúrio. É encontrada no Pantanal e Amazônia.

4 – Baleia-franco-do-sul

Foto: Segredos do mundo

A baleia-franco-do-sul vive no litoral brasileiro. Ele sofre com a caça e pesca e com a poluição das águas.

5 – Cervo-do-pantanal

Foto: Segredos do mundo

O maior cervídeo da América do Sul é encontrado no Pantanal, mas também vive na Amazônia e no Cerrado. A construção das hidrelétricas, o desmatamento e a caça ilegal são sua ameaça.

6 – Gato-macarajá

Foto: Segredos do mundo

O gato-maracajá vive na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica, na Pampa e no Pantanal. Sofre coma venda de sua pele a anos. Atualmente, o desmatamento é o maior problema da espécie.

7 – Lobo-guará

Foto: Segredos do mundo

O maior mamífero canídeo nativo da América do Sul, o lobo-guará é encontrado no Pantanal, Pampas e Cerrado. Seu grande problema é o desmatamento de seu habitat.

8 – Macaco-aranha

Foto: Segredos do mundo

Encontrado na Amazônia, o macaco-aranha sofre com a destruição de seu habitat, caça ilegal e o tráfico de animais.

9 – Mico-leão-dourado

Foto: Segredos do mundo

O mico-leão-dourado vive na Mata Atlântica e sofre com o desmatamento e o tráfico de animais. Sua espécie já foi quase eliminada ao longo das últimas décadas. Ainda existem poucas versões nas florestas do estado do Rio de Janeiro.

10 – Onça-Pintada

Foto: Segredos do mundo

O maior felino das Américas, a onça-pintada é encontrada em quase todo o Brasil, com exceção do Pampa, no qual já está extinta. A destruição de seu habitat e sua pele possui grande valor de venda no mercado mundial, o que incentiva a caça ilegal e predatória.

11 – Tamanduá-bandeira

Foto: Segredos do mundo

O tamanduá-bandeira vive na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal. Esse bicho com as queimadas nas regiões em que vive, como também com a criação de gado e o desmatamento.

Fonte: Segredos do Mundo