Britânicos produzem cerveja vegana a partir de sobras de pão

Por David Arioch

Quando o escritor e ativista britânico pela produção de alimentos com impactos socioambientais positivos Tristram Stuart visitou uma fábrica de sanduíches em 2016, percebeu algo marcante.

Hoje, uma equipe liderada por Stuart promove a produção da Toast Ale, uma cerveja premiada feita de pães (Foto: Divulgação)

Todos os dias, 13 mil fatias de pão eram descartadas. Enquanto refletia sobre o problema, visitou o Projeto de Cervejas de Bruxelas e encontrou a inspiração de que precisava: uma cerveja produzida com uma receita ancestral chamada Babylone, era feita com um ingrediente inusitado — o pão.

Hoje, uma equipe liderada por Stuart promove a produção da Toast Ale, uma cerveja premiada feita de pães. Michael Lawrence, membro da equipe, está visitando bares em Londres para conscientizar as pessoas sobre os perigos do desperdício de alimentos e promover soluções simples, locais e inovadoras que possam ajudar a reduzir este problema.

“A cerveja de pão torrado é uma maneira incrível de readequar os excessos da produção de alimentos, e é também um produto delicioso resultante do estudo profundo de Tristam sobre o desperdício de alimentos,” disse Clementine O’Connor, oficial de programas para sistemas alimentícios sustentáveis da ONU Meio Ambiente.

“É um grande exemplo de como soluções inovadoras para o desperdício de alimentos podem crescer e operar em maiores escalas”, complementou.

As principais preocupações de Lawrence estão na ligação entre o desperdício de alimentos e a poluição do ar. Aterros sanitários, para onde a maior parte do lixo orgânico é destinada, libera metano.

Este gás nocivo, nas duas primeiras décadas após sua emissão, é 84 vezes mais potente do que outros gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono. Para cada quilograma de comida que termina em aterros, quase quatro quilos de gases do efeito estufa são emitidos, relevou Lawrence.

Ele também explicou que todos os dias uma enorme quantidade de alimentos é transportada para aterros, resultando em emissões equivalentes a cerca de 39 milhões de veículos de passageiros. A missão maior da cerveja Toast Ale, que se tornou vegana em 2017, é resgatar um bilhão de fatias de pão que seriam desperdiçadas.

“Isso reflete a ambição do negócio, iniciar um movimento global e mudar genuinamente a atitude da sociedade em relação ao desperdício de alimentos”, enfatiza Michael Lawrence.


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Aumenta em 469% o interesse dos consumidores britânicos na alimentação vegana

Os consumidores britânicos estão mais curiosos sobre o veganismo do que nunca. Uma nova pesquisa revelou um aumento de 469% no número de pessoas interessadas em estilos de vida livres de crueldade.

O Ceuta Group, uma empresa de serviços que mapeia marcas e consumidores, reuniu dados do Google para descobrir que o número de britânicos pesquisando produtos veganos cresceu 469%. O Ceuta Group também descobriu que o Reino Unido é o quarto maior país europeu para aqueles que procuram alimentos e bebidas à base de vegetais e produtos de saúde e cuidados pessoais sem crueldade, precedidos pela Holanda, Grécia e Portugal.

Por que as pessoas estão se tornando veganas?

Embora o bem-estar animal tenha sido há muito tempo um motivador para aqueles que abandonam produtos de origem animal – sendo esta a principal razão pela qual 79 mil consumidores de carne participaram no Veganuary no ano passado – as preocupações com saúde e meio ambiente estão agora liderando os motivos de mudança entre os britânicos.

O Ceuta Group descobriu um aumento de 159% no número de pessoas pesquisando o impacto ambiental de uma vida vegana. A agropecuária é uma das principais causas do uso (e exaustão) da terra, da água, poluição, extinção de espécies e emissões de gases de efeito estufa.

A análise mais abrangente do impacto da agropecuária no planeta revelou que os alimentos à base de vegetais são a escolha mais eficaz para combater as mudanças climáticas. O pesquisador da Universidade de Oxford e autor do estudo, Joseph Poore, disse que a adoção de uma alimentação vegana é “a melhor maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra”.

A pesquisa do Ceuta Group descobriu que o número de britânicos explorando os benefícios de saúde do veganismo aumentou em 61%, tornando-se o segundo motivo mais popular entre a população para abandonar os produtos de origem animal. Pesquisas sobre o veganismo e o bem-estar animal tiveram um aumento de 30%.

Ficar à frente da curva

O Grupo Ceuta, desde então, tem motivado as empresas a expandir a sua gama de produtos para acompanhar as mudanças nas preferências dos consumidores.

Annette D’Abreo, diretora do Grupo Ceuta, disse a Bdaily: “Os consumidores estão prestando mais atenção ao que colocam sobre seus corpos e dentro de em seus corpos quando pensam em saúde, beleza, comida e bebida. Essa mudança sísmica está forçando os donos de marcas a pensar de maneira diferente ”.

“A sustentabilidade, os ingredientes de origem ética, a redução de plástico e a pegada de carbono são temas importantes para as marcas e as escolhas mais saudáveis estão agora na vanguarda das mentes dos compradores”, continuou D’Abreo. Ela acrescentou que é responsabilidade dos varejistas “ficar à frente da curva”.

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Um quarto dos britânicos será vegano em 2025 e metade será flexitariano

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

A gigante britânica de supermercados Sainsbury lançou um estudo sobre o futuro dos alimentos para comemorar seu aniversário de 150 anos. O relatório de 34 páginas faz previsões sobre os próximos 150 anos de alimentos, incluindo leite com leite de algas e carne de celular como um “concorrente genuíno de mercado para a carne de criação”.

O “Relatório sobre o Futuro da Alimentação” discute quais hábitos de consumo, “impulsionados por uma consciência sem precedentes sobre bem-estar animal, preocupações com a saúde e eco-ansiedade”, serão adotados em 150 anos, oferecendo cenários nos anos 2025, 2050 e 2069, com base em análises de tendências de compras e estatísticas e oferecendo uma visão de vários especialistas em alimentos.

“Espera-se que um quarto de todos os britânicos sejam vegetarianos em 2025 (de um em cada oito britânicos hoje) e metade da populção se identifique como flexitarianos (acima do quinto de hoje). Só a Sainsbury já notou um aumento de 24% nos clientes que pesquisam produtos veganos on-line e um aumento de 65% nas vendas anuais de produtos vegetais, já que os consumidores consideram cada vez mais um estilo de vida vegano, vegetariano ou flexitário”.

Proteína à base de vegetais em ascensão

Com relação as proteínas alternativas, o relatório diz que entre “2016 a 2019, dezenas de empresas foram lançadas, com muitas delas atraindo investimentos de alto perfil.” Segundo esses resultados, o “mercado de proteínas não tradicionais ou alternativas (4,2 bilhões de dólares em 2016) espera-se que cresça mais de 25% até 2025”.

O Sainsbury’s cita a jaca como um exemplo de uma proteína baseada em vegetais que tem obtido enorme sucesso nos últimos três anos e discute suas próximas inovações neste campo, incluindo flor de banana, leite de alga e vários produtos derivados de cogumelos.

Carne cultivada em laboratório (agricultura celular)

Em termos de carne cultivada, a Sainsburys antecipa o ano de 2050 e prevê que esses produtos sejam uma parte normal da vida do consumidor, e apresenta ao leitor leigo o conceito de “proteínas celulares”, tecido carnudo “cultivado independentemente de animais usando células-tronco”, afirmando que “em 2050, não há dúvida de que este será um genuíno concorrente de mercado para a carne proveniente de animais de criação”.

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

“Em vez de obter um corte de carne no supermercado, os consumidores podem obter seus próprios ingredientes para carne, peixe, ovos, leite ou gelatina cultivados em casa, por uma fração do custo que existe hoje. A proteína celular pode ser uma ferramenta para nos ajudar a atender às necessidades de proteína, de uma população global que cresce continuamente, no futuro”.

Cerca de 30% dos britânicos planejem refeições sem carne na Páscoa

Foto: Reprodução | Meu Bistrô

Quase um terço dos britânicos que incluem carnes e produtos de origem animal em sua dieta estão planejando consumir opções vegetarianas e veganas nesta Páscoa. A pesquisa One Poll, realizada pela empresa The Meatless Farm Co., ouviu cerca de mil pessoas e concluiu que 30% dos entrevistados darão uma chance à compaixão no feriado que celebra a ressurreição de Jesus.

Para o CEO de The Meatless Farm Co., Rob Woodall, é impossível ignorar as transformações do mundo em relação à conscientização sobre o meio ambiente, os direitos animais e a saúde. “Estar atento à forma como vivemos e nos alimentamos tornou-se uma prioridade no mundo de hoje e os números revelam uma enorme mudança no sentido de comer mais vegetais no Reino Unido. Uma em cada oito pessoas se identifica como vegetariana ou vegana”, disse em entrevista ao Plant Basead News.

E completa: “Pequenas mudanças podem ter um grande impacto e é ótimo ver que muitos britânicos que comem carne estão agindo. Se as pessoas trocassem apenas uma refeição por semana sem carne poderia fazer uma grande diferença. Devemos investir em alternativas saborosas e familiares. Para muitas pessoas, dietas baseadas em produtos de origem estritamente vegetal não são uma moda passageira, não tem a ver apenas com uma escolha alimentar, é encontrar um equilíbrio entre o que é saudável, saboroso e bom para o planeta”, concluiu.

Britânicos estão dispostos a mudar estilo de vida para combater mudanças climáticas

Foto: Stock

Não é a toa que o Reino Unido é ‘líder mundial’ no veganismo, de acordo com especialistas. Os britânicos estão muito a frente na difusão movimento pelo mundo. Seja pela população, pelas opções no mercado ou pela tecnologia, ele tem sido um verdadeiro defensor da causa animal e do futuro do planeta.

Legislações já propuseram o fim de gaiolas em granjas e a proibição de pele animal, existe site de empregos para candidatos e recrutadores veganos e supermercados prometeram eliminar totalmente o plástico até 2023. Tantas medidas e avanços inspiram outros países e milhões de pessoas em todo o mundo.

Agora, uma pesquisa recente revelou que mais da metade dos britânicos estão dispostos a mudar seus estilos de vida para combater as mudanças climáticas.

De acordo com o estudo feito com de 3 mil pessoas, conduzido pela Modular Classrooms, 57% da população britânica está disposta a comer menos carne e reduzir a frequência com que dirige seus carros para ajudar a salvar o meio ambiente.

Foto: Stock

Como mostrado em um mapa interativo, certas áreas do país estão mais preocupadas com questões ambientais. No País de Gales, 66% estão dispostos a fazer mudanças significativas no estilo de vida; na Escócia, são 65%; e no sudeste, são 60%. Em Londres, 55% das pessoas estão preparadas para fazer mudanças, o que é 2% abaixo da média nacional. No sudoeste, são 51%.

De acordo com o Yorkshire Post, uma das partes mais “promissoras” do estudo é que 78% dos pais acreditam que seus filhos devem ser educados sobre questões ambientais e de sustentabilidade.

No Sudeste, as pessoas acreditam que essa educação deve começar por volta dos 11 anos, no Sudoeste, com 5 anos, mas para o resto do país, os pais acreditam que as crianças devem começar a aprender a cuidar do planeta a partir de 3 anos. As informações são do LiveKindly.

O estudo constatou que 54% dos pais acreditam que um edifício sustentável é o fator mais importante a considerar ao escolher uma escola ambientalmente consciente, 22% acham que a eficiência energética é a mais importante, 20% acham que as latas de reciclagem são o fator mais importante, e 4% acreditam que as opções de comida vegetariana e vegana são cruciais.

“É encorajador ver que muitas pessoas estão dispostas a fazer mudanças em suas vidas para resguardar não apenas seu futuro, mas o futuro de seus filhos”, disse Mark Brown, da Modular Classrooms, em um comunicado.

“Todos podemos fazer o nosso trabalho e o que as crianças aprendem na sala de aula terá um grande impacto”.

Britânicos economizam bilhões de libras ao cortarem o consumo de carne

No Reino Unido, Londres é a maior referência quando se fala na abstenção do consumo de alimentos de origem animal (Foto: iStock)

Seguir uma dieta sem carne e outros alimentos de origem animal é caro? Não, caro é se alimentar de carnes e laticínios, segundo uma pesquisa encomendada pela marca Linda McCartney Foods, que entrevistou milhares de adultos no Reino Unido.

De acordo com o relatório, os consumidores britânicos que reduziram ou cortaram o consumo de carne nos 12 meses de 2018 economizaram juntos 2,8 bilhões de libras esterlinas em 2018, o equivalente a mais de 13 bilhões de reais. O estudo também concluiu que se a tendência da redução e abstenção do consumo de alimentos de origem animal prosseguir no mesmo ritmo no Reino Unido, a previsão é de que o número de vegetarianos e veganos ultrapasse o número de pessoas que se alimentam de animais em 2023.

Mais de mil entrevistados declararam que o número de adeptos do veganismo deve crescer mais em 2019 do que em qualquer outro ano. “Há várias motivações que levam as pessoas a alterarem seu comportamento, incluindo ética, economia, meio ambiente, saúde e acessibilidade. Portanto, na maioria das vezes, é uma combinação de fatores que forçam os consumidores a repensarem suas dietas diárias”, justificou o diretor da agência de tendências alimentares The Food People, Charles Banks.

Ainda de acordo com o estudo, um quarto dos participantes revelou que já não gosta tanto de carne quanto antes e que isso se deve em parte à disponibilidade de melhores alternativas vegetarianas e veganas. A acessibilidade em relação a alimentos vegetarianos e veganos no Reino Unido é considerada um grande diferencial na abstenção do consumo de animais.

Fonte: Vegazeta