Sequestros de cachorros aumentam 110,8% em São Paulo

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) registrou um aumento de 110,8% no sequestro de cachorros na cidade de São Paulo entre 2017 e 2018. Foram 137 casos no ano passado, contra 65 no retrasado. A maior parte dos animais foram levados de residências.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Uma das vítimas foi Pierre, um buldogue francês de 10 anos que foi levado por criminosos que invadiram a casa onde ele vivia no final de 2018. “Não sumiu um palito da casa, só o Pierre”, disse sua tutora, a advogada Daniela Costa e Silva. As informações são do G1.

O cachorro ficou desaparecido durante 15 dias e foi encontrado graças a uma campanha feita na internet. O animal já estava com um novo tutor, que aceitou devolvê-lo. Os criminosos não foram identificados.

Os casos de cachorros levados dos tutores na rua ou de dentro de carros são minoria quando comparados aos ocorridos em residências, mas sofreram um aumento de 227%, passando de 15 em 2017 para 49 em 2018.

Para tentar proteger os animais, tutores tem recorrido ao microchip, que é colocado no cão e guarda informações sobre ele e a família que o tutela. O equipamento tem o tamanho de um grão de arroz e custa, em média, cerca de R$ 200. De acordo com uma clínica veterinária, a adesão ao chip cresceu 20% desde o começo de 2019.

O microchip é utilizado para facilitar a identificação do cão. “O veterinário passa o leitor e ele é capaz de identificar de quem é aquele animalzinho”, disse a veterinária Fernanda Fragata.

Além do chip, outras formas de tentar proteger o animal são: não deixá-lo em local visível, aos olhos da rua; evitar passear de noite e em ruas mal iluminadas; dar preferência a locais mais movimentados; organizar saídas em grupo.

De acordo com a SPP, no último ano as polícias Civil e Militar reduziram em 3% o número de sequestros de animais em todo o estado de São Paulo e combateu maus-tratos e canis clandestinos.

Dono de ONG resgata cães de canil e é condenado a indenizar criadora

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o dono da Associação de Proteção e Defesa dos Animais de Araçatuba (APDA), que entrou sem autorização em um canil e levou cães do local, a devolver os animais e indenizar em R$ 100 mil a criadora, que havia sido acusada de maus-tratos. A decisão de obrigá-lo a pagar uma indenização veio após ser confirmada a morte de 11 filhotes, o sacrifício de outro, a castração de cães e o diagnóstico de infecção no útero de uma das cadelas resgatadas.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O desembargador Paulo Alcides, relator da apelação na 2ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente, afirmou que o proprietário da ONG teve uma “atitude tresloucada”. As informações são do portal ConJur.

“Sem nenhum critério lógico, fazendo-se de justiceiro, ele resolveu agir ‘pelas próprias mãos’. Invadiu propriedade alheia para subtrair animais que estavam devidamente ‘amparados’ e transformou a vida deles num espetáculo de horror”, disse Paulo Alcides.

“Como pode o dirigente de uma ONG intitulada protetora dos animais agir com tamanha insensibilidade? Sabedor de tais irregularidades, o cidadão deve acionar as autoridades competentes, as quais saberão tomar as providências cabíveis. A justiça pelas próprias mãos sempre acaba por causar um mal maior do que aquele inicialmente alardeado pelo recorrido”, complementou o desembargador.

O dono da ONG havia feito uma campanha contra o canil. A dona do local o acusa de usar a entidade que ele possui para promoção de candidatura eleitoral.

Clique aqui para ler a decisão na íntegra.

Nota da Redação: independentemente da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, a ANDA reforça seu posicionamento contrário à venda de animais por acreditar que seres vivos não podem ser tratados como mercadorias e por saber que casos de maus-tratos no comércio não deixarão de acontecer enquanto animais forem vendidos. Como defensora dos direitos animais, a ANDA incentiva seus leitores a optarem pela adoção de animais ao invés da compra.

Homem é multado em R$ 21,5 mil por maltratar cães e manter ave em cativeiro

Um pedreiro de 51 anos foi multado em R$ 21,5 mil por maltratar sete cachorros e manter uma ave silvestre em cativeiro em uma casa em Barretos (SP). Ele poderá recorrer da autuação e deve responder por crime ambiental.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

O caso foi descoberto devido a uma denúncia. Ao chegar no imóvel na sexta-feira (19), no bairro Centenário, policiais da PM Ambiental encontraram sete cachorros da raça foxhound americano, entre eles cinco filhotes, em local insalubre. Os animais viviam em meio a fezes e urina e estavam sem alimento. Apenas potes de água foram encontrados.

Na casa, havia também uma ave da espécie papa-capim, presa em uma gaiola. Além disso, a PM apreendeu no local uma focinheira em mau estado de conservação, 21 cartuchos de diversos calibres, um cano de espingarda, uma coronha – peça que encaixa no cano – e uma bandoleira – correia usada para prender arma. As informações são do portal G1.

O homem, que foi levado ao Plantão da Polícia Civil, responderá em liberdade por maus-tratos a animais e posse ilegal de arma de fogo e de munição.

Os cachorros foram resgatados e levados para uma ONG de proteção animal. Não há informações sobre o destino da ave.

Empresa explora cães em procedimento de clonagem na Coreia do Sul

Cachorros da raça ovcharka asiático estão sendo explorados por cientistas em Seul, na Coreia do Sul. Clonados, os animais recebem uma numeração, ao invés de um nome, após o nascimento, o que deixa claro que são tratados como meros objetos.

A cadela que dá à luz aos filhotes clonados é “uma mistura de raças”, segundo o pesquisador Jae Woong Wang, que trabalha com o cirurgião Hwang Woo-suk para criar os clones. Os dois atuam na Sooam Biotech Research, primeira empresa do mundo especializada em clonar cães. “Nós selecionamos as mães para que sejam dóceis e gentis”, explica Wang.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Assim como foi feito com a ovelha Dolly, há mais de 20 anos, a clonagem de cachorros acontece. Outra empresa responsável por esse serviço, que explora seres vivos e é alvo de críticas de ativistas, é a ViaGen Pets. Foi ela quem clonou uma cadela da cantora e atriz americana Barbra Streisand, que em 2018 revelou que as cadelas da raça coton de tulear, Miss Violet e Miss Scarlett, são clones de Samantha, cadela que morreu em 2017. A revelação gerou repúdio entre ONGs defensoras dos animais. A atriz foi apresentada à clonagem pelo bilionário norte-americano Barry Diller, fundador da rede de TV Fox, que contratou uma empresa para fazer três cópias de Shannon, um cachorro da raça jack russel terrier.

A empresa que clonou a cadela da atriz começou armazenando e preservando o DNA de vacas, porcos e cavalos. Com o tempo, adquiriu amostras genéticas da Genetic Savings, companhia que clonava gatos, e comprou os direitos de uso de tecnologias desenvolvidas pelos responsáveis pela clonagem da ovelha Dolly. No início, a empresa licenciava os serviços para os coreanos, mas em 2016 passou a oferecer os próprios serviços.

O procedimento de clonagem envolve dor e sofrimento. Para produzir um único clone, mais de dez embriões precisam ser implantados. A cadela explorada como “barriga de aluguel” é tratada com hormônios que podem ser perigosos. Além disso, muitos fetos são abortados, nascem mortos ou deformados.

Em 2005, quando um cachorro foi clonado pela primeira vez, mais de mil embriões foram implantados em mais de cem cadelas. “A história delas lembra a série O Conto da Aia”*, diz Jessica Pierce, expert em ética animal da Universidade do Colorado. “É uma versão canina.” Na série citada por Jessica, a humanidade se torna infértil e as poucas mulheres que conseguem engravidar são exploradas como máquinas reprodutoras pelo Estado.

A Sooam Biotech Research já clonou mais de mil cães, a US$ 100 mil cada. Wang admite que a “clonagem se tornou um negócio”, ignorando o fato de que seres vivos estão envolvidos nesta prática.

Profissional da empresa, o cirurgião Hwang Woo-suk foi tratado como herói nacional na Coreia do Sul quando, em 2004, ao atuar na Universidade Nacional de Seul, publicou um artigo no jornal Science afirmando que clonou, junto de sua equipe, um embrião humano. Em 2006, foi descoberto que a afirmação do médico era falsa e ele foi expulso da instituição por ter forjado provas, desviado dinheiro público e comprado óvulos de mulheres que trabalhavam em seu laboratório. Após pedir desculpas públicas, ele foi condenado a dois anos de prisão, mas a pena foi suspensa por um juiz. Após esse período, Hwang fundou a Sooam Research.

Inicialmente, ele clonava porcos e vacas. Em 2007, clonou Missy, cadela da namorada do bilionário americano John Sperling, fundador da Universidade de Phoenix. Depois disso, ele passou a oferecer serviços de clonagem de cães.

Ao ser questionado sobre a questão ética em relação à clonagem de cães, Hwang expõe sua defesa ao especismo e trata humanos como seres superiores aos animais e reduz, de forma antiética e desumana, os animais a coisas. “A ética da clonagem de animais e a ética da clonagem de humanos são duas coisas completamente diferentes”, diz. “Aqui na Sooam nós somos totalmente contra a clonagem humana. Mas acreditamos que a clonagem [animal] traz benefícios para a sociedade”, completa Hwang, que foi proibido pelo governo da Coreia do Sul de mexer com óvulos humanos.

Os benefícios aos quais o cirurgião se refere estão relacionados a um melhor entendimento do desenvolvimento celular em animais como forma de explorá-los para ajudar a tratar doenças humanas, tratando-os como objetos usados para beneficiar as pessoas e não como sujeitos de direito.

Yeonwoo Jeong, diretor de pesquisas da empresa, diz que a tecnologia evoluiu muito e que hoje basta implantar uma dezena de embriões, em três cadelas, para nascer um clone. Isso, no entanto, é contestado por muitos pesquisadores. “Eu não acredito que eles estejam conseguindo um [clone] a cada três [gestações]”, diz o especialista em clonagem Rudolf Jaenisch, do Whitehead Institute, em Boston. “A clonagem é ineficiente. Você perde muitos clones. Alguns morrem na gestação. E também há a epigenética anormal”, afirma, ao se referir ao conjunto de mudanças que o DNA de um animal sofre ao longo da vida.

“Quando você pega células de animais adultos e as insere num óvulo, você herda os erros genéticos daquele DNA velho. Isso não aconteceria com um embrião gerado naturalmente”, explica Jaenisch.

E se são necessárias três gestações para obter um clone, o que acontece com os fetos que não sobrevivem, questiona o especialista em bioética Hank Greely, da Universidade Stanford. “Eles nascem mortos ou deformados? Sentem dor?”, pergunta. Para ele, a clonagem é antiética porque causa mais sofrimento que a reprodução natural. Um dos motivos disso é o fato das cadelas receberem hormônios. “São os mesmos hormônios usados em humanos, nos tratamentos de fertilização in vitro”, diz CheMyong Jay Ko, diretor do laboratório de ciência reprodutiva da Universidade de Illinois. “Injetar esses hormônios não faz bem, especialmente se isso for feito repetidas vezes”, afirma.

Para combater a clonagem, ativistas lançaram uma campanha denominada #adoptdontclone (Adote, não clone, em tradução livre). “As pessoas que pagam US$ 100 mil para gerar um novo cachorro se esquecem de que há muitos cães com os quais ninguém se importa”, diz Vicki Katrinak, diretora da ONG Humane Society.

Polícia procura mulher que jogou no lixo sete filhotes no festival Coachella

A polícia dos Estados Unidos está à procura de uma mulher que foi flagrada durante o festival Coachella jogando em uma caçamba de lixo um saco com sete de filhotes de cachorro.

Foto: Reprodução / TMZ

As imagens foram divulgadas pelo serviço de proteção aos animais de Riverside County e flagra a jovem chegando em um Jeep branco, saindo do carro e despejando a sacola no lixo.

Os filhotes foram encontrados cerca de uma hora depois, quando alguém vasculhou o local. Segundo o site TMZ, o cães sobreviveram e estão sendo cuidados em um abrigo em Orange County.

Os policiais estão investigando o caso para tentar enquadrar a mulher por maus-tratos a animais.

Foto: Reprodução / UOL

Vale lembrar que, no estado americano da Califórnia, a crueldade contra animais é considerada uma contravenção grave que pode acarretar em pena de até três anos de detenção e multa de até US$ 20 mil (cerca de R$ 79 mil).

As autoridades também contam com a ajuda da internet para tentar localizá-la.

Fonte: UOL

Homem perde guarda de cães devido a problema de saúde e implora para tê-los de volta

James Pack, um veterano do Vietnã de 58 anos, de Newark, Delaware, sofreu um ataque cardíaco e teve que ser admitido no hospital por algumas semanas. Seus cães, Bailey e Blaze, foram colocados sob os cuidados do First State Animal Center e da SPCA.

Foto: Reprodução / I Love My Dog

No entanto, a permanência de James no hospital foi prolongada por alguns meses, e o abrigo decidiu disponibilizar os cães para adoção. Quando ele saiu do hospital, ficou arrasado ao saber que havia perdido seus cães.

Por sorte, os cães ainda não haviam sido adotados. Mas James não tinha a taxa de adoção de 250 dólares para recuperar seus cachorros. Em desespero, James decidiu vender seu carro para juntar os fundos. Foi quando ele recebeu uma ligação de uma loja da Petsmart.

Acontece que o abrigo, que ficava na loja, queria ajudar James a recuperar seus cachorros. Voluntários se apresentaram e deram entre US $ 5 e US $ 10 cada, até que houvesse o suficiente para cobrir as taxas de adoção.

James entra na loja de animais, sem ter ideia do que estava por vir para ele. Quando ele percebe que a taxa de adoção foi coberta, acaba chorando. Em gratidão, ele sopra um beijo para o céu, antes de finalmente ter a mais doce reunião com seus cães!

Clique no vídeo abaixo para ver o pobre veterano reagir ao retorno de seus cães.

Fonte: I Love My Dog

Moradores tentam manter casinhas de cachorro em rua de Porto Alegre (RS) após ordem de despejo

Há alguns dias, uma situação divide moradores do bairro Jardim do Salso, na Zona Leste de Porto Alegre (RS). Casinhas de cachorro foram colocadas na calçada para que cães em situação de rua, chamados de comunitários, porque são cuidados por quem mora na região, tivessem abrigo. Mas a atitude não agradou a todos. Uma reclamação foi feita na prefeitura, que ordenou a retirada das casinhas.

Em nota, a prefeitura informa que é possível recorrer dessa decisão em até 15 dias – prazo que se encerra na próxima semana (leia a nota completa abaixo). As casinhas, que foram inauguradas em outubro do ano passado, seguem no local.

Foto: Reprodução/RBS TV

“Foi um sucesso, todo mundo olhava, admirava. O pessoal ajudou, todo mundo colaborou, e compramos outra”, lembra a assistente administrativa Rosana Pereira de Oliveira, que lidera os pedidos pela permanência das casinhas.

“Nós temos muitos cães abandonados. A gente gosta dos animais e tratava pé quebrado, recolhia, atendia, colocando para dentro de casa”, acrescenta.

Atualmente, existem três casinhas em uma rua do bairro. Segundo os moradores, todo dia tem quem limpe, coloque água fresquinha e comida para os cães.

“A gente levanta às 5h30 da manhã para limpar, dar alimentação. Eles comem, alguns vêm do final da rua, se alimentam e vão embora. E a gente limpa, junta tudo e sai correndo para trabalhar. A gente gosta de animais, não gosta de ver eles na chuva, e é uma união de muitas pessoas, da comunidade toda, da rua, do prédio. Muita gente ajudando”, destaca a assistente administrativa Ana Beatriz Lemos Marques.

A Filha e a Véia são duas cadelinhas famosas na rua. Elas se abrigam nas casinhas, e também foram castradas e vacinadas pelos moradores que participam dos cuidados.

“Na realidade, quem escolhe o tutor é o cachorro, então eles nos escolheram, não só a mim e a Rosana, eles escolherem toda a comunidade. A gente ajuda com o que a gente consegue, com remédios, com amor, com casinhas”, diz o comerciário Daniel de Vargas.

Ordem de despejo

Tudo ia bem até que algumas reclamações começaram a surgir. A prefeitura foi avisada e emitiu uma ordem de despejo, endereçada ao condomínio onde na frente foram instaladas as casinhas, com base em uma lei municipal que diz que não se pode impedir a passagem de pedestres ou carros.

Já em nível estadual, uma lei aprovada neste ano permite que os moradores coloquem casinhas comunitárias na rua, desde que elas não atrapalhem os pedestres nem os motoristas.

“Não atrapalha absolutamente nada. O que atrapalha é a falta de amor que essas pessoas não têm para os animais e em ajudar”, diz Rosana.

“Eu acho que, sinceramente, faltou muito bom senso do fiscal, porque a gente tem poste no meio da calçada, a gente tem vegetação, a gente tem canteiros, isso não está atrapalhando a calçada?”, indaga Daniel.

Secretário visita rua

A polêmica cresceu e chegou ao secretário de Infraestrutura e Mobiliário de Porto Alegre, que foi ao local recentemente.

“O secretário, que estava de férias, veio aqui, se prontificou a olhar e estudar dentro da prefeitura, e nos indicou que nós entrássemos com um processo, que nós seguíssemos para que ele, dentro da prefeitura, pudesse analisar e tomar uma devida providência. Mas, até agora, não foi nos dito nada, não é nada oficial”, acrescenta Rosana.

Além da defesa dos moradores no recurso, a prefeitura também vai receber um abaixo-assinado online, que já reúne quase 30 mil pessoas.

Nota da prefeitura

A Prefeitura de Porto Alegre considera louvável que as pessoas cuidem dos animais, mas não pode abrir precedente e permitir que os abrigos fiquem na calçada, lugar destinado ao passeio público.

Por isso, o condomínio Edifício Tulipa foi notificado pela prefeitura por infringir o artigo 18, inciso IX da Lei 12/75, alterada em 2011. O artigo veda “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”.

A Lei é a mesma e vale para toda a população. A cidade de Porto Alegre tem 1,5 milhão de habitantes e possui regras para garantir a boa convivência entre todos.

O poder público tem entre suas prerrogativas o zelo pelo interesse coletivo, mesmo que, eventualmente, contrarie vontades e interesses individuais, por mais bem intencionados que sejam.

Os moradores têm 15 dias para recorrer. Eles podem adotar os animais ou instalar as casinhas dentro da área privada do prédio.

Fonte: G1

Comerciante faz comedouro e bebedouro para cães abandonados

Há cinco anos, o comerciante Walter Montezuma, 47, descobriu o amor pelos animais, mais precisamente pelos cães. Antes disso, ele não costumava se envolver por causa das recordações do passado, já que o mesmo foi mordido por cachorros um total de sete vezes.

Reprodução / A Crítica

Como prova de que Walter deixou para trás toda a aversão a animais, ele implantou há quatro meses um comedouro e bebedouro para cães em situação de rua em frente ao seu estabelecimento, localizado na avenida Ferreira Pena, no Centro de Manaus.

“Fui apresentado a um pug. Logo de início, eu não queria, mas uma semana depois, eu já estava apaixonado pelo Baltazar. Até saia do escritório mais cedo por que eu gostava de passear com ele. Ou seja, a minha vida mudou completamente. Ele infelizmente veio a falecer em um acidente. Agora, tenho um schnauzer miniatura que é a minha paixão, o Baruk”, contou o empresário.

Amor aos animais

Depois de todo o amor que nem imaginava que receberia, ele fez questão de montar uma espécie de comedouro e bebedouro feito de PVC em frente da empresa para alimentar os cães e, conforme ele, a iniciativa tem despertado a atenção de quem passa por ali e tem sido um sucesso entre os animais.

“Como tem muitos cachorros abandonados que passam por aqui, eu comecei a alimentá-los com pequenas vasilhas. Procurei na internet e resolvi fazer esse suporte, e deu certo, tem um cachorro por aqui que passa as 8h30 para tomar o café, tem um rapaz que guarda carros que também traz uma cadela, a ‘Priscila’, que se alimenta aqui”, explicou ele. “Muita gente tem passado e tirado foto”, disse, ainda, o empreendedor.

Walter Montezuma gastou aproximadamente R$ 50 para montar o suporte. Além da ração e água, trocada diariamente, o local é supervisionado pela câmera instalada na sua empresa.

“A gente não deixa do dia para o outro. Os nossos funcionários também ajudam nisso. Já vi gatos comendo ração de cachorro e futuramente, vou colocar ração para eles também. Quanto a placa avisando que tem câmeras é para evitar o vandalismo”, conta.

Ele incentiva outras pessoas para replicarem a mesma ideia. “Quero é propagar isso. A minha esperança é de que as pessoas passem, olhem, gostem e também implantem. Os animais são realmente crianças e o que querem é amor”, finaliza Montezuma.

Reprodução / A Crítica

Segundo estimativa realizada pelas organizações não governamentais de proteção, mais de 300 mil animais vivem nas ruas de Manaus.

Para o presidente da ONG Anjos da Rua, Silvano Cagi, a iniciativa de implantação dos comedouros e bebedouros é uma alternativa para quem não tem condições de adotar mais um cão.

“Com certeza, é uma bela atitude. Muitas pessoas acabam fazendo isso por que não podem adotar mais um cãozinho. O gesto simples é significativo para o animal que necessita”, disse o representante.

Uma das coordenadoras da ONG Sem Raça Definida, a voluntária Débora Mesquita ressalta que a ideia poderia virar campanha.

“É muito interessante essa proposta para Manaus. Nós, de ONG, sempre falamos para as pessoas andarem pelo menos com ração dentro da bolsa ou do carro. Seria até uma campanha muito legal de fazer por que por mais que a gente não vá salvar a vida de todos os animais em situação de rua, pelo menos nós vamos estar salvando o animal naquele momento que é saciar a fome dele”, comentou a ativista.

Fonte: A Crítica

ONG promove programa de leitura para ressocializar cães abandonados

A Humane Society Of Missouri (HSMO), ONG com sede no Missouri, nos Estados Unidos, criou um programa de leitura para ressocializar cachorros abandonados. As histórias são lidas por voluntários com idades entre seis e 15 anos, cadastrados pelos responsáveis.

Cachorro resgatado pela ONG norte-americana (Foto: Humane Society Of Missouri)

Segundo os profissionais da entidade, a iniciativa é benéfica não só para os animais, mas também para as crianças e jovens que dela participam, já que ajuda a desenvolver a empatia e a compaixão, além de habilidades de leitura.

“O programa também faz com que essas crianças causem um impacto positivo no mundo, por estarem ajudando animais com necessidades”, afirmou Joellyn Klepacki, diretora de educação da HSMO. As informações são do portal Globo Rural.

Os cães, por sua vez, são encorajados a vencer a timidez e a ansiedade e se aproximar dos voluntários, o que os torna mais sociáveis. Essa melhora no comportamento do animal o ajuda a ser adotado, já que, segundo a ONG, os animais mais desinibidos são adotados mais rapidamente. Com isso, esses cães reduzem a média de permanência no local, o que é bom, já que, segundo a entidade, animais que ficam por muito tempo em abrigos têm mais chance de desenvolver problemas de saúde.

Porco que vive na fazenda da ONG (Foto: Humane Society Of Missouri)

Cerca de 2,4 mil voluntários inscritos no programa comparecem diariamente para contar histórias para os cães. Com isso, todos os cachorros que ficam nos andares de adoção já ouviram pelo menos uma leitura. Segundo a diretora, cerca de 10 mil animais são adotados por ano no abrigo. “Ao todo, os jovens voluntários já gastaram mais de três mil horas lendo para os animais”, disse.

Além do programa de leitura, a ONG, fundada em 1870, tem um centro de reabilitação para animais de fazenda, com 165 acres, chamado Longmeadow Rescue Ranch. A entidade está prestes a comemorar o 150º aniversário.

“Nós resgatamos, reabilitamos e buscamos um novo lar para animais de fazenda de todos os tipos, como cavalos, galinhas, patos, ovelhas, cabras, porcos, mini-cavalos, burros, lhamas, alpacas, entre outros”, conta Klepacki.

Bode foi resgatado pela entidade nos EUA (Foto: Humane Society Of Missouri)

Outro programa criado pela entidade é o Pet Pal, por meio do qual voluntários passeiam com os cachorros do abrigo. Há ainda, a iniciativa “pais adotivos”. Através dela, pessoas oferecem lares temporários para animais que estão doentes ou para filhotes. Para saber como educar e brincar adequada com os animais, a ONG oferece educação humanitária aos voluntários.

O abrigo é mantido com contribuições privadas de pessoas físicas, corporações e doações e nenhum imposto é destinado a ONG, que tem cerca de 250 funcionários e aproximadamente 900 voluntários.

Para adotar um animal, o interessado preenche um questionário e passa por uma entrevista, além de pagar uma taxa que é usada para cobrir parte do custo dos cuidados do animal adotado.