Animais abandonados sofrem pela carência de cuidados básicos e irresponsabilidade humana

Foto: Canal Motivacional/Youtube

Foto: Canal Motivacional/Youtube

No dia 07 de abril, comemora-se o Dia da Saúde, data criada para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a mente e o corpo e também abordar de problemas de saúde globais, alertando sobre os riscos e ensinando sobre a prevenção.

Porém a saúde dos animais domésticos também carece de muita atenção, reconhecimento e cuidados especiais.

São mais de 30 milhões, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde, a quantidade de cães de gatos abandonados pelas ruas. Sendo eles 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Esses animais são covardemente largados por seus donos irresponsáveis que criaram expectativas absurdas e que muitas vezes levam um animal para casa sem ter conhecimento do que de fato significa se comprometer com um companheiro de quatro patas.

São muitos os motivos que alegam para abandonar um animal, dos mais variados possíveis, entre eles estão: mudança de cidade ou viagens, aparecimento de alguma deficiência física ou doença e problemas; o trabalho e as despesas geradas pelo animal; casos em que o animal foi comprado de um criador sem certificação e não são da raça esperada; e problemas de comportamento.

Foto: Expresso MS

Foto: Expresso MS

Muitos outros acabam nascendo e se criando na rua mesmo – os que sobrevivem – a fragilidade das políticas de castração e falta de investimento público no setor causam o aumento da população desses seres desprotegidos que vivem marginalizados pelas cidades.

Na falta de um lar com uma família amorosa para protegê-los, ou prestar-lhes o atendimento básico, padecem esquecidos nas ruas, privados de comida, cuidados médicos e muitas vezes perdem suas vidas sem ter quem os acolha e socorra.

Com políticas públicas quase nulas de proteção socorro a esses animais alguns protetores independentes e ONGS resgatam esses animais e fazem o possível para recuperá-los e dar-lhes um lar.

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Sem castração para evitar o aumento da população de cães em situação de rua ou promoção da adoção em vez da compra, os animais permanecem vítimas do abandono humano também de forma legal.

A atual legislação prevê penas mínimas para o abandono de animais e mesmo assim, situações especiais precisam estar configuradas junto à denúncia, como filmagem ou foto do ato. A maioria desses crimes ocorrem silenciosamente e os tutores se livram dos animais inocentes de forma escusa e obscura.

Não só atos de abandonos são cometidos contra animais, maus tratos infelizmente também são frequentes. Dentre os mais comuns estão: agressões físicas como mutilar e envenenar; manter o animal preso por corrente ou corda; manter o animal em local impróprio sem condições sanitárias; não alimentar; não levar ao veterinário; submeter o animal a atividades exaustivas; utilizar animais em espetáculos sem condições adequadas; capturar animais silvestres, entre muitos outros.

Foto: Meus Animais/Reprodução

Foto: Meus Animais/Reprodução

Algumas ONGs, mesmo com recursos limitados, realizam o resgate de animas em situação de vulnerabilidade, muitos com fraturas expostas, desnutridos, abandonados em locais de perigo, entre muitas outras situações. Eles são levados para centros veterinários, onde recebem o tratamento necessário, são castrados, vermifugados, reabilitados e depois de todo esse processo, são postos para a adoção na esperança de encontrar um lar e uma família que os acolha.

Vítimas de uma sociedade que os vê como seres “menores” ou “inferiores”, os vende como produtos e os abandona como objetos descartáveis, os animais seguem com pouco acesso aos direitos básicos, como saúde e bem-estar. Com certeza, não há muito o que se comemorar, da parte dos nossos irmãos não-humanos, nessa data especial.

Vereador propõe a proibição da venda de cães e gatos em SP

Foto: Pixabay

O vereador Celso Giannazi (PSOL) está pedindo apoio ao Projeto de Lei 115/2019, que visa proibir o comércio de animais de estimação em estabelecimentos comerciais em São Paulo.

“Esse projeto é um passo em direção a uma sociedade que respeite os direitos dos animais, especialmente desses que tanto nos acompanham. As vidas animais também não têm preço, animais não devem servir a interesses humanos de exploração, não são mercadorias, e adotar é um ato de amor”, justifica Giannazi.

Por meio do projeto, o vereador estabelece normas gerais sobre a proibição da comercialização de animais de estimação na capital paulista. “Expostos como mercadorias em vitrines, eles são alienados do convívio familiar e social, além de sofrerem abusos e maus-tratos. São inúmeras as denúncias, como o confinamento em jaulas ou locais pequenos e abafados”, aponta.

Para apoiar o PL 115/2019, assine o abaixo assinado – clique aqui.

Homem visita abrigo para adotar cães que ninguém quer

Foto: Instagram

Em todo o mundo, milhares de cães esperam sua vez de serem adotados mas, infelizmente, alguns deles não terão esta oprtunidade. Animais idosos, deficientes, temperamentais ou de pelagem negra têm menos chances de encontrar uma família.

Steve Greig, um contador do Colorado, motivado pela perda irreparável de um de seus cachorros, decidiu visitar abrigos para adotar cães que ninguém queria.

“Eu estava muito perturbado com essa morte”, disse Greig ao The Dodo.

“Um mês ou dois se passaram e eu ainda me sentia muito mal por isso. Decidi que a única maneira de me sentir melhor seria se algo de bom acontecesse. Isso provavelmente não teria acontecido se ele não tivesse morrido.”

Greig foi até um abrigo de animais e pediu os cães que ninguém queria.

“Eu cresci com um monte de animais domésticos”, disse Greig.

“Meus pais eram amantes de animais e eles praticamente sempre me deixavam ter o que eu queria, desde que eu pudesse cuidar.”

“Então eu adotei um chihuahua de 12 anos de idade (chamado Eeyore) com um sopro no coração e quatro joelhos ruins, e eu o trouxe para casa, e isso foi apenas o começo”, disse ele.

Foto: Instagram

Agora, ele tem oito cães idosos, assim como o cachorro de sua irmã e o cão de um colega de quarto, e, embora cuidar de suas diferentes dietas e necessidades seja muito trabalhoso, Greig gosta disso.

“Um dia normal para mim é levantar às 5 da manhã e fazer café da manhã para todos eles, que, você sabe, são 10 cachorros, e a maioria deles tem dietas diferentes.” As informações são do The Epoch Times.

Além de fazer pelo menos 10 cafés da manhã, o contador também precisa cuidar dos animais com problemas de saúde. Em seguida, ele vai para o trabalho e retorna à tarde para almoçar o gang.
Greig também cria uma porca chamada ‘Bikini’, gatos, galinhas, patos, pombos, um coelho e peixes.

“Eles são animais mais sábios”, disse ele sobre seu amor por animais idosos.

Foto: Instagram

“Você meio que sabe o que quer da vida quando chega a uma certa idade. Esses cães sabem quem são e é fácil desenvolver um relacionamento com uma pessoa ou animal que saiba quem eles são.”

Greig é um belo exemplo de amor e compaixão aos animais.

Cães são forçados a correr em esteiras em treinamento para rinhas

Foto: RSPCA

Foto: RSPCA

Um vídeo angustiante que tem circulado nas redes sociais mostra um cão da raça staffordshire bull terrier acorrentado e forçado a correr em uma esteira.

O animal não tem como escapar, então tem que continuar correndo, apesar de apresentar sinais claros de exaustão, colocando até a língua para fora.

Criadores usam métodos como estes em treinamentos aplicados para tornar seus cães assassinos, forçado-os a lutar contra outros até a morte, nas chamadas “lutas ou rinhas de cães” um espetáculo cruel que atrai espectadores e apostas em dinheiro.

A RSPCA (ONG de proteção ao bem-estar animal) divulgou imagens mostrando algumas das táticas usadas, afirmando que o esporte é praticado de forma “frequente”, apesar de ser ilegal há quase 200 anos.

Em apenas quatro anos, a entidade recebeu quase 8 mil relatos de brigas de cães no Reino Unido. No mês passado, um grupo que treinou e criou cães para lutar em Lincolnshire e no País de Gales foi condenado após julgamento.

Um dos criminosos, John Knibbs, 55, foi encontrado com oito cães de luta em sua casa em setembro de 2017.

Investigadores encontraram vídeos e fotos no celular do criador mostrando cães sendo treinados e forçados a lutar, assim como mensagens trocadas falando sobre “esmagamento de ossos”.

Muitos dos cães forçados a lutar são “raças proibidas”, como pit bull terriers. Isso significa que mesmo que sejam resgatados, eles não podem ser realocados e têm que ser sacrificados – uma prática realizada no Reino Unido e à qual a RSPCA se opõe.

Um cão dos cães resgatados desse universo e que teve um final feliz é Kali, ela foi encontrada por uma equipe de resgate, ferida e quase morta, escondida no jardim de uma residência em Hertfordshire, em março de 2017.

Ela estava coberta de cicatrizes pelo corpo, várias feridas abertas e marcas de mordidas que ainda escorriam sangue.

Oficiais da RSPCA localizaram seu tutor – que mais tarde foi condenado legalmente por crimes contra o bem-estar animal – e cachorrinha foi levada para tratamento e reabilitação.

Georgina Arnold e seu namorado Owen Gray, de Yaxley em Cambridgeshire, leram sobre a história de Kali no jornal local e resolveram adotá-la.

“Nós a amamos muito, não poderíamos viver sem ela agora”, disse Georgina.

Foto: RSCPA

Foto: RSCPA

“Ela tem cicatrizes e alguns dentes faltando, por isso deduzo que ela passou por muita coisa. Mas Kali é tão doce e carinhosa, ela é como um ursinho de pelúcia, não há um único osso duro em seu corpo”, diz a adotante da cadelinha. “Estou feliz que ela esteja a salvo agora e nunca mais terá que passar por momentos de terror ou crueldade”, conclui ela.

O inspetor da RSPCA, Mike Butcher, disse: “É incrível que Kali tenha se recuperado da terrível experiência pela qual passou e esteja hoje em um novo lar, repleto de amor. Ela agora estará segura e cuidada”.

“Infelizmente, a realidade é que, para muitos cães, isso nunca acontecerá. Cães que vencem lutas são valorizados e frequentemente tratados como reis por seus criadores. Mas aqueles que se recusam a lutar ou perdem são abandonados ou barbaramente mortos”, lamenta ele.

“O mundo da luta de cães é sombrio e assustador. Mas isso pode estar acontecendo tanto em um armazém no centro da cidade, como ao lado do seu trabalho ou em uma fazenda rural em uma vila pacata”, concluiu ele.

Nota da Redação: pessoas que exploram para entretenimento humano, em situações de abuso, espancamento, ferimentos e violência contra outros cães estão incorrendo em crimes de maus-tratos e devem ser denunciados à polícia. Forçar um animal a lutar e muitas vezes morrer em decorrência disso é um ato hediondo repudiado pela ANDA e por todas as pessoas que amam e respeitam os animais.

Empresário indiano abandona tudo para se dedicar aos mais de 700 cães resgatados por ele

Foto: ASIF SAUD/BBC

Foto: ASIF SAUD/BBC

Rakesh Shukla trabalhou como engenheiro de software em Bangalore (Índia) por muitos anos, mas isso agora faz parte do passado, atualmente ele passa a maior parte do tempo em sua fazenda de três acres e meio cuidando de 800 cães resgatados por ele. Seu trabalho em prol dos animais em situação de rua lhe valeu o apelido de “Pai dos cães”.

Shukla fundou sua própria empresa dez anos atrás e durante uma entrevista BBC, ele recordou dessa época em sua vida: “A vida se resumia a comprar carros de luxo e relógios de grife. Eu viajava pelo mundo todo, várias vezes, mas eu não era feliz”

Esse sentimento de vazio durou até o momento em que ele conheceu seu primeiro cachorro, Kavya. Shukla conta que a primeira vez que a viu, a filhotinha estava tão assustada, que se escondeu num canto, até que seus olhos se encontraram: “Foi uma sensação física, meu cabelo se arrepiou, eu podia sentir um calor no peito”.

Foto: ASIF SAUD/BBC

Foto: ASIF SAUD/BBC

Shukla conta que nunca precisou se perguntar novamente: “por que estou aqui?”, depois disso. Naquele momento, o então engenheiro e Kavya embarcaram em uma jornada épica que salvaria centenas de cães sem lar na Índia.

Lucky, sua segunda cadelinha resgatada, chegou até ele apenas três meses depois de Kavya: “Estava chovendo ha uns 13 dias seguidos, ela estava toda molhada e faminta, não tinha como não abrigá-la também”.

Shukla começou a levar um cão pra casa a cada semana. Quando sua esposa protestou, ele tentou manter alguns deles em seu escritório.

Com o tempo, sua família cresceu tanto que era inviável permanecer na cidade, então o empresário comprou uma fazenda de três acres em Doddballapur e criou um santuário para cães necessitados.

Foto: ASIF SAUD/BBC

Foto: ASIF SAUD/BBC

Shukla e dez outros funcionários cuidam dos cães no amplo espaço.

A fazenda gasta cerca de 663 dólares por dia para se manter. A maior parte desse custo, 93%, é custeada pelo empresário.

Mas ele admite resoluto que não se importa.

Shukla confessa: “Eu fiz um pacto com meus cachorros. Vamos nos separar apenas quando um de nós chutar o balde”.

Conheça o trabalho desenvolvido pelo empresário no vídeo abaixo:

Histórias inspiradoras como a de Rakesh Shukla, são exemplos reais de como um pouco de vontade e determinação podem fazer a diferença e mudar o destino de vidas como as dos cães abandonados.

Muitos cães vivem em situação de rua, alimentar esses animais, deixando ração e água disponíveis em locais públicos, pode matar a sede e a fome de muitos animais que não tem um lar.

Para se tornar “O Pai dos Cães” (ou “A Mãe dos Cães”) de uma região, basta visitar o abrigo mais próximo e verificar possíveis maneiras de ajudar os animais necessitados. Sempre há algo que pode ser feito.

Mais de 60 animais são resgatados de canil clandestino no litoral de SP

A Polícia Civil resgatou 68 cachorros, três gatos e também animais silvestres que estavam em um canil clandestino no Jardim Jamaica, em Itanhém, no litoral de São Paulo. O resgate aconteceu na quinta-feira (28) durante uma ação que combateu diversos crimes nos 24 municípios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um médico veterinário e um segundo homem, ambos responsáveis pelo canil, foram encaminhados ao 2º Distrito Policial de Itanhaém e autuados pela prática de crime ambiental. No entanto, por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, eles foram liberados após o registro de um Termo Circunstanciado (TC). As informações são do Diário do Litoral.

A delegada Evelyn Gonzalez Gagliardi, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, considerou que foi constatado um “efetivo descaso” com os animais no canil.

“Quando se chegou no local foi assustador”, afirmou a delegada.

Os cães e gatos ficarão sob a responsabilidade da ONG Focinhos Carentes, de Santo André. Os animais silvestres, entre eles ave e tartarugas, foram encaminhados para a Polícia Militar Ambiental, que tomará providências sobre eles.

Procura-se cachorros desaparecidos em Serra Negra (SP)

Dois cachorros estão desaparecidos em Serra Negra, no interior de São Paulo. Eles fugiram na noite desta segunda-feira (15) no bairro Vila Dirce. O cão de porte médio para grande, de cor alaranjada, atende por Nino. Ele é idoso, não ouve e não enxerga bem. O outro, de porte pequeno, é o Ted, de pelagem branca. A família deles está desesperada. Informações sobre o paradeiro deles devem ser repassadas à Vanessa pelo telefone 19 9 9969-3092.

Quinze cães explorados em corridas morrem e outros 517 são salvos na China

Dos 532 cachorros da raça galgo, explorados em corridas, que foram abandonados pela Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen), na China, 15 morreram e 517 foram resgatados nesta terça-feira (26) pela Sociedade de Animais de Macau (Anima) oito meses após o fechamento do estabelecimento que realizava as corridas.

Foto: Pixabay

“Ao final do dia, terão sido realojados 517 galgos, 15 morreram. (…) Foi uma operação super rápida para este tamanho”, afirmou Albano Martins, enquanto o resgate dos animais era realizado. As informações são do portal Expresso.

Os cães foram abandonados em julho de 2018. Em setembro, por não ter apresentado um plano de realojamento desses animais dentro de um prazo estabelecido, a Yat Yuen foi multada em 2,7 milhões de euros e a Anima recebeu autorização para “gerir todo o processo”.

“Não foi fácil, mas tínhamos uma rede montada internacional e essa rede internacional ajudou-nos muito, nós apenas tivemos que liderar o processo localmente, com os nossos parceiros do Instituto para os Assuntos Municipais [IAM] e da Yat Yuen”, disse Martins.

Cem organizações internacionais participaram do processo de realojamento e adoção dos cães. Todas elas condenam a exploração e a crueldade imposta aos cachorros durante as corridas e apontam a taxa de mortalidade a qual eles estavam sujeitos.

Para Martins, o processo “foi rápido” porque a Yat Yuen colaborou. “Vamos esquecer a guerra do passado”, disse ele ao afirmar que “a Yat Yuen garantiu as viagens” e todos os custos operacionais, fazendo com que o restante se tornasse apenas “uma questão de planificação”. Ao todo, a Yat Yuen desembolsou 7,6 milhões de euros durante todo o processo.

Um Centro Internacional de Realojamento de Galgos havia sido prometido por Angela Leong, então administradora da Yat Yuen, que pertencia à Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (SJM), fundada pelo magnata do jogo Stanley Ho. A ideia pioneira, no entanto, não seguiu adiante.

“Foi uma vitória da Anima, que passou a ser [uma organização] considerada a nível mundial”, afirmou Martins. Segundo ele, a entidade levou oito anos para conseguir acabar com as corridas feitas pela Yat Yuen “e apenas seis meses para realojar [os galgos] todos”.

O governo de Macau havia dado, em 2016, dois anos de prazo para a Yat Yuen mudar a localização do estabelecimento onde as corridas eram realizadas e para melhorar as condições dos galgos explorados nos eventos ou o local seria fechado.

Em 2016, o Governo de Macau deu dois anos ao canídromo da cidade para mudar de localização e melhorar as condições dos cães usados nas corridas ou, em última instância, encerrar a pista, considerada por organizações internacionais uma das piores do mundo.

Para o presidente da IAM, José Tavares, “a Anima esforçou-se, em pouco meses resolveu [o problema] e isso é obra. São 500 e tal cães adotados em meio ano, isso eu acho que nunca aconteceu em lado nenhum”.

Os espaços e instalações usados para as corridas serão, agora, devolvidos pelo IAM aos Serviços de Finanças de Macau. O terreno, porém, já está reservado para fins educativos e deve ser ocupado por quatro escolas.

Dos 517 galgos resgatados, 307 serão enviados aos Estados Unidos, 60 para a Itália, 70 para o Reino Unido, 15 para a França, 5 para a Alemanha e 26 para Hong Kong, segundo o IAM. Outros 23 ficaram sob a responsabilidade da Anima, sendo que 19 deles ficarão em lares temporários para, depois, serem enviados à Austrália.

Campanha pede o fim do comércio de carne de cães e gatos na China e Coreia do Sul

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

A ONG que atua em defesa direitos animais, Lady Freethinker (LFT, na sigla em inglês), com sede em Los Angeles, lançou uma campanha de conscientização na Coreia do Sul e China pedindo à população destes países que não consuma cães ou gatos e em lugar disso, os tratem como se fossem membros da família.

A campanha dá continuidade aos esforços incessantes da ONG para impedir o comércio de carne de cachorro e gato em países asiáticos.

A primeira leva de anúncios foi introduzida nos ônibus em Gimpo, na Coreia do Sul, no final do ano passado. Este mês, os anúncios começaram a ser veiculados dia 10 de fevereiro na cidade de Xita, nos pontos de ônibus do distrito de Shenyang, na China, uma área conhecida por possuir diversos restaurantes de carne de cães.

Criados em cooperação com a Save Korean Dogs, os anúncios coreanos da LFT já foram vistos por milhares de pessoas com mensagens traduzidas para o coreano como “Cães não são comida, são família” e “Por favor, não me coma”.

Enquanto isso, os anúncios colocados nas paradas de ônibus chinesas, que começaram a ser veiculados esta semana, mostram uma família em um momento de carinho com um cachorro, com a mensagem em chinês: “Cães são família, não comida”.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Há cerca de 17 mil fazendas de carne de cães em toda a Coreia do Sul, com cerca de dois milhões desses animais mortos para consumo humano a cada ano. A Coreia do Sul o único país do mundo com fazendas de cães em escala industrial, onde os animais são alojados em condições insalubres, sem comida, água ou cuidados veterinários adequados.

A China possui um mercado paralelo de carne de cães e gatos, em expansão, matando aproximadamente 10 milhões de cães e quatro milhões de gatos anualmente. Gangues criminosas raptam os cães de suas famílias ou os acertam nas ruas com dardos envenenados, depois enfiam os animais indefesos em gaiolas apertadas e os transportam, às vezes por vários dias, sem comida ou água, para restaurantes e matadouros.

Tanto na China quanto na Coreia, muitos dos cães são enforcados, incendiados vivos ou eletrocutados em função da crença absurda e ignorante de que a tortura torna a carne mais saborosa ou aumenta a virilidade de quem a consome.

A campanha de 2019 segue a cruzada iniciada ano passado que incluía o patrocínio de um anúncio de ônibus em Jeonju, Coreia do Sul, que pedia às pessoas que não matassem ou comessem cachorros.

Com a pressão mundial dos ativistas pedindo o fim da matança e do consumo da carne de cães, a mudança pode não esta longe. Em novembro do ano passado, o maior matadouro da Coreia do Sul foi fechado, aumentando a lista crescente de fazendas de carne e instalações de abate que deixaram de funcionar.

Além de espalhar anúncios por estes países, a ONG trabalha diretamente com equipes de resgate na China e na Coreia do Sul, ajudando no fornecimento de comida, abrigo e cuidados veterinários para cães e gatos resgatados do comércio de carnes. Somente em 2018, foram resgatados 24 cães do Yulin Dog Meat Festival, da China, sem mencionar que a contribuição para o atendimento de outras centenas de animais é fundamental.

A LFT e diversas outras ONGS e ativistas continuarão fazendo campanhas, coletando petições e unindo esforços em todo o mundo até que o comércio cruel e desumano de carne de cães e gatos termine.

Projeto de lei visa proibir corridas de cães no Brasil

O objetivo é beneficiar principalmente os galgos, conhecidos por serem explorados como corredores em várias partes do mundo | Foto: Pixabay

Este mês o deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), protocolou um projeto de lei que visa proibir a realização de corridas de cães no Brasil. O objetivo é beneficiar principalmente os galgos, conhecidos por serem explorados como corredores em várias partes do mundo.

O PL 1441/2019 aponta várias justificativas que reforçam a oposição ao uso desses animais em corridas, como múltiplos abusos físicos e psíquicos, o que vai contra o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/1995). “Um esporte deve ser entendido como uma atividade em que existe envolvimento voluntário de seus participantes, algo que não ocorre quando há submissão compulsória de animais não humanos”, argumenta Izar.

No Brasil, a corrida de cães é reprovada tanto por ativistas da causa animal quanto por cidadãos sem envolvimento com a defesa dos animais, mas que conhecem a prática. Em países como Estados Unidos, Itália, França, Argentina e Uruguai, entre outros, a corrida de cães já foi proibida como resultado do clamor popular.

Porém a realidade dos galgos ainda é desconhecida pela maioria da população brasileira. Os filhotes que passam pela primeira seleção de padrão da raça, que avalia características físicas e habilidades para corrida ou caça, são treinados com “iscas vivas” como lebres ou gatos. Aqueles que não forem aprovados nessa triagem podem acabar abandonados, mortos ou doados para pessoas que desconhecem as necessidades desses animais.

Outro problema é que os galgos utilizados em corrida passam a maior parte de suas vidas confinados em pequenos espaços e isolados de outros cães e do contato humano. Isso significa que em muitos casos eles são retirados do cativeiro apenas para o “treino”.

Há inúmeros relatos, tanto de testemunhas residentes em Minas Gerais quanto no Sul do Brasil, de que é comum manter os galgos confinados no escuro por longos períodos, porque isso faz com que acumulem muita energia, fiquem ansiosos e em estado de alerta quando são libertados – o que é visto como uma “vantagem” por quem usa esses animais em corridas ou caçadas.

Outras imposições incluem treinamento em que os cães são presos a correias e obrigados a correrem ao lado de carros sob sol escaldante. Também são condicionados a percorrerem linhas retas por até 400 metros atrás da chamada “bruxa”, que consiste em um pedaço de pano com cheiro ou pedaço de pele de lebre morta.

Como os treinamentos são exaustivos, os galgos desenvolvem problemas ósseos, articulares e musculares. Além disso, há inúmeros casos em que os animais são submetidos ao uso de drogas que visam melhorar o rendimento na corrida, o que gera problemas no fígado, coração, rins e pulmões.

“Cães que não morrem como resultado desse tipo de exploração provavelmente serão vendidos para atividades de caça no campo, reprodução, abandonados ou mortos”, lamenta o deputado Ricardo Izar. Atualmente o projeto de lei que visa proibir as corridas de cães ou atividades similares está aguardando despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Saiba Mais

Se você é contra a corrida de cães e defende a criminalização da prática, apoie o projeto de lei no site da Câmara. Digite na busca “1441/2019”, clique no projeto e responda a pergunta: “O que você acha disso?” ou basta clicar aqui.

Você também pode enviar uma mensagem via Instagram para o deputado federal Rodrigo Maia (@rodrigomaiarj) cobrando que ele paute o projeto para que possa ser votado o mais breve possível.