Cão escapa de ser soterrado e faz vigília pelos tutores em Brumadinho (MG)

Um cachorro que foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em Brumadinho (MG), após o rompimento da barragem da Vale, passou a esperar pelos tutores. A fidelidade do animal, que escapou de ser soterrado pela lama, emocionou internautas de todo o país.

(Foto: Alexandre Guzanshe/EM)

Vitinho, como é chamado o cão, vive em um sítio na rua Alberto Flores. Como a lama não ter permitido que o animal volte para casa, ele tem esperado pelos tutores nas proximidades do local. De forma insistente, ele permanece em uma região a cerca de 500 metros da pousada Nova Estância, que foi completamente destruída. O animal foi retirado do local diversas vezes para sua própria segurança, mas retorna, com saudade da família.

O tutor do cachorro já foi identificado. O auxiliar administrativo Lucas Assis, de 32 anos, vive com os pais e a namorada em Brumadinho. O sítio deles está temporariamente interditado pela Defesa Civil. As informações são do jornal Estado de Minas.

“Antes de sairmos, minha mãe o chamou várias vezes, mas ele não atendeu. Ele conhece bem a região, sabe o caminho de casa, mas achamos que ele não retornou porque está confuso por causa do barulho das aeronaves e a perturbação toda. De todo modo, deixamos comida e água pra ele”, relata o tutor.

Durante quase todo o final de semana, a família ficou hospedada em uma pousada da cidade. Com a casa liberada na noite do último domingo (27), eles retornaram ao sítio. O cão Vitinho, no entanto, ainda não voltou para casa, o que tem deixado a família preocupada.

“Nós encontramos nossa gata e um outro cachorro, mas o Vitinho até agora, nada. Estamos aflitos”, diz Vanessa Tavares, namorada de Lucas. “Chegamos a sair para procurá-lo, sem sucesso. Infelizmente, o acesso à área em que ele foi fotografado é restrito, então não podemos ver se ele ainda está lá. Agradecemos quem puder nos dar informações sobre ele e acolhê-lo”, completa Lucas.

O tutor conta que o nome do cachorro, de quatro anos de idade, foi escolhido como forma de homenagear o goleiro do time de futebol Atlético Mineiro, do qual a mãe de Lucas, a aposentada Santuza Assis, de 60 anos, é torcedora.

“Minha mãe é torcedora fanática do Galo. Daí batizou o cão de “Vitinho” em homenagem a ‘São Victor’, goleiro do time”, revela.

Vaca agoniza presa à lama e é sacrificada em Brumadinho (MG)

Duas vacas ficaram atoladas na lama no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), após uma barragem da Vale ceder. Uma delas foi sacrificada neste domingo (27) após ser desenganada pelos veterinários e o corpo foi deixado na própria lama. A outra ainda espera o resgate. Os animais estão no local, sem água e sem comida, desde a última sexta-feira (25).

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

A aproximação dos voluntários da causa animal foi bastante difícil. Isso porque funcionários da mineradora e policiais não queriam autorizar o resgate das vacas. Na manhã do domingo, o risco de novo rompimento de barragem impossibilitou os trabalhos do Instituto Luísa Mel, do grupo Anjos do Asfalto e de voluntários da Eco Ação. As informações são do portal O Globo.

Após a suspensão do alerta de risco, no entanto, a situação permaneceu difícil para os voluntários. Isso porque, no período da tarde, segundo relatos de moradores, a Vale mandou colocar tapumes para impedir o acesso ao local. Indignado, um grupo de pessoas arrancou os tapumes e os usou para calçar a lama e chegar aos animais.

“Tantas vidas humanas foram perdidas, nos deixem salvar ao menos esses pobres animais”, disse Magda Lima, que perdeu amigos com o rompimento da barragem.

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Durante a ação dos voluntários da causa animal, uma funcionária da Vale, que não foi identificada, pediu ao pé do ouvido de um policial que o acesso aos animais fosse novamente bloqueado no dia seguinte. A mulher e os policiais alegam temer pela segurança da população.

“Dizem que a gente está atrapalhando. Mas só querem colocar um tapume na tragédia. Sabemos que há risco, mas nossa revolta é maior”, afirmou Daniele Fernandes, que também perdeu amigos.

No decorrer do dia, a Cruz Vermelha e a ONG Sea Shepard chegaram ao local, trazendo um guincho, para ajudar. Um helicóptero do Corpo de Bombeiros também foi até o Córrego do Feijão. Os militares, no entanto, afirmaram que a aeronave não suportaria o peso da vaca. O animal foi, então, desenganado por uma veterinária. Porém, até o início da noite, voluntários trabalhavam para tentar salvá-la.

De acordo com a moradora Silvana Gonçalves, as duas vacas foram parar no local após serem arrastadas pela lama.

Ministério Público recomenda à Vale plano de resgate para animais em Brumadinho

Foto: Adriano Machado | Reuters

O Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPMG) recomendou à mineradora Vale a elaboração de um planejamento para localização, resgate e atendimento dos animais vítimas do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Região Metropolitana de BH.

O prazo dado pelo órgão é de no máximo três hora e a exigência é que o plano contenha a assinaturas de um profissional habilitado e submetido ao Comando da Operação de Resgate, que reúne o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, segundo informações do portal R7.

O documento também deve conter entrevistas com moradores do local e levantamento de todos os animais domésticos desaparecidos, descriminando espécies e última localização. A MPMG recomendou também que a Vale assuma a responsabilidade pelos gastos com alimentação, medicamentos e cuidado veterinários dos animais. Caso o resgate do animal seja tecnicamente complexo ou difícil de ser realizado, será necessário uma justificativa.

O plano inclui ainda a geolocalização e contabilização dos animais em áreas isoladas que aguardam socorro através de identificação aérea do local, além da presença de técnicos do Ibama e do MPMG.

Veterinários aguardam autorização para salvar animais em Brumadinho (MG)

Animais aguardam sozinhos e silenciosamente por resgate | Foto: Douglas Magno/AFP

Horas após o rompimento da barragem do Feijão da mineradora Vale na cidade de Brumadinho, Região Metropolitana de BH, na última sexta-feita (25), uma força tarefa reunida pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de MG rapidamente se deslocou até o local para realizar o resgate dos animais atingidos pela tragédia e atolados nos rejeitos e lama.

A equipe composta pelos veterinários Carla Sássi, Arthur Nascimento, Thauan Carraro, Ana Liz Bastos, Laiza (sobrenome a confirmar), Bárbara França e Amélia de Oliveira e também pelos bombeiros civis e auxiliares veterinários Marilyn Nascimento, Carlos Eduardo, Bel Silva, Rodrigo Dias, Vitor Marques e Cesar (sobrenome a confirmar) está no local aguardando a autorização do Corpo de Bombeiros para dar início aos salvamentos.

Os profissionais estão trabalhando em conjunto com o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil de Minas Gerais e com membros, biólogos e dois veterinários, de organizações contratadas pela Vale para auxiliar com os resgates e o manejo de animais. As equipes dedicadas às vítimas animais foram bem recebidas e estão recebendo suporte do Corpo de Bombeiros, recebendo água, lanches e toda a assistência.

Em entrevista à ANDA, a veterinária Carla Sássi afirma que os resgates ainda não estão autorizados, mas as equipes estão em pontos estratégicos esperando a liberação. “Ta tudo muito cedo, são 48 horas apenas do rompimento da barragem, é tudo muito recente. A busca por vítimas humanas estão sendo muito complexa. O resgate de animais até o momento está sendo complexo de ser realizado”, afirma.

Carla explicou também que a escolha da equipe foi baseada na experiência dos profissionais em resgate de animais em situação de risco. Muitos deles já atuaram anteriormente em desastres como a tragédia em Friburgo em 2011, o rompimento da barragem da Vale em Mariana em 2015 e o incêndio Chapada Diamantina em 2018. Desde 2011 eles reúnem equipamentos de resgate e trabalham sempre em parceria com o Corpo de Bombeiros e outros órgãos de salvamento.

Os dados sobre o número de resgate e de vítimas animais ainda não foi calculado. Carla conta que a região de maior risco é próxima ao córrego do Feijão, onde há dois bovinos atolados na lama esperando por resgate. Os danos à flora e à fauna local, segundo a veterinária, são de difícil precisão devido à extensão catastrófica da destruição.

A região de Brumadinho afetada pelo rompimento da barragem é riquíssima de espécies selvagens de vertebrados e invertebrados, plantas e árvores. O número de vítimas pode chegar a milhões. Até o momento 34 pessoas morreram e cerca de 300 pessoas estão desaparecidas.

Doações suspensas

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais emitiu uma nota esclarecimento informando que todas as doações para ajudar os animais vítimas da tragédia estão suspensas. Leia abaixo a nota na íntegra:

“O CRMV-MG agradece imensamente a solidariedade demonstrada pelos profissionais que se disponibilizam a atuar em Brumadinho, assim como pelas inúmeras doações recebidas ao longo do dia.

Esclarecemos que neste momento não se fazem necessárias mais doações e inscrições de voluntários. O total de doações e o número de médicos veterinários voluntários cadastrados já atingiram números suficientes para a realização dos atendimentos neste primeiro momento. A equipe que coordena as ações noticiará se a situação exigir mais ajuda.

Ressaltamos ainda que os profissionais estão aguardando a liberação do Corpo de Bombeiros para iniciar as ações de socorrimento”.

A luta dos animais pela sobrevivência em Brumadinho

Não são apenas cães e gatos que lutam para não morrer sob o denso lamaçal (Fotos: Reprodução)

Todo mundo ou quase todo mundo reconhece a luta humana pela sobrevivência, até porque não é nenhuma novidade que fazemos o que podemos para não morrer diante de situações que fogem ao nosso controle – como por exemplo, um desastre, uma tragédia ou um crime ambiental. Mas normalmente pouco se fala sobre o esforço não humano.

Uma prova disso é que após o rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerias, há três dias, começamos a contabilizar o número de vítimas humanas, mas resistimos a falar das vítimas não humanas, com algumas exceções. Pode parecer que não, mas quando determinadas vítimas são pouco consideradas, como se não fossem tão relevantes, o causador de um crime ambiental tende a se isentar de responsabilidade. Afinal, a reação se baseia na repercussão.

E se dissermos que o mais importante é salvar apenas as pessoas, mas nem tanto ou “talvez os animais se der”, estamos dando o nosso aval para o abandono de vidas não humanas. Mas seria sensato ou justo fazer isso? Além do que sabemos, fotos e vídeos do crime ambiental em Brumadinho deixam claro que não. Macacos enlameados sobre casas aguardando ajuda, bovinos atolados, desviando de galhos e pedaços de pau arrastados pela correnteza – fazendo o possível para manterem a cabeça fora da lama na esperança de um socorro.

Não são apenas cães e gatos que lutam para não morrer sob o denso lamaçal. Também há registros de galinhas se refugiando sobre as árvores, cavalos bufando (com medo) e porcos grunhindo com o dorso coberto de lama. Embora sejam diferentes de nós em inúmeros aspectos, partilham da senciência, da capacidade de sentir dor, de um nível de consciência e são seres sociais. Assim como nós, fazem o possível para evitarem o sofrimento e a morte.

Imagens e vídeos de pontos do Rio Paraopeba mostram o impacto da tragédia para os peixes, que se esforçam para não amargar uma morte dolorosa por asfixia, se debatendo até desfalecerem sob ou sobre a lama de rejeitos. Como podemos dizer que peixes não sentem nada? Que qualquer um desses animais não sente nada?

Será que saberemos quantos animais morreram ou foram atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho? Acho pouco provável, porque na nossa sociedade, vidas não humanas valem pouco, ainda que somem centenas, milhares ou mesmo milhões. Talvez seja um momento oportuno para refletir sobre o fato de que muitos desses animais enlameados, e lutando pela vida, com quem as pessoas se sensibilizam hoje em Brumadinho, são iguais aqueles que estão em pedaços em seus pratos. E se decidíssemos poupá-los diariamente? Afinal, há justiça em salvar alguém hoje para matá-lo amanhã?

Fotos comoventes revelam drama de animais vítimas da tragédia de Brumadinho (MG)

Antes e depois do rompimento da barragem | Foto: Divulgação

O rompimento de uma das barragens da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de BH, não para de fazer vítimas. Até o momento 34 pessoas foram encontradas mortas, 296 estão desaparecidas e milhões de animais morreram tragicamente neste que está sendo considerado um dos maiores crimes ambientais já cometidos no país.

Muitos animais, domésticos e silvestres, ainda estão no local, atolados nos rejeitos de minérios, aguardando socorro. Infelizmente, a maioria deles não sobreviverá, pois a prioridade de resgate é das vítimas humanas. Uma série de iniciativas estão sendo realizadas para minimizar o sofrimento desses seres indefesos.

Membros dos grupos Veterinários da Estrada e Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA) informaram que não medirão esforços para ajudar a salvar os animais. O CRMV de Minas Gerais também está organizando uma força-tarefa de médicos veterinários para atuar no local, aguardam apenas a autorização para começar os resgates.

O deputado estadual Noraldino Junior, presidente da Comissão de Proteção dos Animais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, anunciou que entrará com pedido de liminar exigindo que a Vale resgate os animais vítimas do rompimento da barragem. “Nós temos que garantir que todas as vidas sejam salvas”, disse.

Pontos de coleta estão sendo organizados em todo o país para receber doações de medicamentos, alimentos e produtos de limpeza e higiene. para conferir a lista clique aqui. Veja abaixo uma série de imagens  registradas por fotojornalistas que mostram o drama e o sofrimento dos animais que aguardam silenciosamente o socorro:

Lucas Prates/Hoje em Dia

Reprodução/TV Record

Giazi Cavalcante

Fernando Moreno/Futura Press

Xinhua/Rodney Costa/Eleven/Agência Estado

Eduardo Anizelli/ Folhapress

Adriano Machado/Reuters

Fábio Barros/Agência Estado

Fábio Barros/Agência Estado

Paulo Fonseca/EFE

Giazi Cavalcanti

Foto: Mauro Pimentel/AFP

Leo Drumond/Agencia Nitro via AP

Foto: Mauro Pimentel/AFP

AFP/Douglas Magno

 

 

 

 

 

Alerta de evacuação impede resgate de animais em Brumadinho (MG)

Antes e depois do rompimento da barragem | Foto: Divulgação

Na manhã de hoje (26), o Corpo de Bombeiros alertou que uma terceira barragem próxima à Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu. Todos os oficiais que trabalhavam no resgate foram retirados do local. Cerca de 350 pessoas estão desaparecidas. Membros do Conselho Regional de Medicina Veterinária e voluntários de ONGs de proteção animal que estão no local aguardando autorização para salvar os animais atolados nos rejeitos e lama foram aconselhados a deixar a região.

Estima-se que milhões de animais, entre eles cães, gatos, cavalos, bois, vacas e diversas espécies de vertebrados e invertebrado, tenham morrido. Muitos outros que ainda estão agonizando no local, sozinhos e esperando por socorro, provavelmente estão condenados à morte e à indiferença do poder público.

Foto: Reprodução | Facebook

Ativistas de várias partes do país estão se mobilizando para tentar salvar os animais vítimas da tragédia. Muitos voluntários estão se dirigindo ao local e outros estão recolhendo doações de medicamentos e alimentos em vários pontos do país para enviar para os animais necessitados. A ANDA está reunindo informações sobre os pontos de coleta e a lista das doações solicitadas. Confira aqui.

Saiba como ajudar os animais vítimas da tragédia em Brumadinho (MG)

Antes e depois do rompimento da barragem | Foto: Divulgação

O rompimento de uma barragem da mineradora Vale na cidade de Brumadinho, na Região Metropolitana de BH, é responsável pelo desaparecimento de cerca de 350 pessoas e pela morte de nove seres humanos e milhões de animais, incluindo cães, gatos, cavalos, bois, vacas e diversas espécies de vertebrados e invertebrados, além de árvores e plantas. O crime ambiental ocorreu na tarde de ontem (25) e evocou a lembrança do rompimento da barragem na cidade Mariana há três anos, considerado o maior acidente ambiental da história do país e um dos piores do mundo devido ao seu grau de destruição.

O desastre em Brumadinho transformou a região num imenso lamaçal e dezenas de animais foram vistos atolados na lama. O número de vítimas pode aumentar, porque a empresa disse em nota que “a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”. Em nenhum momento os animais da região foram mencionados no plano de resgate da Vale.

Alguns grupos de proteção animal como Brigada Animal, Veterinários na Estrada, Movimento Mineiro pelos Direitos Animais e diversos voluntários já estão se dirigindo até o local e declararam não que medirão esforços para salvar o máximo de animais possíveis assim que tiverem permissão para entrar na área. A ANDA produziu uma matéria contando com foram as primeiras mobilizações e campanhas em defesa dos animais afetados pela tragédia, relembre aqui.

Foto: Reprodução | Facebook

Manifestação

Ativistas em defesa dos direitos animais de SP realizarão amanhã (27) a partir das 15h uma manifestação pacífica pedindo justiça pelas vítimas humanas e animais na tragédia. Exigirão também a responsabilização da Vale pela exploração e danos ambientais talvez irrecuperáveis na cidade de Brumadinho. O protesto terá concentração no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, Região Central de SP. Confirme sua presença no evento clicando aqui.

Foto: Reprodução | Facebook

Doações

Uma lista está sendo divulgada solicitando medicamentos, alimentos, produtos de profilaxia e higiene, produtos de limpeza e alimentação:

Pequeno porte:

Antibióticos

– Doxiciclina comprimidos 100mg
– Amoxicilina com clavulanato 400 mg suspensão oral, injetável (Agemox ou outros ), e comprimidos de 500 mg
– Metronidazol comprimidos de 400 mg e 250 mg, suspensão oral 40mg/ ml
– Estreptomicina injetavel – Pen e Strep
– Sulfa + Trimetoprima 400 mg -comprimidos
– Enrofloxacina 20% injetável.
– Cefalexina 500 mg comprimidos

Anti-inflamatórios

– Prednisona 20 mg e 5 mg, comprimidos
– Dexametasona injetável 2mg/ml
– Cetoprofeno gotas e comprimidos
– Dipirona gotas e comprimidos
– Buscopan( escopolamina ) gotas e injetável

Gástricos

– Omeprazol 10 e 20 mg capsulas
– Ranitidina xarope
– Sucralfato flacontes

Pomadas/ tópicos

– Pomada Furanew 400g
– Spray prata

Colírios / pomadas oftálmicas

– Vigamox
– Epitezan ou Regencel
– Colirio de dexametasona

Nutracéuticos

– Glicopan Energy 1 litro
– Hemolitan 1 litro

Mucoliticos

– Acetilcisteína sachês

Fluidoterapia

-Soro Ringer com Lactato 500 ml
– Soro fisiologico 500 ml
– Hertavita ( para colocar no soro em caso de necessidade
– Glicose 50% injetavel
– cateter BD azul e amarelo
– Equipo injetor lateral

Antieméticos

– Metoclopramida
– Cerenia
– Ondasentrona injetável

Anestésicos/ sedativos

– Acepran Gotas
– Acepran injetável
– Tiopental ou propofol
– Ketamina
– Xilazina 10%
– Diazepan injetável
– Morfina injetável
– Atropina injetável

Pulgas, carrapatos e vermes

– Fipronil (A marca que estiver mais barata )
– Doramectina injetável
– Vermífugos (o mais em conta –Distribuidora Pioneira tem preço bom) 200 comprimidos por caixa

Otológicos

– Enrofloxacina injetável para uso tópico
– Aurivet ou qualquer fungicida veterinário

Outros

– Gluconato de Cálcio

Vacinas e soros

– Para cães V8 ou V10- 500 doses
– Para gatos- Tríplice felina- 100 doses
– Raiva 600 doses

Grande porte

Antibióticos

– Agrovet plus PPU
– Gentamicina
– Metronidazol comprimido
– ceftofur
– Enrofloxacina

Anti-inflamatórios

– Maxican 2%
– Fenilbitasona
– Dimesol
– Flunixim
– Buscopan( escopolamina ) injetável

Gástricos

– Omeprazol 10 e 20 mg capsulas
– Ranitidina xarope
– Sucralfato flacontes

Pomadas/ tópicos

– Pomada ganadol
– Spray prata
– Pomada ricinus
– Terracortril
– Citronela
– Furanil

Colírios / pomadas oftálmicas

– still
– eptezam
– tobramcinica colírio

Nutracéuticos

– Bionew
– Hemolitan
– Glicopam
– Catosal

Mucolíticos

– N acetilcisteina
– Mulcomussil
– Aliv-v

Fluidoterapia

– Soro Ringer com Lactato 1l
– Hertavita/bioxan ( para colocar no soro em caso de necessidade
– Glicose 50% injetavel
– Cateter 14G, 16G, 18G
– Equipo Macrogotas

Anestésicos/ sedativos

– Acepran injetavel
– Detomidina
– Ketamina
– Xilazina 10%
– Diazepan Injetavel
– Morfina injetável
– Atropina injetável

Pulgas, carrapatos e vermes

– Fipronil
– colosso
– equest
– equest paramos
– ivermectina

Otológicos

– Bolfo
– tanicid
– edvocat

Outros

– Fenodrol
– Diproprionato de imidocarb
– fio para sutura (Nylon 0, 1-0, 2-0)

Vacinas e soros

– Triequi
– Lexington 8
– Raiva
– Soro antiofídico
– Soro antitetânico

Material em geral

– Ataduras de diversos tamanhos
– Esparadrapo
– Gase
– Seringas de 3, 5, 10 e 20 ml
– Agulhas 40×12
– Agulhas 25×8 e 25×7
– PVPI tópico e degermante
– Água oxigenada
– Clorexidine
– Algodão
– Álcool 70 ou 90
– Desinfetante a base de amônia quaternária
– Rações para cães e gatos em maior quantidade
– Rações para equinos, bovinos, suínos e galináceos
– Material de limpeza : priorizar cloro em pó ( de piscina ), existem em embalagens de 10 kg e de 1 kg.
– Detergente de cozinha
– Toalhas
– Cobertores (pra quem for comprar sugerir a marca Boa Sorte, na casa das Nações na rua dos Guaranis, centro, BH.)
– Patê de lata para cães e gatos.
– Jornal

Pontos de entrega

Minas Gerais

CRMV Minas Gerais
R. Platina, 189 – Prado, Belo Horizonte
(das 8h às 22h)

Hospital Veterinário UNIBH
Av. Mario Werneck, 1685 – Bairro Estoril, Belo Horizonte

UFMG – Diretório Acadêmico de Medicina Veterinária
Av. Presidente Carlos Luz, 5180 – Pampulha, Belo Horizonte
(portaria em frente ao Mineirão)

Newton Paiva Unidade Carlos Luz
Av Carlos Luz, 220 – Bairro Caiçara – Belo Horizonte

Newton Paiva Unidade Buritis
Av Silva Lobo, 1730 – Birro Grajaú – Belo Horizonte

Clínica Veterinária MedVet
Av General Olímpio Mourão Filho, 306, Planalto – Belo Horizonte

Clínica Veterinária Bem Cuidar
Av. Augusto dos Anjos, 216. – Belo Horizonte

Inova Pet
Rua São Gonçalo, 976 – Belo Horizonte

Espaço Cão
Rua Engenho de Dentro, 687 – Belo Horizonte
3464-8057

CenterVet Hospital Veterinário
Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 539 – Bairro Industrial

Clínica Late e Mia
Rua Cruz das Almas,305A – Bairro São José

VetFort
Rua Lunardi, 26 – Belo Horizonte
2526-4673

Pet Shop Pinheiros
Av. Pinheiros 1230 – Belo Horizonte
3582-2815

Clínica Veterinária Anchieta
Av. dos Bandeirantes, 1641 – Belo Horizonte
3282-1873

Rio de Janeiro

Clínica Veterinária Vet Angel’s
Av das Américas, 16401 – Recreio dos Bandeirantes
Rio de Janeiro

Pet Express
Estrada do Cubuçú, 1120 – Campo Grande
Rio de Janeiro

São Paulo

Centro de Adoção Natureza em Forma
Rua General Jardim, 240 – São Paulo

 

Nota da Redação: a corrupção moral e financeira das empresas, governos, instituições e políticos foram responsáveis por esse crime que causou milhões de vítimas, humanas e animais, e um desastre ambiental de proporção catastrófica e apocalíptica. A Vale é a responsável por dois crimes e um rastro de destruição inenarrável e o número ainda pode aumentar. A solução mais aceitável é que essa empresa seja severamente punida e completamente fechada, assim como outras mineradoras.

vaca

Centenas de animais são atingidos no desmoronamento da barragem em Brumadinho (MG)

Desde o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho que ocorreu nesta sexta-feira (25), ativistas da Brigada Animal se encaminharam ao local para socorrer os animais atingidos pelo acidente. O número de animais que morreram no desastre ainda não foi divulgado.

vaca

(Foto: Reprodução)

O desastre transformou a região num imenso lamaçal e dezenas de animais foram vistos atolados na lama. Pelo tamanho do acidente inúmeros animais devem ter morrido. Outros devem ainda morrer porque a empresa disse em nota que “a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”. Em nenhum momento os animais da região foram mencionados no plano de resgate da Vale.

O rompimento da barragem acontece pouco mais de três anos após a cidade mineira de Mariana viver a maior tragédia ambiental já registrada no Brasil. Em novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco, empresa de propriedade da Vale e da BHP, rompeu-se e matou 19 pessoas, além de causar imenso prejuízo para a fauna e flora local. Na época, a lama avançou sobre a bacia do rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo.

Segundo relatos, o acesso para a realização dos primeiros resgates de animais foi liberado de forma restrita, apenas para socorristas com experiência, pois há o risco de novos rompimentos. O grupo Veterinários na Estrada, que atuou no desastre em Mariana, já está a caminho de Brumadinho para efetuar os resgates e oferecer cuidados veterinários às vítimas.

O Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA) se pronunciou imediatamente após a notícia do rompimento da barragem, e não medirá esforços para salvar os animais do lamaçal. “Nossa força-tarefa que atuou em Mariana e Rio Casca está articulando toda a logística e frentes de trabalho para em breve divulgarmos o que será necessário,” disse Adriana Araújo, na página oficial do MMDA no Facebook.

Foi lançada uma campanha de financiamento coletivo para ajudar as famílias e os animais que foram vítimas desse grave crime ambiental. O dinheiro arrecadado será destinado a ações emergenciais como a compra de medicamentos para humanos e animais, assim como produtos de necessidade básica.

Estudantes universitários de Belo Horizonte e região fizeram uma ação coletiva para a arrecadação de água, alimentos, medicamentos, rações e itens de primeiros socorros. Os itens doados serão destinados às vítimas do desastre. Os postos de arrecadação são o Hospital Veterinário UNIBH, o Diretório Acadêmico de Medicina Veterinária da UFMG, e as unidades de Carlos Luz, Buritis e Silva Lobo do Centro Universitário Newton Paiva.

Doações também estão sendo recolhidas na Clínica Veterinária Santo Agostinho, localizada na Avenida Amazonas. Uma lista de itens de urgência, tais como medicamentos para os animais, já foi disponibilizada no Facebook.

A Associação Mineira do Ministério Público (AMMP) disse em nota: “Há três anos, a AMMP, junto à sociedade, envidou esforços para aprovação do PL Mar de Lama Nunca Mais. A iniciativa, que recolheu 56 mil assinaturas de eleitores de todo o Estado, ainda se encontra tramitando na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.”

“O ocorrido em Brumadinho demonstra que não é possível ignorar a realidade sobre o impacto ambiental e social de barragens com risco de rompimento,” continuou.

Uma das maiores preocupações em relação à tragédia de Brumadinho é que o rio onde houve o desabamento da barragem desemboca no São Francisco, um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e da América do Sul. O rio São Francisco percorre os cinco estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, e sua bacia envolve 521 municípios distribuídos em sete estados.

Barragem da Vale se rompe em Brumadinho (MG) e causa destruição

Uma barragem da Vale se rompeu em Brumadinho (MG) nesta sexta-feira (25) na Mina Feijão. A região ficou tomada por um mar de lama, que foi registrado em fotos e vídeos (confira abaixo). Dezenas de animais foram encontrados atolados na lama e outros milhares devem ter perdido a vida nesta tragédia que devastou o meio ambiente.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O rompimento da barragem acontece apenas pouco mais de três anos após a cidade mineira de Mariana viver a maior tragédia ambiental já registrada no Brasil. Em novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco, empresa de propriedade da Vale e da BHP, rompeu-se e matou 19 pessoas, além de causar imenso prejuízo para a fauna e flora local. Na época, a lama avançou sobre a bacia do rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo. As informações são do portal El País.

Para o desastre de Brumadinho, a Vale ativou o Plano de Atendimento a Emergências para Barragens e enviou uma equipe para sobrevoar a área atingida pela lama para diagnosticar a dimensão do problema. De acordo com a empresa, a prioridade “é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”. A tragédia fez com que as ações da Vale na Bolsa de Valores de Nova York caíssem 8% nesta sexta-feira.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O Ministério do Desenvolvimento Regional emitiu nota por meio da qual afirmou que está “monitorando e em contato constante com as equipes de Defesa Civil”. A pasta informou ainda que o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, está à caminho de Brumadinho.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Germano Vieira, disse que toda a equipe de emergência foi enviada à cidade. Seguiu para Brumadinho também um grande contingente de bombeiros e uma equipe do Ibama.

(Foto: Reprodução)

Uma das preocupações em relação à tragédia se refere ao fato de que o rio em que houve o desabamento desemboca no São Francisco.

O caso repercutiu nas redes sociais, causando indignação nos internautas. “Mais uma vez será o meio ambiente que ‘pagará essa conta'”, escreveu um usuário do Facebook. “Mais um descaso que se transforma em tragédia”, disse outro.

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Barragens com risco de rompimento

A Agência Nacional das Águas (ANA) divulgou um relatório no final de 2018, com dados levantados em 2017, sobre as barragens brasileiras. De acordo com o documento, o número de barragens no Brasil com risco de rompimento subiu de 25 para 45 em um ano.

No país, há 24 mil barragens utilizadas para diferentes finalidades, como acúmulo de água, de rejeitos de minérios ou industriais e para geração de energia, segundo informações do jornal Gazeta Online.

Das 45 barragens que correm risco de rompimento, três estão localizadas no Espírito Santo. No entanto, elas não são de rejeitos de minério. As barragens apresentam problemas estruturais, como rachaduras e infiltrações e são de responsabilidade do poder público.

A barragem da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho, não estava na lista das barragens vulneráveis. Porém, segundo o relatório, o estado de Minas Gerais possuía em 2017 cinco barragens com risco de rompimento. Na Grande Belo Horizonte foram consideradas vulneráveis pela ANA as seguintes barragens: Mina Engenho I e II, da Mundo Mineração, em Nova Lima, Região Metropolitana de BH; as barragens B2 e B2 auxiliar, da Nacional Minérios, em Rio Acima, também na Grande BH; e a barragem Água Fria, em Ouro Preto, região Central de MG.

De acordo com o levantamento, 14 incidentes ou acidentes com barragens foram registrados em 2017 no Brasil. Três deles ocorreram em Minas Gerais. Os dados pertencem ao Relatório de Segurança de Barragens 2017 (RSB), coordenado pela Agência Nacional das Águas.