Projeto resgata mais de 150 cachorros e gatos em aldeia indígena

O projeto Animais das Aldeias resgatou mais de 150 animais, entre cachorros e gatos, na aldeia indígena Rio Silveira, em Boraceia, na cidade de São Sebastião, no litoral de São Paulo. Todos os animais foram vermifugados, castrados e vacinados.

Foto: Arquivo Pessoal

Entre as doenças diagnosticadas nos animais está o tumor venéreo transmissível, que precisa de tratamento quimioterápico. O indicado é, também, castrar os demais animais para que a doença não se alastre. Foram registrados também três casos de cinomose, que estão em tratamento, e muitos animais com subnutrição e bicheira.

Um dos animais encontrado extremamente subnutrido, em estado de caquexia, foi a cadela Kaila. O animal apresentava tumores e tinha parte dos ossos da parte traseira exposto. O tutor da cadela afirmou que uma aranha havia a picado, gerando a ferida, que ficou aberta e deu origem à bicheira, que são larvas de mosca que comem a carne do animal vivo. As informações são do portal O Vale.

Grávida, Kaila sentia muita dor e, assustada, escondia-se no mato, dificultando os cuidados necessários, o que agravou o quadro de saúde dela. Diante da situação, os filhotes nasceram fracos e apenas um sobreviveu. Ele e a mãe foram resgatados pelo projeto e internados em uma clínica veterinária para receber tratamento intensivo. Após o período de recuperação, eles serão disponibilizados para adoção.

Outros animais que estão saudáveis, entre cachorros e gatos, já estão à procura de novos lares. Interessados em adotá-los devem entrar em contato com os voluntários do projeto através da página no Facebook ou do perfil no Instagram. 

Projeto de lei proíbe a venda de animais que não sejam resgatados

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres sencientes capazes de amar sofrer e entender o mundo ao seu redor. Esse comércio cruel, alimenta uma indústria de criação de filhotes onde os animais são explorados ao extremo, principalmente as cadelas, que vivem procriando até que não sirvam mais e sejam descartadas de forma cruel.

Alguns países no mundo já possuem leis que proíbem, de alguma forma, essas fábricas de animais, no Brasil infelizmente ainda não.

Nos Estados Unidos, Chicago tem um decreto em vigor desde 2015 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos que não sejam provenientes de resgates, e no início deste ano a Califórnia aprovou a mesma lei.

Essas leis significam que as lojas de animais não podem vender cães, gatos e coelhos, a menos que sejam animais resgatados que precisem ser adotados de abrigos. Portanto, em vez de vender filhotes de criadores para fins lucrativos, as lojas de animais domésticos estão ajudando os animais em abrigos que já estão com capacidade máxima e, caso contrário, sacrificariam esses animais.

Apenas alguns dias atrás, Linda Rosenthal, membro da Assembleia do Upper West Side, e Michael Gianaris, senador do Queens, apresentaram a lei S4234 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos em lojas de animais no Estado de Nova Iorque.

Os animais que vivem em fábricas de reprodução são mantidos em pequenas gaiolas em condições terríveis. Os requisitos mínimos de saúde e bem-estar não são atendidos, e a prioridade é cruzá-los com a maior frequência e o máximo possível para ganhar mais dinheiro. É por isso que cortar esse processo direto na fonte (lojas de animais) é uma maneira eficiente de fechar essas fábricas de filhotes.

“Temos de acabar com o fluxo cachorro-fábrica-de-filhotes-petshop”, diz Rosenthal. Eles podem até tentar encontrar maneiras de burlar a lei, como a loja de animais em Iowa, que fingiu ser uma organização de resgate sem fins lucrativos, mas essas empresas vão enfrentar as consequências em praticar atos de crueldade contra os animais se tais leis estiverem em vigor.

Ao apresentar o projeto de lei S4234, Rosenthal declarou: “Não há absolutamente nenhuma razão para que alguém gaste milhares de dólares em um animal de estimação insalubre criado sob situações de crueldade, quando abrigos e organizações de resgate estão explodindo com animais saudáveis e inocentes. A necessidade de lares pata estes animais permanece”.

Com tantos animais em situação de rua já precisando de lares e estas fábricas de filhotes contribuem mais ainda para a superpopulação, a falta de moradia e o abandono de animais.

Se este projeto for aprovado, será um avanço não só para abrigos e ONGS de proteção animal, mas principalmente para os animais domésticos que aguardam um lar e os que se encontram em situação de rua. No momento, o projeto está no comitê, aguardando votação.

Nova vacina contra a leishmaniose imuniza e trata cachorros infectados

Cientistas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) desenvolveram uma nova vacina contra a leishmaniose que é capaz de imunizar os cachorros e também tratá-los quando eles já estão infectados. A vacina garante uma inédita cura da doença.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

“Em breve, vamos iniciar a última fase de testes para verificar se a vacina é eficaz, reduzindo o contágio canino. Se tivermos sucesso, teremos cumprido os requisitos para que o produto seja registrado e comercializado”, diz Alexandre Reis, coordenador do Grupo de Pesquisa em lmunopatologia das Leishmanioses da Nupeb/Ufop.

O cientista prevê que “em um ou dois anos, a partir desses resultados, a tecnologia já deve estar disponível para o mercado”. As informações são do portal Amo Meu Pet.

Professor de parasitologia clínica na Escola de Farmácia da Ufop e líder do projeto há cerca de 20 anos, Reis está otimista em relação à vacina, que, segundo ele, pode chamar a atenção do poder público caso haja uma combinação entre a eficácia desejada e um baixo custo para produção em larga escala.

“A única forma de conter a doença é com ações que abarque muitas frentes realizadas visando a grande volume populacional”, conclui.

Até 2016, o sacrifício era indicado para cachorros contaminados pela leishmaniose. Apesar dessa orientação ter deixado de ser feita, atualmente os animais ainda são sacrificados devido ao alto custo do medicamento usado para tratar a doença.

Livro reúne histórias de abandono de cães contadas pelos próprios animais

Um livro feito por uma professora aposentada de Sorocaba, cidade do interior de São Paulo, reuniu histórias sobre abandono de cachorros narradas sob o ponto de vista dos próprios animais e baseadas em situações vividas por Ana Laura Galone, de 53 anos, que é fundadora da “Corrente Peluda”.

O livro traz dez histórias de abandono (Foto: Fernanda Szabadi/G1)

“São 10 contos e cada um é ilustrado com uma foto de um animal que passou por situação semelhante à história. É ficção, porém baseado numa realidade muito triste, que é a do abandono de cães e gatos”, explica Ana Laura.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que há cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil. Em Sorocaba, não há estimativas. As informações são do portal G1.

O cachorro Lobão é um dos personagens do livro. Abandonado pela família quando se tornou idoso, ele foi adotado por uma vizinha que se comoveu com o sofrimento dele. A história é real e, segundo Ana Laura, aconteceu com Tupi, cão que mora na rua da casa dela.

“Ele tem problemas nas articulações, mas até hoje se deita em frente a sua antiga casa, esperando a família voltar. Eu inventei situações e diálogos no livro, mas o abandono desse cão idoso infelizmente aconteceu mesmo”, diz.

Tupi inspirou uma história do livro (Foto: Jedson Comitre)

Ana Laura sempre gostou de animais, mas se tornou mais engajada na causa quando viu uma publicação de uma ONG pedindo doação de ração. Ela contribuiu e mobilizou amigos, que abraçaram a ideia e formaram com ela a “Corrente Peluda”, há mais de quatro anos. O grupo conta atualmente com 20 membros e oferece suporte financeiro a entidades e protetores de Sorocaba.

“Tentamos manter uma caixinha e dar suporte para os protetores. Ajudamos com ração, castração, remédios, carona solidária e até com dívidas em clínicas. Os protetores são seres de luz: abrem mão de conforto, passeios e o que for preciso para prestar ajuda a seus resgatados”, afirma.

Por meio de um aplicativo de mensagens, o grupo combina as ações e mensalmente contribui com doação de ração para abrigos, promove arrecadações em lojas parceiras e socorre protetores independentes em resgates emergenciais de animais abandonados.

Apesar dos esforços do grupo, manter a frequência das doações tem se tornado cada vez mais difícil. Por isso, a professora teve a ideia de escrever o livro para arrecadar fundos para as ONGs.

Ana Laura Galone (Foto: Fernanda Szabadi/G1)

“Pensei: por que não lançar um livro baseado em casos que presenciei? De abandono, resgate e adoção, porém com o diferencial de a história ser contada pela visão do animal. Achei que seria diferente e chamaria a atenção”, conta.

Com a ajuda de uma vaquinha virtual, o projeto se concretizou. Intitulado “10 contos caninos: uma reflexão para humanos”, o livro foi lançado no último dia 16 em um shopping de Sorocaba. O livro pode ser comprado em pontos de venda itinerantes anunciados nas redes sociais da autora, pela internet e diretamente com Ana Laura. O valor da venda é totalmente revertido às entidades de proteção animal.

Crime cruel

A advogada e presidente da Comissão de Proteção Animal da OAB Sorocaba, Jussara Fernandes, lembra que o abandono de animais é crime de maus-tratos e tem pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

O papel da população é denunciar casos que vierem a seu conhecimento à polícia e também à comissão da OAB, que trabalha em prol da correta aplicação das leis no que se refere aos direitos animais em Sorocaba.

Integrantes da “Corrente Peluda” (Foto: Ana Laura Galone/Arquivo pessoal)

“A denúncia tem que estar embasada em fatos verídicos, pois a falsa comunicação de um crime também tem pena prevista no Artigo 340 do Código Penal Brasileiro. É necessário informar ou descrever corretamente a situação ou ação que está ocorrendo com o (os) animal(is), informar corretamente o local da denúncia, endereço ou ponto de referência. Anexar fotos e vídeos em casos de agressão”, orienta a prefeitura.

Denúncias também podem ser protocoladas no Ministério Público. Em Sorocaba, há ainda uma delegacia especializada em crimes contra animais, incorporada ao segundo distrito policial, na avenida Nogueira Padilha. Em todo o estado de São Paulo, os casos podem ser denunciados também através do site da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA) através do site.

Confira baixo meios de denunciar maus-tratos a animais na cidade de Sorocaba:

  • Pela Central de Atendimento da prefeitura através do site http://www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento;
  • Pelo telefone 156, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 8h às 17h;
  • Pelo WhatsApp da Ouvidoria da prefeitura por meio do número (15) 99129-2426;
  • Nas Casas do Cidadão, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 9h às 17h;
  • Para a Polícia Militar (190) e Guarda Civil Municipal (153), em situações emergenciais e de flagrante.

Mais de 40 cães explorados para venda são resgatados de canil clandestino

Mais de 40 cachorros explorados para reprodução e venda foram resgatados de um canil clandestino após serem submetidos a maus-tratos em Curitiba, no Paraná. O resgate foi realizado na terça-feira (19) no bairro Lamenha Pequena e o proprietário do canil, de 58 anos, foi preso e multado em R$ 21 mil.

Foto: Polícia Civil do Paraná

No local, a equipe de fiscais, médicos veterinários e policiais encontrou os animais com lesões de pele, úlceras de córnea e pulgas. Os cães eram mantidos em baias pequenas e sujas.

Foram encontrados ainda medicamentos vencidos e sem receitas veterinárias, segundo a polícia. As informações são do portal G1.

O resgate foi realizado após o caso de maus-tratos ser denunciado através da Central 156. De acordo com a Rede de Proteção Animal, fortes evidências indicam que os cachorros eram explorados para venda.

Foto: Polícia Civil do Paraná

Resgatados, os cachorros receberão acompanhamento veterinário e, depois, serão disponibilizados para adoção.

A polícia lembra que configura maus-tratos deixar animais sem abrigo adequado, privá-los de alimento e água, feri-los ou abandoná-los. O crime tem pena prevista de até um ano de detenção e multa.

Foto: Prefeitura de Curitiba

Foto: Prefeitura de Curitiba

Foto: Prefeitura de Curitiba

Homem abandona filhotes de cachorro em saco de lixo e é preso nos EUA

Robert Wild, de 56 anos, foi preso após colocar oito filhotes de cachorro dentro de uma sacola plástica e abandoná-los no lixo. O caso aconteceu nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução / Marshfield Police Department

A prisão aconteceu após moradores da cidade de Marshfield, no estado americano do Wisconsin, ouvirem choro de animais. A princípio, eles acreditaram que o barulho fosse de gatos e acionaram as autoridades. As informações são do jornal Extra.

Ao chegar no local, a polícia descobriu que, na verdade, o choro vinha de oito cachorros recém-nascidos abandonados dentro de uma sacola no lixo.

Após ser questionado pelos agentes, Wild confessou ter abandonado os cães. Ele foi preso e será indiciado pelo crime de maus-tratos e abandono de animais.

Os filhotes foram resgatados e encaminhados para uma ONG de proteção animal da cidade. De acordo com a entidade, eles passam bem e serão disponibilizados para adoção futuramente, assim que estiverem maiores.

Mais de 50 cães salvos de canil em Piedade (SP) morrem durante tratamento

Dos 1.708 cachorros resgatados em situação de maus-tratos em um canil que os explorava para venda em Piedade (SP), 57 morreram, 80 estão internados sob risco de morte e mais de 500 estão sendo tratados para a doença do carrapato. Apenas 150 foram liberados para adoção no próximo sábado (16) em um evento em um shopping em São Bernardo do Campo.

Foto: Arquivo pessoal

O Canil Céu Azul foi multado administrativamente em mais de R$ 5 milhões. Outra multa, do Procon, de R$ 13.240 também foi aplicada. O advogado do canil José Luiz Ribeiro Vignoli disse que irá recorrer da decisão de multar o canil. As informações são do portal G1.

De acordo com a Polícia Civil, faltam testemunhas para serem ouvidas.

Entenda o caso

O canil, que funcionava no bairro Goiabas, na zona rural de Piedade, foi fechado em fevereiro pela Polícia Militar Ambiental após constatação de maus-tratos. A ação policial ocorreu após uma denúncia anônima.

A polícia afirma que encontrou 1.743 animais no canil, sendo 1.708 em situação de maus-tratos. Um auto de infração e de interdição do local foi lavrado pela Prefeitura de Piedade, por meio da Vigilância Sanitária. O estabelecimento não tinha alvará de funcionamento, nem inscrição municipal, além de não pagar impostos.

Foto: Arquivo pessoal

No canil, foram encontrados cachorros cegos, doentes e sem dentes. Havia também, no local, uma área de incineração de animais que estava irregular, já que o canil não dispunha de autorização para cremar corpos.

A proprietária do canil assinou um termo de doação dos cães, que foram, em sua maioria, resgatados pelo Instituto Luísa Mell. Os resgates tiveram início na quarta-feira (16) e terminaram apenas no domingo (20), devido à alta quantidade de animais. Após assinar o termo, a proprietária acionou a Justiça para tentar barrar a retirada dos cachorros, mas teve o pedido negado pela juíza Luciana Mahuad.

O canil vendia filhotes de cachorro para a Petz, que, após inúmeras críticas, anunciou que não vai mais comercializar cachorros e gatos nas 82 lojas da rede espalhadas pelo país.

Beagles são forçados a ingerir fungicida em estudo de laboratório americano

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Imagens fortes filmadas de dentro de um laboratório de Michigan (EUA) revelam métodos cruéis usados em dezenas de cães que são alimentados de forma forçada com fungicida durante um experimento que realiza testes de animais.

Cerca de 36 beagles em posse do Charles River Laboratories em Mattawan, Michigan, estão sendo submetidos a um estudo de toxicidade com duração de um ano patrocinado por uma empresa de agrotóxicos que pretende testar seu novo fungicida.

Os beagles que não sobreviverem até a data final designada para estudo, em julho deste ano, serão mortos para que seus órgãos possam ser examinados quanto aos danos causados pelo veneno.

O vídeo foi filmado durante uma investigação secreta da organização Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), entre abril e agosto do ano passado.

Ele mostra os animais no início do estudo de um ano encomendado pela empresa de produtos químicos Dow AgroSciences, que faz uso de alimentação forçada de um fungicida (veneno) para os 36 beagles.

Alguns cães estão sendo submetidos a doses muito elevadas da substância – tão altas que até quatro cápsulas tiveram que ser empurradas goela abaixo dos cães.

A HSUS diz que a Dow AgroSciences reconheceu publicamente que este teste com previsão de duração de um ano é cientificamente desnecessário.

Ao longo dos quase 100 dias, um pesquisador da HSUS documentou quase duas dúzias de experimentos de curto e longo prazo que envolveram testes em cães, incluindo o teste de fungicida.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Entres os beagles participantes do experimento cruel nas instalações do laboratório, estava um jovem cão chamado Harvey que claramente procurava atenção dos humanos e foi classificado pela equipe do laboratório como “um bom menino”.

Harvey estava sendo usado em um estudo apoiado pela Universidade de Vermont para testar a segurança da química utilizada na composição de dois medicamentos, o experimento envolvia abrir cirurgicamente as cavidades torácicas dos cães e despejar as substâncias na área.

Como um funcionário do laboratório observou, o dia em que Harvey foi morto foi “a melhor coisa na vida que ele conheceu” simplesmente porque ele teve permissão de sair da gaiola estéril para correr no chão por um minuto antes de ser levado pelo corredor do laboratório até o departamento de necropsia para a eutanásia.

O laboratório Charles River realizou testes em cães para pelo menos 25 empresas durante o período que durou a investigação da HSUS.

De acordo com a HSUS, mais de 60 cães são usados em experimentos de laboratório nos EUA todos os anos, incluindo testes de toxicidade para pesticidas, drogas, implantes dentários e outros produtos.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e presidente da Humane Society International, disse: “As descobertas perturbadoras feitas nesta instalação infelizmente não são únicas.

Experimentos estão acontecendo em centenas de laboratórios a cada ano nos Estados Unidos, com mais de 60 mil cães sofrendo”.

“Mas isso não quer dizer que este tenha que ser o destino desses 36 beagles. Durante meses, temos insistido com a Dow para finalizar esse teste desnecessário e liberar os cães para nós”.

Kitty afirma que foram realizados esforços consideráveis para ajudar a empresa a liberar os animais, mas agora a ONG simplesmente não vai esperar mais: “Todos os dias esses cães engaiolados estão sendo envenenados e se aproximam um dia a mais da morte”.

“Estamos recorrendo ao público para se unir a nós e exigir que Dow pare o teste imediatamente”, pede ela.

Kitty acredita que a HSU terá sucesso em recuperar os cães e a partir de então, trabalhará com afinco para que os beagles conheçam “a vida de verdade e sejam adotados em lares onde serão amados e protegidos”.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Especismo é o nome da doutrina que explica o comportamento deformado da humanidade em acreditar que os animais inferiores, fazendo deles meras peças à disposição de sua vontade. Segundo essa crença abominável, e que reina na maior parte da sociedade, os seres humanos podem matar, comer, ferir, se divertir, vender e dispor desses seres como bem entender.

Em oposição ao especismo, o biocentrismo prega a igualdade entre homens, natureza e animais, em proporções idênticas, sejam nas condições civis, legais ou emocionais, com direitos compartilhados a vida, comida, habitação, bem estar e amor.

Sendo a capacidade de amar, sofrer e compreender dos animais cientificamente comprovada, por que não teriam eles seu direito à vida resguardado em lugar de serem assassinados em instalações estéreis sem nem mesmo conhecerem alguma dignidade?

Crianças leem para cães maltratados para que eles voltem a confiar em humanos

Um abrigo para cães abandonados e vítimas de maus-tratos no Missouri, nos Estados Unidos, iniciou um projeto por meio do qual crianças leem para os cachorros. O objetivo é fazer com que os animais voltem a confiar nas pessoas e que as crianças aprendam a se relacionar de forma saudável com os cães.

(@hsmopets/Instagram)

O projeto, nomeado de “Shelter Buddies Reading Program” (Programa de leitura de amigos do abrigo, em tradução livre), trabalha com crianças de 6 a 15 anos. As informações são do portal M de Mulher.

Submetidas a um treinamento de 10 horas no Humane Society of Missouri, as crianças aprendem a se comportar corretamente diante dos animais, que estão fragilizados devido aos maus-tratos, e a interpretar a linguagem corporal dos animais para saber se eles estão estressados ou com medo.

Após o treinamento, as crianças sentam em frente aos cães, sob a supervisão de um adulto, e começam a ler histórias. Elas podem levar um livro que gostem ou escolher um dos mais de 100 livros disponíveis no abrigo.

O projeto tem ajudado na recuperação dos animais e funcionado como uma espécie de reabilitação. Com a leitura feita pelas crianças, os cachorros têm ficado menos estressados e, aos poucos, começam a confiar novamente nos seres humanos. Além disso, as crianças aprendem sobre a responsabilidade que elas têm com o bem-estar dos animais.

Homem em situação de rua que cuida de mais de 20 cães é “despejado” e aguarda doação de lote

José Ananias, de 59 anos, vive há 10 anos embaixo da ponte da avenida 24 de Outubro, no Setor Campinas, em Goiânia (GO). Com mais de 20 cães sob a sua tutela, ele aguarda a doação de um lote por parte da prefeitura após receber uma espécie de “ordem de despejo”.

Foto: Lis Lopes/G1

“Todos os cachorros abandonados de Goiânia são meus. Já perdi as contas de quantos cachorros eu cuido. Não peço dinheiro para os outros. Peço carne para os cachorros”, disse ao G1. “Há dez anos vivo aqui e passo todas as dificuldades que existem. Chuva, frio, falta de ração para os cachorros. Hoje tenho uma bicicleta, que arranjei tem uma semana, que serve como muleta”, completou. Para sobreviver, ele atua como catador de recicláveis.

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) buscam, com a ajuda de representantes da sociedade civil, uma solução para o caso de José Ananias desde que a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) emitiu uma notificação solicitando que o homem deixasse o espaço que ocupa embaixo da ponte.

Em fevereiro, durante uma reunião, o secretário de Planejamento de Goiânia, Henrique Alves, comprometeu-se a emitir um termo doando um lote no Jardim Petrópolis para que José pudesse construir uma casa para viver com seus cães.

Foto: Lis Lopes/G1

 

Comovido com a história, o engenheiro civil Paulo Henrique Gonçalves de Melo elaborou, de forma voluntária, um projeto de residência para José e os cachorros. O profissional aguarda a conclusão da doação do lote para iniciar a construção. Paulo irá ajudar com a mão de obra e todos os materiais necessários.

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) afirmou ao G1, através de um e-mail, que José espera “se mudar daqui quatro meses para a casa que vão construir e ter uma vida melhor”. O caso é acompanhado também pela procuradora do estado e vizinha de José, Márcia Alves da Mota. Considerada uma mãe pelo homem em situação de rua, ela espera que o caso se solucione em breve.

“A nossa intenção é que seja construída uma unidade socioambiental na área com uma rede de doações para manter os animais com qualidade de vida, próximos à natureza”, disse. Segundo ela, separar José dos cachorros, conforme foi sugerido por alguns moradores do Setor Campinas, não é uma opção adequada. “A Defensoria Pública do Estado emitiu um laudo que concluiu que o José considera os animais como família dele. Não há como apartá-los”, explicou.

Foto: Lis Lopes/G1

Com base na história de José e seus cães, a procuradora se uniu à entidade Pão com Amor para realizar a campanha “Não aubandone jamais”. Com lançamento previsto para o próximo mês, a campanha tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre o abandono de animais na capital, mostrando que “ninguém é tão pobre que não consiga ajudar”.

Ao falar sobre a própria história, José é discreto. Ele conta que mora nas ruas há dez anos, que já trabalhou na roça e como montador de peças no interior, mas que depois veio viver na capital, onde teria ganhado, de boca, um lote para viver com a esposa. De acordo com relatos de amigos, José teria sido despejado após ficar viúvo e, desde então, vive em situação de rua.

“Tem muita gente que abandona cachorros aqui, na maioria das vezes doentes. Eu tenho até que cavar e enterrar, porque ninguém ajuda. E as pessoas sabem que eu não tenho coragem de abandonar os animais, aí continuam largando eles aqui”, concluiu o catador de recicláveis.