Tutores procuram cachorro levado por gaivota na Inglaterra

Um cachorro da raça chihuahua foi levado por uma gaivota em Devon, na Inglaterra. O acidente aconteceu no domingo (21) no jardim da casa onde Gizmo morava com os tutores, que agora procuram por ele.

Foto: Reprodução / Facebook

O casal viu o momento em que a ave pegou o cão pelo bico e voou com ele, levando-o para longe, segundo informações do jornal Mirror.

Numa tentativa de localizar o animal, Becca e seu companheiro entraram em contato com jornais e colocaram anúncios em redes sociais. Amigos e familiares do casal também estão ajudando nas buscas.

A filha do casal, uma menina de seis anos, é quem está mais aflita com o desaparecimento de Gizmo, segundo Becca.

Casos como esse são recorrentes no país e já levaram, inclusive, à criação de um colete de proteção para impedir que cachorros se tornem vítimas dessas situações. Em maio de 2015, um chihuahua foi morto por um bando de gaivotas. A triste cena foi observada pelo tutor do animal, que não conseguiu fazer nada para ajudar o cachorro.


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Índia registra fugas e mortes de dezenas de animais durante inundações

Dezenas de animais fugiram e morreram durante as inundações registradas no estado de Assam, na Índia. Na quinta-feira (18), um tigre que fugiu do parque nacional de Kaziranga foi encontrado deitado em uma cama de um local denominado shophouse – isso é, um estabelecimento que funciona como comércio e moradia.

Animais silvestres fogem de inundações na Índia (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

O parque de onde o tigre de cerca de 90 kg fugiu foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1985. O tigre buscava terra firme no momento em que a reserva ficou embaixo d’água após leitos de rios transbordarem. Ele estava caminhando na direção de uma estrada, quando mudou seu percurso e pulou no teto da shophouse e entrou no local.

“O proprietário estava prestes a abrir sua loja às 08h30, quando viu o tigre pular dentro”, disse à AFP Bhaskar Chudhury, veterinário chefe da ONG Wildlife Trust of India.

Para evitar o uso de dardos tranquilizantes, a entidade optou, segundo moradores da casa, por esperar o entardecer para que o tigre saísse do local sozinho.

Búfalos selvagens correndo no meio da água, rinocerontes exaustos descansando em pequenos pedaços de terra e elefantes cruzando uma estrada enquanto guardas do parque tentavam alcançá-los foram algumas das cenas vistas na região.

Tigre deitou na cama de morador na Índia (Foto: Reprodução/Wildlife Trust of India)

Mais de 50 animais foram encontrados mortos. Parte deles morreu em acidentes de trânsito enquanto tentava atravessar uma autopista no entorno do parque para chegar às colinas de Karbi, segundo a mídia local.

Botes foram usados por guardas-florestais para atravessar o parque em uma busca por animais isolados ou machucados. “Há muito tempo que este tipo de inundação afeta o parque nacional Kaziranga”, disse à AFP Pradut Goswami, um guarda-florestal.

As chuvas, acompanhadas dos ventos de monções, são importantes para a lavoura e para prover água à população, mas também causam destruição no sul da Ásia.


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Após cerca de 20 dias de buscas, onça-pintada é resgatada em Juiz de Fora (MG)

A onça-pintada que foi vista circulando por Juiz de Fora (MG) foi resgatada na noite de domingo (12), no Jardim Botânico, após cerca de 20 dias de buscas.

Foto: Pedro Nobre/UFJF

A onça foi resgatada através de uma armadilha de caixa instalada perto do prédio administrativo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). As informações são do portal G1.

Exames foram feitos no animal e um colar foi colocado nele, para que ele possa ser monitorado. Trata-se de um macho, em bom estado de saúde e em fase reprodutiva. Ele já foi encaminhado para uma reserva de Mata Atlântica, que não teve a localização exata divulgada por motivo de segurança.

“Agora as equipes técnicas do Jardim Botânico vão trabalhar, tem que ser desmontado tudo que foi preparado aqui dentro para a captura do animal, as armadilhas. Em seguida, vai ser feita uma avaliação do estado do Jardim Botânico. Nós pretendemos o mais breve possível reabri-lo para visitação”, disse Marcus David, reitor da UFJF.

Foto: Reprodução/Facebook

O primeiro registro da onça foi feito no dia 25 de abril, no Jardim Botânico, que foi fechado para visitação no dia seguinte. Desde então, os trabalhos para tentar resgatar o animal, visto em diversos locais da cidade, foram iniciados.

Quatro armadilhas de caixa foram colocadas em pontos internos e externos do Jardim Botânico para resgatar a onça. Atraído até o fundo de uma das caixas por uma isca, o animal foi resgatado. Além dessas armadilhas, outras seis de laço foram colocadas em outros locais da Mata do Krambeck.

Para fazer as buscas, uma comissão foi criada. Ela era composta por sete instituições: Campo de Instruções do Exército Brasileiro em Juiz de Fora, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Estadual de Florestas (IEF/Cetas), Polícia Militar (incluindo a Polícia de Meio Ambiente), Prefeitura de Juiz de Fora e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A comissão recebia também acompanhamento e atuação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio).

Foto: UFJF/Divulgação

Cão resgatado do lixo é explorado em buscas em Brumadinho (MG)

Um cachorro sem raça definida encontrado em um caçamba de lixo em São Paulo e adotado há dois anos está sendo explorado para procurar por corpos e sobreviventes em Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem da Vale.

Resgate (Foto: Mariana Queiroz/GloboNews)

Ao perceberem que o animal tem um bom faro, os tutores decidiram ensinar a ele comandos anti-naturais para que ele participasse de ações que tem o único propósito de beneficiar humanos. O treinamento foi feito com a ajuda de um policial amigo da família. “Tem um policial colega nosso, ele é que treina ele na realidade, eu também faço o treinamento passado por ele (…) para achar corpos”, explicou o tutor ao G1.

Resgate, como é chamado, foi colocado no grupo de voluntários Resgate Sem Fronteiras, do qual também faz parte seu tutor. A diferença entre humano e animal é que o primeiro tem condição de consentir o trabalho voluntário, enquanto o cachorro participa das ações sem que possa decidir se quer fazer parte delas. Na última quarta-feira (30), o animal participou das atividades desenvolvidas pelo Corpo de Bombeiros em Brumadinho.

De acordo com o tutor, Resgate não está no máximo de sua capacidade. Ele afirma que o animal está em 80%, o que indica que pode haver a pretensão de exigir ainda mais do cachorro para que ele atinja a meta de 100%.

Thor (Foto: Reprodução/Instagram)

Além de Resgate, outros 21 cachorros estão sendo explorados para buscar sobreviventes e corpos em conjunto com os bombeiros. Os militares confirmam que a operação oferece riscos à saúde dos animais e que, por isso, eles são “monitorados frequentemente”.

Entre os cachorros do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais está Thor, da raça border collie. Ele tem cinco anos de idade e além de Brumadinho, já foi obrigado a participar de ações de buscas em outras localidades, como Mariana. O sargento responsável pelo animal afirmou ao jornal Extra que o cachorro toma suplementos vitamínicos para que possa integrar a equipe dos bombeiros, o que pode indicar que as ações das quais é forçado a participar são muito exaustivas para ele.