Fábrica de filhotes mantinha mais de 100 cães em gaiolas minúsculas presos no meio de fezes e urina

Foto: RSCPA Queensland/Facebook

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Uma investigação descobriu um criador de cães que mantinha mais de 100 filhotes em condições horríveis, com alguns cobertos em suas próprias fezes e urina.

Sharon McAdam, proprietária do negócio de criação de cães da Kupala Bull Terriers em Gladstone, Queensland, na Austrália, tinha 110 cães e filhotes da raça bull terrier.

Muitos dos animais foram mantidos em pequenas gaiolas com pouco acesso a comida e água.

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Após uma investigação da RSPCA na propriedade em novembro do ano passado, todos os cães foram resgatados depois de terem sido encontrados confinados em gaiolas sujas e alguns eram até incapazes de andar no ambiente ‘pútrido’.

A RSPCA foi contatada em outubro depois que um cliente notou como as condições em que os animais eram mantidas eram péssimas ao comprar um filhote de cachorro do criador.

McAdam se declarou culpada na quarta-feira no Tribunal de Magistrados de Gladstone a uma acusação de não fornecer condições de vida adequadas e duas acusações de não fornecer o tratamento adequado para lesões nos animais.

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A corte ouviu que os cães estavam vivendo em gaiolas “perigosas” com pouca ventilação e circulação de ar, bem como fios aparecendo no ambiente “imundo e contaminado”, relatou o Courier-Mail.

Os animais foram mantidos em uma sala onde havia um cheiro horrível e pisos encharcados de urina, segundo os investigadores.

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A RSPCA disse em um blog em seu site que as condições de vida dos cães eram “alarmantes”.

“Alguns não conseguiam ficar eretos em suas gaiolas, outros eram incapazes de se virar, e todos eram incapazes de andar, correr, usar os sentidos e desfrutar de atividades normais de cães. Eles não eram socializados. O pelo dos animais estava sujo e muito fedorento”, disse a RSPCA em um comunicado.

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“Eles viviam confinados em áreas sujas e fedorentas, com piso encharcado de urina.”

O advogado de defesa Ryan Mitchell disse que McAdam desenvolveu uma “obsessão” com a criação de cães e que só dormia quatro horas por dia para cuidar dos animais.

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McAdam e seu marido começaram a criar cães há 32 anos, mas quando o marido deixou o negócio, ela ficou com muitos cães para cuidar.

“É uma pena que as coisas tenham ficado tão ruins antes de você pedir ajuda”, disse ela, disse a magistrada Philippa Beckinsale.

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Infelizmente McAdam ainda poderá vender os filhotes ao total uma ninhada por ano e cada filhote deverá ser vendido dentro de três meses.

Ela pode ter em sua compania no máximo dois cães e terá que pagar 5500 dólares em custos de veterinário, bem como 1000 dólares em honorários legais.

McAdam também foi colocada em uma ordem restritiva de dois anos de liberdade condicional.

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Cães presos em jaula são salvos com auxílio de drone em Pernambuco

Dois cachorros que estavam presos em uma jaula há uma semana foram salvos por uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Na terça-feira (6), um drone foi usado para auxiliar na localização dos animais, já que eles estavam num local com muro alto, o que dificultava a visão dos fiscais.

Foto: Divulgação

Os cães estavam em um prédio em construção em Piedade e eram explorados por uma empresa para segurança de imóveis. As informações são do portal Diário de Pernambuco.

Durante dois dias, equipes trabalharam para conseguir localizar o espaço onde estavam os animais. O caso só foi solucionado quando os profissionais tiveram acesso às imagens feitas pelo drone. Foi preciso arrombar o portão do prédio para salvar os cachorros.

Após o resgate, os cães foram levados para um local adequado e passaram a receber os cuidados necessários. Eles foram disponibilizados para adoção. A empresa que os explorou e maltratou será notificada sobre o caso.

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Cães são explorados para proteger animais ameaçados de extinção

Cachorros estão sendo explorados pelo projeto Conservation Canines, nos Estados Unidos, para proteger animais silvestres. Em nome da preservação de uns, condena-se outros a uma vida de exploração, na qual são submetidos a treinamentos anti-naturais.

Foto: Pixabay

O olfato sensível dos cães, que existe para suprir as próprias necessidades desses animais, está sendo explorado pelo projeto para que eles farejem as fezes dos animais ameaçados.

A partir das fezes encontradas, os pesquisadores fazem uma análise químico e obtêm um quadro geral da saúde do animal. Assim, eles descobrem se o animal é uma fêmea grávida, se está doente ou se alimentando adequadamente.

Atualmente, através da exploração dos cachorros, cientistas estão estudando a Pack Forest, assim como já estudaram, em 2006, orcas ameaçadas de extinção, ao redor das Ilhas San Juan – ambos locais em Washington, nos Estados Unidos.


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Homem mata gato e fere cães com rojão no interior do Rio Grande do Sul

Um gato foi morto e cachorros ficaram feridos após serem vítimas de maus-tratos no município de Portão, no Rio Grande do Sul. O caso aconteceu no bairro Jardim Riva e os animais foram atingidos por um rojão.

Foto: Pixabay

A situação foi descoberta após vizinhos fazerem denúncias recorrentes que indicavam que um homem utilizava fogos de artifício, de maneira rotineira, para intimidar animais dos vizinhos. Ele arremessava aleatoriamente rojões em direção aos quintais da vizinhança para assustar cães e gatos. As informações são do Jornal VS.

“Ocorre que durante a instrução do feito, uma mera contravenção penal de perturbação da tranquilidade acabou evoluindo para crime de maus-tratos a animais, pois em uma de suas investidas, o investigado acabou matando um gato e ferindo cães de um determinado vizinho. Ele foi morto após a explosão de um rojão”, explicou o delegado Martins Júnior.

“O crime foi inclusive filmado, tendo o investigado alegado que se incomodava com os ruídos dos animais e que os fogos de artifício utilizados seriam uma represália”, completou Martins Júnior. Após a conclusão, o inquérito foi encaminhado para ao poder Judiciário, para análise do Ministério Público.


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Polícia resgata 12 cães e flagra homem desferindo chicotadas em um dos animais

A Polícia Militar resgatou 12 cachorros vítimas de maus-tratos em Betim (MG). A ação foi realizada na terça-feira após denúncias. Ao chegar no local, os agentes flagraram um homem agredindo um cachorro com chicotadas.

Foto: Divulgação/Polícia Militar

Os animais viviam em um quintal repleto de fezes e entulho, estavam magros e dois deles foram encontrados acorrentados. Um estava mancando. As informações são do G1.

Na casa foram encontrados também gatos e galinhas, que não foram resgatados porque não havia indícios de que eles estavam sofrendo maus-tratos.

O homem, de 60 anos, foi levado à delegacia e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após o resgate, os cachorros foram encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses de Betim.

Foto: Divulgação/Polícia Militar

Foto: Divulgação/Polícia Militar

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Câmara de Maringá (PR) aprova projeto que permite entrada de animais em hospitais

A Câmara Municipal de Maringá, no Paraná, aprovou na terça-feira (6), em segunda discussão, um projeto de lei que permite a entrada de animais em hospitais. Foram nove votos favoráveis e três contrários.

O projeto aprovado é um substitutivo ao original, do vereador Flávio Mantovani (PPS), e contém alterações sugeridas por vereadores e representantes de hospitais.

“Alguns aditivos foram acrescentados na lei para aprimorá-la. Há uma certa semelhança da nossa lei com a lei do município de São Paulo, onde tem dado certo a visitação de animais para pacientes internados em hospitais”, afirmou Flávio Mantovani ao portal Maringá Post.

Para que um animal entre no hospital é necessário que um médico veterinário elabore um laudo com até 48 horas de antecedência para atestar a saúde do animal. É preciso também apresentar autorização da equipe de direção do hospital e do setor de infectologia da instituição.

No caso dos hospitais particulares há também a exigência de que a autorização da entrada do animal conste em cláusula do contrato de prestação de serviços médicos.

“Estamos regulamentando e dando condições para que, desde que o médico recomende, a presença do animal contribua no tratamento daquela pessoa”, disse.


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Comissão aprova projeto que permite entrada de animais no transporte público no RJ

A Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro deu parecer favorável ao Projeto de Lei nº 1.235/2019, que autoriza a entrada de animai domésticos de pequeno e médio porte no transporte coletivo municipal, como ônibus e Veículo Leve sob Trilho (VLT).

De autoria do vereador Dr. Marcos Paulo (PSOL), o projeto permite o transporte de animais com até 49 cm de altura entre o chão e a cernelha ou peso corporal de até 25 kg.

(Foto: Pixabay)

“Muitos tutores de animais não possuem veículo próprio e o ‘Taxi Dog’ não é um serviço acessível à população de baixa renda, o que impossibilita o transporte do animal, inclusive a clínicas veterinárias”, disse Dr. Marcos Paulo ao Diário do Rio.

O parlamentar lembrou que as condições de higiene, saúde e segurança previstas no projeto garantem inexistência de risco aos passageiros e funcionários.

Para transportar um animal, o tutor deverá apresentar carteira de vacinação atualizada, na qual conste ao menos as vacinas antirrábica e polivalente. Não poderá ser cobrado acréscimo na passagem e nem passagem adicional para que o animal seja transportado.

O animal terá que ser levado em um dispositivo adequado, isento de dejetos, água e alimentos, e que garanta a segurança, a higiene e o conforto do animal e dos passageiros. Caso, durante a viagem, haja necessidade de higienização da caixa de transporte, o tutor terá que descer na próxima parada para fazer a limpeza.

Poderão ser transportados, no máximo, quatro animais por ônibus ou vagão a cada viagem. As empresas concessionárias do serviço de transporte que não cumprirem a medida serão multadas em valores que variam de R$ 5 mil a R$ 100 mil e punidas com suspensão temporária da licença para exploração da linha, com possibilidade de cassação definitiva da licença. As penalidades poderão ser aplicadas de maneira cumulativa.

Após receber parecer pela constitucionalidade da Comissão de Justiça e Redação, a proposta segue para análise das Comissões de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público; Transportes e Trânsito; Direitos dos Animais; Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social; Direitos da Pessoa com Deficiência; e Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.


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Feridos e debilitados, cães são encontrados sem comida e água no Paraná

Três cachorros, sendo um macho e duas fêmeas da raça pit bull, foram resgatados pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) após serem encontrados em situação de maus-tratos no bairro Boqueirão, em Curitiba. Um homem de 48 anos foi detido.

Foto: Reprodução/XV Curitiba

Na casa, as fêmeas eram mantidas presas em um canil insalubre, sem água e comida. O macho estava amarrado a uma corrente, também faminto e com sede, e com ferimentos abertos pelo corpo.

Todos os animais estavam visivelmente debilitados e não recebiam os cuidados necessários. As informações são do portal XV Curitiba.

Levado à delegacia, o tutor dos animais assinou um temo circunstanciado de ocorrência. Ele responderá pelo crime de maus-tratos a animais e, se for condenado, poderá ser punido com até um ano de detenção, além de multa.

A condenação, no entanto, tende a ser revertida em prestação de serviços comunitários por se tratar de um crime considerado pelo ordenamento jurídico como de menor potencial ofensivo.


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‘Não é fácil ver seus cachorros morrerem em suas mãos’, diz tutora de cães envenenados

Pelo menos 10 cachorros foram mortos nas últimas duas semanas entre os bairros Cidade Jardim e Portal do Ipiranga, em Pouso Alegre (RS). Cinco deles morreram no último domingo (4).

Dois dos cães mortos eram tutelados por Rafaella Camargo Costa, de 20 anos, moradora do bairro Portal do Ipiranga. Amarelinho e Lobinho, como eram chamados, haviam sido adotados recentemente.

Foto: Rafaella Camargo Costa

“O Amarelinho apareceu assustado aqui no bairro. Soltam muitos animais aqui e na rodovia. Ele se deu muito bem com o Lobinho, e acabei ficando com dó e adotando também”, disse Rafaella ao portal Pouso Alegre.Net.

Segundo ela, ao acordar encontrou os cães agonizando. Sem carro para socorrê-los, ela ligou para um veterinário e recebeu a orientação de oferecer carvão ativado aos animais. Na chuva, ela saiu correndo, a pé, para comprar o carvão, mas quando voltou encontrou os cachorros mortos.

“Hoje o dia amanheceu escuro para mim. Não é fácil se deparar com seus cachorros morrendo em suas mãos e não poder fazer nada. Meus cachorros foram envenenados nesta madrugada porque simplesmente estavam latindo demais. Como um ser humano tem coragem de fazer isso?”, desabafou Rafaella. “Infelizmente não faço ideia de quem fez isso. Aqui não tem câmeras”, completou.

Outros três cachorros, que viviam em situação de rua, também foram encontrados mortos no domingo, segundo a moradora do bairro Cidade Jardim e protetora de animais Irani Moura, de 30 anos.

“Ela acha que é porque estava latindo, mas não é, porque senão não davam pro restante”, argumentou Irani ao se referir à alegação de Rafaella sobre o que teria motivado o envenenamento de seus cães.

Irani conta que nos últimos 15 dias pelo menos dez cães foram mortos. Outros também foram envenenados, mas receberam cuidados a tempo e conseguiram sobreviver. No entanto, como a maior parte dos cachorros vive em situação de rua, é possível que o número de mortes seja maior.

Foto: Rafaella Camargo Costa

A moradora do Cidade Jardim afirmou que denúncias foram feitas em um grupo de protetores indicando que uma mulher seria a responsável pelos crimes. Ela estaria andando pelos bairros envenenando os animais.

“Ela sai do carro, chama os animais, faz um agrado neles, e daí dá o veneno”, contou. “Infelizmente ainda não temos a placa. Ela faz isso aonde não tem câmera. Tem uma moradora aqui que até instalou câmera para tentar pegar. Eu também coloquei”, acrescentou.

Os casos não foram denunciados à polícia ainda. “A gente queria descobrir primeiro quem é essa pessoa. Ter alguma prova. Mas daí começou a aparecer demais. Precisamos fazer algo para impedir isso”, concluiu.


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Cães amam seus tutores e os veem como membros da família, diz estudo

Um estudo feito pela Emory University, localizada nos Estados Unidos, concluiu que os cachorros amam seus tutores e os consideram membros da família.

Foto: Pixabay

“Esse é um amor indiscutível, mas a grande curiosidade das pessoas é saber como os seus animais percebem essa relação”, conta o veterinário da Nutrire – indústria de alimentos de alta performance para animais -, Dr. Cleiton Rupolo, em entrevista ao Metro Jornal.

Exames de ressonância magnética feitos no cérebro de alguns cachorros concluíram que a reciprocidade no afeto entre esses animais e os humanos é identificada pelo olfato na atividade cerebral dos cães. De acordo com o estudo, os cachorros diferenciam odores e reconhecem seus tutores por meio deles.

“Ou seja, quando o odor característico do tutor se aproxima, o cérebro do animal é acionado e a sensação de felicidade e recompensa é ativada”, explica Rupolo.

O sentimento de recompensa é ativado apenas pelo cheiro do tutor do animal. O estímulo não acontece com outros odores. “Muitos pensam que os cães amam seus tutores pela comida ou pelos agrados que recebem, mas essa relação vai muito além disso. Os animais sentem amor por seus tutores pelo simples fato de ficarem próximos, juntos, unidos”, diz.

Esse amor explica, por exemplo, a felicidade que os cães demonstram no momento em que o tutor volta para casa após o trabalho, um passeio ou uma viagem.

“As atividades cerebrais pesquisadas durante esses momentos são muito semelhantes às que nós sentimos quando reencontramos alguém que amamos”, explica o veterinário.

A interação dos cães com os tutores é, inclusive, bastante semelhante a de bebês humanos com seus pais. “Isso explica porque o cachorrinho corre para o colo do tutor quando se assusta ou quando está com medo”, completa o especialista.

A relação de amor entre tutor e animal é criada nos primeiros meses de vida do cachorro ou logo após a chegada dele ao novo lar. Além disso, os primeiros seis meses de vida do cão é bastante importante para seu desenvolvimento, já que o cérebro do filhote é receptivo o bastante para que as ações ocorridas nesse período influenciem as próximas fases de sua vida. Por isso que, por exemplo, filhotes criados por homens tendem a se sentir mais confortáveis na presença masculina e vice-versa.

“Para toda regra sempre há exceções, claro, mas estamos falando do que geralmente acontece com a maioria dos cães. Por isso, é tão importante que os tutores interajam com seus animais, passeando, brincando e se divertindo com eles”, aconselha.


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