Galgos explorados em corridas na Europa são vendidos para China após descartados

Foto: Macau Daily Times

Foto: Macau Daily Times

Nove meses depois do último estádio de corridas de galgos da China fechar suas portas, ativistas pelos direitos animais estão voltando seus esforços para a crueldade e exploração praticada em pelo menos 25 pistas de corridas com esses cães no continente, bem como pelos criadores afiliados a elas.

O Canidrome de Macau (Yat Yuen) fechou suas portas em 20 de julho do ano passado, admitindo a derrota após uma campanha que durou vários anos feita por ativistas locais e internacionais pelos direitos animais para expor o vergonhoso tratamento dado pela empresa aos galgos. O canil e pista de corridas funcionou em Macau durante mais de meio século.

Uma investigação do Sunday Mirror trouxe à luz o submundo escuro em que os galgos aposentados enfrentam quando as lesões ou a velhice os impedem de continuar correndo. Muitos desses cães foram criados e explorados em corridas na Grã-Bretanha e na Irlanda.

Entrevistando ativistas pelos direitos animais e criadores e agentes de corridas, britânicos e irlandeses, de galgos, o Sunday Mirror descobriu que os cães ex-campeões estavam sendo vendidos para centros de reprodução e criação de filhotes (fábricas de filhotes) na China, onde seu esperma é extraído diariamente até que não sejam mais férteis e então são vendidos para o comércio de carne de cachorro.

De acordo com o jornal britânico, “os preços do esperma dos campeões alcançam até 10 mil libras por litro, o que faz com que os machos tenham seus espermatozoides repetidamente extraídos e até congelados para que os criadores possam lucrar com os anos de sucesso dos cães até mesmo depois que eles morrem”.

Pelo menos 40 ex-cães de corrida do Reino Unido e da Irlanda estão atualmente engaiolados na China e costumavam e suspeita-se que sejam usados para abastecer (em esperma e números) cerca de 25 corridas de galgos ilegais atualmente em operação.

Um ativista pelos direitos dos animais, que não foi identificado pelo jornal, disse que os tutores de galgos que vendem seus cães para compradores chineses não estavam cientes da realidade.

“As pessoas pensam em galgos aposentados vivendo uma vida tranquila e confortável em um sofá, mas para esses cães indefesos, a realidade é muito mais brutal”, disse o ativista, citado pelo Sunday Mirror.

“Essas lindas criaturas estão sendo tratadas como uma mercadoria. Depois de correr por uma pista por anos a fio, eles são enviados para um país onde as leis de bem-estar animal são frouxas ou nem existem. Eles são completamente sugados até esvaírem-se”.

As condições dentro das instalações chinesas são sombrias, de acordo com Kerry Lawrence, da ONG de proteção aos galgos, Birmingham Greyhound Protection, que ajuda a coordenar resgates de ex-cães de corrida.

Galgos machos são usados para produzir espermatozóides que serão usados para inseminação artificial ou serão congelados para uso após a morte do animal. Em outros casos, os cães podem ser mantidos em posição de reprodução por horas enquanto seus manipuladores tentam coagi-los a acasalar.

Os métodos são cruéis e desumanos, a abordagem implacável, a falta de cuidado chocante e as circunstâncias sombrias que cercam o processo são assustadoras”, disse Kerry.

De acordo com o Sunday Mirror, alguns treinadores de galgos nos dois países europeus estão ficando mais cautelosos com os compradores chineses depois que vídeos de abuso de animais apareceram online.

O jornal informou que um treinador de cães irlandês tinha parado de vender galgos a um comprador de Hong Kong depois de ver um vídeo de um cachorro de corrida jogado em água fervente.

Embora não haja proibição de exportar os galgos para a China, o órgão regulador da Grã-Bretanha disse que está reprimindo a prática de exportação por razões de bem-estar animal.

Na Irlanda, o Irish Greyhound Board está trabalhando com o governo em uma legislação para proteger os animais e está lançando um banco de dados digital para rastrear os cães de corrida depois que eles deixam o país.

Corrupção: autoridades chinesas impedem resgate de cães sequestrados para abastecer o mercado de carne

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Centenas de cachorros, incluindo muitos animais de estimação roubados, estão sendo mantidos em armazéns sujos no sudoeste da China, enquanto comerciantes de carne esperam a hora de enviá-los ao bárbaro festival anual de carne de cachorro de Yulin em junho, segundo o MailOnline.

Voluntários na província de Sichuan salvaram centenas de cães com destino ao matadouro, mas muitos cães indefesos estão esperando para enfrentar uma longa jornada antes de serem cruelmente mortos no período do solstício de verão, afirmam ativistas pelos direitos animais.

Eles também acusam os oficiais de Dazhou, uma cidade de Sichuan, de conspirar com comerciantes de carne, entregando os cães resgatados de volta para eles.

Um grande número de cães em situação de rua e animais de estimação roubados está sendo armazenado em diferentes cidades da província de Sichuan, perto do festival de carne de cachorro Yulin, segundo Du Yufeng, fundadora do Centro de Proteção Animal Bo Ai, na cidade chinesa de Guangyuan.

Du disse ao MailOnline que a província montanhosa de Sichuan é agora o ponto de parada mais popular para os comerciantes de carne para manterem, venderem e distribuírem os cães capturados.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Muitos dos cães são considerados animais de estimação roubados, pois tinham coleiras.

Pelo menos 300 cães foram salvos por Du e sua equipe em três armazéns em Dazhou, a 1.350 quilômetros de Yulin, no sul da China.

De lá, os cães enfrentam uma jornada árdua de 15 horas até Yulin, acorrentados e espremidos em gaiolas enferrujadas, antes de serem mortos nos matadouros ou mercados.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Imagens fornecidas por Du, ativista veterana de longa data, mostram centenas de cães amontoados em um depósito escuro no distrito de Tongchuan, na cidade de Dazhou.

Os animais aflitos podem ser vistos todos em pé e olhando para Du enquanto ela esteve no armazém para resgatá-los em 25 e 26 de março.

De acordo com Du, o governo local se recusou a entregar os cães salvos aos cuidados de sua organização. Em vez disso, as autoridades insistiram em manter os cães por 21 dias com o objetivo de mantê-los em “observação”.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Mas quando Du e seus voluntários apareceram novamente nos abrigos nomeados pelo governo, alguns animais foram levados para locais secretos, enquanto outros foram trocados, disse ela.

Outros dois clipes fornecidos por Du mostram uma de suas visitas a um abrigo.

Nos vídeos, os cães resgatados parecem aterrorizados quando são acorrentados às paredes pelo pescoço em uma sala vazia.

Mais de 140 cães no condado de Qu foram “escondidos” pelo governo, enquanto 235 cachorros permanecem em “observação” no distrito de Tongchuan.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Du observou que ela e oito outros voluntários visitaram as autoridades do condado de Qu, em 11 de abril, pedindo que eles entregassem os cães a eles, mas as autoridades afirmaram que haviam distribuído os cães entre os agricultores locais para serem adotados.

Em um lugar onde a matança, o aprisionamento e a venda de cães é onipresente, os animais que foram resgatados dos comerciantes e depois cedidos a famílias de agricultores estão mais do que propensos a cair nas mãos dos comerciantes de cães novamente”, disse Du.

“As autoridades locais protegem os comerciantes de cachorros”, a ativista acusou.

Du acrescentou que mais cães estavam sendo transportados para mais de uma dúzia de armazéns na cidade de Pujia, em Tongchuan.

Ela pede ao público que dê mais atenção ao assunto e coloque pressão sobre o governo local para que eles possam lidar com o assunto de forma transparente e adequada.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

O Yulin Dog Meat Festival, realizado no solstício de verão, é um festival de comida grotesco e brutal que acontece na província de Guangxi, no sul da China.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes locais.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente. Pessoas de outros países asiáticos, como Vietnã e Coréia do Sul, também têm a tradição nauseante de comer cachorros.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três depósitos subterrâneos perto de Yulin, antes do início das festividades sangrentas que tem duração de três dias.

A ONG afirma que os trabalhadores dos matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças ao protesto do público.

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna terrestre e auqática, atualmente falta legislação para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais domésticos.

Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção de animais e em 2010, um projeto de lei sobre a prevenção de crueldade com animais foi submetido à consideração do Conselho de Estado, de acordo com a Human Rights in China – organização governamental com sede em Nova York.

Cães ameaçados que vivem nos porões de orfanato no Haiti recebem uma oportunidade nos EUA

Foto: Haiti Children

Foto: Haiti Children

Chapéu: Nova chance

Título: Cães ameaçados que vivem nos porões de orfanato no Haiti recebem uma oportunidade nos EUA

Olho: A região assolada por tragédias como terremotos e desmoronamentos sofre de fome e escassez de recursos, o que leva os moradores a verem os animais como competidores por alimentos e os matarem

Cães que vivem nos porões do orfanato Haiti Children, no Haiti, correm o risco de ser mortos caso não sejam retirados rapidamente de seu lar. Foi oferecida uma oportunidade aos animais ameaçados no Aspen Animal Hospital em Aspen, no Colorado, EUA, porém os recursos para transferi-los são altos e ainda estão sendo arrecadados.

As condições extremas de fome, as gangues e a violência política aumentaram na área rural em torno do orfanato, e enquanto os moradores da instituição estão seguros, infelizmente, não ocorre o mesmo com os cães. Muitos deles já foram envenenados e mortos por moradores revoltados que os viam como competidores por comida.

A situação é especialmente desoladora porque, por nove anos, os cães do orfanato têm sido um marco na vida das 162 crianças residentes na instituição. Os animais são parte da família dessas crianças, ensinando-as sobre responsabilidade, respeito e compaixão.

Como os cães convivem com as crianças desde cedo são bem socializados, dóceis e sem traços de agressividade, conforme informações da diretora do orfanato, Susie Krabacher.

Krabacher trabalha com órfãos haitianos há 25 anos conta ela. O orfanato recebeu seu primeiro cachorro após o terremoto de 2010 e eles se tornaram uma parte muito amada da vida no campus segundo a diretora.

Contudo, muitos moradores da área onde fica o orfanato, conhecida como Williamson, não conseguem entender que os cães recebem alimentos que os humanos não poderiam comer, como rações e petiscos, disse Krabacher.

Assim, os animais de estimação são cada vez mais vistos como uma ameaça. Como o orfanato abre o campus para a comunidade quando as remessas de arroz e feijão chegam, e também para a realização de exames médicos e serviços religiosos pessoas transitam dentro das instalações esses dias.

Krabacher acredita que foi durante um culto na igreja em janeiro de 2018 que um aldeão, a quem ela descreveu como praticante de vodu, alimentou com seis dos cães carne de rato envenenada. Cinco não sobreviveram.

A mesma coisa aconteceu novamente em janeiro e dois cães foram mortos.

Em outro exemplo contado por ela, uma mulher idosa jogou uma pedra em um cachorro que estava vindo em direção a sua comida e o animal não sobreviveu.

Essas fatos combinados com o aumento da violência política devido a conflitos envolvendo milicianos que dominaram a área e estão trabalhando para um grupo governamental de oposição, Krabacher decidiu que era hora de tirar os cachorros de lá.

As crianças e os funcionários do orfanato estão bem e protegidos, enfatizou ela, mas com tantas pessoas entrando e saindo e com atitudes culturais difusas em relação aos animais, a segurança dos cães não pode ser garantida, disse a diretora.

“Tem sido difícil para as crianças, que passaram a amar os cães, mas eles reconhecem que os cães estão em risco”, disse Krabacher. A idéia dos cães serem transferidos para uma área como Aspen se tornou atraente para as crianças, disse a diretora.

A realidade é que os cães precisam de ajuda urgente e até mesmo as crianças do orfanato, que os amam e sofrerão ao perdê-los, entendem o perigo da situação e aceitam que precisam realocar seus animais de estimação para salvar suas vidas.

Conforme informações do Aspen Daily News, Susie Krabacher, CEO da Haiti Children, e Anne Cooley do Aspen Animal Hospital estão arrecadando doações para pagar um voo de um jato particular que leve os 22 cães, incluindo oito que são filhotes de 7 meses de idade até os EUA.

Lares adotivos em Aspen e áreas vizinhas também serão necessários para os cães resgatados que são descritos como uma “versão menor de uma mistura entre um pastor alemão e um labrador.” A maioria dos cães viveu suas vidas inteiras no orfanato e receberam cuidados veterinários, todos documentados, com exceção dos filhotes que ainda não foram imunizados.

Uma vez realocados com segurança, o Hospital de Animais de Aspen informou que doará “todas as necessidades médicas iniciais, incluindo vacinas para os filhotes, procedimentos de castração e esterilização contra parasitas e exames de saúde”.

Há 33 anos, explosão em Chernobyl reduziu a expectativa de vida dos animais

Por David Arioch

“Os cães de Chernobyl foram expostos à raiva por causa de predadores selvagens” (Foto: Sean Gallup/Getty Images)

No dia 26 de abril de 1986, a explosão do reator da Unidade 4, que espalhou materiais radioativos no meio ambiente, mudou a vida de milhares de animais que viviam em um raio de 30 quilômetros da Usina Nuclear de Chernobyl.

Após a tragédia, a União Soviética comandou uma evacuação de mais de 120 mil pessoas de Pripyat, no norte da Ucrânia, e das vilas vizinhas. Ninguém pôde levar nada, nem seus companheiros animais, que foram obrigatoriamente abandonados, mesmo com a resistência dos moradores.

No livro “Chernobyl Prayer: A Chronicle of the Future”, de 2016, a autora Svetlana Alexievich relata que os cães latiam e uivavam tentando entrar nos ônibus que partiam de Pripyat, mas os soldados do Exército Soviético os chutavam para longe.

“Eles correram atrás dos ônibus por muito tempo. Famílias desoladas fixaram bilhetes em suas portas: ‘Não mate nossa Zhulka. Ela é uma boa cadela.’” Como havia muitos cães, dispersos por toda Prypiat e por outras aldeias que faziam parte da Zona de Exclusão, uma parcela significativa sobreviveu, inclusive migrando para as florestas, onde desenvolveram capacidade de sobrevivência.

Com o tempo, os cães tiveram seus descendentes, e são esses animais que hoje povoam Chernobyl e a Zona de Exclusão. Há alguns anos, um homem foi contratado para capturá-los e matá-los, sob a alegação de que não havia recursos para cuidar dos animais. Ele se recusou a fazer o serviço.

Quem trabalha na localidade já está acostumado com a presença canina e reserva uma parte de sua refeição para alimentá-los. A estimativa da organização Clean Futures Fund, dos Estados Unidos, que ajuda cidades afetadas por acidentes industriais, é de que há mais de 250 cães vivendo em torno da usina nuclear, outros mais de 225 cães na Cidade de Chernobyl e centenas de cães nos postos de controle de segurança e em outras localidades da Zona de Exclusão.

“Os cães de Chernobyl foram expostos à raiva por causa de predadores selvagens”, informa a Clean Futures. Em Chernobyl, a expectativa de vida dos cães é bastante reduzida por causa da exposição à radiação. A maioria tem no máximo quatro ou cinco anos e poucos ultrapassam os seis anos.

Apesar de tudo, os cães que moram perto dos postos de controle têm cabanas feitas pelos guardas de Chernobyl. Com o tempo, eles aprenderam também que a presença humana pode significar sempre uma chance de ganhar comida. Prova disso é que vários podem ser vistos na entrada do Café Desyatka, onde normalmente esperam receber dos clientes um pouco de borscht, uma tradicional sopa de beterraba.

O trabalho da Clean Futures Fund também ajuda a levar alento aos animais. A organização montou clínicas na localidade para oferecer atendimento veterinário, incluindo um programa de vacinação e castração.

Gatos são encontrados mortos com sinais de envenenamento em Goiânia (GO)

Três gatos abandonados foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em uma mesma quadra no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia (GO), em um período de quatro dias. Dois foram encontrados no domingo (21) e outro na última quinta-feira.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O bombeiro militar Jairo Alves Neves, que mora no bairro e cuida de animais abandonados, afirmou que os gatos foram encontrados com sinais de intoxicação. “Estavam com muita baba em volta da boca. Tem alguém envenenando eles”, afirmou ao G1.

Há muitos moradores na região que se incomodavam com os cerca de 20 gatos e seis cães abandonados que vivem no local, segundo o bombeiro. “Tem muitos moradores que se incomodam com a presença deles por causa do barulho e da bagunça que fazem. Os gatos entram nas casas, sobem em cima dos carros”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Neves acredita que os próprios moradores da região abandonam os animais, principalmente os cachorros. “Quanto mais moradores novos no setor, mais gatos e cachorros abandonados aparecem por aqui. Não sei se é coincidência, mas acredito que não”, disse.

O bombeiro também encontrou dois cachorros abandonados com baba escorrendo pela boca, vômito e sem forças para ficar em pé. Levados ao veterinário, a suspeita de envenenamento foi confirmada. Como foram socorridos a tempo, eles sobreviveram.

O bombeiro acredita que os cães não morreram devido a um antitóxico que ele mesmo deu aos animais quando percebeu que eles estavam passando mal. Os gatos, no entanto, já foram encontrados mortos.

Chega ao Brasil medicação específica para tratar câncer em cães

Foto: Pixabay

O mês de abril é marcado pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado no último dia 08. A data foi criada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) com objetivo de conscientizar a população global sobre a segunda principal causa de morte em seres humanos. No entanto, essa doença silenciosa, que se caracteriza pelo crescimento desordenado de células, também afeta os animais, principalmente cães.

Dados apontam que em países desenvolvidos o câncer é a principal causa de morte em cachorros. No Brasil, não há dados concretos, mas tudo aponta que as estimativas caminham para a mesma direção e um dos principais fatores associados é o aumento da longevidade dos animais. Vacinas, rações de boa qualidade e tratamentos alternativos aumentaram a expectativa de vida dos cães, que com a idade mais avançada sofrem com a redução da capacidade imunológica.

As causas podem ser muitas e inclusive combinação de fatores como mutações genéticas, poluição, exposição ao fumo e dietas. Há teorias também que associam o câncer em animais a fatores emocionais como medo, estresse e luto. Entender o porquê da doença não é fácil e após receber o disgnóstico, muitos tutores se sentem perdidos e ansiosos para o futuro. Tumores, exames, quimioterapia, cirurgias e uma gama de medicações e tratamentos passam a fazer parte da rotina de cães e tutores afetados pela doença.

Um estudo realizado no Reino Unido aponta que um a cada quatro cães pode desenvolver câncer. Não há dados oficiais no Brasil, mas entre os tipos de tumores diagnosticados com mais frequência estão os mamários, hematopoiéticos (linfomas e leucemias) e de pele (mastocitoma). Segundo informações do Estadão, também há crescimento de registros de tumores hepáticos, de bexiga e pulmonares. Estudos na área crescem e com eles a maior precisão e rapidez de diagnóstico, permitindo que o tratamento tenha mais chance de eficácia.

Além dos tratamentos padrões, que na maioria das vezes são vistos com desconfiança devido aos efeitos colaterais danosos e intensos, agora cães e tutores têm um novo aliado. O medicamento Palladia teve sua venda liberada no Brasil e significa um grande avanço para a medicina veterinária no país. O fármaco é atualmente a única terapia antiangiogênica e antiproliferativa especificamente desenvolvida para o tratamento do câncer em cães.

Uma das grandes vantagens do medicamento é seu menor índice de efeitos colaterais em relação à quimioterapia. O Palladia inibe a tirosina quinase bloqueando a atividade de vários receptores em células cancerosas e vasos sanguíneos. É indicado para o tratamento de cães com mastocitomas cutâneos recorrentes (de graus II ou III). Ele também se mostrou eficiente em pacientes em estágio terminal, que ganharam sobrevida de até seis meses.

O tratamento à base de Palladia não é associado à cura, e sim a uma maior expectativa e melhor qualidade de vida. O fármaco é distribuído pela multinacional Pfizer.

Outras alternativas

Muitos tutores buscam outras formas de tratar seus cãezinhos com câncer motivando a crescente procura por tratamentos holísticos, alternativos e naturais. O caso mais conhecido no país, registrado em SP, e noticiado exclusivamente pela ANDA, é o da cadelinha Luna. Diagnosticada em 2017 com um mieloma múltiplo, câncer raríssimo na medula óssea, a cachorrinha foi submetida a um tratamento multidisciplinar envolvendo dietas balanceadas e um tratamento hemopático à base da planta viscum album.

Luna não só teve todos os sintomas regredidos, como foi considerada curada. Sendo o primeiro caso na história da Medicina Veterinária em todo o mundo. O caso da cachorrinha chamou atenção de vários países e em breve mudará a literatura veterinária. Relembre lendo aqui.

Dados acusam o aumento de experimentos utilizando animais no país

Foto: Depositphotos.com

Foto: Depositphotos.com

O número de experimentos científicos registrados com animais subiu 18% o que corresponde a mais de 500 mil testes de laboratório com animais em 2017, a maioria dos quais envolveu ratos ou peixes-zebra, conforme informações do conselho de segurança de produtos e alimentos, NVWA, na quarta-feira.

O tipo de abuso cruel e exploração intensa que esses animais sofrem nesses testes de laboratório muitas vezes comprometem sua saúde de forma irreversível. Indefesos, eles são expostos a drogas, tóxico e produtos químicos que muitas vezes causam um sofrimento lento e indescritível a esses seres.

Peixes da zebra estão sendo usados para pesquisas sobre drogas anticâncer e como parte de um projeto de pesquisa em toda a Europa sobre desordens hormonais, disse a NVWA. Os ratos são usados para vários experimentos, mas principalmente na pesquisa do câncer.

O aumento tem ocorrido apesar do compromisso assumido pelo governo em reduzir a quantidade de experimentos envolvendo animais. Em 2015, os ministros disseram que a Holanda pretendia ser a nação mais avançada do mundo em termos de pesquisa livre de animais até 2025. Até o final de 2017, 80 instituições acadêmicas e científicas tinham licenças para realizar experimentos envolvendo animais. Sete novas licenças foram concedidas e oito foram retiradas.

Os números também mostram que a utilização de gatos e cachorros em experimentos médicos aumentou em quase 50% entre 2016 e 2017 e que mais licenças foram distribuídas para 2018 e além. No total, 656 cães e 89 gatos foram usados em experimentos em 2016, mas um ano depois esse número aumentou para 909 cães e 200 gatos, segundo a NVWA.

Metade dos cães e um terço dos gatos explorados nos experimentos morreram. O grupo responsável pela campanha anti-vivissecção, Animal Rights, lançou uma nova petição contra o uso de cães e gatos em experimentos.

“Existe um amplo consenso de que esses experimentos com animais são desnecessários”, disse o líder da campanha, Robert Molenaar. “É por isso que é tão difícil aceitar que mais cães e gatos morram em experiências tão dolorosas”.

Casal acolhe animais com necessidades especiais que de outra forma seriam mortos

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Um casal dedicado e sua equipe trabalham 24 horas por dia salvando cães “indesejáveis”, que por causa de suas particularidades como doenças, deformidades e membros sem movimento, são considerados “inadotáveis” e acabam sendo enviados para morte assistida.

Heather Hernandez, de 32 anos, cofundadora da Mutt Misfits, organização de adoção e resgate de animais domésticos, criada em 2017, decidiu colocar em prática um sonho antigo de ajudar animais em situações de risco que caso contrário não teriam outra oportunidade.

O grupo, formado pela família e amigos do casal que vive em Oklahoma (EUA) – é dirigido por Heather, seu marido John e sua amiga Mandy James. A organização tem como meta ajudar animais com doenças de alto risco, ferimentos graves ou em idade avançada que normalmente são negligenciados nos abrigos e tem poucas chances de irem para lares adotivos.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Em parceria com abrigos e com o público, a Mutt Misfits promove a posse responsável de animais, castração, esterilização e a adoção de cães e gatos com necessidades especiais.

Fotos comoventes mostram um filhote incrivelmente abatido à beira da inanição, outro cão com as quatro patas quebradas sendo abraçado por um voluntário, e um terceiro cão com úlceras tão severas nos olhos que os órgãos tiveram que ser removidos.

Outra foto mostra um cachorro com deformidade fácil chamado Toad, o animal tem duas orelhas direitas e uma boca extra com alguns dentes do lado direito da cabeça.
Todos esses cães e muitos outros poderiam ter sido encaminhados para um terrível e doloroso fim: a morte assistida. Mas a compaixão e a atitude decisiva mudou o destino destes e de muito outros animais.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

A ONG se dedica integralmente a ajudar esses animais indesejados ou em situações de saúde, que levariam a morte, segundo as leis do país.

O objetivo do Mutt Misfits é “salvar o não-salvável”.

Heather, uma das fundadoras da Mutt Misfits, explicou como sua incrível organização passou do sonho à realidade.

Ela conta: “Há algum tempo, Mandy James e eu trabalhamos como resgatadores e coordenadores de acolhimento no abrigo municipal de Oklahoma City”.

“De tempos em tempos, nos víamos implorando para que as organizações transferissem para outros locais, em vez de matar, os animais seriamente doentes e feridos, mas nunca tivemos muita sorte”.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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“Casos que requerem cuidados médicos mais importantes são obviamente muito caros e a maioria das organizações não tem fundos para cuidar de animais doentes”, conta ela.

“Foi assim que começamos a Mutts, junto com meu marido John, focando nos animais que os outros frequentemente negligenciam devido à falta de lares adotivos, custos elevados e ao fato de que a maioria das pessoas simplesmente não quer adotar animais com necessidades especiais”.

Heather conta que o abrigo municipal da cidade acolhe cerca de 25 mil animais por ano. A taxa de morte por indução está em cerca de 25%. “Nosso objetivo como organização – e como defensores dos direitos animais – é diminuir essa taxa, permitindo que os animais com necessidades especiais que requerem cuidados médicos mais caros, tenham a chance de receber atendimento através de nosso programa”, disse ela.

A fundadora da ONG explicou que devido as contas médicas altas, as doações para a organização são “sempre muito necessárias”.

Seu marido, John, estava inicialmente temeroso e ansioso sobre o volume de trabalho e responsabilidade que o trio estaria assumindo, mas agora ele se deleita com a carga de trabalho frenética.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Ele disse: “Quando Heather e Mandy me contaram sobre sua ideia de fundar nossa própria ONG, fiquei um pouco nervoso no começo. É muita responsabilidade e trabalho para assumir”.

“Todos nós já temos empregos em tempo integral, então isso parecia um pouco assustador, por que aceitar outro emprego em tempo integral pelo qual não podemos nem mesmo ser pagos?”, desabafa John.

John e Heather trabalham em período integral fora da ONG, além de manter e trabalhar na Mutt Misfits.

“Bem, como acontece na maioria das vezes, a mulher vence, então nos unimos e formamos o Mutt Misfits”, conta ele.

“Sou fã de música punk rock, então Heather e Mandy me ganharam ao me deixar escolher o nome e o logotipo com o tema Misfits”.
Já faz dois anos agora e até esse momento já salvamos mais de 300 cães doentes e feridos durante a nossa jornada.

John confessa que é uma quantidade imensa de trabalho, estresse e tempo consumido, e admite que talvez ele “perca um pouco de sanidade” de vez em quando. Mas a recompensa em salvar a vida desses animais supre qualquer coisa, segundo ele.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

O custo de cada animal trazido para a Mutt Misfits’s raramente é inferior a algo em torno de 1.300 dólares, apesar do grande desconto que a organização, que não tem fins lucrativos, recebe.

Desde o início em 2017, mais de 300 animais foram trazidos para o programa.

Alguns dos animais são completamente curados e recuperam-se totalmente, voltando ao seu estado saudável e adotável, segundo casal.

Infelizmente, como é a natureza do seu trabalho, alguns não conseguem, então a ONG procura tutores responsáveis, que estejam dispostos a cuidar de um cão com necessidades adicionais.

“Infelizmente nem todos os nossos casos tem finais felizes”, acrescentou o presidente da Mutt Misfits.

“Devido às doenças graves, tempo sem tratamento e lesões extremas que eles sofreram, perdemos alguns amigos ao longo do caminho. Nós sempre fazemos o que podemos para ajudar”, lamenta ele.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

“Quando corremos com um dos cães, Micky, para a emergência veterinária dissemos: faça o que for preciso. Não importa, se não tivermos dinheiro, vamos consegui-lo. Apenas salve-o”, conta John emocionado ao Daily Mail.

O casal conta que Micky havia sido acolhido em um abrigo com seus dois irmãos, os três em condições absolutamente horríveis.

“Fizemos com que ele começasse um plano médico para deixá-lo saudável, mas ele ficou muito doente e teve uma infecção muito forte devido à coceira, aos parasitas e a negligência”.

“Recentemente, depois de tê-lo sob nossos cuidados por dois dias, ele desmaiou. Micky ficou na UTI por 12 horas. Nós nos sentamos no chão e choramos com ele”.

“Esperamos até o último segundo. Mas seu organismo estava muito fraco. Ele faleceu nos braços de sua mãe adotiva no pronto-socorro. Perdas como essa são quase insuportáveis. Mas continuamos lutando pelos animais necessitados”.

Apesar do desgosto, às vezes a equipe consegue vencer as guerras mais improváveis contra a morte.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Heather continuou: “Alguns dos animais, por mais terríveis que pareçam no começo, acabam com finais de conto de fadas!”

“Fomos contatados por um abrigo a respeito do caso um cão tão doente em que eles consideraram a morte induzida imediatamente”.

“Mas o abrigo nos deu uma chance e vários meses e muitos milhares de dólares depois, Vincent é hoje um mastim gordo, feliz, caolho e orelhudo vivendo a melhor vida que já teve com seu novo melhor amigo”.

Heather conta que nunca perdeu de vista que criou a ONG exatamente ajudar os animais que são negligenciados em abrigos, especialmente aqueles que parecem “casos perdidos” e aqueles cujo cuidado parece caro demais e impossível de cura.

A fundadora da ONG admite que nem sempre é fácil, as vezes é confuso, dolorido, estressante mas sempre vale a pena mostrar aos animais negligenciados que eles são importantes também.

“Cuidar de animais com necessidades especiais normalmente exige muito mais trabalho do que os animais tradicionalmente adotáveis”, desabafa ela .

“Com mais trabalho, vem muito mais amor e carinho desses animais. A companhia de um cão pode mudar o mundo para um humano”.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

“Todos os cães podem ser ótimos animais de estimação, mas o amor e a lealdade que você recebe de um animal doméstico especial são diferentes de qualquer vínculo explicável que já senti antes”, acrescentou.

Todos os dias é um desafio diferente e uma nova recompensa também acrescentou Mandy James.

“Um dia normal para nós inclui cuidar dos nossos animais e dos que acolhemos e damos lar temporário”, explicou o cofundador.

“Heather e eu temos as necessidades especiais dos nossos próprios animais para lidar também, por isso às vezes é preciso um pouco mais de dedicação”.

“Uma das minhas, por exemplo, faz fisioterapia na natação e vai a um quiroprático, seus compromissos me deixam ocupado e preocupado”.

“Também nos importamos com os nossos patrocinadores, que vão tão longe quanto pedem as nossas necessidades”.

“Nós também estamos em comunicação constante com nossos parceiros de abrigo, nossa equipe de veterinários e nossos patrocinadores, garantindo que todos tenham tudo de que precisam para cuidar dos nossos bebês”.

“Assim, o dia-a-dia pode incluir muito tempo no telefone ou viagens para levar os filhotes para onde precisam ir, entregando suprimentos ou qualquer coisa para certificar-se de que tudo corra bem.”

Mutt Misfits é 100% composta de voluntários, o lar temporário oferecido não conta com funcionários remunerados, nem instalações de abrigo. Todas as doações vão para o cuidado dos animais.

Beagles destinados à morte após final de testes de laboratório são salvos por abrigo de animais

Foto: Michigan Humane Society/Facebook

Foto: Michigan Humane Society/Facebook

Um grupo de beagles que foram destinados a morte após serem submetidos a dolorosos testes laboratoriais de agrotóxicos foram resgatados por um abrigo de animais.

Os cães chegaram à Humane Society de Michigan (EUA) na terça-feira, quase um mês depois que a notícia de sua morte iminente provocou clamores e protestos em nível mundial.

Agora, eles provavelmente serão adotados e ganharão uma família. A Humane Society compartilhou uma foto de um voluntário com um dos cachorros no colo em sua página no Facebook.

Eles escreveram abaixo da publicação: “Estamos felizes em anunciar que os beagles do estudo estão agora sob nossos cuidados. O processo de avaliar cada um deles individualmente para determinar quando e se estarão disponíveis para adoção provavelmente levará várias semanas.

“Um prazo estimado para quando esses beagles estarão disponíveis para adoção e detalhes sobre os pedidos de adoção serão anunciados através de nossos canais sociais.

“Nosso foco agora é trabalhar no sentido de encontrar oportunidades positivas de encontrar lares e famílias para cada um dos animais.

Uma das pessoas que comentou no post contou ter adotado um beagle anteriormente usado em testes de laboratório alertou para o fato de que os cães acham muito mais difícil se adaptar à vida de um animal.de estimação por causa da dor que eles tiveram que suportar nas mãos de outros humanos.

No mês passado, foi relatado que os beagles seriam mortos apenas para que seus órgãos pudessem ser examinados com o objetivo de mensurar os danos que eles sofreram durante os testes com os pesticidas. Isso seria feito com o objtivo egoísta de averiguar se esses produtos químicos teriam possibilidade de representariam um risco para os seres humanos. Eles deveriam ser mortos no início de julho.

Foto: Humane Society of America

Foto: Humane Society of America

A Humane Society of America disse que 36 beagles foram selecionados para o estudo doloroso, e a Michigan Humane Society (filial da primeira) ainda vai quantos deles sobreviveram à agressão que sofreram antes de serem resgatados. Os beagles são uma escolha comum para testes de laboratório por causa de sua natureza gentil, leal, dócil. Esses cães dificilmente reagem quando submetidos a tratamentos dolorosos.

A Dow AgroSciences, que encomendou a pesquisa sobre os cães, afirmou que os animais tiveram que ser sacrificados para cumprir as regulamentações no Brasil, onde a substância química testada deveria ser contada. Mas a equipe da Humane Society pressionou o governo brasileiro, que cedeu afirmando que eles estavam felizes em conceder salvos condutos para salvar a vida dos cães.

Voluntários denunciam envenenamento de cães abandonados em Ibatiba (ES)

Foto: Divulgação/Arca

Voluntários da Associação de Respeito e Cuidado aos Animais (Arca) denunciam casos de envenenamento de cães em situação de rua na cidade de Ibatiba, no Espirito Santo. Os episódios de maus-tratos estão sendo investigados pela prefeitura.

Até o momento, seis cachorros foram resgatados com sinais evidentes de envenenamento. Dois não resistiram e faleceram. Segundo a psicóloga e voluntária da Arca, Luana Érika, a todo momento chegam novas denúncias, mas, infelizmente, o grupo não tem efetivo para apurá-las.

A protetora acredita que alguém deliberadamente está envenenando alimentos e oferecendo aos cães. “Acreditamos que estão colocando veneno em comida, porque os cachorros que foram encontrados estão vomitando pão”, denuncia Luana Érika.

Os cãezinhos com suspeita de envenenamento foram resgatados e encaminhados para atendimento veterinário emergencial. O grupo Arca está pensando uma maneira de sensibilizar e conscientizar os moradores sobre a situação dos animais desabrigados.

A Prefeitura de Ibatiba informou em nota que está investigando o caso e busca alternativas e implantação de políticas públicas para frear o abandono de animais nas ruas do município. Luana orienta que denúncias podem ser encaminhadas para a Arca.

A psicóloga pede também que caso alguma pessoa encontre um animal com sinais de envenenamento, como vômito e boca espumando, tente administra carvão ativado com a ajuda de uma seringa, o mineral corta o evento do veneno.

A Arca depende de doações para ajudar os animais resgatados, para colaborar com o trabalho do grupo, basta entrar em contato através da página da associação no Facebook clicando aqui.