Tribunal julga tutor que espancou cachorra até a morte

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

O tutor de um animal doméstico espancou e chutou seu filhote da raça pastor alemão de apenas 11 meses até a morte no que ele chamou de “ataque de raiva”, depois do crime o agressor ainda tentou esconder o corpo do animal na floresta, segundo um tribunal da cidade de Dorset, na Inglaterra.

Jon-Luc McLoughlin, de 26 anos, espancou tão severamente sua cachorra, chamada de Lexi, que ela morreu quase que instantaneamente.

Quando a cachorra morreu ele então carregou o corpo com a intenção de jogá-lo em uma área de árvores perto de sua casa em Poole, Dorset.

Mas o animal doméstico morto foi descoberto por algumas crianças moradoras da região que ficaram “traumatizadas” com o que encontraram.

McLoughin tinha adquirido a cachorra de um criador e convivia com ele há apenas um mês depois de comprá-lo com seu parceiro.

Na quinta-feira, ele apareceu na Corte de Magistrados de Poole, onde se confessou culpado de “causar sofrimento desnecessário a um animal protegido”.

O tribunal ouviu que um exame post mortem realizado no corpo de Lexi descobriu que ela tinha sofrido “trauma de força contundente”, incluindo uma laceração no fígado, sangue no abdômen e uma ruptura no estômago.

Durante uma entrevista policial, McLoughlin inicialmente tentou colocar a culpa pelas lesões em uma colisão no trânsito, mas depois confessou a morte, dizendo aos policiais que “ficou com muita raiva e não sabe o que aconteceu com ele”.

A morte foi relatada à RSPCA que levou a acusação contra McLoughlin ao tribunal.

Matthew Knight, o promotor do caso, disse: “Ele socou ou chutou o cachorro até a morte e jogou o corpo em algumas árvores perto de sua casa para camuflar o crime”.

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

“O corpo de Lexi foi encontrado por moradores locais e a cena perturbou as crianças que o viram”, disse Knight antes de acrescentar que, devido à gravidade dos ferimentos infligidos, “é provável que o cão não tenha sobrevivido por muito tempo”.

A equipe de defesa de McLoughlin argumentou que ele estava sob significativo estresse no momento devido a ser um “cuidador de seu pai doente”.

Como se houvesse alguma justificativa para a prática de um ato covarde e cruel como o assassinato a um ser indefeso que ele próprio trouxe para morar em sua casa.

Defendendo, James Moore disse: “Este episódio de raiva cega é onde o estresse levou a melhor sobre ele e tomou conta de seus atos”.

“Este não é apenas um bandido violento que acha que não há problema em tratar mal o seu próprio animal doméstico.”

Um assassino frio e calculista que matou um ser indefeso que só queria lhe dar amor, e ainda tentou esconder o corpo para sair impune com a atitude.

Durante a audiência, o magistrado Martin Arthur disse que as opções de condenação eram “completamente abertas” e que uma sentença de prisão não estava “fora da mesa”.

O caso foi adiado até o dia 5 de setembro.

As ações de McLoughlin foram criticadas pelo grupo de defesa dos direitos animais PETA, que pediu a prisão do assassino.

Elisa Allen, diretora da PETA, disse: “A dor e o medo que este filhote deve ter sofrido são quase inimagináveis”.

“Imploramos ao Tribunal de Magistrados de Poole que dê ao Sr. McLoughlin a sentença máxima, incluindo tempo de prisão, aconselhamento e uma proibição vitalícia de manter animais.”

“Como as ofensas repetidas são a regra e não a exceção entre os agressores de animais – que muitas vezes prejudicam também os seres humanos – esses atos devem ser tratados com a máxima seriedade”.

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Casal de caçadores tira foto se beijando em frente ao cadáver do leão morto por eles

Foto: Legelela Safaris

Foto: Legelela Safaris

Uma foto postada nas redes sociais mostra um casal canadense se beijando ao lado do cadáver um leão que haviam acabado de matar em um safári na África do Sul.

Darren e Carolyn Carter, de Edmonton, Alberta (Canadá), participaram de uma excursão organizada pela Legelela Safaris que comercializa a morte por encomenda desses animais indefesos.

A operadora de turismo regularmente compartilha fotos de animais mortos ao lado de caçadores orgulhosos, muitas vezes sorrindo enquanto seguram suas armas, em sua página no Facebook.

Sob a foto do beijo, eles escreveram: “Trabalho duro no sol quente do Kalahari, muito bem feito. Um leão gigantesco”.

Outras fotos mostram o mesmo casal na frente de outro leão morto, com a legenda: “Não há nada como caçar o rei da selva nas areias do Kalahari”.

“Parabenizamos a feliz caçadora e a equipe”.

O casal, que é dono de um negócio de taxidermia, descreveu a si mesmo como “conservacionistas apaixonados”, apesar de participar de caçadas, relata o Mirror.

Carter disse ao Mirror: “Não estamos interessados em comentar sobre isso. É pura politicagem”.

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

Eduardo Gonçalves, o fundador da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, na tradução livre), acredita que esses leões foram capturados e criados com o único propósito de serem mortos por caçadores.

Ele acrescentou: “Parece que esse leão era um animal manso morto em um cativeiro cercado, criado com o único objetivo de ser o alvo de uma selfie presunçosa”.

“Esse casal deve se envergonhar de si mesmo, em vez de se exibir e e ficar se agarrando em frente às câmeras”.

A Legelela Safaris cobra £ 2.400 ( em torno de 11.200 reais)  pela caça à girafa e £ 2.000 (cerca de 9.400 reais) pela zebra. Eles também oferecem caçadas leopardo, elefante, rinoceronte e caças de leões.

A notícia vem em seguida do secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, anunciar que quer proibir os caçadores que participam de caçadas particulares (por dinheiro) de trazer de volta os troféus de suas mortes.

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Macaca se recusa a afastar-se do cadáver do filho morto

Foto: YouTube/Happy Channel

Foto: YouTube/Happy Channel

Uma macaca foi vista recusando-se a deixar o corpo sem vida de seu bebê em uma região deserta e selvagem no sudoeste da China.

O momento de luto e dor foi filmado na quinta-feira por vistantes na Montanha Emei, um destino turístico extremamente popular na província de Sichuan (China).

A mãe desesperada estava embalando o macaquinho morto em seus braços enquanto procurava comida perto da trilha dos visitantes na encosta da montanha.

O bebê morreu pouco depois de nascer, disse um funcionário do local ao Beijing News.

A macaca em luto foi filmada andando de um lado para o outro no frio, enquanto segurava cuidadosamente o bebê imóvel em seu braço, recusando-se afastar-se dele.

A demonstração de dor da mãe também foi capturada em outra foto, onde ela aparecia sentada, indefesa, no chão coberto de neve com o corpo de seu bebê ao lado.

O funcionário, de sobrenome Chen, disse que o bebê morreu de causas naturais loggo após o nascimento.

“Às vezes, os animais são vistos carregando seus filhos mortos, talvez para superar a perda”, acrescentou ele.

Há dias a macaca vem carregando seu bebê ao redor da montanha. Somente quando o corpo começar a se decompor, ela irá enterrá-lo”, disse Chen.

Em agosto passado, uma baleia orca foi flagrada carregando seu filhote morto por 17 dias ao largo da ilha de Vancouver, no Canadá, o período mais longo de luto registrado em qualquer orca.

Os usuários da rede social, muitos deles amantes dos animais, expressaram tristeza pelo incidente.

“Esse é o poder do amor de uma mãe”, dizia um comentário no site de microblogs chinês Weibo.

“Ela está esperando que seu bebê acorde? Isso é tão triste”, disse outro usuário.

“Às vezes os animais mostram mais devoção e compromisso do que os humanos”, acrescentou.

Localizado próximo a capital da província de Chengdu, o Monte Emei é considerado patrimônio mundial pela Unesco e é também uma das montanhas budistas sagradas da China.

Seu famoso Topo Dourado (Golden Summit) está localizado a uma altura de 3.077 metros acima do nível do mar e atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos.