Homem coloca carro à venda para pagar cirurgia para salvar a vida de cadela

Milton Alves andou de veterinário em veterinário para tentar salvar a vida da sua cadela Myna, uma Grand Danois. Ele colocou o carro à venda para pagar o tratamentom, mas quando alguns dos seus amigos souberam o que ele tinha feito, criaram uma conta solidária, para que possa salvar Myna e manter o carro que tanto gosta.

O que aconteceu foi que a cadela, Myna, foi operada do coração, uma operação que levou mais ou menos três horas. E teve de ser operada duas vezes.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Milton explica que foi buscá-la às 18 horas, mas quando eram 23 horas viu que alguma coisa não estava bem com ela, e a levou à clínica veterinária mais uma vez. As coisas acabaram por se complicar e o veterinário o aconselhou a levá-la para o Porto, contatando assim o hospital, para já estarem preparados para receber Myna.

As últimas informações sobre o caso foram divulgadas durante a cirurgia. A cadela estava sedada e entubada e as próximas horas seriam decisivas.

Milton confessou que já teve problemas com ela, pois quando Myna era nova nem tinha forças para se segurar nas patas traseiras. Mas o seu amor pela sua amiga de quatro patas nunca diminuiu, apenas cresceu, pois Milton está disposto a vender o carro para ajudar a cadela.

Ele já tem comprador para o carro, mas está aguardando por uma eventual solidariedade vinda de outras pessoas, para ver se consegue manter o carro. “A malta sabe que gosto do MK1 [o carro], mas gosto ainda da Myna”, disse.

O tutor da cadela publicou um vídeo por meio do qual mostra duas faturas, sendo a primeira de 1588 euros e a segunda de 298 euros.

Fonte: Portal do Animal

Cadela explorada para reprodução é salva após viver a vida inteira trancada em porão

Infelizmente, há muitas pessoas que não acreditam que os animais merecem amor e respeito. É por isso que milhares de animais em todo o mundo estão expostos a atrocidades todos os dias. Seja por puro sadismo ou por ganância, especialmente no caso de reprodução animal esquálida.

Foto: Reprodução / YouTube

Foi também o caso de uma cadelinha chamada BB. Ela foi encontrada por uma organização de direitos dos animais em um porão escuro em Cabarrus County, na Carolina do Norte (EUA).

BB foi trancada com outros 130 animais em um porão escuro e nenhum desses pobres seres já havia visto os raios do sol.

A pobre cachorra pesava apenas alguns quilos e tinha apenas três dentes, porque os outros estavam tão podres que era necessário arrancá-los.

Brenda Tortoreo trabalhou no hospital de animais onde BB foi tratada e decidiu adotar esta pequena poodle que teve uma vida tão difícil.

“Ela era muito pequena e indefesa quando a encontramos”, disse Jessica Lauginiger, diretora da organização de bem-estar animal da HSUS, à HonestToPaws .

BB nunca tinha visto a luz do sol e mal teve contato humano. “Eu coloquei minha mão na gaiola e ela tentou se levantar e sentir um pouco. Ela era muito hesitante e tímida, apesar de precisar de ajuda”, disse Jessica Lauginiger.

Os veterinários suspeitam que ela fosse explorada para reprodução. Mas agora, a BB foi finalmente salva dessa terrível existência! Ela tem uma nova vida com pessoas que a amam e que se importam com ela.

O vídeo abaixo mostra o momento em que a BB vê o sol pela primeira vez!

Fonte: Incroyable

Cadela abandonada em local deserto passa por transformação após resgate

Uma cadela que foi abandonada em um local deserto nos Estados Unidos passou por uma transformação após ser resgatada. Quando foi encontrada, ela estava em estado tão deplorável que não era possível identificar se era uma fêmea ou um macho. Ferida e assustada, ela caminhava sozinha por uma estrada.

Foto: JJ Woofinpaws/YouTube

Da raça Cocker Spaniel, ela foi resgatada por uma equipe da ONG JJ Woofin Paws. E apesar de todo sofrimento que viveu, ela abanou o rabo para a equipe que a salvou. As informações são do portal I Love My Dog, com tradução do Histórias com Valor.

O estado de Dorothy, como passou a ser chamada, era tão crítico que em seu pelo havia insetos mortos, fios de telefone e pedaços de vara. O sofrimento dela era tamanho que, no primeiro toque que recebeu de um humano, ela chorou.

Ao ser examinada por uma veterinária, foi descoberto que a cadela sofria com um crescimento de pálpebras e tinha feridas em todo o corpo. Para ser tosada, ela precisou ser sedada. E depois que todo o pelo emaranhado foi retirado, ela parecia outra cadela.

Limpa, tratada e alimentada, ela relaxou e passou a confiar na equipe que a resgatou. Após esse primeiro momento, ela foi submetida a um tratamento veterinário para solucionar os problemas que tinha. Com o tempo, ela se recuperou e encontrou um novo lar.

Foto: JJ Woofinpaws/YouTube

Polícia procura casal que abandonou cadela idosa e doente no lixo em PE

Uma cadela idosa e doente foi abandonada por um casal em um ponto de descarte de lixo em Piedade, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Câmeras de segurança registraram o crime. A polícia tenta, agora, identificar os criminosos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Da raça rottweiler, a cadela foi deixada sob o sol. Bastante debilitada, ela foi resgatada por moradores do local, mas morreu logo em seguida. As informações são do portal OP9.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), em Água Fria, Zona Norte do Recife, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

Testemunhas afirmam que, antes de abandonar o animal, o casal procurou uma clínica veterinária para sacrificá-lo, mas recebeu uma resposta negativa.

Nas imagens registradas pelas câmeras de segurança, é possível ver um homem e uma mulher caminhando em direção a um terreno baldio, transportando a cadela em um carrinho de mão. Ao chegar no local, o homem despeja lentamente o animal no chão e vai embora, na companhia da mulher.

A linha de investigação do caso é de maus-tratos a animais, que tem como punição até um ano de detenção, além de multa. O crime está previsto na Lei de Crimes Ambientais.

O boletim de ocorrência foi feito por um protetor de animais, na companhia da vereadora Goretti Queiroz (PSC), que é ativista da causa animal. “Vamos pedir total empenho na identificação dos criminosos. Isso é crime e queremos que a lei seja cumprida. A gente sabe que o animal tem sentimentos, ele sabe que está sendo abandonado e isso é que dói mais”, afirmou a parlamentar, que disse ainda ter ficado chocada com o caso.

Cadela com deficiência adota filhote de gato e produz leite para alimentá-lo

Uma cadela da raça poodle, com deficiência, adotou um filhote de gato recém-chegado na casa onde ela vive, em Rio Pardo, do Rio Grande do Sul.

Foto: Reprodução / GAZ

A autônoma Rosi Trindade, de 35 anos, é tutora de Jady e dos pais dela, Aycha e Ravy. Ela ficou surpresa ao ver o carinho de Jady com um filhote de gato que foi viver com a família. As informações são do portal GAZ.

“Ela anda pela casa e adota as meias. E não deixa ninguém chegar perto”, conta, ao falar da cadela.

Há duas semanas, a família decidiu adotar Theodoro, um gato de 35 dias de vida. No começo, Rosi teve medo dos cães machucar o filhote, mas todos eles acolheram o animal, especialmente Jady.

A cadela, inclusive, produziu leite e foi flagrada pela tutora amamentando Theodoro. “Eu olhava na televisão, mas nunca tinha presenciado. Ela criou leite, não muito, mas criou. O amor verdadeiro eu vi hoje entre uma mãe adotiva e seu filhote de espécie diferente”, conta.

Cadela maltratada inspirou lei sobre comércio de animais domésticos

A cadela Lucy, da raça cavalier king charles spaniel, foi explorada para reprodução e venda de filhotes e viveu boa parte da vida presa em uma jaula. A triste história dela inspirou a criação de uma lei que regulamenta a venda de animais domésticos  em pet shops na Inglaterra.

A nova legislação, que entra em vigor em abril de 2020, determina que a compra e adoção de filhotes de cachorros e gatos com menos de seis meses de idade deve ser feita diretamente com criadores e abrigos de animais. O governo britânico argumenta que a medida impede que filhotes sejam separados precocemente das mães e que animais seam mantidos em condições degradantes, sendo forçados a procriar no limite de suas forças, para aumentar o lucro.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

Lucy sofria de epilepsia, problemas de quadril, na coluna e na pele quando foi adotada por uma ativista. Todos os problemas de saúde dela eram resultados de anos de exploração e maus-tratos em um canil no País de Gales.

“Estava claro que pelo estado físico dela que foi submetida a condições terríveis. Mas, com muita paciência, Lucy acabou desfrutando felicidade na vida, apesar de curta”, disse Lisa Garner, a ativista que adotou a cadela, em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Lucy foi resgatada com o corpo todo machucado, aos cinco anos de idade, segundo o médico veterinário Marc Abraham. As informações são do portal UOL.

“Lançamos a (campanha) ‘Lei Lucy’ um ano depois de sua morte como tributo a ela e a todos os cães reprodutores que estão escondidos do público”, explicou o veterinário à rádio 5 Live, da BBC. O objetivo da campanha era regular a venda de animais e coibir criadores que maltratam animais. Celebridades britânicas apoiaram a iniciativa, dentre elas o comediante Ricky Gervais.

Com quatro ou cinco semanas da vida, os filhotes são retirados das cadelas. A separação precoce pode aumentar o risco de contaminação por doenças nos filhotes e dificultar a socialização deles, segundo o governo.

A frequência com que casos como semelhantes ao de Lucy ocorrem é grande. Em Sussex, uma família comprou, pela internet, um filhote oferecido em um site como um mestiço de nove semanas. Ele foi comprado em 2015 e logo foi morar com os novos tutores, que pagaram 470 libras – o equivalente a R$ 2,4 mil – pelo mestiço de cavalier king charles spaniel com poodle.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

“Estávamos muito animados para tê-lo em casa, mas, 17 horas depois de ele chegar, tudo deu errado”, disse Rebecca Reed.

Max bebia água sem parar, mas se negava a comer. Ele estava muito doente. “Ele era como um cobertor molhado no chão. Ele não conseguia nem levantar a cabeça, ele estava tão fraco. Foi doloroso”, contou Rebecca.

O cão foi diagnosticado com megaesôfago, uma doença que faz com que os cachorros não consigam colocar comida no estômago. Foi então que Rebecca tentou falar com o vendedor para saber se os irmãos de Max sofriam do mesmo problema. As ligações dela, no entanto, não foram atendidas.

A tutora teve que mudar o horário de trabalho para se dedicar ao cão, que começou a se alimentar com uma dieta líquida e a usar uma cadeira especial que o ajudava a ingerir o alimento.

O casal acredita que gastou mais de 5 mil libras  – o correspondente a R$ 25 mil – para cuidar do cachorro. O vendedor que o comercializou mentiu sobre a raça, a idade, o histórico de vacinação e a saúde de Max.

Lei Lucy

A nova legislação determina que pet shops e comerciantes só poderão vender animais criados por eles, seguindo regras de licenciamento. Os estabelecimentos comerciais ficarão proibidos de comprar animais de terceiros para revendê-los.

Para o ministro para Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Michael Gove, as novas regras dariam aos animais “o melhor começo possível na vida”. A lei exige que os animais tenham nascido e crescido em um ambiente saudável e recebeu elogios da Sociedade Real para Prevenção de Crueldade contra Animais. A ONG, no entanto, ressaltou que a fiscalização é necessária.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

No Brasil, a legislação exige que os canis sejam licenciados e tenham um veterinário responsável. Mas a fiscalização é precária. Atualmente, a pena para maus-tratos a animais tem punição de até um ano de detenção e multa. A ampliação da pena para até quatro anos foi proposta em dois projetos aprovados, no fim de 2018, no Senado e na Câmara.

O projeto aprovado no Senado define punição financeira aos estabelecimentos que, por omissão ou negligência, comercializarem animais maltratados. A proposta da Câmara traz agravantes de pena, com ampliação do prazo de prisão de um sexto a um terço para a prática de zoofilia ou em caso de morte do animal. O texto aprovado na Câmara tem que ser aprovado ainda pelo Senado e vice-versa.

Em Santos (SP), um projeto que proíbe o comércio de cachorros, gatos e pássaros na cidade é discutido pela Câmara de Vereadores.

Nota da Redação: a legislação que entrará em vigor na Inglaterra é importante e pode ajudar a reduzir os casos de maus-tratos a animais, mas para que eles parem de ser maltratados por criadores, a única solução é proibir definitivamente o comércio. Isso porque enquanto cães e gatos forem tratados como objetos passíveis de venda, haverá maus-tratos e negligência.

Homem pula de ponte para salvar cadela que caiu em rio nos EUA

Uma cadela se assustou com um acidente de carro, correu descontrolada e acabou caindo no rio East, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O acidente aconteceu enquanto Harper, como é chamada a cadela, estava com um passeador de cães. Comovido com a situação do animal, um homem pulou no rio e salvou sua vida.

Adotada por Erin O’Donnell em 2017, Herper se assustou quando um táxi ultrapassou o sinal vermelho e atingiu o passeador de cães e ela. Eles não se feriram, mas a cadela pulou no rio, devido ao medo que sentia, e começou a nadar. No entanto, logo ela perdeu a velocidade e começou a afundar. As informações são do Canal do Pet.

Instagram/ Harper de Hound

“Eu estava em um restaurante comemorando meu aniversário quando vi um cão pulando da ponte para nadar”, escreveu Gabe Castellanos nas redes sociais. “O dia estava quente e nós pensamos que o tutor estava observando o cachorro enquanto ele estava nadando para se refrescar, até que percebemos que uma pessoa correu para a grade da ponte e começou a gritar em pânico”, completou.

Formado pela SUNY Maritime College e com um amplo conhecimento em técnicas de sobrevivência na água, Gabe decidiu ajudar. “Olhei onde eu estava e vi que tinha um colete salva-vidas, peguei, vesti e pulei na água”, disse Gabe, em entrevista ao The Dodo.

Cerca de 300 pessoas assistiram a cena. Quando percebeu que alguém estava atrás dela, Harper tentou fugir. Gabe, no entanto, conseguiu alcançá-la e salvou sua vida, levando-a à margem do rio.

Apesar do susto, Harper apenas machucou as patas e, por isso, terá que usar botas ortopédicas por algumas semanas. “Fiquei aliviada quando soube que ainda existem pessoas com atitudes positivas como a de Gabe”, revelou Erin.

Homem é preso após ser flagrado estuprando cadela em Ubajara (CE)

Um homem de 29 anos foi flagrado estuprando uma cadela na madrugada de segunda-feira (6) em Ubajara, no Ceará. A tutora do animal presenciou o abuso sexual e acionou a Polícia Militar, que prendeu o agressor para realização dos procedimentos legais.

A cadela chorou de dor, chamando a atenção da tutora, que quando foi procurá-la encontrou o homem, bêbado e drogado, cometendo o abuso. As informações são do portal G1.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

“A tutora entrou em contato com a Polícia Militar nos informando sobre o ocorrido e logo em seguida chegamos no local, onde encontramos o suspeito deitado na rua com a cadela sangrando do lado”, disse o delegado do Destacamento de Ubajara.

“Eu ouvi a minha cachorra gemendo e já tinha visto esse homem bebendo na minha calçada. Quando ela começou a latir e chorar eu corri, pois pensei que ele estava matando ela. Quando cheguei na rua, encontrei ele abusando da minha cadela”, disse a tutora, que preferiu não ser identificada.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, quem cometer maus-tratos a animais, dentre eles a prática de abuso sexual, poderá ser condenado a detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode sofrer um aumento de um sexto a um terço.

Aprovada em 2018 pela Câmara dos Deputados, uma proposta pretende aumentar a pena para maus-tratos a animais, passando para quatro anos de detenção. A medida propõe ainda que a zoofilia se torne um agravante, podendo aumentar a pena em um terço. O projeto aguarda votação no Senado.

Cadela abandonada espera meses pelo retorno de seu tutor

Uma foto de uma cadela olhando através de um rio em Bangcoc, Tailândia, está repercutindo na internet. A cadela esperou no cais por meses, depois que caiu de um barco que estava com seu tutor.

Foto: MY DOGS/YouTube

De acordo com os moradores locais, a cadela passou a revirar comida do lixo e dormir nos cantos, mas se recusava a deixar a área. Muitos estranhos a alimentaram e a acariciaram enquanto ela rotineiramente esperava, na esperança de ver seu tutor novamente.

Mas mesmo depois que a história se tornou viral nas mídias sociais, o tutor da cadela não apareceu.

Com o passar das semanas, ela começou a ficar mais fraca. O desespero chegou e ela percebeu que o único barco que queria ver nunca iria passar.

Uma mulher chamada Thanawan não podia mais ver a situação miserável da cadela. De alguma forma ela fez amizade com ela e a levou para casa, dando-lhe o nome de “ThaReua”, que significa “Pier”. Com amor inabalável e cuidado de Thanawan, ThaReua lentamente deixou para trás a ansiedade de ser abandonado. Hoje, ela abraçou sua nova família com todo o coração.

Confira o vídeo abaixo sobre a história comovente de ThaReua.

Fonte: I Love My Dog

Cadela vai a hospital visitar crianças com câncer no Rio de Janeiro

Uma cadelinha da raça golden retriever é a mais nova integrante da ala pediátrica do Inca (Instituto Nacional do Câncer) no Rio. Com apenas 10 meses de idade, Hope (que significa esperança em inglês) tem a tarefa de espalhar alegria, carinho e oferecer mais conforto aos pequenos pacientes que lutam contra diversos tipos de câncer.

Foto: Reprodução / UOL

Hope começou a frequentar o local há quatro semanas. Ainda em adaptação, a cadelinha visita os pequenos pacientes uma vez por semana durante uma hora, todas as sextas-feiras. A ideia é ampliar as visitas para dois dias na semana.

Com o colete que funciona como um jaleco hospitalar, crachá e coleira, a cadelinha e o adestrador André Luiz Moreira passam de quarto em quarto para brincar com os pacientes.

Durante a visita, as crianças fazem carinho, conversam e sorriem para a nova “médica” do hospital. Alguns já ficam ansiosos esperando o próximo dia de visita. Outros, choram quando Hope precisa ir embora.

Nos corredores do hospital, a cadelinha virou uma espécie de celebridade. Famílias e funcionários se revezam para tirar fotos com ela.

A diretora da unidade, localizada na praça da Cruz Vermelha, na região central da cidade, precisou reservar um horário na agenda para conhecer a nova ‘profissional’.

Com a Hope, a gente para de falar de doença, diz médica

Hope integra o primeiro projeto de terapia assistida por animais no INCA e as visitas dela tem como objetivo tornar o ambiente mais leve e aconchegante para os pacientes em tratamento.

O projeto foi idealizado pela médica oncologista Bianca Santana, que não recebe nenhum tipo de apoio do governo para colocá-lo em prática. Segundo ela, em menos de um mês, os resultados já superaram as expectativas.

“O clima ficou muito bom. Ficou mais leve. Quando ela vem a gente para de falar de doença, a gente passa a falar de cachorro”, diz Santana.

“No primeiro dia que ela veio com criança, ela não passou da porta de entrada. As crianças atacaram e ela ficou ali, deitou”, recorda a médica. “Você esquece um pouco que está no hospital. Parece que está mais perto de casa e esse é o objetivo, que as crianças se sintam mais em casa do que no hospital, porque elas passam mais tempo aqui e com a gente do que com as próprias famílias”, completa.

Foto: Reprodução / UOL

Para os funcionários do INCA já é possível observar os benefícios da presença da Hope nos pacientes.

“Em momentos delicados de medicação, de dor, só em falar na Hope já faz com que as crianças se distraiam e fiquem mais animadas. É impressionante”, disse uma enfermeira da pediatria.

Já a Chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica, Sima Ferman, diz acreditar no sucesso do projeto.

“Nossa linha toda de trabalho aqui é atenção integral à criança, então uma preocupação que nós temos ao longo dos anos não é só oferecer o tratamento oncológico, mas cuidar da criança no ponto emocional e social. Então várias atividades são feitas para melhorar a estadia da criança aqui, e fazer com que o tempo dela no hospital seja mais ameno. Hoje temos vários projetos neste sentido e a Hope veio coroar”, afirma.

Rotina inclui atenção especial com higiene

Nos dias de visita ao Inca, Hope toma banho e corta as unhas. Ela chega de carro ao hospital. Na unidade, passa por um processo de higienização das patinhas e escova os dentes.

Vacinas e medicações especiais fazem parte da vida de Hope com frequência. O custo é de cerca R$ 1.400 mensais que saem do bolso da própria médica, que conta ainda com a parceira do adestrador.

Apesar de tanta responsabilidade, Hope também tem momentos de lazer. Ela costuma brincar no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, na companhia de Moreira.

Para ele, o contato entre a cadelinha e os pacientes tem sido mais que positivo.

“Tem situações que você fica maravilhado, tem criança que olha e abre aquele sorrisão, fica completamente apaixonada. Os pais também ficam na aquela euforia, querem tirar foto com a cachorra e com o filho. Ela [a Hope] vem para tentar tirar um pouquinho de sofrimento. Todo mundo quer saber que dia ela vai voltar.”

Moreira recorda também com orgulho do primeiro dia de Hope no Inca.

“Ela deitou entre sete e oito crianças juntas mexendo nela, fazendo carinho. A gente faz um exercício que geralmente as pessoas falam ‘morto e vivo’, no caso dela é relaxa! Aí, ela dá aquela deitadinha de lado para receber o carinho.”

Lei garante animais em hospitais

Foi aprovada neste ano pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), em março deste ano, uma lei que permite a presença de animais domésticos em hospitais públicos e privados do Rio.

A lei é de autoria do vereador Luiz Carlos Ramos Filho (Podemos), também presidente da Comissão de Defesa dos Animais. De acordo com a ela, os animais podem permanecer nas unidades de saúde por período pré-determinado e sob condições prévias respeitando os critérios definidos pelos hospitais.

Fonte: UOL