Desempregada, mulher se vira com o namorado para cuidar de animais resgatados das ruas

Mesmo sem emprego há dois anos, uma mulher cuida de animais retirados das ruas de Alagoas. Salete Barros mora no bairro Cacimbas em Arapiraca, onde vive com boa parte dos animais. O restante fica em uma outra casa em um bairro de Maceió, que o namorado dela ajuda a cuidar.

Foto: Arquivo Pessoal/Salete Barros

Para tentar arrecadar dinheiro e continuar com a causa, Salete vai fazer um bazar solidário nos dias 25 e 26 de maio na capital, onde vai vender roupas e artigos para casa que ela mesma faz.

“Os animais que tenho são todos das ruas, venho desempregada há quase dois anos, lutando duro para ajudar nas despesas junto com ele. O bazar é para dar assistência a alguns que aguardam castração, tratamento, vacinas e alimentação, que são muito caros”, disse.

Ela conta que na casa dela casa tem 4 cachorros e 23 gatos. Já na casa de Maceió tem 15 cachorros e 7 gatos. “Só de ração eu devo gastar por mês R$ 1.500. Colocando as outras despesas eu nem sei calcular”, afirmou.

Salete ressalta que é protetora independente de animais, que é uma voluntaria que mantém sob sua responsabilidade animais retirados de situações de abandono e maus-tratos e promovendo o bem-estar dele. O cuidado pode ser feito em casa, ou em imóveis de apoio, como ONGs, por exemplo.

Ela relembra que tudo começou com poucos animais. “Eu já tinha [animais], porém eram apenas uma cachorra e três gatos, e em três anos o número subiu muito. Inclusive agora, dei uma parada nos resgates, pois não posso salvar uns e empurrar com a barriga outros que chegaram primeiro”, falou a protetora.

Bazar

O bazar solidário vai acontecer em Maceió em 2 dias distintos:

Evento 1

Dia: 25/05
Hora: 11h às 19h
Local: Posto 7, Jatiúca
Evento 2

Dia: 26/05
Hora: 11h às 19h
Local: Praça Gogó da Ema, Ponta Verde

Fonte: G1

A companhia de um cão ajuda a fazer novos amigos, diz estudo

Foto: Bored Panda/ Reprodução

Foto: Bored Panda/ Reprodução

Quase metade dos tutores de cães fizeram amigos enquanto caminham com seus peludos, sugere um novo estudo.

Pesquisas envolvendo 2 mil pessoas que dividem suas vidas e seus lares com cães domésticos descobriram que esses tutores encontraram uma média de quatro novas pessoas através de seu companheiro animal enquanto passeavam ou treinavam seus amigos caninos.

Isso levou os próprios cães a ter uma vasta vida social, com 60% dos tutores reconhecendo que seu animal doméstico tem “amigos cachorros”.

A média de cada cão esta em torno de três amigos caninos, com mais de um quarto dos animais que fizeram pate da pesquisa até tendo um “companheiro de caminhada”, muitas vezes saindo com o mesmo cachorro e tutor em turma.

Sendo que oito em cada 10 tutores afirmando que é “importante” para os cães terem amigos que eles vêem regularmente e uma vida social. Assim como no caso dos cães pesquisados, três em cada 10 cães também têm outros companheiros animais de outras espécies, a maioria dos quais são gatos.

Foto: Bored Panda/ Reprodução

Foto: Bored Panda/ Reprodução

E alguns dos entrevistados disseram que seu animal doméstico é amigo de um cavalo e um coelho.

O estudo foi encomendado pelo canal de TV infantil Boomerang para lançar seu novo programa Mighty Mike em 1º de maio. Nick Jones, MA Dog Behaviourist disse: “Cães que se misturam socialmente bem juntos podem formar laços fortes e aprender uma variedade de habilidades sociais entre si que os seres humanos podem achar difícil de detectar ou reconhecer.

Da mesma forma, os cães são o “quebra-gelo” perfeito para iniciar conversas com pessoas que você poderia passar sem perceber ou conhecer, além de comprovadamente trazerem inúmeros benefícios para a saúde ao longo do caminho, como melhorias na saúde mental e física, que a pesquisa também apontou.

O estudo também descobriu que 54% dos donos de cachorros acreditam que ter seu animal doméstico aumentou sua confiança, já que eles podem facilmente conversar com estranhos. Outras áreas de suas vidas que foram melhoradas incluem níveis de estresse, saúde e tempo passados ao ar livre.

Foto: Good Updates

Foto: Good Updates

Outros quatro em cada dez disseram que sua felicidade geral foi aumentada e um terço e admitiu organizar datas de brincadeira e eventos para eles e seus cães.

As vidas amorosas foram positivamente afetadas, já que uma em cada seis pessoas pesquisadas conhece alguém que conheceu sua outra metade por ter um cachorro.

Além disso, um quarto dos peludos é “amigo” de um cachorro em su própria casa.

Amor incondicional e incomparável

Alguns estudos revelam que, quando se trata de sentir empatia, muitos humanos preferem os cães a outras pessoas.
Sociólogos e antropólogos da Northeastern University e da University of Colorado ponderaram que quando há relatos de animais necessitados nas manchetes dos jornais, o nível de indignação é, às vezes, maior do que quando as tragédias afetam os humanos.

Os alunos sentiram mais empatia em relação aos cães do que aos humanos adultos. Segundo o estudo, “a idade faz diferença para a empatia em relação às vítimas humanas, mas não para as vítimas de cães.” O estudo também menciona uma instituição de caridade britânica que conduziu um experimento que consistia numa campanha de arrecadação de fundos, com duas versões do mesmo anúncio.

Foto: Good Updates

Foto: Good Updates

“Ambos continham um texto que dizia: ‘Você daria £ 5 para salvar Harrison de uma morte lenta e dolorosa?’ Uma versão trazia uma foto do verdadeiro Harrison Smith, um menino de oito anos diagnosticado com Duchenne (Distrofia Muscular). O outro apresentava uma foto de um cachorro”, diz o estudo.

Quando os anúncios foram veiculados, com links para doar para a instituição de caridade, o que mostrava o cachorro atraiu o dobro do número de cliques (230) em relação ao do menino (111).

“Pode ser que muitas pessoas avaliem cães como vulneráveis, independentemente de sua idade, quando comparados a humanos adultos. Em outras palavras, os cães, jovens ou adultos, são vistos como possuidores de muitas das mesmas qualidades associadas aos bebês humanos”, diz o estudo.

O psicoterapeuta Justin Lioi concorda. “Somos mais capazes de ter empatia com alguém que consideramos ter pouca culpa por suas circunstâncias”, disse Lioi. “Cães e bebês são a definição de ‘inocência’ e estamos mais propensos a correr para os apoiar”, completou.

A Dra. Kathrine McAleese, socióloga e psicoterapeuta sistêmica, tem clientes que trabalham extensivamente com cães. Ela disse que vê esse fenômeno regularmente. “As pessoas que se encaixam nos resultados deste estudo muitas vezes consideram os animais inocentes e humanos como não tendo a mesma pureza”, disse McAleese.

Levantamento conclui que 6 em cada 10 pessoas consideram cão como filho

Seis em cada dez pessoas consideram seus cachorros como filhos, segundo um levantamento feito pela DogHero, que ouviu mais de 700 pessoas. A empresa perguntou “qual é a frase que melhor descreve sua relação com seu cachorro?” e 28% respondeu que o cão é “como se fosse parte da família”, 4% disseram que ele era apenas “um cachorro” e 2% assinalaram a opção “outro”.

Foto: Pixabay

A lhasa apso Maria Eduarda, de 3 anos, é tratada como uma filha por Ariça Cristiane dos Santos e teve papel fundamental na superação de um quadro de depressão que a tutora enfrentou. As informações são do portal Bonde.

“Tento agradá-la ao máximo e me preocupo muito com o bem-estar dela. Ela me tirou do fundo do poço e tem me dado alegria em viver”, afirma Ariça, que tutela também Zeus, lhasa apso de 6 meses. “Até minha sogra que não gostava de cachorros agora diz que tem netos de quatro patas”, completa.

Camila Nunes, uma das pessoas entrevistadas pelo levantamento, tutela dois yorkshires: Gru, de 5 anos, e Amora, de 2 anos, que foi colocada para adoção por outra família após desenvolver uma doença de pele. “Eu nunca tive filhos humanos, mas a preocupação, a tensão e o cuidado que eu tive com a Amora no período do tratamento dela só me mostraram o quanto ela significa pra mim. É um membro da minha família. Alguém por quem eu tenho um amor incondicional”, afirma.

Fernanda Muniz, tutora da golden retriever Melissa, de 5 anos, e de Handel, um cão sem raça definida, que tem 3 anos, também os considera parte da família. “A Mel sempre foi minha companheira e chegou na minha vida no momento em que eu mais precisava. O Handel veio depois, mas logo também se tornou meu filho. Eles são nossos filhotes, nossos companheiros para tudo: estão com a gente no dia a dia da casa e até nas nossas viagens. Verdadeiros membro da família. Além disso, têm uma verdadeira relação de irmãos, grudados mesmos. Até comer e beber eles fazem juntos”, conta.

Camila Yoshida sempre teve cães. Quando saiu de casa para morar sozinha, não conseguiu ficar mais do que três meses sem a companhia de um cachorro. Hoje, ela vive com a Brisa, uma bull terrier de 11 meses. “O nosso amor uma pela outra foi instantâneo. Eu sentei no sofá do lugar e ela veio correndo para o meu colo. Ela me escolheu”, afirma. “Até pouco tempo atrás, ela dormia na cama comigo. Só parou porque cresceu bastante. Eu sou super apaixonada por ela, bem mãezona mesmo, por isso, sofro de saudade quando estou longe. Tenho sorte de trabalhar em um ambiente pet friendly, que permite que eu a leve comigo algumas vezes na semana”, completa.

No domingo tem manifestação pelo fim do comércio de animais em vários estados

Por David Arioch

No Brasil, há mais de 30 milhões de animais abandonados (Foto: iStock)

No domingo vão ocorrer manifestações pelo fim do comércio de animais em vários estados brasileiros. Enquanto há quem prefira comprar cães, só no Brasil mais de 30 milhões de animais não têm um lar. Segundo o movimento Nação Vegana Brasil, é preciso criar uma cultura de respeito aos animais não humanos, e isso inclui não ser negligente em relação à realidade do abandono animal em todo o país.

Locais e cidades onde já foram confirmadas manifestações:

Mercado Central em Belo Horizonte (MG) a partir das 9h

Praça Santo Andrade em Curitiba (PR) a partir das 15h

Praia do Arpoador no Rio de Janeiro (RJ) a partir das 15h

Masp em São Paulo (SP) a partir das 12h

Praça Peixoto Gomide em Itapetininga (SP) a partir das 10h

Pista do Campolim em Sorocaba (SP) a partir das 10h

Apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados

Por David Arioch

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados (Foto: Getty Images)

De acordo com uma pesquisa realizada pela organização Proteção Animal Mundial, apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados nas ruas, embora 47% dos entrevistados dizem que se preocupam com a questão do abandono.

O relatório faz parte da campanha “A vida é melhor com cães” que, além de apresentar um retrato da relação entre seres humanos e cachorros, também revela a importância de mudanças sobre a percepção que as pessoas têm dos animais e suas necessidades.

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados. Já o percentual de pessoas que afirmam ter ajudado cães em situação de abandono é de 49%.

“O abandono causa muito sofrimento. Sozinhos nas ruas, eles passam fome, adoecem, são atropelados, envenenados e ficam vulneráveis a todo tipo de violência”, enfatiza a organização.

E acrescenta: “A maioria não consegue sobreviver por muito tempo. Em torno de 75% dos filhotes abandonados morrem antes de completar seis meses de idade.” Há uma estimativa de que no Brasil o número de cães e gatos abandonados ultrapassa os 30 milhões.

Moradores denunciam morte de pelo menos 8 gatos em Campo Grande (MS)

Moradores denunciaram a morte de pelo menos oito gatos no bairro Guanandi, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Quatro gatos e quatro cachorros morreram. A suspeita é de envenenamento.

Foto: Reprodução / Campo Grande News

Segundo a educadora Ana Carolina Lima Pereira, de 29 anos, os assassinatos começaram recentemente. “Um cachorro da vizinha amanheceu morto”, disse. No dia seguinte à morte do cão, ela encontrou o próprio gato morto no quintal da casa dela. O animal apresentava uma baba na boca, que é característica de envenenamento.

“Não sabemos o que é e nem quem pode estar fazendo isso. Estou com medo porque tenho outros quatro gatos e ainda um cachorro”, lamentou.

Ana Carolina contou que todos os casos aconteceram durante a madrugada. A moradora se comprometeu em procurar a polícia e denunciar o caso para que as mortes sejam investigadas.

Morre aos 97 anos a estrela do cinema e ativista pelos direitos animais, Doris Day

Foto: NBC News

Foto: NBC News

Com mais de 39 filmes em seu nome, a atriz era celebrada por crítica e público sendo considerada por diversas vezes uma das poucas mulheres classificadas entre as maiores bilheterias do início dos anos 60. Indiscutivelmente, o auge da carreira de Day foi estrelar em “Pillow Talk”, no Brasil lançado como “Confidências à meia noite” ao lado de Rock Hudson, em 1959.

A atriz morreu em sua casa em Carmel Valley, Califórnia, cercada por amigos próximos. Day “estava em excelente estado de saúde física para a sua idade, até recentemente contrair um caso grave de pneumonia”, disse a sua fundação em um comunicado à Associated Press.

"Seja gentil com os animais o eu te mato", dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

“Seja gentil com os animais o eu te mato”, dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

O diretor Michael Curtiz, que dirigiu a atriz em muitos filmes atribuía o tremendo sucesso de Day à sua personalidade forte e carismática. Ele disse a ela no início de sua carreira: “Você tem uma personalidade muito forte”, não importa o que você faça na tela, não importa que tipo de papel você represente, sempre será você, o que quero dizer é que Doris Day sempre vai brilhar através do filme. Isso fará de você uma estrela grande e importante”.

E foi o que aconteceu.

Doris Day também fez sucesso no mundo da música com 31 álbuns lançados durante sua carreira e chegou a ganhar um grammy em 2008 pelo conjunto da obra.

Mas não foi só na telas de cinema e nas canções que gravou que Doris Day deixou um legado impressionante e único.

Ativista incansável

Amante e defensora dos animais pela vida toda, Doris reconheceu que a comunidade de bem-estar animal na década de 1970 era uma área de atuação extremamente carente, e que através de sua própria organização e status de celebridade ela poderia fazer a diferença para os animais. Quando ela iniciou seu trabalho com os animais, a atriz se concentrou em encontrar casas para os muitos cães e gatos que estavam sendo mortos simplesmente porque não tinham lares.

Em 1978 ela criou a Fundação de Animais Doris Day (DDAF), uma instituição sem fins lucrativos com a missão simples e claro, que continua até os dias de hoje: ajudar animais e as pessoas que os amam. Por meio de doação de subsídios, a DDAF financia outras organizações nos Estados Unidos que cuidam e protegem diretamente os animais.

Seus esforços em corrigir o problema pela base resultaram no fato de Dóris resgatar pessoalmente centenas de animais de Doris ao longo dos anos. Além de abrigar animais em sua própria casa, Doris e a DDPF estavam alugando um espaço maior para o canil, providenciando cuidados veterinários e encontrando lares para o crescente número de animais de estimação desabrigados com a ajuda de uma equipe dedicada de voluntários.

Foto: lifewithcats

Foto: lifewithcats

Conhecida carinhosamente por alguns como “A apanhadora de cães de Beverly Hills”, Doris costumava encontrar cães indesejados abandonados no portão de sua casa. Não era incomum para ela bater nas portas dos vizinhos em uma tentativa de reunir os cães perdidos aos tutores ou verificar se aqueles que estavam em novas casas estavam indo bem e recebendo o devido cuidado e atenção.

Uma estrela foi citada como tendo dito: “Todos nós adotamos pelo menos um dos animais de Doris Day. Se você visse Doris na rua ou no estúdio, é provável que você acabasse com um gato ou cachorro desabrigado que ela estava procurando adotantes. Ela carregava fotos dos animais que precisavam de lares, e então ela realmente vinha inspecionar na sua casa para se certificar de que você estava à altura da tarefa”.

Expansão e movimento

Apesar do grande número de animais que Doris e DDPF estavam resgatando, a estrela sabia que isso não era suficiente, e que abordar a causa raiz da superpopulação de animais sem teto através de castração era a solução. Para complementar a Doris Day Pet Foundation, ela formou a Doris Day Animal League em 1987, uma organização nacional de lobby sem fins lucrativos, cuja missão primordial é reduzir a dor e o sofrimento de animais não humanos através de iniciativas legislativas, educação e programas para desenvolver e fazer cumprir os estatutos e regulamentos que protegem os animais.

Foto: SONY MUSIC/PA

Foto: SONY MUSIC/PA

Em 1995, Doris e DDAL fundaram a Spay Day USA (Dia da Castração). Agora conhecido como Dia Mundial da Castração e sob os auspícios da Humane Society dos Estados Unidos, este evento anual atingiu proporções globais e ajudou a esterilizar e neutralizar mais de 1,5 milhões de animais nos primeiros 15 anos desde o início. Em 2007, a Doris Day Animal League fundiu-se com a Humane Society dos Estados Unidos para uma voz legislativa ainda maior em Washington o que permitiu uma atuação nas leis d eproteção aos animais e na liberação de fundos e dinanciamentos para demais ONGs menores.

Além de ajudar várias organizações com por meio de vários programas, como castração, despesas com veterinários, programas para cães idosos, despesas com alimentos para animais domésticos, reabilitação de animais selvagens e recursos educacionais, alguns dos financiamentos de projetos “herdados” da DDAF incluem:

  • Dia Mundial da Castração,
  • Doris Day Equine Center (Centro de apoio a equinos) localizado no Rancho Beleza Negra em Cleveland Amory em Murchison, Texas (EUA),
  • Programa Duffy Day Life Saving (dando uma segunda chance para animais mais velhos e feridos que podem enfrentar a eutanásia),
  • Bolsa de estudos em veterinária “Doris Day/Terry Melcher” na faculdade UC Davis School of Veterinary Medicina e muitos outros.

Campanhas de castração, acolhimento e adoção, bolsa de estudos veterinários, atuação política, distribução de financiamento, projetos de apoio com ração e atendimento de saúde e dedicação intensa a causa animal fazem de Dóris Day muito mais que uma estrela de cinema inesquecível: um ser humano altruísta e que fez a diferença pelos animais.

Jogo de fliperama com garra de metal para pegar objetos usa cães reais como prêmios

Foto: Metro UK

Foto: Metro UK

O vídeo que mostra os cães vivos dentro de uma máquina com uma garra de metal sobre eles causou revolta nos usuários das redes sociais e avalanches de pedidos às autoridades chinesas para que agissem com urgência.

As imagens são de qualidade ruim, porém impactantes e apesar de durarem apenas alguns segundos, são o suficiente para que os expectadores tomem consciência da cena e compreendam o que se passa.

O jogo de fliperama tradicional (sem animais) com as garras de metal é popular no mundo todo, mediante uma ficha os jogadores ganham a oportunidade de “tentar” a sorte, mas em sua forma original os produtos apresentados são ursinhos de pelúcia, celulares ou outros produtos que possam despertar o desejo dos jogadores. Jamais vidas.

Ativistas que atuam em defesa dos direitos animais também expressaram sua indignação com as imagens.

As condições em que são mantidos os animais permanecem um mistério, sem água ou comida aparentes, ventilação adequada ou mesmo por quanto tempo os cães ficam dentro do fliperama permanecem um mistério.

Não está claro onde o vídeo foi filmado, mas as imagens foram compartilhado online pelo respeitado biólogo Daniel Schneider.

Ele disse ao jornal Mirror Online que as imagens foram enviadas para ele, mas ele já viu “jogos semelhantes” outras vezes.

No vídeo, um homem pode ser visto se curvando e pegando um cachorro vivo – embora não esteja claro se foi a ação ocorreu como resultado de um “prêmio” oferecido pela máquina.

Depois de ver o clipe, que supostamente foi filmado na China, Elisa Allen, diretora da ONG que atua em defesa dos animais, PETA, descreveu-o como uma “questão de vida ou morte”.

Ela disse: “Os animais não são brinquedos descartáveis, e a PETA pede às autoridades chinesas que examinem este vídeo com urgência – se os cães são reais, não é um jogo de fliperama arcade inofensivo, mas uma questão de vida ou morte.

“Animais vivos – incluindo lagostas, tartarugas e caranguejos – são comumente vendidos em máquinas de garra em toda a China.

“Eles podem ser facilmente feridos por serem descartados repetidamente, e alguns foram deixados para suportar uma dolorosa morte por desidratação ou fome”.

Em 2017, a TV chinesa Chung Tien TV alegou que gatos vivos estavam sendo usados como prêmios em máquinas similares.

Literalmente os criadores desse cenário criminoso estão brincando com a vida desses animais. Exibidos como produtos eles correm o risco de ficar por horas presos, sabe-se lá em que condições, expostos a condições cruéis, sem comida ou água e fazendo suas necessidades dentro do brinquedo.

Precificados com valor de uma ficha e explorados por dinheiro, os cães que parecem jovens e confusos, sem poder se mexer ou sair das instalações onde se encontram.

É realmente triste e desalentador que algum ser humano considere esse ato covarde de violência uma forma de diversão.

Milhares de cães são encarcerados em armazéns para festival chinês

Ativistas acusam oficiais de Dazhou por conspirar com os traficantes de carne de cachorro

Um número alarmante de cães foi sequestrado e enclausurados em armazéns em Dazhou, cidade na província de Sichuan, enquanto os traficantes de carne esperam para enviá-los para o festival anual de tráfico de carne canina em Yulin, em junho.

De acordo com Du Yufeng, fundadora do Bo Ai Animal Protection Centre da cidade de Guangyuan, as regiões montanhosas da província de Sichuan é hoje um dos principais pontos de parada para os traficantes de carne sequestrar, vender e distribuir ilegalmente os cães encarcerados.

Du e sua equipe resgataram cerca de 300 cães que estavam presos em depósitos em Dazhou, que fica a 1.350 quilômetros da cidade que sedia o evento, Yulin. Se não fossem salvos, esses animais iriam sofrer com uma jornada de 15 horas, antes de serem cruelmente mortos para a venda. Imagens providenciadas pela fundadora mostram centenas de cães abarrotados em um armazém escuro em suas visitas nos dias 25 e 26 de março.

Segundo ela, o governo local se recusou a entregar os cães resgatados e, ao invés disso, as autoridades insistiram em mantê-los por 21 dias com o propósito de “observação”. Quando Du e seus voluntários voltaram para os abrigos do governo, perceberam que alguns dos animais foram trocados, enquanto outros foram levados para lugares secretos. Mais de 140 cães foram escondidos pelo governo no município de Qu, enquanto outros 235 foram mantidos em “observação” no distrito de Tongchuan.

A fundadora e outros 8 voluntários de sua ONG se dirigiram às autoridades em Qu no dia 11 de abril para pegar os cães de volta, mas os oficiais disseram que os animais foram “distribuídos para fazendeiros tomarem conta”.

“Em um lugar onde o assassinato, estocagem e venda de cães é onipresente, esses animais que foram resgatados e então entregues às famílias fazendeiras podem, muito provavelmente, voltar para os traficantes de cachorros”, lamenta Du. E então, acusa: “As autoridades defendem os traficantes de cachorros.”

Ano passado, a organização de bem-estar animal Humane Society International resgatou 136 cachorros de três matadouros perto de Yulin, a três dias do festival de carne acontecer. Eles afirmam que os trabalhadores desses depósitos chegam a matar cerca de 50 cães por dia para o consumo humano. No entanto, a organização explica que a influência e o tamanho do festival de Yulin tem reduzido nos últimos anos, graças aos protestos em público.

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Mais de 20 cães são resgatados do comércio de carne de cachorro da China

Carne de cachorro foi encontrada à venda em restaurantes de Xangai (China) apenas dias antes da cidade sediar o evento anual World Dog Show 2019, reunião de tutores e cães domésticos do mundo todo.

Defensores dos direitos animais reportam o resgate de 22 cachorros de um matadouro após descobrirem e desconfiarem de três restaurantes da cidade chinesa que estavam servindo sopa de carne de cachorro.

Um dos restaurantes oferecia vários pratos de carne de cachorro em seu cardápio e também divulgava o produto em um cartaz em sua vitrine.

Os cães, incluindo um poodle e um bulldog francês, são suspeitos de serem animais roubados, de acordo com a Humane Society International.

Uma placa no restaurante dizia que a carne era fornecida por matadouros na cidade de Xuzhou, em Jiangsu.

Quando os ativistas da HSI viajaram para lá, encontraram 22 cães encolhidos em um canto, aterrorizados, depois de terem visto seus companheiros animais terem sido espancados até a morte.

Depois de encontrar provas de que foram roubados – incluindo coleiras descartadas – os ativistas conseguiram negociar a liberação dos animais e salvá-los da morte certa.

Ativistas disseram que os cães “estavam claramente apavorados, mas todos responderam positivamente ao contato humano e buscaram conforto” – outro sinal de que eles já foram animais de estimação.

Os cães libertados foram levados para um abrigo de animais no norte da China onde receberão tratamento veterinário antes de serem colocados para adoção.

A exposição de cães, World Dog Show, que começa dia 30 desse mês, se apresenta como uma “reunião alegre para amantes de cães e adoráveis cachorros do mundo todo”.

O abrigo está planejando um evento de adoção local para encontrar lares amorosos para esses animais, alguns dos cães resgatados serão levados para os Estados Unidos para encontrar uma família.

O Dr. Peter Li da HSI disse: “Esta investigação expõe a maneira horrível como milhões de cães chineses são abusados e mortos pelo comércio de carne enquanto por outro lado outros são mimados pelo comércio de animais de estimação”.

“O local de operação das mortes dos cães pela carne, de onde os 22 animais aterrorizados foram resgatados, poderia facilmente ter abastecido o restaurante de Xangai que reivindicou a obtenção de sua carne de cachorro de Xuzhou”.

“A maioria dos cães resgatados é pequena, típica de animais de estimação na China, e os ativistas encontraram uma pilha de coleiras no canto do matadouro, de modo que é provável que esses animais fossem animais de estimação roubados.

“É um padrão duplo que enraivece muitas pessoas que amam cães em toda a China e sentem-se frustrados com a forma como esse comércio ilegal ainda persiste.

A maioria das pessoas na China não come carne de cachorro, e o World Dog Show é um excelente exemplo de uma população chinesa crescente, mais jovem e mais abastada que ama seus companheiros caninos e despreza os ladrões de cães que roubam seus amigos para o comércio de carne, de acordo com informações do Daily Mail.

“Isso também demonstra o enorme benefício econômico que essa indústria de pet care em expansão traz para a China, em comparação com um comércio de carne de cachorro que surge como uma mancha na reputação do país.

“Pedimos à China que tome ações decisivas para acabar com o comércio brutal de carne de cachorro.”

No final do ano, o 11º Festival Anual de Carnes de Yulin deverá acontecer no sul da China.

O evento causa a morte de milhares de cães e gatos que antes disso são conduzidos pelo país nas carrocerias de caminhões para serem assassinados e comidos, segundo ativistas.