Filhote de baleia é cortado do ventre da mãe na caçada anual das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma baleia grávida morta na caça anual das ilhas Faroe teve o filhote cortado fora de seu útero, uma cena forte e comovente, registrada por ativistas. A temporada de caça é comumente referida pelos locais como uma “rotina” da região.

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, levou a morte de 23 baleias, assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das ilhas Faroe afirmam que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A organização ambientalista Sea Shepherd compareceu ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma visão angustiante

“Como de costume, o processo descrito como “humanitário” pelos caçadores, para matar as baleias-piloto estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias pilotos, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias.

“Enquanto as famílias se deitava nas docas, imagens ternas e ao mesmo tempo perturbadoras de crianças saltando e brincando com os animais mortos podiam ser vistas. À medida que o processo continuava, a tripulação testemunhou uma baleia jovem sendo perseguida até a morte e a angustiante visão de um filhote não nascido sendo cortado do ventre de sua mãe”.

‘Semanas antes de nascer’

A Sea Shepherd afirma que o filhote parecia estar a “meros dias ou semanas apenas de nascer” – e, portanto, seria “despejado sem a menor cerimônia” de volta ao mar.

“As Ilhas Faroe costumam falar da tradição por trás da rotina de morte e, especificamente, do respeito mostrado às baleias-piloto”, acrescentou a instituição.

“Vídeos e fotografias mostram claramente que isso não é o caso, com imagens de pessoas e turistas tirando selfies com as baleias assassinadas.

Foto: Environmental Investigation Agency

Foto: Environmental Investigation Agency

“As crianças brincavam com barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andando sobre elas e, despreocupadamente, podiam ser vistas correndo pelo cais carregando as facas tradicionais que são usadas como parte da matança”.

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Filhotes de leões e tigres são encontrados mortos em freezer de fazenda de caça

Foto: NSPCA

Foto: NSPCA

Ao total vinte filhotes de leões e tigres foram encontrados mortos em um freezer em durante uma inspeção surpresa em uma fazenda de caça na África do Sul.

Um vídeo com imagens fortes mostra dois filhotes de leão fatalmente doentes trancados dentro de uma aulade metal na Fazenda Pienika, na África do Sul.

Os jovens felinos foram encontrados estavam sofrendo de condições neurológicas graves e tiveram que ser sacrificados no local, de acordo com a LIO.

Incentivados a investigar mais, os inspetores da NSPCA descobriram os corpos sem vida de outros 20 leões e tigres de idades variadas em um freezer.

Cinco cadáveres foram removidos para exames post-mortem para determinar a causa da morte.

A NSPCA disse que eles vão adicionar mais acusações de abuso de animais às já existentes, contra os proprietários da fazenda.

A descoberta segue um incidente repugnante ocorrido em abril na mesma fazenda, na província do Noroeste.

Oficiais da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra os Animais da África do Sul descobriram 108 leões, tigres, leopardos e caracais negligenciados, vivendo em condições descritas por eles como “absurdamente terríveis”.

Os animais eram mantidos em pequenos recintos imundos, superlotados e privados de água.

Alguns dos animais estavam totalmente sem pelo por causa de infecções parasitárias e dois sofriam de condições neurológicas “susceptíveis de serem o resultado de reprodução” ou endogamia.

O inspetor da NSPCA, Douglas Wolhuter, disse: “Com o lançamento de O Rei Leão e a homenagem aos leões durante o Dia Mundial do Leão neste mês, o resto do mundo está celebrando essas criaturas majestosas.

Foto: NSPCA

Foto: NSPCA

“Aqui na África do Sul, onde os leões são endêmicos e uma parte enorme de nossa herança, estamos condenando milhares de leões a uma vida de cativeiro, onde suas necessidades básicas não estão sendo supridas, e estamos submetendo aquele que é mundialmente conhecido como “o rei” do reino animal a uma vida patética em uma gaiola, à espera da morte.

O chefe de Política da Fundação Born Free, o Dr. Mark Jones, disse Metro: “Os leões da África estão enfrentando uma crise sem precedentes. Há agora quase três vezes mais leões em cativeiro do que na natureza”.

“Esses animais têm uma vida curta e traumática resultado de uma indústria incrivelmente cruel e cínica”.

Falando ao The Sun, Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha para Proibição da Caça ao Troféu, revelou que os grandes felinos estavam sendo criados em cativeiro para que pudessem ser acariciados por turistas, alimentados com mamadeira e, eventualmente, assassinados por troféus.

Gonçalves, disse: “A fazenda está em Lichtenburg, na Província Noroeste da África do Sul.

“Há cerca de 60 dessas instalações na África do Sul, criando grandes felinos para as pessoas acariciarem os animais, tirarem fotos dando mamadeiras para eles e depois matarem em troca de um troféu”.

“Os ossos desses animais são frequentemente vendidos a comerciantes desonestos na Ásia que fabricam medicamentos falsificados. Esta é a realidade da indústria de criação de felinos de grande porte na África do Sul”.

“É simplesmente obsceno. Os animais são mantidos em condições terríveis e seus exploradores fazem uma fortuna de seu sofrimento”.

Fazendas de criação de grandes felinos

Investigações denunciam que leões e tigres estão nascendo com deformidades dolorosas em centros de reprodução industrial, provavelmente causadas por endogamia. Nesses centros os animais são criados com o único objetivo de terem partes de seus corpos extraídas para serem vendidas no comércio abastecido pela demanda da “medicina” tradicional asiática, revelaram investigadores.

Grandes felinos foram encontrados com anormalidades no rosto, pés e pernas, e também podem vir a sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação, segundo as informações contidas em um relatório detalhado.

Os animais estão entre os milhares de tigres e leões confinados em minúsculos cercados dentro de fazendas industriais, onde são mortos e têm partes de seu do corpo extraídas, que são fervidas ou picadas para fazer vinho de osso de tigre e remédios para condições de saúde que vão de artrite a meningite, expõe o documento.

O primeiro estudo global sobre a cadeia de suprimentos da “medicina” chinesa mostra como a fé em tratamentos não comprovados está causando diretamente o sofrimento e a morte de grandes felinos cativos em grande escala e também ameaçando sua existência na natureza.

Foto: Anonymous/Blood Lions

Foto: Anonymous/Blood Lions

Populações cada vez mais ricas na China e no Vietnã estão impulsionando a demanda por produtos de “medicina tradicional”, diz o relatório – e à medida que o tigre selvagem é levado à extinção, também leões, onças e leopardos estão sendo mortos pelo o mesmo fim.

As pessoas acreditam que remédios feitos a partir de partes de grandes felinos podem tratar doenças como artrite e reumatismo, promover força e aumentar o vigor sexual.

A maioria dos entrevistados em ambos os países prefere que os animais sejam tirados da natureza em vez de criados em cativeiro, acreditando que os produtos são mais eficazes, de acordo com a World Animal Protection (WAP), que produziu o relatório.

Os pesquisadores também encontraram evidências de que a endogamia e reprodução em alta velocidade deixam alguns animais com problemas de saúde dolorosos, incluindo deformidades, e podem também sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação.

A China tem até 6 mil tigres à espera da morte, a África do Sul até 8 mil leões e a Tailândia 1.500 tigres. O Laos e o Vietnã também criam e reproduzem leões e tigres em fazendas, afirma a ONG.

Os grandes felinos são arrancados de suas mães na natureza ou nascem em fazendas de reprodução – uma tendência crescente, uma vez que a demanda por produtos de tigre aumentou muito nos últimos anos.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

Na China, os investigadores encontraram longas filas de gaiolas ao estilo de fazendas de criação em larga escala, abrigando centenas de tigres e leões e fornecendo apenas comida e água mínimas. Muitos animais estavam desnutridos, com suas costelas e coluna vertebral altamente visíveis, disseram as testemunhas.

O maior centro tinha mais de mil grandes felinos em “gaiolas mínimas, sombrias e de concreto – ambientes hostis e distantes, tão distantes de seus lares naturais e selvagens”. Muitos andavam de um lado para o outro, demonstrando estresse.

O relatório também destaca como os “medicamentos” ameaçam a existência de grandes felinos, dizendo: “É provável que leões selvagens sejam ilegalmente traficados por sindicatos do crime organizado para a África do Sul a partir de países vizinhos como Zimbábue e Botsuana e adicionados às populações de fazendas de leões”.

Populações de tigres selvagens estão à beira da extinção, com menos de 4 mil restantes em todo o mundo.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

Especialistas há muito alertam que “medicamentos tradicionais” não têm benefícios médicos comprovados.

Mas as pesquisas da ONG WAP descobriram:

• No Vietnã, quase 90% dos consumidores de tais medicamentos acreditam em sua eficácia, e um quarto da população usa produtos feitos com membros da vida selvagem, como “emplastros de tigre”.

• Um número similar de consumidores preferem produtos de animais capturados na natureza

• Na China, duas em cada cinco pessoas já usaram drogas ou produtos para a saúde que continham produtos feitos de grandes felinos.

Mas a pesquisa também descobriu que dois terços dos entrevistados vietnamitas estavam dispostos a tentar alternativas herbáceas ou sintéticas, com metade dizendo que isso dependia do preço.

O relatório, que será lançado em uma importante reunião da Cites no mês que vem, descreve as leis internacionais e domésticas como “inadequadas”.

Segundo as leis vigentes fazendas de criação de animais da África do Sul, que abastecem a indústria de caça “enlatada”, são perfeitamente legais, e ossos de animais são exportados dentro de cotas.

Foto: Getty

Foto: Getty

O dr. Jan Schmidt-Burbach, consultor de fauna silvestre da WAP, disse: “Esses grandes felinos são explorados por ganância e dinheiro – para remédios que nunca foram comprovados como tendo propriedades curativas. Só por essa razão, é inaceitável”.

“Mas, dado o fato que eles sofrem imensamente durante toda a sua curta vida – isso torna-se um ultraje absoluto”.

“Muitos desses animais só verão o mundo através de barras de metal, eles apenas sentirão o concreto duro sob suas patas e nunca poderão experimentar seu instinto predatório mais básico – uma caçada.

“Esses animais são majestosos – eles não são brinquedos – nem são remédios”.

No ano passado, a World Animal Protection descobriu que onças-pintadas estavam sendo caçadas na América do Sul para abastecer o comércio de itens medicinais.

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Secretaria pede explicações a clínicas após cães serem encontrados mortos em MT

A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) de Alta Floresta (MT) notificou as clínicas veterinárias da cidade para solicitar que elas prestem depoimentos sobre o descarte de corpos de animais. O pedido foi realizado após ossadas de animais e mais de 20 cachorros mortos terem sido encontrados por moradores às margens da MT-208 e dentro de um rio.

Corpos de cães foram encontrados dentro de rio (Foto: Daiane Carvalho/ Arquivo pessoal)

De acordo com duas denúncias recebidas pela secretária de Meio Ambiente, Célia Castro, os corpos dos animais foram descartados, de maneira irregular, por clínicas veterinárias.

“Após as denúncias, notificamos as clínicas para que elas expliquem o que fazem com os animais que morrem nos estabelecimentos deles”, disse ao G1.

Uma vistoria da Sema concluiu que os animais encontrados não foram enterrados e que alguns estão a aproximadamente 20 metros do rio.

“Entramos em contato com o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso), que também visitará o local. Um boletim de ocorrência também será registrado para que a polícia entre no caso”, ressaltou a secretária.

Conforme explicou a Associação Amamos Animais, moradores que têm propriedades nas proximidades do rio estão reclamando do mau cheiro e se preocupam com a qualidade da água.

“Eles disseram que há um mau cheiro há dias na estrada e resolveram entrar na mata para ver o que estava acontecendo, foi quando encontraram os animais”, informou a entidade.

A concessionária Águas Alta Floresta, responsável pelos serviços de água e esgoto da cidade, divulgou nota por meio da qual afirmou que a captação de água utilizada no abastecimento da zona urbana é feita em uma bacia diferente do local onde as ossadas foram encontrados, não existindo, portanto, risco de contaminação. Disse ainda que fará a remoção dos corpos do rio assim que a perícia policial for finalizada.

Mortes por envenenamento

Aproximadamente 30 animais, sendo um gato e 29 cães, foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em janeiro deste ano em Alta Floresta.

A Associação Amamos Animais defende, no entanto, que a quantidade de animais mortos pode ter chegado a 40.

Não se sabe se os corpos e ossadas de animais encontrados na estrada e no rio tem alguma relação com os cães e o gato mortos em janeiro.

“Pedimos à população que se tiver alguma informação entre em contato com a Sema, o anonimato da pessoa será garantido”, ressaltou Célia.


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Caçadores de troféus importaram mais de 300 mil cadáveres de animais ameaçados de extinção

Leão Cecil morto por um caçador de troféus | Foto: Mirror

Leão Cecil morto por um caçador de troféus | Foto: Mirror

Caçadores de troféus enviaram para seus países lembranças horríveis em forma de partes do corpo de mais de 300 mil animais selvagens ameaçados de extinção ao redor do mundo na última década.

O comércio cruel de itens como crânios, chifres e presas inclui um número alarmante de 40 mil elefantes africanos, 14 mil de leões e 8 mil leopardos.

A Fundação Born Free divulgou os números para marcar o quarto aniversário da morte do leão Cecil, de 13 anos, morto com uma flecha no Zimbábue.

A morte do gato grande felino no Parque Nacional de Hwange causou indignação em todo o mundo e levou o caçador Walter Palmer, um dentista americano, a receber ameaças de morte.

O chefe da Born Free, Howard Jones, disse: “Os animais pertencem à natureza, e não a uma parede – e nós queremos um futuro onde nenhum animal sofra a mesma morte cruel e agonizante infligida a Cecil.

“Nós fazemos campanhas incansáveis e trabalhamos com companhias aéreas, empresas de viagens e navegação para proibir o transporte de troféus de caça, enquanto pressionamos o Reino Unido e outros governos a introduzirem uma proibição de sua importação.”

Estima-se que existam apenas 400 mil elefantes e 20 mil leões restantes na natureza.

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Investigação revela animais vivendo no meio de cadáveres e fezes em fazenda de pele

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Ativistas pelos direitos animais pedem o fechamento imediato de uma fazenda de peles francesa após imagens de uma investigação secretas mostrarem os visons, também como conhecidos como martas (minks) rastejando sobre cadáveres no meio de suas próprias fezes em gaiolas imundas.

Um vídeo com imagens fortes também mostra alguns animais recorrendo ao canibalismo.

Embora perturbadoras, as imagens são uma forma de conscientizar a população mundial e as autoridades para que proíbam a importação de peles de animais, sendo a França o segundo maior fornecedor de peles, em uma indústria que ainda valia cerca de 70 milhões de libras só no mercado britânico no ano passado.



Vários países pelo mundo como Servia, Luxemburgo, Eslovênia, Noruega, Croácia, República Checa, Macedônia, Bósnia, Japão, Áustria, Bélgica e outros mais, proibiram as fazendas de pele no mundo, o Reino Unido por exemplo, proibiu fazendas de peles de animais em 2003, mas continua a importar o produto de outros países.

Uma queixa criminal por atos de crueldade foi apresentada contra os proprietários da fazenda.

Os militantes da ONG One Voice encontraram as cenas terríveis após entrarem na fazenda de criação de martas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Em um clipe, um pequeno vison branco treme enquanto jaz sob uma pilha de cadáveres, outro animal é visto se esforçando para se afastar do cadáver roído e em decomposição de seu companheiro de gaiola.

Fotos de dentro da fazenda mostravam cadáveres de animais em decomposição espalhados por gaiolas, enquanto, em uma delas, a sujeira escorria sobre as martas apertadas no pequeno cativeiro.

O vídeo foi declarado uma das “mais perturbadoras evidências de crueldade em fazendas” já vistas pela ONG Humane Society International.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

A diretora da ONG no Reino Unido, Claire Bass, disse que os animais pareciam “atormentados e sofridos”, acrescentando que era “perturbador” ver isso acontecer a esses seres indefesos.

“Na natureza os visons são belos, inteligentes e curiosos pequenos animais que cavam, caçam e nadam e alcançam quilômetros percorrendo paisagens.

Os animais nesta investigação são como cópias dos animais que vivem livres só que nesta versão são animais atormentados e trágicas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

“O comércio de peles tenta vender uma imagem da pele como um acessório tão elegante e glamouroso, mas eu desafiaria até mesmo o mais frio dos usuários de peles a olhar para essa filmagem e ver qualquer coisa além de miséria e desespero”.

“O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a proibir a criação de peles, e estamos rapidamente obtendo apoio político para abrir caminho como o primeiro país a proibir a venda deste produto cruel, ultrapassado e desnecessário”.

Como parte de sua campanha #FurFreeBritain, a HSI pede que o Reino Unido proíba a venda de todas as peles de animais, estendendo a proibição atual de peles de gatos, cães e focas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Desde que a filmagem foi divulgada, mais de 26 mil pessoas assinaram uma petição pedindo o fechamento da fazenda.

As imagens também levaram os políticos a alegar que a saída do Reino Unido da União Européia poderia ser usada como uma oportunidade para proibir a venda de todas as peles de animais no país.

O deputado conservador Zac Goldsmith disse que o Brexit ofereceu uma “oportunidade” para isso.

“É triste que, apesar de ter banido a criação de peles neste país há mais de quinze anos, ainda estamos financiando a mesma crueldade – ou, se essa filmagem for pior, ao permitir a importação e venda de peles do exterior“.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Os estilistas franceses Dior, Louis Vuitton, Saint Laurent e Celine ainda usam peles de animais em seus produtos.

A filmagem vem em seguida de outra denúncia em que raposas e martas foram retratadas em condições lamentáveis em uma fazenda de peles finlandesa no final do ano passado.

Martas, raposas e guaxinins nas gaiolas foram forçados ao canibalismo e foram retratados com feridas em carne viva.

Eles também tinham pés deformados, olhos doentes e lacerações expostas em seus corpos.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

O professor veterinário Alastair MacMillan, que analisou a filmagem, disse que as imagens “mostravam o preço que o isolamento contínuo e o confinamento estão tendo sobre esses animais, muitos estão mostrando sinais de severo desconforto físico e psicológico”.

“Vários visons e raposas têm feridas abertas e infectadas, e várias raposas têm olhos extremamente doentes que causam imensa dor e sofrimento aos animais”.

“Se isso é o melhor que a indústria de peles pode oferecer aos animais, não é de admirar que tantos designers, varejistas e agora cidades não queiram mais ter nada a ver com isso”.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Fazendas na Finlândia são declaradamente os maiores produtores de pele de raposa na Europa, com cerca de 2,5 milhões de animais sendo criados e eletrocutados a cada ano para serem vendidos ao comércio global.

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Caça aos elefantes cresce em Botswana

Elefantes em Botsuana vistos do alto | Foto: guenterguni / Getty Image

Elefantes em Botsuana vistos do alto | Foto: guenterguni / Getty Image

Chapéu: Estudo confirma

Título: Caça aos elefantes cresce em Botswana

Olho: A análise foi feita com base em dados de cadáveres de elefantes recém-mortos por meio de um levantamento aéreo na região

Menos de dois meses depois de Botswana ter suspendido a proibição de caça aos elefantes, um novo estudo confirmou que a atividade está aumentando no país onde vivem cerca de um terço dos elefantes da savana africana.

O estudo, publicado na Current Biology, utilizou levantamentos aéreos para concluir que o número de cadáveres de elefantes recém-mortos aumentou em 593% entre 2014 e 2018 no norte do Botswana. Os autores do relatório confirmaram que 156 elefantes haviam sido caçados por marfim em 2018 com base em danos no crânio dos animais, e estimaram que pelo menos 385 foram caçados entre 2017 e 2018.

“O aumento no número de animais mortos são preocupantes porque podem prever futuros aumentos na caça e declínios nas populações de elefantes”, escreveram os autores Scott Schlossberg, Michael Chase e Robert Sutcliff, da Fundação Elephants Without Borders (Elefantes Sem Fronteiras, na tradução livre).

Ellen DeGeneres, que não esconde seu amor pelos paquidermes, também falou contra a proibição da caça, respondeu imediatamente ao estudo nas mídias sociais.

“Temos que defender elefantes, ou não haverá mais nada para defender”, ela twittou.

Embora o aumento na caça não tenha reduzido a população de elefantes do Botswana em geral, sua população caiu 16% em cinco áreas atingidas pela caça, enquanto aumentou em 10% nas áreas vizinhas. Os autores do relatório alertaram que a estabilidade da população dos animais pode mudar rapidamente:

A ONG Elefantes Sem Fronteiras também foi responsável por reportar pelo menos 87 elefantes caçados perto do santuário de Okavango no delta do rio Okavango, em setembro de 2018, enquanto realizavam pesquisas aéreas.

Esse número foi contestado pelo governo de Botswana, que chamou os dados da organização sem fins lucrativos de “falsos e enganosos”. Alegou que o grupo relatou apenas 53 elefantes mortos em julho e agosto, e que a maioria não foi caçada, mas morreu de causas naturais ou em conflitos com humanos.

O rigor do artigo da Current Biology, no entanto, reforça a descoberta de que a caça aumentou drasticamente no país há muito tempo considerado um refúgio para os elefantes.

Chase e sua equipe pesquisaram 36.300 milhas quadradas em um pequeno avião e fizeram visitas de helicópteros a 148 cadáveres de elefantes para confirmar se os animais foram caçados ou não, relatou o The New York Times. Eles descobriram que cerca de metade dos corpos tinham sido mortos recentemente e que todos eles haviam sido caçados. Cerca de 80% dos corpos com um ano ou mais de idade pertenciam a animais que foram caçados também.

“Aqueles cientistas e colegas que lançaram dúvidas sobre nossas descobertas iniciais, espero agora percebam que a ciência e as evidências que descrevemos em nosso artigo são realmente convincentes”, disse Chase ao The New York Times.

Outros cientistas falaram em apoio ao novo artigo.

“O trabalho foi excepcional em todos os sentidos”, disse Samuel Wasser, biólogo de conservação da Universidade de Washington, ao The New York Times. “Havia inúmeros recursos cuidadosamente e meticulosamente documentados. E eles também analisaram hipóteses alternativas, e nenhuma foi apoiada por dados”.

O diretor de pesquisa do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais do Botsuana, Cyril Taolo, disse ao The New York Times por telefone que seu departamento “ainda estava analisando o artigo e apresentaria uma resposta”.

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Vacas mortas são encontradas encalhadas nas praias das Ilhas Canárias

Reprodução | Facebook

Turistas e moradores locais foram surpreendidos por vários cadáveres de vacas trazidos pela maré até um resort costeiro nas Ilhas Canárias.

Semana passada, pelo menos três vacas mortas foram encontradas nas praias do arquipélago espanhol.

O primeiro animal morto encontrado foi avistado na praia turística de Playa de La Jaquita, perto de El Medano, por dois banhistas que nadavam no local.

Eles a trouxeram até a terra com a ajuda de um piloto de jet ski.

O cadáver do animal foi rebocado e levado para um aterro pelos funcionários do conselho.

Apenas alguns dias depois, outra vaca foi encontrada em Granadilla de Abona, uma área industrial.

Uma terceira vaca foi encontrada flutuando no meio do mar perto da ilha de La Gomera.

Acredita-se que os animais tenham vindo de cargueiros que viajam transportando bois e vacas, vindo da América do Sul.

Além de sofrerem todos os tipos de maus-tratos sendo transportados em locais apertados, sem condições mínimas de higiene, obrigados a permanecer em locais superlotados sem espaço para se movimentar, misturados às suas próprias necessidades biológicas expostos a todo tipo de doenças e sem tratamento adequado.

É costume nesse tipo de transporte cruel e desumano, jogar os animais ao mar se eles morrerem durante a viagem.

No ano passado, duas vacas mortas foram vistas flutuando ao longo da Gran Canaria.

Suspeita-se que os cadáveres recentes possam ter sido lançados do Polaris 2, um navio de transporte de carga viva que opera sob a bandeira panamenha.

Conhecido como um “barco que cheira mal”, o navio transporta regularmente carga viva da América do Sul para a Europa ou Norte da África.

A embarcação deixou Rio Grande, na Argentina, no dia 22 de março e deve passar pelas Ilhas Canárias.

O Ministério da Agricultura das Ilhas Canárias disse que as três vacas mortas “vêm com toda a certeza de um desses barcos que transportam os rebanhos de gado do continente americano, animais que, com toda probabilidade, morreram a bordo e foram jogados no mar”.

De acordo com o diretor geral de pecuária do arquipélago, David de Vera, o despejo de animais mortos no mar “é proibido pelo direito internacional”.

animais mortos e pendurados

Imagens mostram animais presos em meio a cadáveres e poças de sangue em matadouro

Imagens perturbadoras do interior de um matadouro foram divulgadas pela polícia de Dyfed-Powys, no sudoeste do País de Gales. Porcos e ovelhas são vistos acorrentados ao lado de cadáveres de animais e poças de sangue espalhadas por todo o local.

animais mortos e pendurados

Foto: Media Wales

“A horrível descoberta de ontem mostrou a importância das denúncias feitas pela comunidade e de nossos relacionamentos vitais com as agências parceiras para acabar com essas práticas cruéis,” disse a polícia em seu perfil no Twitter.

animais presos e poças de sangue espalhadas

Foto: Media Wales

“O Conselho de Pembrokeshire confirmou que duas prisões foram feitas na segunda-feira (21) em um endereço na área de Pembroke em relação a uma investigação sobre a morte e o abuso de animais,” disse um porta-voz do Conselho, que está conduzindo as investigações.

Cerca de 15 ovelhas, incluindo as ovelhas mortas, foram encontradas no endereço. Ainda não se sabe exatamente quantos animais foram mortos no matadouro desde o início da operação.