Cães e gatos podem ser veganos?

Foto: Getty Images

À medida que as pessoas fazem a transição para uma dieta baseada em vegetais, é comum que queiram o mesmo para seus animais domésticos.

Duvidas e críticas pairam sobre essa decisão. É moral e correto alimentar seu bichinho com uma dieta sem ingredientes de origem animal?

Em uma nova pesquisa da Universidade de Guelph, 35% dos tutores demonstraram interesse em trocar a dieta típica de seus animais por uma baseada em vegetais ou vegana.

O número de canadenses que estão reconsiderando sua própria relação com a carne deu origem ao estudo. Quase 20% da população está minimizando ou eliminando totalmente a carne de suas dietas e, de acordo com uma pesquisa recente, o Canadá é hoje o lar de 1,3 milhão de vegetarianos auto-identificáveis e 466 mil veganos (sem laticínios ou ovos).

“As pessoas que evitam comer animais tendem a dividir suas casas com outros animais, e um dilema moral pode surgir quando eles se deparam com produtos animais para seus cães onívoros e gatos carnívoros”, escreveu Sarah Dodd, veterinária da Universidade de Guelph e seus co-autores na revista PLOS ONE .

Uma opção para aliviar esse ‘conflito moral’, segundo eles, é cortar também a carne da dieta de seus animais domésticos. No entanto, uma vez que nem cães nem gatos são livres para escolher seu estilo de vida, é ético?

Recentemente, tutores britânicos de gatos foram avisados que poderiam ser acusados de infringir leis de bem-estar animal por alimentar seus felinos com uma dieta vegana. Segundo a Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (RSPCA), “os gatos não podem ser vegetarianos!”

Os gatos são carnívoros obrigatórios, o que significa que eles precisam de uma dieta equilibrada e à base de carne para se manterem em forma e saudáveis, diz a RSPCA em seu site.

Wanda McCormick, uma fisiologista animal, diz que cães, teoricamente, podem viver apenas com uma dieta baseada em plantas desde que essas dietas contenham os mesmos nutrientes essenciais que os cães normalmente obteriam da carne.

No entanto, poucos estudos avaliaram a qualidade nutricional de alimentos vegetais para animais, ralados ou enlatados. Receitas caseiras podem ser arriscadas.

O novo estudo foi baseado em uma pesquisa – intitulada “Pet Feeding Practices” – que circulou online para criadores de cães e gatos, tutores e “entusiastas gerais”. No final, a amostra reuniu 3.673 respostas (2.940 para cães e 1.542 para gatos), predominantemente de tutores de animais do Reino Unido, EUA e Canadá. A maioria deles (84%) relatou comer uma dieta onívora, 6% identificada como vegana, 6% vegetariana e o restante pescetário.

A nutrição para animais domésticos realmente faz sombra sobre o que está acontecendo na nutrição humana. A maioria dos animais domésticos – 97% dos cães e 99% dos gatos – comiam alimentos que continham carne. No entanto, 10% dos cães e 3% dos gatos) também foram alimentados intermitentemente com alimentos vegetarianos.

No total, 35% dos tutores que ainda não estavam alimentando seus animais com uma dieta baseada em vegetais demonstraram interesse em fazê-lo, com pouco mais da metade dos donos dizendo que “outras estipulações precisam ser atendidas” antes de fazê-lo, incluindo evidências de suficiência nutricional.

No total, 27% dos veganos relataram ter alimentado seus animais com uma dieta exclusiva baseada em vegetais, a maioria preocupada com o bem-estar dos animais, ou com os efeitos negativos percebidos sobre a saúde da alimentação dos tecidos animais Rufus.

Em uma descoberta aparentemente contra-intuitiva, os vegetarianos eram mais propensos a manter gatos e menos propensos a ter cães.

“Considerando a fisiologia carnívora obrigatória dos gatos, pode-se esperar que os tutores de animais que evitam a carne também evitem ter aqueles que comam carne”, escreveram os autores.

Juntos, os tutores de animais vegetarianos e veganos responderam por 12% do total de tutores. Pelos cálculos dos pesquisadores, pode haver até 20 milhões de tutores vegetarianos e veganos nos EUA. As informações são do National Post.

Pesquisa mostra que acariciar cães é como uma droga para nossos cérebros

Foto: Pixabay

Só quem tem um cãozinho sabe o quão especiais eles são. Não importa o que aconteça, ele sempre estará por perto transfomando tudo ao seu redor.

Uma nova pesquisa mostra exatamente como acariciar um cão faz bem ao ser humano.

Como acariciar um cão afeta seu cérebro

Você pode pensar que nossos cérebros processam todas as coisas que tocamos da mesma maneira, mas acontece que isso não é verdade. O cérebro divide as coisas que tocam nossa pele em três categorias: “agradável”, “neutra” e “desagradável”. Cada uma delas é interpretada de diferentes maneiras em uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior . Esta área do cérebro é responsável por muito processamento emocional, então uma sensação agradável na pele provoca emoções positivas.

Acariciar um cão também libera serotonina e dopamina, duas substâncias químicas que podem melhorar seu humor. Os níveis de serotonina e dopamina são frequentemente baixos em pessoas que sofrem de depressão, por isso ter um cão pode ajudar a melhorar os sintomas em quem sofre de depressão.

Melhor que isso, olhar nos olhos de um cão que você conhece libera oxitocina – o hormônio que ajuda a ligar mãe e filho.

Como os cães afetam nossos corpos

Tem-se comprovado que os cães de terapia reduzem o estresse nos estudantes que fazem os exames , as pessoas que sofrem com a perda de um ente querido , as crianças no hospital e as pessoas que viajam pelos aeroportos. O estresse libera cortisol em sua corrente sanguínea, um hormônio que pode causar todo tipo de impacto negativo em seu corpo. Acariciar cães pode diminuir os níveis de cortisol em sua corrente sanguínea.

Ter um cão também pode reduzir sua pressão arterial e as chances de morrer de um ataque cardíaco. O companheirismo fornecido por um cão também pode reduzir os níveis de ansiedade.

As pessoas que possuem cães andam mais do que as que não têm, o que ajuda a prevenir a obesidade e os riscos à saúde que a acompanham. Passear o seu cão durante o dia tem o benefício adicional de obter vitamina D do sol. A falta de luz solar tem um efeito negativo no estado mental das pessoas.

Crescer com um cão também foi mostrado para reduzir alergias em crianças, dando ao seu sistema imunológico algo “inofensivo” para praticar.

A importância do toque para as pessoas

As pessoas estão programadas para precisar de contato em suas vidas. Um toque amigável e de apoio de outros seres humanos tem mostrado reduzir o estresse, baixar a pressão sanguínea e liberar serotonina, dopamina e oxitocina – as mesmas coisas que acariciar um cão. Na ausência de suficiente toque humano, acariciar um cão pode satisfazer essa necessidade profunda que todos nós temos que ser tocados.

Nós já sabemos o quanto os cães melhoram nossas vidas todos os dias, mas é sempre bom ver a ciência confirmando o que os amantes de cães sabem há anos – nada é melhor que o amor de um cachorro!

 

Fonte: iheartdogs.com

Cães presos em ambiente sujo sem água e comida são resgatados no DF

Cinco cães foram resgatados pela Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal na sexta-feira (22) em Santa Maria. Os animais eram mantidos presos, em ambiente sujo, com seus próprios excrementos, sem água e comida. O caso foi descoberto através de uma denúncia anônima.

Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Todos os cachorros estavam molhados e magros e uma fêmea estava prostrada em um dos cantos do local sem conseguir levantar. As informações são do Correio Braziliense.

“Foi observado no local uma quantidade significativa de resíduos de lixo, o que colocava a segurança dos animais em risco. Havia também pontas de ferro e pregos”, disse o comandante Major Souza Júnior.

A mulher que estava na casa afirmou que o suposto tutor dos animais não estava no local. Ela foi notificada pelo crime de maus-tratos.

Num primeiro momento, os cachorros permaneceram na residência mesmo após a visita da polícia. No entanto, neste sábado (23) os militares conseguiram encontrar um lugar seguro para levá-los.

Em janeiro e fevereiro de 2019, já foram registradas 21 denúncias de maus-tratos a animais nas delegacias da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a maior parte delas feita de forma anônima.

Representantes da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística reforçam o alerta sobre a importância de se fazer a denúncia, tanto pelos canais digitais ou de forma presencial, na delegacia, para atuação efetiva da polícia.

Cães e gatos precisam de cuidados especiais no outono

Foto: VIPADO/Reprodução

Foto: VIPADO/Reprodução

Hoje, dia 20 de março, começa oficialmente o outono. Para aqueles que estavam cansados do calor constante e das temperaturas altas, a mudança de estação representa um alívio. Com a promessa de um clima mais ameno e alteração na paisagem verde, com a queda das folhas de algumas árvores, a temporada traz renovação de cenários e sensações.

Embora se por um lado a queda do calor e o tempo mais fresco sejam bem-vindos, os tutores devem ficar atentos aos cuidados com seus animais, nessa época do ano.

Animais domésticos exigem alguns cuidados especiais para evitar doenças, principalmente as respiratórias e articulares.

A estação traz consigo dias mais frios e chuvosos. Quem tem cachorro precisa ficar atento pois a mudança de temperatura, com o ar mais frio nas madrugadas e manhãs, os peludos podem ficar suscetíveis a alguns probleminhas de saúde

O outono exige cuidados especiais com os animais de estimação

Animais idosos sofrem mais com a umidade e o frio característicos da estação, esses fatores aumentam os sintomas de dor em cães e gatos, principalmente nas juntas. O tutor precisa prestar atenção e caso perceba que seu companheiro de 4 patas está sofrendo deve levá-lo ao veterinário. Um profissional vai examiná-lo, indicando assim, o melhor tratamento.

A gripe é uma das principais ameaças trazidas pela mudança de tempo. Ela pode ser prevenida com a vacinação do animal. Outras infecções também podem acontecer em virtude da queda de temperatura.

Outra boa dica é usar roupas próprias para animais, principalmente, se o cão tem pelo curto. Também é bom evitar que o animal, mesmo agasalhado, durma em locais com correntes de vento e exposto ao sereno. No caso do banho, evite os horários bem matinais ou noturnos. E importante também não deixar o animal se secar sozinho ao vento.

Alguns pontos que devem ser observados:

– Alergias de outono

É comum os cães terem erupções alérgicas na pele durante o outono. Caso o cão tenha espirrado mais que o de costume, comesse a bufar, roncar e dar sinais de coriza, ele pode estar manifestando uma alergia ou rinite. Se houver suspeita de reação alérgica, o animal deve ser levado ao veterinário o quanto antes.

– Manter o cão ativo

Nos dias mais frios, muitas pessoas passam a levar seus cães para passear com menor frequência. É importante que o cachorro mantenha o mesmo nível de atividade que tinha no verão. Se o desanimo começar no outono, há chances de piorar no inverno, o que pode prejudicar o companheiro canino. O animal pode aproveitar o clima mais brando, cheirar as folhas que caem das árvores e, principalmente, manter os níveis de exercício e lazer, que são tão importantes para ele.

– Problemas oftalmológicos

Durante essa época do ano os problemas nos olhos dos animais também aumentam. O tempo seco reduz a quantidade de lágrimas produzidas, deixando-os mais vulneráveis à poluição, aos vírus e às bactérias. É importante manter a higiene da região dos olhos sempre em dia.

– Cuidado com carrapatos

A infestação de carrapatos nos cães é outra situação típica do outono. Isso acontece porque as pastagens ficam mais secas, favorecendo, e muito, a multiplicação da população desses parasitas. Portanto é preciso prevenir essa exposição, mantendo os animais mais afastados dos campos, pelo menos nesse período.

Comprimidos e medicamentos tópicos que protegem os cães e gatos de carrapatos e demais também são uma forma de proteger os peludinhos.

Seguindo essas dicas, é possível aproveitar o tempo fresco ao lado do amigo peludo de todas as horas. O importante é sempre estar atendo ao animal, e caso qualquer alteração incomum aparecer, tratá-la o quanto antes.

Jovem luta para cuidar de quase 300 animais em Lajedo (PE)

Foto: Arquivo pessoal

Quando crianças, muitas meninas gostam de brincar de boneca e sonhar com contos de fada, finais felizes e muitas coisas mágicas e encantadoras, mas não a pernambucana Rafaela Sullivan, que quando tinha apenas sete anos teve sua vida marcada para sempre após ver um gatinho em situação de completo abandono nas ruas de Lajedo, uma pequena e esquecida cidade no Agreste de Pernambuco.

Mesmo convivendo com animais domésticos desde a infância, o encontro foi inesquecível, mas, infelizmente, não teve um final feliz. Rafaela não pode adotar o gatinho e isso não saia de seus pensamentos. Ela passou a cuidar dele de forma imaginária e o chamou de Mimi. A menina fez uma caminha, dava alimento e brincava com ele como se fosse real. Ali nascia aos poucos o desejo de fazer algo para impedir que mais animais fossem abandonados nas ruas.

Foto: Arquivo pessoal

Essa sensibilização cresceu junto com Rafaela e quando ainda era uma adolescente e estudante do ensino médio conheceu a cadelinha Lisa. Uma peludinha pretinha sem raça definida muito magra e debilitada que foi encontrada deitada em uma avenida em meio a carros que passavam velozmente.

A cachorra estava tão fraca que mal conseguia se levantar. Rafaela cuidou dela da melhor forma possível, a alimentou, medicou e mesmo com rotina corrida de estudos e preocupações com o vestibular, deu a Lisa uma família de verdade. A cadelinha viveu ainda oito anos em seu novo lar e faleceu naturalmente devido à idade avançada.

Foto: Arquivo pessoal

Ver a reabilitação de Lisa foi o que Rafaela precisava para tomar uma ação em prol dos animais da cidade onde vivia. Ela prestou vestibular para Medicina Veterinária na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e passou, mas a partir daquele momento suas verdadeiras provações começariam.

Rafaela se dedicava a alimentar e medicar os animais em situação de rua, mas sabia que isso não era o suficiente para combater os maus-tratos e o abandono. Ela começou a delinear a possibilidade de ter um centro de reabilitação, onde os animais pudessem ser recuperados, esterilizados e disponibilizados para adoção responsável, mas na prática, as coisas não aconteceram como o esperado.

Foto: Arquivo pessoal

A jovem conta que os resgates se tornaram mais frequentes que as adoções e assim o projeto começou a exigir cada vez mais dela. “Isso (adoções) só acontece com mais frequência em capitais, cidades grandes, porque aqui no interior de Pernambuco é completamente diferente, as pessoas não têm essa noção”, disse em entrevista à ANDA.

Os obstáculos não a desanimaram e assim nasceu a Associação de Resgate e Proteção aos Animais de Lajedo (ARPAL), que atua há quase 10 anos sendo uma das principais referências sobre proteção animal na cidade. Abrigando hoje cerca de 250 animais, entre cães e gatos, a ONG sobrevive com a ajuda de doações, trabalho voluntário e um pequeno apoio da prefeitura, que garante 15 dias de alimentação para os animais.

Foto: Arquivo pessoal

A ARPAL nasceu em meados de 2007 com o objetivo de amparar os cães e gatos em situação de rua da cidade. “É um descaso total, ninguém liga para a causa animal aqui. É muito difícil conscientizar as pessoas. Elas não têm a mente aberta para isso”, desabafa a jovem.

A associação ganhou seu CNPJ em 2013 e já contou com a participação de muitas pessoas desde sua criação, mas a colaboração é sempre temporária, muitos têm interesse em ajudar, mas possuem compromissos pessoais que os impedem de se dedicar ativamente e rapidamente se dispersam.

Foto: Arquivo pessoal

Além das dificuldades de cuidar dos animais no dia a dia, Rafaela também explica que muitas vezes depende de doações de pessoas que mal possuem o suficiente para se sustentar. “As pessoas que menos têm sãos as que mais ajudam, são as que mais dividem suas comida com eles (os animais), que mais se sensibilizam, por saber o que é passar fome, por saber o que é estar doente e não ter um socorro. Graças a essas pessoas a gente consegue fazer o nosso trabalho”, conta.

Nos mais de 10 anos de atuação da ARPAL Rafaela coleciona muitas histórias de desamor e desamparo. Em entrevista à ANDA por telefone, ela compartilha muitas das dificuldades pelas quais passou. A jovem lembra que no início do projeto, com a ajuda da prefeitura, conseguiu acesso a uma casa abandonada para abrigar 45 cães, entre eles, animais especiais, deficientes, doentes e sem nenhuma chance de sobreviver nas ruas.

Foto: Arquivo pessoal

Infelizmente, muitos moradores do entorno se incomodaram com a presença e latidos dos animais e a denunciaram ao Ministério Público. Ela foi intimada e obrigada a retirar os animais em apenas 15 dias. A promotora responsável pelo caso demonstrou completa insensibilidade pela situação dos cães. Felizmente, graças a ajuda de amigos, ela conseguiu alocar os animais em uma propriedade rural distante.

Rafaela dividiu também, que após a morte de sua mãe, enquanto ela ainda era universitária, foi expulsa de casa devido a quantidade de animais que abrigava. A jovem encontrou refúgio na casa de familiares e ainda hoje, já formada, tem dificuldade de ser independente, pois o seu pequeno salário como médica veterinária em uma clínica particular é totalmente revertido para o cuidados dos animais.

Foto: Arquivo pessoal

No entanto, ela não lamenta seu passado e agradece sempre pela oportunidade de evoluir como ser humano. “Não foi fácil, ainda não é fácil falar sobre isso, mas faz parte de tudo que eu passei e passo para manter a causa viva aqui na cidade e manter esses animais protegidos, porque são muitos maus-tratos e o amor que a gente sente quando conhece profundamente um animal… Eles falam tudo no olhar deles. Precisei passar por tudo isso para me tornar forte”, disse.

Rafaela conta que a rotina é pesada e as dívidas se multiplicam exponencialmente. Para a construção de um local acessível e e confortável para os animais, ela financiou a compra de terrenos em seu próprio nome. As prestações estão atrasadas e ela ainda não conseguiu recursos para construir baias, casinhas, colocar piso e outros detalhes.

Foto: Arquivo pessoal

A jovem não possui carro e seu único meio de locomoção é uma bicicleta que é utilizada para recolher doações de materiais de limpeza, comidas doadas em baldes por restaurantes, além de catar papelão e garrafas pet para vender. Todo o trabalho de limpeza, medicação e alimentação dos animais é feito com a ajuda de dois voluntários, que são seus braços direitos.

A veterinária não tem vida social, todo o seu tempo é dedicado a cuidar de animais. Ela é a favor da vida e contrária ao sacrifício de animais, independente do motivo. Sua conscientização sobre o valor da vida animal veio após resgatar a cadelinha Cindy, que foi covardemente abandonada em frente a um dos locais onde ela teve um canil improvisado.

Foto: Arquivo pessoal

A cadelinha não andava e precisava de cuidados 24h por dia. Cindy precisava ser mantida em uma maca e usava fraldas, que precisam ser trocadas regularmente para evitar feridas e assaduras. Apesar de ver o sofrimento da cadelinha, Rafaela sabia que existia um motivo para o animal estar vivo e ela jamais poderia abreviar a natureza submetendo Cindy à morte induzida.

“As pessoas sacrificam os animais achando que eles estão sofrendo, mas não, tudo que eles é estar até seu último suspiro de vida deles ao nosso lado. Ninguém tem o direito de tirar a vida, o sofrimento físico é um estado que precisamos para evoluir, eu acredito nisso, tendo cura ou não”, diz a veterinária.

Foto: Arquivo pessoal

Agora, Rafaela luta para manter os animais acolhidos pela ARPAL, as suas maiores necessidades no momento são ajuda para alimentação dos cães e gatos, vacinação para evitar mortes em massa de animais por doenças infecto-contagiosas, ajuda para custear materiais de construção e mão-de-obra para construir instalações para os animais e também recursos para contratar e oferecer um salário para os voluntários, pois um dos maiores receios da veterinária é que eles, por necessidades financeiros, se recoloquem no mercado de trabalho e não possam mais ajudar os animais.

Se você mora em Lajedo e região e tem interesse em ajuda a ARPAL basta colaborar depositando qualquer valor em um dos cofrinhos que foram disponibilizados em diversos comércios da região. Também é possível ajuda depositando qualquer quantia na conta da associação: Agência: 2244-6, Conta Corrente: 24.483-0. Para entrar em contato com a ARPAL basta enviar uma mensagem por inbox para a Rafaela clicando aqui.

Foto: Arquivo pessoal

Sem doações o trabalho da associação pode ser interrompido a qualquer momento. Uma vez, devido à escassez de ração, os cães tiveram que se alimentar com biscoitos de canela, os únicos à venda em um mercado local, para não passarem fome. Apenas cinco pessoas doam regularmente e os cofrinhos arrecadam poucos valores. Os animais precisam emergencialmente de ajuda para sobreviver. As portas da ARPAL estão abertas para todos que queiram conhecer a situação real dos animais e ajudá-los.

As dificuldade são muitas, mas Rafaela ainda nutre sonhos de viver em mundo melhor, para ela, a maior realização seria “não existir animal abandonado, não presenciar maus-tratos, não ver animal passando fome. Mais pessoas conscientes, pessoas que se sensibilizam com o sofrimento do próximo”, revela.

Ela conclui ainda afirmando que cuidar dos animais não é apenas uma questão de compaixão, é também uma forma de preservar a saúde da população impedindo que a proliferação de doenças. “Cuidar dos animais, é também cuidar das pessoas”, finaliza.

 

 

 

 

Cães buscam abrigo em loja refrigerada para fugir do calor

Foto: Quezia Narciso/ Arquivo Pessoal

A foto de dois cãezinhos deitados tranquilamente dentro de uma loja de calçados viralizou nas redes sociais e revelou uma linda história de compaixão e solidariedade. A loja fica localizada no Centro de Cabo Frio, na Região dos Lagos do RJ e um dos principais destinos turísticos do estado.

A imagem foi registrada na última quinta-feira (13), quando os termômetros da cidade marcavam 31º. A moradora Quezia Narciso flagrou a cena inusitada e a compartilhou em seu perfil no Facebook. A foto já alcançou cerca de 1,5 mil reações positivas e quase 900 compartilhamentos.

A postagem já reúne cerca de 500 comentários elogiando a atitude compassiva da loja. “Parabéns a quem deixou que os cachorrinhos ficassem ali se refrescando no ar condicionados! Deus abençoe a todos dessa loja”, disse uma internauta.

Segundo um funcionário da loja, a presença dos animais não é um incômodo para os clientes, que na maioria das vezes elogia e agradece à loja pelo gesto solidário. “É um ato de amor, seja com os bichinhos ou com os seres humano também. É o que falta no mundo”, disse.

Quezia decidiu compartilhar a imagem porque acredita que gestos assim são capazes de trazer alento e esperança. “Foi uma atitude ousada e, ao mesmo tempo, de amor aos animais. Para eles (funcionários da loja), não havia problema algum eles estarem ali, mesmo sendo de rua. Gestos assim nos mostram que nem está tudo perdido. Ainda existem pessoas de bem na nossa sociedade”, afirmou.

O sucesso da loja refrigerada foi tanto que um terceiro cãozinho decidiu visitar o local para aproveitar o ar refrigerado. “Veio um diferente, acho que eles avisaram que aqui era fresquinho”, descontraiu o funcionário da loja.

PL que permite cães na praia é aprovado em 1ª votação

Foto: Pixabay

O projeto de lei 1705/2018 que permite a circulação de cães em praias de Florianópolis (SC) foi aprovado de forma unânime na Câmara de Vereadores da cidade. Os 19 vereadores que estava no local foram favoráveis a proposta.

O PL é de autoria da vereadora Maria da Graça (MDB) e tem como objetivo delimitar locais nas praias onde cães possam circular livremente e desfrutarem da companhia de outros animais. A ideia é que seja implantado em uma praia especifica ainda não definida como um projeto piloto e se der certo expandir para outros pontos do litoral.

No entanto, o uso não é livre e as recomendações são rigorosas. O trecho da praia demarcado para os cachorrinhos será fiscalizado por órgãos públicos e o tutor dos animais precisam apresentar carteira de vacinação, além de atestado de saúde e vermifugação.

O projeto ainda passará por uma segunda votação e redação final. Se aprovado, será encaminhado para aprovação ou veto do prefeito Gean Loureiro (MDB). A autorização para levar cães às praias era uma demanda antiga da população.

Mas a proposta não foi vista com bons olhos por todos, o Conselho de Medicina Veterinária de Santa Catarina se manifestou contrário à proposta e afirmou que praias não são locais higiênicos para levar animais, que ficam expostos à poluição e à presença de microrganismos nocivos. O órgão ressaltou também que é irresponsável expor cães a altas temperaturas e situações de estresse, como a grande circulação de pessoas.

Parceria garante castração a preços populares em BH

Silvia Amorim
mariasilviabh304@gmail.com

Foto: Pixabay

A Associação Social Acreditar Brasil fechou uma parceria com a PUC Minas para a realizar castrações de animais tutelados pela população carente de BH e região pelo valor simbólico e único de R$60,00.

Para realizar o procedimento basta levar seu cãozinho ou gatinho no Hospital Veterinário que fica Praça da Liberdade. O valor precisa ser pago no momento da cirurgia em dinheiro.

Mais de 30 cães são resgatados de canil clandestino no Paraná

Foto: Polícia Civil

A grande operação que fechou um canil em Piedade (SP) e salvou mais de 1,5 mil que eram explorados para a comercialização de filhotes em grandes e famosas pet shops está ecoando em outras partes do país.

Em um caso recente, a Polícia Civil de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (PR) fechou um canil clandestino e salvou a vida de cerca de 30 cães encontrados em situação de flagrantes maus-tratos.

Os animais, das raças rottweiler, doberman, yorkshire e american bully, viviam em local pequeno e insalubre. Não havia comida e a água ofertada aos cães estava suja. Além dos cachorros, também foi encontrado um gavião em cativeiro no local.

O responsável foi encontrado no local e autuado. Ele responderá por maus-tratos contra animais e por manter um animal silvestre aprisionado sem autorização dos órgãos responsáveis, além de receber uma multa, cujo valor não foi informado.

A ação foi realizada pela Polícia Civil, agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São José dos Pinhais. Ainda não foi divulgado o destino dos cãezinhos vítimas de maus-tratos.

Nova York quer proibir a venda de cães, gatos e coelhos em pet shops

Foto: Pixabay

Seguindo os passos da Califórnia, Nova York tenta proibir a venda de cães, gatos e coelhos em pet shops estaduais.

O senado Michael Gianaris ( D- Rainhas) e o membro da assembleia Linda B. Rosenthal ( D / WF-Manhattan) querem proteger os animais e os consumidores que os compram, bem como impedir que os estabelecimentos de varejo lucrem com animais criados em “fábricas de filhotes”.

“Esta nova legislação para proibir a venda de cães, gatos e coelhos nas lojas de animais estaduais finalmente terminará com o combustível das fábricas de filhotes. Animais como cachorros, gatinhos e coelhos que vivem nestas instalações, tem uma curta e cruel existência; seus filhotes são muitas vezes afetados por problemas congênitos como resultado das más condições e das práticas de reprodução empregadas”, disse Rosenthal em um comunicado.

“Clientes desavisados pagam centenas de dólares por um cachorrinho ou gatinho, apenas para descobrir que o animal está incuravelmente doente. Nossos abrigos de animais e organizações de resgate estão transbordando de animais que precisam de lares eternos; é hora de começarmos a conectar animais de resgate a lares amorosos por meio da adoção em lojas de animais.”

Legislação atual

Nova York item uma das maiores concentrações de pet shops no país.

Infelizmente, a falta de regulamentação das fábricas permite que abusos e maus-tratos sejam cometidos indiscriminadamente – um criador licenciado pelo USDA deve apenas obedecer a padrões de sobrevivência.

“Aplaudimos o senador Gianaris e o membro da Assembleia Rosenthal por apresentarem uma legislação destinada a acabar com as fábrica de filhotes de Nova York ”, disse Brian Shapiro , diretor para a Humane Society dos Estados Unidos .

“Como os órgãos reguladores federais não conseguem supervisionar adequadamente os criadores de animais em larga escala, os estados precisam intervir e aprovar leis eficazes que protejam os consumidores e os animais”.

No Brasil

Após a enorme repercussão do resgate de mais de 1.700 animais de um canil clandestino, em Piedade (SP), que fornecia filhotes para a rede de lojas Petz, o presidente da companhia, Sérgio Zimerman, anunciou que as 82 lojas da rede não venderão mais filhotes de cães e gatos. O local será aberto para feiras de adoção de animais resgatados.