Vídeo revela a crueldade por trás da gelatina à base de pele de burros e jumentos

Por David Arioch

As imagens foram registradas em matadouros regulamentados no Quênia, na África (Foto: PETA)

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) divulgou hoje um vídeo que revela a cruel realidade por trás do comércio chinês de ejiao, uma gelatina obtida a partir do cozimento da pele de burros e jumentos.

As imagens foram registradas em matadouros regulamentados no Quênia, na África, mas poderiam ser em qualquer outro lugar que abate burros e jumentos que servirão de matéria-prima para a indústria chinesa de ejiao, segundo a PETA.

Por ano, cerca de quatro milhões de burros e jumentos são mortos para a produção da gelatina que é utilizada em bebidas, doces e na medicina chinesa. Metade desse total é proveniente de outros países, incluindo não apenas o Quênia, mas também o Brasil.

Nos últimos anos, o Quênia abriu três matadouros para o abate de asnos. Os animais, comprados de países como Etiópia, Tanzânia e Uganda, são colocados em caminhões e obrigados a suportarem viagem de até dois dias sem comida e água até o momento do abate.

Mas o vídeo que a PETA registrou vai muito além disso. Mostra a violência explícita que burros e jumentos vivem antes mesmo do abate. No caminho para o matadouro, há asnos que não resistem à viagem e morrem.

Em uma das cenas, um dos animais, já bastante debilitado, não consegue se levantar. Então eles o chutam e o deixam para morrer. Outros são agredidos com um instrumento de ferro.

Exploração dos jumentos no Brasil

No Nordeste brasileiro, com a modernização dos meios de produção e da postulação de que já não há espaço para os jumentos, surgiram mais matadouros – um triste fim para um animal explorado no Brasil desde 1534, quando chegou a primeira leva de asininos.

Ignora-se que jumentos são animais que vivem em média 25 anos, mas que em determinadas condições podem chegar a 40 anos. No Brasil, o que favorece o cenário de abate de jumentos é a crença de que quando esse animal se torna desnecessário como “instrumento de trabalho” ou se torna “fraco”, não há problema em abandoná-lo ou vendê-lo para algum matadouro.

Em 1977, Chico Buarque já cantava sobre a cruel realidade servil desse animal na música “O Jumento”: “Jumento não é o grande malandro da praça. Trabalha, trabalha de graça. Não agrada ninguém. Nem nome não tem…”

Jovem salva a vida de filhote de burro abandonado nos Estados Unidos

Payton Dankworth, estudante do ensino médio do Texas, nos Estados Unidos, salvou a vida de um filhote de burro. O animal foi encontrado abandonado e faminto por um amigo da jovem, que entrou em contato com ela pedindo ajuda.

Foto: Payton Dankworth

“Ele perguntou se eu gostaria de tentar mantê-lo vivo”, disse Dankworth. “Ele me disse que não gozava de boa saúde e que provavelmente não passaria daquela noite. Sou tão amante dos animais e não havia como deixar o bebê morrer”, completou.

Decidida a salvar Jack, como o burro passou a ser chamado, Dankworth passou acordada a primeira noite ao lado do animal. Ela aconchegava o filhote, lhe oferecida comida e carinho. As informações são do The Dodo.

“Esta foi a primeira vez que cuidei de um burro”, disse Dankworth. “Jack me mostrou que ele depende de mim, e realmente. Ele recebe uma garrafa a cada duas horas, e quando eu o alimento só me deixa feliz”, acrescentou.

Foto: Payton Dankworth

Graças aos cuidados que recebeu, Jack começou a se recuperar. Algumas semanas depois de ter sido resgatado à beira da morte, ele parece outro animal, completamente entusiasmado e feliz.

Com o elo que criou com o burro, ficou impossível para Dankworth cogitar não adotá-lo e, então, ele passou a fazer parte da família dela.

“Ele está se encaixando tão bem! Eu levo Jack em passeios e ele também vai no meu carro comigo. Ele é meio como um cachorro e me segue em todos os lugares”, contou.

Foto: Payton Dankworth

Embora adotar um burro não estivesse nos planos dos familiares de Dankworth, o espaço existente na propriedade em que eles moram permitiu que a adoção de Jack fosse concretizada.

A experiência de resgatar o filhote e cuidar dele, no entanto, não trouxe benefícios apenas para Jack, mas também para Dankworth, que além de ter ganhado um fiel companheiro, conseguiu decidir qual campo de estudo quer seguir após concluir o ensino médio: a medicina veterinária.

“Jack realmente me inspirou a entrar nisso porque eu simplesmente amo animais”, disse. “Ver o quão longe ele chegou – de mal ter força suficiente para enfrentar até agora e correr atrás dos meus cães – é uma das melhores coisas que eu poderia pedir. Estou muito orgulhosa”, concluiu.

 

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Burrinha que passou 20 anos à espera de ajuda ganha uma linda família

Deixada à própria sorte em uma fazenda da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, Tulip havia se tornado tão frágil e doente que mal conseguia ficar de pé. Ao longo de 20 anos, seus cascos ficaram extremamente grandes e enrolados; suas pernas doíam o tempo todo e ela parou de comer. Ela simplesmente tinha sido esquecida e estava prestes a desistir de viver.

Foto: Flare Oaks Rescue

Mas então na primavera passada, seu milagre aconteceu. Alguém que passou por ela e notou sua fome enquanto estava deitada na lama, chamou o controle animal para relatar sobre a negligência. A veterinária local, Laureen Bartfield, interveio e levou a pobre burrinha para sua casa imediatamente.

Tulip estava tão fraca e não era uma certeza sua sobrevivência. Mas Bartfield já havia se decidido: lutaria por sua vida.

Foto: Flare Oaks Rescue

Graças a muitos cuidados, amor, comida saborosa e medicamentos durante as semanas seguintes, Tulip começou a sentir-se melhor a cada dia.

Seus cascos foram finalmente aparados depois de todo esse tempo e ela lentamente começou reaprender a andar.

Dois meses depois e muito mais saudável, Tulip caminhava pelo Flare Oaks Rescue, localizado no condado de Harnett, na Carolina do Norte e equipe de resgate estava prestes a ter uma grande surpresa.

Foto: Flare Oaks Rescue

Em 6 de dezembro de 2018, pouco depois de Tulip se estabelecer em seu novo pasto, a fundadora do santuário, Ashley Nelms, notou o que parecia um cachorro deitado ao lado dela na grama.

Quando Nelms chegou mais perto, ela não podia acreditar no que seus olhos viam. Era um pequeno burro bebê, provavelmente com apenas alguns minutos de vida.

Foto: Flare Oaks Rescue

Tulip, depois de todo esse tempo, tinha uma família.

A gravidez destes animais dura cerca de 11 meses e ficou claro que Tulip estava carregando sua filha enquanto definhava em seu antigo lar – o que tornou a sobrevivência do bebê um outro milagre em si.

“Este bebê minúsculo estava enrolado no chão ao lado dela”, disse Nelms ao The Dodo.

“Eu fui totalmente pega de surpresa. Tulip não mostrou sinais de estar grávida e uma das primeiras coisas que os técnicos veterinários fizeram quando ela foi resgatada foi um ultra-som, porque havia um burro macho no campo com ela quando foi encontrada. Por algum motivo, ele não encontrou nada.

Foto: Flare Oaks Rescue

Completamente feliz com a nova chegada, Nelms correu para dentro para pegar cobertores para a pequena filhote e chamou o Dr. Bartfield para compartilhar a novidade.

“Eu disse: ‘Surpresa! Nós temos um bebê!”. Nós dois não conseguíamos acreditar. Nós estávamos tão felizes por ela. Apesar de tudo o que a Tulip passou, ela permaneceu tão forte durante toda a sua recuperação … Eu acho que é porque ela sabia que um bebê estava a caminho”.

Eles decidiram nomear a linda menina de Josie, e ficaram completamente impressionados com a saúde e coragem do bebê. Com apenas alguns dias de vida, Josie já estava brincando e correndo pelo pasto como se fosse dona do lugar.

“Desde o dia em que Josie nasceu, ela começou a forçar em seu cercado”, disse Nelms.

“Ela tem sido ativa desde o começo; ela é feliz, destemida e sabe que é segura e amada. Ela é tudo o que um bebê deveria ser”.

Josie está se divertindo muito crescendo no santuário, e sua doce mãe nunca se afasta muito do seu lado. Tulip ama completamente ser mãe.

Foto: Flare Oaks Rescue

Com pouco mais de um mês, a pequena Josie ainda tem muito a crescer – mas ela já se tornou a “socialite” do santuário. Ela é amiga de muitos voluntários e até brinca com os cavalos de resgate.

Demorou muitos anos, mas a Tulip finalmente encontrou seu final feliz. Agora, ela está compensando o tempo perdido passando seus dias pastando, relaxando ao sol e aconchegando-se com sua filha.

Foto: Flare Oaks Rescue

“Ver a Tulip assistir Josie correr, sabendo que sua filha nunca vai viver do jeito que ela fez,é um círculo tão perfeito”, disse Nelms.

“Eu admiro tanto Tulip e sua força; ela é realmente uma fonte de inspiração. ”