Fotógrafa tira fotos de cães idosos abandonados para incentivar adoção

A fotógrafa Gabriela Delcin Pires criou um projeto chamado “Olhar Curupira”, por meio do qual fotografa animais idosos abandonados para incentivar a adoção. A ideia de fazer as fotos veio após a cadela Tutu, que viveu quase 19 anos com Gabriela, morrer.

Foto: Gabriela Delcin Pires

“O Projeto Olhar Curupira foi criado depois que minha cachorra Tutu, que ficou comigo por quase 19 anos, se foi, e durante os últimos anos da vida ela ficou senil, a idade fez com que ela não enxergasse mais, não ouvisse mais, no último ano tínhamos que escalar aqui em casa quem “dormiria” com ela, pois ela latia assustada durante a noite, tínhamos que tapar qualquer lugar que ela pudesse se enfiar, dar alimento na boca… às vezes ela não nos reconhecia, mas não tinha problema, nós sabíamos quem ela era e ela já tinha dado amor demais para gente”, contou a fotógrafa. “Até que um dia ela não conseguia mais levantar, comia apenas quando dávamos comida na boca dela, e começou a sentir dor, foi então que decidimos que deveríamos deixar ela ir, e foi quando levamos ela para a clínica”, completou.

Gabriela lembra com carinho do tempo que viveu ao lado da cadela. “Talvez eu não me lembre de como era a vida antes dela, daquele amor puro e sincero, e quando senti o último batimento de seu coração eu sabia que ela continuaria comigo para sempre, ela faz parte de quem eu sou”, disse ao portal Razões Para Acreditar.

Foi então que a fotógrafa começou a escrever sobre tudo o que ela julgava que a cadela havia tentado lhe ensinar, “sobre como o amor deveria ser algo leve, simples e puro, sobre como levar uma vida de cachorro”.

Foto: Gabriela Delcin Pires

Gabriela percebeu que “existem muitas Tutus, que foram abandonadas em abrigos, confusas por não entenderem o que fizeram para estar lá. Mesmo dando amor uma vida inteira, foram abandonadas pela família”.

“Resolvi então registrar esses animais para conscientizar as pessoas que eles existem, que animais envelhecem, mas que eles vão dar muito, muito, muito amor, mas chega uma hora que temos que retribuir, e que tem muitos que estão sob cuidado de lugares lindos e por protetores maravilhosos, mas que talvez nunca mais encontrem um lar, e passem o resto da vida deles lá, mas que precisam de cuidados e amor, e de certa forma sinto que o coração da Tutu continua batendo dentro do coração deles”, concluiu.

Gabriela lembra que os animais que vivem nos abrigos precisam de amor e que o intuito dela com o projeto é fazer as pessoas entenderem que se elas não puderem adotar, podem “entrar em contato com os abrigos para apadrinhar ou até mesmo visitar esses animais”.

Gabriela tem um site onde divulga seu trabalho como fotógrafa e criou um perfil no Instagram para publicar as fotografias do “Olhar Curupira”.

Confira mais fotos:

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Cachorro pega outro cão com a boca e o salva de atropelamento

Um cachorro da raça border collie salvou a vida de seu amigo em Quebec, no Canadá. O pequeno chihuahua estava prestes a ser atropelado, mas foi protegido pelo companheiro.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O salvamento foi registrado por uma câmera de segurança e repercutiu após ser divulgado na internet.

As imagens mostram o border collie correndo na direção do outro cachorro no momento em que a tutora deles dá marcha ré em um carro. O animal, então, abocanha o chihuahua e o tira do caminho do veículo.

A tutora dos cachorros afirmou, segundo o jornal Daily Mail, que pensou ter atropelado o border collie quando o viu correndo na direção da parte traseira do veículo.

“Eu vi algo no meu espelho. Primeiro, achei que havia atropelado meu cachorro”, disse.

Ao conferir o que aconteceu vendo o vídeo registrado pela câmera de segurança, ela percebeu que, na verdade, o cachorro havia corrido para salvar o amigo.

Taxistas são proibidos de alimentar cães abandonados em aeroporto

Os taxistas que trabalham no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, no Paraná, foram proibidos de alimentar os cachorros abandonados que vivem no local. Um comunicado divulgado pela prefeitura e pelo Sindicato dos Taxistas foi entregue aos taxistas. No documento, consta a proibição de alimentar cães na área próxima ao terminal. Caso a norma seja desobedecida, os taxistas poderão ser multados.

A notificação partiu da Infraero. “A Infraero realiza sistematicamente ações de monitoramento e controle da fauna presentes no sítio aeroportuário. Ao mesmo tempo, são desenvolvidas campanhas de conscientização junto à comunidade no entorno do aeroporto sobre a questão do risco da fauna”, explica a empresa.

Foto: Pixabay

Os cães costumam aparecer no final da tarde no pátio em que os taxistas estacionam os carros enquanto esperam pelas corridas. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

“Tinha um moço que vendia lanches aqui por volta das 18h. Os cachorros ficavam ali e as pessoas jogavam comida para eles. Agora que a Infraero proibiu a venda, eles chegam nesse horário e vão atrás de qualquer carro parecido”, comenta um taxista.

Há três anos, a Infraero resgatava os cachorros, segundo os motoristas. A empresa, no entanto, parou de fazer essa ação e, desde então, os taxistas decidiram tomar uma atitude. “Há cerca de um ano e meio, nós chamamos uma ONG e ela levou os cachorros”, recorda um taxista. No entanto, outros cães apareceram.

Após os taxistas serem proibidos de dar comida os animais, moradores da região passaram a alimentá-los. “Depois que a notícia da proibição saiu, algumas pessoas que moram aqui na região vem trazer ração para os cães”, ressalta um motorista.

Como a prefeitura não assume a responsabilidade pelos animais abandonados, já que sequer possui um Centro de Zoonoses, os protetores de animais e moradores da região fazem o trabalho que deveria ser realizado pela administração municipal. Na cidade, não há também serviço de castração, que é uma reivindicação das pessoas envolvidas com a causa animal.

Legislação brasileira

A lei prevê que na Área de Segurança Aeroportuária (ASA) não é permitida atividades de fauna em um raio de 20 km da pista.

A Prefeitura de São José dos Pinhais informou que interferiu na situação por se tratar de uma área federal que atua em um sistema de concessão, com normas. Sobre a alimentação dos cães, a administração municipal disse que recebeu uma notificação da Infraero, através da Secretaria de Trânsito e Transporte, no último mês, e repassou aos taxistas. A prefeitura não informou, no entanto, se alguma política pública para abrigar os animais e retirá-los da região do aeroporto será adotada.

Em 2016, um cachorro entrou na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e o terminal teve que ser fechado por 20 minutos. No Aeroporto Afonso Pena, uma situação semelhante aconteceu e a pista ficou fechada por cerca de cinco minutos devido à presença de cães.

Sem alimento, cães praticam canibalismo no Canil Municipal de Sousa (PB)

Cachorros famintos do Canil Municipal de Sousa, na Paraíba, estão praticando canibalismo devido à falta de alimento no local. Os animais sofrem também com falta de condições de higiene. O caso foi denunciado pelo Núcleo de Justiça Animal da Universidade da Paraíba (NEJA) e um ofício foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) da Paraíba e ao Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Foto: Pixabay / Divulgação

A denúncia foi direcionada à Secretaria de Saúde, ao coordenador do Canil Municipal, ao diretor da Vigilância em Saúde e à médica veterinária do canil.

Um vídeo recebido pelo Núcleo mostra que os cães foram motivados a comer animais mortos devido à falta de comida, segundo o professor Francisco Garcia, coordenador do NEJA.

O CRMV afirmou ao G1, através de um e-mail, que “ao tomar conhecimento da denúncia verificou que o estabelecimento não está registrado junto a este Conselho Profissional, bem como não possui responsável técnico médico veterinário e devido aos fatos narrados será colocado em rota de fiscalização, o mais breve possível”. Uma tentativa de contato foi feita com a secretária de Saúde de Sousa, Amanda Silveira, mas sem retorno.

De acordo com os documentos, maus-tratos e crueldade são cometidos contra os cachorros do canil, que sofrem sem água e comida. O local abriga cerca de 80 mil animais.

Foto: NEJA/Divulgação

O NEJA considera as infrações praticadas pelo canil puníveis, dentre outras formas, pela aplicação de multa ao agente público responsável pelo respeito as suas disposições e com o fechamento do canil, com disponibilização imediata dos cães para adoção.

Após o caso ser denunciado ao MPPB, o promotor de Justiça Hamilton de Souza Neves Filho afirmou que uma inspeção foi feita na última sexta-feira (12) no Canil Municipal e que irregularidades foram detectadas, como falta de água e comida, ambiente sujo e não cumprimento da escala de pessoal. A inspeção foi realizada porque já existe um procedimento aberto no Ministério Público.

A prefeitura foi notificada sobre o caso e uma audiência foi marcada para próxima semana. Segundo o promotor, o objetivo é resolver a situação extrajudicialmente, para que seja possível conseguir uma resposta rápida ao problema.

Homem é detido pelo abandono de sete filhotes de cachorro no Paraná

Um homem foi detido pela Polícia Militar (PM) suspeito de ter abandonado sete filhotes de cachorro na tarde do último sábado (13) em Paranavaí, no Paraná. Ele foi levado para o Batalhão da PM.

Foto: PM/Divulgação

Os filhotes foram encontrados pela polícia dentro de uma caixa em uma rua do bairro Jardim Central. De acordo com os militares, os cães têm cerca de 30 dias de vida.

Após encontrar os animais, os policiais iniciaram uma investigação que levou ao suspeito. As informações são do portal G1.

De acordo com a polícia, o homem, de 40 anos, assinou um termo circunstanciado de ocorrência na delegacia pelo crime de maus-tratos a animais e, em seguida, foi liberado. Por trata-se de uma infração de menor potencial ofensivo, não cabe prisão.

Foto: PM/Divulgação

O homem foi enquadrado na Lei Federal de Crimes Ambientais, com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Os filhotes foram levados para a casa de um dos policiais que participou da ação de resgate. De acordo com a esposa dele, o casal tutela dois gatos e dois cachorros e, por isso, está disponibilizando os filhotes para adoção.

Até a publicação desta reportagem, dois cães haviam sido adotados e os outros cinco aguardavam por um lar.

Filhotes de cachorro são abandonados sem comida e um deles morre no DF

Quatro filhotes de cachorro foram abandonados em uma casa vazia em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, e um deles morreu. Os animais estavam sem alimento. A proprietária da casa não é vista no local desde o dia 7 de abril.

Foto: Reprodução / YouTube / Correio Braziliense

Indignados, vizinhos da casa passaram a alimentar os cães através das grades do portão e acionaram a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) para resgatá-los. Os três cachorros que sobreviveram foram retirados do local pelos policiais e encaminhados para um abrigo. As informações são do portal Correio Braziliense.

O delegado-chefe adjunto da 17ª DP, Sérgio Bautzer, lamentou o caso de maus-tratos. “A gente fica triste, porque não conseguiu salvar todos. Além disso, a pena para a crueldade com os animais é muito baixa, o que não inibe essa prática”, avalia.

O acusado de cometer crimes contra animais deve, segundo a legislação, assinar um termo circunstanciado na delegacia, por meio do qual se compromete a comparecer à Justiça quando solicitado.

A pena para o crime de maus-tratos a animais é de três meses a um ano de reclusão. Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada de um sexto a um terço. O infrator, no entanto, não costuma ser preso, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo.

O caso de maus-tratos cometido contra os filhotes segue sendo investigado pela Polícia Civil, que deve continuar as buscas pela tutora dos animais.

Casa onde viviam quase 100 animais pega fogo e 13 cães morrem

Um incêndio em uma casa onde viviam quase 100 animais levou pelo menos 13 cachorros à morte, no domingo (14), no bairro Altos de Galópolis, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Apesar da agilidade do Corpo de Bombeiros, que chegou ao local cerca de 10 minutos após ser acionado, a casa ficou destruída.

A proprietária da casa, Sheila Mendes, conseguiu se salvar porque se escondeu no banheiro, uma das poucas partes da casa que, por ser de alvenaria, não foi destruída. Ela foi encaminhada para atendimento ambulatorial.

Felipe Nyland / Agencia RBS

Na última semana, 11 cachorros foram resgatados por entidades de proteção animal. De acordo com o comandante da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram), o tenente Claudiomiro Trindade Costa, durante averiguação anterior realizada na casa não foi constatado maus-tratos aos animais. No entanto, a tutora havia sido notificada para deslocá-los para um local mais adequado e disponibilizá-los para adoção.

Durante o incêndio, cerca de 20 animais fugiram da casa e outros 13 foram resgatados e encaminhados a lares temporários. As informações são do portal Gaúcha ZH.

As causas do incêndio são incertas. O proprietário do imóvel, o metalúrgico Jonas Luis da Silva, de 32 anos, contou que alugou a casa há cerca de um mês. “Quando aluguei a casa, ela me disse que tinha uns 50 cachorros, mas que a intenção dela era ficar apenas com 15, pois só esses eram dela. Eu nem sei o que te dizer, me mudei de casa para alugar esta, e assim ficar mais perto do meu trabalho e agora perdi a minha casa”, lamentou.

Um curto-circuito em um aparelho que estava conectado à tomada pode ter originado o fogo, segundo Silva e alguns vizinhos. Essa teria sido a explicação dada por Sheila a eles.

“Viemos aqui para fora de casa, quando meu filho veio para o pátio buscar um brinquedo. Aí meu marido viu que tinha fumaça na casa dela (Sheila)”, disse Fernanda de Carvalho, 31 anos, vizinha de Sheila. “Eu arrombei a porta da frente e logo vi que tinham chamas por toda parte. Vi sair pelo menos uns 10 cachorros e dois gatos de dentro da casa, e que fugiram pelo mato. Eu não tinha como entrar na casa, então salvei ela pela janela do banheiro”, complementa o marido, Rafael Carvalho, de 33 anos.

No porão da casa, dezenas de animais foram encontrados pelos bombeiros. Apavorados, eles fugiram. O número de animais desaparecidos é incerto.

Participaram da ação as ONGs Na Rua Nunca Mais, Dog Spa, Vagner Táxi Dog, Peludos em Apuros e SOS Peludos. Até o final do dia, a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) não teria enviado nenhum representante ao local.

A secretária da Semma, Patrícia Rasia, disse que uma equipe especializada irá nesta segunda-feira (15) ao bairro para apurar a ocorrência e contribuir nas buscas pelos animais desaparecidos.

“Quando ocorrem situações como essa, seja perigo de vida para animais ou maus-tratos, e não for em horário comercial, de segunda a sexta, orientamos que as pessoas procurem a Patram, e, se for um local de difícil acesso, que informem ainda ao Corpo de Bombeiros”, concluiu Patrícia.

Justiça determina prisão de ex-prefeito de Santa Cruz do Arari (PA) por matança de cães

A Justiça do Pará determinou, na quinta-feira (11), o cumprimento do mandado de prisão contra Marcelo José Beltrão Pamplona, ex-prefeito de Santa Cruz do Arari (PA), e de outras sete pessoas. Todos foram condenados pela matança de cachorros no município de Marajó (PA), em 2013. A decisão ocorreu após apreciação de recurso sobre a decisão da sentença.

Cães capturados a mando do prefeito de Santa Cruz do Arari Pará — Foto: Reprodução/TV Liberal

O ex-prefeito foi denunciado por ter oferecido recompensa a moradores que capturassem cachorros abandonados na cidade. Os animais eram colocados em embarcações e jogados em um rio, onde morriam afogados, ou deixados em uma comunidade sem qualquer condição de sobrevivência. As informações são do portal G1.

Cerca de 400 cachorros foram mortos. O caso ficou conhecido como “canicídio”. Pamplona condenado a 20 anos de prisão e ao pagamento de R$ 1, 7 milhão. Além dos maus-tratos, pesou sob a pena do ex-prefeito tentativa de obstrução das investigações, agressão e intimidação de testemunhas.

A Justiça rejeitou os embargos da sentença, mas o pedido da defesa de Pamplona de redução da pena foi acatado pelo relator do recurso, o desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior, que reduziu a pena de reclusão por Crimes de Responsabilidade de 20 para 18 anos e diminuiu o pagamento de 600 dias/multa para 480 dias/multa. Cada dia/multa corresponde ao valor de três vezes o salário mínimo vigente. Pamplona também foi condenado a 1 ano e 8 meses de detenção por maus-tratos a animais.

O recurso de apelação foi julgado em fevereiro pela 3ª Turma de Direito Penal e manteve a pena aplicada a Pamplona e as outras sete pessoas que participaram do crime. Também em fevereiro, o recurso foi negado, já que o relator desembargador Leonam Gondim não acatou os argumentos da defesa de suposta existência de nulidades processuais, de inexistência de provas e de violação ao princípio da individualização da alegada culpa.

Segundo o relator, a decisão está fundamentada com base em provas testemunhas e periciais, além de fotos e vídeos que comprovam o envolvimento dos acusados na morte dos animais. De acordo com Leonam, as provas “comprovam a ocorrência dos maus-tratos, do flagelo e da matança dos animais no rio, tudo a mando do prefeito municipal e que o município pagava pelos cachorros capturados e os servidores eram mobilizados para a captura. Ficou comprovado também que os cachorros eram também retirados de dentro dos imóveis, sem autorização dos moradores, ou seja, eram capturados em troca de vantagem econômica”.

“Sendo assim, não há que se falar em absolvição dos réus, eis que, por ação ou por omissão, todos participaram dos maus-tratos aos cães, promovendo os atos de selvageria com a perseguição e captura dos animais, desenvolvendo condutas criminosas que se enquadram nos tipos penais constantes da peça acusatória”, afirmou o desembargador.

Prefeitura mobilizou moradores e servidores para captura e matança de cães. — Foto: Reprodução/ Aragonei Bandeira

Confira as penas aplicadas para cada um dos condenados pela matança dos cães:

– Luiz Carlos Beltrão Pamplona: irmão o ex-prefeito, ele era secretário de Transporte de Santa Cruz do Arari à época do crime e confessou ter participado da ação criminosa. Luiz foi condenado a 2 anos, 4 meses e 6 dias de detenção e ao pagamento de multa no valor de R$ 1,4 milhão.

– Odileno Barbosa de Souza: funcionário da Prefeitura, ele confessou ter feito o transporte de 80 cães que sofreram maus-tratos na embarcação pertencente à Prefeitura. Foi condenado a 1 ano e 10 meses de detenção e a multa no valor de R$ 3,1 mil.

– Waldir dos Santos Sacramento: também funcionário da Prefeitura, era o responsável por anotar o número de cachorros capturados. Foi condenado a 1 ano e 10 meses de prisão e a pagamento de multa de R$ 1,2 mil.

– Alex Pereira da Costa: proprietário de uma embarcação que transportou cães à comunidade do Francês, foi condenado a 1 ano e 10 meses de detenção e a multa no valor de R$ 3,1 mil.

– José Adriano dos Santos Trindade: conhecido como Bidê, era um dos responsáveis por capturar os cachorros. Foi condenado a 2 anos e 1 mês de detenção e a multa de R$ 3,1 mil.

– Josenildo dos Santos Trindade: também conhecido como Nicão, irmão de Bidê, também era um dos responsáveis pela captura dos cães. Foi condenado a 2 anos e 1 mês de detenção e a multa de R$ 3,1 mil.

A decisão judicial determinou ainda que os condenados percam a função pública que, eventualmente, estejam ocupando, em qualquer esfera da administração pública, assim como qualquer título, eleito ou concursado, já que o crime cometido por eles ocorreu no exercício da fundação pública e no interior de administração pública, inclusive fazendo uso de bens públicos.

Perícia particular conclui que animais foram envenenados em Mato Grosso

Um laboratório particular contratado pelo grupo de voluntários “Amamos Animais” concluiu que os animais encontrados mortos em Alta Floresta (MT) foram vítimas de envenenamento. Uma substância encontrada dentro de pacotes jogados nos quintais de casas e terrenos, analisada pela perícia, foi a responsável por matar os animais. Amostras de alguns animais já mortos também foram analisadas. Mais de 35 cães e gatos foram mortos.

Foto: Reprodução / Mato Grosso Ao Vivo

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda o resultado da perícia feita pelo laboratório da POLITEC. A Polícia Judiciária Municipal não conseguiu identificar o responsável pelo crime ainda. As informações são do portal Mato Grosso Ao Vivo.

Para Leir, do grupo Amamos Animais, seria possível chegar aos suspeitos mais rapidamente. “A polícia está trabalhando, o trabalho está sendo bem feito, porém não tem nenhuma pista”, disse. O autor do crime ficou conhecido como “Maníaco dos Pets”.

Devido às dívidas feitas para a realização da perícia, o grupo de proteção animal está arrecadando latinhas para vendê-las e comercializando adesivos para carros a R$ 5 com a frase “Eu freio para animais”, como forma de, também, conscientizar a população, além de levantar recursos financeiros.

Os voluntários também aderiram à campanha Abril Laranja, de combate aos maus-tratos a animais, e estão entregando lacinhos de cor laranja para a população para incentivá-los a proteger e respeitar os animais. Interessados em adquirir o lacinho, de forma gratuita, devem se dirigir ao Hotel Mato Grosso ou ao escritório Eliane Hammoud, na avenida Ludovico da Riva, 3690.

Ibama autoriza uso de armas brancas e exploração de cães na caça ao javali

O Ibama atualizou as regras para a prática cruel da caça ao javali, única espécie que tem autorização para ser caçada em todo o território nacional. Com a mudança, passa a ser permitido de arma de fogo, facas e armadilhas, além de ter sido autorizada a exploração de cachorros durante a caça. A nova portaria foi publicada no Diário Oficial na última semana.

A nova portaria implementou também o Sistema Integrado de Manejo de Fauna (SIMAF), um sistema eletrônico para recebimento de declarações e relatórios sobre a caça ao javali que, segundo o pesquisador da UNESP de Rio Claro (SP) Felipe Pedrosa, é a principal novidade das novas regras estabelecidas.

Foto: Pixabay

“Antes o processo era o uso de documentação em papel e ida na sede do Ibama mais próxima”, disse. As informações são do portal O Eco.

Pedrosa classifica a exploração de cachorros na caça como “polêmica”, mas a defende, dizendo que trata-se de uma ferramenta portante “que não poderia ser negligenciada ou proibida”, ignorando o fato de que esses cães são explorados ao serem submetidos a treinamentos anti-naturais e forçados a participar de uma prática que coloca suas vidas e sua integridade física em risco, além de causar sofrimento também para os javalis.

A normativa estabelece que a exploração de cães deve ser vedada de maus-tratos, que o javali deve ser morto rapidamente “sem que provoque sofrimento desnecessário aos animais”. No entanto, vídeos divulgados na internet que mostram cachorros mordendo javalis, sob ordem de caçadores, demonstram que a crueldade animal é intrínseca a essa prática e que, portanto, os animais sofrem e sentem dor.

As novas regras estabelecem que os cães usem um colete peitoral, com identificação do responsável, que deve portar atestado de saúde dos animais emitido por veterinário e carteira de vacinação atualizada. O caçador poderá ser punido nos termos da Lei de Crimes Ambientais caso não cumpra essas exigências.

A exploração de cachorros, no entanto, não foi autorizada de forma definitiva. O Ibama disse que irá reavaliar a autorização em um período de até dois anos para definir se os caçadores poderão continuar explorando cães, conforme prevê o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali no Brasil.

Enquanto o Ibama caminha na contramão dos direitos animais, autorizando a exploração de cães e promovendo mais sofrimento aos javalis, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou, em 31 de março, um projeto de lei que criminaliza a prática de explorar cachorros em caçadas. A proposta será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça para depois seguir para o plenário da Câmara e, em seguida, para o Senado.

Nota da Redação: a caça ao javali, que já é permitida no Brasil há bastante tempo, é por si só uma prática extremamente cruel e que atenta contra os direitos animais. No entanto, as novas regras são ainda mais cruéis, já que autorizam o uso de armas de fogo e facas, que causarão ainda mais sofrimento aos javalis, e permitem que cachorros sejam explorados, o que os insere em uma situação em que eles são forçados a realizar uma atividade anti-natural que os coloca em risco. O fato dessas normas terem sido regulamentadas pelo Ibama, um órgão que se diz defensor do meio ambiente e que deveria zelar pela vida e integridade física dos animais, torna o caso ainda mais alarmante e inaceitável. É preciso que órgãos e governantes atuem em consenso em prol da proteção animal, garantindo o direito à vida a todos os seres, não o contrário.