Morre cachorro baleado durante operação policial no Rio de Janeiro

O cachorro que foi baleado durante uma operação da Polícia Militar na comunidade da Vila Aliança, em Bangu, no Rio de Janeiro, morreu nesta sexta-feira (29). Moradores afirmam que o responsável por atirar no animal foi um policial que se irritou após outro cachorro latir.

Guilherme, como era chamado o cão, chegou a ser levado à Fazenda Modelo, onde foi operado na quarta-feira (27) e recebeu uma transfusão de sangue. Apesar disso, ele não resistiu aos ferimentos. As informações são do G1.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

De acordo com a veterinária Dahyam Vieira, da Prefeitura do Rio, que fez o primeiro atendimento ao animal, contou que ele foi socorrido pelo próprio tutor.

“Ele tinha perdido muito sangue. O sinistro aconteceu às 8h e ele chegou no posto por volta das 10h. Já tinha perdido bastante sangue quando chegou para a gente”, disse a veterinária.

Dahyam afirmou que foi necessário amputar uma das patas do cachorro porque o osso estava destruído e o animal continuava a perder sangue, motivo que fez com que fosse necessária uma transfusão sanguínea.

“Uma clínica forneceu uma bolsa e a gente conseguiu um cachorro doador”, disse Dahyam.

O presidente da Comissão de Defesa Dos Animais da Câmara Municipal do Rio, Luiz Carlos Ramos Filho, pediu que as investigações sobre o caso sejam feitas com rigor.

“É uma crueldade que precisa ser investigada e rigorosamente punida, para que não se repita”, lamentou vereador Luiz Carlos Ramos filho.

Testemunhas afirmam que se protegiam de um tiroteio em um ponto de kombis, onde dois cães conhecidos na comunidade costumam ficar: Guilherme e Orelha. Ao ver um policial abordar abruptamente os rapazes, Orelha teria latido. Por isso, o policial se irritou e efetuou um disparo, que acertou Guilherme.

Cachorro idoso que viu 134 cães serem adotados não consegue novo lar

Um cachorro idoso resgatado por um abrigo na Inglaterra já viu 134 cães serem adotados, enquanto ele espera por uma família que, até agora, não apareceu. O animal, da raça Staffordshire Bull Terrier, tem 12 anos de idade.

Sam, como é chamado, vive no abrigo South Godstone. Apesar de receber dos funcionários do local todos os cuidados necessários, o que ele precisa mesmo é de um lar com uma família que o trate com amor e respeito, onde ele possa viver os últimos anos de vida cercado de afeto.

Por ser um animal com idade já avançada, a assistente da entidade, Emily Jefferson, acredita que ele precisa ser acolhido por uma família para que possa passar um tempo longe da vida no canil. As informações são do jornal Estadão.

“Ele gosta de paz e tranquilidade, então precisa de um lugar onde possa relaxar”, diz Emily.

No site da instituição de proteção animal, Sam é descrito pelos cuidadores como um cachorro sensível. Segundo os membros da entidade, o animal fica ansioso em meio a outros cães, mas é ativo, gosta de brincar no jardim e também de tomar banho de sol.

Moradores de comunidade acusam policial de atirar em cachorro no RJ

Moradores da comunidade de Vila Aliança, em Bangu, no Rio de Janeiro, acusam um policial do Bope pelo tiro dado contra um cachorro. Testemunhas afirmam que se protegiam de um tiroteio em um ponto de kombis, onde dois cães conhecidos na comunidade costumam ficar: Guilherme e Orelha. Ao ver um policial abordar abruptamente os rapazes, Orelha teria latido. Por isso, o policial se irritou e efetuou um disparo, que acertou Guilherme. O animal sobreviveu, mas teve uma pata amputada.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

Um vídeo registrou o cão ferido, à espera de atendimento. Ele foi socorrido por um morador, que preferiu não se identificar e afirmou que por muito pouco Guilherme não morreu. Ele é amigo do tutor do cachorro e passou o dia cuidando dele.

O socorro ao animal só foi possível, segundo o morador, graças à mobilização da comunidade, que reuniram recursos e levaram o cão até à Fazenda Modelo, em Guaratiba, onde ele recebeu os cuidados necessários. As informações são do portal Extra.

“O Guilherme é conhecido na comunidade. O pessoal que trabalha no ponto das kombis o adotou quando era pequeno. Ele fica ali e a gente dá ração, fez uma casinha pra ele, dá tudo, e ele mora ali. Eu trabalho perto, então passo ali todo dia, conheço todo mundo, estou acostumado. Na hora do fato, eu estava presente e vi tudo”, disse o morador.

Segundo ele, uma intensa troca de tiros ocorria entre os traficantes da comunidade e os policiais do Bope por volta de umas 8h10 da manhã. “A essa hora, todos estão saindo para trabalhar. O pessoal que trabalha nas kombis foi se abrigar onde o cachorro estava, e recuamos para a parede. Nisso — foi tudo muito rápido — chegaram por volta de uns cinco ou seis policiais do Bope. Um deles já chegou enquadrando todo mundo, pedindo para todo mundo encostar na parede, e o outro veio atrás para fazer o apoio”, contou.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

O morador lembra que os cachorros vivem no local há dois anos e fazem companhia para as pessoas que trabalham com as kombis. “Como os policiais estavam nos coagindo, um deles, o Orelha, latiu. Ele só latiu. Ele não avançou, não mordeu, não fez nada com o policial, somente latiu. Por ele latir, o policial se irritou e atirou na primeira coisa que viu na frente, que foi o outro cãozinho, o Guilherme. Deu um tiro nele e saiu andando como se nada tivesse acontecido”, afirmou.

“O PM ainda saiu falando que o Guilherme era cachorro de rua, que não tinha tutor. O outro policial que vinha atrás atrás viu o rastro de sangue e perguntou se alguém tinha sido baleado. Respondemos para ele: ‘não, foi o seu companheiro que baleou um cachorro’. Esse policial colocou até a mão na cabeça e falou “pô, por que ele fez isso?”, se lamentando, né? Porque é uma vida, ele fez isso do nada. Foi quando o cachorro, baleado, correu, atravessou a rua, e caiu na grama”, completou.

Os moradores da comunidade, então, arrastaram o cachorro e começaram a fazer uma vaquinha para ajudá-lo. “Já havia passado 1h30 do momento em que ele foi atingido, estávamos tentando o transporte e a arrecadação de dinheiro para fazer cirurgia, porque é tudo bem caro. Foi aí que tivemos a ideia de trazer aqui para a Fazenda Modelo, em Guaratiba”, disse. “Chegamos aqui e fomos imediatamente muito bem recebidos, a equipe pegou o cachorro muito rápido e parou tudo para atendê-lo porque realmente era muito grave, um tiro de 762 num cachorro. Quando a cirurgia acabou, houve outro problema: ele precisava de uma transfusão de sangue, mas não tinha nem o sangue nem a bolsa”, acrescentou.

A transfusão feita no cachorro foi a primeira da história da Fazenda Modelo, segundo a equipe do local. Os profissionais são altamente qualificados, mas não têm o costume de realizar transfusões na unidade. “É até uma ideia para a Prefeitura, colocar um suporte para eles, que são referência no Rio de Janeiro em tratamento de animal”, sugeriu o morador.

“A gente teve que agitar, cada um de um lado, e conseguiu fazer. A equipe toda se comoveu: um foi comprar a bolsa e outros foram procurar um cachorro saudável que pudesse doar sangue. Todos se mobilizaram e conseguimos. Eles nos deram todo o suporte. Deram fralda, alimento, remédio, e voltaremos amanhã para pegar mais remédio. Ele ficou mais algumas horas lá, recebeu a transfusão e teve alta. Está tudo bem com ele”, disse.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

O morador se indignou com o que aconteceu com o animal e disse ter registrado os fatos. “Eu registrei tudo que pude porque isso porque tem que ser divulgado. Isso não é uma coisa que acontece no nosso cotidiano, é muito atípico. Fiz vídeo dele na mesa de cirurgia, fotos na transfusão, relatei tudo para poder passar isso para vocês. O que todo mundo fez foi salvar uma vida. Eu queria colocar meu rosto, falar mesmo. Mas, infelizmente, onde eu vivo, isso é impossível. Eu tenho família, vocês sabem como é. Represália existe. Mas o que todo mundo fez hoje vai ser eterno”, concluiu.

O caso gerou revolta na comunidade e também entre internautas, após divulgação do vídeo. “Eu ia retuitar um vídeo mas pouparei. Um cachorro foi baleado por policiais. Meu medo é esse… o meu é um fofoqueiro que fica na janela latindo pra todo mundo. Tenho muito medo de fazerem essa maldade com meu bebê”, comentou uma mulher.

“Até cachorro sendo baleado!”, indignou-se um rapaz. “Que absurdo, agora só falta dizer que o cachorro estava latindo para avisar que tinha polícia na favela”, ironizou uma mulher.

O outro lado

A Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que por volta das 15h policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) estavam atuando na comunidade Vila Aliança, em Bangu, nesta quarta-feira (27), e que ainda não havia balanço da operação.

Um vídeo do cachorro ferido foi enviado à corporação, com relatos dos moradores, pela reportagem do jornal Extra. A PM, no entanto, não comentou o caso.

A página Onde Tem Tiroteio (OTT-RJ) registrou disparos na comunidade às 10h30 e às 12h40. Na madrugada de quarta-feira, de acordo com a polícia, duas pessoas morreram durante um tiroteio com policiais do 14º BPM (Bangu) e um fuzil, uma granada e um radiotransmissor foram apreendidos e encaminhados para a 35ª DP (Campo Grande).

Com medo de passar fome, cão traumatizado guarda ração para depois

Um cachorro resgatado de uma casa na qual vários cães eram negligenciados e maltratados ficou traumatizado devido a tudo o que viveu. Inicialmente, Otávio, como era chamado, não conseguia aceitar nem mesmo o contato humano. Apesar de ter evoluído e passar a aceitar a aproximação da família que lhe adotou, a hora de comer revela um trauma que o cão ainda não superou: o medo de passar fome.

(Foto: Arquivo Pessoal / The Dodo)

Quando recebe ração da tutora Joice Lamas, o cachorro nunca come tudo, deixando metade do alimento na vasilha. As feridas físicas que Otávio tinha quando foi resgatado foram curadas, já as que estão dentro dele, habitando seu psicológico, perduraram, e o medo de não ter o que comer o faz racionar a comida.

“É triste”, disse Joice. “Eu sempre digo a ele: ‘Tudo bem se você comer tudo’”, completou. As informações são do jornal The Dodo.

A tutora decidiu dar um novo lar para Otávio mesmo sabendo de todos os traumas que ele carregava. No começo, ele tremia quando Joice se aproximava dele. Agora, já se aconchega no colo dela e adora receber carinho, demonstrando uma grande evolução. O próximo passo é aprender que não precisa guardar alimento para depois, pois sempre haverá ração disponível para ele.

(Foto: Arquivo Pessoal / The Dodo)

“Desde o primeiro momento em que o vimos, nunca mais nos separamos”, afirmou Joice. “Eu sei que ele nunca ficará sem nada na vida novamente – principalmente comida e amor. Nós tentamos fazê-lo tão feliz quanto possível”, acrescentou.

Joice admite que cuidar de um cachorro que foi vítima de abusos pode ser um desafio, mas vê-los se transformando no que realmente são, livres de traumas, faz todo o esforço valer a pena.

“Eles precisam de paciência e muito amor, porque podem demorar mais para se adaptar. Mas é notável como o amor muda os animais. Um animal resgatado é muito mais doce, mais grato e carinhoso do que os outros. Eles são simplesmente incríveis!”, concluiu.

(Foto: Arquivo Pessoal / The Dodo)

Cão é resgatado após ficar 3 dias preso em sacada de apartamento

Um cachorro foi resgatado no último domingo (24) após ficar três dias preso na sacada de um apartamento em Aparecida de Goiânia (GO). O resgate foi realizado depois de vizinhos e a síndica do condomínio acionarem o Corpo de Bombeiros.

Foto: Reprodução/CBMGO

O cão estava dentro de uma casinha, com duas vasilhas com água e um pouco de ração ao lado. Os militares precisaram usar técnicas de rapel para salvá-lo. As informações são do portal Dia Online.

Testemunhas relataram aos bombeiros que o animal estava preso no local há dias. Não se sabe a razão pela qual o cachorro foi deixado na sacada. Até o momento, os tutores dele não foram localizados. O animal estava no Residencial Flora Park, no Jardim Belo Horizonte.

Crime

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB) sancionou, no último dia 15, uma lei que estabelece multas e restrições de direitos para quem praticar maus-tratos contra animais.

A legislação, de autoria do vereador Helvecino Moura (PT), considera maus-tratos qualquer ação decorrente de imprudência, imperícia ou ato voluntário e intencional que atente contra a saúde e as necessidades naturais, físicas e mentais do animal.

As multas estipuladas pela lei vão de R$ 200 a R$ 200 mil. A medida estabelece ainda suspensão ou cassação de registro, licença, permissão, autorização ou alvará, e também proíbe o agressor de realizar contratação com a administração pública por três anos. A fiscalização será feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Cão é salvo após viver acorrentado com focinho preso com fita adesiva

Um cachorro da raça golden retriever viveu anos sendo submetidos a extremos maus-tratos. Frequentemente espancado, ele vivia acorrentando, sem comida e muitas vezes com o focinho preso com uma fita adesiva.

Foto: Animal Advocates Society

A crueldade imposta a ele era tamanha que, aos poucos, o cachorro foi desenvolvendo depressão. Em um dia específico, ele latiu de forma histérica e, em seguida, deitou-se no chão e ficou imóvel, visivelmente deprimido.

Sabendo que logo o cachorro morreria se continuasse a suportar a negligência e os maus-tratos dos tutores, um casal vizinho decidiu invadir o quintal da casa onde ele morava para resgatá-lo. As informações são do portal I Love My Dog.

Foto: Animal Advocates Society

Após o resgate, o cachorro passou a ser chamar Alfie. Os novos tutores sabiam o animal era vulnerável e sensível devido às violências que viveu, mas sempre se mantiveram pacientes e amorosos com o cão, ajudando-o a se recuperar dos traumas que mantinha.

Com o tempo, Alfie passou a confiar na família e começou a desfrutar da nova vida. O cão que antes vivia acorrentado, agora vai a piqueniques na praia e se diverte em passeios com os tutores. Ele, inclusive, ganhou até um brinquedo, provavelmente o primeiro que já teve na vida.

Foto: Animal Advocates Society

Câmera flagra homem agredindo cachorro em Botucatu (SP)

Um homem foi flagrado agredindo um cachorro em Botucatu, no interior de São Paulo, na última sexta-feira (22). Uma câmera de segurança registrou o crime, que aconteceu na rua Amando de Barros, no Lavapés.

Foto: Reprodução / YouTube

Nas imagens, é possível ver o homem chutando a cabeça do cachorro, que está caído no chão. O animal estava preso a uma coleira com guia e parece se enrolar nela enquanto é agredido. Assustado e com dor, o cachorro chora. As informações são do portal Acontece Botucatu.

O crime de maus-tratos aconteceu por volta das 21h40 e foi registrado por um câmera de videomonitoramento de uma propriedade particular.

Agredir animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de até um ano, além de multa.