Cachorra caminha 32 km para encontrar família que a abandonou após a mudança

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

A cachorrinha Cathleen tem seis anos de idade e apesar de não ter raça definida, ela claramente possui uma mistura da raça de cães dos Grandes Pirineus, cães grandes e dóceis. A cadelinha foi entregue a alguém em Praga, Oklahoma (EUA), depois que sua família decidiu se mudar para uma nova casa em Seminole, no mesmo estado, a apenas 20 quilômetros de distância da antiga residência.

Diante disso o que a determinada Cathleen fez? Ela andou, andou e andou e não uma vez apenas, mas ida e volta para a casa de sua família em um esforço para encontrar aqueles que amava. É difícil mesmo de imagina o quão doloroso essa situação e esse esforço foram para Cathleen.

Felizmente, Humane Society de Seminole levou Cathleen para o abrigo da ONG na intenção de ajudar a cachorrinha preterida a encontrar uma nova casa para ela. “Seu coração quer estar com eles, mas eles não podem mantê-la. Nós agora intervimos para ajudar Cathleen em sua próxima jornada ”, escreveu o abrigo.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Descrita como um exemplo de fidelidade e amor à sua família, Caitlin recebeu pedidos de adoção de todos o país – e ela encontrou o lar perfeito, com uma família muito amorosa e que jamais a abandonará. Cathleen em breve estará indo para o Texas para começar sua nova vida.

Milhões de cães e gatos desabrigados vagam pelas ruas no mundo todo, sempre é possível fazer algo para garantir que os animais amorosos e fiéis, assim como Cathleen, também tenham seu final feliz.

Quando uma família pensa em receber um companheiro de quatro patas em sua casa, a adoção pode tirar um desses animais das ruas ou dos abrigos. Animais não são produtos para serem comprados.

A adoção é um compromisso vitalício. Se por algum motivos for impossível adotar um animal, os abrigos e ONGs sempre estão precisando de voluntários para ajudar em uma variedade de tarefas. Animais se beneficiam de carinho e amor e estão sempre pronto a recebê-los e oferecê-los.

Embora a viagem de Cathleen não tenha tido o resultado que ela desejava, a cachorrinha encontrou uma nova família e será muito feliz ao lado deles. Porém muitos animais em situação de rua não tem a mesma sorte.

Não vire o rosto ou finja que não viu ao se deparar com um animal em situação de rua em necessidade, eles sofrem, amam, sentem fome, criam vínculos e adoecem como nós. Toda vida é valiosa e colaborar para o bem comum, tanto de humanos como de animais, nós tornam pessoas melhores.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Homem sai do carro e quando volta encontra uma cachorra sentada no banco do passageiro

Foto: Angela Shaver

Foto: Angela Shaver

Quando viajava de volta para casa depois de uma viagem de férias no Arkansas (EUA), Bill encostou o carro em uma parada rápida, para jogar fora o lixo interno e usar o banheiro. Ele não estava planejando demorar muito, por isso deixou o carro ligado e com a porta aberta – mas quando ele voltou, teve uma surpresa: encontrou um cachorro sentado no banco do passageiro da frente.

O animal era na verdade A pobre cachorrinha estava pele e osso, e Bill rapidamente ofereceu-lhe um pouco de pronto, a única comida que ele tinha com ele no carro. Observando-a devorar a comida e se encolher em seu carro, Bill sabia que a cachorra estava procurando por alguém para ajudá-la, e decidiu que ele seria essa pessoa. Ela parecia tão ansiosa, e não havia como ele virar as costas para aquele rosto doce.

Foto: Angela Shaver

Foto: Angela Shaver

Ele e sua esposa recebem animais em dificuldades em casa e o pobre animal não tinha absolutamente nenhum sinal de ter tido um tutor ou uma família, e então ele mandou uma mensagem para ela com a foto de sua nova companheira de viagem, e ela concordou imediatamente com a decisão dele de manter o cão.

“Perguntei a ele qual era o nome do nosso novo cão”, disse Angela Shaver ao The Dodo. “Nós decidimos chamá-la então de River por causa de onde ele o encontrou.”

Foto: Angela Shaver

Foto: Angela Shaver

Shaver e seu filho saíram para cumprimentar o novo membro da família assim que o casal de viajantes chegou em casa, mas River se recusou a sair do carro. Ela não tinha medo de sua nova família, mas parecia se sentir segura no carro, já que era provavelmente um dos primeiros lugares em que alguém já havia sido gentil e amoroso.

Assim sendo, Bill carregou River gentilmente para fora do carro, e ela foi apresentada aos seus novos irmãos cachorros e gato, um por um, para que ela não ficasse muito sobrecarregada. A família já tinha três cães de resgate e um gato de resgate, e estavam mais do que felizes em adicionar outro à matilha.

River e Bill | Foto: Angela Shaver

River e Bill | Foto: Angela Shaver

“Uma vez que todos decidiram que ela estava bem, ele [Bill] a trouxe para um banho”, disse Shaver. “Ela estava coberta de lama, sangue e carrapatos. Depois que ela foi seca e alguns carrapatos foram retirados dela, River ganhou uma boa refeição. Bill fez uma cama para ela em nosso quarto ao lado do aquecedor. Ela dormiu lá a noite toda.

River acordou em sua nova casa na manhã seguinte e cautelosamente começou a explorar tudo ao seu redor. Ela correu para fora, no quintal com seus novos irmãos, mas nunca se afastava muito de seus pais, lentamente se acomodando a sua nova vida.

Sua família notou imediatamente que ela parecia estar triste em determinados momentos, o que significa que ela pode ter tido uma família em algum momento de sua vida antes de acabar como uma cachorra em situação de rua.

River e seus irmãos | Foto: Angela Shaver

River e seus irmãos | Foto: Angela Shaver

“Tivemos um acidente em casa na primeira noite”, disse Shaver. “Mas estava perto da porta. Ela tinha que ir, mas não sabia como nos dizer, pobrezinha”.

A nova família de River levou-a ao veterinário para ser examinada, e descobriu que ela tinha vermes, parasitas e feridas no pescoço e no rosto que pareciam ser de algum tipo de briga. O veterinário deu-lhe remédios e limpou todos os seus ferimentos, e River permaneceu calma e doce durante todo o tempo da consulta. Depois do que quer que tenha passado, a cadelinha parecia estar agradecida por finalmente estar segura.

River e seus pais | Foto: Angela Shaver

River e seus pais | Foto: Angela Shaver

River está agora se saindo muito bem com sua nova família e já está começando a evoluir. Ainda há algumas coisas que ela não sabe muito bem como fazer, como brincar com brinquedos e brigar com os irmãos, mas ela está levando um dia de cada vez, e sua família adora ver sua confiança crescer pouco a pouco.

“Ela corre no quintal como se perseguisse algo invisível com Winston, senta-se para comer biscoitos com Ginger e se aconchega na cama com Butters”, disse Shaver. “O gato ficou muito insatisfeito com a presença dela nos primeiros dias, mas finalmente ele está se aproximando”.

Quando River entrou naquele carro, ela escolheu sua nova vida, e tanto ela como sua família não poderiam ficar mais felizes com essa decisão.

E assim estão até hoje.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Tutora salva vida de cachorrinha usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar

Foto: Samantha Hamilton Stent

Foto: Samantha Hamilton Stent

Imagens de uma câmera de segurança filmaram uma tutora usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar em sua cachorra para salvá-la, após o cão ficar com a cabeça presa em um saco plástico enquanto procurava comida.

Samantha Hamilton Stent, de Reigate, Surrey (Inglaterra), deixou sua cachorrinha da raça wippet, Carla, sair pra dar uma volta por volta das 5 da tarde de 7 de junho. Embora tenha tudo o que deseja em casa, a cachorrinha tem o hábito de cheirar, abrir e remexer as lixeiras atrás de comida.

Carla, de nove anos, pegou alguns sacos plásticos de tempero grandes que sua tutora Samantha, acupunturista de 49 anos, usou para marinar as costeletas de porco e colocou a cabeça dentro das embalagens para lamber o conteúdo delas, ficando presa e começando a sufocar.

As imagens do circuito interno de câmeras do quintal de Samanta mostram a cachorrinha lutando desesperadamente para remover a sacola plástica de sua cabeça antes de desmaiar.

Por puro acaso, Samantha viu o animal caído e correu para fora, usando seu conhecimento de técnicas de ressuscitação cardiopulmonar aprendidas em seu treinamento de acupunturista para salvar a cachorrinha.

Embora inicialmente a tutora tivesse achado que Carla estava morta quando seus olhos ficaram vidrados e sua língua ficou roxa, Samantha continuou soprando ar em sua boca e começou uma massagem cardíaca vigorosa.

Ela disse ao Daily Mail: “Todo o tempo o que passava pela minha cabeça era: ‘eu não posso perdê-la assim’”.

Foto: Samantha Hamilton Stent

Foto: Samantha Hamilton Stent

“Todo mundo que me conhece sabe o quanto eu amo Carla e quão incrivelmente devastada eu ficaria se ela tivesse morrido, particularmente de uma forma tão horrível como esta e praticamente bem debaixo de nossos narizes. Eu não ia desistir dela”.

O vídeo também mostra a filha de Samantha, Betty, nove anos, oferecendo seu apoio, antes que sua irmã mais nova, Olive, de seis anos, se juntasse a ela.

Agora Samantha corta os invólucros de plásticos antes de guardá-los para garantir que a cachorra não sofra outro acidente.

Foto: Samantha Hamilton Stent

Foto: Samantha Hamilton Stent

Ela acrescentou: “Quando você está no momento da aflição você esta tão concentrado que se mantém focado no trabalho a ser feito, mas depois eu fiquei muito abalada”.

“Mas Carla está viva e bem e absolutamente nada de mal aconteceu a ela, sem sequelas. Estou incrivelmente aliviada e agradecida”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cachorra foge de casa pra brincar com cervo na floresta

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

Quando a cachorra da raça husky siberiano de Rachel Howatt, chamada de Koda, se soltou e escapou de casa, sua tutora preocupada passou muito tempo procurando por ela na vizinhança e na floresta perto de sua casa sem sucesso.

Muito amada pela família, Koda causou tristeza e preocupação com seu sumiço. Mas felizmente, alguns dias depois, o membro de confiança da família reapareceu em casa, em Manitoba, Ontário, no Canadá, como se nada tivesse acontecido.

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

“Nós definitivamente procuramos muito por ela, mas no final ela acabou por voltar sozinha mesmo”, Howatt disse ao The Dodo. “Ela é realmente muito inteligente, então eu não duvidei que ela conseguisse encontrar o caminho de casa”.

A cachorra retornou poucos dias após Howatt lembrar de checar com sua vizinha, que tinha uma câmera de trilha posicionada na floresta, perto de casa, para ver se Koda havia sido vista. Com certeza, Koda foi pega pela câmera – e ela não estava sozinha.

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

Aconchegado ao lado dela, comendo e dormindo com a cachorrinha, estava um cervo do sexo masculino.

Durante toda a noite, Koda é filmada brincando e sentada ao lado do divertido novo amigo de brincadeiras, que não parecia nada incomodado em ter um cachorro ao seu lado.

“Foi uma surpresa e tanto”, disse Howatt. “Com base no tempo registrado correndo nos quadros durante as filmagens, parece que eles passaram mais de 12 horas juntos. Há também outra foto onde há dois dólares na foto com ela.

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

Esta não é a primeira vez que veados selvagens se tornam amigos de um animal doméstico. Sabe-se que os cervos fazem amizade e se aproximam de vacas e até mesmo de gatos quando eles se encontram na floresta.

Enquanto Howatt fará o seu melhor para evitar que Koda fuja no futuro, ela tem a sensação de que a cachorrinha vai querer voltar para a floresta para se reunir com seu amigo selvagem.

“Os huskies têm um espírito tão livre”, disse Howatt. “Não me surpreende que Koda estivesse tentando fazer um novo amigo”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Pit bull sensível não para de chorar na parte mais triste do “O Rei Leão”

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Os orgulhosos adotantes e novos pais de uma pit bull resgatada estão descobrindo só agora o quão sensível e doce sua cachorrinha, Luna, realmente é.

Luna veio ao mundo há meses atrás em uma situação muito difícil. Ela nasceu de uma pit bull grávida e desabrigada, muiro sofrida, que foi levada para um lar temporário bem a tempo de ter seus 12 filhotes.

Felizmente, várias semanas depois, a mãe pit bull, Melon e seus doze bebês começaram a ser adotados, graças à Humane Educational Society, um abrigo no Tennessee nos EUA.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Foi assim que Luna encontrou sua nova família.

Luna foi adotada por Josh Myers e Hannah Huddleston, um jovem casal que vive em Chattanooga.

O casal conta que nunca esquecerá aquela primeira volta para casa com Luna, Myers dirigindo enquanto Huddleston estava ao lado dele com a filhotinha toda enrolada e encolhida em seus braços.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Nesses meses em que Luna já faz parte da família, ela cresceu e amadureceu. E Myers e Huddleston estão conhecendo sua doce personalidade pouco a pouco.

Mas o que Luna fez outro dia realmente os surpreendeu de forma única.

Eles estavam assistindo ao desenho em animação do clássico da Disney “O Rei Leão” enquanto Luna estava na sala brincando “descontroladamente” com seus brinquedos, como estava costumada a fazer, de acordo com a página do Facebook de Myers.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Quando o filme mostrou uma cena trágica, Luna parou de repente.

“Assim que Mufasa cai morto, ela para e se vira para a TV e parece estar assistindo a cena”, escreveu Myers.

Quando o filme mostra Simba está tentando acordar seu pai na tela, Luna começou a choramingar e ganir.

“Ver ela chorando em frente a televisão foi a coisa mais doce e encantadora que eu já vi”, escreveu Myers. “Ela até se deita logo depois que Simba se deita com seu pai morto também”.

Luna não é a única que tem um lado sensível, de acordo com Brad Ladd, da família que adotou o outro irmão de Luna; ele disse que toda a ninhada de pit bulls daquele resgate é sentimental e emocional.

“A história de vida deste filhote prova que o amor se sobrepõe ao sofrimento” Lad comentou. “Eles foram amados e mimados mais do que qualquer filhote de cachorro no mundo”.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

A família, conhecida como The Melon Dozen (Os 12 filhos da Melon), ainda se reúne para em datas específicas para matar a saudade e se divertir e acima de tudo para que os irmãos possam continuar interagindo enquanto crescem.

“Nós não merecemos cachorros”, acrescentou Myers. “Quatro meses de idade e ela já está mostrando empatia”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cachorra abandonada que corria de medo de tudo e de todos finalmente aprende a confiar

Foto: Jillian

Foto: Jillian

Jillian estava deixando o lixo em frente a sua casa, na rua em que mora, uma noite durante a semana, como sempre faz, quando notou alguém se escondendo na escuridão.

Dois olhos brilhantes na escuridão corresponderam ao seu olhar, e ela podia apenas ver o contorno de um cachorro agachado no jardim da frente. Ela sabia que aproximar-se do animal perdido muito rapidamente poderia assustar o cão tímido de vez, então Jillian tomou o maior cuidado com seus movimentos.

“Ela fugiu quando me ouviu chegando perto”, disse Jillian, que pediu para não incluir seu sobrenome, contou ao The Dodo, “mas quando eu falei com ela, ela parou e ouviu”.

Foto: Jillian

Foto: Jillian

No dia seguinte, o cachorro (que na verdade era uma menina) voltou, ainda que cautelosamente e mantendo distância. Quando Jillian voltou sua atenção para a cachorrinha, mais uma vez ela correu – mas não foi tão longe como da primeira vez.

Foi quando Jillian percebeu que a cachorra assustada queria alguma coisa; ela simplesmente não sabia como perguntar o que era.

“Quando me virei para voltar para dentro, percebi que ela estava me seguindo a distância”, disse Jillian. “Foi quando eu percebi que poderia fazê-la confiar em mim. Peguei uma tigela com água e comida para cachorro e deixei no canto do meu quintal antes de caminhar até uma distância segura para ela”.

Foto: Jillian

Foto: Jillian

O animal faminto comeu com gratidão a comida e continuou a seguir Jillian, ainda se certificando de manter uma boa distância.

Quando Jillian viu a cachorrinha em sua vizinhança novamente no dia seguinte, ela bolou um plano com a ajuda do marido.

“Conseguimos mais comida para cães e deixamos um rastro para ela seguir de volta ao nosso quintal, onde a alimentei novamente”, disse ela. “Desta vez, sentei-me perto da comida. Eu esperava que ela fugisse depois que ela comeu, mas em vez disso ela ficou ao meu lado e até começou a me cheirar”, conta Jillian emocionada.

“Quando me levantei, ela me seguiu até o meu quintal e sentou-se ao meu lado”, acrescentou Jillian. “Eu nunca tive um cachorro em situação de rua se aproximando de mim assim. Ela estava apenas esperando que alguém lhe desse uma chance”.

Jillian soube então que a cachorrinha deveria ser parte de sua família, e ela a chamou de Luna.

“Nós decidimos mantê-la porque não poderíamos nos afastar dela mais”, disse ela. “Eu também sempre amei mistura de pit bull que deixou ela linda, então me apaixonei por Luna imediatamente e para sempre”.

Faz apenas uma semana que ela esta conosco, mas Luna se adaptou perfeitamente bem a sua nova vida de cão doméstico e está ansiosamente mostrando à mãe que está pronta para aprender muitas coisas.

“Luna parece ser muito inteligente”, disse Jillian. “Ela aprendeu seu nome em um dia e já está respondendo a alguns comandos básicos, embora estivesse claro que ninguém lhes havia ensinado antes”.

Luna ainda tem um pequeno caminho a percorrer antes de se acomodar completamente, mas sua nova mãe está feliz em levar as coisas devagar.

“Ela ainda está um pouco assustada, especialmente com barulhos altos, como portas fechando, mas ela é a mais doce das criaturas”, disse Jillian. “Ela gosta de correr com a gente no quintal e se aconchegar conosco na cama e nos dar beijos quando nos sentamos”.

“Ela só quer mostrar o quanto esta grata, mal sabe ela que quem mais ganhou eu”, conclui emocionada a mais nova tutora.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Homem segue cachorra que carregava tigela de comida e tem uma surpresa

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Muitas vezes, as visões que guardamos de cães em situação de rua são apenas olhares rápidos e fugazes – retratos mentais instantâneos tristes da dificuldade, da luta e da miséria da vida nas ruas. As pessoas evitam olhar para a situação desses animais, dessa forma evitam confrontar sua própria responsabilidade na questão.

Mantendo o olhar por um pouco mais de tempo, porém, o protetor de animais Yusuf Kılıçsarı encontrou o amor em um ato canino. Amor puro e simples.

No final do mês passado, Kılıçsarı, que mora na Turquia, postou um vídeo de um encontro que ele teve com um desses cães abandonados andando pela rua. Quando Kılıçsarı se aproximou do animal em seu carro, pôde-se ver que era uma cachorrinha e ela estava carregando uma tigela cheia de comida na boca.

Esta cachorra estava claramente em uma missão pois caminhava determinada e parecia saber onde ia, e Kılıçsarı então decidiu segui-la.

Nos próximos minutos, o vídeo mostra Kılıçsarı sendo conduzido por ruas, passando por uma zona de construção e por um ferro-velho – onde o objetivo adorável de sua missão foi revelado.

Aqui está esse clipe na sua totalidade:

Sob os cuidados da cachorra em situação de rua estavam quatro filhotes – todos parecendo saudáveis e gordinhos, sem dúvida graças a ações como a que Kılıçsarı tinha acabado de testemunhar.

Kılıçsarı assistiu com admiração quando a mãe se deitou de lado, inevitavelmente exausta depois de sua longa excursão pela cidade. Ela fez muito esforço para que seus filhotes famintos se alimentassem, mas o tempo todo manteve um olho protetor e cauteloso em Kılıçsarı. Ele não queria machucá-los; ele estava simplesmente registrando o episódio em vídeo como um testemunho de até onde uma mãe vai pelo amor de seus filhotes.

O protetor de animais compartilhou seu vídeo imediatamente e tocou o coração das pessoas. “Ela andou de tão longe que não posso acreditar, carregou a tigela e não comeu sozinha, eu só espero que TODOS tenham sido salvos”, escreveu uma pessoa e um comentário, claramente comovida.

“Isso é a maternidade”, escreveu Kılıçsarı em seu post.

O Dodo não conseguiu chegar a Kılıçsarı para comentar ou descobrir o que aconteceu em seguida.

É possível, talvez, que Kılıçsarı tenha entregado a tigela à própria cachorra, a fim de encontrar e obter ajuda para ela e sua família. Vamos atualizar esta postagem assim que soubermos mais.

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Essa cena, no entanto, é esperançosa – um verdadeiro testemunho do amor de uma mãe, mesmo nas mais sombrias circunstâncias.

Flagrantes como este só evidenciam de forma mais clara a capacidade dos animais de amar, sofrer, sentir e compreender o mundo ao seu redor. Essa capacidade foi comprovada cientificamente e atestada sob o nome de senciência animal em 2012 pela Declaração de Cambridge.

Animais merecem ter seus direitos respeitados e toda omissão com relação ao seu sofrimento, seja pelo abandono, maus-tratos, crueldade ou morte, é uma marca indelével carregada pela humanidade.

Pit bull com problemas de agressividade aprende a controlar seu medo de estranhos

Foto: Katy Brink

Foto: Katy Brink

Necessidades especiais nem sempre são óbvias. Às vezes os cachorros parecem normais à primeira vista, mas debaixo da superfície e da boa aparência eles podem precisar de um apoio especial, e um pouco de amor extra – e um desses cães é um pit bull chamado Lily.

Lily foi resgatada de um criador de quintal em Staten Island, Nova York (EUA), quando tinha apenas 4 meses de idade e foi levada pela ONG Fur Friends In Need, que rapidamente a colocou em um lar temporário.

O filhotinho de pit bull era apenas um bebê indefeso e assustado desde o início, e todos sabiam que não demoraria muito para que sua família definitiva aparecesse e a pegasse.

Foto: Katy Brink

Foto: Katy Brink

A família que proporcionou o lar adotivo para Lily tinha dois cachorros, e ela adorava brincar e se aconchegar com eles durante o tempo que passou lá – então, quando uma família que ja tinha um cachorro se candidatou para adotar Lily, pareceu o encaixe perfeito. A família do lar temporário se despediu da cachorrinha e a pequena Lily foi para sua nova casa e família adotante, no que parecia ser o final feliz perfeito.

Infelizmente, cinco meses depois, Lily estava de volta ao lar temporário – porque a cadelinha tinha algumas necessidades especiais ocultas que ninguém sabia antes.

Durante seu tempo que passou com sua nova família, Lily começou a mostrar sinais de agressividade com outros animais quando cães desconhecidos se aproximavam dela, e sua família não sabia como lidar com isso. Eles ignoraram o problema até que ele piorou muito, e finalmente decidiram devolver Lily ao abrigo.

Foto: Katy Brink

Foto: Katy Brink

Agora, Lily precisa de uma nova casa novamente, com uma família que entenda seus desafios e esteja disposta a trabalhar com ela neles, todos os dias.

Nos últimos seis meses, Lily ficou em um orfanato, onde ela tem trabalhado duro em seu tratamento para se tornar mais segura em torno de cães, quando estiver em novas situações e aprender a ser menos reativa na coleira. Ela adora aprender e fez um grande progresso.

Seus pais do lar temporário junto com a ONG The Franklin Angus Fund arrecadaram dinheiro para enviá-la a um programa de um mês no Instinct Dog Behavior and Training, um programa de reforço positivo – e o tempo que ela passou lá já fez muita diferença na vida de Lily.

Foto: Katy Brink

Foto: Katy Brink

Assim que a cadelinha começou o tratamento comportamental, seus novos professores começaram a descobrir o que estava causando seus problemas de comportamento, sua agressividade latente. Eles observaram que Lily ficava com medo e mais esquiva quando um cão que ela não conhecia se aproximava, o que fazia com que ela se tornasse reativa e agressiva.

Ela também é um cão extremamente excitável e sensível e tem problemas para se acalmar. Embora o medo de outros cães fosse muito intenso e ela precisasse de muita ajuda para lidar com ele, os professores de Lily puderam ver imediatamente como ela ao mesmo tempo estava ansiosa para agradar as pessoas ao seu redor e ficaram felizes quando essa ansiedade se traduziu em um lindo desejo de aprender.

“A Lily respondeu muito bem as aulas”, disse Amber Byleckie, a professora da cadelinha no instituto, ao The Dodo. “Ela foi absolutamente incrível, e muito dedicada. Ajudar Lily foi uma alegria absoluta porque ela aprendeu as coisas muito rapidamente, ela estava tão disposta a aprender. Possibilidades de cura com a Lily são enormes”.

Para ajudá-la a se acostumar a estar perto de outros cães, os professores de Lily ofereceram a ela reforços positivos, como brinquedos e guloseimas, sempre que um cachorro novo estivesse por perto.

Foto: Katy Brink

Foto: Katy Brink

Eles também trabalharam na construção de confiança dela e de quem estivesse lidando com ela, para que ela pudesse aprender a se concentrar em seu companheiro humano e ignorar o medo dos outros cães ao seu redor.

No final de seu treinamento, Lily fez grandes progressos, conseguindo fazer coisas que antes pareciam impossíveis para ela.

“No primeiro dia no instituto, Lily reagia aos cães colocados a uma grande distância (cerca de meio quarteirão dela”, disse Byleckie. “No final do tratamento, a Lily pôde ficar calmamente ao lado de outros cachorros a poucos metros dela e até fez caminhadas com grupos de cães”.

Foto: Katy Brink

Foto: Katy Brink

Lily sempre amou a companhia das pessoas mais do que tudo no mundo, e através de seu tratamento ela aprendeu que, se confiar em seus novos humanos, elas vão mantê-la segura e não deixarão nada de ruim acontecer com ela, mesmo com outros cachorros por perto.

“Você pode realmente vê-la pensando e tomando decisões que são difíceis para ela”, disse Katy Brink, mãe do lar temporário de Lily. “Ela costumava ver um cachorro e reagir imediatamente, tentando atacar. Agora ela checa como se estivesse perguntando: “Você pode me dizer o que fazer?”. Às vezes ela puxa a coleira ou late e você pode ver que ela realmente quer reagir e atacar, mas geralmente ela se concentra em sua pessoa mais próxima e relaxa. É possível ver o quanto ela tem se esforçado”

Embora o progresso feito por Lily seja maravilhoso, ela provavelmente ainda lutará com esses problemas pelo resto de sua vida, e tudo bem. A cachorrinha só precisa de uma família que entenda que ter um cão com necessidades especiais nem sempre significa cadeiras de rodas e fraldas – às vezes significa trabalhar com medos e ansiedades todos os dias. E mesmo que seja difícil às vezes, no final vale a pena, porque, apesar de suas dificuldades, Lily é única e trará tanta alegria para quem decidir torná-la parte de sua família.

Foto: Katy Brink

Foto: Katy Brink

“Ela realmente atrai as pessoas – eu acho que sua sensibilidade é o outro lado de ser reativa em relação aos cães”, disse Brink. “Ela pega tudo no ar. Mais do que a maioria dos cães, ela está em sintonia com o que você está fazendo ou sentindo e parece saber o quão boba e engraçada ela é. É por isso que algumas pessoas preferem sair com cachorros do que com humanos. Talvez as pessoas as deixem ansiosas, mas elas amam cachorros. Lily é assim, só que ao contrário: os cachorros a deixam ansiosa e ela é obcecada pelas pessoas”.

Não só cães, mas muitas pessoas lutam contra a ansiedade, é o caso de Lily. Ela sabe que é uma luta diária que vai exigir decisões constantes, e é possível vê-la lutando contra sua vontade de atacar.

Apesar de todo o progresso que ela fez, Lily precisará ser o único cachorro em sua futura nova casa. Desde que participou de seu programa de tratamento emocional, ela se tornou ótima com gatos e é a melhor amiga do gato que vive em seu atual lar temporário. Lily ainda muita energia pelo fato de ser um filhote e seria uma ótima parceira para correr ou brincar. Acima de tudo, ela quer apenas uma família que possa amar com muitos abraços e beijos, todos os dias pelo resto de sua vida.

“A nova família de Lily precisa estar preparada para muitos beijos babados, aconchego e muitas oportunidades de fotos hilárias”, disse Byleckie.

De volta a seu lar temporário novamente, Lily não pode mais brincar com seus irmãos adotivos, Sasha e Norman, da mesma maneira que costumava fazer. Ela tem que usar uma proteção contra mordidas sempre que estiver perto deles, e seus pais temporários estão ansiosos para que ela encontre finalmente uma nova casa onde seja a única cachorra, para que possa relaxar com as pessoas que ela ama, livre de estresse.

Morre Chi Chi, famosa cadelinha sobrevivente de restaurante coreano que teve todas as patas amputadas

Divulgação

Chi Chi morreu em fevereiro deste ano no Arizona (EUA), junto de sua família humana, depois de ter sido resgatada, em 2016, de restaurante coreano onde, durante vários dias, foi mantida pendurada de cabeça para baixo com as patas fortemente amarradas. A cadelinha ficou famosa e foi notícia em inúmeros jornais e programas de TV como exemplo de superação, pois, mesmo tendo que amputar as quatro patas, adaptou-se as próteses, corria, brincava e exalava entusiasmo. Chi Chi fez várias campanhas contra o consumo de carne de cachorro e sua página no Facebook, recheada de fotos e vídeos, tem mais de 60 mil seguidores.

Em março de 2018 foi detectado um câncer nasal agressivo em Chi Chi. O tratamento com radiação lhe proporcionou mais 11 meses de vida, mas também causou sequelas irreversíveis. Seu tutor, Richard Howell, tem publicado toda a emocionante trajetória de Chi Chi no facebook da cadelinha: “Ainda é incrível para mim como ela foi feliz e brincalhona apesar do que já tinha passado. Ela é uma lembrança especial de determinação. Chi Chi nunca permitiu que o que aconteceu com ela afetasse sua capacidade de amar todos os dias e amar em abundância. Ela continua a ser uma inspiração mesmo que não esteja mais conosco”.

Chi Chi com livro brasileiro do qual participou como personagem | Divulgação

Chi Chi em coreano significa “amar”, mas amor foi tudo o que essa cadelinha não teve na Coreia do Sul numa região famosa por comer cachorros. “Ela era apenas um filhote espancado durante dias para ter sua carne amaciada. As amarras eram tão fortes que a carne começou a apodrecer ao redor dos ossos” – o relato é de Shannon Keith, fundadora da Arme – Animal Rescue Media & Education, entidade protetora de animais dos EUA e que conseguiu salvar Chi Chi que, obviamente, só recebeu esse nome depois de ser libertada do inferno.

Quando o açougueiro percebeu a infecção nas pernas de Chi Chi a jogou no lixo dentro de um saco plástico. Foi quando Juyun Yu a encontrou e levou-a para a Arme. O veterinário percebeu que a única forma de conseguir salvar a cachorrinha era amputando as quatro patas. Chi Chi reagiu bem à cirurgia, encantou a todos no hospital veterinário da Coreia do Sul e sua história emocionou a família de Richard Howell, do outro lado do mundo, em Phoenix (Arizona).

Divulgação

“Chi Chi foi um presente especial de Deus. Nós nunca imaginamos o impacto que ela teria em nossas vidas, pois, só queríamos dar a ela a melhor vida possível. Mas Deus tinha um plano diferente. Ela foi verdadeiramente uma bênção e um privilégio para nós compartilhá-la com o mundo. Só Deus poderia pegar um cachorro que era lixo de alguém e torná-lo um tesouro mundial, usando sua extraordinária história para impactar positivamente as pessoas de maneira notável”, comenta.

No Brasil Chi Chi também deixou sua doce marca registrada no livro “Ághata Borralheira & Amigos tocando corações”. Na obra ela aparece como personagem da história “País das Maravilhas”como uma cadelinha exemplo de superação sempre “sorrindo” e animada para fazer amizades, exatamente como ela foi na vida real. Ao receber o livro seu tutor fez uma foto e enviou ao Brasil.

Divulgação

A alegria estampada no rosto de Chi Chi é visível até para quem não convive com cachorros. Para muitos, ela só sobreviveu de forma milagrosa a fim de servir de inspiração e símbolo contra a cruel matança de cães e gatos para consumo que ainda persiste em muitos países. Em seu Facebook as pessoas choram sua ausência há dias, afinal, Chi Chi foi mesmo uma criatura extraordinária.

Campanhas

Atualmente está sendo feita uma campanha por meio de outdoors e cartazes em transporte público pedindo o fim do consumo de cachorros e gatos na China e Coreia do Sul e que dizem, por exemplo, “Cães são família, não comida”.

Richard Howell com Chi Chi no colo | Divulgação

No site change.org uma petição brasileira pedindo o fim do Festival de Yulin, na China, onde são assassinados cerca de 15 mil cães e 10 mil gatos anualmente, já tem quase 2 milhões de assinaturas e segue na meta de alcançar 3 milhões.

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal